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FNE deseja soluções justas para mobilidade por doença e renovação de contratos

FNE deseja soluções justas para mobilidade por doença e renovação de contratos

 

No quadro da primeira de duas reuniões agendadas para esta semana com o Ministério da Educação (ME), a FNE considerou ser absolutamente imprescindível que exista da parte do ME a disponibilidade para a identificação rápida de problemas sobre os quais é necessário intervir no nosso sistema educativo, particularmente no que diz respeito ao reconhecimento dos trabalhadores da Educação, sejam Docentes ou Não Docentes. E, na sequência, priorizar esses problemas e calendarizar a sua negociação, sobretudo em relação aos temas que deverão ser tratados o mais rapidamente possível.

Da parte da tutela houve a apresentação neste encontro de duas medidas que têm mais urgência com vista ao lançamento do próximo ano letivo: uma diz respeito ao funcionamento do regime de mobilidade por doença e outra diz respeito a novas condições de renovações de contratos no sentido de se procurar aquilo a que o ME designa por “maior estabilidade”.

Em relação à mobilidade por doença, o Ministério deseja introduzir alguns fatores que, para a FNE, são preocupantes relativamente a uma matéria que deve ser acautelada como direito de todos os docentes, educadores e professores portadores de doenças, bem como ascendentes e descendentes com doenças. Deve ser-lhes reconhecida a possibilidade de estarem colocados numa escola que se situe em condições de proximidade que lhes permita realizar os tratamentos médicos necessários. Para a FNE é imprescindível que este direito seja preservado e acautelado pelo Ministério.

Sobre a matéria da renovação de contratos – aquilo que a tutela designa como “estabilidade” – a FNE deixou expressa preocupação de que não existam alterações em relação àquilo que são expetativas legitimas criadas em função da forma como cada um concorreu e em que esteve colocado ao longo deste ano letivo. Neste âmbito, a FNE considera que não pode existir subversão na lista graduada, uma vez que ela representa fator de segurança, de justiça e transparência para todos.

A FNE está disponível para nos próximos dias apresentar ao Ministério da Educação contra propostas concretas que visem solução com intervenção imediata para estes problemas, sem prejuízo do que deverá ser uma análise e alteração do regime de recrutamento de professores para o qual o ME solicitou a colaboração da FNE e que já está expressa no seu Roteiro para a Legislatura 2022-2026 e que desejamos discutir com a tutela em relação a alterações que venham a ser introduzidas para fazer com que o modelo de seleção e recrutamento de professores passe a ser (de novo) um fator de estabilidade e confiança para os docentes.

Da parte da FNE fica a garantia de que não existirá transigência em relação a mecanismos de justiça, transparência e equidade nestes procedimentos.

 

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Fenprof Pede Adiamento da Segunda Ronda Negocial

… apesar de agora serem 3 os elementos que encabeçam a Federação.

FENPROF reúne com ministério da Educação

 

A FENPROF reuniu esta tarde com o ministério da Educação para discutir propostas negociais sobre as “regras da mobilidade por doença” e a criação de um quadro de maior estabilidade nas Escolas para os Docentes Contratados”. A FENPROF questionou, ainda, o ME sobre as colocações realizadas nas Reservas de Recrutamento 32 e 33, designadamente no que respeita a ultrapassagens e à contagem do tempo de serviço.

No final da reunião, o Secretário-geral da FENPROF afirmou que, tal como o Sumário Executivo enviado pelo ME, também a proposta de trabalho apresentada na reunião deixa ainda muitas dúvidas e questões por responder. Nesse sentido, a FENPROF solicitou o adiamento da segunda reunião negocial, prevista para esta quarta-feira, 18 de maio, para a próxima semana, no sentido de possibilitar uma melhor avaliação das propostas do ME, bem como uma consulta aos professores.

 

O Departamento de Informação e Comunicação da FENPROF

 

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Mais de 220 professores e educadores de infância vão reformar-se em junho

Mais de 220 professores e educadores de infância vão reformar-se em junho

 

Até ao final do ano, o número de docentes que passam à reforma, dever ficar perto dos três mil, o que já não acontecia há uma década.

Mais de 220 professores e educadores de infância das escolas publicas vão reformar-se no próximo mês – é o número mensal mais alto desde o início do ano.

De acordo com os dados da Caixa Geral de Aposentações, desde janeiro já passaram à reforma cerca de mil docentes.

Mas este é um número que vai subir nos próximos meses, segundo os cálculos de Arlindo Ferreira. O diretor do agrupamento de escolas Cego do Maio e autor de um dos blogues mais conhecidos dedicado à educação, diz que até ao final da década devem sair metade dos professores que atualmente estão no sistema de ensino público.

“O que está previsto é que até 2030 metade dos professores se possam aposentar. O número de aposentações vai crescer em cada ano que passa, devido à idade média dos professores que estão no sistema de ensino.”

Questionado pela Renascença sobre a possibilidade deste ano cerca de três mil docentes pedirem a reforma, responde. “É quase certo que sim. O que acontece em muitos casos é que os professores tentam aguentar as suas turmas até ao final do ano letivo e só então pedem a aposentação. Em julho e agosto é possível que os números venham a subir”.

Estas saídas acontecem numa altura em que muitos alunos continuam sem docentes, pelo menos, a uma disciplina.

Como ultrapassar a falta de professores é um dos assuntos nas negociações entre o Ministério da Educação e os sindicatos, que prosseguem na quarta-feira.

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Afinal

… não havia desconformidade.

Apenas problemas de configuração de impressoras. Ainda bem que vai tudo passar para on-line para o ano, porque assim estes problemas deixam de existir.

Conseguem imaginar como será esta mudança, não conseguem?

