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Desmontando a lógica? – Aida Santos

 

“Desmontando a lógica??? do ministério para minimizar a falta de professores:

1. Os QA só são elegíveis para mobilidade por doença se a sua escola distar mais de 20km em linha reta da residência ou local de tratamento.
Perguntas: E os que estão a menos de 20km? Reunem condições físicas e psicológicas para se deslocar nesse raio? Podem conduzir? Muitos não terão de meter baixa porque não aguentarão as viagens?

2. Todos os professores em mobilidade por doença têm de ter componente letiva, no mínimo de 6h.
Perguntas: Há assim tantos professores em outras funções que não as letivas? A grande maioria não tem horário completo?

3. Reduzem-se as mobilidades estatutárias.
Perguntas: o número de professores nesta mobilidade é assim tão significativo? Quais vão ser os critérios dessa redução? Quem fica, quem regressa às escolas?

4. A redução dos QZP vai ser negociada no verão.
Perguntas: Porquê só no verão? Já que se negociou agora a mobilidade em quinze dias, não se negoceia o resto numa semana? A pressa é tanta para umas coisas, mas não para outras?

5. Segundo os números apresentados pelo senhor ministro, há escolas com mais de 100 professores em mobilidade por doença.
Perguntas: E qual é o problema? Não foram atestados e deferidos pela equipa responsável para o efeito? Há suspeitas? Há denúncias? Será que o ministério prefere não investigar porque poderá comprar uma briga feia com os médicos? Prefere atacar o elo mais fraco?

6. O ministro quer acabar com a casa às costas dos professores.
Perguntas: Porque não se reflete com inteligência e justiça numa revisão estrutural dos concursos, em vez de se fazerem alterações às pinguinhas que não passam de remendos e atropelos? Será que não se percebe que haverá sempre uma distribuição demográfica desequilibrada, tendo em conta a densidade populacional heterogénea do país? E quais os incentivos e ajudas de custo para os que continuarem com a casa às costas, tendo em conta esta heterogeneidade?”

 

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Mobilidade por Doença novo Decreto Lei

dDecreto-Lei que estabelece o regime de mobilidade de docentes por motivo de doença, aprovado em Conselho de Ministros e que deverá ser publicado brevemente.

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As Provas de Hoje

… parece que já se estão a adaptar para a sua resolução de forma digital.

 

 

2º CICLO

Matemática e Ciências Naturais – 58

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    Lista Colorida – RR37 (FINAL)

    Lista Colorida atualizada com colocados e retirados da RR37, que é também a última deste ano letivo.

    Este ano 5 professores realizaram 6 contratos com o ME.

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    Colocados 122 contratados na RR37 (grupos 100 e 110)

    Foram colocados 122 contratados na reserva de recrutamento 37 (grupos 100 e 110), distribuídos pelos QZP’s de acordo com a tabela seguinte:

     

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    A RR 37 Foi a Última Deste Ano Letivo

    Tendo por referência o calendário escolar do ano letivo de 2021/2022, estabelecido pelo Despacho n.o 12123-M/2021 de 13 de dezembro, que altera o Despacho n.o 6726-A/2021, de 7 de julho, a RR 37 foi a última do ano letivo corrente, terminando assim o pedido/validação de horários para todos os grupos de Recrutamento.

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    Reserva de recrutamento 37

    Reserva de recrutamento n.º 37

    Publicitação das listas definitivas de Colocação, Não Colocação, Retirados, Listas de Colocação Administrativa e Listas de colocação adicional de carácter excecional – 37.ª Reserva de Recrutamento 2021/2022.

    Aplicação da aceitação disponível das 0:00 horas de segunda-feira dia 6 de junho, até às 23:59 horas de terça-feira dia 7 de junho de 2022 (hora de Portugal continental).

    Consulte a nota informativa.

    SIGRHE – aceitação da colocação pelo candidato

    Nota informativa – Reserva de recrutamento n.º 37

    Listas – Reserva de recrutamento n.º 37

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    Professoras e funcionária agredidas em escola

     

    Duas professoras e uma funcionária da Escola Básica 2+3 de Lamações, em Braga, foram agredidas e ameçadas por duas mulheres, adiantou esta sexta-feira uma fonte da Polícia de Segurança Pública (PSP) à agência Lusa.

    A mesma fonte informou ainda que a ocorrência foi registada pelas 20h00 de quinta-feira, naquele estabelecimento escolar.

    Em comunicado, a autoridade revela que, “no local, a PSP constatou que as suspeitas, com 27 e 30 anos de idade, tinham agredido e ameaçado duas docentes e uma funcionária”.

    As agressoras foram detidas e notificadas para comparecerem no Tribunal Judicial da Comarca de Braga.

    Professoras e funcionária agredidas em escola

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    MAIA, a abelha distópica que está a matar a escola

    MAIA, a abelha distópica que está a matar a escola  

     

    Domingos Fernandes e a sua rede de «cientistas» e tecnocratas – sincronizados com o ex-secretário de Estado da Educação, entretanto promovido a ministro da Educação – fez um diagnóstico inexorável (e bizarro) da educação portuguesa: as pedagogias e processos de avaliação usados pelos nossos professores remontam ao século XIX e lesam a educação inclusiva.

    Perante tal diagnose, o Ministério da Educação (ME)iniciou uma cruzada que visa revolucionar as metodologias de ensino, aprendizagem e avaliação das escolas nacionais. Refiro-me, neste texto, ao projeto MAIA, Monitorização, Acompanhamento e Investigação em Avaliação Pedagógica, iniciado em 2019. Começou por ser um «projeto de âmbito nacional e de adesão voluntário» (Domingos Fernandes, Para uma AvaliaçãoPedagógica: Dinâmicas e Processos de Formação no Projeto MAIA, 2020, p. 10), para, entretanto, adquirir uma dimensão, tacitamente, obrigatória e totalitária.  

    Multiplicaram-se as formações, os colóquios, os encontros, as comunicações presenciais ou digitais sobre o projeto. Os Centros de Formação de Associação de Escolas (CFAE) concentraram as suas preocupações prioritárias nos temas da avaliação/classificação (assim como nas tecnologias da informação e da comunicação) e passaram a desprezar ainda mais as ações de formação de professores dedicadas às áreas científicas específicas (História, Português, Matemática, Ciências Naturais, etc.)

