O quadro seguinte apresenta todos os candidatos que se encontram na 1ª prioridade distribuídos por duas colunas:
1ª coluna – aqueles candidatos que tiveram 3 contratos completos e anuais;
2ª coluna -candidatos que tiveram a sorte de ter ficado colocados em temporários que duraram até 31 de agosto. Muitos candidatos desta coluna o único completo e anual que têm é o deste ano… e alguns até ficaram em horários incompletos! (pelo menos segundo as listas publicadas pela DGAE)
As escolas podem completar horários de professores, pagar horas extra e até contratar docentes para garantir o regresso às aulas presenciais dos cerca de 160 mil alunos do 11.º e 12.º anos na segunda-feira.
A garantia foi dada pelo Ministério da Educação a diretores de escola, preocupados com a falta de professores para ensinar turmas desdobradas ou substituir quem pertence a grupos de risco.
As normas de regresso às aulas presenciais obrigam a deixar dois metros entre cada pessoa e os sindicatos insistem que o número de alunos por sala não deve ultrapassar os 10 ou 12. Se assim for, as turmas que hoje têm um professor serão desdobradas em duas ou em três. Além disso, os docentes que pertencem a grupos de risco continuarão em teletrabalho. Por isso, é de esperar que sejam precisos mais professores.
Aplicação eletrónica disponível entre o dia 12 de maio e as 18:00 horas do dia 18 de maio de 2020 (hora de Portugal continental), para efetuar a reclamação das candidaturas ao Concurso Externo/Contratação Inicial/Reserva de Recrutamento de 2020/2021.
A 2ª prioridade é a que melhor traduz o panorama dos professores contratados. Serão estes 29024 professores que estarão no próximo ano a substituir os professores dos quadros (na maior parte dos casos).
Vejamos então:
A média de idades ronda os 42 anos.
A moda é 40. Entre os 35 e os 49 anos encontra-se o maior número de professores.
Alguns grupos caminham a passos largos para a extinção, porque aliada à elevada média de idades está a praticamente inexistência de professores abaixo dos 40 anos.
Sentados no chão com espaçamento de 1,5m entre crianças… vão andar de fita métrica cada vez que uma criança se mexer…
Regras:
Existência de área de isolamento de casos suspeitos de Covid-19, com circuitos definidos e isoláveis
Não utilização de sistemas de ar condicionado em sistema de recirculação; arejamento noturno das instalações se possível.
Existência de um dispensador de gel desinfetante por sala
Utilização de espaços que estejam encerrados, se possível
Rigor na higiene de todos os espaços, com reforço de ações de limpeza e descontaminação, incluindo limpeza de mesas e cadeiras entre turnos nas “cantinas”
Distanciamento entre crianças nas pausas e espaços de refeição
Berços, camas ou catres sempre utilizados pela mesma criança e com espaçamento mínimo de 1,5mt entre si
Turmas fixas, ocupando diariamente o mesmo espaço, com o mesmo educador e com os mesmos circuitos de circulação
Mesas de trabalho orientadas no mesmo sentido (as creches trabalham habitualmente com mesas redonda ou dispostas em “U”)
Uso de “máscara cirúrgica” pelos profissionais e pelas crianças com idade superior a 6 anos (abaixo desta idade a máscara não é permitida)
Espaçamento de 1,5m entre crianças
Os brinquedos pessoais ficam em casa
Os pais devem disponibilizar calçado para uso exclusivo no interior das creches
Os pais não podem entrar nas creches, devendo a entrega e receção das crianças ser feita de forma individual
O momento de crise que vivemos atualmente, com a pandemia de Covid-19/ Coronavirus SARS-CoV-2, levou as instituições educativas por todo o mundo, a necessitar de, num curto período de tempo e de modo massificado, adotar práticas de ensino e aprendizagem a distância, mediadas pela tecnologia.
Uma equipa de investigadores do Departamento de Educação e Ensino a Distância da Universidade Aberta, interessada em compreender este processo de transição acelerada e numa escala sem precedentes, pede a sua colaboração na resposta a um breve questionário sobre a forma como se tem processado esta transição de emergência para a educação a distância, e como ela está a ser vivida e experimentada por diversos agentes educativos, incluindo os Educadores de Infância e Professores dos Ensinos Básico e Secundário.
A questão de partida a que nos propomos responder por meio do estudo, é a seguinte: Como está a ser vivenciado o processo de transição digital acelerada em contexto de Covid-19 nas escolas e nas universidades?