Na sequência da mensagem anteriormente enviada, informamos que o Guião da Prova de Aferição 53 não apresentava qualquer desconformidade, tratando-se de uma falha ao nível da impressão do documento, condição que não pode trazer qualquer prejuízo para os alunos que assim realizaram a prova.

Mais se informa que já se encontra, de novo, na Extranet a documentação relativa à Prova de Aferição 53, bem como as seguintes Instruções de impressão:

Para que as medidas da Figura 3 do Guião, na prova impressa, estejam em conformidade, a impressora tem de se encontrar configurada para:

  • Formato A4;
  • Tamanho real/Actual size/igual ao formato do documento.

Todos os guiões devem ser impressos e não podem ser fotocopiados.

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Sobre os 50Km

 

Em Portugal segue-se a grande máxima, “dos 8 aos 80”.

É uma medida que irá criar injustiças à maior parte dos docentes em MPD. A doença não escolhe distancias nem está sujeita a quotas, mas parece que o ME julga que pode estar.

Uma medida como limitar o pedido de MPD dentro do mesmo concelho e concelhos limitrofes, até seria aceitável pela maior parte dos docentes, a que foi apresentada, apenas, demonstra a falta de respeito do costume.

A distribuição por grupos de ensino, dos docentes em MPD, no caso de mais de um AE/ENA no mesmo concelho, ou por dois ou três concelho limitrofes, até seria um mal menor face à proposta de quotas por AE/ENA.

Pensem nisso…

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Começam Hoje as Provas Práticas do 5.º e 8.º ano

… e pelos vistos a Prova 53 – Educação Visual e Educação Tecnológica está errada e vai ser substituída.

Alguns alunos já a realizaram.

Não era mais fácil acabar com o IAVE ?

 

Exmo.(a) Diretor(a)/ Presidente da CAP/ Diretor(a) Pedagógico(a)

Tendo sido detetada uma desconformidade no Guião  da Prova de Aferição de Educação Visual e Educação Tecnológica (53), solicita-se às escolas que acedam de novo à Extranet do IAVE, I.P., onde até ao final da manhã de hoje será disponibilizado um novo Guião já devidamente corrigido.

Com os melhores cumprimentos,

Luís Duque de Almeida

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Ministério da Educação propõe sistema de quotas para professores doentes

Ministério da Educação propõe sistema de quotas para professores doentes

 

Há agrupamentos com mais de 100 professores em mobilidade por doença. Para evitar essa concentração, o Ministério da Educação propõe a criação de um sistema de quotas. Cada escola determinará o limite da sua capacidade para acolher esses docentes. Os lugares serão distribuídos de acordo com a graduação profissional. Ou seja, o tempo de serviço será determinante para os docentes conseguirem ou não vaga.

 

As propostas foram apresentadas às organizações sindicais pelo secretário de Estado da Educação, António Leite, durante esta segunda-feira.

De acordo com o líder da Fenprof, a capacidade dos agrupamentos em abrirem ou não lugares para estes docentes depende se têm ou não horários de seis horas letivas disponíveis (o limite mínimo proposto agora pelo ME para estes docentes). Estes professores terão ainda de concorrer a escolas num raio de 50 quilómetros a partir do local dos tratamentos que têm de fazer.

“A colocação não pode ser feita pela graduação. A mobilidade tem de ser apenas para quem efetivamente precisa e, se há fraude, tem de ser combatida”, defende Mário Nogueira, insistindo que as mudanças podem agravar o absentismo. A Fenprof ficou a aguardar o envio de respostas, pelo que pediu o adiamento da reunião de quarta-feira.
“Há casos em que não podem mesmo ter horas letivas. Por exemplo, um professor com cancro, sempre em tratamentos, está sempre a faltar e isso será muito mau para os alunos”, frisa a vice-presidente do SIPE, Rosa Sá.

A colocação dos docentes pelas quotas é outra proposta preocupante, aponta. A distribuição sugerida é pela graduação profissional e “é a única situação em que a seriação não deve ser feita pela lista”, considera. “Mais uma vez, um professor com cancro menos graduado não tem de ficar mais longe porque é mais novo. A análise tem de ser feita pela doença”, insiste.

“Uma situação de doença é sempre uma situação subjetiva”, frisa o líder da FNE. Para João Dias da Silva, é “imprescindível que se mantenha o direito de as pessoas acederem a locais próximos do seu tratamento ou de quem têm de acompanhar”.

A mobilidade por doença pode ser pedida em caso de doença grave dos professores, seus filhos, conjugue, pais ou sogros. Nos casos em que é o próprio que está doente, até este ano, podia entregar um atestado que o dispensasse das aulas, explica Rosa Sá. As organizações regressam ao ministério quarta-feira com contrapropostas para a segunda ronda negocial.

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Mas quem “pensou” nisto?

Quem “pensou” nestas alterações (o verbo pensar é claramente abusivo) faz alguma ideia de como funciona a colocação de professores?

AGRAVA o PROBLEMA DA FALTA DE PROFESSORES:

  • Os professores contratados que concorriam para longe de casa para conseguirem os 3 contratos ou 2 renovações, agora não precisam de o fazer. Concorrem para perto de casa e, se no final do 1º período não obtiverem colocação concorrem para contratação de escola e ainda terão direito a ver o contrato renovado;
  • Alguém concorrerá para horários temporários sabendo que é mais compensador ficar colocado muito mais tarde, num horário anual? Dificilmente! Veremos os horários temporários com (ainda) menos candidatos!

 

GRADUAÇÃO PROFISSIONAL:

A prova do desnorte é simples… então a graduação profissional é valorizada na Mobilidade por Doença (onde não faz sentido) e é ignorada na Contratação? Sim, porque (a manter-se esta idiotice) professores colocados em setembro, com 46 de graduação e outros colocados em janeiro, com 15 de graduação terão a mesma possibilidade de renovação…

Venha a confusão… e estou convencido de que quem “pensou” esta confusão o fez de propósito, como já referi aqui. Não resolve problema nenhum, mas arranja maneira de atirar o recrutamento docente para as câmaras municipais!

