Abre-te Sésamo! – Jorge Sottomaior Braga

 

Abre-te Sésamo!

Nos últimos dias, temos assistido à vandalização das “salas de aula virtuais”. Tal é, de facto, um crime que deve ser ativa e severamente punido.

Este vandalismo vem facilitado porque a infraestrutura de identidades digitais dentro da escola é algo que, por vezes, não existe. Um aluno, para entrar na escola física, precisa de se inscrever, os pais precisam de assinar diversas autorizações, é-lhe emitido um cartão impresso pela própria escola que indica o seu nome, contém a sua fotografia e que deve ter na sua posse para poder entrar e sair da escola. Esta foi uma medida implementada pelo Simplex em 2007. Há 13 anos!

Pelo contrário, para se entrar nalgumas “aulas-virtuais” são apenas necessários, no caso particular de alguns fabricantes de software, um ID e uma palavra-passe – comum e partilhada entre todos os alunos. É o equivalente a saber a morada da escola e uma palavra-passe para se dizer ao funcionário que está ao portão que somos alunos daquela escola. Se, na vida real, o processo de segurança da entrada na escola fosse similar, um qualquer cidadão que soubesse onde é a Escola (!) e de alguma forma obtivesse a palavra-passe poderia entrar por ali adentro, porque o funcionário do portão não tem outra forma de verificar quem ele é. Claro que, na vida real, ver um senhor de 30 anos entrar por uma EB23 adentro levantaria imediatamente suspeitas! É seguramente demasiado novo para ser professor, diriam!

A escola não pode ser a Gruta do Ali Babá e dos Quarenta ladrões, em que saber onde é a gruta e a palavra-passe “Abre-te Sésamo” são suficientes para entrar. As salas-de-aula virtuais também não. A gestão de identidades digitais de alunos e professores é algo absolutamente fundamental para a existência digital de uma escola. Mas tal é algo que já deveria estar feito há muito tempo e deveria ser obrigatório em todas as escolas, tal como o pretende ser o cartão de aluno eletrónico desde 2007. Este devia ter sido o primeiro passo.

Uma parte das escolas já disponibiliza aos alunos e professores credenciais digitais adequadas que identificam o utilizador sempre que este acede a recursos digitais disponibilizados pela escola, num ambiente seguro. Tal é uma medida de segurança ativa para professores, alunos, encarregados de educação e restantes colaboradores. A Comissão Nacional de Proteção de Dados já avisava para esta necessidade em 2014, em Webinar na DGE.

A identidade digital dentro da escola vai muito para lá do simples e-mail. Pode também passar por sistema de apoio à aprendizagem, integração com cartão de estudante, etc. Tal como numa empresa, numa escola o acesso a um conjunto de recursos deverá estar condicionado por essa identidade digital, gerida pela escola. A existência desta identidade digital gerida e administrada pela escola, tal como o cartão de aluno, permitiria prevenir uma parte significativa dos problemas que, entretanto, surgiram.

Há, contudo, outro enorme problema de confusão entre contas pessoais e contas profissionais. Geralmente, quando não há uma solução proposta pela escola, há uma tendência a usar emails pessoais. Há professores e alunos a usar contas pessoais de email para criar soluções de ensino à distância porque simplesmente a sua entidade patronal/ escola não resolve o problema. Seria como um bancário guardar em sua casa o dinheiro dos clientes, porque o banco não lhe fornece um cofre para a sua agência bancária. Que acontece ao bancário se a sua casa for assaltada? O bancário era bem-intencionado, mas não é banqueiro. O estado não tem ativamente promovido, no ensino básico e secundário, a existência desta identidade digital, nem tão pouco uma promoção ativa das ferramentas que lhe podem estar associadas. As escolas podem e devem fazê-lo precisamente para proteger todos os envolvidos. Da mesma forma que, para entrar numa escola, é necessária uma identificação. Da mesma forma que o bancário não guarda o dinheiro em casa…. supostamente!

Num momento em que a privacidade é valorizada e o Regulamento Geral de Proteção de Dados (RGPD) vem balizar muito claramente o que pode e não pode ser feito, a contratualização de soluções tem de passar, obviamente, pela escola. Os professores não podem usar as suas identidades digitais pessoais para tratar de assuntos de escola, especialmente aqueles que envolvam dados pessoais dos alunos, simplesmente porque a entidade patronal não cumpre a mais básica das funções que lhe compete: fornecer aos seus trabalhadores as condições para a execução do trabalho. As escolas devem dar aos seus colaboradores uma solução fechada e protegida para comunicação com os seus alunos e desenvolvimento da atividade pedagógica. Uma solução contratualizada pela escola e que respeite a legislação nacional e europeia. Uma solução que cumpra os mais elevados requisitos de segurança, de preferência com autenticação multifatorial. A utilização de contas pessoais para resolver assuntos profissionais pode privar alunos e encarregados de educação de vários direitos fundamentais consagrados no RGPD: os direitos ARCO – Direito de Acesso à Informação, Direito à Retificação, Direito ao Cancelamento ou Esquecimento e Direito de Oposição.

As escolas são os fiéis depositários dos dados de alunos, professores, encarregados de educação e restantes colaboradores, mas não são donos desses dados. Esses dados não podem andar a ser desbaratados pela internet em videoconferências realizadas com contas gratuitas pessoais, em murais associados a contas pessoais, em servidores que não correm sobre HTTPS, etc. Parafraseando João Traça – “Nem o COVID nem o estado de emergência puseram a proteção de dados de Quarentena.”

Toda esta confusão é ainda mais estranha quando se considera que o Estado teve mais dois anos do que o sector privado para implementar o Regulamento Geral de Proteção de Dados e precaver todos estes problemas na sua infraestrutura, tendo até o Conselho de Ministros emitido orientações técnicas para a Administração Pública em matéria de arquitetura de segurança das redes e sistemas de informação relativos a dados pessoais.

Os professores devem, pois, proteger os seus dados e os dos seus alunos e, evitar confundir a sua identidade digital pessoal com a profissional, por muito sozinhos que a sua entidade patronal os deixe. A entidade patronal deverá dar aos seus trabalhadores as condições para exercerem a sua atividade em segurança com todo o respeito pela lei e pela privacidade de todos os envolvidos. Professores, pais e encarregados de educação devem estar vigilantes de que o estado cumpra aquilo que regulamentou, exigindo que algo mais complexo que um simples “Abre-te Sésamo” proteja os dados pessoais de todos, mas em particular das crianças.

