No Blog de Ana Paula Costa, lemos um testemunho de uma professora, ela mesma, sobre uma aula onde disse “Chega”. Este desabafo é o de quase todos os professores…
Hoje abandonei a sala de aula pela primeira vez em dezasseis anos de profissão. Hoje eu abandonei a sala de aula onde estava há cerca de dez minutos com a minha direcção de turma, alunos do décimo segundo ano.
Pensei muito antes de escrever este texto. Pensei nas palavras que ia usar, no que descrever mas, uma sensação se sobrepõe inevitavelmente a todas as outras… A de quase impotência, a de frustração e a necessidade de desabafar.
Não, não há vítimas numa sala de aula, nem alunos, nem professores (salvo, lá está, naqueles tristes casos em que alguém é vítima de agressão). Não, não sou vítima mas, abandonei a sala. Abandonei a sala por raiva, por frustração, porque a ingratidão dói, por sentir o meu corpo todo a tremer e ter uma sensação de quase desmaio, por sentir uma lágrima a começar a rolar pela minha face… e… Raios me partam se eu os deixo verem-me chorar, nem que seja um choro de raiva. Não! Por isso abandonei a sala.
Não é uma escolha fácil a de abandonar uma sala de aula, nem a de expulsar um aluno da sala. Vejo muitos a defenderem que não se devem expulsar alunos da sala; leio muitas teorias, muitas técnicas supostamente pedagógicas… Mas nada disso é importante! Chega!!!
Vão para o terreno, vão tentar dar aulas a quem não quer lá estar; vão tentar falar com alguém que repetidamente não levanta sequer os olhos do telemóvel para olhar para a vossa cara, nem deixa de escrever a mensagem que está a mandar para o namorado/a. Sabem para onde vai toda a pedagogia nestas alturas? Pois… Pois é! O que falta nas salas de aulas é empatia, é formação cívica de qualidade! Menos papel meus senhores! Nós não precisamos de tanto papel na nossa profissão. Mais respeito!
Curiosamente ou não, muitos professores há que faltam ao respeito à sua profissão, seja por cederem finalmente ao cansaço e os deixarem fazer o que querem dentro da sala, ou seja, por os passarem a todos só para se verem livres deles… ou porque alguém lhes diz para não se preocuparem, eles vão ter que passar mesmo!!!
Não! Eu digo não, grito que não. Se for para ceder desta maneira mais vale mudar de profissão. Se for para passar toda a gente mais vale deixar de dar aulas e dedicar-me à jardinagem ou a alguma actividade onde pelo menos apanhe sol e ar!!
Pois meus caros, por isso abandonei a sala de aula, porque não cedo, se eles não me respeitam, se eles, pela primeira vez se recusaram a sair quando eu pedi e/ou me viraram as costas quando eu estava a falar, se me desrespeitaram com palavras e atitudes então saí eu. Acabou-se a aula!
Antes de sair fiz questão de lhes dizer que não ia ceder aos meus princípios nem admitir aquele comportamento e saí.
Cheguei à sala dos professores e desabei. Desta vez foi a minha vez, aquela vez que eu nunca pensei chegar. Valeu-me o apoio dos meus colegas e a sua cabeça fria. Fiquei devastada, mas hoje, passadas algumas horas do acontecimento entendo que não desisti. Foi uma marcação de posição, uma retirada estratégica para me tornar mais forte, mas não posso ceder-lhes o meu poder.
Não, eles não entendem a gravidade da situação. Os pais estão envergonhados eles não têm vergonha nenhuma.
Eu também tenho vergonha, muita vergonha. Respiro fundo e penso na próxima ideia, na próxima estratégia. Não sei até quando vou aguentar e não julgo nenhum colega meu por abandonar a profissão, por abandonar a sala por resolver pensar em si primeiro.
