Pedido aos Encarregados de Educação

Uma mensagem aos Encarregados de Educação simples, clara e fundamental para o bom funcionamento das aulas do 3.° Periodo, deixada pelo Secretário de Estado João Costa na sua página do Facebook.

PEDIDO AOS ENCARREGADOS DE EDUCAÇÃO

 

Colabore! Os professores estão a trabalhar como nunca, com meios e metodologias completamente novos.
As aulas são para os alunos. Não interrompa. Não comente. Não chame o seu filho a meio da aula. Construa a autonomia e não faça por eles. Não lhe compete ser o professor, ainda que se sinta invadido de trabalho. Não são TPCs, são os trabalhos normais da escola.
O professor do seu filho está a dar o seu melhor e precisa de apoio e respeito.
Nas crises, a colaboração é essencial. Adote uma atitude construtiva e seja parte da autonomia e responsabilidade do seu filho. Somos todos responsáveis por todos.
Obrigado.

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13 comentários

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  1. Isto é embaraçoso

    https://youtu.be/Sxqtp9DmMX0

  2. Como sempre tenho dito. O modo síncrono pode revestir-se de múltiplas formas e caberá aos docentes escolher a que mais lhe convém. 😉
    Já agora, por favor, não digam planejar. Mas, sim, planear.

    • Maria on 20 de Abril de 2020 at 16:29
    • Responder

    Somos todos espetaculares quando nos dedicamos ao trabalho! Mas quando o Governo se lembra de nos aumentar 0,3% já somos umas bestas!! Mesmo quando trabalhamos em plataformas que não dominamos e ficamos à procura de respostas até altas horas da noite! Mesmo quando fomos comprar PCs novos para trabalharmos melhor, mesmo quando pagamos a conta da eletricidade mais alta porque gastamos mais energia, mesmo quando não temos tempo para a família nem para, simplesmente, descansar! Agora vem o Rui Rio armado em moralista dizer que não nos deviam ter aumentado em 0,3%??!! Não recebemos aumentos desde 2009!!!!!
    Deviam ter vergonha!

    • Paula Fernandes on 20 de Abril de 2020 at 18:08
    • Responder

    Neste momento o professor sentir-se finalmente aquele que há muitos anos não conseguia ser: debitar conhecimento sem olhar a meios. Já não tem os alunos que o obrigam a constantemente chamar a atenção por isto e aquilo. Já não tem as faltas de educação. Já não tem as interrupções. Então por que não bombardear as crianças e jovens com tarefas mil, sem importar se se deitou a horas, jantou, etc, etc. Agora isso já não interessa. Até 13 março passávamos horas em reuniões a falar da vida familiar, sócio económica, se a criança comia ou não, enfim, vivíamos mais a vida deles que a nossa. Agora temos colegas que fazem planificações maravilhoooooosas, carregadas de tarefas, esquecendo-se da família, se o pai ou mãe entraram em lay-off, ou os dois, se há comida na mesa, se a casa tem condições de, por exemplo, higiene e luz natural, se só há um computador, ou nenhum, enfim, o fator humano, numa altura em que deveria ser o principal, foi substituído pelo pecado da soberba, em que professores tomados pela loucura de mostrar trabalho, discutem e competem pela melhor planificação.
    Sou mãe, esposa e professora, por esta ordem. Não posso aceitar que uma colega coloque numa planificação a meia noite como hora limite para alunos do 8 ano entregarem tarefas. Está tudo louco??
    Já nem interessa proteção de dados, nem as tão afamadas horas necessárias de sono, nem se a mãe e/ou pai estão assoberbados de trabalho e têm que se desdobrar em vários, depois de descobrirem o dom da obiquidade!
    Agora sim, sou professor! O resto que se…
    Lamento, sinto vergonha por alguns elementos desta profissão, mas orgulho em exercê-la. Isso não quer dizer que aceite tudo.
    Já agora, síncrono quer dizer “tempo real”, não é obrigatória a imagem. Por que inventamos onde nos enterrar? Por que culpados sempre a tutela quando também somos nós a complicar tudo?
    É o que penso (ou apenas parte…) e vale o que vale.
    Peço desculpa se ofendi alguma suscetibilidade, mas devíamos mostrar, neste momento, o que temos de melhor…

      • Maria on 20 de Abril de 2020 at 19:30
      • Responder

      Concordo com tudo o que disse. Há colegas que, nesta altura, estão ansiosos para alardear os seus conhecimentos de TIC.
      Quanto à invasão de emails a toda a hora bom, eu já recebi uma Ordem de Serviço às 3 da manhã …..
      Mais uma vez, a nossa classe não é solidária! Há gente que se quer salientar. Eu estou a fazer as coisas com calma! Estamos numa pandemia, estou assustada com o número de mortes e infetados e não me vou matar com toda esta situação. Estive numa Formação recentemente onde o formador (pessoa sensata) disse que os alunos não deviam ficar inundados com trabalho. E é isso que vou fazer!

    • Matilde on 20 de Abril de 2020 at 19:31
    • Responder

    “Agora temos colegas que fazem planificações maravilhoooooosas, carregadas de tarefas, …”- diz a colega—

    olhe, por mim, não fazia nenhum plano, mas sou obrigada a fazer 13 por semana mais os adaptados! Tenho 3 disciplinas e 6 turmas! receber trabalhos, corrigi-los de 135 alunos… Dt…Se os faço é porque me obrigam, tenho que cumprir!…a colega fala como mãe e tem razão, mas eu como professora tenho vivido um inferno, nunca, nem no estágio tive que trabalhar tantas horas, fazer tanto plano, fazer tanta reunião, formação. telefonemas…Os profs cumprem ordens! E já passei os 50!
    Isto pode ser “um faz de conta” para os alunos, para os manter ligados, mas os professores foram transformados em autênticos escravos! Peçam ao governo/ministro/ diretores que não obriguem a isto!
    Os profs são sempre os maus da fita: se trabalham é uma gritaria, se não mandam os meninos trabalhar, é boa vida, são uns privilegiados, que não fazem nada, sempre de férias….assim é difícil!

