E dou-lhe razão. Não é hábito, eu sei, mas tenho de o fazer. É muito fácil criticar e ser treinador de bancada, mas quando é para ir a jogo e dar a cara, sim, dar a cara (as críticas nas redes sociais e neste e noutros blogs são feitas através de uma aparente nuvem de anonimato, desenganem-se quanto a isso) a maioria foge com o rabo à seringa.
Deixem de dar armas aos que nos criticam por malvadez e apoiem os colegas, qualquer colega. Mostremos, nesta altura que o país tanto necessita de nós, que estamos unidos pelos nossos alunos. Neste momento não frequentamos salas de professores para, no meio dos nossos pares e através de discursos inflamados, nos elevarmos a deuses do ensino (quem o fazia não tem público), façamo-lo antes através do profissionalismo com que estamos a encarar esta situação.
Professores da telescola “não são atores de cinema” e críticas nas redes sociais são “mesquinhas”, diz PM
O PM agradece, no Parlamento, aos professores o esforço que as aulas à distância implicam, e deixa uma mensagem aos professores da telescola, avaliados agora por “centenas de milhares de pessoas”




48 comentários
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Qualquer um comete erros e o nervosismo aumenta drasticamente as probabilidades de acontecerem em maior número.
Temos que ser solidários e ter orgulho naquilo que todos estamos a conseguir fazer nesta altura!
Não, continuo a ser coerente com aminha opinião e juízo crítico. Há erros pedagógicos e científicos graves e impreparação formativa. Algumas sessões chegam a suscitar vergonha e constrangimento. Lamento, mas esta é a minha sincera apreciação.
* (…) a minha.
Adorava assistir a uma aula sua .
Se o azedume for idêntico ao que demonstra neste blog .. ..Venham trezentos mil oks…
A sua opiniao vale o que vale. Ou seja,um infinitessimo
Só treinadores de bancada. Quem critica que avance para fazer melhor. Adorava assistir a uma aula sua . Todos cometem erros e neste caso é normal tendo em conta o pouco tempo de preparação dos colegas e a exposição na TV . Sabe o que é ética entre colegas ? Devemos evitar ao máximo criticar colegas , qualquer reparo deve ser em privado e nunca em público.
Concordo plenamente. Não estamos à espera de actores, mas de professores com formação científica sólida. Inadmissível. A professora de inglês do 9º ano deu erros graves: uso incorreto do sujeito formal, incorreção na formulação da negativa da forma verbal no infinitivo, só para mencionar alguns. Nesta histeria coletiva, não vale tudo.
é verdade, essa professora é uma fraude intelectual. tem má pronuncia e dá erros
Concordo plenamente. Continuem com o bom trabalho.
Muito bem.
Claro que se deve louvar o trabalho dos professores da telescola mas também não vejo qualquer problema em identificar e corrigir erros dos mesmos. Pessoalmente irrita-me imenso ouvir uma professora de Português acabar todas as frases com um OK ou ouvir a mesma professora referir-se a uma “ISA”, que é a própria.
Se te irrita, não vejas.
E tu, qual é o teu tique?!
Tenho de ver para acompanhar o meu filho. E aquilo que eu identifiquei não é um tique, é pura incompetência.
No 1 ciclo, em muitas escolas, os alunos tratam o professor pelo nome. E já vi muitos EEs fazerem o mesmo. Em relação aos EEs não concordo.
Desculpem lá, mas quem é que Costa pensa que é para vir a terreiro criticar os críticos. Só nos faltava essa agora.
Já o disse e volto a dizer, os colegas não são apresentadores da TV e, por isso mesmo, o seu nervosismo deve ser tolerado. Também é verdade que o seu voluntarismo deve ser reconhecido. Mas daí não se poder criticar os erros de conteúdo… A limitação de tempo não pode justificar erros no conteúdo. Mais vale não ensinar do que ensinar mal. O quadrado da hipotenusa é igual à soma do quadrado dos catetos. Se na aula referiram o contrário deviam voltar atrás e corrigir, não chamar crítica cruel e mesquinhez.
Concordo!
Farta de críticos e treinadores de bancada.
