Estudo Em Casa com bom senso

Estudo Em Casa com bom senso
Sou um daqueles professores que está em casa em isolamento social… e nada tem para fazer (ironia multiplicada – nunca se sabe se levam algumas palavras à letra).

Bom, a verdade é que não é conveniente sair para ir às compras e preciso muito de comprar… já tentei mandar vir pela internet, mas aí é que está um caos e uma fila de espera enorme para comprar…

Conclusão, caso possam dispensar um “raminho de senso” ou seja “bom senso e lucidez” para que eu possa partilhar junto daqueles que criticam efusivamente todos os professores do #EstudoEmCasa… e que não estão a deixar ver ou ter audiência nos programas da manhã…

Quem tem alguma experiência desta coisa de Televisão e Vídeos, sabe que apenas uns míseros 10 minutos de vídeo, podem levar a uma gravação que dura a manhã inteira. Mas estes professores fazem quase tudo como se estivessem em direto, sem tempo de repetições…  em momentos consecutivos, onde a paragem não é uma solução, ou não estivessem outros professores à espera pela sua vez. A somar a tudo isso, tº-em de lidar com tensão, com a pressão e o silêncio de não ouvir feedback do lado de lá do ecrã… como estar numa sala vazia ou pior, numa sala cheia de estranhos de microfones e maquilhagem em riste…

Sim, estes professores mostram nervosismo, mostram alguns lapsos de discurso ou conteúdo, mas quem de nós professores não os comete? Quem não erra? Pois, mas errar para 20 ou 30 alunos, dentro de uma sala da qual não se abre a porta, torna-se muito diferente desta exposição mediática para um país, que não é só de gente da e com Educação. mas muitos vezes parece ser um país de gente que parece estar a ver um concurso de TV apresentado pelo Malato, enquanto diz que a pergunta é tão fácil, enquanto dá uns palpites de poltrona, enquanto diz umas coisas do lado de cá… 

Porém, quando lá está no frente a frente com o Palmeirim, diz que é difícil, todas as perguntas são difíceis de responder… pois estes professores mostram uma coragem enorme por estarem ali, num estúdio, a fazer o que muitos outros não fazem, e estes professores nem têm grandes possibilidades de repetir, por isso, respeito!
Ah! E quanto aos materiais apresentados ou disponibilizados online, onde constam os nomes das escolas e dos professores… porque não? Não existe o direito à propriedade inteletual? Sei que se torna difícil apagar e apropriar desse material, mas ético era referir que esses colegas produzem e partilham (se a roda já foi inventada, custa referenciar o autor?), sem rodeios ou pudor e se todos fizessem da mesma forma…
Ser professor é uma profissão de conhecimento, mas também de relação bidirecional, relação com emoção, troca de discursos que ajudam na operacionalização da ação educativa… por isso… que haja bom senso e lucidez a todos os atores ou atrizes de Hollywood, que se encontram em cada café de sala de estar, de Portugal.

Bebam a mini e não se engasguem com os tremoços, certo Quintinos? Era de aproveitar algumas das aulas… (não digo só as crianças)!

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12 comentários

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  1. Muito bem dito . Parece que é fácil mas , na realidade não é.
    Estão de parabéns, não só pelo trabalho como pelo empenho e coragem.

    • Não há Pachorra on 22 de Abril de 2020 at 12:38
    • Responder

    Muito bem! Já chega de criticar tudo! Se fazem, é porque fazem. Se não fazem, é porque não fazem. Gostava de ver muit@s que criticam tudo e todos, a dar uma aula. Para frente é que é o caminho. Continuem, colegas na vossa missão. Os alunos que realmente precisam de vós na TV agradecem. Quem não precisa, não vê.

    • Amaral on 22 de Abril de 2020 at 12:44
    • Responder

    As aulas da RTP Madeira para o Ensino Secundário, não tendo beneficiado no Continente de qualquer divulgação especial, são sólidas no que se poderá considerar uma forma tradicional de ensino. Estão estruturadas de forma clara, recorrem de forma apropriada aos quadros interactivos e @s colegas que por lá passam revelam um domínio dos conteúdos sem hesitações. No fim, há quem deixe o seu mail para esclarecimento de dúvidas. Como “telensino” cumpre muito bem a sua missão sem necessidade de foguetes.

