Merece Destaque

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Como vai o presidente do IAVE “assumir todas as responsabilidades, caso alguma coisa falhe”? Vai pôr os alunos a fazer outro exame em papel, depois do falhanço do digital? Como aconteceu em 2023? Vai garantir o acesso dos alunos “cobaias”, nas mãos de ineficazes, aos cursos superiores pretendidos?

Que erros diagnosticou o IAVE antes das provas digitais de 2023? Nenhuns,  porque os diretores cooperantes disseram que correu tudo muito bem, com destaque para Filinto Lima, presidente da Associação Nacional de diretores. Os erros persistem atualmente.

O presidente do IAVE garantiu que estava tudo preparado para as provas digitais de 2023, como faz agora para o 12°  ano. Falhou. Todos, os alunos, professores e pais, sabem que nada foi resolvido. A internet e as máquinas continuam a falhar, constantemente. As equipas do IAVE são as mesmas ineficazes que fazem testes à memória,  em vez de avaliarem a literacia.  Como fazem os testes internacionais de literacia PISA, PIRLS e TIMSS.

Não se verifica que o IAVE “aprende com os  erros”. É mentira. As provas digitais só avançam contra tudo e todos para justificar o gasto de milhões de euros com o clientelismo do digital, herdeiros do “choque tecnológico de Sócrates “. Segundo o tribunal de contas já foram 500 M € em negócios sem transparência, exigência do estado de direito que desapareceu com António Costa. 

O “piloto para as provas finais de ciclo do 9.º ano” , mostrou fragilidades, mas isso não impeliu o IAVE a fazer o  necessário: garantir internet e máquinas funcionais e  elaboradores de provas que compreendem o conceito de literacia. Os enunciados de exames deixaram de avaliar a literacia em 2020,  depois de sanearam o antigo diretor, um dos competentes.

É verdade que o digital permite conteúdos interativos, é o que fazem os testes internacionais de literacia. Contudo, as provas digitais do IAVE estão longe disso. São meros PDFs . O vídeo da prova de aferição de ciências 8º ano feito em 2023 é disso evidência.  Não permite, por exemplo, recuar e avançar.  Para ver um ponto só permite ver tudo do início.

Mais grave do que a ineficácia do digital para desenvolver literacia é a dos enunciados que voltaram aos anos oitenta do século passado.  Avaliam predominantemente a capacidade de reproduzir factos e processos de forma compartimentada, tal como foram aprendidos. O contrário do que o propagandeado “Perfil do Aluno ”  parce defender.

O que os exames posteriores a 2020 avaliam não é literacia. Não é pensamento complexo. Antes, os exames nacionais avaliavam a literacia, como fazem os testes internacionais. Tinham contextos novos, não trabalhados nas aulas, apresentados em texto e imagem e faziam perguntas para avaliar a capacidade de análise crítica e criar novas respostas para problemas novos. Os facilitistas a quem António Costa entregou a educação confundem opinar com análise crítica. Confundem fazer cartazes e videos com criar.

A revogação dos programas e a imposição das aprendizagens essenciais acabaram com o desenvolvimento da literacia. Os enunciados das provas do  IAVE posteriores a 2020 orientam professores e alunos para a replicação de informação em textos e videos e para o opinar. Ideal para replicar a propaganda de António Costa, mas nefasta para gerar melhores vidas, mais bem-estar e riqueza.  Erradicar miséria e pobreza só com literacia. O problema é que literados não votam em António Costa.

O IAVE faz parte da máquina de António Costa para formar iliterados que não compreendem as suas mentiras e votam nele. Basta dar-lhes 5€ ao fim do mês,  embora os levem a gastar mais 20€. Até em raspadinhas. A culpa é da inflação diz. Não é de António Costa que desgoverna há 8 anos. Garante sempre que resolve, mas os valores de abril, a educação,  a saúde,  a habitação e a justiça,  não param de piorar, desde 2015.

Por isso, resta que alunos e pais boicotem as provas digitais ineficazes do IAVE e exijam provas em papel ou digitais como as internacionais, que funcionem e avaliem a literacia que reduz as desigualdades sociais gerando mobilidade social.

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10 comentários

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    • Anónimo on 3 de Novembro de 2023 at 22:12
    • Responder

    Artigo excecional.