Em qualquer triângulo retângulo, o quadrado do comprimento da hipotenusa é igual à soma dos quadrados dos comprimentos dos catetos.
Boa noite!
Desculpar-me-ão o teor desta mensagem. Mas, oiçam! Emendem a mão, colegas! Por favor! Mas que imagem!…
Sinto-me tão triste em perceber que a classe docente [à qual pertenço…] é tão cruel, é tão desumana, é tão hipócrita, é tão egocêntrica, é tão implacável, é tão arrogante, é tão maledicente, é tão ligeirinha, é tão pouco solidária e compreensiva. Os colegas estão a competir… contra quem? Contra o quê? Irra!
Professores – já a minha mãe me dizia – quando não [tiveres] tiverdes um motivo para dizer algo de positivo, [cala-te!] calai-vos! Ou será que isto de vir aqui ao teclado e à Internet é como entrar numa qualquer estrada perto de vós, e, com a libido lá em cima, vamos lá “atropelar” toda a gente? Por favor! Mas que vergonha, senhores! Mantenhamos o nível. E o respeito que cada opinião me merece – ou não!
Saudações profissionais!
MT
O que me irrita é que, no dia-a-dia das escolas, os professores que são sérios, competentes, respeitadores da dignidade dos saberes que lhes compete partilhar com os alunos, professores cujo espírito críticao os leva ainda a problematizar com estes últimos as ideologias em voga, sejam desvalorizados pelos colegas sob o pretexto de que esta ou aquele turma tem muitas negativas com o docente visado, sob a insinuação gratuita de que ele é elitista, demasiado exigente, incapaz de descer ao nível dos que tem à sua frente, quando a única coisa que ele faz é tratar os alunos como sujeitos em construção capazes de se transcenderem continuamente na dialéctica da relação consigo, com os outros e com o conhecimento.
Uau, agora criticar não é patriótico …viva a censura.
Isto não tem nada a ver com política, colega. Tem a ver com uma certa postura: ser tolerante, respeitar o próximo e, em vez de criticar, AJUDAR!
Fique bem!
MT
Facto: Os Professores são os maiores inimigos dos Professores… Lamentável
Não, não, a ignorância, a falta de espírito crítico, passar meia hora com “prontos” na boca, errar o Teorema de Pitágoras… isto é que é o maior inimigo dos professores. E é bom que emendem rapidamente a mão, caso contrário isto vai sair muito caro.
Por outro lado, o Costa não está a defender os professores, mas a si mesmo e às decisões que tomou.
Também é preciso dizer que há coisas boas no tele-coiso, mas uma maçã podre destrói um cesto de bons frutos.
O vosso problema é a falta de espírito crítico, aceitam tudo o que vos impingem e aderem para parecerem modernos. Onde está a aprendizagem por projetos? Onde está a flexibilidade curricular? Onde está a transversalidade? Onde está a igualdade e a equidade? Por último, onde está o professor José Pacheco?
Deitaram tudo ao lixo? O que era importante até março deixou de valer a partir daí? Voltamos aos conteúdos puros e duros?
Meus caros, pareceis uma folha ao vento: ides para onde vos empurram, sem um pingo de reflexão, de autonomia, de espírito crítico. É triste, suponho!
É evidente que há sempre aqueles que pensam pela sua cabeça, mas esses são escassos… e preciosos.
Parabéns. Com alguém a pensar dessa forma e a expor um comentário perspicaz, crítico, ajuizado e assertivo, já não me sinto tão “sozinha”. São pessoas assim que ainda me dão algum alento para continuar nesta profissão.
Nada disso, colega! Neste momento difícil, importa, acima de tudo, dar provas de tolerância. As críticas, essa, virão depois. Deixemo-nos de ufanismos…
Fique bem!
MT
Muito bem.
Muito assertivo Paulo Roberto.
e tanto denegriram os professores com rótulos de ‘expositivistas’, que ‘davam aulas a falar e os alunos quietos a ouvir’, e afinal usam esse rótulo na pedagogia televisiva, ignorando ‘á grande’ a famigerada ‘flexibilidade curricular’…
mas é necessário apresentar aquela postura rigida, forçada, conduzida por um guião, quando na sala de aula real não é essa a postura?