    Nestes «seminários» de formação de professores, o evangelho dos novos gurus da educação é propagado adnauseam. Recordemos o seu conteúdo: os professores afundaram-se há muitas décadas em práticas pedagógicas e avaliativas equívocas e perniciosas que têm desmotivado e lesado os alunos. Chegou, todavia, o momento de esses docentes reconheceram os seus atos falhados, saírem da caverna, enxergarem a luz da «verdade», edificarem a escola feliz e proporcionarem o sucesso educativo universal. Para isso, têm de optar exclusivamente por pedagogias ativas (discursar aos alunos sobre ciência tornou-se um pecado mortal), fundir conhecimentos com competências, avaliar de forma holística, distinguir avaliar de classificar, diferenciar práticas de avaliação formativa e sumativa (fazer testes escritos sumativos é outro pecadoimperdoável), definir objetivos, critérios, rubricas e indicadores de aprendizagem a partir das aprendizagens essenciais.

    Este é o novo paradigma educativo, o alfa e o ómega da escola, onde os professores devem concentrar toda a sua energia. Aqueles que preferirem canalizar a sua energia para a preparação pedagógica e científica estruturada das suas aulas não têm lugar na «escola moderna», onde ensinar ciência atualizada tornou-se um detalhe de menor importância.

    Esta teologia e pregação inovadoras concebidas de cima para baixo pelo ministro da Educação e a sua máquina de mentores, tecnocratas e burocratas — estão já a «revolucionar» a escola pública. Porém, tal evangelho desperta reflexões e problemas que quase todos preferem ignorar, olimpicamente.  

    Há muito tempo que a maioria dos professores incorporaram várias das práticas atrás descritas no seu trabalho, pois enveredaram por aulas dialogadas, optaram por experimentar metodologias ativas (e afetivas) e abandonaram os antigos hábitos de avaliar os alunos exclusivamente através de testes escritos. Contudo, é justo reconhecer que a avaliação formativa e sumativa sistemática e o recurso contínuo a pedagogias ativas acarreta dificuldades, a saber: É possível elaborar e operacionalizar critérios de avaliação holísticos onde os domínios comportamentais se fundem com os domínios do conhecimento? Como conciliar o Perfil dos Alunos à Saída da Escolaridade Obrigatória com a lecionação dos conteúdos vertidos nos programas das diversas disciplinas? Devemos avaliar as escolas, os seus alunos e professores segundo os critérios utilizados nas empresas e aplicados aos seus «colaboradores»? Estão os projetos pedagógicos «inovadores» inspirados no projetoMAIA, testados nas escolas públicas nacionais e tão aplaudidos pelo ME a ser avaliados através de critérios isentos e objetivos? Os professores do primeiro ciclo do ensino básico, que ensinam em regime de monodocência,têm turmas com cerca de 20 alunos, trabalham com os seus alunos todos os dias e acompanham-nos muitas vezes do início ao fim do ciclo, lá vão conseguindo, porventura, aplicar mais regularmente as intrincadas metodologias pedagógicas e avaliativas agora exigidas. Mas os professores dos ciclos subsequentes, que lecionam em regime de pluridocência, têm, na maioria dos casos, mais de 5 turmas (muitas vezes, 8, 9 ou mais turmas), mais de 100 alunos com quem estão apenas uma, duas ou três aulas semanais de 50 minutos. Como podem estes professores ensinar e avaliar com objetividade e transparência cada um dos seus alunos recorrendo, demodo sistemático, aos modelos pedagógicos e avaliativoscomplexos hoje impostos, os quais pressupõem, por exemplo, um feedback (como agora se diz em bom português) instantâneo e contínuo? Como conseguem fazê-lo sem cair na armadilha de reduzirem a educação e avaliação a um processo bur(r)ocrático kafkiano?(Recordo-me de uma professora a quem os alunos chamavam «Caixa Registadora», porque passava as suas aulas a registar em grelhas digitais e em papel as alegadas evidências demonstradas pelos alunos). Como logramestes professores ensinar ciência, através de praticas estruturadas, e cumprir os programas das suas disciplinasrecorrendo obsessivamente às pedagogias ativas? Programas longos que em várias disciplinas (onde, em certos casos, a carga horária tornou-se ainda maisreduzida) estão sujeitos a provas de aferição, provas finais de ciclo e exames nacionais que visam medir, com supostaassertividade e seriedade, o conhecimento científico e literário dos alunos.

    Decerto que podemos já tirar uma ilação da alegada aplicação das «novas» pedagogias no domínio da avaliação: o sucesso educativo inflacionou e as percentagens de retenções diminuíram drasticamente. E tais cifras fazem a felicidade das direções das escolas, do ME, do seu ministro e inspetores, bem como de muitosalunos, pais e professores. Paradoxalmente, a maioria dos alunos chegam hoje ao ensino secundário e ao final do liceu pior preparados nos planos científico, literário e cívico. Trabalham menos, leem, interpretam e escrevempior, revelam conhecimentos menos consistentes e – problema que não é de somenos importância – exibemcomportamentos mais indisciplinados nas salas de aula. Isto é uma evidência que só escapa aos educadores românticos e aos tecnocratas da educação, que não pisam diariamente o chão das salas de aula, porquanto se escapuliram delas por falta de vocação e abnegação.

    Está o ME disponível para debater estas questões? Não está. Neste momento, a ordem é arregimentar novos crentes, silenciar e marginalizar os descrentes e caminhar gloriosamente para o abismo. «Quem vier atrás que feche a porta!» E no futuro, a médio ou a longo prazo, quando se concluir que estas «políticas» pedagógicas não produziram melhores cidadãos, mas sim súbditos mais iletrados, amorfos e hedonistas, quem assumirá as responsabilidades? Obviamente, ninguém. Porque os portugueses já inscreveram no seu espírito a máxima de que em Portugal «a culpa [vive e] morre solteira»!

    Luís Filipe Torgal

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    João Costa Desmontado – Parte 7

    Um Enorme Processo De Mistificação Em Curso – O Meu Quintal

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    Declarações do Ministro da Educação sobre a MPD

    Conferência de Imprensa do SR. Ministro da Educação sobre a aprovação do decreto-lei que estabelece o regime de mobilidade de docentes por motivo de doença, garantindo, assim, a proteção e apoio na doença dos próprios e dos familiares que se encontrem a seu cargo.

     

    https://youtu.be/K_XfIs6ikhY

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    Abonos por cessação de contrato

    Nota informativa 5

     

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    Aprovado regime de mobilidade de docentes por motivo de doença

     

    Foi aprovado o decreto-lei que estabelece o regime de mobilidade de docentes por motivo de doença, garantindo, assim, a proteção e apoio na doença dos próprios e dos familiares que se encontrem a seu cargo.
    O regime visa promover o equilíbrio entre a necessidade de prestação de cuidados médicos aos docentes ou aos seus familiares e uma gestão mais eficiente e racional do pessoal docente, no sentido de garantir à escola pública os professores necessários à prossecução da sua missão.