Professor na EPRAMI – Escola Profissional do Alto Minho Interior

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Vamos ver quem vai influenciar “notas”?

Abriu-se a caixa de pandora…

Novas regras para o secundário favorecem escolas que inflacionam notas

Com as alterações necessárias no ensino, agora à distância, o governo definiu que as notas dos exames não terão qualquer peso nas classificações internas de final de ano. E isso pode prejudicar uns alunos, à medida que beneficia outros, diz o presidente do Conselho das Escolas.

 

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Distribuir o Serviço Docente…

… É uma competência do diretor.

Pode ser delegada, mas colocar cada conselho de turma a elaborar os horários das aulas síncronas de cada turma é de uma parvoíce tremenda porque se torna impossível articular horários desta forma.

E parece que ainda existem Diretores de Turma nesta altura a tentar fazer/refazer os horários dos alunos.

 

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Escravizando Professores pelas Ilhas

O desabafo de um colega da RAA que deixou de ter vida própria…

Caros colegas, bom dia,

Antes de mais quero clarificar, para que não fiquem dúvidas, que tudo farei (e tenho feito) para ser parte da solução e não de alargar problemas (ao contrário do que possam supor).

Contudo, há coisas sobre as quais, que não posso deixar de emitir opinião, uma vez que sou DT e que, como muitos DT, continuamos a ser os primeiros a carregar com a prestação de responsabilidades e a assegurar como ninguém, a recuperação do sistema educativo em tempos de contingência. São portanto os DT que estão, como se ouve nos filmes “who’s in charge?” (quem é o responsável?). E foram-no desde o principio e continuarão a sê-lo até ao fim, infelizmente, pelo que se vê (ou não vê).

A comunicação que reencaminhei, é mais uma prova, de que a autoridade, quando toca à necessidade de respostas, está sempre atrasada e não apoia, não trabalha na verificação, descarta quando não lhe interessa , antes de experimentar. Outra questão que partilhei com outros DT, foi o porquê da persistência num sistema, que retrocedeu, na eficiência da informação escolar (chamado SGE) e que vigorou durante 8 meses, mesmo depois de todos os incómodos causados no 1º período. E tutti silenziosi… (alguém de italiano me corrija sff )

Tanto quanto conheço de software, em diversas áreas, os programas são testados em tráfego intenso até ao pormenor, antes da sua oficialização, pois caso contrário a falência de um setor de uma dessas empresas pode ser inevitável.

Contudo a DRE continuou a insistir… como que forçada a. Mas porquê? A razão devem ser os deuses a saber!!! Tanto quanto me parece os clientes, são a escolas e a comunidade educativa em geral, como tal, são as mesmas que deveriam ter exigido, melhores condições de trabalho ao nível dos utilizadores (e razões não faltaram como se sabe, lentidão nas confirmações, caos na partilha alunos/professores, notas de madrugada no 1º período, para só citar algumas). Mas aceitam como o islão aceita Alá.

Passando ao que interessa: ontem tentava (tem sido raro) jantar sossegado, quando recebo poucas horas após mais uma diretiva experimental da DRE, um plim no messenger, pensei, que bom a família e imediatamente abri a notificação. E o que era? (tcham tcham):

– O Tomás, radiante, ” professor, finalmente consegui abrir o SGE, o que faço a seguir?”. O bocado de bife que estava no esófago parou. E deu-me uma ligeira agonia. Pensei, como é que vou resolver mais uma vez, outra destas? Como sabem, ele tentou várias vezes com a pass do programa, cuja resposta era uma mensagem sempre sucessiva, de que a palavra passe tinha sido alterada há 21 dias. Provavelmente só nos falta como no Star Trek, fazer tele transporte e ir a casa dos miúdos e confirmar. Ora diplomaticamente emendei mais esta pela DRE (como todos os colegas DT o teriam que fazer, não deveriam e muito menos aquela hora, mas carrega DT…)

Ora bem agora chegámos ao ponto crucial:

– Sim numa altura destas temos que ter prudência, patati patata, com as posições que tomamos, sim Sr. concordo, concordo absolutamente. Mas então TODOS deverão assumir as suas responsabilidades, a saber

1º Quero acreditar que secretaria e CE, contactaram os agregados familiares para informar o contexto e as limitações da UG (unidade orgânica), numa altura destas. É a entidade que nos representa, tem e deve fazê-lo, porque se educamos, temos de respeitar EE, em aspetos que não são meros pormenores;

2º Provavelmente o sua Excia, o Secretário Regional, deve ter a quem delegar, notificações importantes, à hora do seu repasto (nós não, deve ser uma pessoa fora do comum, eminência parda, pois tem direito a essa acessoria e que pelos vistos aqui funciona como vemos);

3º Em sociedades democráticas, deverá a tutela como eles dizem e bem, auto intitulando-se, prestar contas à população alvo dos seus serviços públicos, explicando o contexto da situação e que garantias o sistema pode dar: ÀS FAMÍLIAS; sinceramente, aqui não me posso pronunciar, porque nos tempos livres, não vou a correr de certeza ver a RTP Açores. Mas se alguém tem conhecimento dessa entrevista de esclarecimento que me diga o dia e hora PF, porque irei tomar conhecimento do que foi dito (se foi) e pesquisa no site da televisão pública açoriana;

4º Se as não prestou, deve ser sido mais uma vez o DT, a ser a cara da escola, o que não deixa de ser preocupante. A RTP deveria ir muito mais além da tele escola, pois tendo havido uma captação de confiança das famílias e uma comunicação, como o Sec. da Saúde é obrigado a fazer sobre a pandemia, era o mínimo que se pedia à tutela educativa;

5º E agora peço-vos SFF, uns segundos de reflexão, para que me digam, qual o serviço público, que, nesta altura, está em escrutínio máximo, logo a seguir à saúde? Acertaram: a ESCOLA. As famílias, pais, alunos, a julgarem escola, professores, DT, etc. Posto isto não vos parece que postura perante as famílias e a nossa comunidade devia ser outra? Não tenho dúvidas que sim. Tudo o que temos recebido em termos de orientações, têm sido, reencaminhamentos, para experiências, experimentação de plataformas (já devem ter chegados às 10, em suma, informação massiva que só revela uma coisa: descarte falta de verificação e desorganização

