Por um lado, vem o ministro da educação dizer que vai efetivar os professores contratados, mas, por outro, vem o governo dizer que os professores contratados vão ter 3 escalões de vencimento (em resposta à ameaça judicial de Bruxelas). Parece evidente que, na verdade, a vontade do ME é apenas permitir a entrada na carreira de metade dos atuais 21.000 professores contratados, deixando ainda 10.500 na precariedade, criando, para o efeito, um critério manhoso de, no momento da vinculação, o candidato ter horário completo. O critério é manhoso quando é o próprio ME que, ao mesmo tempo, valida os horários incompletos, define as regras que permitem que esses horários sejam completados, e determina o número de vagas do quadro. No fundo, o ministério assume o papel do árbitro com interesse no resultado do jogo.
É isto boa fé?
Se efetivamente houvesse boa fé na vinculação dos professores contratados, não seria necessário a criação de 3 escalões para os professores contratados, numa espécie de carreira ad hoc com filtro de direitos.
Assim vai a fé de quem governa a educação.
Nuno Domingues




3 comentários
Todos os docentes contratados deveriam vincular porque todos fazem falta e deviam vincular mesmo com horário incompleto porque os concursos nacionais são autênticas roletas russas, nunca sabemos o que vai calhar e se concorremos só a horários completos podemos nunca ser colocados e teremos de ir concorrer à bolsa de contratação de escola. Só, se vincularmos também através de Contratação de Escolas…
Relativamente a esta proposta, todos os sindicatos deveriam apresentar contra- -propostas. E também se deviam unir tanto em relação a este assunto como em relação a outros assuntos/propostas.
Está vinculação é este ano? Nas notícias ouve-se este ano mas o secretário da educação já disse q não…