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    Quando Será Publicada a Lista Definitiva do Concurso Externo?

    Este meu quadro apresenta as datas dos concursos dos últimos  anos com os tempos de espera entre a abertura do concurso e a publicação da lista provisória e depois da lista definitiva.

    Tendo em conta as diferenças dos últimos 7 anos aponto que as listas sejam publicadas na semana de 13  a 17 de junnho, quando se passarão entre 54 e 58 dias após a abertura do concurso.

     

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    AVISO | Abertura de Concursos de Contratação de Escola

    Informa-se que estão abertos procedimentos concursais destinados à seleção de docentes com qualificação para lecionação nos horários disponíveis nos grupos de recrutamento 110 (1.º Ciclo), 230 (Matemática e Ciências Naturais), 300 (Português), 420 (Geografia), 430 (Economia), 520 (Biologia e Geologia) e 610 (Educação Musical).

    Nota Informativa n.º 1/2022

    Aviso de Abertura n.º 1 – Grupo 110 – 1.º Ciclo – H1
    Aviso de Abertura n.º 2 – Grupo 230 – Matemática e Ciências Naturais – H1
    Aviso de Abertura n.º 3 – Grupo 300 – Português – H1
    Aviso de Abertura n.º 4 – Grupo 420 – Geografia – H1
    Aviso de Abertura n.º 5 – Grupo 420 – Geografia – H2
    Aviso de Abertura n.º 6 – Grupo 420 – Geografia – H3
    Aviso de Abertura n.º 7 – Grupo 430 – Economia – H1
    Aviso de Abertura n.º 8 – Grupo 520 – Biologia e Geologia – H1
    Aviso de Abertura n.º 9 – Grupo 520 – Biologia e Geologia – H2
    Aviso de Abertura n.º 10 – Grupo 610 – Educação Musical – H1

     

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    Professores: a profissão mais importante, esquecida, fundamental e desvalorizada do mundo?

    A excessiva (e desnecessária) sobrecarga de alunos e professores, com um número elevado de horas de aulas, disciplinas, momentos de avaliação (e muitas vezes momentos de reunião), bem acima do recomendado, tem fragilizado o bem-estar e a saúde mental de todos, e tem também exposto novas fragilidades do nosso sistema educativo.

    Professores: a profissão mais importante, esquecida, fundamental e desvalorizada do mundo?

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    Parecer do Conselho de Escolas

    … sobre a Mobilidade por Doença.

    clicar na imagem para ler o parecer completo.

     

     

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    Para que servem as provas de aferição?

    As provas de aferição têm também como objetivo dar uma visão de conjunto de como os alunos estão a aprender em cada escola e a nível nacional.

    Para que servem as provas de aferição?

    As provas de aferição têm como objetivo dar informação aos professores, alunos e encarregados de educação sobre a assimilação das matérias. O que desde logo é curioso, porque sempre pensei que esse fosse precisamente parte do trabalho dos professores e que estes – que acompanham os seus alunos diariamente ao longo dos anos – soubessem, melhor do que ninguém, qual o seu nível de aprendizagem.

    Mas as provas de aferição têm também como objetivo dar uma visão de conjunto de como os alunos estão a aprender em cada escola e a nível nacional. Certamente aprenderão de forma muito diferente em escolas com as mais díspares características e de facto seria excelente que essas diferenças fossem estudadas e colmatadas da melhor forma. Tal como que, a nível nacional, o programa curricular fosse revisto e adaptado com base nas necessidades e dificuldades encontradas nos nossos alunos. Resta saber se isso tem sido feito.

    Este é um ano particular que levou até à recomendação da suspensão deste tipo de provas pelo Conselho de Escolas porque, devido à pandemia, é para recuperar aprendizagens. Talvez fosse mais frutífero para os professores e alunos usarem este tempo precioso em aulas e atividades do que na realização de provas e em tudo o que elas implicam. É que além dos dias dispensados à avaliação, com todas as regras e preceitos, tem de haver uma reestruturação do plano de aulas para que os alunos estejam preparados para todos os conteúdos que possam surgir, sendo que as provas decorrem semanas antes de o ano acabar e até ao lavar dos cestos é vindima. Não sei até que ponto a sobreposição da avaliação à aprendizagem pode dar bons frutos. Há até professores e alunos que se veem forçados a adiantar matéria de forma rápida para não ficar nada de fora.

    As avaliações parecem ter um caráter pedagógico, mas, além de nenhum professor querer que um aluno chegue a uma prova e se confronte com matérias de que nunca ouviu falar, ninguém gosta de ficar mal na fotografia, porque no final os resultados das avaliações e a comparação das competências dos professores e das escolas será inevitável. Há até colégios que alertam os pais para a importância de os filhos não descurarem as provas de aferição e incentivam ao estudo para obterem (todos) um bom resultado.
    Diria que neste momento as prioridades deviam ser outras. As de, com calma e arranjando estratégias, conseguir ir colmatando de forma coerente e eficaz as lacunas que ficaram do ensino à distância, ao mesmo tempo que se vai avançando na matéria (que também devia ser revista). Não precisamos de provas de aferição para saber que muitos dos nossos alunos estão um bocadinho coxos e os professores saberão identificar no quê. E também sabemos que não serão elas que lhes vão dar ferramentas para melhorar. Mas talvez a ausência das preocupações, burocracias e tempo despendido que elas implicam para os professores, que já estão demasiado sobrecarregados, e para os alunos, que já foram muito castigados, se pudesse traduzir numa boa ajuda.

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    Um Orçamento de Estado bem conseguido

    Preço das refeições nas cantinas escolares aumenta. Autarquias pressionam Governo

    Valor pago pelo Estado não foi revisto no Orçamento do Estado para 2022 e autarquias confrontam-se com falta de empresas candidatas nos concursos públicos para o próximo ano letivo.

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    Pelo DN: Falta de professores – Comunidade escolar não acredita que propostas do governo resolvam o problema

    Falta de professores. Comunidade escolar não acredita que propostas do governo resolvam o problema

    O ministro da Educação, João Costa, tem reunido nas últimas semanas com os sindicatos para chegar a um entendimento sobre as medidas a implementar para fazer face à escassez de professores. João Costa já deu sinais de mudanças ao ter completado horários de docentes nas últimas reservas de recrutamento e ao deixar que os professores retirados das listas de colocação por terem denunciado contrato pudessem voltar a fazer parte das referidas listas. Contudo, manifestou a intenção de ir mais além e de rever as normas de recondução de professores contratados, bem como o modelo de recrutamento.