O processo de ensino-aprendizagem precisa mudar urgentemente, pois se a educação e o respeito começam em casa e a escola é a segunda casa todos somos responsáveis. Peço que mudem as leis, mudem o processo, mudem… ouçam os professores, ouçam os alunos. Precisamos de condições, precisamos de formação! Acabem com os rankings de uma vez, isso só gera lixo varrido para baixo do tapete, nada mais. Lixo!
Acima de tudo “tomem vergonha na cara” pelo que estão a fazer aos professores e aos alunos. Sem educação não há futuro.




27 comentários
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Cara colega,
Fica o meu abraço profundamente solidário! E quero dizer-lhe que fez muitíssimo bem. Mas não se esqueça nunca de identificar os prevaricadores, marcar-lhes a respetiva falta disciplinar, redigir a participação e EXIGIR do DIRETOR a aplicação da medida sancionatória adequada. Isso é muito importante, porque só abandonar a sala não chega. E de cada vez que tenha de abandonar exija a punição adequada. E se o Diretor lhe meter na sala um coadjuvante exija solidariedade e respeito por parte do colega! E já agora proponha ao Diretor que vá lá ele mesmo ajudar, fazer uma substituição ou outra por si, para não se esquecer dos tempos em que era professor. E nunca baixe os braços, nunca desista, nunca ceda o seu poder, a sua autoridade! Em frente e em força, cara colega. Não está sozinha e todos não seremos demais para exigir o respeito que merecemos. Seria bom pararmos todos um dia destes, abandonarmos todos a sala de aula, num determinado dia, a uma determinada hora. E fazer disso bandeira até que o governo perceba a força dos professores.
Abraço solidário e muita força.
Boa ideia! O dia do abandono simbólico! Dia do Marega! 🙂
Também já abandonei a sala de aula várias vezes e marimbei-me para aqueles que depois vêm escandalizados dizer “ai, o que foste fazer, não sabes que é proibido abandonar a sala de aula!”.
Antes sair do que dar 3 chapadas nas fuças a cada um!
Cara colega
Em primeiro lugar, apresento a minha solidariedade. Depois, destaco a coragem por aquilo que acha que é ética e profissionalmente preferível. Muitas vezes, nem tal se pode partilhar nas horas colaborativas, nos departamentos, na escola. Muitas vezes, há um sentimento ambivalente de vergonha e força interior que nos impele. E tal força, também muitas vezes, não vem da instituição!
Já fiz de tudo na educação em trinta e tal anos. E tudo é tudo! E de certo não sou pior professor se mandar alguns empecilhos para a rua!
Como já disse, há muito a fazer. E é preciso coragem, também, na educação!
Parabéns cara colega pela coragem de expressar publicamente o seu comportamento face a uma turma de bandos … ausentes de respeito para com uma pessoa que está a exercer a sua profissão e para a qual não lhe é dado as condições mínimas para o seu exercício. Abandonar, eu acho que nestes últimos anos, onde reina uma degradação total neste sistema de ensino, deve haver poucos docentes que não tenham tomado essa atitude ou pensado em concretizá-la. Manifestar em praça pública « conta-se pelos dedos », porque infelizmente o medo e a vergonha bloqueia as pessoas. Uma coisa é certa, não há produtividade quando os funcionários vão trabalhar dominados por esses sentimentos. É isso que faz com que a escola pública esteja a atingir o colapso total.
Todos temos que nos unir para dizer « basta, não merecemos trabalhar com estas condições».
Muito obrigada pela expressão duma realidade nua e crua do nosso sistema de ensino atual
Obrigada pela partilha
Deixe-me adivinhar. Era um curso profissional. Todos os dias tenho vontade de mandar aqueles animais dar um curva e sair da sala. Ainda não o fiz, mas vai chegar o dia. Chega.
Parabéns, cara colega.
Infelizmente muitos limitam-se a calar, é tudo excelente: o comportamento, a flexibilidade, o excesso de trabalho, os horários ilegais…
Tudo ou por medo ou para lamber as botas do comissário político, na esperança de ultrapassar as quotas da add. Sim, porque quem avalia é o diretor. Alguns até ameaçam sem pudor. Quem disser o contrário sabe que está a mentir.