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Pergunta Lógica

Se renovarem horários anuais incompletos e se a capacidade de acolhimento das escolas permite que haja lugar em MPD desde que exista o mínimo de 6 horas letivas, então quer dizer que na Mobilidade Interna também será possível colocar um docente desde que exista o mínimo de 8 horas letivas na escola? Ou a Mobilidade Interna vai ter as mesmas regras deste ano e a colocação será apenas em horário completo?

Porque vejo aqui um enorme prejuízo de quem irá concorrer na Mobilidade Interna, se for a última das opções, porque os horários vão ser quase todos ocupados pelos contratados e por docentes em Mobilidade por Doença em horários incompletos não se permitindo fazer uma gestão para haver horários completos nas necessidades residuais.

 

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Calcular o raio de 50Km para verificar se pode concorrer a MPD

Estamos a falar do centro de Viseu e não da localização exata dos AE/ENA, porque no caso dos da periferia o RAIO estende-se um bocadinho para o lado dependendo da localização…

Fica a ideia… se clicarem em cima da imagem poderão traçar o raio exato a partir da localização de qualquer ponto do país.

 

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Ministério propõe que tempo de serviço condicione mobilidade por doença dos professores

Ministério propõe que tempo de serviço condicione mobilidade por doença dos professores

Mobilidade por doença permite que professores com patologias graves possam ser colocados em escolas perto de sua casa. Revisão deste regime está a ser negociado com os sindicatos. Professores com mais tempo de serviço terão prioridade na colocação.


O Ministério da Educação (ME) quer que a aceitação da mobilidade por doença (MPD) dos professores esteja condicionada à sua graduação profissional, que no essencial é determinada pelo tempo de serviço. Este é um dos pontos da proposta de revisão da MPD apresentada às estruturas sindicais nesta segunda-feira, adiantou ao PÚBLICO a vice-presidente do Sindicato Independente de Professores e Educadores (SIPE), Rosa Maria.

As negociações com os 12 sindicatos de professores estão a ser lideradas pelo Secretário de Estado da Educação, António Leite, e vão prosseguir na próxima quarta-feira, dia 12. O ME já tinha feito saber que pretende rever o regime da mobilidade por doença, que tem gerado críticas e suspeitas por alegados abusos na utilização deste instrumento de colocação.

A mobilidade por doença permite que os professores fiquem colocados junto da sua casa ou do local de tratamento, quando têm patologias graves ou familiares próximos nesta situação. Actualmente são cerca de 10 mil os professores abrangidos, a maior parte deles do Norte do país.

Condicionar a MPD à graduação profissional pode significar na prática que um professor que esteja doente veja o seu pedido indeferido a favor de outro docente que a requereu para cuidar de um familiar, explicita Rosa Marta. “Não faz qualquer sentido. Na mobilidade por doença não é a graduação profissional que está em causa”, comenta esta dirigente sindical.

A proposta do ME aponta também para que este instrumento só possa ser utilizado quando o docente se encontra colocado a mais de 50 quilómetros, em linha recta, da sua residência. Esta alteração também é contestada pelo SIPE: “Pode significar fazer bem mais do que 100 quilómetros ida e volta, o que para alguém gravemente doente se torna incomportável.”

Outra mudança que o ME pretende introduzir tem a ver com a obrigação de os professores colocados ao abrigo deste regime darem pelo menos seis horas de aulas por semana. Actualmente um docente nesta situação só tem de dar aulas no caso de a mudança para outra escola ter sido determinada por doença de um familiar “ou sempre que a situação da sua própria doença o permita”. A não ser assim é-lhe atribuída outras tarefas nas escolas.

Se esta alteração for por diante, vai “ser mau para os professores e para os alunos”, afirma a dirigente do SIPE. Isto porque os docentes em causa ficam frequentemente incapacitados e terão por isso de faltar às aulas que lhes estão atribuídas.

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Renovação Apenas para Quem Tem o Mínimo de 180 Dias de Contrato

Neste pequeno vídeo do STOP ficamos a saber que apenas quem tem pelo menos 180 dias de contrato (com avaliação mínima de Bom) poderá renovar, desde que tenha sido colocado em horário anual (completo ou incompleto).

 

NEGOCIAÇÃO SINDICAL: propostas do ME a 16/05/2022

 

Estas foram as propostas que foram entregues aos sindicatos apenas no final da reunião de 16 de maio. Breve síntese da reunião (pequeno vídeo).

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Quando? Em Agosto?

… que é o período habitual das colocações em Mobilidade por Doença.

Vai ser uma audição em período de férias?

Como a rede fica fechada no final de Julho, início de agosto, será quase impossível definir qualquer capacidade de acolhimento antes desse período.

 

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Mas, Pior…

… é que todas as mobilidades por doença vão ser consideradas na distribuição de serviço nas necessidades residuais, ou seja, nos horários que deveriam ir para a mobilidade interna e para a contratação inicial.

 

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Raios… de 50Km

Será o termo mais usado na Mobilidade por Doença.

O Raio de 50 Km (em linha reta) passa a ser uma das condições para o pedido da Mobilidade por Doença.

Se o docente estiver numa escola não pode mudar se a residência ou entidade prestadora de cuidados médicos se situar até 50 Km da escola sede.  E só pode candidatar-se se a residência ou entidade prestadora de cuidados médicos  estiver a mais de 50 Km, também da escola sede.

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Isto é a Maior Injustiça que Alguma Vez Aconteceu

… até porque nas últimas duas ou três reservas ficaram colocados em horário anual e completo alguns candidatos que são os últimos da sua lista de ordenação.