    O Ministério da Educação (ME) também já fez saber que quer alterar as regras de colocação em mobilidade por doença, potenciar uma vinculação mais rápida, alterar os modelos de formação inicial de professores e atualizar as habilitações para a docência, entre outras medidas.

    Medidas essas que, para diretores de escolas e docentes, não são suficientes para resolver o problema.

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    João Costa Desmontado – Parte 6

    Controlo De Danos – O Meu Quintal

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    A redução dos quadros de zona

    João Costa  anunciou a redução da dimensão dos Quadros de Zona Pedagógica. As negociações com os sindicatos devem decorrer neste verão.

    O ministro da Educação quer reduzir a dimensão dos Quadros de Zona, regiões do país onde os professores podem ser colocados.

    “Durante o tempo da troika, estes Quadros de Zona foram alargados para regiões muito, muito grandes, o que faz com que um professor vinculado num Quadro de Zona ainda assim tenha deslocações de 200 quilómetros”, afirmou nesta quarta-feira de manhã.

    João Costa assume que quer reduzir a dimensão dos Quadros de Zona, assumindo que é “um primeiro passo na redução da ‘casa às costas’ dos professores”.

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    Ano letivo vai acabar com sete mil alunos sem, pelo menos, um professor

    Ministro da Educação admite que ano letivo vai acabar com sete mil alunos sem, pelo menos, um professor

    O ministro da Educação, João Costa, admite que sete mil alunos vão chegar ao fim do ano letivo sem, pelo menos, um professor.

    Numa entrevista ao longo da primeira hora do programa “As Três da Manhã”, naRenascença, João Costa assinala que se trata de “um número dinâmico que é atualizado todas as semanas”.

    “Na última atualização que fizemos, tínhamos cerca de sete mil alunos que estavam sem aulas. É uma evolução face ao início do terceiro período, em que tínhamos cerca de 20 mil”, sublinhou o ministro.

     

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    Nota informativa– Professores Bibliotecários – Ano Escolar 2022/2023

    Professores bibliotecários 2022/23

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    Nota informativa – Professores Bibliotecários – Ano Escolar 2022/2023

    Nota informativa– Professores Bibliotecários – Ano Escolar 2022/2023

     

    Nota informativa – Recrutamento e Designação dos Professores Bibliotecários para o ano escolar 2022/2023

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    Ouçam-se os peritos na realidade escolar

    Ouçam-se os peritos na realidade escolar


    A ideia mais elogiada no dia da Europa (9 de Maio, em Estrasburgo) foi a que considerou os cidadãos como “os peritos na realidade”. Acima de tudo, porque das 49 propostas que apresentaram só duas se dirigiam a questões institucionais.
    E como a democracia reclama que este elogio seja consequente, aplique-se a ideia nos diversos países.

    No nosso caso, e tomando como exemplo a falta estrutural de professores, é imperativo ouvir os peritos na realidade escolar e reduzir a enraizada prevalência dos especialistas tradicionais ou instantâneos. Esta auscultação é crucial para o valor democrático da escola pública. Aliás, em 1986 fez-se uma audição alargada a propósito de uma Lei de Bases do Sistema Educativo (LBSE) que, apesar de tudo, ainda perdura.

    Antes do mais, constate-se a erupção mediática de especialistas instantâneos em Professores. Uma procura pelo género leva-nos aos especialistas instantâneos do Público e da Gradiva (1996). Mas como os seis livrinhos versam Arte Moderna, Ciência, Economia, Música, Filosofia e Sexo, resta-nos o capítulo, “Porque faltam professores?”, da revista Visão (5 de Maio). Segundo o comentador Marques Mendes, é até um “documento oficial que permite finalmente falar da falta de professores” (SIC, 8 de Maio). Digamos que é uma espécie de 7ª dimensão para os especialistas instantâneos. Facilita-lhes a omissão do que se disse durante duas décadas e dispensa-os do jargão da tudologia: “não percebo nada disso, mas”.

    O interessante artigo da Visão recorre a especialistas tradicionais e evidencia o seu descolamento da realidade: a presidente do CNE, Maria Brederode Santos, propõe o aumento do número de alunos por turma e o ex-ministro Marçal Grilo sugere o regresso da trágica bolsa de contratação de professores pelas escolas experimentada durante a “troika”.

    Já um director escolar, Filinto Lima, com mais de 14 anos consecutivos nessa função (um privilégio que não é sequer concedido à presidência da nação), apela, e bem, à bondade das finanças. Também esteve no programa “É ou não é” da RTP1 (19 de Abril) com outra especialista tradicional, a ex-ministra Maria de Lurdes Rodrigues. Para além da célebre “não sei como chegámos aqui assim, não sei e não quero saber”, a ex-ministra dirigiu-se a esse dirigente – uma “classe” que criou – e sentenciou inspirando-se na secessão como arma da democracia e numa simbiose bélica, messiânica e surreal: “são os braços direitos do poder que resolverão a falta de professores”.

    Mas o que o coro mediático especializado repetiu de mais nefasto nas últimas décadas, resume-se em 5 tópicos:

    – As divagações à volta dos bons e dos maus professores, criaram um clima generalizado de exclusão. Desprezaram o exemplo das organizações bem sucedidas, que instituem políticas inclusivas duradouras ao nivelarem por cima os procedimentos, ao avaliarem o desempenho “olhos nos olhos” e ao reconverterem profissionais através de mecanismos civilizados;

    – A proclamação de que os professores não podem chegar todos ao topo, instituiu um clima de fuga à profissão. Se o topo (10º escalão) já é o 57º dos 115 índices remuneratórios da administração pública, o topo realista (8º escalão), e uma vez que falta recuperar tempo de serviço, é o 45º e as quotas e vagas da avaliação travam milhares nos trigésimos lugares;

    – A ideia menor de que os professores são parciais na definição dos destinos das escolas, empurrou o ambiente escolar para uma prevalência do senso comum e sufragou o inferno burocrático que testemunhou o clima de desconfiança e de desautorização dos professores;

    – A supressão mediática da perda da capacidade de elevador social da escola pública –só 10% dos filhos de famílias pobres e com poucas qualificações chegam ao ensino superior” (9 de Maio, Banco de Portugal) -, demitiu a sociedade dessa responsabilidade democrática;

    – A negação da história da escola pública na democracia, criou um clima de revolta contida. Insistir no absurdo de que os professores foram formados para leccionar apenas a bons alunos, nega a OCDE – “os professores portugueses são os melhores a adaptar as aulas às necessidades dos alunos” -, as lições de quem ensina a turmas numerosas e o facto dessa formação ter uma história de diversidade.

