Lista Colorida atualizada com retirados e colocados da RR21.
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Fev 09 2024
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Fev 09 2024
Se as listas definitivas do concurso de transição de QZP for publicado no dia 7 de março será batido o prazo mais rápido entre a publicação das listas provisórias para as listas definitivas, que aconteceu em 2023 com 37 dias.
Não se esqueçam que após o termino das reclamações tem de haver um prazo para análise das mesmas. Não é que devam existir muitas reclamações, mas algumas sempre vão existir. Como as reclamações terminam dia 19 de fevereiro só estou a dar uma tolerância de 12 dias úteis até as listas se converterem em definitivas.

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Fev 09 2024
No programa da Aliança Democrática na página 11 encontra-se um parágrafo onde se pretende fazer uma restruturação entre o 1.º e 2.º ciclo de forma a serem integrados num único ciclo (meu entendimento).
Não parece um mau caminho tendo em conta que em muitos países da Europa o 1.º ciclo tem uma duração de 5 ou 6 anos.
Mas eu sou mais apologista na implementação no 1.º ciclo de áreas curriculares específicas do 2.º ciclo como Educação Musical, Educação Visual ou Educação Física do que a tentativa de colocar um professor mais generalista no 2.º ciclo.
Reestruturar os ciclos do ensino básico, integrando os 1º e 2º ciclos, de forma a alinhar com a tendência internacional e garantir uma maior continuidade nas abordagens e um desenvolvimento integral dos alunos;
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Fev 09 2024
O Programa da Aliança Democrática tem como título “Mudança Segura” e abre o programa eleitoral com o capítulo “Educação e Formação” e as primeiras metas deste programa encontram-se logo na página 11 e são:
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Fev 09 2024
Com a publicação feita hoje das listas provisórias deixo o calendário atualizado deste concurso com a data que prevejo serem publicadas as listas definitivas com as colocações.
O prazo de 5 dias para as reclamações foi alargado para 6 dias e prevejo que no dia 7 de março as listas definitivas com as colocações sejam publicadas, para que no dia 8 de março abra o aviso de abertura do concurso interno/externo (se as vagas positivas forem as tais 20 mil).

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Fev 09 2024
Publicitação das listas definitivas de Colocação, Não Colocação, Retirados e Listas de Colocação Administrativa – 21.ª Reserva de Recrutamento 2023/2024.
Aplicação da aceitação disponível das 0:00 horas de segunda-feira dia 12 de fevereiro, até às 23:59 horas de quarta-feira dia 14 de fevereiro de 2024 (hora de Portugal continental).
Consulte a nota informativa.
SIGRHE – Aceitação da colocação pelo candidato
Nota informativa – Reserva de recrutamento n.º 21
Listas – Reserva de recrutamento n.º 21
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Fev 09 2024
Estão disponíveis para consulta as listas provisórias de ordenação, de exclusão e de retirados do concurso de Transição de Docentes dos Quadros de Zona Pedagógica – 2023. Consulte a nota informativa.
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Fev 09 2024
Depois das creches gratuitas, o PS quer alargar a gratuidade e universalidade do acesso ao pré-escolar a todas as crianças entre os 3 e os 6 anos, isto porque, apesar de ser supostamente gratuito para estas crianças, não o é na prática. Para isso, admite contratualizar com os privados e o sector social nos casos em que a oferta pública não seja suficiente. A taxa de cobertura pública para as crianças dos 3 aos 5 anos é de cerca de 50%…
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Fev 08 2024
Se o apuramento de vagas para QA/QE segue o mesmo princípio de anos anteriores não poderá ser com o resultado deste apuramento que vão surgir 20 mil vagas de QA/QE.
Depois de fazer o meu apuramento de vagas só me acresceu uma vaga positiva em relação ao último apuramento, mantendo-se ao mesmo de número de vagas negativas.
E o saldo ainda assim é negativo.
Ou o ME define uma nova forma de apurar vagas para lá do que se pede no apuramento ou então as 20 mil vagas positivas podem ser uma ilusão se outras tantas ou mais ainda forem vagas negativas.
Para este apuramento estar a ser feito nesta altura (antes da publicação de uma lista provisória de transição de QZP) só pode ser com uma intenção e acredito que seja para publicar a portaria de vagas lá para o dia 8 de março se o número for bom, ou adiar para o dia 11 de março se o número for mau.
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Fev 08 2024
De acordo com o Manual de Instruções para se passar à fase do apuramento de Vagas é necessário concluir o número de alunos por ano de escolaridade e verificar todos os dados associados aos docentes (Imagem 4).
Ao clicar no ícone do lápis, por enquanto só aparece a possibilidade de eliminar o docente com uma justificação e não é possível verificar qualquer dado do docente.