    • Luís Miguel Cravo on 4 de Novembro de 2023 at 3:23
    • Responder

    EXCELENTE!!!!! Não pararia de aplaudir, de pé, este artigo e quem o escreveu.
    É tão reconfortante saber que não sou o único, não sou uma ilha e lutarei, longe do Grande Circo de Mediocridade em que as escolas se tornaram, até ao fim da minha vida contra todos estes homens de mal que dão cabo do meu país há quase 20 anos.

    • Boicotes on 4 de Novembro de 2023 at 12:33
    • Responder

    Então o senhor diretor Arlindo Ferreira apoia um boicote por parte dos pais e alunos as provas eletrónicas do 9º ano, que implica uma retenção automática de quem a fizer , bem como aos exames do secundário, que “só” servem como provas de acesso ao ensino superior

    É táo facil atirar para outros lutas que os cobardes dos professores não fazem

    • As lutas dos diretores on 4 de Novembro de 2023 at 15:38
    • Responder

    Quero colega Boicotes dizer: as lutas que os diretores não fazem.

    • Pedro_Norte on 4 de Novembro de 2023 at 16:04
    • Responder

    Meus caros,
    Fechar escolas uma a duas semanas… À semelhança dos médicos mas, ainda mais radical.
    Reclamamos mas pouco fazemos… Aceitamos qualquer esmolinha… É exemplo disso a Vinculação Dinâmica, que ao contrário do que dizem, incluindo o Arlindo, que, note-se, faz um trabalho notável neste blog, FOI UM SUCESSO para o governo. Melhor seria impossível. SIMPLESMENTE, PARA O PRÓXIMO ANO LETIVO, RESOLVERAM O PROBLEMA DE FALTA DE PROFS EM LISBOA E ALGARVE.
    Somos (eu nem tanto…) uns totós….

      • Foram tramados on 5 de Novembro de 2023 at 16:38
      • Responder

      Essa é que é essa.
      Tramaram foi dezenas e dezenas de professores que vão ficar agarrados, bem longe de casa, por muitos e muitos anos.

    • Obs on 4 de Novembro de 2023 at 21:56
    • Responder

    Sendo um concurso nacional só para candidatos profissionalizados como pode aparecer candidatos com habilitação própria a concurso?? COMO É ISTO POSSÍVEL???

    • Somos uns zecos parvos e deslumbrados. on 5 de Novembro de 2023 at 12:54
    • Responder

    Continuam a querer resgatar o Iavé com este artigo.
    Ponham no no lixo.
    Como a tutela faz com os professores .
    Ao menos estes ainda são recicláveis.
    O Iavé não é reciclável. Extingam no. Fechem no.Poupem nos dinheiro. Reenviem os profs destacados que lá trabalham para as escolas onde fazem muita falta.
    Coloquem as provas de acesso à universidade nas universidades, onde devem estar.
    O nosso métier não é esse. Não nos temos que preocupar em meter alunos nas universidades. Vão se quiserem. Com as famílias deles. Pois alguns jovens são tão pouco autónomos que as mães também alugam um quarto para os acompanhar na sua vida universitária. Conheci alguns casos.
    Razão tinha o ministro da educação em retirar aos exames de final de secundário essa carga. Mas a ministra do superior não deixou. Claro, sabe lhe bem quem lhe faça o trabalho. Os zecos tolos do secundário. Que ainda por cima se intitulam muito importantes na escola porque são do secretariado de exames. Tenho pena deles e delas. Não sabem mais. Não sabem onde hão de procurar identidade profissional a não ser a preparar fornadas de alunos para as universidades e a serem elementos de júris de exames e a corrigir provas. Tudo de graça, ainda por cima.
    A ministra do superior , pelos vistos tem mais peso político que o nosso, esfrega as mãos de contente. A besta quadrada! Que não tem outro nome.
    Deixemos o Iavé abaixo. Recusemo nos a fazer e corrigir exames nas escolas secundárias. Os do superior que os corrijam, se querem alunos.
    Somos uns zecos parvos e deslumbrados.

    • Foram tramados on 5 de Novembro de 2023 at 16:37
    • Responder

    Essa é que é essa.
    Tramaram foi dezenas e dezenas de professores que vão ficar agarrados, bem longe de casa, por muitos e muitos anos.

      • Foram tramados on 5 de Novembro de 2023 at 16:38
      • Responder

      Resposta a Pedro_Norte.

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