    E regressando à ideia da audição dos peritos na realidade escolar para atenuar a falta de professores e as brutais desigualdades educativas, inscrevam-se mais duas questões:

    1. Se a ideia de escola se deveu à necessidade de diferenciação em relação à família nos espaços para aprender e para socializar, e se após um século as sociedades não descobriram organizações substitutas, é insensato exigir da escola a totalidade educativa e desprezar que o saber escolar nuclear só progride num permanente ir e voltar entre a sala aula e a sua envolvência;

    2. Se o completamente digital exige prudência porque tem sérias implicações na centralidade da sala de aula – os “gigantes da web que querem controlar, investem mais no ensino à distância do que na 5G, na telemedicina, nos drones e no comércio online generalizado” (Naomi Klein) -, cresce o receio com os efeitos da sobreposição do isolamento físico em relação ao gregário associados a uma via métrica e “pavloviana” formadora de capital humano em detrimento da humanização.

    Convoque-se, portanto, um reinício consolidado nas ideias de simplificação e de inclusão. Ouçam-se os peritos, num modelo semelhante ao da LBSE, e busque-se o sucesso escolar de qualidade como reforço da classe média, e da consolidação democrática, assente na seguinte aspiração patrimonial e intemporal para os peritos na realidade: desconstrua-se definitivamente o raciocínio de que aprender é uma competição e eleve-se a ideia de que se quer aprender porque se é curioso e se quer saber mais.

     

    Paulo Prudêncio

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    MPD e Professores Contratados: última reunião com o ME

     

    Não tendo o processo negocial sobre MOBILIDADE POR DOENÇA (MPD) e a criação de condições de estabilidade para docentes contratados correspondido às expectativas da Pró-Ordem e da Federação Portuguesa de Professores requeremos a Negociação Suplementar, realizada ontem da parte da tarde.
    Registámos como aspeto relativamente positivo o facto de ao longo das negociações o ME ter reduzido a distância em que os professores podem escolher as escolas da sua preferência, de modo a obterem acompanhamento médico para si ou seus familiares: primeiro num raio de 50Kms em linha reta, numa segunda fase, 25Kms, e, finalmente, 20 Kms. Todavia, ainda não o suficiente de modo a salvaguardar toda e qualquer situação indiscutivelmente justificada e atendível.
    No texto final apresentado pelo Ministério, prevê-se a possibilidade de o mesmo emitirum novo Despacho sobre quais sejam consideradas doenças incapacitantes. Este facto deixou-nos alguma preocupação, pelo que reivindicámos, no mínimo, o direito de audição das associações sindicais nesta matéria.
    Quanto à RENOVAÇÃO DOS CONTRATOS “a pedido”, ela contende com o quadro legal em que decorreram os concursos nacionais, defrauda as expectativas dos candidatos que fizeram as suas opções em face de um determinado normativo e naquelas precisas circunstâncias.
    Em suma, este primeiro processo negocial com a nova equipa governativa decorreu de modo formalmente correto, no respeito pela autonomia e o pluralismo sindical docente, como, aliás, é típico de governos democráticos, mas os avanços e aproximações foram mínimos, pelo que NÃO foi possível chegar-se a um ACORDO entre ambas as partes.

    Lisboa, 31 de maio de 2022
    Pela Direção Nacional
    O Presidente da Direção
    Filipe do Paulo

     

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    Professores: testemunho de uma vida ao sabor de ventos e tempestades

    Eu e a minha esposa, ambos do grupo 240 (EVT), com perto de 30 anos de serviço e com um projeto de vida acompanhado pelo sonho de sermos professores e fazermos o que mais gostamos – ensinar e formar as futuras gerações.
    Formados com excelentes médias de curso (modéstia à parte, éramos dos melhores), vinculámos logo como quadros de agrupamento (à época, com outra nomenclatura) e o futuro parecia promissor. O esforço de uma vida a investir na nossa formação parecia ter valido a pena. Constituir família e a perspetiva de, em poucos anos, estarmos destacados na área de residência (termo utilizado na altura) e em cerca de dez anos de serviço entrarmos para os quadros de uma escola perto de casa, era a perspetiva de vida e a exigência dos sacrifícios que nos propusemos submeter quando assinámos o contrato com o Estado. Assim se programou e organizou uma vida a dois… a três (filhos também contam; sim, que, contrariamente ao que muita gente pensa, os professores também são gente, têm filhos e direito a constituir família).

    Mas, depressa o sonho se começou a transformar num pesadelo e a tal média de curso revelou de pouco ou nada valer. Independentemente de mais ou menos justiça de alguns acontecimentos e medidas que foram surgindo ao longo do percurso, a verdade é que nos foram afetando.
    Ao fim de três anos de serviço, surgiu a regra do meio valor para cada ano de serviço antes da profissionalização. Como não tínhamos, fomos ultrapassados por imensos colegas de profissão. Éramos jovens e o otimismo não se desvanecia assim por coisa pouca. Tínhamos a vida pela frente e uma plêiade de sonhos.

    Volvidos outros três anos e, novamente por decreto, mais um revés: reduziu-se a carga horária de EVT, de 5 para 4 tempos semanais, diminuindo o número de horários disponíveis. Fomos mantendo a esperança.