      • Maria on 20 de Abril de 2020 at 20:07
      • Responder

      6 turmas= 6 planos!
      Nem no estágio, por amor de Deus! Não compliquem. A não ser que queiram receber o Excelente!

    • Paula Fernandes on 20 de Abril de 2020 at 19:55
    • Responder

    Lamento informá-la Matilde, que eu também tenho 6 turmas, sou DT, coordenadora dos DT, do PES e faço parte da equipa EMAEI. Aprendi apenas a dizer não e a razoabilizar o trabalho. Isto não quer dizer que se recusem funções, mas cabe aos que ainda pensam de outra forma, tentar levar o barco noutra direção. O medo que se apoderou de muitos colegas em relação às Direções é, às vezes, irreal e fantasioso, levando-nos a esquecer ética, princípios básicos e, neste caso, respeito pelos alunos e família.
    Nenhuma direcção nos “despede” se nod opusermos, bem fundamentados, a trabalho burocrático doentio e desnecessário.
    A minha escola é profissional, onde dezenas de alunos são problemáticos. Sei bem o que relatou, mas também sei, que em nome desses alunos e atendendo ao seu interesse superior, devemos ser, neste momento, promotores acima de tudo de saúde mental. Será que estamos a fazer isso? Ou só preocupados com o que acham de nós mais as benditas evidências??
    Não tenho nada a ver com a sua vida pessoal, mas se for mãe de jovens em idade escolar, certamente isso lhe dará outra leitura.
    E já agora, respeito a sua opinião, não gosto é lá muito que iniciem intervenções parafraseando as minhas…
    Tudo de bom para si!

  3. Colegas, preferiam estar em casa sem nada fazer em lay off, a receber 65% do salário? Vão mas é trabalhar e deixem-se de lamurias! Nunca estão satisfeitos com nada! Claro que preferia estar na escola, mesmo com o vírus espalhado por todo o lado. Não se esqueçam que no ano passado, só em janeiro, morreram 12380 pessoas devido à gripe sazonal! Haviam miúdos carregados de gripe por todo o lado, ninguém andou diariamente a contar os mortos!! Até hoje morreram cerca de 700 pessoas, o que lamento, mas comparando com o ano passado são menos de 10%. Por isso acho que há coisas muito mal contadas! Em Espanha o ano passado morreram mais de 30000 pessoas de gripe, em Itália outras tantas , por isso , volto a frisar, há coisas estranhas a passarem-se no mundo! Vamos mas é trabalhar, dar o nosso melhor, preparar os materiais e esperar que os nossos alunos estejam ocupados e aprendam. Pelo menos não vão dizer que os professores são uns malandros e não querem trabalhar!
    Força é para isso que nos pagam!

      • Arauto on 20 de Abril de 2020 at 21:53
      • Responder

      Grande Zé, concordo em parte com a história da extrapolação desta pandemia. Relativamente ao ir trabalhar, vai tu. Quem muito gosta de mandar é quem menos faz. Há muito tempo que a profissão de professor deixou de ser aprazível. Graças a esta quarentena, recuperei anos de vida. Há que saber viver. Quanto às planificações, nem sei do que para aqui falam. As professoras gostam mesmo de se colocar a jeito!

    • Paula Fernandes on 20 de Abril de 2020 at 20:41
    • Responder

    De onde é que você veio? Qual é o planeta?
    Também quero ir para um sítio onde se ache que este vírus é como o da gripe…
    Deve ser ” bué de fixe” esse local, mais os seus habitantes com estas ideias!
    “Estupidolândia??”…

    1. Paula, vá ver os jornais de março do ano passado, as declarações da doutora Graça e as declarações do doutor da Etiópia, depois venha falar de gripe comigo. No ano passado quando tínhamos os hospitais apinhados de gente, pessoas a morrerem nos corredores, ninguém se lembrou de vir contabilizar os mortos ao dia. É a imprensa, principalmente as televisões, que nos querem em casa para terem audiências. Repetem as notícias vezes sem conta, massacram com mentiras, influenciam governos, voltam a opinião pública contra os poucos que resistem em entrar em quarentena. Esta fantochada tem que parar! Nós não somos ovelhas, nem somos estúpidos.
      Quanto ao mandar os outros trabalhar, faço o que me pedem, preparo materiais para os meus alunos e contacto com eles através dos diferentes instrumentos disponíveis. O resto é para isso que me pagam! Qual é a alternativa? Nada fazer e estar em casa a receber o ordenado, havia de ser bonito! Se até a porcaria dos 0,3% o nosso amigo Rui Rio acha que não devemos receber. Enfim….

    • Paula Fernandes on 20 de Abril de 2020 at 22:47
    • Responder

    Espero o melhor para si e que esteja imune ao vírus, nunca se infere e nunca esteja ligado a uma máquina. Graças a Deus ( se é que existe…) há pessoas assim, de peito aberto e sem medo.
    A minha irmã trabalha num hospital Covid- teve um chefe de equipa como você, tipo ” a mim nada toca, isto é tudo uma farsa…”, nunca usava máscara nem proteção e censurava quem o fazia… Está neste momento em estado crítico.
    Não é para o assustar, tal como disse, desejo-lhe o melhor!

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