Assim não é possível submeter este passo para se passar ao apuramento das vagas.

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Fev 08 2024
Encontra-se disponível até às 18 horas de dia 14 de fevereiro de 2024 (hora de Portugal continental), a aplicação eletrónica Apuramento de Vagas 2024/2025, destinada à recolha de dados para apuramento de necessidades permanentes dos AE/ENA, assim como, para a identificação dos docentes que cumprem o previsto no n.º 2 do artigo 42.º e n.º 1 do art.º 43.º do Decreto-Lei n.º 32-A/2023, de 8 de maio.
SIGRHE – Apuramento de Vagas 2024/2025
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Fev 08 2024
Encontra-se disponível até às 18 horas de dia 14 de fevereiro de 2024 (hora de Portugal continental), a aplicação eletrónica Apuramento de Vagas 2024/2025, destinada à recolha de dados para apuramento de necessidades permanentes dos AE/ENA, assim como, para a identificação dos docentes que cumprem o previsto no n.º 2 do artigo 42.º e n.º 1 do art.º 43.º do Decreto-Lei n.º 32-A/2023, de 8 de maio.
SIGRHE – Apuramento de Vagas 2024/2025
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Fev 08 2024
Abriu esta tarde, ainda sem qualquer informação adicional, o apuramento de vagas QA/QE para o concurso interno 2024/2025 e para os concursos da norma travão e da vinculação dinâmica.
Este ano o apuramento de vagas tem em conta o número de alunos e docentes do Agrupamento, conforme imagens seguintes:


Logo que saia a Nota Informativa e o manual darei conta de mais informações.
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Fev 08 2024
A Direção-Geral da Educação disponibiliza às escolas e suas comunidades o documento Inclusão de Alunos Migrantes em Meio Educativo, que identifica os princípios, as estratégias, bem como sugestões e recursos que poderão constituir-se como uma mais-valia para a melhoria dos processos de inclusão dos alunos migrantes.
Com o objetivo de que as crianças e jovens migrantes usufruam de medidas de inclusão efetiva no sistema educativo, assim como na sociedade em geral, têm vindo a ser desenvolvidas pelas escolas diferentes ações que têm respaldo no quadro normativo existente, designadamente no Decreto-Lei n.º 54/2018, no Decreto-Lei n.º 55/2018 e, em particular, no Despacho n.º 2044/2022.
Com a publicação do documento Inclusão de Alunos Migrantes em Meio Educativo, esperamos que as escolas possam aprofundar a reflexão e ação, por forma a promover a valorização da diversidade através da implementação de medidas inclusivas para os alunos recém-chegados ao sistema educativo português, garantindo, assim, o direito à educação e à igualdade de oportunidades.
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Fev 08 2024
Na lista de aposentados ao dia 1 de março, publicada hoje, existem mais 299 docentes que passam a receber pela CGA.

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Fev 07 2024
Deixo novamente aqui o ficheiro com as vagas de QZP em formato Excel.
É muito provável que as listas provisórias sejam publicadas amanhã ou sexta-feira e assim podem ir analisando a vossa colocação em função do número de ordem da lista provisória com o número de vagas em concurso.
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Fev 07 2024
Estão previstos manifestos, marchas e arruadas em pleno ambiente de campanha eleitoral
O mês de fevereiro e o início de março, em pleno ambiente de campanha eleitoral, vão ter vários protestos no setor da Educação. Todos os fins de semana há ações marcadas e já não são só os professores a manifestarem-se em defesa da Escola Pública.
As ações de protesto arrancam já este sábado, com a apresentação de um manifesto por parte do movimento cívico de docentes Missão Escola Pública. O grupo de professores vai juntar os vários partidos políticos e personalidades da área da Educação num protesto no Largo do Carmo, em Lisboa, para apresentar o Manifesto Pela Escola Pública. O local e a data não foram escolhidos ao acaso: o Largo do Carmo está historicamente ligado à revolução de Abril e o dia marca um mês a anteceder as eleições legislativas antecipadas. Sob o lema “Vamos antecipar Abril”, o movimento apartidário e sem filiação sindical convidou todos os partidos políticos a estarem presentes. O PAN – Pessoas, Animais, Natureza, o Livre, a Aliança Democrática (coligação entre o PSD, o CDS-PP e o PPM) e o Bloco de Esquerda já confirmaram presença e a Missão Escola Pública espera resposta positiva dos restantes movimentos políticos.
Para o dia 17 de fevereiro, uma semana depois, está marcada uma Marcha pela Educação, com início no Largo do Rato, em Lisboa, às 14:00, e fim em frente à Assembleia da República. Os organizadores são professores do norte ao sul do país. Pedem “uma escola de qualidade, com boas condições de aprendizagem, onde não faltem assistentes operacionais, técnicos especializados, ou professores qualificados para a docência”. “Os profissionais da educação, e além disto, também exigem a dignificação e estabilidade das carreiras”, acrescentam os organizadores, num texto publicado no blogue VozProf.