    Uma mão cheia de anos decorridos e decide-se unir num mesmo grupo disciplinar, os Trabalhos Manuais Femininos, os Trabalhos Manuais Masculinos e a Educação Visual (da qual fazíamos parte). Como os professores desses grupos eram na sua maioria mais velhos, fomos ultrapassados por muitíssimos colegas e vimos as nossas vidas a andar ainda mais para trás. A resiliência começou a ceder e o otimismo morreu nesse dia.
    Nesta época começava o feroz e destrutivo ataque aos professores pela, então, Ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, somando mais desgraça em cima da desgraça que assolava sobre nós.
    Tudo isto estava a ter graves consequências no nosso quotidiano. Instabilidade, não conseguirmos vincular mais perto ou alcançar mobilidade próximo de casa. No nosso dia-a-dia levantávamos muito cedo, cada um no seu carro íamos para escolas situadas noutras localidades e a filha ficava a cuidar de si própria, indo sozinha para a escola e aguardando o nosso regresso ao fim do dia ou da noite (nas diversas ocasiões em que tínhamos reuniões).
    Lembro-me perfeitamente de uma ação de sensibilização para professores na escola ao final da tarde, 19h (queira eu meter-me à estrada para regressar para junto da família e tive de ficar ali a escutar algumas incongruências). Com a melhor das intenções, o guarda da Escola Segura que dinamizava a ação de frequência obrigatória, a certa altura alertava que deixar os filhos sozinhos em casa dava direito a participação à Segurança Social por negligência podendo implicar a retirada dos filhos. Não me contive e, em tom descontraído, respondi: “Então, tirando as muitas ocasiões em que os professores chegam a casa tarde por estarem em reuniões ou em formação, olhando para todos os professores que para poderem estar agora aqui nesta ação tiveram de deixar os seus filhos menores sozinhos em casa, é fazer o favor de telefonar para a SS porque, segundo essa ordem de pensamento, não haverá professor que possa ter filhos sem que se sujeite a que, muitas vezes, os tenha de deixar sós”. É que, tanto a classe política, que se diz tão preocupada com as crianças, como a população em geral, esquecem-se que os filhos de professores não são como os filhos dos outros, pois sofrem tanto ou mais do que os pais pela instabilidade e exigências da profissão. Esse foi o preço alto que a nossa filha teve de pagar, assim como os filhos de tantos outros professores. Isto para não falar daquelas crianças que todos os anos são obrigadas a ir atrás dos pais que ficam colocados em escolas longínquas e têm, também elas, de mudar de escola com o trauma acrescido de estarem constantemente a perder os amigos, criando enorme instabilidade emocional.

    Poucos anos decorridos e eis, senão quando, no meio de tanta desgraça, ainda durante o governo Sócrates, por ordem do Ministério da Finanças, propõem acabar com o par pedagógico numa disciplina que é teórico-prática. Os, então, partidos da oposição (PSD e CDS), opõem-se. Entretanto, semanas depois cai o governo, entra a Troika, e os tais partidos da oposição formam governo e, sofrendo de amnésia seletiva, desmembram a disciplina de EVT em duas, Educação Visual e Educação Tecnológica, e acabam com o par pedagógico. Tínhamos 20 anos de carreira, despesas fixas, uma filha universitária e o mundo a desabar sobre as nossas cabeças. Já não se tratava de desânimo nem de instabilidade, tratava-se de desespero. Com a ameaça do desemprego a pairar sobre nós e a equacionar abandonar o país para encontrar emprego lá fora, aguentámo-nos. A insegurança e a incerteza constantes passaram a fazer parte das nossas vidas.

    Não bastando tanto azar, nos concursos repletos de prioridades e mais prioridades criadas em gabinete, ficámos a saber que na mobilidade interna os professores QA passam para a última prioridade, pelo que não conseguiremos por este meio mudar de escola.

    Volvidos alguns anos, já com cerca de meio século de idade em cima dos ombros, sem perspetivas de alguma vez conseguirmos efetivar na nossa área de residência, nem de ali ficar em mobilidade, tivemos de vender tudo o que tínhamos e mudar de cidade, mudar de vida lançando-nos no escuro num trapézio sem rede. Ambos efetivos em diferentes escolas a hora e meia de distância. Mais tarde vinculei a cerca de 50km de casa, mas a vida continua a ser gerida pela enorme inconstância de constantes concursos. Sabemos que andamos a caminhar na corda bamba, mas só temos este caminho ou, em alternativa, abandonar o ensino.

    Lamentavelmente, o infortúnio não se ficou por aqui. O destino, cumprindo sem misericórdia e de forma implacável a estatística que refere uma média de 1 acidente grave por cada meio milhão de quilómetros de condução, nos meus 600 mil quilómetros de condução só para ir para a escola, concedeu-nos um acidente em serviço. A mim, cirurgias, centenas de tratamentos, doença incapacitante e uma vida que nunca mais foi a mesma, foi o prémio por uma existência de enorme dedicação ao sonho de ser professor. Desde há três anos que concorro em mobilidade por doença. A minha esposa, com sequelas, continua na estrada sujeita à sorte do destino, pois não se enquadra nas doenças incapacitantes.

    Não sendo suficientes todos os ataques que têm transformado a vida dos professores num caos, agora sou brindado com o último modelo de requinte de malvadez de um ministro que quer atirar com os professores em Mobilidade por Doença novamente para a estrada a percorrer, no meu caso, 100km diários. Irei requerer o Atestado Multiusos, o qual, fiquei agora a saber, demorará no mínimo 29 meses a obter resposta. A nublosa da intenção da renovação de contratos que poderá prejudicar os professores dos quadros, poderá levar a minha esposa a nunca mais conseguir, sequer, almejar lecionar na área de residência, amarrada ao volante o resto dos seus dias de profissão.

    Quase três décadas de carreira, sem nunca termos perdido tempo de serviço, com tudo o que isso implicou, caminhamos para velhos e a vida está hoje mais instável e pior do que quando começámos a trabalhar.
    O que nos deu, então, de tão bom o ensino?
    Roubou-nos a juventude, a saúde e os sonhos e em troca deu-nos uma mão cheia de nada acompanhada de problemas de saúde e enorme desgaste profissional. Somos precários vinculados a uma vida de instabilidade sem nenhuma certeza sobre o dia de amanhã, numa caminhada repleta de desgraças, em dobro por sermos ambos professores com a agravante de sermos de EVT.

    Eu sei, foi cansativo ler estas linhas, mas acreditem, não foi nada que se possa comparar com a enorme revolta e desencanto provocados pelo cansaço extremo de uma vida carregada de injustiças, instabilidade, frustração e de sonhos perdidos cometidos por sucessivos Ministros da Educação sem escrúpulos. A vida profissional transformou-se num acervo de sofrimento, medo, angústia constante e ansiedade. Devo dizer que, tal como acontece com outros colegas de profissão, isto não é vida, isto é um crime que tem vindo a ser cometido contra os professores e as suas famílias, incluindo crianças que não têm culpa nenhuma.
    Isto é terrorismo psicológico feito pelo estado sobre os cidadãos que tutela. Tudo isto é o resultado de uma sociedade que ajudou a classe política a ser o carrasco das nossas vidas. Com este massacre às condições de trabalho dos professores, com a retirada de direitos, enorme imprevisibilidade em relação ao futuro, baixos salários, excesso de burocracia e de trabalho e aposentação longínqua, será possível ainda continuar a amar a profissão? Acredito que quem disser o contrário para ser politicamente correto, mente para ficar bem nesta montra de aparências em que se transformou a nossa sociedade.

    Carlos Santos… mas poderia ser o testemunho de qualquer outro professor nesta terra de sonhos perdidos e sem futuro chamada Portugal.

