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O pensamento deplorável do ministro da Educação – Santana Castilho

A entrevista que João Costa deu ao Expresso da passada semana é um desfile de imprecisões, manipulações e falsidades. É um apontar de dedo a outrem, como se ele não fosse corresponsável pelos danos que a Educação sofreu nos últimos seis anos.
Perguntado sobre se o ministério não teria acordado tarde para o problema da falta de professores, João Costa respondeu que “esta equipa chegou e começou a tomar medidas, como permitir completar horários…”. Ora “esta equipa” é ele e outro, que promoveram as iniciativas trapalhonas, transbordantes de ilegalidades, que abordei no meu último artigo, para ultrapassar as maldades perpetradas pelas duas equipas anteriores … de que ele foi parte integrante. Querem maior cinismo e manipulação? E logo a seguir gabou-se de ter feito “um recenseamento do problema”. Como assim? Se há coisa que não falta são recenseamentos sucessivos, feitos por muitos, há anos e em areópagos diversos.
Mais à frente, confrontaram-no com a ideia de que a docência é pouco valorizada e perguntaram-lhe como se recupera o prestígio perdido. Não respondeu e optou, hipocritamente, por contribuir ainda mais para a degradação em análise, dizendo que “a formação [dos professores] tem de ser reconfigurada” porque “foram formados para serem professores de bons alunos”. E para que ficasse bem explícita a enormidade da acusação que acabava de fazer, complementou-a assim: “Era como formar médicos para verem só pessoas saudáveis”.
Naturalmente que a remuneração dos professores foi abordada. E o que é que está implícito na resposta e na metáfora (“… a carreira esteve parada muitos anos e só descongelou em 2018…”) que o ministro usou para referir o roubo do tempo de serviço com que foi conivente? Que um salário de 1000 euros no início da carreira ou de 1400 a meio não são maus, quiçá mais do que merecem professores impreparados para lidar com os problemas sociais das escolas e dos alunos, impreparação que levianamente lhes atribuiu no decurso da entrevista.
Surpreenderam-me estes nacos de pensamento do ministro? Não, porque já recentemente, na Sala do Senado, na sessão nacional do Ensino Básico do Parlamento Jovem, se havia referido a uma escola como espaço de silêncio e a um ensino que visa formar “enciclopédias com pernas”. Como se tais clichés pudessem caracterizar a escola e o trabalho dos professores que, em má hora, passou a tutelar. Como se a sua missão fosse vilipendiar professores diante de uma assembleia de alunos. Simplesmente sórdida tal intervenção!
E não ainda porque, numa abordagem meramente administrativa, igualmente recente, relativa à revisão do regime de mobilidade dos professores doentes, o Ministério da Educação propôs um sistema por quotas e quis que a graduação profissional fosse critério de desempate. Na prática, queria isto dizer que as doenças passariam a ter a gravidade indexada ao tempo de serviço. Eu sei que foram apenas propostas e que já foram abandonadas. Mas foram feitas e por isso ficaram sujeitas à crítica pública. Sobretudo porque indiciaram uma pulsão por comportamentos humanamente inaceitáveis e eticamente relevantes, de quem quer chegar a fins sem olhar a meios.

Em resumo, umas vezes em modo explícito, outras em registo cínico, este homem não se tem poupado a esforços para cavar um fosso entre os interesses dos alunos e os interesses dos professores. Mas é em defesa dos primeiros, apenas divergentes dos interesses dos professores na escola anticonhecimento científico, beata e patética que criou, que se prepara para desregular, ainda mais, a vida dos segundos.
Com despudor, difundiu a “verdade” que melhor desculpa as suas responsabilidades anteriores e melhor serve os seus interesses futuros. Com arrogância, escolheu começar funções ofendendo os professores.
Quantas voltas já terá Baden-Powell dado no túmulo, ante um seguidor deste calibre?

In “Público” de 25.5.22

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Consolidação da Mobilidade

Fica para análise o artigo 50.º-A do Decreto-Lei n.º 28/2017, que regula o regime de selecção, recrutamento e mobilidade do pessoal docente para os estabelecimentos públicos de educação pré-escolar e dos ensinos básico e secundário na dependência do Ministério da Educação, lembrado em comentário no artigo anterior.

Este artigo reforça a minha simples proposta para o documento em negociação, que excepcionalmente poderia ser alargada a todos os colocados em MPD deste ano.

 

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Observatório Escolar: Monitorização e Ação | Saúde Psicológica e Bem-estar

Observatório Escolar: Monitorização e Ação | Saúde Psicológica e Bem-estar

 

O Ministério da Educação, através da DGEEC, apresenta o relatório do estudo “Observatório Escolar: Monitorização e Ação | Saúde Psicológica e Bem-estar”, que teve como principal objetivo proceder à recolha e monitorização de indicadores de saúde psicológica e bem-estar nas escolas portuguesas, tendo em vista o desenho de propostas de intervenção diferenciadas, em função das necessidades identificadas, por grupos etários e por região geográfica.

Recorde-se que no âmbito do Plano de Recuperação das Aprendizagens 21|23 Escola +, e tendo em conta o “domínio inclusão e bem-estar” do eixo “Ensinar e  Aprender”, com vista ao reforço das competências socio-emocionais no cumprimento do Perfil dos Alunos à Saída da Escolaridade Obrigatória, considerou-se importante monitorizar a saúde psicológica e bem-estar nas escolas, numa iniciativa inédita.

Este estudo resulta de um trabalho de parceria entre a Direção-Geral de Estatísticas da Educação e Ciência, Direção-Geral da Educação, Programa Nacional de Promoção do Sucesso Escolar, Equipa Aventura Social/ ISAMB, Universidade de Lisboa, Ordem dos Psicólogos Portugueses e Fundação Calouste Gulbenkian, e conta com a coordenação científica da Professora Doutora Margarida Gaspar de Matos (Equipa Aventura Social/ ISAMB, Universidade de Lisboa).

Ver documento

 

 

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Desta Vez Não Houve Loiça Partida

FENPROF exige regime que proteja docentes com doenças incapacitantes e requer, ao ME, negociação suplementar

 

 

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Quem irá à luta por melhores salários para os professores?

 

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Abertas as candidaturas para 185 novos projetos de Clubes Ciência Viva

 

Estão abertas as candidaturas para 185 novos projetos de Clubes Ciência Viva

Está aberto a partir de hoje, e até ao próximo dia 25 de julho, uma nova fase para o alargamento da Rede de Clubes Ciência Viva na Escola. Do primeiro aviso resultou a aprovação de 465 projetos, distribuídos por todo o território nacional e abrangendo todos os níveis de ensino. Com este segundo aviso pretende-se a aprovação de 185 Clubes, de forma a alcançar um total de 650 novos Clubes Ciência Viva na Escola até ao ano de 2025, meta inscrita no Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

O Programa Impulso Jovens STEAM, que integra o PRR, prevê o reforço da promoção do ensino experimental das ciências e técnicas e da cultura científica através do reforço da Rede de Clubes Ciência Viva na Escola.

Este concurso é dirigido aos estabelecimentos de ensino público de todas as regiões de Portugal Continental,
desde a educação pré-escolar ao ensino secundário e ao ensino profissional.

Atualmente a Rede é composta por 708 Clubes, que integram 3077 entidades parceiras.

A Rede de Clubes Ciência Viva na Escola é uma iniciativa conjunta da Ciência Viva – Agência Nacional para a Cultura Científica e Tecnológica e da Direção-Geral da Educação.

A Coordenação Nacional da REDE de CCVnE

Saiba mais em: https://clubes.cienciaviva.pt/

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Um terço dos alunos e metade dos professores apresentam sinais de sofrimento psicológico

O Ministério da Educação fez a primeira análise ao estado da saúde mental de alunos e docentes das escolas portuguesas. Resultados mostram que mais de metade dos professores se sentem irritados. Portugal já cumpre o rácio de psicólogos em contexto escolar.

Um terço dos alunos e metade dos professores apresentam sinais de sofrimento psicológico

 

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Quem quer ser professor? – Carlos Santos

Contrariamente ao que diz uma residual minoria ressabiada de docentes conspiradores e potencialmente subversores, a verdade é que os professores portugueses são muito bem pagos.
Se alguém quiser ficar rico depressa e sem esforço, sem dúvida que a melhor opção é ir para o ensino. Em todo o caso, se alguém estiver à procura de “trabalho”, nesse caso está a perder o seu tempo, pois no ensino só se oferecem empregos.
O pedagogo moderno labora apenas 35 horas por semana de serviço simples e só leva trabalho para casa se pretender ganhar mais uns milharzitos de euros, pois o trabalho é pouco, os alunos são uma doçura, cada vez mais autónomos, responsáveis, educados, respeitadores e fáceis de lidar e quase não há documentos para elaborar e preencher, testes para corrigir, nem aulas para preparar. Reuniões, não as há e as que surgem são muito bem pagas, mais ainda quando se realizam em horário pós-laboral, sendo curtas, repletas de um prazer evidente no rosto em delírio de todos, que não se importam nada de ali estar enquanto a família, muito compreensiva, os espera em casa até à sua alegre chegada ao anoitecer.