    • Rui Manuel Fernandes Ferreira on 22 de Abril de 2020 at 12:54
    • Responder

    Não concordo, mas também não me revejo Quintino.
    O nervosismo de quem não é apresentador de TV é mais do que tolerável, não é isso que está em causa.
    O voluntariado é uma coisa boa. Estão de parabéns também por isso.
    Todavia, sobre questões de conteúdo exige-se cuidado. Não estamos a falar de uma turma. Os erros de conteúdo não são toleráveis. A escassez de tempo não pode ser uma justificação. Mais vale não ensinar do que ensinar mal.
    Se o sistema funciona em diferido talvez seria sensato considerar a sua revisão.
    Não entendo também que a crítica tenha de ser suspensa. É com a crítica que se melhora.

      • Antonio on 22 de Abril de 2020 at 13:48
      • Responder

      Concordo inteiramente com o que foi dito pelo colega. A crítica não tem de ser demolidora, pode e deve ser entendida como construtiva. O excesso de unanimismo provou sempre não nos permitir crescer como sociedade e todos temos o dever de colaborar para que os conteúdos que chegam aos nossos alunos se pautem por elevados padrões de rigor e qualidade. Todos podemos falhar, mas todos devemos também tentar melhorar, professores e alunos.

        • Saturado on 22 de Abril de 2020 at 15:58
        • Responder

        Vi erros científicos graves que podiam desculpar-se se fosse em direto, agora com gravação?!
        Ninguém deve ter encostado uma arma à cabeça dos colegas.

    • Luluzinha on 22 de Abril de 2020 at 14:59
    • Responder

    Acredito que alguns lapsos se devam ao nervosismo, mas sejamos honestos, muitos outros são inadmissíveis e resultam de uma manifesta e ostensiva impreparação pedagógica e científica. Um ex: “Deveriam-se fazer…”??? Por favor!

      • Paula Fernandes on 22 de Abril de 2020 at 19:48
      • Responder

      Tal e qual. Certo que os nervos levam a momentos de hesitação e a outras coisas. Ninguém é perfeito e até nas aulas cometemos erros. Mas “deveria-se”, como ouvi hoje??
      Isso não é erro, é impreparação! Há que fazer a separação das duas coisas.
      Temos um pouco o hábito de achar que só os professores de português devem falar e escrever corretamente. Não concordo. É a nossa língua materna e, independentemente da formação académica temos que dominá-la. Fico admirada com colegas que, sem eu perceber como, têm formação superior. Nem uma ata sabem escrever, Santo Deus.
      É como a ideia de que os professores de Biologia é que estão preparados para abordar sexualidade, ambiente, doenças, etc, etc… São temas transversais, qualquer professor tem o dever de os abordar, apesar da profundidade não ser a mesma.
      Tretas…
      Até geriatria já dei em EFA. Pois, tive que me preparar, e depois?

        • Luluzinha on 22 de Abril de 2020 at 21:05
        • Responder

        Muito bem!

        • profinfo on 23 de Abril de 2020 at 0:27
        • Responder

        As TIC também são «transversais» e o que não falta é professores de letras a escreverem endereços de e-mail no campo “Para” que deviam ser escritos no campo “CC”, ou seja, basicamente, não sabem ler nem compôr uma mensagem de email. E este é apenas um pequeno exemplo.

    • Dr. Contraditório on 22 de Abril de 2020 at 16:24
    • Responder

    Pelo amor de Deus, DEIXEM DE SEPARAR O SUJEITO DO VERBO POR VÍRGULA!

    • Luluzinha on 22 de Abril de 2020 at 17:32
    • Responder

    Reparem no texto: agora, para além da praga dos “contatos”, também já se diz/escreve “inteletual.”! E identifica-se como professor! Enfim…

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