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    As doenças incapacitantes que dão acesso à MPD vão ser alteradas…

    Mas não se sabe se já estará em vigor este ano.

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    “ Pobreza não é fatalismo”.

    Raparigas continuam a ter menos retenções que rapazes, mas diferença tem diminuído nos últimos anos. Taxa de abandono escolar no Algarve preocupa o ministro da Educação. Veja onde é que as escolas estão a levar alunos a superarem expectativas.

    Pobreza não é fatalismo”. 62% dos alunos carenciados acabam secundário sem chumbar

    O “elevador social” não está avariado. Pelo menos é o que diz o indicador da equidade nas escolas e de conclusão no tempo esperado, que subiu em todos os ciclos e modalidades de ensino e atingiu, pela primeira vez desde que há registo, os dois terços de alunos que completaram o ensino secundário nos três anos previstos.

    Segundo dados da Direção-Geral e Estatísticas da Educação e Ciência (DGEEC), as melhorias também são notórias entre os alunos com mais dificuldades, abrangidos pelo programa da Ação Social Escolar (ASE), em que a percentagem de conclusão no tempo esperado foi de 62% nos cursos científico-humanísticos e cursos profissionais do ensino secundário.

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    Não Consigo Imaginar Prazos Para Isto

    Primeiro porque este documento ainda precisa de ser publicado em Diário da República para se iniciar o processo de Mobilidade Por Doença, que com prazos de preenchimento do Relatório Médico e com a submissão da candidatura dura quase este processo um mês.

    Depois porque as necessidades temporárias costumam ser pedidas no final de Julho e será de todo impossível que a DGAE consiga analisar e dar resposta a todos os pedidos num curto prazo de tempo.

     

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    Proposta Final para a MPD e Renovação de Contratos

    Clicar na imagem para ler a proposta final da Mobilidade por Doença e Renovação de Contratos entregue hoje às organizações sindicais.

     

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    O Tiago voltou!!!!!

    O português Tiago Brandão Rodrigues, que entre 2017 e 2022 foi Ministro da Educação do governo de António Costa, vai liderar a equipa que elaborará um inquérito aos incidentes ocorridos no último sábado em Paris, aquando da final da Liga dos Campeões. Segundo a UEFA, o inquérito terá como objetivo analisar todos os aspetos daquela noite, desde a capacidade de tomar decisões, as responsabilidades e ainda o comportamento de todos os envolvidos.

     

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    Não é Novidade

    … porque este título o Aeroporto de Lisboa já o tem há muito tempo.

    E o que ainda mais custa é que para ir ou vir do Porto lá temos de passar por este HUB. O Rui Moreira é que tem razão quando prefere uma parceria no Porto com a Iberia em detrimento da TAP.

     

    Aeroporto de Lisboa considerado o pior do mundo

     

     

    Já em 2020

    O aeroporto da Portela foi eleito o pior aeroporto do mundo pela AirHelp

     

    E em 2018

    https://www.airhelp.com/en/airhelp-score/airport-ranking/

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    MOBILIDADE INTERNA – RAM – INSCRIÇÕES

    Informamos que decorre, entre os dias 30 de maio e 1 de junho, o prazo de inscrição para o concurso de mobilidade interna, destinado aos docentes dos quadros de escola aos quais não seja possível atribuir pelo menos 6 horas de componente letiva ou que pretendam exercer transitoriamente funções docentes noutra escola.

    Os candidatos que tenham lecionado ou que se encontrem a exercer funções docentes em estabelecimentos de educação, ensino ou instituições de educação especial da rede pública da Região Autónoma da Madeira, estão dispensados da inscrição obrigatória referida nos números anteriores.

    Os demais interessados devem efetuar a inscrição através do Formulário D, disponível na página dos concursos de pessoal docente de 2022/2023.

    https://www.madeira.gov.pt/draescolar/Estrutura/DRAE/ctl/Read/mid/4471/InformacaoId/149226/UnidadeOrganicaId/26/CatalogoId/0

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    Idade da Reforma em 2023 vai ser 66 Anos e 4 Meses

    Idade da reforma vai recuar em 2023

     

    Nos últimos anos, a idade legal da reforma tem vindo a aumentar estando associada à esperança média de vida.

    Os dados publicados hoje pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) relativos à esperança média de vida confirmam o recuo em três meses da idade legal da reforma em 2023 face a 2022, para 66 anos e quatro meses.

    Segundo os dados definitivos publicados hoje, a esperança média de vida aos 65 anos, no último triénio, registou um recuo de 0,35 pontos, para 19,35 anos, devido à mortalidade associada à pandemia de covid-19.

    Este indicador serve para calcular a idade da reforma bem como o corte a aplicar a algumas pensões antecipadas pelo fator de sustentabilidade, que é de 14,06% em 2022, tendo ambos já sido publicados numa portaria do Governo em dezembro, baseados nos dados provisórios do INE.

    A idade legal da reforma está a subir há vários anos, associada à esperança média de vida (que tem aumentado), sendo este ano de 66 anos e sete meses.

    Por sua vez, o fator de sustentabilidade, também associado à esperança média de vida, recuou de 15,5% em 2021 para 14,06% em 2022.

    Nos últimos anos, o fator de sustentabilidade deixou de ser aplicado em algumas situações, como é o caso das pessoas que se reformam por antecipação à idade legal, mas com longas carreiras contributivas.

    Além do fator de sustentabilidade, as reformas antecipadas estão ainda sujeitas a cortes de 0,5% por cada mês de antecipação face à idade legal de reforma ou face à idade pessoal.

    Segundo os dados publicados hoje pelo INE relativos ao triénio 2019-2021, a esperança de vida à nascença em Portugal baixou para 80,72 anos, devido à pandemia de covid-19.

    Ao divulgar as Tábuas de Mortalidade, o INE referiu que a esperança de vida à nascença é maior para as mulheres (83,37 anos) do que para os homens (77,67 anos).

    “Estes valores representam, relativamente a 2018-2020, uma diminuição de cerca de 4,8 meses para os homens e de 3,6 meses para as mulheres, em resultado do aumento do número de óbitos no contexto da pandemia da doença covid-19”, lê-se na informação do Instituto que acompanha os dados.

    De acordo com o INE, durante uma década verificou-se um aumento de 14 meses de vida para o total da população (14,4 meses para os homens e 11,3 meses para as mulheres).

    Enquanto nas mulheres o aumento resultou sobretudo da redução na mortalidade em idades iguais ou superiores a 60 anos, nos homens o acréscimo continuou a resultar maioritariamente da redução da mortalidade em idades inferiores a 60 anos.