Os pais são extremamente respeitadores e nunca importunam o tempo de descanso dos professores, nem os seus telefones pessoais sendo que, quando são atendidos fora de horas, pagam bem por esse serviço e ainda agradecem a amabilidade por lhes ter sido disponibilizado um tempo na sua agenda. É um regalo vê-los à porta da escola a receberem os seus rebentos (esses seres encantadores) com as palavras carinhosas “Meu tesouro, meu queridinho, meu mais que tudo!”. Encarregados de educação que, assim que põem a vista em cima de um professor, não é a única coisa que lhes põem em cima do corpo, pois não hesitam em vir determinados na sua direção de braços no ar para lhes darem um abraço apertado agradecendo-lhes calorosa e encarecidamente pela educação e formação que dão aos seus queridos filhos e pelo tempo que lhes dedicam. Um mimo que, embora seja recorrente, os professores nunca se habituam e lhes enche a alma!
É das poucas profissões onde as horas extraordinárias são pagas, pelo que as centenas de horas extra desnecessárias para tão pouco trabalho escolar (mas que os professores fazem voluntariamente para ganharem mais ordenado), são assalariadas por uma torrente de numerário.
Para os professores mais ambiciosos, que saem de casa manhã cedo e só regressam à noite sem qualquer problema em deixar os filhos sozinhos ou com terceiros, há dinheiro a rodos para ser distribuído caso não se importem de levar mais trabalho para o seu lar para faturarem até altas horas da noite a corrigir testes e preencherem papeladas extremamente úteis e funcionais, contudo, facílimas de preencher.
São tão bem pagos que só mesmo os professores têm posses para andarem diariamente a passear pelo país. Isto é vê-los eufóricos constantemente a atestar os carros nas gasolineiras e a vadiar nas estradas por todo o lado de manhazinha até à noite. Vê-los encher o carro ao domingo à noite, partirem rumo ao desconhecido e só regressarem à sexta-feira à noite, já é um clássico destes doidivanas neo-hippies pós-modernos abertos à aventura.
As ajudas de custo são tantas e o gosto em se juntarem, maior ainda, que ao fim da tarde ou aos fins de semana é vê-los em ajuntamentos de convívio em milhentas ações de formação, todas elas gratuitas e desnecessárias.
E para quem aprecia particularmente viajar, existem imensas e longas visitas turísticas de estudo muito bem remuneradas, na simpática companhia de crianças altamente disciplinadas.

Graças a tantos subsídios de alojamento, têm a oportunidade de todos os anos mudarem de casa para perto da escola para não terem de se deslocar. Isto para não falar daqueles que preferem alugar um quarto para, juntando o útil ao agradável, amealharem mais dinheiro e terem um serviço de quartos ao estilo hotelaria de sete estrelas.
Quando acordam num dia menos sorridente, nada como ligar um qualquer boletim noticiário para escutar os rasgados elogios do nosso líder supremo para que o sol volte a raiar no nosso exclusivo céu perpetuamente azul e o ânimo fique novamente tão elevado como as suas contas bancárias.
As direções das escolas espalham uma luz interior pejada de benevolência e compreensão, partilhando um ombro amigo e um empático sorriso conciliador que se irradia em cada rosto.

Os colegas de profissão, no seu júbilo e altruísta amor pelo próximo, não hesitam em dar a camisa do corpo no acolhimento de braços abertos aos novos colegas, num sentimento exultante de solidariedade e partilha fazendo com que se sintam em casa.
A carreira é aliciante e ao fim de poucos anos, muito naturalmente, já estão no topo a ganhar 5.000€ líquidos por mês, acrescidos de prémios de produtividade e por objetivos, subsídios de deslocação e de alojamento, carro à disposição para deslocações entre escolas e em serviço oficial (mas que podem levar para casa), telemóvel do estado para todas as chamadas de trabalho, ajudas de custo para material didático e para a frequência de formação contínua.
Armários e outros equipamentos obsoletos estão em falta, mas são desnecessários em escolas altamente tecnológicas, repletas de computadores atualizados que dão para todos, rápidos e com internet de alta velocidade que são um primor. “Assim até dá gosto vir para escola” é a frase mais ouvida diariamente num local onde ninguém sente que trabalha, tal o bem-estar geral e a alegria contagiante que reina em cada canto.

O ambiente é tão maravilhoso que a maioria não come em casa e se recusa a almoçar na cantina levando a sua marmita para a escola porque, bem entendido, nem lhes passa pela cabeça perderem essa oportunidade encantadora de conviverem com os seus pares, rejubilando com a possibilidade de absorverem e acumularem energias positivas.
Todas as pessoas ali ostentam um ar de felicidade e nada mais pedem por terem mais do que alguma vez desejaram e aquilo com que nunca sonharam. As reuniões sindicais transformaram-se em autênticas tertúlias e chás das cinco onde se podem marcar viagens turísticas, reencontros com os colegas jubilados e no “Dia do professor”, excursões anuais de confraternização até à sede do chefe máximo para demonstrar gratidão pelo tratamento extremoso que derrama sobre eles espalhando paz e harmonia pelas escolas.

Os professores gostam tanto deste emprego que lhes traz infindáveis regalias e tantas vantagens, que fazem questão de ir para o trabalho mesmo quando estão doentes. A única contrariedade é terem compulsivamente de se aposentar quando caducam os prazos de validade das suas licenças de frequência destes paraísos na Terra. Com supina modéstia, suponho até que o céu acima deles se encontra deserto por não poder oferecer mais do que as escolas oferecem. Prova viva são os rostos dos professores lavados em lágrimas quando se veem obrigados a abandonar o ensino, também contra a nossa vontade arrastados para fora dos portões da escola e metidos nos seus Bentley e Rolls-Royce, de volta pelas vias exclusivas das boulevards para as suas mansões nos luxuosos condomínios fechados nos olimpos situados no cimo de inalcançáveis montes dourados. Só posso sentir imensa pena daquela gente e pensar no que irão fazer depois com tanta juventude e tanto tempo livre nos imensos anos que têm pela frente. Um verdadeiro crime, de facto! Mas esse é o elevado preço a pagar por termos sido abençoados pelo abraço de tão admirável profissão. Só comprova estarmos certos de que, com tanta exultação e jovialidade, ao fim de uma vida de trabalho docente, ninguém será capaz de ter sentido ter trabalhado sequer um dia na vida. Haverá, a qualquer título, algo comparável?
És aventureiro e gostas de viajar, queres um trabalho pouco exigente e prazenteiro sem responsabilidades onde possas rapidamente enriquecer sem esforço? Então, candidata-te a professor!

Carlos Santos | Gestor de fortunas | Avenida do Engano, nº5º, 7º andar | contacto: 9 4 2 6 6 23 67

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As percentagens…

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Fenprof – Mobilidade por doença e renovação de contratos: ME inflexível nas suas propostas

Mobilidade por doença e renovação de contratos: ME inflexível nas suas propostas

 

No final da reunião com o Ministério da Educação, naquela que foi a segunda e última ronda negocial de um processo que, para além de alterações ao regime de renovação de contratos, também pretende alterar as regras da designada Mobilidade por Doença (MPD), o Secretário-geral da FENPROF disse aos jornalistas que o ME não foi sensível nem acolheu nenhuma das propostas apresentadas por esta federação. Por isso, a FENPROF prevê requerer a negociação suplementar.

 

 

 

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Lista de colocações – concurso externo de provimento 2022/2023

Encontra-se publicitada, no portal da Direção Regional da Educação e Administração Educativa da R.A. Açores, a 𝗹𝗶𝘀𝘁𝗮 𝗱𝗲 𝗰𝗼𝗹𝗼𝗰𝗮𝗰̧𝗼̃𝗲𝘀 𝗱𝗼𝘀 𝗰𝗮𝗻𝗱𝗶𝗱𝗮𝘁𝗼𝘀 𝗮𝗼 𝗰𝗼𝗻𝗰𝘂𝗿𝘀𝗼 𝗲𝘅𝘁𝗲𝗿𝗻𝗼 𝗱𝗲 𝗽𝗿𝗼𝘃𝗶𝗺𝗲𝗻𝘁𝗼 para o ano escolar de 2022/2023.
Os candidatos colocados devem proceder à 𝗮𝗰𝗲𝗶𝘁𝗮𝗰̧𝗮̃𝗼 da colocação obtida 𝗲𝗻𝘁𝗿𝗲 𝟮𝟰 𝗲 𝟯𝟬 𝗱𝗲 𝗺𝗮𝗶𝗼 𝗱𝗲 𝟮𝟬𝟮𝟮, unicamente através do preenchimento do respetivo formulário eletrónico, disponível em https://concursopessoaldocente.azores.gov.pt

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Nada de novo na negociação da MPD

 

Como era esperado a montanha pariu um rato e nada de novo foi acrescentado à proposta (final) da última sexta-feira.

Venha a negociação suplementar para parir uma rata e formar um casal daquela espécie.