 

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Proposta do ME sobre MPD e Concurso docente

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As idiossincrasias dos exames nacionais britânicos – João A. Costa

 

A pergunta no exame de Matemática pedia aos alunos para calcular o número de pessoas sentadas num teatro entre a plateia e o balcão, até porque perguntar não custa e todos os alunos a exame já foram ao teatro pelo menos uma vez na vida.
Noutro exame, desta vez de Alemão, os professores classificadores expressaram a sua preocupação, para não dizer surpresa, diante das dificuldades notórias dos alunos em explanar as vantagens e desvantagens de passar férias na neve, até porque passar férias na neve é perfeitamente natural, para não dizer expectável excepção feita desde já para este que vos escreve que nunca na vida passei férias na neve e o horror nos olhares de amigos e vizinhos.
Voltando à matemática, o que dizer quando o exame nos remete para o cálculo da entrada para uma casa quando quem responde não conhece outra realidade senão a da habitação social e a cama dividida com a mãe mais os irmãos entre colchões num quarto só? A pergunta não é senão um insulto à vida, à sua vida que é a nossa vida, espezinhados uma e outra vez só porque estamos por baixo e enquanto estivermos por baixo está tudo bem, pelo menos para todos os outros.
Os exemplos, infelizmente, não se ficam por aqui num país, o de sua majestade a Rainha, onde os exames versam sobre realidades cada vez mais distantes das ruas onde os alunos a exame crescem, vivem e morrem na ponta de uma faca. Sob a ameaça constante de gangues, as crianças britânicas das grandes cidades e arredores vivem o dia a dia de quem não quer estar numa casa que nem casa é e as ruas cuja segurança rima com pertencer a um gangue e a tudo o que o mesmo se dedica.
Se os exames procuram reflectir a realidade das nossas escolas, então devem versar sobre o número de facas nas ruas e qual a percentagem de jovens armados sem esquecer a moda e a mediana. Ou então o cálculo da quantidade, peso, medidas e volumes de substâncias ilícitas consumidas e/ou vendidas ao longo de um mês. E já agora acrescentemos os abusos online, comummente traduzidos pela quantidade de imagens inapropriadas de colegas partilhadas por alunos nas redes sociais todas as semanas seguido de um sem número, mensurável, pois claro, de conflitos de parte a parte entre insultos, agressões e os pais ao portão da escola.
Estas sim, são infelizmente as questões de exame sobre as quais os nossos alunos têm muito a dizer numa vida a anos-luz das férias, actividades de recreio e eventos caritativos tantas vezes descritos em exames escritos por quem nunca teve nem terá problemas na vida para quem nunca teve nem terá problemas na vida, ou seja, as crianças das “middle class” e “upper class” desta nação hoje e sempre alicerçada numa sociedade classicista cuja perpetuação é a sua essência.
Chegados a 2022, vem o governo dar indicações ao equivalente britânico do Júri Nacional de Exames no sentido de adequar a linguagem e os exemplos usados nas perguntas de exame de modo a tornar as questões compreensíveis e acessíveis ao maior número possível de alunos.
Será este o fim do classicismo nos exames nacionais britânicos? Estou em crer ser um princípio e, com um pouco de esperança e querer, o princípio do fim. Sem querer cair nem num extremo nem noutro mas plenamente consciente de uma sociedade onde tantas vezes de um lado da rua moram os privilegiados e do outro, face a face, os bairros sociais, dois mundos díspares e incapazes de se compreender um ao outro, a começar pela linguagem usada, sem esquecer o sotaque.
Aliás, dependesse realmente da nossa vontade e por certo todos os alunos, sem excepção, teriam a oportunidade de umas férias na neve e teatro em fartura. Era sinal de como teriam comida na mesa todos os dias.

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222 Aposentados em Junho de 2022

Na lista de aposentados com efeitos ao dia 1 de junho de 2022 encontram-se 222 docentes da rede pública do continente do Ministério da Educação.

A meio do ano estamos ainda abaixo da metade da previsão para o ano 2022, onde prevê-se que se aposentem 2826 docentes.

 

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Quem Canta Seus Males Espanta

 

Ukraine update: Something *big* is happening, as the Battle of the Izyum Salient begins

 

A t-shirt do meu verão:

(A Ukrainian Farmer Finds a Russian Tank – Adult TShirt – Saint Javelin)

 

 

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Sabia que um professor ganha 9 euros e mais uns cêntimos por hora?

 

O fracasso da educação

 

Sabia que há professores com 50 e 60 anos que têm de concorrer todos anos a um lugar e que ficam a dezenas e centenas de quilómetros da sua residência?

Sabia que um professor do pré-escolar ao secundário, a meio da sua profissão, com vinte ou mais anos de atividade ganha 9 euros e mais uns cêntimos por hora?

Sabia que em 2030 perto de 50% dos professores estarão reformados?

Sabia que em 2002 se formaram 444 professores para lecionarem a disciplina de Português e 301 para a de matemática e que em 2020 com habilitação específica foram 40 professores em Português e em Matemática 21?

Sabia que entre 2022 e 2026 serão necessários mais 125 novos professores de Matemática e que entre 2016 e 2020 concluíram a habilitação específica 27? Para a disciplina de Português serão necessários, até 2026, 284 professores, entre 2016 e 2020 concluíram a habilitação específica 72 professores (dados da DGEEC e cálculos de Luísa Loura, numa excelente peça da revista Visão).

Sabia que há um número considerável de professores com 50 e 60 anos que têm de concorrer todos anos a um lugar e que ficam a dezenas e centenas de quilómetros da sua residência?