Nada disso, colega! Neste momento difícil, importa, acima de tudo, dar provas de tolerância. As críticas, essa, virão depois. Deixemo-nos de ufanismos…
Fique bem!
MT
Até lá deixem que a telescola ensine mal!?
Só treinadores de bancada. Quem critica que avance para fazer melhor. Adorava assistir a uma aula sua . Todos cometem erros e neste caso é normal tendo em conta o pouco tempo de preparação dos colegas e a exposição na TV . Sabe o que é ética entre colegas ? Devemos evitar ao máximo criticar colegas , qualquer reparo deve ser em privado e nunca em público.
Exato! Quando critico os tipos que podam mal uma árvore na via pública ou tapam mal um buraco, devo pegar eu na tesoura ou na pá para resolver o problema, caso contrário não posso criticar.
Mas de onde é que vocês saem, gentes?
Só treinadores de bancada. Quem critica que avance para fazer melhor. Todos cometem erros e neste caso é normal tendo em conta o pouco tempo de preparação dos colegas e a exposição na TV . Estes professores perfeitos sabem o que é ética entre colegas ? Devemos evitar ao máximo criticar colegas , qualquer reparo deve ser em privado e nunca em público.
Estamos apenas colher o que semeamos. A realidade é que temos colegas que são mesquinhos. Que adoram espezinhar os que pensam de forma diferente. Que estão sempre no contra e que nunca deveriam de ser professores.
Tolerância! Todos nós andamos nervosos com a situação que se vive no país. Deve ser terrível estar naquela situação. Quem nunca errou atire a primeira pedra.
Não tem a ver com o desempenho dos professores. Tem a ver com a falta de respeito generalizada da sociedade pela nossa profissão. Só muda o cenário, das salas de aulas para o set da tv.
“Por outro lado, o Costa não está a defender os professores, mas a si mesmo e às decisões que tomou.” (Afirmação de Paulo Roberto)
Obviamente que sim!
Senão vejamos:
Há poucos meses atrás, por onde andava o tão grande apreço de AC pelos professores quando decidiu sonegar-lhes vários anos na contagem do tempo de serviço? E reafirmou essa decisão, mesmo depois de ter ficado demonstrado, por várias pessoas que se deram ao trabalho de fazer “muitas contas”, que na realidade havia dinheiro, não havia era vontade política para proceder à contagem integral do tempo de serviço dos professores…
Já se esqueceram disso ou estão a ser ingénuos?
Que oportunidade melhor teve o AC para demonstrar o seu apreço efectivo pelos professores do que aquela? Dir-se-ía, até, que nem teria sido necessário demonstrar apreço, bastaria ter demonstrado justiça nas decisões tomadas. Mas isso, na realidade, não se verificou…
Lamenta-se, mas isto parecem “lágrimas de crocodilo”, perfeitamente encenadas e cujo o objectivo principal é, como afirmou o Paulo Roberto, defender as suas próprias decisões. E como é evidente, neste caso precisa dos professores para sua consecução…
Portanto, prepararem-se para serem “lambuzados” com muitos beijos e abraços, a cada 5 dias… 🙂
Criticar os colegas porque dizem várias vezes “ok” ou se tratam por “Isa”?! Qual é o problema aqui? hahaha a sério.
Sabes…é que isto é tal e qual como estar na minha salinha a dar aulas ao 7ºB!
Agora se houve erros científicos, é mais grave. Mas também quem nunca errou?!
Agora é imaginar estar em frente às câmeras de tv a debitar para milhões de pessoas e a ser escrutinado pelos milhares de colegas com os dente afiados! Eu não ia…
Quanto aos professores da telescola:
– Não assisti a nenhuma aula transmitida por essa via, mas acredito que estarão a fazer o melhor que sabem e/ou que podem…
– Isso não invalida que: quando aceitaram a função, devessem saber ao que iam e devessem estar conscientes e preparados para o grau de exposição e de escrutínio a que seriam sujeitos…
– A solidariedade entre colegas não pode ser confundida com ausência de espírito crítico. A forma como cada um o utiliza é a única coisa que pode ser discutível…
Sem espírito crítico somos o quê?