6º A tutela não deveria esquecer-se que há escrutínio eleitoral e poderia aqui encontrar uma boa motivação para ter prestado satisfações, dado respostas concertadas e muito mais eficientes do que as que deu; são pagos por todos nós para isso e é para isso que são eleitos;

7º Quero também esclarecer o seguinte: não é o facto de ser contratado e estar com 17 horas e ter descido 5 posições em 5 anos, que me leva a expressar os meus pontos de vista, como o tenho feito. São acurados, corretos, honestos e pertinentes. Se fosse efetivo e pertencesse ao 8º escalão (nem sei quantos há) faria exactamente a mesma coisa (não duvidem);

8º Se calhar até corro riscos, porque vou ser avaliado este ano, mas ainda acredito na isenção, razoabilidade e na liberdade de expressão (Gr. utilidade espaço web); mas aqui conheço bem todas as portarias avaliativas e sei que contemplam todas as estruturas (todos os professores, CE, etc.), menos a tutela (não dá jeito);

A narrativa já vai longa (ou não), mas para aqueles que se interessarem, ou dela tomarem conhecimento, tenho o dever o moral de a emitir.

Concluo dizendo, que não retiro uma vírgula a isto e que me disponho a defendê-la perante seja quem for: entidades, pessoas, tutela, etc.

Não abdico…

Bom trabalho a todos, boa quarentena e… vou tornar a juntar-me aos meus parceiros (mas amigos, continuamos a empurrar coma barriga, comodismo luso reinante, ah grandes coletes franceses)

(Há a acrescentar despesas de comunicações sacrifício das atividades lectivas de filhos e custos com material didáticos tiradas do meu bolso)

Disponham.

Melhores cumprimentos.

Luís Nolasco Ferraz

In Grupo Professores dos Açores Facebook

 

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Já está disponível a aplicação “EstudoEmCasa” para smartphone

Já podem instalar nos vossos smartphones a aplicação “EstudoEmCasa”.

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Validação das Candidaturas – Concurso Externo / Contratação Inicial / Reserva de Recrutamento

 

Aplicação eletrónica disponível entre o dia 23 de abril e as 18:00 horas de dia 27 de abril de 2020 (hora de Portugal continental), para efetuar a validação do aperfeiçoamento das candidaturas ao Concurso Externo/Contratação Inicial/Reserva de Recrutamento.

 

SIGRHE

 Nota informativa

 

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As “telexplicações” dos desaparecimentos oportunos do Tiago, Ministro da Educação

 

 

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Acesso gratuito à rede móvel aos estudantes e professores

 

O conselho de ministros aprovou o Plano de Ação para a Transição Digital em março. A Resolução, que foi publicado em Diário da República no dia 21, integra 12 medidas, entres as quais um programa de digitalização para as escolas e uma tarifa social para serviços de Internet.

O programa de digitalização para as escolas agora divulgado quer garantir “conectividade móvel gratuita para alunos, docentes e formadores do Sistema Nacional de Qualificações”, pretendendo, desta forma, proporcionar “um acesso de qualidade à Internet na escola, bem como um acesso à Internet em qualquer lugar”.

Neste programa prevê-se garantir o acesso “a recursos educativos digitais de qualidade”, como manuais escolares, cadernos de atividades, aulas interativas, testes interativos. No entanto, não é feita referência ao “acesso universal” aos equipamentos pelos alunos do ensino básico e secundário, referida, já por diversas vezes, por António Costa.

Não se fazem omeletes apenas com ovos, é necessária uma frigideira…

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Movimento #Teachers4Covid

 

Em primeiro lugar queremos agradecer a todos os professores e educadores que continuam a acompanhar os nossos filhos, sobrinhos e netos nesta altura especial de confinamento, com a dedicação e criatividade de sempre, apesar das condições serem tão diferentes das habituais.

Conscientes das desigualdades que esta nova forma de ensino potencia, não conseguimos assistir, impávidos às situações desafiantes que existem em tantas casas no nosso país. Assim, decidimos “arregaçar as mangas” e lançar o Movimento #Teachers4Covid (www.teachers4covid.org).

Este movimento pretende apoiar todos os profissionais que estão na linha da frente do combate a esta pandemia (sejam profissionais de saúde, operadores de transportes, forças de segurança, funcionários de retalho alimentar, entre outros) e que têm menos disponibilidade para acompanhar os seus filhos no estudo em casa. Desta forma, são-lhes disponibilizados explicadores que, de forma totalmente voluntária e gratuita, irão apoiar e acompanhar online e à distância os estudos dos seus filhos, enquanto durar a difícil batalha que estão a travar.

Sabemos que hoje os professores têm um trabalho diferente do que tinham há 3 meses, exigindo por vezes mais do que o esperado. No entanto, também sabemos a generosidade com que se dedicam à missão da Educação, conhecendo como ninguém os alunos portugueses.

Para os professores aderirem a esta causa, basta fornecerem os seus dados em www.teachers4covid.org. Assim que seja possível, a nossa equipa de voluntários irá fazer a correspondência entre professores e alunos, tendo em conta as disciplinas e disponibilidades.

Com poucos dias de vida, este movimento conta neste momento com mais de 150 pedidos de ajuda e já se mobilizaram mais de 200 professores voluntários disponíveis. E ainda só agora começámos!

Assim, vínhamos solicitar a Vossa ajuda para divulgar esta iniciativa junto da comunidade de Professores, de forma a, todos juntos, conseguirmos ajudar cada vez mais alunos e a diminuir as desigualdades entre eles. Estamos inteiramente disponíveis para articular convosco a melhor forma de o fazer.

 

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Não haverá austeridade

 

Guardem bem. Fixem bem esta frase.

Depois digam-me “coisas” sobre impostos…

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Costa crítica crueldade e mesquinhez contra os professores da telescola

E dou-lhe razão. Não é hábito, eu sei, mas tenho de o fazer. É muito fácil criticar e ser treinador de bancada, mas quando é para ir a jogo e dar a cara, sim, dar a cara (as críticas nas redes sociais e neste e noutros blogs são feitas através de uma aparente nuvem de anonimato, desenganem-se quanto a isso) a maioria foge com o rabo à seringa.