Sabia que na disciplina de Matemática houve umas 4 ou 5 mudanças dos programas nos últimos anos? Cada governo muda tudo, acrescentando mais burocracia, mais mudanças de teóricos das ciências da educação da sua cor política, transformando a educação numa manta de retalhos, quer na legislação como nos conteúdos programáticos das disciplinas.

Sabia que a escola pública valoriza cada vez menos o saber, o trabalho, a exigência, o sacrifício, o premiar o esforço em nome de um igualitarismo que deixa os pobres mais impreparados, e os ricos mais capacitados porque têm outras opções e apoios familiares e extra escola? E se a escola dita democrática é outro nome para o facilitismo e um campo de experimentação das teorias das ciências da educação feitas por pessoas que, regra geral, nunca ensinaram nem conhecem a realidade?

A educação, o conhecimento e a cultura são as bases fundamentais de qualquer sociedade digna desse nome. Sem a valorização efetiva dessas áreas a democracia é um embuste, valerá apenas como mercado…A democracia portuguesa falhou na área da educação. Os sucessos educativos são principalmente manobras estatísticas para efeito de propaganda política.

 
A escola pública é fundamental, como também a educação no setor privado. Em Portugal, um país pobre, a escola pública tem desde o início do século XX uma função indispensável. O cheque ensino, solução para a liberdade de escolha num país pobre é uma ilusão, as melhores escolas privadas nunca aceitariam determinados jovens de certos ambientes familiares, nem os cheques ensino são suficientes para pagar a boa educação privada. São ilusões de propaganda política. A esquerda e a direita equivocam-se cada uma a seu modo.

A responsabilidade não se reduz a nomes, mas as visões economicistas que chegaram até a utilizar a estratégia de diabolização dos professores do ensino público que seriam privilegiados e bem pagos comparativamente com o setor privado, teve efeito. Era falso, empobreceu e desqualificou a profissão de professor no ensino público, e não melhorou as condições laborais do ensino privado…

Se alguém tem direitos fundamentais garantidos e vencimentos menos indignos, eu não quero ter as mesmas condições, quero é que tenham condições tão degradantes como as minhas; somos assim. Maria de Lurdes Rodrigues e outros foram rostos de um conjunto de responsáveis desta degradação irreversível.

SOL

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Sobre as medidas anunciadas para a contratação – Luís S. Braga

 

Comentário rápido ao resumo das medidas que o Governo anunciou para a negociação desta semana sobre contratação docente (há outras sobre MPD mas isso já comentei que baste)

Comecemos pela terceira medida do resumo, que o STOP oportunamente divulgou.

“- Contribuir para a estabilidade dos recursos humanos docentes dos AE/ENA e para a continuidade pedagógica dos processos de ensino/aprendizagem.”

Comentário: isto não quer dizer nada e pode querer dizer tudo….. Só em Portugal se vai para uma negociação de medidas a escrever “medidas” que começam pelo verbo contribuir. Já contribuí para esse peditório…..

Sobre as outras, que tem uma face concreta que permite discuti-las….

– Alargar a possibilidade de renovação dos contratos aos docentes contratados para horários incompletos, caso seja do seu interesse.

Comentário: medida absurda que viola lógicas de justiça comparativa entre candidatos e reforça a precariedade. Com a norma travão em vigor, isto significa que se assume como princípio que vai haver no sistema professores que nunca vão ter acesso à carreira. E esperemos que, no passo seguinte, não se permita transformar esses horários obtidos incompletos em horários completos. O que seria uma batota para fazer atalhos….

– Encurtar o tempo de acionamento do procedimento de Contratação de Escola, quando não existam candidatos nas Reservas de Recrutamento.

Comentário: Isto depende do ministério e dos seus burocratas que gerem as aplicações. E de haver senso. Por exemplo, porque não deixar de obrigar os contratados que cessam contratos a gozar férias no fim do contrato, mesmo que calhe a meio do ano? Faz sentido ter em férias contrariadas quem quer trabalhar, faltando quem queira?

 

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Horários em Contratação de Escola

São 164 os horários anuais e completos que estão na plataforma SIGRHE para contratação de escola no dia de hoje (quadro 1). No entanto se formos ver os distritos onde estes horários existem (quadro 2) verificamos que 74 deles são em zonas consideradas desfavorecidas de professores (Lisboa, Setúbal e Faro).

Por isso, mais de metade dos horários anuais e completos em contratação de escola já se situam fora das zonas mais problemáticas, pelo que, como se prova já não é apenas no sul que existem falta de professores nas reservas de recrutamento.

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Eu Cedo Alguns Pratos e a Minha Cristaleira

Mário Nogueira reeleito com 90% para liderança da Fenprof com dois adjuntos

 

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Mário Nogueira foi este sábado reeleito secretário-geral da Fenprof com 90% dos votos, liderando pela primeira vez a Federação Nacional de Professores com o apoio de dois adjuntos, na sequência de uma alteração dos estatutos aprovada no congresso que decorre desde sexta-feira em Viseu.

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Curioso haver 5 Que Aceitaram o Lugar

Inspetores da Educação abandonam cargos após cortes de 400 euros nos salários

 

Após processo de recrutamento que durou três anos, 15 dos 20 contratados vão deixar a Inspeção-Geral da Educação. Perda chega a superar os 400 euros.

Quinze dos 20 inspetores da Inspeção-Geral da Educação e Ciência (IGEC) admitidos no ano passado em período experimental, após um concurso público de recrutamento que se prolongou por mais de três anos, já comunicaram ao inspetor-geral que não aceitarão a nomeação definitiva. Descontentes com os cortes salariais que chegam a superar os 400 euros, vão sair da IGEC em junho e voltarão às escolas de origem.

