Resumo da reunião dos Diretores com o Secretário de Estado (17/04)
Uma Síntese Da Última Reunião De Ontem Dos Director@s Com O SE Costa
Foi feita uma pequena edição do documento. Surpreende-me que ainda não tenha surgidos nos orgãos oficiosos do ME na blogosfera. Destaques meus.
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- O canal Estuda em Casa – RTP Memória – foi concebido a pensar nos alunos que não têm acesso à internet e contacto com as Escolas através das aulas síncronas.
- Os conteúdos e os materiais serão publicitados, com uma semana de antecedência, no site de Apoio às Escolas;
- Os conteúdos passados pela televisão não são nem substituem a Escola e o Professores. São representações mistificadas do que era a tele-escola. São um conjunto de recursos para alunos sem conectividade, em articulação com outras parcerias que se possam estabelecer. Destina-se a alunos com uma situação económica mais vulnerável e sem contacto com a Escola;
- O que é transmitido pela televisão não substitui o professor, nem pode substituir as aulas síncronas. Não há obrigatoriedade de cumprir aqueles horários nem de recorrer àquele recurso;
- Os horários das Escolas não têm que se adequar ou ficar dependentes dos horários das aulas televisivas;
- As aulas síncronas são obrigatórias;
- A Fundação EDP tem cerca de 1000 voluntários com formação para apoiar os Agrupamentos – monitorização social. O Agrupamento sinaliza esses alunos e, através da DGEstE, faz~se a articulação com a Fundação EDP;
- Entender esta crise sanitária como acelerador de desigualdades em todas as áreas, mas sobretudo na Educação. Os Agrupamentos devem minimizar este efeito.
- Articulação entre as Escolas e os CRI – tem que continuar e os técnicos tem de continuar a prestar apoio aos alunos;
- Controlo da assiduidade dos alunos – não com o intuito de marcar faltas ou não, mas numa perspetiva de evitar o abandono escolar e as desigualdades sociais no acesso à educação. Em caso de abandono escolar, contactar a CPCJ ou as Forças de Segurança;
- Mais informações sobre o controlo da assiduidade docente chegará às Escolas em breve;
- Este 3.º Período também é um período de avaliação;
- Os alunos, em maio, podem regressar às Escolas, nem que seja apenas para a frequência de algumas disciplinas;
- Inscrição nas Provas de Equivalência a Frequência;
- Há Provas de Equivalência a Frequência em todas as disciplinas do Ensino Básico, incluindo Português e Matemática;
- A [equipa] deve manter contacto com os alunos por via telefónica ou correio eletrónico;
- Se as aulas presenciais acontecerem em maio, haverá reajustes nos horários dos alunos e dos professores;
- Quanto ao Seguro Escolar, em caso de acidente em casa, é um assunto que está a ser analisado;
- O calendário escolar tem o seu término em 26 de junho, para todos os anos e ciclos de escolaridade;
- Em caso de regresso às Escolas, todas elas serão devidamente higienizadas e as mesmas serão apetrechadas com todo o material necessário (máscaras, luvas, álcool, gel…);
- Aulas nos Estabelecimentos Prisionais – serão enviadas orientações às Escolas;
- Adequações de instrumentos e adequações de critérios de avaliação. Ter em atenção que há alunos que estão em diferentes situações. A avaliação não se esgota este ano, mas continua no próximo com um Plano de Recuperação de aprendizagens não realizadas.
- Não confundir avaliar com classificar.
In O Meu Quintal
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21 comentários
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Relativamente às aulas presenciais também serão para Matemática A e Português de 11ano ou outra trienal?
Segundo o que foi escrito no dia 9 de abril essas disciplinas não estão incluídas nas 22 mencionadas pelo primeiro ministro e pelo ministro da educação. Hoje soube que o secretário de estado deu outra informação. Em quem acreditamos? Já não entendo nada! A ser verdade , os alunos do 11ano só não terão Educação Física! Como é possível terem um horário normal de máscara? Está tudo maluco e deixam-nos também malucos!