Há quem ande por ai na blogosfera docente numa bravata contra os colegas que estão a leccionar através da TV.
Ai que afinal é só conteúdos.!
Ai que afinal onde estão as competências, a flexibilidade e mais o trabalho de projecto?
Ai que já não se pode criticar!
Ai que já não há liberdade de expressão!
Ai que voltámos ao Estado novo!
Ai que é só tudo a uma voz por causa da pandemia e não me deixam criticar!
Ai que sou do contra em todas as circunstâncias porque sou muito inteligente e não gosto de mainstreams, sei lá, sou muito intelectual e até escrevo para tudo o que é jornal e revistas, sou elite, estão a ver?
Ai, os Ais de Portugal!
Ai, os egos de Portugal!
Ai, os grandes líderes dos professores!
Ai, fónix!
-Ai que dão erros científicos e o Pitágoras até anda às voltas lá onde estiver!
Nota: Ai, e com tanto e justo chamar de atenção, agora é que vamos todos rever o teorema de Pitágoras, alunos incluídos, o que já é uma vitória!
– Ai, que dizem muito “OK!” E que isso não se faz! Calhando, deviam dizer “Tão a ver?” ou “Certo? Certoooo!”
-Ai que estão todos mal vestidos e penteados! Revejam-se na Cristina Ferreira e no Rodrigo Guedes de Carvalho ou no Paulo Portas!
AI!
Para quê a anáfora? Para mostrar como é vácuo o seu contributo?
Vamos lá, mulher, contribua! Diga algo da sua lavra! Exponha uma opinião! Um pensamentozito, por mais sofrível que seja! Em alternativa, vá sossegar o Pitágoras, ou o professor que não o sabe ensinar, passe a metonímia.
Tem algum problema com o(s) líder(es) dos professores? Diga-lho teclado no teclado! Ou é demasiado cobarde e receia ser sovada em «público», por manifesta incapacidade intelectual? Então vem para a casa de terceiros espremer o seu azedume contra as lideranças, num notável gesto de assertividade e coragem. Em suma, mais um belo exemplo do professorado. Correção: de um certo professorado.
Tome lá uma anáfora do poeta , quiçá vácuo…….
Poema “os ais” do poeta Armindo Mendes de Carvalho dito por Mário Viegas:
Eu tenho outro para troca: a vida é um ai que mal soa.
Adaptando-a à sua figura agora: a Dora é um pensamento que não soa.
Professor A – Erra o Teorema de Pitágoras à frente de milhares de alunos.
Professor B – Com o propósito de melhorar o sistema, critica A por ter errado.
Professor C – Sai em defesa de A porque há que tolerar que tudo foi à pressa, não são atores de Hollywood e todos nos enganamos.
É sensato? Contribui positivamente para a imagem da classe?
Imaginem agora que todos nós toleramos e calamos, incluindo essa corja de professores que criticaram, e o erro é despoletado por um terceiro. Como ficamos? Perante o erro ser proferido por A e consentido por B e C exigimos que também este se cale e tolere?
Não criticar os seus colegas em público é correcto. Dar munições a quem quer criticar falando em público de coisas que o público vai usar para apedrejar os voluntários (lembre-se que o são), é dar um tiro no pé. Mas a nossa profissão está mesmo cheia de gente narcisista e arrogante, que se acha a batatinha mais estaladiça do pacote do ensino.
Outra professora com um pensamento e uma argumentação sólidos.
Então são os críticos que dão a munição ou os que cometem as argoladas?
Voluntários? Pior ainda! E são voluntários porquê? Gente narcisista e arrogante, que se acha a batatinha mais estaladiça do pacote do ensino?
Repito a pergunta: de onde é que alguns de vocês saem?
Que cabecinhas mais pobres, tão facilmente contra-argumentadas!
Gostava de entrar numa vídeo conferencia em que a colega estivesse exposta a criticas. Não me quer convidar?
Bem, tanto o teor das mensagens dos críticos, como o das mensagens dos apoiantes…
Porquê essa agressividade a roçar o insulto?
Confundir crítica com agressividade, apoio com corporativismo, não me parecem atitudes e valores que queiramos passar aos nossos alunos e ao público em geral… Digo eu…