O movimento cívico de pais e encarregados de educação Pais em Luta pela Educação está a organizar um protesto para o dia 24 de fevereiro. Trata-se de um sábado em que prometem não ficar em casa e marchar em Lisboa, entre o Ministério da Educação e a Assembleia da República. Os problemas que identificam são os mesmos de que davam conta em setembro, aquando da fundação do grupo: há escolas sem condições, turmas sobrelotadas, faltam professores, assistentes operacionais e técnicos especializados, e dizem ainda que a violência e a indisciplina não param de aumentar.
A manifestação vai decorrer em Lisboa e o percurso não foi escolhido ao acaso: “Vamos iniciar no Ministério da Educação, onde estão os governantes que tutelam a pasta, e terminar na Assembleia da República, onde estão os nossos deputados, representantes eleitos pelo povo”.
Para 2 de março está agendada uma “arruada pela Educação”, organizada pelo S.TO.P (Sindicato de Todos os Profissionais da Educação), que convida “outros setores profissionais solidários a estarem presentes e a participar”. A iniciativa é o culminar da campanha pela Escola Pública que o S.TO.P. iniciou em finais de janeiro e vai continuar na próxima semana, com iniciativas em várias regiões do país, incluindo greves, protestos e plenários profissionais em várias escolas.
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Fev 07 2024
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Fev 06 2024
Que previ que pudessem ser publicadas hoje. Apontei para esta data porque igualaria o mesmo prazo de 2019 com uma distância de 35 dias entre a abertura do concurso e esta publicação. Se as listas provisórias não forem publicadas esta semana já entraremos acima dos 40 dias, que iguala os piores prazos desde 2015.

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Fev 06 2024
Tem o Capítulo 5 (página 45 à 51) todo dedicado à educação e tem ideias interessantes , em especial no ponto 5, das quais destaco:
Também refere o seguinte na página 130:
5 Dignificar o trabalho no Estado:
“considerando a contagem integral do tempo de serviço do pessoal docente e de todos os trabalhadores das carreiras e corpos especiais da administração pública, com uma regularização total a dois anos ou com outro prazo resultante do diálogo social; ”

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Fev 06 2024
Para quem ainda acha que as Provas Finais do 9.º ano poderão ser feitas em papel é favor de ler o Projeto de Regulamento do JNE para 2024 que se encontra em audição.
Resta saber se o governo de 11 de março anula as provas de aferição e corrige esta obrigatoriedade das provas do 9.º ano serem feitas exclusivamente em formato eletrónico.

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Fev 06 2024
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Fev 05 2024
Os ministros dos Negócios Estrangeiros e da Educação, João Gomes Cravinho e João Costa, chegaram a Kiev para uma visita de dois dias destinada a discutir em particular a reconstrução de escolas no país em guerra

A educação é o grande destaque da agenda desta segunda-feira, com a realização do III Fórum de Reconstrução de Jitomir, que reúne dezenas de intervenientes ao longo do dia, numa organização tripartida de Portugal, Ucrânia e Estónia.
Durante a manhã será assinado o Memorando de Entendimento entre Portugal e a Ucrânia, com vista à reconstrução de estabelecimentos e equipamentos escolares.
Será ainda apresentado o projeto de construção do Liceu n.º 25, que ficará a cargo da Construção Pública, E.P.E., representada nesta Conferência Internacional pelo seu vogal, Luís Andrade.
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Fev 05 2024
Encontra-se disponível a aplicação que permite ao candidato efetuar a aceitação da colocação do Concurso extraordinário de docentes do ensino artístico especializado das artes visuais e dos audiovisuais, das 10:00h do dia 5 de fevereiro até às 23:59h de Portugal continental do dia 6 de fevereiro de 2024.
Caso pretenda interpor recurso hierárquico, a aplicação encontra-se disponível das 10:00h do dia 5 de fevereiro até às 18:00h de Portugal continental do dia 9 de fevereiro de 2024.
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Fev 05 2024
Docentes recém-entrados no quadro só progridem no final do ano. Professores a contrato progridem de imediato. FNE alerta para ultrapassagens ilegais e injustas.

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Fev 05 2024
A escola em Portugal atravessa uma encruzilhada de que parece não querer sair. Os alunos acham que não estão a aprender nada. Os professores acham que não estão a ensinar nada. Os pais acham que a escola não lhes pertence. A esmagadora maioria dos agentes educativos deixou de acreditar num futuro viável para o sistema de ensino.