No mesmo espaço, estão também disponíveis os questionários dirigidos a outros agentes educativos (Concretamente, Pais e Encarregados de Educação de Crianças e Alunos do Pré-Escolar e dos Ensinos Básico e Secundário; Docentes do Ensino Superior e Estudantes do Ensino Superior).
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2020/05/como-esta-a-ser-vivenciado-o-processo-de-transicao-digital-acelerada-em-contexto-de-covid-19-nas-escolas/
Somando aos quase 6 mil seguidores por e-mail as publicações este espaço chegam a 81 mil seguidores.
Segundo uma estimativa do Facebook o público alvo tem maioritariamente seguidores do sexo feminino entre os 35 e os 54 anos de idade e a distribuição pelas restantes idades e sexo é o que consta da imagem seguinte:
Em 2020 encontram-se validadas 53.969 candidaturas ao concurso externo de 2020/2021 de acordo com a distribuição do quadro seguinte por grupo de recrutamento e prioridade.
Das 53.969 candidaturas existem 18.558 candidaturas de docentes que concorrem a um ou mais grupos de recrutamento, pelo que existem nestas listas 35.411 docentes.
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As creches são “um sítio para brincar” e as crianças são “muito pequeninas e, portanto, não é possível” impor-lhes regras de comportamento, disse Graça Freitas na conferência de imprensa diária sobre a evolução da pandemia de Covid-19 em Portugal
No entanto, sublinhou, “devemos fazer tudo, mas tudo, que os adultos e o espaço permitirem para minimizar o risco das suas brincadeiras”.
Das 872 vagas abertas para o concurso externo nas listas provisórias de ordenação constam 817 docentes a concorrer em 1.ª prioridade, faltando assim ainda 55 docentes que poderão após a reclamação constar nestes listas como docentes em 1.ª prioridade.
Caso não existam mais docentes nesta prioridade, após a reclamação, as vagas serão para os docentes mais graduados em segunda prioridade.
É no 1.º Ciclo onde faltam mais docentes em 1.ª prioridade (24).
Com a publicação das listas provisórias começa a contar a partir de amanhã o prazo de 5 dias úteis para as reclamações das listas.
O Prazo decorre entre as 10 horas do dia 12 e as 18 horas do dia 18 de maio.
A aplicação da reclamação eletrónica dispõe de três opções, podendo os candidatos selecionar uma ou mais, de entre as seguintes:
a) Desistência da candidatura efetuada aos Concursos Externo /Contratação Inicial e Reserva de Recrutamento. [Opção A];
b) Reclamar, corrigir dados, desistência parcial de graduações do Concurso Externo/Contratação Inicial e Reserva de Recrutamento [Opção B];
c) Reclamar da validação efetuada pela entidade de validação dos Concursos Externo/Contratação Inicial e Reserva de Recrutamento [Opção C].
No mesmo prazo os docentes podem desistir total ou parcialmente do concurso.
Durante o fim de semana foram feitas quatro perguntas aos leitores do blog,
As questões foram propostas de forma independente o que fez com que o número de respostas fosse díspar. Optou-se por esta forma, porque uma das questões é apenas direcionada para quem tem filhos em idade para frequentar uma creche.
Os resultados foram esclarecedores sobre a opinião que os nossos leitores têm sobre o assunto, a reabertura das creches no dia 18 de maio.
A primeira questão tem a ver com a informação divulgada sobre a reabertura das creches. é visível que, mesmo com os esclarecimento que foram prestados na sexta-feira, os docentes não ficaram esclarecidos. A falta de noção da realidade que se vive nas creches do nosso país pode estar na origem das informações e regras que foram transmitidas pelos responsáveis escolhidos pelo governo.
Sobre a opinião dos professores sobre se as Creches e JI apenas abrirão por pressão economicista por parte das empresas para libertar os pais trabalhadores para regressarem aos postos de trabalho, as respostas foram no sentido do sim. Os docentes são da opinião que a economia está por de trás desta reabertura. A pressão vem de todos os lados, das empresas, do governo e das próprias creches.
A pergunta a que mais docentes responderam foi a da concordância ou não com a reabertura das creches no dia 18 de maio.
Os resultados mostram uma clara maioria de discordância com o governo sobre esta medida. Os docentes consideram que ainda não é tempo para esta abertura. As razões apontadas nos comentários apresentam várias razões, mas o ainda ser muito cedo e as creches não terem condições para cumprir as regras impostas são das mais apontadas.
A última pergunta foi a que menos respostas teve. A média de idade dos professores assim o dita, já não há muitos professores com filhos em idade de creche.