 

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É falso que 30% dos professores se encontrem no topo da carreira

 

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POSIÇÕES QUE A Pró-Ordem VAI ASSUMIR HOJE NA REUNIÃO COM O ME

Na sequência da reunião realizada dia 16 do corrente entre a Pró-Ordem, Associação Sindical dos Professores Pró-Ordem, com a presença do Sr. Ministro da Educação e do Sr. Secretário de Estado da Educação, após auscultação aos nossos associados, voltamos hoje ao Ministério para expormos as nossas posições, nesta fase do procedimento negocial:
MOBILIDADE POR DOENÇA:
– O ora existente instituto da mobilidade por doença, em sede de revisão regulamentar, pode ser visto e ponderado, mas desde que á luz do Direito Fundamental à Saúde, previsto no art. 64.o da Constituição da República Portuguesa, plasmado na Lei de Bases da Saúde, Lei n.o 95/2019, de 4 de setembro e titulado no regime Jurídico da Promoção da Segurança e Saúde do Trabalho, Lei n.o 102/2009, v. g. nos seus artigos 5.o e 15.o.
– Se, como por vezes se alega, há abuso deste direito, fiscalizem-se os eventuais prevaricadores e não se faça pagar “o justo pelo pecador”.
– Importa assegurar a proteção aos docentes que, em razão de doença própria ou de seu familiar direto devam ser colocados em escola diferente da respetiva escola de provimento.
– A colocação na escola da preferência do docente não deve depender de uma estrita previsão de existência de componente letiva num determinado grupo de docência, sob pena de se precludir o direito constitucional supra indicado que se visa proteger.
– No caso dos docentes dos quadros de agrupamento e de escolas não agrupadas, na mobilidade por doença, não deve fixar-se um número mínimo de Kms, mas sim vedar a mudança dentro da mesma localidade.
Como aspetos positivos da proposta do Ministério, destacamos:
– O facto de a MPD poder passar a ser requerida em qualquer altura do ano, pois a sua necessidade pode surgir quando menos se espera;

– A ordenação dos requerentes da MPD por critérios de ordem clínica é preferível ao critério da graduação profissional;
– A submissão posterior a Junta Médica para comprovação das declarações prestadas, quando aplicável;
– A verificação local pela IGEC das situações de facto, quando aplicável.
RENOVAÇÃO DE CONTRATOS
– Conforme a Pró-Ordem, a Federação Portuguesa de Professores e o movimento sindical docente têm vindo a insistir ao longo dos anos, esta matéria seria melhor resolvida com a criação de lugares de quadro em número adequado às necessidades das escolas, agrupamentos e sistema nacional de educação e de ensino. Até porque, não raro, os docentes (em virtude das suas especificas qualificações académicas e profissionais) são solicitados a colaborarem em atividades de extensão técnico-educativa nos departamentos da administração central, regional, municipal, bem como em associações pedagógicas e científicas. Tal como no número crescente de escolas portuguesas tuteladas pelo Estado Português nos Países de Língua Oficial Portuguesa. Também na secção portuguesa das escolas instituídas pela União Europeia e ainda em escolas portuguesas ou locais junto da Diáspora.
– O respeito pelo Estado de Direito, pelo Estado Pessoa de Bem, milita contra o nosso aval à alteração de procedimentos relativamente ao quadro legal em que decorreram os concursos, sob pena de estarmos a defraudar as expectativas dos candidatos que fizeram as suas opções em face de um determinado quadro normativo e naquelas circunstâncias concretas.
– Salvo melhor opinião, a renovação de contratos a pedido não assegura a necessária transparência que deve ser apanágio da Administração Pública e pode colocar em crise o princípio constitucional da Igualdade, previsto no art.o 13.o da CRP. Razão pela qual, em nossa apreciação, seria preferível equacionar esta hipótese apenas para o ano letivo de 2022/2023.
NEGOCIAÇÃO SUPLEMENTAR
A Pró-Ordem e a Federação Portuguesa de Professores esperam que nesta segunda ronda negocial o Governo faça um esforço de maior aproximação, nestas matérias, das posições das associações sindicais docentes. Caso tal não se verifique seremos levados a requerer negociações suplementares.
Lisboa, 23 de maio de 2022 Pela Direção Nacional
O Presidente da Direção

Filipe do Paulo

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Um Ano sem Testes. Que professor se atreveria a faze-lo?

Remover avaliações sumativas da prática instrutiva pode tornar as aulas mais interessantes, envolventes e sem stress para os alunos.

Um Ano sem Testes

Durante a primeira semana de aulas deste ano, pedi aos meus filhos que escrevessem num cartaz e terminassem a frase, “Espero que nós…” Alguém escreveu “não haver testes”. Nunca gostei de testes. Enquanto estudante, senti que não mostravam o que eu sabia, porque estava nervoso com perguntas com truques ou que interpretaria mal o que me estava a ser pedido. Então decidi, por que não, vamos tentar – um ano sem testes.

Pensei que depois de um ano de quarentena e aprendizagem híbrida, seria uma boa altura para misturar as coisas um pouco mais do que o normal. Quando disse nas minhas aulas que não lhes ia fazer testes este ano, eles legitimamente não acreditaram em mim: “Qual é o problema, Sra. Deinhammer?” Disse-lhes que as minhas expectativas eram que eles tentassem o seu melhor e se concentrassem em aprender em vez de memorizar, embalar ou fazer batota. Eu disse-lhes que queria que eles aprendessem a aprender, como ser curioso, e como questionar.

Tenho muitas formas de analisar a compreensão e o crescimento nos meus alunos — faço avaliações formativas quase todos os dias. Às vezes revejo os dados da avaliação, e às vezes não. Dependendo do que a aula necessita, uso os dados para guiar onde vamos a seguir, ou os alunos apenas usá-los-ão para ver onde estão com o conteúdo. Alguns dias usamos jogos divertidos como Gimkit, Blooket, ou Quizlet, outros dias fazemos várias atividades de despejo cerebral ou fazemos práticas de laboratório falsos, mas nunca por uma nota. Um dos métodos mais fáceis que usei, é apenas um simples questionário do Google Form com quatro a cinco perguntas relacionadas com o verdadeiro objetivo de aprendizagem.

Eles vêem instantaneamente os resultados e “pontuação”, mas eu não o registo. Temos uma discussão imediata como turma e esclarecemos quaisquer equívocos que possam ter. Podem explicar a sua linha de pensamento e como chegaram à resposta a uma pergunta específica. Ter os alunos a explicar o seu raciocínio uns aos outros é uma grande oportunidade para eles ouvirem perspetivas únicas. O que tenho observado até agora é que as crianças realmente experimentam coisas que não são classificadas se não são longas e se recebem feedback imediato. Querem saber qual é a sua posição.

A cada duas semanas, fazemos uma verificação rápida de entendimento (CFU), em qualquer lugar de 10 a 12 perguntas. Isto conta como uma “nota diária”. O CFU é criado na LMS, Schoology da nossa escola, e os alunos têm duas tentativas. A primeira tentativa é estritamente de memória, como um teste de falso. Eles vêem instantaneamente a pontuação quando completam o CFU. Se não estiverem satisfeitos com a nota, podem retomar o CFU imediatamente e usar os seus apontamentos das aulas.

Quando revejo os resultados, tenho os dados que preciso de saber quem precisa de ajuda adicional, mas isso não prejudica a nota geral. Algumas crianças estudam para os CFUs e outras não. A maioria das crianças usa ambas as tentativas, mesmo que a primeira tentativa lhes tenha marcado um 94 ou 95. Analisam criticamente cada pergunta para ver se conseguem descobrir qual delas falharam. Fazem perguntas esclarecedoras e querem discuti-la depois. Os estudantes estão a tirar muito mais disto do que eu esperava inicialmente. No passado, quando um teste era dado, eles faziam-no uma vez e seguiram em frente com as suas vidas, normalmente não pensando mais nele.

Para avaliar os laboratórios de ciências, atribuo um teste pós-laboratório a um grupo. Os alunos submetem as suas próprias respostas à Escola, mas discutem as perguntas em conjunto. Isto levou a algumas das discussões de turma mais enriquecedoras que já vivi como professora. Ouvir crianças defendendo por que sentem que uma resposta é certa ou errada é muito valioso para mim. Adoro ouvi-los tentar convencer o grupo deles, porque estão certos e apoiar o seu pensamento com provas. Também sou capaz de identificar equívocos enquanto ouço a sua opinião.

Peço regularmente feedback aos meus alunos e recebo algumas das minhas melhores ideias do processo. Faço levantamentos reflexivos no final de um período de marcação e depois de grandes projetos, fazendo perguntas como “Do que mais gostou?” “O que aprendeu?” “Como posso melhorar esta aula para os alunos do próximo ano?” No final do primeiro semestre, os meus alunos partilharam os seus pensamentos gerais sobre a aula. Eis alguns dos comentários que recebi:

“Adoro que não tenhamos testes aqui. Adoro não me sentir nervoso e preocupado por estar a perder um detalhe crítico que será pedido num teste mais tarde.”

“Quem me dera que todas as minhas aulas tivessem a política de não teste. Aprendi mais nesta disciplina este ano do que em qualquer disciplina que tive no ano passado. Acho que a liberdade de aprender ao meu ritmo é tão grande.”

“É muito divertido aprender quando não tenho de me preocupar com as boas notas e as más notas. Você é tão paciente, e eu aprecio a atmosfera descontraída desta disciplina.

É muito gratificante saber que os meus alunos não se sentem nervosos na minha aula e que simplesmente remover o fardo dos testes tornou a aprendizagem mais interessante e agradável para eles.