Não andaremos muito longe da verdade se concluirmos que, em grande medida, esta desacreditação voluntária e voluntarista do sistema (porque tornou-se um desporto nacional rebaixar a escola pública) prende-se com a crescente inadaptação da escola ao tempo e ao mundo que a rodeia.
Toda a gente concorda que os tempos mudaram. O mundo mudou. Ninguém parece discordar que os miúdos são hoje completamente diferentes dos de há vinte ou trinta anos. É discutível. Mas é um facto que a voracidade da tecnologia e da semiologia mediática transformaram completamente os formatos e as ambições de conhecimento dos nossos jovens. Dos adultos também. Todos queremos aprender outras coisas e queremos conhecê-las de um modo completamente diferente daquele a que todos nos habituámos. A miudagem mais ainda.
Uma das muitas evidências desta transformação é que não há quem não exija – e bem – uma urgente redução do número de alunos por turma. Um horizonte que se torna cada vez mais mirífico por causa dessa cegueira antipatriótica que foi proibir durante anos a admissão de novos professores na carreira.
Turmas bastante mais pequenas do que as que temos são uma imprescindibilidade óbvia para todos os que alguma coisa conhecem do universo escolar actual. Este mundo em mutação provou-nos que não é pedagogicamente sustentável acreditar no sucesso escolar sem atender mais imediatamente aos interesses de cada indivíduo que deseje aprender coisas.
Diz-se que os miúdos estão menos respeitadores e mais desobedientes, menos interessados e mais agitados. Diz-se também que os professores não sabem manter a disciplina nas suas salas de aula. Diz-se ainda que os pais se converteram em vassalos dos egoísmos dos seus filhos. E, saltitando de frase feita em frase feita, tudo vai valendo e nada se altera, porque não se saberia por onde começar.
Há quem diga, sem rir, que é muito difícil “mantê-los calados e quietos durante 90 minutos”. E todos anuem. Como se estar “caladinho e quietinho” fosse o propósito de uma educação que se pretende “crítica e criativa”, como agora se diz muito que a escola deve ser.
A realidade é que estes pseudo-argumentos funcionam e proliferam como álibis da mediocridade. Enquanto os culpados desta era de decadência forem os alunos ou essa bugiganga chamada “sociedade”, então os demais livram-se de todo o mal. De toda a responsabilidade. A espada de Dâmocles impende sobre outrem e isso é suficiente para que se acomode na sua poltrona todo o cinismo e toda a hipocrisia. Parafraseando o poema do velho Brecht: se os alunos são o povo das escolas, dissolva-se o povo e eleja-se outro.
A questão é que por todo o lado salta à vista que a escola perdeu o seu pé. A escola embateu num iceberg, de cujo tamanho nem suspeita, sente-se a si mesma como náufraga em mar alto, e insiste em tocar violino. Não aceita o mundo em que vive e anseia por desistir a tempo. O último que apague a luz. É iniludível que os modos de fazer aprender têm de reencontrar-se com o mundo lá fora.
A um mundo empolgado, criativo e provocante, responde a escola com uma obstinação academista, categórica e protocolar. Existem múltiplos formatos pragmáticos e envolventes que instigam efectivamente ao apreço pelo acto voluntário de querer saber.
Há enxames de profissionais sérios a estudar e aplicar estes novos formatos. Por todo o lado se divulgam práticas objectivas, concretas de tornar o estudo apetecível e congruente. É mesmo verosímil trazer a miudagem para o mundo lógico e sensorial do conhecimento. São aos milhões os professores, os alunos, os pais que tudo fazem para que as coisas caminhem nesse sentido. Mas deparam-se com a oposição obstinada de quem nada faz, nem quer que se faça.
Instalou-se nas escolas um fingimento e um pretensiosismo educativo que busca a uniformização de tudo, a inflexibilidade nos modos e nos conteúdos; há uma escola jacente e apavorada pela mudança que impõe o seu autoritarismo sobre todos e que se entregou a um impasse anímico.
Esta inércia instituída leva muitos professores e alunos à frustração, à solidão e à resignação. Num mundo que cresce a olhos vistos, sustentado na adaptabilidade e na elasticidade de todo o conhecimento, a escola parece viver numa espécie de greve existencial, de onde só se vê aquilo que já antes foi visto. É imprescindível não comer gato por lebre – e reconheça-se que, pedagogicamente, não faltam por aí gatos escondidos com o rabo de fora. Mas a prudência, indispensável em educação, não se confunde com a mais elementar renúncia de tudo o que fuja ao instituído. Existe um activo e incansável imobilismo nas nossas escolas que amesquinha e esboroa qualquer entusiasmo, qualquer prática didáctica que tenha o mais leve aroma a mudança.