Deixem de dar armas aos que nos criticam por malvadez e apoiem os colegas, qualquer colega. Mostremos,  nesta altura que o país tanto necessita de nós, que estamos unidos pelos nossos alunos. Neste momento não frequentamos salas de professores para, no meio dos nossos pares e através de discursos inflamados, nos elevarmos a deuses do ensino (quem o fazia não tem público), façamo-lo antes através do profissionalismo com que estamos a encarar esta situação.

 

Professores da telescola “não são atores de cinema” e críticas nas redes sociais são “mesquinhas”, diz PM

O PM agradece, no Parlamento, aos professores o esforço que as aulas à distância implicam, e deixa uma mensagem aos professores da telescola, avaliados agora por “centenas de milhares de pessoas”

 

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O orçamento das escolas vai ter que ser reforçado…

… e de que maneira.

Ao preço que as máscaras e o gel desinfetante estão, o orçamento das escolas vai ter que ser bem reforçado.

 

Escolas podem ter de comprar milhões de máscaras

Diretores de escolas públicas e privadas, preocupados com a aquisição de máscaras, obrigatórias num eventual regresso às aulas do 11.º e 12.º, pedem financiamento e o lançamento de um concurso centralizado pelo Governo em vez de cada estabelecimento fazer a sua encomenda.

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A Submissão do Aperfeiçoamento Termina às 18 Horas de Hoje

… só para lembrar quem pode andar mais distraído.

 

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Saio daqui muito mais sabedor – Júlio Isidro

 

SAIO DAQUI MUITO MAIS SABEDOR.

Sabem como são as escamas da pata-roxa, um tubarão pequenino? Ásperas como folha de lixa, bem diferentes das escamas da perca e da sardinha.
Já comi tantas sardinhas na vida e nunca me tinha debruçado sobre a pele que não como.
Aprendi com a professora Inês Paulino de estudo do meio e cidadania que denunciava o seu nervoso nos grandes planos em que mostrava as peles destes e outros seres vivos.
Seres vivos, que nascem, crescem, reproduzem-se e morrem.
Ao contrário dos não vivos que não nascem …. mas dão um aparente sinal de vida nos ódios do facebook!!!
E depois a Música com a professora Ângela Morais que nos mostrou uma coisa extraordinária: A abertura da ópera Guilherme Tell de Rossini cantada com uma letra actual.
Lava bem, Lava bem as mãos, com sabão e assim vai ficar bem.
No meu tempo de menino não havia nada disto, e o canto coral era só para os afinados.
Se não fosse a minha paixão pela música e outra, talvez nunca tivesse ouvido estas e outras óperas. Nem seria do júri do Festival da Canção…….
E a peça musical termina : E agora onde vou limpar as mãos?
Para Caterpillars do deita abaixo diria: Assoem-se a este guardanapo!


PS – Nunca tive um epístola minha no FB com tantos likes e partilhas. Somos muito a querer bem aos jovens do nosso futuro.

 

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A propósito das criticas aos colegas da “telescola”

A propósito das criticas ais colegas da “telescola”. A “malta” deveria preferir que fizessem como no Reino Unido…

 

Kun Agüero ensina espanhol na telescola britânica

Podia ensinar a marcar golos, mas foi escolhido para dar aulas de… espanhol. Kun Agüero, companheiro de Bernardo Silva e João Cancelo no Manchester City , juntou-se à iniciativa da BBC e vai tornar-se professor, enquanto as escolas se mantêm fechadas no Reino Unido, devido à pandemia da Covid-19. Tal como em Portugal, a televisão inglesa está a transmitir conteúdos escolares como complemento ao ensino à distância e, para tornar as aulas mais apelativas, a BBC recrutou uma série de caras bem conhecidas dos britânicos. Há nove anos em Inglaterra, o argentino ficará encarregue das aulas de espanhol. “É uma altura difícil para as crianças neste momento, e também para os pais para tentarem manter as crianças focadas na educação a partir casa. A BBC está a fazer um trabalho brilhante para ajudar e sinto-me honrado por fazer parte disso”, disse Agüero.

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Estudo Em Casa com bom senso

Estudo Em Casa com bom senso

Sou um daqueles professores que está em casa em isolamento social… e nada tem para fazer (ironia multiplicada – nunca se sabe se levam algumas palavras à letra).

Bom, a verdade é que não é conveniente sair para ir às compras e preciso muito de comprar… já tentei mandar vir pela internet, mas aí é que está um caos e uma fila de espera enorme para comprar…

Conclusão, caso possam dispensar um “raminho de senso” ou seja “bom senso e lucidez” para que eu possa partilhar junto daqueles que criticam efusivamente todos os professores do #EstudoEmCasa… e que não estão a deixar ver ou ter audiência nos programas da manhã…

Quem tem alguma experiência desta coisa de Televisão e Vídeos, sabe que apenas uns míseros 10 minutos de vídeo, podem levar a uma gravação que dura a manhã inteira. Mas estes professores fazem quase tudo como se estivessem em direto, sem tempo de repetições…  em momentos consecutivos, onde a paragem não é uma solução, ou não estivessem outros professores à espera pela sua vez. A somar a tudo isso, tº-em de lidar com tensão, com a pressão e o silêncio de não ouvir feedback do lado de lá do ecrã… como estar numa sala vazia ou pior, numa sala cheia de estranhos de microfones e maquilhagem em riste…

Sim, estes professores mostram nervosismo, mostram alguns lapsos de discurso ou conteúdo, mas quem de nós professores não os comete? Quem não erra? Pois, mas errar para 20 ou 30 alunos, dentro de uma sala da qual não se abre a porta, torna-se muito diferente desta exposição mediática para um país, que não é só de gente da e com Educação. mas muitos vezes parece ser um país de gente que parece estar a ver um concurso de TV apresentado pelo Malato, enquanto diz que a pergunta é tão fácil, enquanto dá uns palpites de poltrona, enquanto diz umas coisas do lado de cá… 

Porém, quando lá está no frente a frente com o Palmeirim, diz que é difícil, todas as perguntas são difíceis de responder… pois estes professores mostram uma coragem enorme por estarem ali, num estúdio, a fazer o que muitos outros não fazem, e estes professores nem têm grandes possibilidades de repetir, por isso, respeito!
Ah! E quanto aos materiais apresentados ou disponibilizados online, onde constam os nomes das escolas e dos professores… porque não? Não existe o direito à propriedade inteletual? Sei que se torna difícil apagar e apropriar desse material, mas ético era referir que esses colegas produzem e partilham (se a roda já foi inventada, custa referenciar o autor?), sem rodeios ou pudor e se todos fizessem da mesma forma…
Ser professor é uma profissão de conhecimento, mas também de relação bidirecional, relação com emoção, troca de discursos que ajudam na operacionalização da ação educativa… por isso… que haja bom senso e lucidez a todos os atores ou atrizes de Hollywood, que se encontram em cada café de sala de estar, de Portugal.