As respostas apontam para que muitas das crianças que frequentavam creches em março não vão aparecer em maio nas mesmas. O medo, a falta de confiança na exequibilidade das medidas anunciadas, não acalmaram os país. A imprensa, durante o fim de semana, focou bem o problema que pode ser a reabertura deste nível de ensino, os pais leram e ouviram os muitos responsáveis de creches e as suas dúvidas em relação às condições em que poderão executar as medidas propostas.
Não creio que esta reabertura vá surtir um grande efeito na reabertura da economia…
Enquanto a França se prepara para começar retomar a vida pública após oito semanas sob um bloqueio de coronavírus, muitos pais estão profundamente divididos sobre uma pergunta sem uma resposta clara ou correta: Devo mandar meu filho de volta à escola?
Apenas pré-escolas e escolas do 1.ºciclo estão programadas para começar no início, e as aulas serão limitadas a 10 alunos nas pré-escolas e 15 nos outros ciclos.
Alunos fazem teste na instituição mais próxima de casa e podem candidatar-se a todas as instituições da região. Três consórcios, no Norte, Centro e Sul, vão fazer as provas específicas da nova modalidade de acesso às licenciaturas.
Na sequência da Sessão Informativa realizada no dia 8-5-2020 para apresentação das Medidas para Reabertura das Creches pela Direção Geral de Saúde pela Secretaria De Estado da Acção Social, a ACPEEP reiterou a sua posição de que algumas das medidas propostas não são exequíveis nem adequadas para a resposta social de CRECHE, solicitando a respetiva revisão e adaptação.
Referimo-nos, em concreto às seguintes medidas:
1) As crianças não podem partilhar o seu brinquedo / os materiais didáticos com os colegas, os materiais devem ser unipessoais (funcionalmente impossível e pedagogicamente inaceitável);
2) As mesas devem estar viradas para o mesmo sentido, as crianças não devem estar em U (desapropriado, as crianças estão sentadas no chão/no tapete ou em pequeno grupo a imitar/repetir o que a educadora e os colegas fazem, é assim que aprendem, têm que se ver umas às outras, não se mantêm no mesmo lugar e na mesma posição por muito tempo, muito menos sentadas);
3) As crianças devem manter um distanciamento social entre elas, de cerca de 2m (não conseguimos, nem queremos restringir os movimentos das crianças e a sua aproximação dos colegas, não podemos impedir ou orientar as suas deslocações, as interações entre crianças são necessárias ao seu desenvolvimento);
4) Os catres e os berços devem estar a uma distância de 2m entre eles (as salas não têm dimensões suficientes para tal);
5) É preciso haver espaços, que não estejam a ser utilizados, para dividir ou reduzir turmas (na maioria das creches não existem espaços que não estejam a ser utilizados. Além disso, ao dividir os grupos, as crianças deixam de estar com os adultos de referência);
6) Cada bebé deve ter a sua própria espreguiçadeira (não há espaço na sala parque para colocar tantas espreguiçadeiras, mas mesmo se assim fosse, as crianças iriam gatinhar por cima das espreguiçadeiras, porque ficariam sem espaço para exploração);
7) A definição de circuitos de circulação com entradas e saídas distintas, para não haver cruzamento de pessoas, poderá obrigar as pessoas a percorrer mais espaços dentro da instituição. O ideal é não passarem das entradas.
Assumimos que estas medidas não são exequíveis, pelo que os diretores das creches não se podem responsabilizar pela sua implementação. Consideramos que, apesar de tudo, podem existir condições e procedimentos adequados para minimizar o risco de contágio do Covid19 nas creches, sendo que há riscos que nunca poderão ser eliminados, pelo que temos que aprender a conviver com eles.
Estar saudável não é o mesmo de ausência de doença. Ser saudável é viver em ambiente seguro e com equilíbrio físico, mental, emocional e social.
O artigo 31º da Declaração Internacional dos Direitos da Criança consagra que “os Estados Partes reconhecem à criança o direito ao repouso e aos tempos livres, o direito de participar em jogos e atividades recreativas próprias da sua idade ”
Os sindicatos de professores consideram “absolutamente irresponsável lançar o retorno proposto para 18 de maio”.
Unidade sindical. Algo incomum no País Basco. Mas, nesta ocasião, o anúncio da Secretaria de Educação do retorno à sala de aula a partir de 18 de maio para os alunos do secundário levou os sindicatos a unirem forças. Os sindicatos ELA, LAB, STEILAS, CCOO e UGT alertaram a Educação de que os professores não retornarão à sala de aula a menos que as condições de retorno “sejam negociadas e garantam a saúde”.