O desânimo e o faz de conta são colossais. As estatísticas, os rankings e as “boas práticas” tornaram-se a sobremesa favorita da educação. Enquanto são servidas em bandejas cintilantes, continuamos na mesma.
Nos conselhos de turma ouve-se constantemente que “A Rita tem “potencial” mas parece que não quer saber de nada”. Depois segue-se um arrazoado sobre a família da Rita. É tudo verdade. Mas, ao mesmo tempo, é tão óbvio que os miúdos não se revêem minimamente nas orientações tradicionais das metodologias de ensino que incidem ainda poderosamente na ideia de uma prática de reprodução acrítica de conteúdos definidos de modo centralizado, sincronizado e uniformizado.
Sem uma resposta clara, plural, responsável e pragmática, para os desafios que os miúdos, os seus pais e os nossos dias nos colocam a todos, não há forma profissional de trazê-los para a luz que de nós esperam. Precisamos de uma escola eclética, híbrida, elástica, dobradiça e mais ansiosa por aprender do que por ensinar.
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Fev 05 2024
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Fev 04 2024
Um guarda da PSP, voluntariamente, manifestou-se em frente à Assembleia da República e, em pouco tempo, sentiu-se acompanhado por muitos milhares de colegas de profissão que largaram tudo para o apoiar e não baixaram os braços até serem recebidos pelos representantes dos partidos. Durante dias da semana, sem medo, perturbaram e chamaram a atenção, sem preocupações de prejudicar a segurança pública enquanto lutavam pelos seus direitos.
Os agricultores vieram para as ruas em dias de semana, cortaram estradas, passaram noites em branco ao relento e não desmobilizam enquanto não virem satisfeitas as suas reivindicações, alegando que agora é o momento.
Os médicos, com a sua luta e greve, não se preocuparam em pôr em risco a saúde e a vida de doentes, mantendo-se determinados e intransigentes.
Os professores têm os sindicatos a anunciar tréguas até às eleições e, quando alguns professores tentam renovar a luta (fui o 1º a tentar fazê-la renascer logo na 2ª semana de janeiro), assistimos à indiferença de muitos colegas, como se nada fosse com eles, enquanto outros tentam desacreditar e desmobilizar os que ainda tentam lutar por todos.
Greves aos dias de semana, não dão jeito, bloquear as estradas é violento, perturbar, pode causar incómodos aos outros cidadãos, passar uma noite em branco, pode matar-nos, parar as escolas, pode deixar-nos a passar fome e prejudicar os alunos e arranja-se todo um conjunto de justificações para não se fazer nada que as outras classes profissionais fazem. É sempre mais do mesmo, com a sala de professores e as redes sociais a servirem de muro das lamentações, mas empreender uma luta que parasse tudo e incomodasse, obrigando a classe política a responder às nossas reivindicações, é aborrecido e dá trabalho.
Forças de segurança e agricultores, com um nível médio de instrução inferior ao dos professores, demonstram um nível de inteligência muito superior.
E, nós, mais uma vez, iremos assistir a outras classes profissionais conseguirem alguma coisa, porque foram bater-se sem tréguas, enquanto nós ficamos em casa a lamentar-nos à espera de que tudo se resolva por si só?
Não tenho qualquer dúvida de que o maior desafio está dentro de nós e tem nomes – vontade e coragem. Dois sentimentos que, quando se juntam, se tornam invencíveis.
Carlos Santos
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Fev 04 2024
Diretores das escolas públicas querem enquadramento especial para os alunos que não tiveram professores ao longo do ano letivo e vão ser sujeitos a exame nacional. Em causa está a “desigualdade e a equidade do sistema”.
Há famílias que gastam centenas de euros por ano em explicações para colmatar as aprendizagens a que os filhos não têm acesso por falta de professores.”
A afirmação é de uma proprietária de um centro de estudos no coração de Lisboa, que adianta ainda ter “cada vez mais alunos de classe média-baixa e baixa a recorrer a apoio externo à escola. A fonte, que não se quis identificar, explica ao DN ter havido “um aumento exponencial” de pedidos de aulas privadas após a pandemia e, novamente, este ano letivo, por haver alunos “sem aulas a disciplinas sujeitas a exame nacional que já passaram pelo mesmo problema no ano letivo passado”.
“Matemática, Física, Química e Português são as disciplinas mais procuradas, mas o aumento verifica-se na quase totalidade das disciplinas do currículo de 2º e 3º ciclo e Secundário. E há cada vez mais famílias a fazer grandes sacrifícios económicos para dar essa ajuda aos filhos”, sublinha.