Bebam a mini e não se engasguem com os tremoços, certo Quintinos? Era de aproveitar algumas das aulas… (não digo só as crianças)!

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NOVOS pedidos de mobilidade por doença

informação a disponibilizar após final do Estado de Emergência.

 

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Força, professores – Pedro Chagas Freitas

Sou, por estes dias, fã, e fanático, de todos os professores. Conheço alguns. Sei das dificuldades de todos.

Ser professor é, em tempos de pandemia e de confinamento, ainda mais complexo. Um labirinto sem saída à vista. Um mar de impossibilidades. Um caos burocrático. Um mundo de limitações. Em casa, há que conseguir coordenar aulas e coordenar a própria casa — muitas vezes com filhos a terem, eles próprios, outras aulas ali ao lado. E depois ainda há que imaginar estratégias que possam trazer respostas para estes novos desafios. E soluções que têm de estar prontas ontem. Ou anteontem, se possível.

Conseguir atacar quem está, por estes dias, a dar o seu melhor, a tentar, como todos os outros, adaptar-se a uma situação de todo inesperada — e até inusitada — não é apenas um acto de cobardia. É um acto de burrice. Felizmente essas vozes não chegam ao céu.

Força, professores.

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Abandono escolar à distância. Se os pais não respondem aos contactos dos professores, escolas devem avisar Comissão de Proteção de Menores

Não faltarão crianças em risco…

O conselho que dou é que se reporte, mesmo, a falta de contacto com os alunos. Mesmo que “pessoalmente” saibamos que as famílias não têm equipamento, luz, água… devem repostar situações de falta de contacto. Nunca se sabe e pode ser que mais tarde não venham acusar os professores de terem ficado em silêncio.

 

Abandono escolar à distância. Se os pais não respondem aos contactos dos professores, escolas devem avisar Comissão de Proteção de Menores

Não tem de ser à primeira vez que a mãe não atende o telefone à professora, nem quando a primeira carta registada volta para trás. Mas se o encarregado de educação insistir em não responder às solicitações dos professores, ou se o paradeiro de um aluno for incerto, as escolas devem garantir que o estudante se encontra bem. E as Comissões de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ) devem ser avisadas se houver suspeita de abandono escolar, defende o Ministério da Educação, em resposta ao Observador. Em breve, a tutela irá enviar informação detalhada às escolas sobre como deve ser controlada a assiduidade dos alunos em tempo de ensino à distância.

 

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Mobilidade por doença – Renovação 2020/2021

Aplicação disponível entre o dia 21 de abril e as 18:00 horas de 30 de abril de 2020 (hora de Portugal continental).

 

SIGRHE

Nota informativa

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Despacho de Matrículas e Renovações

Foi hoje publicado o Despacho Normativo n.º 5/2020 que Procede à alteração do Despacho Normativo n.º 6/2018, de 12 de abril, que estabelece os procedimentos de matrícula e respetiva renovação e as normas a observar na distribuição de crianças e alunos.

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O par pedagógico em #EstudoEmCasa…

 

 

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«Os professores estão a trabalhar como nunca»

Além de estarem a trabalhar de uma forma a que se estão a adaptar em tempo record e sem formação disponibilizada pela tutela (têm valido os colegas que dominam a tecnologia para irem dando uma ajuda e tirar duvidas a quem a tutela e muitas direções não não agradecer quando chegar a altura da ADD), os professores estão a trabalhar muito além das 35 horas semanais, com noites curtas e sem fins de semana ou feriados.

#EstudoEmCasa. «Os professores estão a trabalhar como nunca», diz secretário de Estado da Educação

João Costa, secretário de Estado da Educação, pediu aos encarregados de educação para não interromperem as aulas à distância. «Colabore», começa por dizer numa mensagem deixada na rede social Facebook, na véspera do arranque da telescola para 850 mil alunos.

«Os professores estão a trabalhar como nunca, com meios e metodologias completamente novos. As aulas são para os alunos. Não interrompa. Não comente. Não chame o seu filho a meio da aula. Construa a autonomia e não faça por eles», prossegue, lembrando que não compete aos pais serem professores «ainda que se sinta invadido de trabalho». «Não são TPC«s, são os trabalhos normais da escola. E há tempo para ir ajustando.»

«O professor do seu filho está a dar o seu melhor e precisa de apoio e respeito», sublinha. «Nas crises,a colaboração é essencial. Adopte uma atitude construtiva e seja parte da autonomia e responsabilidade do seu filho.Somos todos responsáveis por todos. Obrigado», remata.

 

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Cartoon do Dia – Burnout durante a E@D – Paulo Serra

 

 

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Alunos não têm feriado a 1 de maio… no dia do trabalhador, trabalha-se…

Antes que a miudagem se lembre de ir para a rua comemorar o 1 de Maio… vamos dar-lhes #estudoemcasa.

Tanta polémica que se tem gerado por causa das celebrações do 25 de abril e agora serão transmitidas aulas pela televisão no primeiro de maio?

Uma colega chamou-nos a atenção para isto…

“Qual não foi o meu espanto quando olhei para as datas e verifiquei que há aulas com a data de 1 de maio. Terá sido algum lapso ou será excesso de zelo? É que, e isto é a minha humilde opinião, como professora, como mãe, como cidadã…, este dia é feriado e os alunos também precisam de manter alguma normalidade dentro desta anormalidade que estamos a viver. Dei por mim  a pensar: Então, tanta polémica que se tem gerado por causa das celebrações do 25 de abril e agora serão transmitidas aulas pela televisão no primeiro de maio? E se não estivéssemos nesta situação, teríamos que ir à escola dar aulas? Depois pensei que poderia ter visto mal e, depois de ir tratar do jantar, voltei a sentar-me frente ao computador… e não é que continua lá, tal e qual como antes, a previsão de aulas para esse dia?”