Vergonhoso.
Cara colega,
Fez muito bem em abandonar a sala de aula, se achou que lhe faltaram ao respeito. Eu própria já o fiz várias vezes em alguns agrupamentos, onde 25 participações de turma numa única disciplina só no 1°período ( fora as outras) nunca foram suficientes para que a direção tomasse medidas punitivas, pois tratavam-se dos filhos dos senhores fulanos tal ou noutros casos dos filhos dos ciganos. Sim, porque há algumas direções que até da própria sombra têm medo.
Se ninguém nos protege, se ninguém se preocupa com a nossa integridade física ou mental, nós próprios temos de o fazer.
Sim, também ouvi de vários colegas que não o podia ter feito porque era proibido…e não é proibida a falta de respeito e a má educação dentro do recinto escolar?! De acordo com a maioria dos regulamentos internos: É!
Poupemo-nos a nós próprios e preocupemo-nos com nós mesmos, pois o melhor que fiz ao longo destes 20 anos de ensino que possuo, foi deixar de ver a maioria dos alunos como “miudos” dentro de uma sala de aula para ensinar e educar e passar a vê-los como peões de um jogo, no qual só há 1 vencedor a cada 50mn: ou eu, ou eles. Só assim nos conseguimos manter sãos de espírito e sem sentimentos de frustração.
Força, colega!
Ótima ideia! Combinar uma hora e um dia e todos abandonar a sala de aula . Para não haver problemas meter uma hora de falta. Os professores estão saturados vamos descansar !
Cara Colega,
Já tomei a mesma atitude numa turma do ensino profissional, em que eu era vitima de Bullying! Deixei-os a miar sozinhos…Regressei quando mudaram o seu comportamento. Eles precisam de quem os enfrente. De quem lhes diga ” Aqui quem manda sou eu”. Só que estas atitudes dão muito trabalho. A escola não está preparada para formar…
Pratique Yoga.
Parabéns colega! Não somos nenhuns palhaços! Um professor tem a responsabilidade social de não pactuar com falta de respeito.
Felizmente nunca o tive de fazer, acho que quando tive turmas realmente complicadas era demasiado novo e não tive coragem de o fazer… nos últimos anos tenho estado em escolas onde os problemas não chegam tão longe. Fez muito bem e todos o deviam fazer quando as coisas chegassem a pontos extremos… pergunto-me é se o mais indicado não seria mandar sair todos os alunos da turma e fazer uma participação disciplinar do sucedido?!
Bravo, colega!
E – sem querer consolá-la de forma desajeitada – considere-se muito feliz por não ter sido repreendida por um diretor que exigiria que voltasse à sala de aula e a ameaçaria com um processo disciplinar por não ter pensado na segurança dos alunos ao deixá-los sozinhos na sala a tomar ventos.
É preciso é que haja cada vez mais professores a fazer o que teve a coragem de fazer.
Parabéns colega pela sua coragem.
Eu não abandonei a sala de aula, mas nesse dia saí da escola a chorar. …. desesperada. …..
Catraias com 11 anos. …
Felizmente lembrei-me que o inspector tinha dito que em caso de mau comportamento eu podia marcar uma reunião com os pais e o director da escola.
Na aula seguinte referi o que o inspector tinha dito ao director da escola, que veio à turma e disse às alunas que se não quisessem estar na aula, eram convidadas a ficar em casa .
A partir daí, lembro-lhes no início de cada aula da vinda do director à sala de aula e consigo dar a aula sem problema.
Os directores têm que estar do nosso lado ! !!!
Bem haja pela sua atitude colega !
Em primeiro lugar, apresento a minha solidariedade. Não existe futuro sem a educação. Hoje vivesse momentos angustiantes de agressão verbal na escola.