A lei da oferta e da procura levou ainda a um aumento do valor por hora de explicações, havendo professores a cobrar 80 euros por hora para aulas privadas, principalmente no Secundário. “Eu não cobro esses valores, mas já tive de encaminhar pedidos para colegas que o fazem porque estou sem espaço para tantos alunos que me procuram. A verdade é que os valores estão elevados, mas mesmo assim há falta de professores disponíveis para dar explicações”, conta a mesma fonte.
A proprietária do centro de estudos tem clientes que “cortam à comida na mesa dos adultos para ajudar os filhos que querem entrar no Ensino Superior”. “As médias de entrada na universidade são tão elevadas que, sem professor e mesmo sendo um bom aluno, é necessário um apoio extra para garantir o seu futuro académico. Há alunos com explicações a mais de três disciplinas”, justifica.
“Fatura paga pelos miúdos”
Elisa Cardoso, proprietária do centro de estudos 100 Dúvidas, no Castelo da Maia, também já não tem capacidade para aceitar mais explicandos, numa altura em que “a oferta está muito abaixo da procura”. Esre aumento de pedidos, diz, prende-se com aprendizagens em falta devido à pandemia, mas também “pela falta de professores e pelo facilitismo dos últimos anos”.
“Tenho alunos que tiveram quatro professores de Matemática diferentes desde o início do ano. Outros que estiveram muito tempo sem professor a várias disciplinas. A escola pública não está a dar resposta e a fatura é paga pelos miúdos. Face às dificuldades para acompanhar os conteúdos, têm de recorrer a explicações, com os sacrifícios inerentes para as famílias”, sustenta.
Elisa Cardoso, professora de Física, Química e Matemática lamenta “o estado em que a Educação se encontra” e que leva “cada vez mais famílias a recorrer a escolas privadas e a apoio fora da escola”. “As famílias que podem”, conta, “colocam os filhos em colégios, onde o corpo docente é mais estável e há mais acompanhamento, e as que têm menos recursos, optam por explicações”, de forma a garantirem uma média que possibilite a entrada no Ensino Superior.
“Senti um aumento em todos os ciclos, e até no 1º ciclo, algo que não era comum há uns anos. Para além dos motivos que já referi, temos também o excesso do número de alunos por turma, o que leva a menos apoio do professor em sala de aula. Uma situação transversal a todos os ciclos”, reforça.
Rui Moreira, presidente da Associação de Pais da Escola Secundária Sebastião da Gama (ESSG) e presidente do conselho fiscal da Federação Concelhia de Setúbal das Associações de Pais faz o mesmo relato e afirma que “os centros de estudo em Setúbal estão superlotados”. “Para além da falta de professores, temos o problema do excesso de alunos por turma, algumas com 28 e com alunos com necessidades educativas especiais. Essas deveriam ter 22 alunos. Os professores acabam por abandonar alguns, porque não conseguem dar apoio a todos, e os pais recorrem a explicações”, denuncia.
Rui Moreira diz também estar a assistir-se a uma gestão escolar de “migração dos professores do 3º ciclo para o Secundário”, por falta de recursos. Os alunos de 3º ciclo ficam, assim, segundo conta, “prejudicados, porque as escolas têm de pesar onde o prejuízo para os alunos é menor”. “A título de exemplo, este ano tivemos uma turma de 9º ano a quem foi retirado o professor de Física e química para o passar para o Secundário. Os alunos acabaram por estar várias semanas sem professor antes que a escola conseguisse contratar outro”, recorda.
