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Ministério da Educação propõe sistema de quotas para professores doentes

Ministério da Educação propõe sistema de quotas para professores doentes

 

Há agrupamentos com mais de 100 professores em mobilidade por doença. Para evitar essa concentração, o Ministério da Educação propõe a criação de um sistema de quotas. Cada escola determinará o limite da sua capacidade para acolher esses docentes. Os lugares serão distribuídos de acordo com a graduação profissional. Ou seja, o tempo de serviço será determinante para os docentes conseguirem ou não vaga.

 

As propostas foram apresentadas às organizações sindicais pelo secretário de Estado da Educação, António Leite, durante esta segunda-feira.

De acordo com o líder da Fenprof, a capacidade dos agrupamentos em abrirem ou não lugares para estes docentes depende se têm ou não horários de seis horas letivas disponíveis (o limite mínimo proposto agora pelo ME para estes docentes). Estes professores terão ainda de concorrer a escolas num raio de 50 quilómetros a partir do local dos tratamentos que têm de fazer.

“A colocação não pode ser feita pela graduação. A mobilidade tem de ser apenas para quem efetivamente precisa e, se há fraude, tem de ser combatida”, defende Mário Nogueira, insistindo que as mudanças podem agravar o absentismo. A Fenprof ficou a aguardar o envio de respostas, pelo que pediu o adiamento da reunião de quarta-feira.
“Há casos em que não podem mesmo ter horas letivas. Por exemplo, um professor com cancro, sempre em tratamentos, está sempre a faltar e isso será muito mau para os alunos”, frisa a vice-presidente do SIPE, Rosa Sá.

A colocação dos docentes pelas quotas é outra proposta preocupante, aponta. A distribuição sugerida é pela graduação profissional e “é a única situação em que a seriação não deve ser feita pela lista”, considera. “Mais uma vez, um professor com cancro menos graduado não tem de ficar mais longe porque é mais novo. A análise tem de ser feita pela doença”, insiste.

“Uma situação de doença é sempre uma situação subjetiva”, frisa o líder da FNE. Para João Dias da Silva, é “imprescindível que se mantenha o direito de as pessoas acederem a locais próximos do seu tratamento ou de quem têm de acompanhar”.

A mobilidade por doença pode ser pedida em caso de doença grave dos professores, seus filhos, conjugue, pais ou sogros. Nos casos em que é o próprio que está doente, até este ano, podia entregar um atestado que o dispensasse das aulas, explica Rosa Sá. As organizações regressam ao ministério quarta-feira com contrapropostas para a segunda ronda negocial.

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19 comentários

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    • Manuel on 17 de Maio de 2022 at 11:31
    • Responder

    São cerca de 9000 docentes, um universo pequeno face à hecatombe que é a permanente falta de docentes. Esta agressividade contra os desgraçados dos docentes que realmente precisam (e acredito que seja a esmagadora maioria), vinda dos colegas e do ME tem servido muito bem os planos do ME: distrair, distrair, distrair. Alguém tem falado da péssima gestão deste ME relativamente às colocações? Pois…

  1. Exatamente!
    E as ultrapassagens na Mobilidade Interna?
    Os professores do QA vão continuar a ser ultrapassados pelos professores menos graduados, na Mobilidade Interna?
    Não bastava esta injustiça, vão agora ser também ultrapassados pelos professores contratados e que ficaram colocados nos últimos tempos?
    1- A recondução só deve ser concretizada para quem ficou colocado na primeira reserva de recrutamento (agosto de 2021) – é a única forma de se acabar com as imensas injustiças que vão ser criadas.
    2- Os restantes docentes contratados, só devem ser reconduzidos se restarem vagas depois da realização o concurso de Mobilidade Interna.
    3- Se mexerem no regime de recrutamento terão de mexer também na Mobilidade Interna, acabar com as prioridades, colocação por lista graduada. Os docentes que no ano 2021 usufruíram da Mobilidade Interna, deverão voltar a concorrer este ano letivo – só desta forma será reposta a justiça a nível de concursos.
    Se isto não for feito, mais vale estarem “quietinhos”! Os docentes lesados que “abram a pestana” e recorram à justiça – alguém vai ter que pagar as injustiças que têm vindo a ser feitas.
    Em relação MD, os docentes lesados só têm um caminho, reclama, reclamar e recorrer às baixas médicas – vão ver como a falta de professores se agravará muito mais!

    • clausalsera on 17 de Maio de 2022 at 12:22
    • Responder

    Mas ninguém fala das ilegalidades aqui propostas?? Desde quando é que a MPD é um concurso??Não é, nunca foi. Chama-se mobilidade por doença, como há outro tipo de mobilidades. Logo, não se pode atribuir

    Era logo por aí que os sindicatos deviam começar por atacar esta ILEGALIDADE!!Vejam lá se eles se atreveram a colocar em causa os relatórios médicos??Não que aí entrava a Ordem dos Médicos e a coisa “piava mais fino”…

    Estou enojada com tudo isto…

  2. A MPR deveira acabar! Quem efetivamente está doente ou inapto para as funções deveria ficar de baixa média. Não perde tempo de serviço, é avaliado e progride como os restantes docentes!!

