Só Aos Professores e Aos Médicos…

É que não há qualquer vontade política de resolver os seus problemas.

1250 técnicos superiores da função pública aumentados em 263,15 euros em 2024

 

Governo antecipa valorização da carreira geral de técnico superior, sem perda de pontos de avaliação. Medida vai custar 16,5 milhões de euros no próximo ano.

As três estruturas sindicais representativas dos trabalhadores da administração pública – Fesap, STE e Frente Comum – saíram ontem satisfeitas da reunião com a secretária de Estado da Administração Pública, Inês Ramires, sobre a revisão da carreira geral de técnico superior. O Governo avança com a redução das posições remuneratórias para que os trabalhadores consigam atingir mais cedo o topo da carreira, e sem que percam pontos de avaliação. E antecipa em um ano a passagem dos trabalhadores na primeira posição da tabela para o novo valor de entrada na carreira, medida que estava prevista apenas para 2025.

 

As posições remuneratórias passam das atuais 14 para 11, “o que vai resultar em aumentos salariais diretos para cerca de 40 mil trabalhadores, já em 2024”, garante o gabinete da Ministra da Presidência, em comunicado. Esta alteração, conjugada com o novo sistema de avaliação do desempenho (SIADAP), vai permitir a um trabalhador com um desempenho de “excelente”, atingir o nível máximo em 27 anos em vez de 40, sublinha o Governo.
Além disso, explica a nota à imprensa, “a carreira passa a ter uma nova posição de entrada, deixando de existir a atual primeira posição, que corresponde a um salário base de 1122,84 euros. Desta forma, os cerca de 1250 técnicos superiores nesta posição passarão automaticamente para a nova posição de entrada, no valor de 1385,99 euros, em 2024”. Apenas estes trabalhadores, que passam para a nova primeira posição da carreira e vão beneficiar de uma subida salarial de 263,15 euros já em 2024 vão perder pontos de avaliação.

Estas alterações vão abranger também as “carreiras especiais de técnico superior especialista em orçamento e finanças públicas do Ministério das Finanças e de técnico superior especialista em estatística do Instituto Nacional de Estatística”, que de 14 passam a 12 posições remuneratórias, explica ainda o Governo.

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6 comentários

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    • PS on 28 de Novembro de 2023 at 10:15
    • Responder

    E depois dizia o sr. demissionário se recuperamos o tempo de serviço dos professores, temos de olhar para as outras carreiras. É mesmo para dizer olham para as outras carreiras e os professores que sempre deram tudo em prol da escola e da sociedade ficaram a ver navios com este partido que esteve 8 anos no poder. Já não há pachorra!

      • Miguel Jacinto on 28 de Novembro de 2023 at 10:47
      • Responder

      Os docente normalmente após 4 anos mudam de escalão, alguns e a maioria dos técnicos superiores, só após 10 anos…

        • J on 28 de Novembro de 2023 at 11:24
        • Responder

        Então compara o salário de um quadro técnico especializado do Estado com o de um professor!
        Então vai ver quantos mudaram de 4 e 4 depois da Lurdes Rodrigues!
        Então sujeita-te à vergonhosa avaliação desempenho docente dos professores!
        Então sujeita-te a levar com 30 alunos de hora a hora desde as 8 horas até às 6!
        Então sujeita-te a reuniões fora do horário das 9 às 5 e trabalha ao fim de semana também!
        Então faz a formação de base e contínua que é exigida a um professor!

    • PDF on 28 de Novembro de 2023 at 11:17
    • Responder

    Os professores e os médicos são párias para este desgoverno!
    Curiosamente os médicos estão a fazer-se ouvir enquanto os professores estão a ser boicotados.
    Honras sejam feitas a quem tem encerrado escolas. E são muitas por estes dias. De Norte a Sul, embora os usuais respiradouros do professorado andem distraídos no que a isto diz respeito e até muito caladinhos.
    Quer queiramos, quer não, há um descontentamento enorme e trabalho de luta a fazer-se nas escolas. Embora muitos professores tenham plena consciência da luta de poleiros que se avizinha, ainda mantêm sentido de justiça e de decência e por isso se manifestam e fazem greves. O filme do ano anterior está em vias de repetição: sindicatos e associações de professores a fingirem de mortos para depois irem correr atrás do prejuízo (Apenas para fazer cenário, tarde e a más horas. O que mais lhes interessa não são os professores, nem as escolas, nem a qualidade da educação!).
    Uma diretora e vários professores foram alvo de processos de perseguição. Coartou-se-lhes a liberdade de pensamento e de expressão na sequência dos serviços mínimos ilegais declarados pelo ministro. Onde está a solidariedade dos professores? A diretora ainda recebeu apoio de muitos professores anónimos que andam a lutar porque já não suportam mais este fingimento português. E os seus pares diretores, algum se mobilizou? Em causa, tão simplesmente, uma tarja de “estamos a dar a maior aula das nossas vidas”. É esta a liberdade de expressão conquistada há 50 anos?
    Em relação aos docentes alvo da mesma aleivosia persecutória, alguma associação ou diretor está do lado deles? Individualmente, quantos? E colegas? Há apoio, ou não há?! Esses professores, tal como aquela diretora, apenas exerceram o seu direito à liberdade de expressão e exerceram o Direito ao Direito do Direito da greve!
    É assim que se pactua com o esboroamento da democracia! É através da indiferença, da falta de solidariedade e do silêncio que se destrói aquilo que ninguém quer voltar a repetir: ditadura, seja de esquerda, ou de direita, ou de mercado!
    Há gente apenas fervorosamente dedicada ao plantio de laranjeiras, há os que estrumam mais o roseiral e meia dúzia que se contenta com um lugarzinho ao sol num qualquer populismos ou extremismos! Neste contexto os professores são apenas a escada para trepar o feijoeiro que cresce até ao céu! ( ou será antes o inferno?!)
    Parece que só resta mesmo continuar a protestar, caso contrário a discriminação negativa em relação a médicos e professores continuará, tal como a falta de equidade e a humilhação!
    Liberdade, igualdade e fraternidade em perigo! Apesar de tudo ainda vai havendo quem mexa a favor dos professores. Há que o reconhecer. A verdade é uma: quem cala em democracia contribui para a ditadura!

    • Padre Marx on 28 de Novembro de 2023 at 13:29
    • Responder

    Comparar a ganância dos srs doutores objectores de consciência e que se escusam de responsabilidades por birra e pedem 30% de aumento com os professores que não se escusam de nada, que vão para todo lado e fazem todo o serviço e ganham muito menos ou é má-fé ou pura demagogia.

    • Francisco on 28 de Novembro de 2023 at 15:08
    • Responder

    Má fé.
    Uns são stores, outros são doutores.

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