 

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O caminho para o desastre – Carlos Santos

Sem rodeios nem romances, vamos a factos.
Parece-me perverso o atual Ministro da Educação, João Costa, estar a encapotar as suas responsabilidades políticas relativamente à falta de professores escudando-se atrás do pressuposto de só recentemente estar a ocupar o cargo de ministro. Longe de estar inocente, o que esteve a fazer durante 7 anos como Secretário de Estado da Educação?
Quando há 4 anos, no programa Prós e Contras, de 17 de setembro de 2018, comparando com a realidade de outros países, João Costa assumia que “Nós temos um problema sério de envelhecimento do corpo docente” e nada fez para o resolver, como poderemos acreditar que o irá resolver de forma eficaz e justa nos próximos 4 anos?
A única maneira de resolver o problema passa pela valorização da profissão valorizando os seus profissionais. E isso só se faz melhorando carreiras e salários.
Mas o que é que este ministro optou por fazer? Precisamente o oposto. Como ficou logo claro, é tal a sede de a curto prazo tapar o “buraco” da falta de professores que optou por um rude ataque aos docentes. À imagem de outros antecessores de má memória, optou por atormentar os docentes, começando por lançar no ar a suspeita sobre a postura ética e moral da classe, criando mecanismos para mandar para longe das suas residências e locais de tratamento professores em mobilidade por doença. Alterou regras dos concursos nas reservas de recrutamento prejudicando imensos professores. Prepara-se para alterar regulamentos conscursais para fazer dos professores “pau para toda a colher” com o intuito de fazer face à falta de professores da qual são eles os responsáveis por inépcia. Mas quanto aos reais problemas que afastam os professores da profissão e os prejudicam na sua vida pessoal e profissional, nada é feito, optando por se manter no caminho para o desastre.
Morta à nascença, perante este quadro intimidador, cai por terra qualquer esperança de uma gestão da pasta da educação diferente do que temos vindo a assistir.

Como é que um jovem poderá sentir-se aliciado a optar por uma profissão que lhe irá trazer tanta instabilidade, trabalho excessivo, insegurança e baixos salários? Por mais criativo que o ministério seja, haverá algum aliciamento que seja eficaz quando um jovem olha para aqueles que estão na profissão e vê o desânimo e revolta pela forma como são tratados?
Será, porventura, estúpido ou cego que não veja constantemente nas notícias o enorme descontentamento dos professores que se queixam, manifestam e fazem greves? Sendo alunos, não serão eles conhecedores daquilo que os professores passam? São eles próprios que nos dizem “ser professor? Nem pensar!”.
A tratar os professores com tamanha desumanidade, este executivo nunca irá conseguir resolver o problema da falta de professores; bem pelo contrário, o arrastar dos maus-tratos àqueles que estão no ensino, só irá afastar ainda mais os possíveis candidatos e daqui por 4/5 anos, em vez de estar a sair para o mercado de trabalho um reforço de novos professores, o problema terá sido muito mais agravado, pois não entrou sangue novo enquanto muitos dos mais velhos já se terão aposentado e outros, não suportando tanta exigência e péssimas condições de trabalho, terão abandonado a profissão. Isto para não falar do aumento dos níveis de absentismo por baixa médica. Este governo é responsável por, durante 7 anos nada ter feito para resolver o problema e, olhando a nível estatístico para o que fez (ou não fez e deveria ter feito), a previsibilidade será termos mais do mesmo.

Então, o que fazer?
É muito simples e todos os professores o sabem, assim como o ministério, só que não o quer fazer. Em essência, a única maneira de evitar o abandono da profissão, reformas antecipadas e a enorme dificuldade de atrair jovens para a formação de novos professores, passa pela dignificação da profissão. E temos de começar a “chamar os bois pelos nomes”. Desde 2005 com o governo PS de Maria de Lurdes Rodrigues, passando pelo governo passista social-democrata, com Nuno Crato, terminando com os socialistas, com Tiago Brandão Rodrigues e João Costa, o caminho foi o do desprezo pela escola pública e destruição da carreira docente.
Gente pouco responsável que julgava ser possível construir uma educação sem professores ou sem professores motivados, decentemente remunerados. Quem não se lembra da ministra da má memória que, na sua insensatez, veio a público dizer “Perdi os professores, mas ganhei a população”?
A solução de valorização da profissão, não pode passar por outro caminho que não seja o da dignificação da carreira docente. E isso passa por:
-(não há que ter medo de o dizer) Aumento notório e dignificante dos salários (de todos os profissionais de educação, incluindo técnicos, assistentes operacionais e administrativos). Nos últimos 15/17 anos o salário mínimo duplicou (e bem), mas o vencimento dos professores manteve-se inalterado. Pior, as rendas e os combustíveis, onde os professores deixam grande parte do vencimento, conheceram aumentos na ordem dos 100% e os salários ficaram na mesma. O custo médio de vida (fruto da inflação) sofreu um aumento próximo dos 30% e os professores, sem aumentos desde 2009, viram ser-lhes agora dada uma migalha de 0,9%, quando se prevê uma inflação de 4,4%, somando-se assim ainda mais 3,5% de perda do poder de compra.
Olhando ao exemplo de um professor em início de carreira que tenha de alugar um mero quartinho na ordem dos 400/500€, acrescentando despesas de água, eletricidade, gás e deslocações à terra para visitar a sua família (oficina, seguros, revisões, inspeções e avarias), sobram-lhe meros 300€ para se governar. Então, se for um professor contratado e com horário incompleto com um rendimento mensal de 500 a 800€, fica condenado a passar fome. E quando se trata de um casal de professores a ficarem em cidades diferentes e a pagar casa ao banco, ficam a pagar três residências (sim, somos uns excelentes clientes do mercado de arrendamento, das gasolineiras e oficinas!). Sem desprimor para com a profissão que aleatoriamente escolho para comparação, mas uma pessoa que esteja a passar códigos de barras na caixa de um supermercado recebe um salário mínimo acima dos 700€ + desconto nas compras e não tem o trabalho acrescido que um professor leva para casa nem a mesma responsabilidade, além das despesas de deslocação/estadia longe da sua residência. Não admira que os professores, altamente qualificados e em contínua formação profissional, considerem serem muito mal pagos.

-Estabilização do corpo docente perto da sua residência (e família) e não o contrário, como se propõe o governo, pretendendo que os professores fixem a sua residência perto do seu local de trabalho, nem que seja em lugar ermo onde Judas perdeu as botas.

-Diminuir o número de alunos por turma, a burocracia e excesso de trabalho exigido aos professores, incluindo trabalho levado para casa num total superior a 46 horas semanais (agravado nos finais de período/semestre).

-Eliminar cotas e entraves à progressão na carreira e devolver o tempo de serviço prestado pelos professores e injustamente roubado pelo poder político.

-Investimento na melhoria das condições de trabalho nas escolas, com mais meios materiais e humanos deixando de ser o parente pobre do país com um enorme desinvestimento do PIB. Hoje em dia, um professor é obrigado a ter viatura própria para ir trabalhar (mesmo entre escolas do mesmo agrupamento), é obrigado a ter computador, impressora e internet e, muitas vezes, materiais didáticos para suprir a falta destes nas escolas (isto quando não acontece de terem de levar até papel higiénico de suas casas).

E a levada fatura que os professores pagam ao terem de assistir à distância ao crescimento dos filhos em famílias completamente desmembradas?
E porque será que a menor taxa de natalidade reside na classe docente? Quantos casais vão adiando constituir família até que tenham uma estabilidade profissional que acabou por nunca chegar?
E como é possível que a taxa de divórcios e separações na profissão não seja a mais alta quando as famílias vivem separadas durante décadas?
E o elevado nível de acidentes em serviço de uma classe que passa décadas diariamente a percorrer estradas debaixo de grande stress numa profissão em que bastam uns minutos de atraso para se ter falta ao trabalho?
E o desgaste psicológico que leva a que metade dos pacientes em consultórios de psicologia e psiquiatria sejam professores, representando uma descomunal incidência 300 vezes superior à média da restante população! Isto sem contar com o número esmagador de milhares de docentes medicados com antidepressivos e ansiolíticos numa classe com números alarmantes de burnout.
E o que dizer de sermos a classe profissional com maiores problemas de garganta/voz e audição, ferramentas de trabalho essenciais para trabalharmos?
Será que há dinheiro que pague tudo isto?

Se a isto somarmos a enorme perda de estatuto da profissão, devido aos constantes ataques de que foram alvo da tutela e da comunicação social que contaminaram a opinião pública, bem visível nas agressões feitas aos professores e na falta de respeito como são tratados por pais, alunos e poder político, só me espanta como não houve mais professores a abandonar a profissão.

Sabemos perfeitamente que este género de informação não faz notícia em nenhum órgão de comunicação social e muito menos capa de jornal, num país onde só vende a má-língua e a inveja. Basta atentarmos para o número de professores que são agredidos e ameaçados diariamente e a comunicação social que, quase sempre, só noticia (alegadas) agressões de professores.

Sem estabilidade, salários e carreiras condignas e condições laborais decentes que permitam aos professores terem uma vida decente, condições de trabalho adequadas, rendimentos justos que permitam poderem pagar as suas contas e poderem ter um projeto de vida e constituírem família, torna-se claro que nunca teremos uma população bem qualificada, nem este país se irá desenvolver e acompanhar os restantes países europeus, nem haverá professores suficientes para o fazer.
Este cenário miserável e terrível para a vida dos professores, é razão mais do que suficiente para convencer qualquer jovem a fugir da carreira de professor.
O ME quer realmente resolver o problema?
Nada mais fácil – comecem por tratar condignamente os professores.
Carlos Santos

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UM MORTO PROFESSOR!