    • sapinhoverde on 17 de Maio de 2022 at 12:32
    • Responder

    Por acaso estou em MPD, na escola (concelho) onde estou consigo ir aos tratamentos e lecionar, com algumas dores, mas faço o sacrifício.
    Se tiver que fazer uma catrafada de kms, de certeza que irei meter baixa, tanto por não ter acesso aos tratamentos mas também pela impossibilidade de fazer tantos kms.
    E se o docente pudese optar por um concelho, um conjunto de escolas a menos de 10kms onde tem residência e/ou tratamentos.
    Sim pode ser um absurdo 100 MPD numa escola em Bragança, mas no maps consegui contar pelo menos 10 estabelecimentos de ensino, ora e que tal se os distribuir pelas escolas do concelho???

      • Alexandra on 17 de Maio de 2022 at 16:25
      • Responder

      Uma boa parte dos professores em mpd não tem turmas. Quando as têm são turmas que já estavam atribuídas a outros professores.

    • Ângela on 17 de Maio de 2022 at 12:51
    • Responder

    9000 é pouca coisa?
    Os docentes apenas deveriam concorrer à escola mais próxima de casa ou local de tratamento. PONTO! Não deveria ser dada a oportunidade de escolher a escola que querem pois trata-se de uma benesse dupla.
    Os professores do quadro, cujas escolas distam 50 ou mais km, que não beneficiam da FRAUDE, aguentam e não têm uma única opção de escola garantida.
    Acabem lá com esse tacho.

    • Regina Leal on 17 de Maio de 2022 at 12:55
    • Responder

    E os contratados? Não podem ter doenças? Nós também somos professores!!

    • marido de professora on 17 de Maio de 2022 at 13:21
    • Responder

    Existem bons e maus profissionais em todas os setores, o mesmo acontece com os professores , contudo deverão existir poucos profissionais que aceitem ser tão maltratados , afinal a narrativa da falta de professores são os malvados da MPD . A desorganização dos concursos não ? Então não há horários no Norte e depois em contratação e oferta de escola aparecem centenas , milhares ! Mobilidade interna apenas para horários completos ? Malandros querem ter poucas horas .
    No sul faltam professores ? Mas quem pode viver com o salário de um horário incompleto em Lisboa ou arredores ? E no Porto e arredores dá ? Malandros que querem apoios .
    Curiosamente ou não ninguém discute estes problemas de uma forma construtiva . Os professores são uns malandros todos em MPD , os sindicatos nem deveriam discutir esse assunto , deveria ser um não assunto se acharem que os professores não o são , mas porque discutem e aceitam esse assunto ? Ar fresco e arejado é necessário .

    • Prof Possível (aka Maria Indignada) on 17 de Maio de 2022 at 14:03
    • Responder

    Tudo manobras de diversão para nos dividir, fomentar a hostilidade entre colegas, consumir, desgastar, saturar, perder o foco do essencial, desorientar…
    E mais uma vez resulta na perfeição, conforme o planeado.

    • Mário on 17 de Maio de 2022 at 14:06
    • Responder

    Este governo da dinastia do Sócrates é profundamente aldrabão…

  3. Comem todos do mesmo tacho. Nunca deveriam sequer aceitar nenhuma proposta. A começar pelo Nogueira que deixou espezinhar os docentes , enquanto esteve lá a geringonça, não lhe interessou, andou a encher chouriços, agora até parte loiça para demonstrar aos ignorantes dos professores, como é a carreira. Partiu a loiça, o pessoal pagou-a e ele voltou a ser reeleito. Foi com ele que se criaram 10 escalões para ele e os amigos, na altura eu já estava no 8º, vim para o 6º e mesmo com mestrado vou reformar-me, se lá chegar, no 9º.
    Isto é um não assunto, porque a lei da MPD está redigida. O tribunal constitucional existe para alguma coisa, não?
    Antes que digam alguma coisa, eu nunca usufrui de MPD, nem tenho inveja de quem usufrui. Se há falcatruas meus amigos, Portugal está cheio delas, a começar pelo que os governantes ( de qualquer partido) e sindicatos ganham e o que não gastam com as mordomias todas. Quando saem não vão para o desemprego, não têm reformas miseráveis, nem metem atestado médico como referem aqui alguns colegas perante a doença dos outros, vão sempre para altos cargos. Segundo muitas opiniões dos 60 aos 70 e mais, estão no auge da maturidade, da experiência, mas os professores estão acabados, porque aturaram muitos chefes, e chefes dos chefes, muitos filhos dos outros, muitos EE, e ainda os maus colegas.
    Outra coisa que me escapa , será que os que estão nas direções também vão ter que concorrer? ou esses não? ninguém falou nisso , porquê? Muitos estão com MDP.
    Estou farta de ver aqui os professores uns contra os outros, e não referem, que até seria bom que os colegas pudessem estar mais perto para poderem ser mais rentáveis, e melhorarmos o sucesso.
    Quem ler estes comentários fica contente, dividir para reinar. Ainda dirão: os pobres de espírito têm o que merecem. Alguém disse “perdi os professores mas ganhei os EE.” Tinha razão não valemos mesmo nada, pouco podem perder.
    Já dei para todos os peditórios, mas que é lamentável é, chega a ser execrável.