Não Fátima, não se trata de malucos, trata-se de parvos incompetentes.
Gostei especialmente da parte do controlo da assiduidade docente. É confiança nos “heróis”.
Só somos ” heróis ” quando estão em frente aos microfones!
Relembro a todos que este texto é um resumo feito por alguém que assistiu à reunião remota feita com o SEAE e os diretores, por zonas do país. Eu estive na de sexta-feira e reconheço e muita liberdade criativa neste resumo… mas não reconheço muitas das informações que aqui estão pois são interpretações da interação de perguntas e respostas entre o SEAE João Costa e diret@res… muitas estão desenquadradas do contexto, outras são verdadeiros disparates que não foram ditos por ninguém.
Maria Ramires, como esteve presente, pode dizer-me afinal quem tem razão? O primeiro ministro ou secretário de estado? Os alunos afinal vão estar todo o dia na escola ao contrário do que foi dito no dia 9 de abril? Ou nas reuniões que com o secretário de estado, houve interpretações diferentes?
Consulte o seu diretor e restantes órgãos do seu agrupamento que estão lá para isso. Não procure em blogs, Facebooks ou outros locais informais, onde ninguém é responsável pelo que se diz ou insinua. As fakenews que aqui se propagam até assustam. E uma classe altamente informada cai nisto…🤦🏻♀️ Gastem-se com estes debates inúteis sem exigirem ser informados por quem deve liderar as comunidades educativas e verão como ficam… desgastados e desconfiados… tenham juízo!
Aí está a cáfila dos diretor@s a defender o dono e os 800€ € extra por mês.
Ah! Tudo sem trabalhar.
Que é o pavor número 1 deles! Dar aulas nunca.
Isso é comigo? Conhece o meu trabalho ou é só maltratado pelo seu diretor? Ou nem sequer é Professor?
Sabe lá a responsabilidade que implica ser diretor de um agrupamento? E se faz melhor que os que estão à frente de uma escola, concorra a diretor. Só assim veremos os seus argumentos. Para lá de um destilar de ódio.
800€ por mês paga bem esse sacrifício… Digo eu.
Se as pessoas lessem os documentos legais e aguardassem os esclarecimentos que estão a ser dados por via oficial , este clima de desinformação que so retira os docentes da sua principal tarefa e os coloca em situações de insegurança e desanimo… saiamos desta crise sem enlouquecer. Mas alguém beneficiará de tanto lixo informativo… não os professores, muito menos os alunos.
Saiba o ignorante Zulmiro que são 700€ ilíquidos, que se saldam em 350€ de diferença para os outros docentes do mesmo índice cuja folha de pagamentos assino mensalmente. Não diga disparates! Até esta hora estive a contabilizar os alunos do Agrupamento que estão sem meios informáticos para informar o município. O senhor estava ja na caminha, certamente. Critique o que conhece.
Leio aqui muita prepotência da sra Ramirez.
No meu caso,a esta hora, estava a ver um filme sobre a relação entre o pequeno poder e a incompetência.
Maria Ramires, vai dar aulas que é coisa que já não deves saber fazer. Pela tua conversa deves ser uma autocrática do piorio. Dispensamos bem as tuas opiniões. Não nos fazem falta. Vai lá “gerir” a tua escolinha e não nos aborreças. Eu quero é ver o 75 revogado e ver de novo o espírito democrático nas nossas escolas que é coisa que não vejo desde 2008 quando criaram a figura do sr. diretor (ressuscitada do tempo do estado novo). A avaliar pelos agrupamentos por onde tenho passado quase todos são pequenos tiranos agarrados ao poder. E sim a maioria dos diretores estão no cargo porque não gostam de dar aulas, gostam de mandar nos outros e de receber o suplemento remuneratório.