 

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Vantagens e desvantagens de um ensino em isolamentantagens e desvantagens de um ensino em isolamento

 

Escola em casa: vantagens e desvantagens de um ensino em isolamento

Esta repentina e inesperada pandemia, pede mudança de hábitos a nível mundial, mudanças para sempre ou por um período prolongado já que o desconforto relacionado com morte ou essa possibilidade vai, infelizmente, ficar na mente de todos.

O trabalho à partida de casa, perda de emprego, isolamento social, entretenimento em família e com os meios tecnológicos e suporte escolar em casa foram algumas das medidas impostas pelas exigências do momento.

Algumas famílias resolveram bem e positivamente todas estas questões, mas outras não.

Para famílias cuja contenção financeira foi uma necessidade, novas regras e opções são agora decididas.

Homeschooling, ou escola em casa, é um conceito há muito apreciado por algumas famílias e teve o seu grande boom em Inglaterra em 1970. Esta modalidade pode tornar-se agora um fator presente e inteligente para ultrapassar as questões escolares dos mais pequenos.

Quem se dedica a estudar os benefícios e pontos frágeis do Homeschooling dão nota positiva a este sistema por razões que irei expor.

É muito importante que os pais tenham preparação académica e psicológica para assegurar um bom desempenho e suporte aos mais pequenos.

Em tempos normais, estudar em casa foi apontado como uma decisão muito forte e adequada para o bom desenvolvimento, criatividade e expansão dos dons naturais da criança devido a um seguimento e apoio próximo, personalizado, ao ritmo da criança e dos pais. Um sistema muito bom para perceber e apoiar as características inatas das crianças.

Benefícios da escola em casa

– Educação à medida de cada família.

– As crianças tornam-se mais responsáveis, confiantes e independentes.

– Possibilidade de contratação de um professor.

– Educação integrada e consistente.

– Crianças e jovens fora dos fenómenos de moda.

– Integridade física e psicológica.

– Não há o stresse dos trabalhos de casa.

– Os exames exigidos pelas entidades competentes podem ser feitos com serenidade e responsabilidade por parte das crianças que são previamente preparadas.

– Proteção de doenças e perigos sociais.

– Alimentação saudável.

– Relações familiares sólidas.

– Responsabilização e maturidade das crianças, alargamento de horizontes culturais e sociais.

– Enriquecimento do currículo académico e cultural.

Em 2018 cerca de 600 famílias foram apuradas, em Portugal, como praticantes integrais de Homeschooling e cerca de 60 países no mundo têm permissão legal para o praticar livremente. Portugal é um deles.

A preparação esmerada das crianças e sua educação mas com responsabilidade assumida a 100% por parte dos pais e/ou partilhada com professores é algo que adultos conscientes escolhem.

Estados de pandemia são assustadores, obriga todos repensar e aprender novos aspetos práticos de vida, e estes encerram questões de maior fundo.

A mudança de um país, ocorre através da preparação dos seus membros. Os mais pequenos, quanto mais cultos, inteligentes, bem formados forem mais fácil é a renovação dos pilares que governam e orientam a sociedade.

Autor: Isabel Leal

LER O ARTIGO COMPLETO AQUI

 

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Vozes de Burro…

Da minha parte dou os parabéns a todos os professores que deram a cara pelo #estudoemcasa. Mas com algumas destas opiniões todos ficam a saber o quanto difícil é o papel do professor.
O quanto difícil é avaliar um professor.
E o quanto difícil é aturar as vozes de burros.

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Não deixar ninguém para trás – Paulo Antunes

 

Cursos de Educação e Formação (CEF)…certificação ou qualificação?

Partindo dos pressupostos de que os alunos dos CEF de Básico prosseguem na sua maioria ofertas de dupla certificação de nível secundário; que é ainda uma minoria o número de alunos dos Cursos Profissionais que prosseguem para o Ensino Superior; que o FMI prevê a economia a afundar-se e a taxa de desemprego a mais do que duplicar em Portugal, estaremos atualmente em condições de apenas certificar ou de qualificar com seriedade e rigor? Ensino profissional: preconceito ou hipocrisia?

Segundo a lei, nos Cursos Profissionais a componente de formação em contexto de trabalho (FCT), é realizada em empresas ou noutras organizações, em períodos de duração variável ao longo ou no final da formação, enquanto experiências de trabalho, designadamente sob a forma de estágio, integrando um conjunto de atividades profissionais que visam a aquisição e o desenvolvimento de competências técnicas, relacionais e organizacionais relevantes para a qualificação profissional a adquirir.

Todavia, no recente Decreto-Lei nº 14-G/2020 de 13 de abril, prevê-se a seguinte pérola “1 — Nos anos terminais dos ciclos formativos das ofertas profissionalizantes de nível básico e secundário, a formação prática ou a formação em contexto de trabalho, previstas nas matrizes curriculares dos respetivos cursos, podem ser realizadas através de prática simulada.” , que permitirá concluir os seus cursos com a devida certificação, mas de certeza com lacunas ao nível do perfil de competências definidos para cada curso e ao Perfil dos Alunos à Saída da Escolaridade Obrigatória, que uma prática simulada nunca poderá colmatar.

Também segundo os normativos, a PAP (Prova de Aptidão Profissional) que consiste na apresentação e defesa, perante um júri, de um projeto consubstanciado num produto, material ou intelectual, numa intervenção ou numa atuação, consoante a natureza dos cursos, bem como do respetivo relatório final de realização e apreciação crítica, demonstrativo de conhecimentos, aptidões, atitudes e competências profissionais adquiridos ao longo do percurso formativo do aluno, em todas as componentes de formação, com especial enfoque nas áreas de competências inscritas no Perfil dos Alunos à Saída da Escolaridade Obrigatória e no perfil profissional associado à respetiva qualificação. No entanto, neste contexto de pandemia, o ministério sugere que na impossibilidade de realização presencial da Prova de Aptidão Profissional, poderá ser equacionada a sua realização online, desde que reunidas as condições para essa realização no domicílio do aluno. A utilização do telemóvel para gravação de uma prática simulada assíncrona poderá ser uma solução alternativa, sendo a mesma enviada ao júri da PAP.