    • Ricardo on 17 de Maio de 2022 at 20:37
    • Responder

    A mobilidade por doença NÃO É um concurso!
    Fazer da MPD um concurso é ilegal!
    É incrível ver como as manobras de manipulação, diversão e divisão continuem há quase 18 anos a resultar, desde a bruxa MLR, passando pelo obcecado Nuno Crato (que cobrou e nunca devolveu o dinheiro aos que pagaram para fazer aquela m#$%a de prova idiota que para nada serviu – tal como se calculava), pelo coiso TBR, até ao atual pífio JC (encantado com teorias de treta que já ouvi há 24 anos na profissionalização e que nada trouxeram de bom em qualquer lugar onde foram adotadas).
    Ou somos mesmo muito burros (acreditando e todas as palermices que dizem) ou muito cínicos (à espera que a desgraça do outro traga algum benefício próprio).
    É triste, mas é verdade.

    • clausalsera on 17 de Maio de 2022 at 20:55
    • Responder

    Ricardo, ´é exatamente isso que escrevi noutro post. A MPD NÂO é um concurso, Rege-se por um despacho de 1989 onde estão elencadas doenças, Fazer dela um concurso, com prioridades é ILEGAL, uma aberração!!!!

    O MNogueira fala que é preciso moralizar certas situações na MPD !!! Que lata!!Traiu os professores mais que uma vez e ainda tem a lata de falar em moralização…Tenho nojo destes pseudo-respresentantes…

  4. O problema das MPD é que muita gente a usou indevidamente esta regalia, e isto mais cedo ou mais tarde iria acontecer. No entanto, os professores doentes, fossem dos quadros de escola, do qzp ou contratados, ou que tenham pessoas dependentes deles, deveriam ser protegidos. Ninguém fala nos professores contratados, esses parecem que não podem ser doentes, ninguém se lembra deles.

    • Júlia Andrade on 17 de Maio de 2022 at 22:47
    • Responder

    Paga o justo pelo pegador! Estava previsto que isto iria acontecer devido aos exageros de Mobilidades por Doença que aconteceram de repente.
    Que vergonha!
    Mas afinal para que servem os comprovativos do Multiuso? Somos submetidos a uma Junta Médica em que nos dão uma incapacidade para que? Aquelas pessoas que se dizem doentes, porque na maioria estão ótimas de saúde, estão é a gozar com o sistema e com quem tem doenças.
    O Ministro da Educação que mande ca para fora aqueles que estão a exercer cargos no Ministério para fazer uma inspeção geral a todos aqueles que tem Mobilidade por si, por familiares e aos médicos que também são os culpados em atestarem doenças onde não existem. Vão encontrar umas poucas de falcatruas.
    Com tudo isto, quem vai sair prejudicado são os alunos, pois colegas como eu que fazem tratamentos, vão regularmente a consultas, somos obrigados a meter atestados. Pena que isso vá acontecer e que ninguém pense nisto a serio.

      • mete, mete on 18 de Maio de 2022 at 1:23
      • Responder

      Mete, mete atestado. Se estás doente deves meter. E qual é o problema? Não estás doente?
      Acabou a mamada!!!!

        • sputland on 18 de Maio de 2022 at 15:33
        • Responder

        Ó minha grandessíssima besta!

    • Anti fraudes on 18 de Maio de 2022 at 15:40
    • Responder

    A MPD é , na sua maioria, uma farsa. Docentes do quadro numa escola pedem MPD para outra a 500m só para não darem aulas. Conheço escolas com + de 100 “professores” “doentes”.

    É fácil obter o comprovativo médico. É fácil (infelizmente) ter um familiar com uma doença incapacitante.
    É ridículo o ME autorizar uma mobilidade dentro do mesmo concelho e pior ainda, dentro da mesma cidade. Os outros profissionais não têm direito a este expediente absolutamente infame.
    Quem está doente, vai para casa, vai a juntas médicas (outra palhaçada) provar que está incapacitado.

    E, no entanto, continua a palhaçadas das quotas de acesso ao 5º e 7º. A avaliação feita a jeito dos amigos. etc etc.

    Haja quem ponha mão nisso. E tu, Nogueirinha, já ias dar aulas a sério, numa escola da periferia, com cursos profissionais, para veres o que é bom para a tosse.

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