Há sempre a possibilidade de voltar a dar aulas, se trabalha assim tanto e recebe tão pouco… Digo eu.
Atenção que Chat são aulas síncronas.
Qualquer comunicação em grupo,seja qual for o suporte do seu canal, será sempre considerado um modo síncrono.
Pretor, fica-lhe bem esse seu alerta para os colegas que se põem a jeito.
O ministro Tiago já foi notificado para se justificar na AR todo este processo do E@D e exames nacionais.
É o fim do mundo!!!! E nas escolas em que o órgão de gestão não sabe de nada, não informa ninguém de nada, não quer saber dos alunos nem quer saber do que lhe é informado? Já estamos há 1 mês e uma semana após o encerramento e apesar de haver colegas que têm o cuidado de se antecipar com esta ou aquela dificuldade, a gestão vai ignorando e empurrando tudo com com a barriga? Onde está o respeito pelos docentes, alunos e pais/encarregados de educação?
Está na hora do Sr Secretário de Estado da Educação e do Sr Primeiro Ministro colocarem nos órgãos de gestão profissionais sem cor política e com provas dadas de competência e que sejam verdadeiros professores de carreira. Politiquice não nos leva a lado nenhum….
SR PRIMEIRO MINISTRO, SR SECRETÁRIO DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
ponham mão nisto…
A CAP da minha escola, sem qualquer pré-aviso, alterou a carga letiva (disciplina de matemática) em 3 turmas, conforme horário ao qual tive acesso na sexta à noite… enviou-me um horário com a fusão de 2 turmas de CEF, desfasadas em matérias e nº de sumários e acrescentou-lhe 120 min – as 3 aulas semanais passaram para 5 aulas semanais de 60 min cada. Note-se que a grande maioria dos alunos não tem computador.
Numa outra turma do 12º ano – curso profissional, onde só 3 alunos informaram ter computador, fomos igualmente confrontados com a alteração de 4 horas (60min cada) semanais para 6 horas semanais… alguns dos alunos, ainda nem sequer conseguiram encerrar completamente as tarefas anteriores à Páscoa, não são tarefas complicadas mas exigem algum tempo para corresponderem, nesta disciplina e nas restantes. Da minha parte, eu e alunos, precisamos de tempo para partilha de dificuldades, de sugestões e feedbacks [com pedidos de reformulações – para melhorar trabalhos e facilitar novas aprendizagens, sem pressões e dar tempo a quem dele precisa].
Mas tudo mudou sem qualquer pré-aviso – A CAP decide unilateralmente fundir duas turmas de CEF de ritmos completamente diferentes, com 5 alunos a usufruir de medidas seletivas.
Na turma do 12ºano- curso profissional também acrescenta mais 120 min a carga letiva dos alunos passa de 4 aulas de 60 min para 6 aulas de 60 min semanais (360 min semanais de matemática).
A CAP da minha escola parece que se esqueceu que o ano letivo termina a 26 de junho!!!!
APELO AO SR PRIMEIRO MINISTRO PARA COLOCAR NOS ÓRGÃOS DIRETIVOS PESSOAS QUE SEJAM PARTE DA SOLUÇÃO.
Como docente sinto-me ultrajada e considero que todos – sem exceção, docentes alunos e pais encarregados de educação, devem ser respeitados!
FICA O DESABAFO. OBRIGADO!
O discurso de intolerância, bem visível aqui, em relação aos director@s tem, evidentemente, algumas justificações inabaláveis…
O autoritarismo, o “quero, posso e mando” , a passagem sistemática de “atestados de ignorância e de incompetência”, acompanhados quase sempre de gritos estridentes, com que muitos director@s brindam os seus subordinados faz com que, invariavelmente, e mesmo que tenham razão em algumas análises, sejam vistos como “o inimigo”, como o “alvo a abater”. Salvo raríssimas excepções, é este o clima predominante na maioria das escolas…
E @s director@s já pararam para pensar e reflectir sobre esta evidência (palavra tão grata a tantos deles…)?
