E quando voltarmos à escola, como vai ser?

A história do ser humano está cheia de epidemias, esta é só mais uma. Desde o nosso ano 0, esta é a vigésima grande epidemia. Desde a Peste Antonina, entre 168 e 180 DC, assistiram-se a mais 18 “pestes” até à Covid 19. A mais mortífera foi, sem duvida alguma, a Peste Bubónica ou Peste Negra que causou 200 milhões de mortos por todo o mundo ao longo de todos os seus ressurgimentos. Todas estes “pestes” têm uma coisa em comum, fizeram-nos avançar. Os historiadores defendem que a Peste Negra foi um momento de viragem no desenvolvimento económico europeu. A gripe pneumónica levou à estruturação de sistemas de saúde por todo o mundo. O que sairá desta epidemia além do medo que se repita?

Mas voltemos ao assunto do título, como voltaremos e em que condições voltaremos para as escolas e salas de aula? Na China, esse processo começa a dar os primeiros passos.

Mais de mês e meio de isolamento, as perto de 2500 escolas do ensino secundário da província de Guizhou, na China, voltaram a abrir portas. Cerca de um milhão de alunos regressou às aulas. Mas com todas as cautelas.  

“Os estudantes são divididos em atividades diferentes e em horários diferentes para evitar novos focos de infeção”, explicou uma professora de um colégio local à Euronews. O dispositivo de segurança não fica por aqui: além da desinfeção de todo o equipamento está também previsto o controlo da temperatura corporal repetido ao longo do dia. Nos dormitórios, para os alunos internos, está implementado uma medição por infravermelhos. Ou seja, não é necessário o contacto com o aluno. Além disso, cada sala de aulas pode receber, no máximo, 30 estudantes. Os autocarros escolares transportam grupos pequenos, de forma a assegurar a distância de segurança. Professores, funcionários e alunos mantêm a máscara, distribuída gratuitamente. Há rotas designadas para as salas de aula. As refeições passaram também a ser servidas individualmente.  

A mensagem é clara: é preciso continuar a evitar a multidão e manter a etiqueta respiratória dos últimos tempos quando se está em público.  “Demoro mais tempo a chegar à minha mesa. Mas sinto-me mais seguro e menos ansioso”, assumiu Mao Yongli, estudante da Escola No.6 de Guiyang, capital da província, ao China.org.  

In Visão

Em Portugal e na Europa, como vai ser o retorno à escola? Que lições iremos tirar desta situação? Como iremos evoluir?

Como bons portugueses, pensaremos nisso no momento em que o “problema” se puser, ou planearemos com antecedência para que num futuro, muito próximo, não vivamos um situação idêntica pelos mesmos erros?

Quem sabe a evolução não venha a ser essa, estar preparado com antecedência e deixarmos de pensar que o que acontece do outro lado do mundo não nos diz respeito. Uma coisa pode vir a ser certa, nada será como ontem. O medo vai permanecer para sempre escondido no subconsciente desta geração e talvez seja esse o motor de alguma mudança, seja na escola ou na sociedade.

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2 comentários

    • aaaa on 23 de Março de 2020 at 14:08
    • Responder

    Ministério da Educação agradece-se que preparem desde já as medidas para quando se regressar, não seja um caos, um deus-dará e se voltem a ter novos casos de Covid-19.

    • Costa on 23 de Março de 2020 at 14:58
    • Responder

    A china é exemplo abriram as escolas passado um mês e meio mas com todos os cuidados, mascaras para todos, luvas (aqui dizem os responsáveis que não é necessário) , reduzir tamanho das turmas. Na minha opinião no 3º periodo deviam implementar aulas à distância com algumas horas presenciais com metade da turma de cada vez.
    Reparo que muitos colegas não querem aulas por e learning (com a desculpa que não tem internet nem computador ) não existe outra solução para continuar a ser professor em tempo de guerra que o e learning tipo Universidade Aberta dando hipoteses de acompanhamento pessoal aos alunos em sala (pequenos grupos) sem computador e internet.
    Os responsáveis políticos tem que aprender com os chineses e Coreia do Sul que controlaram a COVID 19.

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