Para isto só há uma solução é pararmos todos, mas pararmos mesmo. O que temos assistido são paliativos e mais paliativos que não resolvem nada. Quanto às práticas pedagógicas, tudo teorias, discursos retóricos e a impossibilidade de as mudar devido a uma organização laboral, a uma manutenção de equipamentos e uma arquitetura das escolas que não as permite aplicar. Desde a Troika que o ensino em Portugal está a ser destruído e tudo o que se conquistou qualitativamente a ir por água abaixo. O ensino reflete a ausência de uma direção e uma ideia de futuro para a Nação ou seja não existe. A partir do momento em que deixamos chegar ao poder pessoas vem vergonha na cara e a educação se tornou rampa de lançamento para a vida política ou arma de arremesso entre fações partidárias que foi a desgraça do ensino. Esta gente não quer cultura não quer pensamento crítico não quer nada absolutamente nada que desenvolva o país. Quer assalariados o mais barato possível e como dizia o holandês “putas e vinho verde”. Hoje em muitos casos já não damos aulas, damos esmola educativa. Não se ensina a quem foi educado para não querer aprender.
Colega, todos nós temos o direito de agir em conformidade. Mas acho que para além de publicitar o sucedido no blog, deveria (não sei se o terá feito) enviar o seu testemunho / protesto para o Ministério da Educação. Eles até podem nem responder, mas leem… e talvez “percebam” alguma coisa…
De facto, saliento dois pontos no que escreveu e que, a meu ver, estão na base desta impunidade…
O “passarem todos”… Sinceramente não sei se isso irá avante, porque “eles” calaram-se. A menos que surja, pela calada, um Despacho qualquer…
E os “rankings”, que foram o ponto de partida para que o mal se instalasse.
E também não ficará mal ao Diretor ir à sala “dar um raspanete” a esses alunos. Isto é, se ele for um Diretor em condições…
Antes de mais, a minha solidariedade.
Agora, a minha opinião, talvez polémica, mas é a minha.Qualquer médico compreenderá, que não tem condições para trabalhar. Por isso, baixe enquanto é tempo, porque se algo de muito mal lhe suceder, o mal só será seu e porventura da sua família. E talvez aí, todos compreendam que , quando se fã z mal a um docente, também se faz mal a si mesmo e quem de direito, deve ser digno , exercer e fazer exercer as suas responsabilidades.
Boa tarde.
A vontade de abandonar “a sala” também já me passou pela cabeça, mas eu não sou professor…sou um Agente da Polícia de Segurança Pública.
Agora imagine necessitar de um Polícia e ele por incapacidade/falta de meios/falta de apoio/falta de vontade/sentir que não vale a pena, “abandona a sala”.
Infelizmente e nos tempos que correm, quando solicitam a presença de Agente de Autoridade, esperam que o assunto fique resolvido, mas por todos os motivos e mais alguns, a situação fica aquém das expectativas.
Quando sou chamado a uma ocorrência sou muitas vezes confrontado com a seguinte afirmação: “eles não vos respeitam”….é verdade, mas antes de nós, não respeitam os professores e mais importante e preocupante é NÃO RESPEITAM OS PAIS.
A família que era o suporte e a base da educação, tornou-se em alguns casos sinónimo de desrespeito, despreocupação, deixar andar que logo se vê no que vai dar.
Vejo crianças/jovens a horas tardias e em certos locais sem qualquer acompanhamento e ainda sem que os seus progenitores saibam por onde e com quem andam.
Infelizmente estamos a perder o sentido de liberdade e respeito pelo próximo, retirando ao ESTADO e aos seus representantes a autoridade necessária para o bom funcionamento da “máquina”.
Por isso Ana Paula peço-lhe que “não abandone a sala”, lute por todos nós, pelos nossos filhos, pelo nosso futuro.
Abandonar a sala de aula, pode ser uma forma de luta e eu compreendo a colega e solidarizo-me com ela.Como sabe, a média de agentes de segurança que se suicidam por ano, no nosso país. é muito elevada.Por isso, sou solidário com todos os agentes da autoridade e por todas as suas lutas, antes que se suicidem e depois não se possa fazer nada.