As centrais sindicais entrarão em contato com os diversos agentes educacionais nos próximos dias para discutir as possibilidades de dar uma resposta conjunta. Os sindicatos afirmam que o plano apresentado pelo Governo Basco para o retorno às escolas não foi “negociado ou elaborado com os representantes dos trabalhadores”. “Trata-se de uma decisão unilateral e imposta, como tem acontecido ao longo da gestão desta crise de saúde”, reclamam.
Uma vez que o plano foi conhecido, consideram que não há condições de implementar o retorno a partir de 18 de maio garantindo a saúde dos trabalhadores e estudantes. A sua opinião é que, a Educação apenas coleta critérios gerais de segurança que estão aquém e estabelece medidas “sem ter trabalhado com as escolas e sem fornecer recursos para poder implementá-los, carregando as escolas com um nível desproporcional de responsabilidade”.
Ou seja, “o plano de retorno é caracterizado pela improvisação e precipitação”. “Seria uma irresponsabilidade absoluta lançar o retorno proposto para 18 de maio.”
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Considera a reabertura das creches e JI uma atitude economicista?
As Creches e JI apenas abrirão por pressão economicista por parte das empresas para libertar os pais trabalhadores para regressarem aos postos de trabalho?
No primeiros semestre de 2020 aposentaram-se pela Caixa Geral de Aposentações 691 docentes da rede pública do Ministério da Educação e em apenas meio ano este número já ultrapassa os valores totais dos anos 2016 e 2018 e está muito próximo do número de aposentados de 2017.
Este número vai ao encontro das previsões do número de aposentados para 2020 que prevê 1.358 docentes aposentados.
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2020/05/considera-se-suficientemente-informado-sobre-a-reabertura-de-creches-e-jardins-de-infancia/
Tenho refletido, por estes dias, sobre as formas como se poderá iniciar o próximo ano letivo. Esta será a altura própria para pensarmos nisso!
Sim, porque não podemos esperar que em setembro a situação da pandemia esteja resolvida. Os problemas criados pela pandemia nas escolas não passam com as férias do verão e muito menos se resolvem sozinhos.
Parece-me por isso necessário que se comece a pensar em alternativas que sejam viáveis e que não coloquem em causa a saúde pública, será assim até que se encontre um tratamento ou uma vacina.
Perante a continuidade da pandemia em setembro impõe-se as seguintes questões:
Qual o número de alunos por turma?
Quantos professores a mais serão necessários?
Quais as perspetivas relativas à migração de alunos do ensino privado para o ensino estatal?
Perspetiva-se que devido à situação económica do país no pós-covid, haja uma migração de alunos do ensino privado para o ensino estatal, pelo que um aumento de turmas em algumas escolas poderá ser uma realidade.
Pretende o Estado apoiar as famílias para evitar possível migração?
Como se prevê fazer a monitorização da temperatura a alunos e professores?
Quem fornece as máscaras? Serão de uso obrigatório em contexto escolar?
Qual o número de turmas em simultâneo que cada equipamento escolar alberga, para que se cumpra com as regras básicas de distanciamento social?
De que forma poderá a escola recuperar a confiança dos pais?
Qual a responsabilidade de cada organismo, M.E. e câmaras no processo de implementação de medidas?
Como pretendem monitorizar a reabertura de maio e junho para que melhor planear setembro?
Pode até parecer precoce estarmos já a pensar nestas questões todas, mas uma vez que este período, e por sua vez ano letivo, será concluído no formato atual, é importante levantar certas questões que preocupam a comunidade social e escolar.
Ao final das matrículas do ensino público, 26 de junho, junta-se o concurso de professores 2020/2021, que está a decorrer, e obtemos o número de alunos existentes e o número de professores necessários para iniciar o próximo ano letivo.
Não podemos esperar muito mais tempo para decidir, teremos de enfrentar o próximo ano letivo com a certeza de que a situação continuará a ser extraordinária. Agir em vez de reagir!
Contudo, parece-me óbvio que não podemos mandar os alunos de volta à escola com 28 ou 30 alunos por turma. Sempre fui contra as “turmas galinheiro”, mas infelizmente o desinvestimento na educação a isso tem obrigado.
Esta situação poderá ser mitigada caso o ME e o governo desencadeiem medidas excecionais para resolver o problema na ajuda às famílias. Ao não o fazer irão aumentar a despesa pública, tendo de contratar mais professores, sobrando sempre para os contribuintes. Haveria também muita dificuldade de encontrar professores em grande quantidade para o registo de substituição das escolas não agrupadas e agrupamentos.
O facto de o Estado não ter resposta para as creches até aos 3 anos, assim como não ter resposta para um grande número de alunos na educação pré-escolar, sobretudo nas zonas urbanas, seria “obrigado” a apoiar as famílias, através das diferentes formas da resposta social que o país tem.