E alguns director@s são injustamente criticados e “cruxificados”? Pois, alguns talvez sejam… Mas outros nem como todas as evidências do Universo mudarão o que quer que seja na sua acção e continuarão a ser verdadeiros caciques e com aspirações mais do que óbvias a “Plesidentes de Junta”, o que quer que isso seja…
Muit@s director@s ainda não perceberam que só conseguem fazer-se verdadeiramente respeitar se, em primeiro lugar, respeitarem quem os rodeia… Impor ordens e fazê-las cumprir não é o mesmo que fazer-se respeitar. E os subordinados até acatam, mas verdadeiramente não respeitam. O respeito não se impõe, conquista-se…
Seria tão elucidativo se alguns director@s soubessem como são julgados e qualificados em surdina…
A surdina é o mais lamentável porque nunca pode ser vista como um acto de coragem …
Parece que fui eu quem começou esta discussão ! Jamais imaginei isto! Fiquei tão “assustada” com o ” chá ” da senhora diretora Maria Ramires, que só hoje consegui voltar aqui. A minha intenção era mesmo colocar a dúvida! Preocupação apenas com os alunos. Sim com os alunos, porque só quem está dentro da sala de aula sabe quais são as angústias deles! Os diretores apenas têm uma preocupação: ficar bem na fotografia, ou seja, que os meninos tirem boas notas para eles serem os diretores das melhores escolas do país! Os professores são os que ficam felizes quando os seus alunos conseguiram o objetivo de entrar no curso e na Universidade que tanto sonharam!
Eu fiz apenas uma pergunta porque estou preocupada e levei um chá como se fosse uma incompetente!
Bom domingo e muita saúde.
SR PRIMEIRO MINISTRO, SR SECRETÁRIO DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
ponham mão nisto…
A CAP da minha escola, sem qualquer pré-aviso, alterou a carga letiva (disciplina de matemática) em 3 turmas, conforme horário ao qual tive acesso na sexta à noite… enviou-me um horário com a fusão de 2 turmas de CEF, desfasadas em matérias e nº de sumários e acrescentou-lhe 120 min – as 3 aulas semanais passaram para 5 aulas semanais de 60 min cada. Note-se que a grande maioria dos alunos não tem computador.
Numa outra turma do 12º ano – curso profissional, onde só 3 alunos informaram ter computador, fomos igualmente confrontados com a alteração de 4 horas (60min cada) semanais para 6 horas semanais… alguns dos alunos, ainda nem sequer conseguiram encerrar completamente as tarefas anteriores à Páscoa, não são tarefas complicadas mas exigem algum tempo para corresponderem, nesta disciplina e nas restantes. Da minha parte, eu e alunos, precisamos de tempo para partilha de dificuldades, de sugestões e feedbacks [com pedidos de reformulações – para melhorar trabalhos e facilitar novas aprendizagens, sem pressões e dar tempo a quem dele precisa].
Mas tudo mudou sem qualquer pré-aviso – A CAP decide unilateralmente fundir duas turmas de CEF de ritmos completamente diferentes, com 5 alunos a usufruir de medidas seletivas.
Na turma do 12ºano- curso profissional também acrescenta mais 120 min a carga letiva dos alunos passa de 4 aulas de 60 min para 6 aulas de 60 min semanais (360 min semanais de matemática).
A CAP da minha escola parece que se esqueceu que o ano letivo termina a 26 de junho!!!!
APELO AO SR PRIMEIRO MINISTRO PARA COLOCAR NOS ÓRGÃOS DIRETIVOS PESSOAS QUE SEJAM PARTE DA SOLUÇÃO.
Como docente sinto-me ultrajada e considero que todos – sem exceção, docentes alunos e pais encarregados de educação, devem ser respeitados!
FICA O DESABAFO. OBRIGADO!