Note-se que a PAP é muito importante para a vida escolar e profissional do aluno, pois permite-lhe aplicar num caso prático concreto, uma grande parte dos conhecimentos e competências académicas e profissionais, obtidos ao longo dos módulos das disciplinas técnicas do curso. Com a realização da PAP, o aluno aperfeiçoa o que aprendeu ao longo do curso. O aluno com esta prova, tem de realizar tarefas idênticas às que irá desempenhar quando ingressar no mundo do trabalho, respeitando os prazos de entrega. Conseguem imaginar um PAP de Metalomecânica, Eletrónica, Automação e Comando, Gestão equina? Eu não consigo, ainda mais que é um traço identitário desta oferta qualificante.

Em suma, desta forma vamos deixá-los para trás e hipotecar o seu futuro, já que estarão sempre em desvantagem na procura de emprego e na mobilização no mundo do trabalho das competências do seu perfil profissional. À semelhança dos exames nacionais não seria de considerar uma época excecional para a conclusão das PAP e FCT no início do próximo ano letivo, a partir de setembro, garantindo também o acesso ao ensino superior no seu real interesse? O país que nos espera no pós pandemia não está em condições de brincar à formação profissional e precisa de profissionais realmente qualificados.

Paulo Antunes (professor e adjunto de direção no Agrupamento de Escolas de Moure e Ribeira do Neiva)

In Terras do Homem

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FAQ – Ensino Básico (Provas)

Clicar na imagem para ver a resposta a 17 perguntas mais frequentes sobre as provas no ensino básico.
Com a anulação das provas finais do 9.º ano os alunos autopropostos irão realizar provas de equivalência a frequência também nas disciplinas de Português, Matemática e PLNM.
As restantes disciplinas de final de ciclo mantém as PEF.

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As contingências das famílias a ter em conta pelos professores…

É apenas um exemplo, mas muitas mais contingências têm que se ter em conta. Nem todas as famílias dispõe de todo o equipamento necessário e os que não têm nenhum ainda são em grande número.

 

Quando uma família de oito partilha um único computador

Em casa da família Chagas, pai , mãe e seis filhos , há um único computador e os quatro miúdos mais velhos frequentam o décimo, oitavo, sétimo e quinto anos de escolaridade. Três deles fazem ainda, online, aulas de violino, teóricas e práticas.

Complicado? “Sim, é muito complicado”, diz o pai. Mas os miúdos garantem “até tem corrido bem”.

In TSF

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Aperfeiçoamento da Candidatura Até às 18 horas do dia 22 de Abril

Aperfeiçoamento das Candidaturas – Concurso Externo / Contratação Inicial e Reserva de Recrutamento

 

Aplicação eletrónica disponível entre o dia 20 de abril e as 18:00 horas de dia 22 de abril de 2020 (hora de Portugal continental), para efetuar o aperfeiçoamento das candidaturas ao Concurso Externo/Contratação Inicial e Reserva de Recrutamento.

 

SIGRHE

Manual de instruçõesNota informativa

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Pedido aos Encarregados de Educação

Uma mensagem aos Encarregados de Educação simples, clara e fundamental para o bom funcionamento das aulas do 3.° Periodo, deixada pelo Secretário de Estado João Costa na sua página do Facebook.

PEDIDO AOS ENCARREGADOS DE EDUCAÇÃO

 

Colabore! Os professores estão a trabalhar como nunca, com meios e metodologias completamente novos.
As aulas são para os alunos. Não interrompa. Não comente. Não chame o seu filho a meio da aula. Construa a autonomia e não faça por eles. Não lhe compete ser o professor, ainda que se sinta invadido de trabalho. Não são TPCs, são os trabalhos normais da escola.
O professor do seu filho está a dar o seu melhor e precisa de apoio e respeito.
Nas crises, a colaboração é essencial. Adote uma atitude construtiva e seja parte da autonomia e responsabilidade do seu filho. Somos todos responsáveis por todos.
Obrigado.

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Reflexão de um Professor sobre estes últimos dias…

 

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Alteraçāo à Portaria que regula o acolhimento nos estabelecimentos de ensino

 

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Carta aberta ao nosso país – Leonor de Matos Pereira

 

Carta aberta ao nosso país

Vivemos uma altura das mais atípicas dos últimos anos, vivemos uma situação de pandemia, uma época crítica.

Seria de esperar que, por estes tempos, se observasse solidariedade, entreajuda e bondade.

Ao invés disso, o nosso Portugal, de “portuguesitos”, assiste agora a uma das maiores barbaridades desta quarentena, não falo dos desafios constantes nas redes sociais (porque esses servem para passarmos o tempo), não falo das brincadeiras dos vídeos em casa, não falo de nada disso. Falo sim, de um grupo de jovens que decidiu que seria engraçado invadir aulas de professores e colocar esses momentos no YouTube, atingindo milhares de visualizações.

Aos pais, um apelo: se os vossos filhos precisam de uma consciencialização melhor, é esta a altura certa, se não têm maturidade suficiente para ter aulas através de plataformas digitais estando sozinhos, certifiquem-se de que estes estão na aula e não a enviar o ID e a password da mesma ao autor destas “invasões” que, para além de demonstrarem uma falta de noção descomunal, são infantis e de uma pobreza de espírito muito grande.

Aos jovens, percebam que enfrentamos uma altura de fragilidade, uma altura em que o professor que estão a saturar, ao deixar entrar alguém para perturbar a aula, pode estar a passar mal por ter um familiar doente, pode estar a passar mal por ter um grande amigo doente e, ainda que não esteja, que vos pese a consciência porque esse professor está a arranjar alternativas para que não saiam prejudicados.

A vocês jovens, a nós jovens, notem que os professores também são lesados desta situação, também eles preferiam não ter de nos dar aulas via plataformas digitais, mas a vida pregou-nos esta partida e eles estão a fazer o melhor que podem, a adaptar-se à nova realidade e estão a fazê-lo por nós. Notem que a educação é a chave da nossa vida, é o trunfo do nosso futuro, é aquilo que nos permite sonhar.