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Fev 04 2024
Eugénio Tamagnini foi Vice-Reitor da Universidade de Coimbra e Ministro da Educação Pública do Governo de Oliveira Salazar entre 1934 e 1936…
Em 1934, Eugénio Tamagnini, de acordo com uma gradação da inteligência, pressuposta e conjecturada por si, categorizou os indivíduos em idade escolar, apresentando a respectiva distribuição, em termos de percentagem, da seguinte forma:
– Indivíduos ineducáveis (8%);
– Indivíduos normais estúpidos (15%);
– Indivíduos com inteligência média (60%);
– Indivíduos com inteligência superior (15%);
– Indivíduos notáveis (2%)…
O conceito de inteligência sofreu muitas reformulações desde 1934, mas, à época, a categorização apresentada por Eugénio Tamagnini, talvez influenciada pelo pensamento de Alfred Binet e Théodore Simon, seria perfeitamente aceitável…
Pelo olhar actual será impossível não considerar como escabrosa a rotulagem concebida por Eugénio Tamagnini…
Ainda assim, torna-se muito tentador utilizar a mesma terminologia, quando se avalia o actual espectro político português, fazendo as necessárias alterações, em termos de percentagens:
– Políticos “ineducáveis” (95%);
– Políticos “normais estúpidos” (3%);
– Políticos “com inteligência média” (2%);
– Políticos “com inteligência superior” (0%);
– Políticos “notáveis” (0%)…
Da Esquerda à Direita, Portugal mais parece um “território protegido” ou uma “reserva natural” de Políticos “ineducáveis”, tomados que estão, esses “cidadãos públicos”, pela crença na sua própria impunidade…
No geral, os Políticos “ineducáveis” não aprendem com os seus próprios erros, nem os corrigem;
Agem como se todas as suas acções estivessem abrangidas, e protegidas, pela ausência de qualquer castigo ou punição;
Bastará analisar a quantidade e a gravidade de delitos económicos, relacionados com corrupção, alegadamente cometidos por muitos desses Políticos “ineducáveis”, para se perceber o enraizamento da crença na sua própria impunidade;
Não atribuem qualquer importância aos julgamentos que possam ser feitos acerca de si, nomeadamente ao facto de não inspirarem confiança nem honestidade…
No meio dessa “reserva natural” de Políticos “ineducáveis” há Médicos, há Enfermeiros, há Polícias, há Agricultores e também há Professores, com uma “pequena” diferença entre si:
– Os Médicos e os Enfermeiros conseguiram domar alguns desses Políticos “ineducáveis”, os Polícias e os Agricultores também estarão a caminho de o concretizar e os Professores vão assistindo às lutas alheias…
– Os Professores vão assistindo às reivindicações destemidas dos Médicos, dos Enfermeiros, dos Polícias e dos Agricultores…
– As escolas continuam abertas, em pleno funcionamento, com os Professores, sempre muito dóceis, a fazer o seu trabalho como se tudo lhes corresse pelo melhor e como se não tivessem motivos, mais do que suficientes, para “abanar” o país…
– O país, que não chegou a ser “abanado” pelos Professores, já se esqueceu, há muito, da pretensa luta Docente que, sem dar sinais vitais, visíveis e audíveis, acabou remetida à indiferença e ao entorpecimento…
Na verdade, aquilo que os Professores mais têm feito tem sido Assistir:
– Assistir à coragem alheia;
– Assistir às vitórias alheias;
– Assistir ao prazer do sucesso alheio, afectados por um certo “voyeurismo” e pela frustração de se verem confrontados com o seu próprio fracasso;
– Assistir, como se fossem meros espectadores…
Pela sua capacidade de mobilização e pela sua força de união, Médicos, Enfermeiros, Polícias e Agricultores conseguiram demonstrar que têm a coragem necessária para fazer parar o país, se necessário for…
Perante lutas sérias e profissionais corajosos, alguns Políticos “ineducáveis” têm sido obrigados a ceder e a atender às reivindicações de certas classes profissionais…
Os Professores só não o conseguem porque não querem…
No geral, os Professores continuam “perdidos” e entretidos nas suas quezílias internas, muitas vezes assoberbados com a “medição do tamanho de alguns órgãos do corpo humano”, a vaidade individual constitui-se como um apelo inultrapassável…
Os Sindicatos que supostamente os representam continuam num beco sem saída, reféns de si próprios, com discursos e “acções” meramente destinadas ao “consumo interno” dos próprios Sindicatos, sem quaisquer efeitos ou benefícios concretos para os putativos representados…
Face aos Políticos “ ineducáveis” que abundam por aí e às eleições do próximo dia 10 de Março, existirá, neste momento, algum Político, ou algum Partido Político, capaz de suscitar um verdadeiro entusiasmo por parte dos eleitores?
Com franqueza, não creio que exista esse Político, nem esse Partido Político, nem esse entusiasmo…
Da minha parte, será, com certeza, a primeira vez que irei votar sem qualquer convicção genuína, procurando, apenas, fazer uma escolha pelo critério do “mal menor”, tendo como principal objectivo contribuir para que o Chega e o Partido Socialista não consigam alcançar resultados satisfatórios…
O Chega nunca prestará e o Partido Socialista actual também não presta, são essas as únicas convicções que me farão sair de casa, para ir votar no próximo dia 10 de Março…
Podemos sempre “fazer a descoberta do que presta e não presta nesta vida” (Miguel Torga)…
O “escárnio” e a “maledicência” presentes neste texto pretendem ser uma crítica, sem complexos, aos maus costumes instalados, numa conjectura política e social onde dificilmente se vislumbrará alguma saída airosa.
O conteúdo deste texto apenas me compromete a mim, que o escrevi.
Paula Dias
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Fev 04 2024
Por de trás da retórica do “está tudo a correr às mil e uma maravilhas”, esconde-se o que vai nas ruas do país.

Desde o início do ano já foram marcadas 66 greves em diversas áreas de actividade do Estado – Educação, Saúde, Justiça, Administração Local e Agricultura e Alimentação.