    O INE analisou igualmente a esperança de vida aos 65 anos, que também diminuiu, para 19,35 anos no total da população: “Aos 65 anos, os homens podiam esperar viver 17,38 anos e as mulheres 20,80 anos, o que correspondeu a uma redução de, respetivamente, 4,6 e 3,7 meses relativamente a 2018-2020”.

    Nos últimos 10 anos, a esperança de vida aos 65 anos aumentou 5,5 meses para os homens e 7,2 meses para as mulheres.

    Para o período 2019-2021, estimou-se que 36,1% dos nados-vivos do sexo masculino e 57,3% dos nados-vivos do sexo feminino sobrevivam à idade de 85 anos “se sujeitos, ao longo das suas vidas, às condições de mortalidade específicas por idade observadas neste período”, segundo INE.

    Em 2018-2020, estes valores eram de 38,3% para homens e de 59,1%, para mulheres.

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    Estava a Olhar Para as Prioridades do Concurso dos Açores na Afetação

    … e a comparar como se tratam os docentes das ilhas (neste caso nos Açores) com os docentes do continente.

     

    Concurso interno de Afetação 2022/2023

     

    Aviso de abertura – versão publicada

     

    8.2. Os critérios de ordenação (prioridades) são os seguintes, referindo-se à situação dos candidatos à data da candidatura a este concurso:

    1.º Docentes de quadro de escola/ilha, incluindo os providos com efeitos a 1 de setembro de 2022, portadores de doença incapacitante, nos termos do Despacho Normativo n.º 29/2003, de 17 de julho;

    2.º Docentes de quadro de escola/ilha, incluindo os providos com efeitos a 1 de setembro de 2022, portadores de doença ou deficiência que exija tratamento e apoio específico, ou apenas um deles, que só possam ser assegurados fora da localidade da unidade orgânica em que se encontrem colocados, ou, que dificulte a locomoção, exigindo meios auxiliares de locomoção;

    3.º Docentes de quadro de escola/ilha, incluindo os providos com efeitos a 1 de setembro de 2022, que tenham a seu cargo o cônjuge, ascendente ou descendente portador de doença ou deficiência que exija tratamento e apoio específico, ou apenas um deles, que exija um constante e especial apoio a prestar em determinada localidade;

    4.º Docentes de quadro de escola/ilha, incluindo as providas com efeitos a 1 de setembro de 2022, que se encontrem grávidas;

    5.º Docentes de quadro de escola/ilha, incluindo os providos com efeitos a 1 de setembro de 2022, com filho(s) a seu cargo com idade até aos 12 meses;

    6.º Docentes já pertencentes a quadro de escola, que não se candidatam em nenhuma das prioridades anteriores nem se encontrem em nenhuma das situações seguintes;

    7.º Docentes providos em quadro de escola pelo concurso interno precedente, com efeitos a 1 de setembro de 2022, assim como docentes providos em quadro de ilha, incluindo os providos pelo concurso interno precedente, com efeitos a partir de 1 de setembro de 2022, que pretendam afetação a escola do respetivo quadro de ilha;

    8.º Docentes providos em quadro de escola pelo concurso externo precedente, com efeitos a partir de 1 de setembro de 2022, assim como docentes providos em quadro de ilha, incluindo pelo concurso interno precedente, com efeitos a 1 de setembro de 2022, que pretendam afetação a escola de ilha diferente da do respetivo quadro;

    9.º Docentes providos em quadro de ilha pelo concurso externo precedente, com efeitos a partir de 1 de setembro de 2022;

    10.º Docentes providos em quadro de escola/ilha, incluindo os providos com efeitos a 1 de setembro de 2022, que pretendam afetação em grupo de recrutamento diferente daquele em que se encontram providos e para o qual possuam habilitação profissional.

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    Um NIM Acordo

    FENPROF apresenta propostas alternativas ao ME na reunião de negociação suplementar

     

    A FENPROF entregou, esta tarde, propostas alternativas às apresentadas pelo ministério da Educação na reunião de negociação suplementar sobre Mobilidade por Doença (MPD) e Renovação de contratos.

    Esta negociação suplementar foi requerida pela FENPROF, pois o resultado final do processo negocial não correspondeu aos objetivos que dizia pretender, quer em relação à proteção de docentes com doenças incapacitantes, quer à estabilização do corpo docente das escolas e ao combate à precariedade.

    O secretário-geral da FENPROF afirmou que as propostas hoje apresentadas pretendiam constituir-se como alternativas às do ministério, mas adiantou, também, que, no essencial, os responsáveis do ME não se desviam das propostas que apresentaram inicialmente aos sindicatos.

     

    O Secretariado Nacional da FENPROF


    Consulte as propostas alternativas da FENPROF

     

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    Já houve quem dissesse o mesmo

    “Vamos trabalhar a revisão das habilitações para a docência, a redução dos quadros de zona pedagógica e, esta semana mesmo, temos uma reunião com todas as instituições de ensino superior que formam professores para começarmos um trabalho de formação de professores”, disse João Costa à margem da primeira conferência Professor Manuel Ferreira Patrício sobre “O Futuro da Educação” realizada no Centro de Ciência do Café, em Campo Maior, Portalegre).

    Ministro da Educação quer “acabar” com “casa às costas” dos professores

    “As instituições de ensino superior são as únicas instituições do país que podem formar novos professores e, portanto, com isso e com a revisão do regime de recrutamento, para acabarmos com a casa às costas dos professores e fixar os professores o mais cedo possível, com vínculos permanentes nos lugares onde trabalham, penso que serão alguns dos instrumentos que teremos ao nosso dispor nos próximos anos”, acrescentou.

     

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    Muitos Docentes dos Quadros do Continente Fugiram para a Madeira

    Numa breve análise à lista de colocações do concurso interno da Madeira verifiquei que existem bastantes docentes que são dos quadros do continente que vincularam na Madeira. Basta ver a escola de provimento dos docentes aqui, nas listas de ordenação.

    Conheço alguns destes docentes colocados que tinham como objetivo libertar-se das quotas de acesso ao 5.º escalão, visto que na Madeira esta barreira não existe.

    Esta diferença de tratamento que existe entre as regiões autónomas e o continente é  profundamente injusta e gera inúmeras diferenças de tratamento que a meu ver são ilegais/inconstitucionais, mas que até hoje ainda ninguém as enviou para análise do Tribunal Constitucional.

    ADENDA: Acabei de contabilizar 38 docentes dos quadros do Continente/RAA que vincularam na Região Autónoma da Madeira.

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