Neste momento, arrisco-me a dizer que, quanto mais novo é o aluno mais dificuldades estará a ter com este método de Ensino à Distância. As crianças do 1.º ciclo, por exemplo, precisam voltar à escola, porque é uma altura muito delicada da sua vida de aluno é quando aprendem a ler e a escrever e isso faz-se também através do afeto, da proximidade entre professor e aluno. Que seja com máscara e com todas as outras medidas necessárias de segurança, o importante é que voltem!
Todas estas decisões/planificações devem ser elaboradas em estreita colaboração com os organismos responsáveis pela saúde, por forma a acautelarem vários cenários que devem ter em consideração o superior interesse do Aluno.
Neste sentido e no intuito de promover o debate deixo algumas ideias que poderão vir a ser princípio de soluções e de responder às questões levantadas, nomeadamente:
Reduzir as turmas a pelo menos metade do estipulado no pré-covid;
Aumentar proporcionalmente o número de professores;
Desencadear medidas excecionais de apoio às famílias com filhos no ensino privado/cooperativo;
Criar turnos duplos em todas as escolas; (manhã / tarde);
Complementar o presencial com o ensino à distância com turnos semanais;
Garantir a distribuição de máscaras à comunidade;
Garantir a existência e reposição de produtos de higiene (sabão líquido, papel higiénico, papel de secagem de mãos);
Criar sistema de monitorização periódica da temperatura corporal;
Definir bem o papel de cada entidade no que toca à responsabilidade no cumprimento do estabelecido (M.E., câmaras);
Recolher e analisar todos os dados relativos à reabertura de alguns graus de ensino em maio.
Regressar é imperioso! É agora o tempo de planear!
Em resumo, são estes os desafios que se colocam à educação em Portugal a partir do próximo mês de setembro:
Reforçar radicalmente a autonomia nas escolas.
Assegurar que cada escola ou agrupamento constitui uma infraestrutura tecnológica sustentável e um padrão de práticas que a prolongue de forma permanente para o espaço online.
Desenvolver de forma gradual a competência dos professores para a educação online.
Iniciar um percurso gradual de apropriação cultural do telemóvel para a prática pedagógica.
Manter um serviço público, pedagógico, televisivo de alta qualidade para as populações que pretendam aprender mas não têm alternativas e assegurar, desde já, através desse serviço, um programa de alfabetização e de literacia digital.
Apesar de algumas das medidas anunciadas esta sexta-feira já estarem contempladas nos planos de contingência das creches, outras, agora anunciadas e que serão formalizadas nos próximos dias, são um autêntico desafio para educadores, crianças e pais.
No essencial, as medidas detalhadas pela DGS são as seguintes, para todas as creches:
Existência de área de isolamento de casos suspeitos de Covid-19, com circuitos definidos e isoláveis
Garantia de substituição de funcionários doentes
Não utilização de sistemas de ar condicionado em sistema de recirculação
Existência de um dispensador de gel desinfetante por sala
Encerramento de espaços não utilizados
Arejamento dos espaços com abertura de portas e janelas
Rigor na higiene de todos os espaços, com reforço de ações de limpeza e descontaminação, incluindo limpeza de mesas e cadeiras entre turnos nas “cantinas”
Distanciamento entre crianças nas pausas e espaços de refeição
Berços, camas ou catres sempre utilizados pela mesma criança e com espaçamento mínimo de 2m entre si (há creches que se queixam de falta de espaço para implementar esta medida)
Divisão de turmas, tornando-as mais pequenas
Turmas fixas, ocupando diariamente o mesmo espaço, com o mesmo educador e com os mesmos circuitos de circulação
Mesas de trabalho orientadas no mesmo sentido (as creches trabalham habitualmente com mesas redonda ou dispostas em “U”)
Uso de “máscara cirúrgica” pelos profissionais e pelas crianças com idade superior a 6 anos (abaixo desta idade a máscara não é permitida)
Espaçamento de 2m entre crianças (medida que a própria DGS reconhece não ser de fácil aplicação)
Material didático não deve ser partilhado entre as crianças
Os brinquedos pessoais ficam em casa
Os pais devem disponibilizar calçado para uso exclusivo no interior das creches
Os pais não podem entrar nas creches, devendo a entrega e receção das crianças ser feita de forma individual
No caso do transporte das crianças em viaturas disponibilizadas pelas creches, ou empresas prestadoras desse tipo de serviço, serão aplicadas as mesmas regras em vigor para os transportes públicos.