 

~Se lá chegar, brevemente farei 62 anos de idade e 42 a lecionar ininterruptamente, tendo desempenhado em cerca de uma dezena de escolas todas as funções possíveis, desde a faxina da limpeza, passando pelo alombamento do mobiliário/equipamento para lecionar, até à presidência de todos os órgãos escolares, chegando a permanecer nelas dias seguidos das 7.30 horas até depois das 24 horas (com ensino noturno), comendo pagando e tomando conta dos alunos nos refeitórios. E agora, frequentemente dias com manhãs, tardes e noites de trabalho seguidas. Família sempre em segundo ou terceiro plano. Até a formação esteve sempre depois das aulas e primeiro que a família. Em todo este tempo estive um dia de atestado médico.

~Descontei mais de 30 daqueles anos para a aposentação, com base em 100% do ordenado, na proporção de me aposentar sem penalização com 55 anos de idade e 36 anos de serviço (era assim considerado pelo desgaste da profissão e outros motivos). Assim foi durante muitos anos e ainda continua a ser para alguns  agora privilegiados. Se me aposentar um dia será com base em menos de 60% (simulação da CGA). Neste país, durante algum tempo a seguir ao 25 de abril de 74, havia carne e osso para todos, agora para os protetores do sistema vai a carne e para os trabalhadores vai o osso já rapado.Repetidamente o aumento dos ordenados nunca acompanhou de perto a inflação. Recebo menos vencimento líquido hoje do que há mais de 20 anos e dois escalões atrás.

~Nos últimos anos despediram milhares de professores, alguns com dezenas de anos de carreira, como por exemplo na disciplina prática que leciono em que reduziram para menos de metade os professores ao cortarem 50% da carga horária e ao atribuírem o dobro dos alunos a cada professor, colocando em risco permanente a segurança de alunos/professores e sem qualquer investimento em equipamentos/condições de trabalho que são completamente obsoletas. À balela da falta de professores crucificam-se os que já trabalharam uma vida.Para os iluminados que andam a propor bonificações aos professores que depois de aposentados queiram continuar a trabalhar devido à falta deles, pela minha parte nuncanem condecorado.

~Sem qualquer justificação, porque há dinheiro do Estado para estádios de futebol megalómanos sem qualquer utilidade, bancos falidos por ladrões, subsídios perdidos a empresas de empresários oportunistas, chorudas reformas sem para elas descontarem proporcionalmente para administradores e afins, favorecimentos por fora em tudo o que é administração pública, lei da autonomia para roubar/desviar verbas, etc., quase no fim da carreira foi-me imposto trabalhar e descontar pelo menos mais 12 anos para cobrir os desfalques facilitados/abafados por políticosou gestores corruptos. Nunca vi alguém estar perto de atingir um objetivo e imporem-lhe humanamente um outro incompreensível.

~Atualmente leciono a mais alunos do que no início da carreira, com a incomparável diferença entre respeito/reconhecimento àquela data e a agressividade/espezinhamento atual, por alunosencarregados de educação e administração educativa.

~Por considerar ser, pelo Estado e minha entidade patronal, enganado, aldrabado, vigarizado, manipulado, vilipendiado, explorado, roubado, abusado, violado, torturado, trucidado, agredido, enxovalhado, discriminado, desrespeitado, desprezado, humilhado, inferiorizado, achincalhado, despromovido, desvalorizado, etc..

~Obviamente, estou pessoal e profissionalmente exausto, saturado, desgastado, fragilizado, estoirado, deprimido, descontrolado, stressado, indignado, revoltado, sem qualquer motivação, assumidamente à beira do abismosujeito a arrastar comigo alguém próximo, etc..

~Fiquei no ensino, a troco de tudo de muito melhor, porque adorava lecionar e o trabalho complementar, mas atualmente detesto esta profissão que mata os que não querem guerra.

~Por isso, considero-me um professor morto a trabalhar/lecionar como nunca, fora do prazo de validadepara alunos com idade de serem meus bisnetos, em adiantado estado de decomposição sem que alguém note o cheiro nauseabundo que emano e com ar de parolo retrógrado por ter sido professor de informática dos primeiros engenheiros informáticos estando atualmente no grau zero das qualificações digitais, até porque recusei todas as vacinas e todos os testes covid-19 até hoje, devido ao primeiro-ministro atribuir exclusivamente aos professores uma marca de vacina que ele veio a considerar berbicacho e que eles cobardemente aceitaram. Até agoranão beneficiei de qualquer bónus para ter covid19.

~E como, com o horizonte de anos que ainda tenho para trabalhar e poder receber a aposentação sem penalização, só vejo a possibilidade de sair na HORIZONTAL pela porta das traseiras da Escola onde trabalho, talvez em resultado dum pressuposto enforcamento. Olho para o lado e vejo os colegas mais velhos ou da minha idade no meuestado e os próximos da minha idade quase como eu, a dizerem que já não aguentam mais. Transformaram-nos numa cambada de velhos transtornados prematuros. Os vacinados a terem todos covid19.

~Assim, os alunos vão ter um futuro risonho, com um ministro da educação competentíssimo, há mais de seis anos a governar os professores deste país e por pelo menos mais quatro anos e meio, para quem interessa é que tenham aulas (segundo ele, mas eu sinto precisamente o contrário), por professores no meu estado cadavérico-degenerativo. Com professores neste estado que ensino estão a/vão ter os alunos? Apenas aulas! Um morto professor dá aulas, mas não ensina. Ainda bem que os meus filhos não querem ter filhos para terem este futuro.

~Que fique bem claro. Estou morto, mas não morri. Fui simplesmente assassinado e muito lentamente com inqualificável sofrimento. Pena que neste país cavaquistasoarês os incógnitos bandidos doutorandos, seus discípulos e afins que me assassinaram continuem à solta e a viverem à minha custa, nomeados ou eleitos até com maiorias absolutas conquistadas sem o meu voto que deixei de o dar desde que me começaram a matar.

PARABÉNS SENHOR MINISTRO (ex-secretário)!Medalhável brevemente pelo presidente selfimarcelista digno descendente do pai que por mero acaso também foi ex-secretário de estado da educação do fachismarcelista ainda do meu tempo de lutador.

 

Carlos Tiago

(o assassinado professor)

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Os professores estão a caminho de serem pedintes

A crise da falta de professores vai continuar a agravar-se. A razão não será a falta de vocações, mas a falta de atractividade. Quando uma classe é obrigada a reinventar-se constantemente, lhe é acrescentado trabalho e mais trabalho, e não é valorizada com um salário digno do seu esforço e condições de trabalho, poucos são os loucos que nela ingressam.
Tudo aumenta, menos os salários da função pública…


É a guerra na Europa, é o aumento dos casos de infeção por covid-19, é agora a varíola dos macacos… parece que a bonança está a tardar a chegar.

O preço incerto

É que, mesmo que uma pessoa queira tirar a cabeça destas preocupações e acompanhar o Gonçalo Quinaz e o Nuno Homem de Sá, que não se entendem na casa do “Big Brother famosos”, não tem dinheiro para o pacote de pipocas, porque grande parte do milho que consumimos vem da Ucrânia.

Mas temos de ver o lado positivo. A guerra faz com que os cereais aumentem de preço, o que faz com que comecemos a fritar a solha em óleo de motores a dois tempos. O “Guia Michelin” vai ficar doido com esta nouvelle cuisine portugaise. O corte de relações com a Rússia compromete o gás, o que faz com que para nos aquecermos tenhamos de adoptar 17 gatos abandonados para se deitarem em cima de nós. O preço da energia é elevado, o que faz com que reacendamos literalmente a chama das nossas relações com mais jantares à luz das velas. O combustível está tão caro, que vamos começar a andar mais a pé. Férias de verão? Vou fazer uma peregrinação à costa amalfitana, chefe. Volto em novembro.

O preço dos alimentos continua a subir e o valor do cabaz de produtos básicos para uma família custa agora 193€ por mês. Faz-me lembrar aquele jogo do alpinista do “Preço certo”: sobe, sobe, sobe ao som do tirolês e no final catrapumba! Vamos ao charco. O próprio programa da RTP, que tanto anima aqueles autocarros de gentes trazida de várias parte do país, é cada vez mais perverso. Não porque o Fernando Mendes esteja com um bikini body melhor que o meu, mas porque hoje em dia perguntam “qual é o preço deste pacote de arroz Saludães? Ah, ninguém acertou. O preço certo era 87€” e toda a gente começa a chorar.

De repente, damos por nós no supermercado a pensar: levo meia dúzia de chicharros ou compro 23 pacotes de delícias do mar? Não sei que raio de goma é aquela e nos documentários do Discovery Chanel nunca vi um peixe cor-de-rosa daqueles sem barbatanas, mas como no rótulo diz que é do mar, está a valer. É que o atum em lata, aquele artigo que temos em casa para desenrascar uma refeição, também começa a ser considerado um artigo de luxo, por causa do aumento de 59% do óleo vegetal. Eu já comecei a investir em Bom Petisco. É que, comprar casa é cada vez mais um sonho e assim como assim deixo de herança aos meus filhos uma prateleira cheia de latinhas de peixe. Vão ser pouco mimados, vão. Lembram-se daquele anúncio dos relógios Patek Philipe cujo slogan era “Nunca somos verdadeiramente donos de um Patek Philippe. Apenas cuidamos dele para a próxima geração”? Hoje em dia, é mais “Nunca somos verdadeiramente donos de um Bom Petisco.”