“Tragicamente, a esmagadora maioria regressará à carreira docente, se nada mudar nas condições em que trabalham: a perda salarial mensal média é de 463,29 euros [ilíquidos], agravada pela progressão na carreira inspetiva mais desfavorável”, alerta o Sindicato dos Inspetores da Educação e do Ensino, presidido por Bercina Calçada. Enquanto um docente pode atingir uma remuneração equivalente ao topo da carreira em 34 anos, na IGEC tal só é possível ao fim de 100 anos, desde que tenham “bom” na avaliação de desempenho. Um dos inspetores confidencia que se sente “frustrado e defraudado”, porque tirou um mestrado e desempenhou cargos diretivos em escolas para poder ser admitido na IGEC, onde sempre sonhou trabalhar. Desde então, está a receber menos 300 euros líquidos. “Como sou do quadro e afeto ao Ministério da Educação, achei que, pelo menos, ia ter a mesma remuneração.”

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MPD em discussão!

Prepara-se neste momento a maior injustiça jamais vista relativamente à mobilidade por doença!

Tanto quanto se sabe, o ME pretende criar quotas por agrupamento para impedir que em determinadas escolas estejam 200 professores em MPD. Aceita-se!

Sabe-se também que se pretende ordenar para efeitos de destacamento os candidatos por graduação. Aqui é que começam as injustiças, Não podemos meter no mesmo saco aqueles que pretendem a MPD pelo próprio e os que o fazem por terceiros. Além disso, também não cabem no mesmo pacote pessoas cujo grau de incapacidade seja reduzido e aqueles que, em razão da sua deficiência, andem de cadeira de rodas, sejam cegos ou padeçam de outros constrangimentos decorrentes da deficiência como por exemplo a falta de acessibilidade aos meios de transporte.

Como resolver a questão dos destacamentos sem prejudicar ninguém havendo uma discriminação positiva em função do grau de deficiência?

  1. O atestado de incapacidade ser um documento obrigatório para a candidatura a MPD;
  2. A graduação ser feita em função do grau de incapacidade, e só depois do tempo de serviço do candidato.

 

Todos sabem que o atestado de incapacidade concede um conjunto de direitos a quem o possui! Então todos tem interesse em possuir esse documento! Assim sendo, esta seria uma forma de minimizar as fraudes que o ME tanto diz querer combater.

Sabe-se também que é morosa a obtenção do referido atestado. Como ultrapassar esse constrangimento?

Bastaria que o ME solicitasse, no caso daqueles que não possuem esse documento, o comprovativo do seu pedido, acompanhado dos relatórios médicos que o suportaram.

Podem acreditar que o ME tinha parte dos destacamentos resolvidos!

 

José Caldas

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Daqui a três anos teremos um destes como Secretário Geral da FENPROF

José Feliciano Costa (Sindicato dos Professores da Grande Lisboa) e Francisco Gonçalves (Sindicato dos Professores do Norte) que agora concorrem a secretários-gerais adjuntos

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Sob a bandeira da maioria absoluta, FICAREI NA LUTA

 

“Neste tempo em que a educação terá de ser prioridade, é tempo de ser tempo dos professores.”  anunciou Mário Nogueira.

Mário Nogueira eleito hoje para novo mandato como secretário-geral da Fenprof

 

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Lista Colorida – RR34

Lista Colorida atualizada com retirados e colocados da RR34.

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Estou farta de Semideuses!

 

A Educação, dentro e fora das escolas, está subjugada ao poder de muitos Semideuses, “divindades” crentes na sua própria invencibilidade e perfeição, convictos da sua irrefutável razão e sempre muito cheios de si…

 Estou farta de todos os Semideuses que, com notável hipocrisia e cinismo, governam a Educação e a tornam mais dependente de alguns Egos do que das Políticas Educativas em si mesmas:

 – Dos que governam as escolas como se as mesmas fossem propriedade sua, muitas vezes mal aconselhados pelo conforto proporcionado pelos respectivos gabinetes ou pela camarilha de bajuladores do regime, mas que, e apesar disso, dispõem da autoridade e do poder para decidir sobre o destino profissional de tantos outros;

 – Dos que, nas escolas, se consideram “Astros-Rei”, mostrando-se incapazes de reconhecer perspectivas diferentes das suas, movendo-se por um inultrapassável pensamento egocêntrico, apenas competentes para lidar com um ponto de vista, que normalmente é o seu;

 – Dos que, empossados, pelos que governam as escolas, em determinados cargos ou “órgãos-fantoche”, dominados pelo servilismo, se prontificam para legitimar regimes autoritários encapotados de Democracia, mostrando-se incapazes de contrariar qualquer ordem ou decisão emanada pelos doutos superiores, por mais absurda ou injusta que a mesma seja;

 – Dos “bem iluminados” que dominam a “doutrina” do Ministério da Educação, prenhe de “ladainhas esotéricas” e ininteligíveis, camufladas de “inovação”, e que recusam aceitar e assumir a realidade, substituindo-a pela fantasia quimérica e pelo pensamento mágico…

 Quantos desses conhecerão o que efectivamente se passa nas escolas?

 Quantos desses saberão que os seus “rasgos de genialidade”, traduzidos pela profusão de textos impregnados de artificiais e inúteis jargões, não têm afinal qualquer aplicabilidade prática ou benefícios visíveis, nem para os Alunos nem para os Profissionais de Educação?

 “Cátedras” distantes da realidade, costumam significar prolixidade burocrática e incapacidade de simplificar e de gerar efectivos proveitos…

 Quanta “inclusão” e quanta “flexibilidade” apenas plantadas num sem-número de papéis… Não o verão ou não o quererão ver?