A vocês jovens, a vocês autores e cúmplices desta ação, tenham vergonha, sintam-se culpados, repensem as vossas atitudes e vislumbrem mais além. O mundo não é só nosso, o mundo é de todos e a todos cabe fazer dele um lugar melhor.

A vocês, tenham noção que, ao gravar aulas sem consentimento dos participantes lá presentes, incorrem num crime que poderá ser punido pelo artigo 199° do Código Penal, tenham noção que poderão ainda ser alvos de Responsabilidade Civil, uma vez que violam o Direito à imagem de outrem (artigo 79° Código Civil), pelo que existe a hipótese de serem obrigados a uma indemnização por via dos artigos 70° e 483° do Código Civil.

A nós Portugal, um bocado de humildade, de consciência e de bom senso. A nós Portugal, um bocado de crescimento pessoal e maturidade.

A nós Portugal, um bocado de união, um bocado de compaixão, um bocado de espírito português.

In Observador

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PJ identifica invasor de aulas virtuais no Zoom

 

A Polícia Judiciária, através da Unidade Nacional de Combate ao Cibercrime e à Criminalidade Tecnológica – UNC3T, em estreita articulação com o Ministério da Educação, procedeu à identificação de um homem de 20 anos de idade, que no uso de credenciais de acesso a salas de aulas on-line, se introduzia nas mesmas, com o único propósito de perturbar o seu normal funcionamento, atos praticados esta semana.

Esta ocorrência, rapidamente comunicada pelo Ministério da Educação, permitiu vir a identificar e localizar o autor de tais factos, indivíduo este que não fazia parte das turmas, cujas aulas foram interrompidas, assumindo que o seu comportamento foi indevido e por isso se disponibilizou a apagar todos aqueles conteúdos que foram publicitados na Internet.

Por livre iniciativa procedeu igualmente à eliminação de todas as suas contas em redes sociais, que estiveram na base desta atividade ilícita e pelas quais poderá vir a ser responsabilizado penal e civilmente.

 

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Todos em casa, e agora? A escola, os professores, os alunos…

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Acesso Ensino Superior 2020 – calcular nota de candidatura

Este ano o acesso ao Ensino Superior terá regras diferentes, excecionais, face às condições em que terminamos o 2° período e às condições em que decorrerá este 3° período. Saíram indicações da DGAE que explicam como será determinada este ano a nota de candidatura, para os alunos que terminam este ano o 12º ou para alunos que já tendo terminado o ensino secundário, ainda têm válidas as PI (provas de ingresso) e se pretendam (re)candidatar.

Podem calcular a nota de candidatura no link abaixo

 

Acesso Ensino Superior 2020 – calcular nota de candidatura

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Todos em casa, e agora? A escola, os professores, os alunos…

 

 

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Resumo da reunião dos Diretores com o Secretário de Estado (17/04)

Uma Síntese Da Última Reunião De Ontem Dos Director@s Com O SE Costa

Foi feita uma pequena edição do documento. Surpreende-me que ainda não tenha surgidos nos orgãos oficiosos do ME na blogosfera.  Destaques meus.
    1. O canal Estuda em Casa – RTP Memória  – foi concebido a pensar nos alunos que não têm acesso à internet e contacto com as Escolas através das aulas síncronas.
    2. Os conteúdos e os materiais serão publicitados, com uma semana de antecedência, no site de Apoio às Escolas; 
    3. Os conteúdos passados pela televisão não são nem substituem a Escola e o Professores. São representações mistificadas do que era a tele-escola. São um conjunto de recursos para alunos sem conectividade, em articulação com outras parcerias que se possam estabelecer. Destina-se a alunos com uma situação económica mais vulnerável e sem contacto com a Escola; 
    4. O que é transmitido pela televisão não substitui o professor, nem pode substituir as aulas síncronas. Não há obrigatoriedade de cumprir aqueles horários nem de recorrer àquele recurso; 
    5. Os horários das Escolas não têm que se adequar ou ficar dependentes dos horários das aulas televisivas; 
    6. As aulas síncronas são obrigatórias; 
    7. A Fundação EDP tem cerca de 1000 voluntários com formação para apoiar os Agrupamentos – monitorização social. O Agrupamento sinaliza esses alunos e, através da DGEstE, faz~se a articulação com a Fundação EDP; 
    8. Entender esta crise sanitária como acelerador de desigualdades em todas as áreas, mas sobretudo na Educação. Os Agrupamentos devem minimizar este efeito. 
    9. Articulação entre as Escolas e os CRI – tem que continuar e os técnicos tem de continuar a prestar apoio aos alunos; 
    10. Controlo da assiduidade dos alunos – não com o intuito de marcar faltas ou não, mas numa perspetiva  de evitar o abandono escolar e as desigualdades sociais no acesso à educação. Em caso de abandono escolar, contactar a CPCJ ou as Forças de Segurança; 
    11. Mais informações sobre o controlo da assiduidade docente chegará às Escolas em breve; 
    12. Este 3.º Período também é um período de avaliação; 
    13. Os alunos, em maio, podem regressar às Escolas, nem que seja apenas para a frequência de algumas disciplinas; 
    14. Inscrição nas Provas de Equivalência a Frequência; 
    15. Há Provas de Equivalência a Frequência em todas as disciplinas do Ensino Básico, incluindo Português e Matemática;
    16. A [equipa] deve manter contacto com os alunos por via telefónica ou correio eletrónico;
    17. Se as aulas presenciais acontecerem em maio, haverá reajustes nos horários dos alunos e dos professores
    18. Quanto ao Seguro Escolar, em caso de acidente em casa, é um assunto que está a ser analisado;
    19. O calendário escolar tem o seu término em 26 de junho, para todos os anos e ciclos de escolaridade;
    20. Em caso de regresso às Escolas, todas elas serão devidamente higienizadas e as mesmas serão apetrechadas com todo o material necessário (máscaras, luvas, álcool, gel…);
    21. Aulas nos Estabelecimentos Prisionais – serão enviadas orientações às Escolas;
    22. Adequações de instrumentos e adequações de critérios de avaliação. Ter em atenção que há alunos que estão em diferentes situações. A avaliação não se esgota este ano, mas continua no próximo com um Plano de Recuperação de aprendizagens não realizadas.
    23. Não confundir avaliar com classificar.

In O Meu Quintal

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