Para termos uma ideia, o preço dos alimentos essenciais subiu três vezes mais depressa num mês do que os salários nacionais durante um ano. Eu não sei se Academia Sueca me está a ler, mas se estiver, queria aproveitar para sugerir que o Prémio Nobel da Economia deste ano fosse dado aos portugueses. Gostava que, em outubro, no anúncio dos vencedores, fosse dita a frase “e depois de, em 2021, ter ganho o economista David Card pelas suas contribuições empíricas para a economia do trabalho, este ano o Nobel da Economia vai para a dona Arlete, de Carrazeda de Ansiães, pela sua inovadora estratégia económica de conseguir aproveitar todas as promoções semanais de hipermercados e ainda utilizar todos os cupões e cartões de desconto para conseguir cuidar do seu agregado familiar com 600€ por mês”.

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Palavras de apreço não pagam hipotecas. -Jorge S. Braga

 

Os professores estão, neste momento, numa posição que nunca tiveram ao longo da sua história. Não os há e cada vez vai haver menos.

A carreira é miseravelmente mal paga.

O trabalho é muito complexo e burocrático.

As possibilidades de progressão salarial no interior da carreira estão severamente limitadas.

O professor é o recurso onde todos os problemas da sociedade caem.

A Escola é a entidade que tudo deve resolver, na opinião errada de muitos, especialmente dos que não estão na educação.

A sociedade precisa efetivamente de uma população altamente qualificada ou Portugal, nos próximos anos, não vai a lado nenhum.

Portugal precisa urgentemente de corrigir os enormes erros do passado. Este é o momento de investir seriamente em educação.

Investir em educação passa por investir nos profissionais de educação. Todos.

Investir em melhores salários.

Investir numa melhor carreira, desde o primeiro dia.

Investir em melhores condições de trabalho.

Chegou a altura de os professores lutarem. Se agora paralisarem, os professores perderão o comboio em detrimento de um avião, de uma estrada ou de uma qualquer entidade financeira em dificuldades.

O Ministério da Educação, como dizia um colega, transformou-se numa empresa de trabalho temporário. Não geriu com cuidado os seus parcos e altamente especializados recursos humanos.

Qualquer gestor de recursos humanos sabe que o bem-estar dos seus trabalhadores é o ponto fulcral para uma organização bem-sucedida neste século. O bem-estar começa (mas não acaba) numa remuneração justa.

Parafraseando o CEO da Microsoft Satya Nadella: “palavras de apreço não pagam hipotecas.”

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A Minha Simples Proposta para o Documento em Negociação

Independentemente do resultado da negociação do documento sobre a mobilidade por doença e a renovação de contratos deixo aqui a minha sugestão para integrar este documento e que fiz seguir para o Presidente do SPZN que hoje tomou posse:

 

Disposições Transitórias

 

Até à realização do próximo concurso interno aplicam-se as seguintes regras:

 

1 – O docente colocado em Mobilidade Por Doença no ano letivo 2021/2022, pode manter a sua Mobilidade por Doença para 2022/2023, desde que os pressupostos que justificaram o seu pedido se mantenham, efetuem o seu pedido na plataforma, com o envio dos respetivos documentos identificados na presente lei e exista um mínimo de 8 horas letivas para atribuir ao docente para o ano letivo 2022/2023.

2 – Os docentes candidatos à Mobilidade Interna podem obter colocação em horário anual, igual ou superior a 8 horas letivas.

3 – À dotação prevista na presente lei não são considerados os docentes colocados de acordo com o número 1 deste artigo.

 

 

Tendo em conta que muitos docentes deixarão de poder concorrer à Mobilidade por Doença, se a redação da lei final for no mesmo sentido, será importante salvaguardar a sua colocação através da Mobilidade Interna em horários incompletos, visto que as colocações na Mobilidade Interna têm sido apenas para horários completos, sabendo-se que com a ausência de um concurso interno poucos horários completos vão sobrar em concurso.

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João Costa Desmontado – Parte 4

O Grande Líder Apresenta-se – 4 – O Meu Quintal

 

As Partes 1 , 2 e 3 encontram-se disponíveis aqui:

O Grande Líder Apresenta-se – 1 – O Meu Quintal

O Grande Líder Apresenta-se – 2 – O Meu Quintal

O Grande Líder Apresenta-se – 3 – O Meu Quintal

 

 

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João Costa Desmontado – Parte 3

O Grande Líder Apresenta-se – 3 – O Meu Quintal

 

PS:

As Partes 1 e 2 encontram-se disponíveis aqui:

O Grande Líder Apresenta-se – 1 – O Meu Quintal

O Grande Líder Apresenta-se – 2 – O Meu Quintal

 

 

 

 

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Pelo Jornal de Letras N.º 1347 – 18 a 31 de maio de 2022

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Salário. Salário. Salário. – Luís S. Braga

 

Essa devia ser a reivindicaçâo central dos professores e do setor da educação em geral. Não morder os iscos das outras questões segmentadas, que são importantes, fazem gastar energia, mas não tocam a todos.
Querem unidade? Falem de salários.

De recuperação do valor da carreira, de compensação das perdas da inflação e de reposição proporcional face ao salário mínimo.

Todos trabalhamos para receber salário e temos salário porque trabalhamos. É óbvio, mas temos de tirar a conclusão nas discussões sobre o trabalho.

Os horários incompletos são mais suportáveis se forem melhor pagos. As vagas do 5º e 7º escalão são problema porque prejudicam melhor salário. As horas a mais de trabalho são discussão porque não são voluntárias e não são pagas. A colocação longínqua podia ser aceitável, se paga.

O discurso missionário sobre educação tem de ser combatido com a ideia simples: querem trabalho educacional, façam o que fazem noutras áreas e paguem o valor justo.

Em termos agregados, Portugal gasta menos que a média da UE em educação. Porque os políticos que representam o patrão (o povo português) acham que a educação não deve ser despesa prioritária, embora batam com a mão no peito a falar da sua importância.

Tudo pode ser discutido mas, primeiro, tem de ser discutido o preço justo do trabalho.
Por isso, a discussão do tempo de progressão perdido não deve ser esquecida.

Do PIB português quanto se vai reservar para financiar o futuro, através do justo pagamento a quem escolheu ensinar e ser educador?

Educação são pessoas a trabalhar. São “recursos humanos”. E se acham que recursos gastos em educação são caros, experimentem a ignorância.

E isso é dito simplesmente: quanto vale o nosso trabalho? Quanto nos pagam para dedicar a vida a educar?
Quanto vão gastar os portugueses a financiar uma educação de qualidade? Isso será o nosso salário.

 

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“As escolas já estão a arder?”

 O Ministro da Educação começou a mostrar ao que efectivamente veio e tem explicitado, de forma inequívoca, a sua indisposição para melhorar as condições existentes na Carreira Docente e torná-la mais atractiva, parecendo, antes, mover-se por um certo prazer sádico, ao enveredar obstinadamente pelas “soluções” mais tortuosas, desleais, injustas e perversas…

O Ministro parece até evidenciar um certo esgar de regozijo, divertimento e gáudio, ao apresentar propostas que, pelo seu teor, causarão um expectável sofrimento físico e psicológico a terceiros, como ele próprio certamente saberá…

E não pode deixar de se considerar tal cenário com perplexidade, mas também como algo iminentemente perturbador…

As recentes propostas apresentadas pelo Ministro, relativas à mobilidade por doença e à renovação de contratos dos Professores, constituem-se como o mais flagrante exemplo de “soluções” tortuosas, desleais, injustas e perversas…

Sem se pretender esmiuçar cada uma dessas propostas, refere-se apenas isto: se, pelo silêncio e pela inacção dos Sindicatos e dos Professores, tais planos se concretizarem, nada mais restará à Classe Docente a não ser “calar-se para sempre” e resignar-se perante toda e qualquer agressão ou desrespeito perpetrados contra si, tal a magnitude das presentes bizarrias…

Se existem suspeitas de que a mobilidade por doença esteja a ser utilizada de forma abusiva e fraudulenta por alguns, são esses alguns que devem ser chamados a comprovar cabalmente a condição que lhes permitiu usufruir dessa prerrogativa… E o mesmo procedimento deverá observar-se com todos os futuros candidatos a essa forma de mobilidade…

Mas isso, obviamente, significaria também implicar os Médicos que atestaram determinados quadros clínicos e aí é que o problema “pia mais fino” porque com os Médicos “não se brinca”… Não se pode afrontar alguns Médicos, mas pode hostilizar-se milhares de Profissionais de Educação, muitos deles com situações devidamente fundamentadas…

Claro está que o “pacto de não agressão”, apenas respeitante aos Médicos, também decorre da capacidade de união de classe, de reivindicação e da conquista do respeito por essa via, que umas corporações profissionais têm e outras não, diferença essa bem realçada ao longo dos últimos anos…

Impor quotas e raios de quilómetros para eliminar os supostos abusos, ou ignorar as mais elementares regras de graduação dos Concursos, permitindo e fomentando ultrapassagens injustas e injustificáveis, só poderá fazer sentido em algumas mentes insanas e insensatas…

Perante tanto despautério fica-se na dúvida se se trata de incompetência, sadismo ou algo muito pior…

Sem qualquer pejo em utilizar os Alunos como arma de arremesso para justificar propostas absurdas e perversas, ilustrado pela declaração no Parlamento em 6 de Maio passado: “não nos preocupa que as regras sejam diferentes. O que interessa é que os alunos tenham aulas”, o Ministro da Educação tem vindo a demonstrar que estará disposto a tudo para fazer prevalecer os seus intentos, inclusive enveredar pela “política de terra queimada”, tão típica dos déspotas da História…