 – Dos que, incapazes de defender imparcialmente os interesses dos seus representados, agem como Semideuses do Sindicalismo, seguindo cegamente uma cartilha política que os vincula a agendas e a fretes partidários, mostrando-se inábeis para suscitar credibilidade e aceitação consensual;

 – Do maior Semideus de todos, o Ministro da Educação, incapaz de assumir e de reconhecer que nas escolas actuais não existe Democracia, pensamento crítico ou pensamento independente e que, em vez disso, existe silêncio e uma Democracia “postiça” e “travestida”, sem credibilidade e pervertida pela manipulação, imposta pela vigência do Decreto-Lei nº 75/2008 de 22 de Abril…

 E enquanto esse Decreto-Lei não for revogado, bem pode o Ministro da Educação perorar com todas as Teorias da Educação, as já inventadas ou até as por inventar, que nenhuma delas servirá os objectivos de uma Democracia impostora…

 A não ser que a espúria Democracia dos tempos actuais tenha adoptado, de forma velada, um dos ideários do Estado Novo: todos ignorantes, todos caladinhos, mas todos obrigados a serem muito felizes!

 Estou farta de tantos “teóricos” e de tantos “especialistas”, elevados ao estatuto de Semideuses, mas incapazes de criar condições para que se cumpra o mais elementar desígnio da ainda memorável Lei de Bases do Sistema Educativo:

 A educação promove o desenvolvimento do espírito democrático e pluralista, respeitador dos outros e das suas ideias, aberto ao diálogo e à livre troca de opiniões, formando cidadãos capazes de julgarem com espírito crítico e criativo o meio social em que se integram e de se empenharem na sua transformação progressiva.” (Princípios Gerais, Artigo Segundo, Número 5).

 Passadas mais de três décadas da publicação de uma Lei fundamental para o Sistema Educativo, regredimos, nos últimos catorze anos, à “Idade das Trevas”, e no momento actual agimos como “castrados”, dominados pela opressão e pelo obscurantismo, como convém aos Semideuses…

 

Arre, estou farto de Semideuses!

Onde é que há gente no mundo?

 

(Poema em Linha Recta, Álvaro de Campos).

 

(Matilde)

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Simulador do Ratio dos Assistentes Operacionais

Em 30 de março de 2021 foi publicada a Portaria n.º 73-A/2021 que procedeu à segunda alteração  à Portaria n.º 272-A/2017, de 13 de setembro, alterada pela Portaria n.º 245-A/2020, de 16 de outubro, que regulamenta os critérios e a respetiva fórmula de cálculo para a determinação da dotação máxima de referência do pessoal não docente, por agrupamento de escolas ou escolas não agrupadas.

Agora que os trabalhadores não docentes das escolas públicas foram transferidos para as autarquias e porque ainda não tinha feito a atualização desta portaria no simulador que fiz para a portaria anterior apresento agora este simulador que já está de acordo com a Portaria de 2021.

É possível que ainda exista algum erro neste simulador que agradeço me seja reportado para o e-mail do blogue.

Para aceder ao simulador para calcular o Ratio dos Assistentes Operacionais clicar na imagem.

NOTA: Em breve este simulador terá uma função para imprimir em pdf a simulação feita.

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Imensos Erros nas Colocações na RR34

Com a decisão tomada pelo Ministério da Educação de converter todos os horários em anuais e completos passaram a existir ultrapassagens nas colocações que não se conseguem descortinar.

Já são vários exemplos de ultrapassagens nas colocações de hoje que me chegaram.

Professores que ficaram colocados em agrupamentos de segundas preferências, quando existiram outros docentes menos graduados que foram colocados em agrupamentos nas primeiras preferências desses professores.

O que deve estar a acontecer é que os horários pedidos pelas escolas estão a ser considerados no programa que gera as colocações, mas que por decisão do ME não se consegue perceber essa situação, pelo que, pelas listagens de colocações todos os professores que estão nestas condições tem o direito e o dever de recorrer da colocação.

 

Um candidato com o número superior foi colocado na minha 1.º opção. Pode ajudar me a compreender como tal é possível?

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O que se depreende do sumário da proposta de alteração da MPD do ME

 

Os docentes terão que:

  • pedir MPD para uma área geográfica (um ou mais concelhos dependendo da zona)
  • pedir MPD para um ou mais AE/ENA dentro dessa área geográfica
  • serão colocados por graduação profissional
  • serão distribuídos pelo número de AE/ENA  existentes nessa área geográfica de forma equitativa (não será o mesmo número por todos os agrupamentos, mas terá o fator,  número de alunos ou escolas apenso)
  • os mecanismos de comprovação e verificação das situações que fundamentam a necessidade de proteção na doença, poderão passar por juntas médicas aos docentes ou familiares que que careçam do  seu apoio

 

Nota: esta é aminha interpretação, mas podem surgir outras, ou até, nem se virem a concretizar…

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Afinal os Completos e Anuais resolveram o problema da falta de professores?

Claro que não… é uma medida atabalhoada, injusta e com tremendas consequências para a estabilidade do sistema.

Percebe-se, pela análise deste quadro, que a maioria dos horários completos e anuais ocupados nesta reserva de recrutamento (cerca de 84%) está localizada a norte do QZP 7 (curiosamente onde o problema da falta de professores é menos grave).

É apenas um exemplo de algumas medidas avulsas que têm sido tomadas para aparentemente resolver problemas existentes, mas que, para além de não terem resolvido nada, ainda acrescentaram problemas que não existiam.

Parece-me que o objetivo é  criar uma tal desordem no sistema que justifique a passagem para um mecanismo descentralizado de recrutamento.
Pena que as muitas autarquias e diretores escolares alinhem nesta narrativa…

 

 

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376 contratados colocados na RR34

Fica aqui a lista dos colocados na Reserva de Recrutamento 34 (em Completo e Anual), distribuídos pelo QZP de colocação.