Muito bem , não é com espíritos ditadores que se resolvem os problemas, quer seja no Ensino, nas forças de segurança ou em quaisquer outras instituições.Ha’ países desenvolvidos que não têm ditaduras. Hitler pediu aos alemães 10 anos, para tornar a Alemanha imperial. O povo alemão deu-lhe o tempo e no final, Hitler deu aos alemães uma Alemanha toda destruída.
Votem no Partido CHEGA … É a Única solução …
Qualquer partido que tenha elementos da extrema-direita e que tenha membros nos órgãos sociais que estiveram em movimentos neonazis, não são solução para o Ensino em Portugal, pelo contrário.
Muito bem , não é com espíritos ditadores que se resolvem os problemas, quer seja no Ensino, nas forças de segurança ou em quaisquer outras instituições.Ha’ países desenvolvidos que não têm ditaduras. Hitler pediu aos alemães 10 anos, para tornar a Alemanha imperial. O povo alemão deu-lhe o tempo e no final, Hitler deu aos alemães uma Alemanha toda destruída.
Claro que tem a minha solidariedade mas eu não entendo o que é que tem de extraordinário um professor abandonar a sala de aula quando está a ser desrespeitado por alunos que, como me parece ser o caso, já não são crianças pequenas.
Não, não é extraordinário. Extraordinário é um grupo de alunos desrespeitar uma pessoa que, neste caso, até é o professor.
E, não, definitivamente não, não deve, ao contrário do que disse o “Falcão”, identificar os prevaricadores. Não, não e nunca mesmo! Never, jamais!
Não é atribuição do professor agir como polícia, detective, wathever! É patético um professor anotar num papelinho o nome dos meninos maus! Quando um aluno tem um comportamento incorrecto e é convidado a sair da aula, tudo bem! Perante uma espécie de motim (imagino que tenha sido o caso) identificar os prevaricadores é, para além de indigno, contraproducente.
Dificilmente num contexto de confusão, alguém consegue ter capacidade para, de uma forma correcta, fazer esse trabalho. Depois vem a fase da confirmação e aí começam as perguntas ao desgraçado do professor que vai ter que justificar os nomes que registou.
Lamento mas é por atitudes destas em que, no meu entender, o professor se põe a jeito.
Também os receios de como os senhores directores vão aceitar ou não, é um sinal de imaturidade de muitos professores.
Como se usa dizer, quem tem medo compra um cão.
Eu, ao longo dos meus 41 anos de docência, sempre ouvi os “conselhos” dos meus colegas para que tivesse tento na língua!
Sempre disse o que entendia ter o direito ou o dever de dizer, nunca papagueei o que quer que fosse, nunca tive medo de processos disciplinares, porque sempre soube quais eram os meus direitos e os meus deveres, não só como professor mas, antes do mais como cidadão no pleno uso dos seus direitos. Sempre soube as leis que me regiam em primeira mão. Quero com isto dizer, directamente da fonte, isto é, do texto da lei.
Informo que esta forma de estar nunca me trouxe qualquer contrariedade, pelo contrário, descarreguei as minha indignações para fora fora, em vez de ficar com elas a atordoarem-me.
Se os professores se entendessem como adultos com pensamento e vontade própria e não uns debitadores de conteúdos que, fora disso, papagueiam os dislates de alguns directores, talvez não fossem tão desrespeitados pelos governos e também por muitos encarregados de educação.
Professores, reajam, o 25 de Abril aconteceu há 45 anos e ainda não foi revogado!
qmsqmss, um chapado idiota no Blog, esperemos que não dê aulas!
Grata pela atitude e pela partilha!!!
Tantas e tantas vezes já me apeteceu fazer o mesmo!!!
Nesta altura da minha vida, com 30 anos se serviço e tendo abandonado a vida empresarial para me dedicar ao ensino – sentia-me feliz na escola – pondero abandonar o ensino. Não tenho coragem para esperar pela reforma. É ultrajante o que se passa nas escolas. A minha dignidade e saúde física e mental estão em primeiro lugar.
Um caloroso abraço solidário!