O objectivo mais recôndito e perverso talvez seja mesmo “incendiar” as escolas públicas com medidas tirânicas e discricionárias, tendo como derradeira intenção colocar todos contra todos e acelerar por essa via a destruição da Escola Pública…

Uns beneficiados, outros prejudicados; uns doentes, outros saudáveis; uns novos, outros velhos, a todos serão dados motivos para esgrimir argumentos contra alguém…

Se a derradeira intenção for essa, lamentavelmente, parece já estar a surtir o efeito desejado… E, nesse contexto, torna-se, ainda mais fácil, impor barbaridades, desrespeitar e insultar…

O insulto à inteligência de cada um parece, aliás, ter assumido proporções nunca antes vistas, aliado a um certo “cinismo pretensamente afectuoso”, que é o pior dos cinismos…

O que mais aí virá, será para “ter medo, muito medo”… Sobre isso já não restará qualquer dúvida…

O “medo”, nesse caso, advirá do facto de, quando se pensa que pior será impossível, eis que nada parece impeditivo para a actual Tutela…

As escolas já estão a arder?”, talvez alguém esteja ansioso por perguntar…

Paris, ditosamente, não ardeu… Espera-se o mesmo das escolas…

Mas para isso, forçosamente, os Professores terão que se fazer ver e ouvir… Ou então aceitar, de vez, serem enxovalhados e tratados como imbecis, por aqueles que, com notável hipocrisia e cinismo, governam a Educação…

Que outra classe profissional aceitaria fazer parte de um “folhetim” rocambolesco, deprimente e humilhante, como o que se tem vindo a assistir nos últimos dias e, ao que tudo indica, ainda prolongável por mais alguns “episódios”?

Ficar satisfeito (e agradecido!) por o raio de quilómetros ter diminuído para metade, face à anterior proposta, é aceitar e validar explicitamente esse critério que, pelo seu carácter absurdo e grotesco, deveria ter sido rejeitado de forma categórica e incisiva, logo quando se conheceu a proposta inicial…

Em vez de uma oposição contundente, alimentam-se discussões supérfluas e inúteis sobre o tamanho do raio de quilómetros e aceitam-se todas as “migalhas” que, perversamente vão sendo atiradas pelo Ministério, deixando-se enredar num “jogo viciado” desde o início…

(Matilde)

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Pareceres da Fenprof Sobre a Mobilidade Por Doença e a Renovação de Contratos

Ao final da tarde desta sexta-feira, a FENPROF enviou para o Ministério da Educação os dois pareceres sobre as propostas apresentadas pelo ME a 18 de maio, relativos a mobilidade por doença e a renovação de contratos, as duas matérias em cima da mesa da reunião de negociação que se vai realizar pelas 10 horas de segunda-feira, 23 de maio.

 

Parecer sobre a MPD

Parecer sobre a Renovação de Contratos

 

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Lista Colorida – RR35

Lista Colorida atualizada com colocados e retirados na RR35.

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João Costa Desmontado – Parte 2

O Grande Líder Apresenta-se – 2 – O Meu Quintal

 

PS – a Parte 1 encontra-se aqui:

O Grande Líder Apresenta-se – 1 – O Meu Quintal

 

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As pessoas que trazem mantas na algibeira – Carlos Santos

A propósito de uma lenda antiga, quando um homem chegava a velho, era hábito inquestionável o seu filho levá-lo até ao cimo de uma montanha e dar-lhe uma manta para se abrigar do frio da noite, pois era assim, por costume, o fatal fim de todos os velhos. Contudo, desta vez, chegada a hora da despedida, o pai dissera ao filho para rasgar a manta ao meio e levar uma metade. Curioso com tão estranho pedido do pai, pergunta-lhe para que quer ele a metade que vai levar para casa. Consternado, mas cheio de sabedoria, o velho diz que essa metade serviria para o dia em que também o filho do seu filho o levasse à montanha e o abandonasse para ali morrer. Meditativo nas sábias palavras do pai, o filho, pegando-lhe no braço, ajudou-o a descer a montanha.
Sem particular consideração pelas pessoas mais velhas, o silêncio apagou-se e começou a soprar da boca da populaça um hálito pútrido de palavras hostis e ofensivas. Vazios de culpa e vergonha, não se inibiram em catalogar os menos novos de carinhosas expressões como “peste grisalha” que invadiu a sociedade tornando-se um obstáculo à sua ambição ou um encargo. “Eu tenho a vida à minha frente e tu já não és nada”, a isso se reduziu o essencial numa sociedade onde o dinheiro muda de mãos mais depressa do que a seriedade e os valores morais e éticos.
Assim como toda a gente no seu percurso existencial, também as pessoas com mais anos de vida já foram crianças e jovens e trabalharam muito contribuindo para as gerações vindouras. Contudo, porque já não contribuem com descontos, tornaram-se alvo fácil de discriminação de quem não as vê como gente que cooperou com muito, mas como um fardo improdutivo e uma despesa para a segurança social, não tendo qualquer pejo em fazer transparecer o desejo de os ver a trabalhar até ao dia de irem para a cova ou, se estiverem aposentados, morrerem tão depressa quanto possível para não constituírem um encargo para os restantes cidadãos. Símios que não se lembram que a qualidade de vida e os direitos e benefícios de que usufruem, devem-nos a muitos que trabalharam para que isso pudesse acontecer.
Uma purga de uma sociedade míope onde as pessoas são vistas como velhas aos 40 anos e aos 50 são transformadas em despojos humanos pressionadas a saírem se não quiserem ser descartadas.
Tudo isto diz muito da enorme crise de valores sociais e humanos, de falta de reconhecimento e de solidariedade que assolam uma sociedade materialista e umbiguista.
Pensamentos sociais formatados e pré-confecionados por estereótipos que invadiram as escolas, esse meio onde os professores estão marcados pelo desgaste do passar de muitas escolas, muitos alunos, muitas mudanças legislativas, muita burocracia, muita exigência e muito sacrifício pessoal, tornou-se terra fértil para o pensamento cobiçoso e malicioso.
No programa Prós e Contras de 17 de setembro de 2018, comparando o corpo docente com o de outros países, o então Secretário de Estado e hoje Ministro da Educação, João Costa, fazia notar: “Nós temos um problema sério de envelhecimento do corpo docente.” Por certo, de lá para cá, parece não ter aprendido nada. Por decreto, os governos limitaram-se a aumentar a idade da reforma dos professores em perto de uma década (quase 15 anos no caso da monodocência – 1º ciclo) sem aferir o que isso representaria para o sistema educativo; fizeram-no sem ter em conta a especificidade da profissão; tomaram essa medida sem medir o impacto que iria ter na qualidade das aprendizagens; decidiram sem calcular o profundo desgaste que iria ter na saúde dos professores; perseguiram, injuriaram e maltrataram os professores sobrecarregando-os de trabalho e instabilidade profissional sem avaliar o efeito dissuasor que isso teria na atração de novos candidatos à profissão. Fizeram-no sem ir ao terreno conhecer a realidade que se vive nas escolas cumprindo ditames com perfume a dinheiro impostos pelo ministério que tutela a Educação, o Ministério das Finanças. Este é o país extremamente responsável que gere o vital sistema educativo a partir de uma folha de Excel baseado na pedagogia da despesa. Ali, por essas bandas, tudo se resume a despesa sabiamente administrada com a mestria de alfaiate com uma tesoura na mão. E o resultado está aí à vista de todos, na falta de professores e escolas repletas de gente cansada.
Porém, nas escolas, inebriados pelo medo de que nos pudessem ultrapassar, aprendêramos que tudo nos era permitido pensar e fazer sobre os outros colegas para salvaguardar a nossa sobrevivência num barco a naufragar. Obcecados em arranjar um lugar no salva-vidas, não nos preocupámos com quem nos estava a afundar. Professores envelhecidos e desgastados pelo tempo, envoltos em sudários de crítica e inveja, fazem por ignorar olhares inquisitivos que lhes cospem na cara perguntas sem sentido. A fome de um lugar estável e a inveja, essa cegueira dos imprestáveis, corrompem o que resta da decência humana.
Não bastando a incompreensão dentro das escolas, essa gente muito experiente que está a passar um valor inestimável aos mais novos, foi quem trabalhou para sustentar toda essa horda de incompetentes e inúteis bem pagos que pouco ou nada fizeram na vida a não ser debitar alarvidades sobre os outros nos boletins noticiosos e novelescos. Creio que não se dá valor àquilo que os anos ensinaram.
Sem nada melhor para fazer, quase todos veem monstros nos outros, sobretudo em quem está doente, onde depositam o nojo e a desilusão do falhanço das suas próprias existências.
Longe da inocência, o fascínio pelo “eu” e a perfídia tomaram conta dos colegas de profissão que, conspurcados com o veneno da cobiça, também deixam antever mantas escondidas nas suas algibeiras prontas para, ciosamente, as entregarem aos que já cruzaram mais vezes os portões das escolas. Ainda assim, as minhas imperfeições humanas não me permitem compreender essa vontade alheia de desejar que outros aceitem o sacrifício de morrer em vida.
As escolas, que vão ficando situadas cada vez mais perto das montanhas, começam a estar repletas de mantas escondidas em algibeiras de gente sem escrúpulos, a quem se aconselha guardarem-nas para si, pois um dia ainda lhes irão fazer falta.
Carlos Santos

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278 Contratados colocados na RR35 + 33 de forma excecional

Foram colocados 278 contratados na Reserva de Recrutamento 35, em Completo e Anual.  Para além destes docentes foram também colocados, de forma excecional, 33 docentes em horários remanescentes e que não foram ocupados na RR ordinária.