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Continuar a FAZER O QUE AINDA NÃO FOI FEITO? Plenários nacionais online para decidir sobre as propostas do ME

Continuar a FAZER O QUE AINDA NÃO FOI FEITO? Plenários nacionais online para decidir sobre as propostas do ME

Colegas, como é do conhecimento geral, na próxima semana decorrerão duas reuniões de negociação, entre o ME e os sindicatos/federações. HOJE, recebemos do ME o “Sumário Executivo” sobre as duas importantes matérias em discussão (disponíveis no final desta publicação).

A posição do S.TO.P. sobre as propostas concretas do ME será decidida – coletivamente – em DOIS PLENÁRIOS democráticos de sócios, a 17 MAIO:

1º) 18h30, sobre a proposta “Regras da MOBILIDADE por Doença”;

2º) 21h30, a proposta “criação de um quadro de maior estabilidade nas Escolas para os docentes CONTRATADOS”.

TODOS OS SINDICATOS SÃO IGUAIS?

Se todos os sindicatos/federações tivessem este tipo de postura democrática, possivelmente, muitos dos acordos/memorandos assinados por sindicatos (sem auscultação democrática da sua base) não teriam acontecido (incluindo o acordo assinado, das infames “quotas”, em 2010). Para permitir que todos os interessados possam participar, quem se sindicalizar até 16 maio (segunda-feira, 15h), e referir que quer se inscrever num dos plenários (ou nos dois), terá direito a participar nesta discussão e votação histórica sobre qual o sentido de voto do S.TO.P. Para tal basta clicar no LINK: https://sindicatostop.pt/aderir-2/

Não deixes que outros decidam por ti: JUNTOS SOMOS + FORTES!

NOTA 1: “Sumário Executivo” do ME recebido hoje:

“Mobilidade por doença:

  • Possibilitar, para docentes que dela necessitem, a MPD para um AE/ENA da área geográfica por eles indicada, tendo em vista assegurar a prestação dos cuidados médicos de que careçam ou o apoio a terceiros que necessitem de prestar.
  • Instituir um sistema de colocação equitativa em AE/ENA das referidas áreas geográficas que satisfaça as preferências manifestadas pelos docentes, de acordo com a sua graduação.
  • Integrar no procedimento mecanismos de comprovação e verificação das situações que fundamentam a necessidade, tendo em vista garantir a justiça, a equidade e a credibilidade social da medida adicional de proteção na doença.

Renovações de contratos docentes:

  • Alargar a possibilidade de renovação dos contratos aos docentes contratados para horários incompletos, caso seja do seu interesse.
  • Encurtar o tempo de acionamento do procedimento de Contratação de Escola, quando não existam candidatos nas Reservas de Recrutamento.
  • Contribuir para a estabilidade dos recursos humanos docentes dos AE/ENA e para a continuidade pedagógica dos processos de ensino/aprendizagem.”

NOTA 2: O acordo que o Governo assinou com os sindicatos de professores de 2010 https://www.rtp.pt/noticias/pais/governo-assina-acordo-com-sindicatos-de-professores_n308835

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Propostas do Ministério da Educação para negociação nas reuniões de 16 e 18 de maio: Mobilidade por doença

– Possibilitar, para docentes que dela necessitem, a MPD para um AE/ENA da área geográfica por eles indicada, tendo em vista assegurar a prestação dos cuidados médicos de que careçam ou o apoio a terceiros que necessitem de prestar.
– Instituir um sistema de colocação equitativa em AE/ENA das referidas áreas geográficas que satisfaça as preferências manifestadas pelos docentes, de acordo com a sua graduação.
– Integrar no procedimento mecanismos de comprovação e verificação das situações que fundamentam a necessidade, tendo em vista garantir a justiça, a equidade e a credibilidade social da medida adicional de proteção na doença.

Renovações de contratos docentes
– Alargar a possibilidade de renovação dos contratos aos docentes contratados para horários incompletos, caso seja do seu interesse.
– Encurtar o tempo de acionamento do procedimento de Contratação de Escola, quando não existam candidatos nas Reservas de Recrutamento.
– Contribuir para a estabilidade dos recursos humanos docentes dos AE/ENA e para a continuidade pedagógica dos processos de ensino/aprendizagem.

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Reserva de Recrutamento n.º 34

Publicitação das listas definitivas de Colocação, Não Colocação, Retirados, Listas de Colocação Administrativa e Listas de colocação adicional de carácter excecional – 34.ª Reserva de Recrutamento 2021/2022.

Aplicação da aceitação disponível das 0:00 horas de segunda-feira dia 16 de maio, até às 23:59 horas de terça-feira dia 17 de maio de 2022 (hora de Portugal continental).

SIGRHE – aceitação da colocação pelo candidato

Nota informativa – Reserva de recrutamento n.º 34

Listas – Reserva de recrutamento n.º 34 

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LISTA DE COLOCAÇÕES DOS CANDIDATOS AO CONCURSO INTERNO DE PROVIMENTO PARA O ANO ESCOLAR DE 2022/2023

LISTA DE COLOCAÇÕES DOS CANDIDATOS AO CONCURSO INTERNO DE PROVIMENTO PARA O ANO ESCOLAR DE 2022/2023

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Escolas com mais casos de covid-19 e sem informação clara sobre as regras.

A nível nacional, deixou de existir o registo da situação da covid-19 nas escolas. Mas há escolas que mantêm essa prática, inclusive avisando os encarregados de educação de casos positivos nas turmas dos filhos. O fim da máscara está a fazer aumentar o número de casos também na comunidade educativa. Um especialista de saúde pública explica que, sem salas devidamente ventiladas, a transmissão irá continuar a dar-se. Algumas escolas lamentam que, para lá do anúncio da queda da máscara, não tenham sido informadas de que outras regras deixaram de se aplicar em março.

 

Escolas com mais casos de covid-19 e sem informação clara sobre as regras.

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