Os Professores já saíram à rua e vão sair outra vez no dia 10 de fevereiro, as forças de segurança (que não podem fazer greve) organizaram a maior manifestação de sempre, os jornalistas também, sobre a habitação, também, manifestaram-se e continuarão a manifestar-se; os agricultores saem com os seus tratores e outros(as) lhes seguirão os passos, porque a vida custa a todos e a qualidade de vida não tem vindo a melhorar. Os médicos já receberam a esmola e ainda não decidiram se irão novamente para a rua.
A retórica continua a anunciar que o País está melhor, que a inflação está controlada, que o défice desceu, que a dívida externa está contida, que as urgências hospitalares dão resposta a todos, que nas escolas está tudo bem e que ninguém tem razões para se queixar. Mas a realidade é um pouco diferente, a inflação entra nos bolsos dos portugueses, o défice e a dívida externa não se reflectem nas nossas carteiras, esperamos 10 horas à porta das urgências e nas escolas ninguém está satisfeito (vejam os resultados das Provas de Aferição e do PISA). Se o País estivesse melhor, 40% dos novos licenciados não fugiriam para outros países e ficariam por cá.
O “leilão” eleitoral está na rua, também. A oratória continua a ser a de outras campanhas: promessas, anúncios de medidas avulsas, crítica de uns em relação a outros e de outros em relação a uns. Enquanto isso, há famílias inteiras a viver na Gare do Oriente (considera-se Rua), crianças e adolescentes, com os progenitores.
Todos os partidos políticos anunciam a recuperação do tempo de serviço, ainda congelado, dos professores, mas nenhum especifica como pretende fazê-lo. Uma coisa é um anúncio, outra é saber, especificamente, como vão proceder. Atira-se areia para os olhos das pessoas e espera-se que ninguém esfregue os olhos antes do dia 11 de março.
A clareza das intenções do que ouvimos prometer é escassa e leva a interpretações que, por experiência, fica na área cinzenta das intenções, não é branca nem preta, cumpre-se se “der” se não “der” não se cumpre e está tudo bem.
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Fev 03 2024
Não tem uma única frase que contemple a recuperação do tempo de serviço dos professores, por isso a fraca adesão dos professores ao Partido da Iniciativa Liberal, conforme várias sondagens feitas aqui no blog.
A grande solução da IL é contratar professores aposentados e pouco mais do que isso.
Consultar aqui o Programa da Iniciativa Liberal
E o que propõe a IL relativamente à carreira dos professores?
No início do primeiro período do ano letivo 2023/2024, cerca de 100.000 alunos não tinham professor a pelo menos uma disciplina. No início do segundo período, ainda estavam nesta situação cerca de 40.000 alunos. A falta de professores nas escolas portuguesas é uma realidade e vai agravar-se nos próximos anos, devido ao envelhecimento da classe docente e à falta de atratividade que a profissão tem para os jovens, nomeadamente do ponto de vista salarial. À entrada na carreira, os professores têm, em média, um salário inferior ao de outros profissionais com habilitações semelhantes no setor privado, ou custos forçados de realocação para acesso à profissão em muitos casos por ingerência no processo de recrutamento. É urgente proceder à reestruturação da carreira docente, valorizando os seus profissionais, garantindo melhores condições de trabalho, e criando um contexto de atratividade não apenas para novos entrantes na profissão, mas também para recuperar aqueles que a trocaram por outras alternativas. Dessa forma deve ser promovido um modelo:
1) que garanta um sistema de avaliação baseado no desempenho e na eficácia do professor e não apenas na antiguidade, podendo incluir avaliações de desempenho regulares, feedback dos alunos e resultados escolares dos alunos adaptados ao contexto e realidade do território educativo;
2) que potencie e promova um sistema de formação contínua, valorizando participação em conferências, workshops e cursos de atualização e formação;
3) que recompense o desempenho excepcional incentivando a excelência no ensino.
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Fev 03 2024
Polícias que faltaram ao jogo Famalicão-Sporting “meteram baixa médica” e o presidente do Sindicato Nacional da Polícia alerta que “isto vai alastrar a todo o país”. Na SIC Notícias, Armando Ferreira lembra que é a PSP “quem transporta as urnas de voto”, pede diálogo “rápido” com o Governo e diz que os polícias também gostavam de ver Marcelo .

Isto vai alastrar-se a todo o país”, avisa Armando Ferreira, presidente do Sindicato Nacional dos Polícias, que este sábado, na SIC Notícias, admitiu que, depois do Famalicão-Sporting, também os jogos do Porto e do Benfica possam ter que ser cancelados por falta de policiamento. Mais: avisou que o protesto “é grave” e pode até pôr em causa a realização das eleições de 10 de março, se o Governo não resolver…
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Fev 03 2024
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