Apresento seguidamente as duas tabelas:

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Reserva de Recrutamento n.º 35

Publicitação das listas definitivas de Colocação, Não Colocação, Retirados, Listas de Colocação Administrativa e Listas de colocação adicional de carácter excecional – 35.ª Reserva de Recrutamento 2021/2022.

Aplicação da aceitação disponível das 0:00 horas de segunda-feira dia 23 de maio, até às 23:59 horas de terça-feira dia 24 de maio de 2022 (hora de Portugal continental).

Consulte a nota informativa.

SIGRHE – aceitação da colocação pelo candidato

Nota informativa – Reserva de recrutamento n.º 35 

Listas – Reserva de recrutamento n.º 35

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Governo quer fechar até junho contas da descentralização na Educação

Governo quer fechar até junho contas da descentralização na Educação

 

Ana Abrunhosa admite que não está convencida que os 832,45 milhões inscritos no Fundo de Financiamento da Descentralização não serão suficientes, já que a verba será usada em apenas nove meses.

O Governo quer ter totalmente fechado até junho o dossier da descentralização de competências na área da educação. Esta é a data definida pela ministra da Coesão para estabelecer critérios para a manutenção das escolas, rever os valores das refeições escolares na sequência do aumento dos custos. “Até junho, para a educação, temos de ter estas fórmulas de cálculo todas acertadas e aprovadas pela Associação Nacional de Municípios e em portaria”, disse em entrevista ao ECO Ana Abrunhosa.

A responsável que agora tem a pasta da descentralização diz que ainda não tem fechados os montantes necessários para que as autarquias aceitem as novas competências de forma mais pacífica, mas recorda que deu “a palavra que as verbas que comprovadamente sejam necessárias serão transferidas para os municípios”. No entanto, admite quenão está convencida de que os 832,45 milhões de euros inscritos no Fundo de Financiamento da Descentralização não serão suficientes, já que esta verba será usada em apenas nove meses e não um ano.

Sem querer comentar a polémica em torno de Rui Moreira e da saída da Câmara do Porto da Associação Nacional de Municípios, Ana Abrunhosa faz questão de sublinhar: “A mim tanto me preocupa o Porto, como me preocupa Arganil, Mira….”

O processo da descentralização parece estar a começar coxo. Tem de negociar agora um aumento das verbas do Fundo de Financiamento da Descentralização, e posteriormente os reforços que vierem a ser ditados pelo mecanismo de atualização e ajustamento. Quais os montantes que estão em causa?

De forma muito honestanão lhe sei dizer os montantes.Daqui a uns tempos já posso.

Devo dizer o processo não começa coxo, o processo é complexo. Até porque eu não coxeio, sou muito elegante e firme.Não coxeio nem vacilo. É um processo complexo com diferentes velocidades. A educação diria que é um caso de sucesso apesar de todos os “ses”.Não há ninguém que me diga que não. É um caso de sucesso porque há mais tradição, porque as autarquias já tinham o primeiro ciclo, as creches, e porque não foi o facto de ter passado para as autarquias que a qualidade do serviço diminuiu. Isso é muito importante no fim do dia para a avaliação. Não é só números. É a qualidade do serviço. Obviamente na educação temos de afinar muitas coisas.Temos de estabelecer critérios para a manutenção, agora rever os valores das refeições escolares por causa dos custos, nos custos de transportes e há um conjunto de escolas que têm de ser requalificadas, mas isso será em breve.

Até junho, para a educação, temos de ter estas fórmulas de cálculo todas acertadas e aprovadas pela Associação Nacional de Municípios e em portaria.

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A Excelência – Diária – da Crónica em Estado Puro e Duro

O Grande Líder Apresenta-se – 1 – O Meu Quintal

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Nenhum Professor deverá ficar para trás

Nenhum Professor deverá ficar para trás

O SPZC rejeita as propostas de Mobilidade Por Doença, nos exatos termos em que o ME as apresenta. É uma medida que não resolverá o problema magno e estrutural da falta de professores. Há linhas vermelhas que são inultrapassáveis. Apesar disso, o temos dado contributos importantes para a melhoria do conteúdo dos documentos negociais

Tem estado em cima da mesa, no âmbito das reuniões com o Ministério da Educação (ME), assuntos relacionados com a Mobilidade Por Doença (MPD) e a renovação de contratos.

A falta de professores que respondam às necessidades de cada escola continua, por falta de engenho e arte do ME, na ordem do dia. A tutela tem de ir ao encontro do número real de vagas em cada escola e permitir a entrada dos professores rigorosamente necessários.

Como é possível, por exemplo, um número significativo de professores só conseguirem um lugar de quadro ao fim de 20 ou mais anos de serviço e com 40, 50 e até 60 anos de idade? É desta forma que o ME quer fazer face à substituição dos docentes que estão a aposentar-se ou, ainda, estimular os jovens para entrarem nos cursos via ensino e abraçarem a profissão?

As propostas de MPD, apresentadas agora pelo ME, são mais um exemplo de se pretender resolver uma falha estrutural à custa de medidas tomadas à 25.ª hora e, mais grave, pondo em causa direitos, liberdades e garantias. Qualquer docente que se enquadre na legislação em vigor, porque cada caso é um caso devidamente fundamentado e escrutinado, deve ter acesso a este tipo de mobilidade.

 

MPD poderá ser pedida ao longo do ano

Apesar disso, o SPZC e a FNE têm dado contributos importantes para a melhoria do conteúdo dos documentos negociais. Na reunião do dia 18 de maio, refira-se, conseguimos que a MPD possa ser pedida a qualquer momento do ano, porque as doenças não têm dia, nem hora.  E os quilómetros em linha reta em relação à escola a que se pertence, depois de muita pressão, foram para já reduzidos de 50 para 25.

As vagas propostas pelo ME, que mais parecem quotas, também não são justificadas e impossibilitam qualquer entendimento ou acordo. Qualquer docente que esteja numa situação comprovada de doença, tendo presente a lei, deverá ter direito a ser colocado na escola mais adequada em relação à sua situação.

 

Renovação de contratos não pode criar injustiças

No respeitante à renovação de contratos, matéria que havia sido assumida pelo ME como abrangente à legislatura, terá de ser objeto de revisão cuidada. As regras têm de ser justas, transparentes e dando resposta aos princípios da igualdade e, sempre que necessário, da equidade.

Da parte do SPZC/FNE há o envolvimento total na negociação, no sentido da melhoria das propostas, salvaguardando em toda a linha os interesses justos dos docentes.

Nenhum professor será, por nós, deixado para trás. É uma promessa, seja a nível da MPD ou da contratação.

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A Educação nos próximos 4 anos

 

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Uma Solução Simples Que Evitaria Muitas Mobilidades Por Doença

Antes de criar entraves à Mobilidade por Doença, com barreiras à sua concretização, o Ministério deveria perceber porque muitos professores concorrem para escolas próximas das escolas onde já estão colocadas.

Muitos docentes com algum grau de incapacidade optam por esta Mobilidade apenas para mudar de escola e assim poderem em muitos casos ficar sem componente letiva, efetuando muitas vezes trabalho necessário nas escolas como dar apoio às bibliotecas, apoiar alunos, não tendo a responsabilidade da titularidade de uma ou mais turmas e prestar outras funções importantes nas escolas.

Se cada escola tivesse um crédito adicional de horas que permitisse não atribuir componente letiva a docentes com algum grau de incapacidade comprovado, evitar-se-ia a Mobilidade por Doença de largas centenas de docentes e permitiria que as escolas ficassem com estes docentes para outras funções nas escolas.

Fica a sugestão.

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“O atual modelo de concurso de professores não serve”

Na primeira entrevista desde que assumiu o cargo de ministro da Educação, que será publicada esta sexta-feira no Expresso, João Costa garante que não hesitará em fazer mudanças profundas no sistema de recrutamento e colocação de docentes para garantir que não há alunos sem aulas. Estes são alguns excertos do trabalho

Ministro da Educação: “O atual modelo de concurso de professores não serve”

Não Satisfaz”. É esta a avaliação que o ministro da Educação faz do atual modelo de colocação de professores, que acusa de ter “algumas irracionalidades” que o Governo quer agora eliminar. Desde logo, a periodicidade dos concursos, que não oferece estabilidade aos docentes nem às escolas.

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Será o fim da Mobilidade Estatutária

 

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Hacker ataca plataforma do Ministério da Educação

A plataforma Júri Nacional de Exames do Ministério da Educação foi um dos alvos de um pirata informático português, avança a CNN Portugal.

A tutela já confirmou o ataque, mas garantiu que os dados relativos aos exames nacionais estão em segurança e não foram acedidos pelo hacker que reivindica o ataque informático.

“O Júri Nacional de Exames foi informado pela Polícia Judiciária da eventualidade de uma área de informação ter sido comprometida”, disse fonte oficial do Ministério da Educação, citada pela CNN.

A área indevidamente acedida não tem “dados pessoais ou sensíveis” e que na plataforma atacada “consta apenas informação pública”, acrescentou.

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Vagas para o Concurso Externo – Açores

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