A demissão de António Costa parece ter deixado muitos “órfãos” nas escolas…
Num ápice, muitos dos que gritavam, ainda há pouco tempo, em Manifestações ou ao portão das escolas, palavras de ordem como “Demissão!” “Demissão”! “Demissão”!, mostram-se, agora, como que acometidos pela consternação e pela tristeza…
Muitos dos que, ainda há pouco tempo, gritavam “Demissão!” “Demissão”! “Demissão”! parecem, agora, tristes e deprimidos, plausivelmente “enlutados” e pesarosos pela perda de António Costa e do respectivo Governo…
Haverá quem consiga compreender tal incongruência, traduzida por uma mudança tão repentina de opinião?
A demissão, que tantas vezes se pedia, e exigia, finalmente concretizou-se…
Mas algumas pessoas, que publicamente a defendiam, parecem estar agora arrependidas de o ter feito, plausivelmente, desejosas de poderem continuar aprisionadas no círculo vicioso da vitimização e da autocomiseração…
Alguns Professores parecem ter medo da Liberdade…
Alguns Professores parecem ter muitas dificuldades em libertarem-se do jugo da tirania…
A inferência mais óbvia que se pode fazer desse comportamento ilógico e contraditório talvez seja esta:
– As palavras de ordem “Demissão!” “Demissão”! “Demissão”! não tinham, afinal, qualquer significado intencional ou específico e foram gritadas apenas porque “era giro” fazê-lo ou porque constavam de uma encenação, meramente fictícia…
Chega, até, a raiar o absurdo e o “nonsense” verificar que muitos dos que, alegadamente, se mostravam indignados com as políticas educativas da dupla António Costa/João Costa, estejam agora a atravessar um plausível “período de nojo”, exactamente motivado pela demissão daqueles que concebiam e impunham essas mesmas políticas educativas…
Assim torna-se difícil levar a sério a contestação docente…
Assim será muito fácil, para qualquer Governo, continuar a fazer “gato-sapato” de uma classe profissional fraccionada, em que parte significativa dos seus membros parece encontrar-se refém de si própria, dominada pela incoerência e pela flagrante contradição…
Preferiria, essa parte significativa da Classe Docente, continuar a ser governada por aqueles que nos últimos quase oito anos humilharam, desprezaram e desrespeitaram os Professores, de forma absolutamente perversa e nunca antes vista?
Preferiria, essa parte significativa da Classe Docente, continuar a ser governada por aqueles sobre quem recaem fortes suspeitas de corrupção e a desconfiança de terem pervertido o exercício de funções públicas, procurando obter vantagens pessoais indevidas?
Se essa parte significativa da Classe Docente efectivamente preferir continuar a ser governada por potenciais agressores, adicionalmente suspeitos da prática de vários crimes graves, verdadeiros atentados à Ética Republicana, o mínimo que se poderá afirmar é que “o Mundo está virado de pernas para o ar”…
E tudo isto é confrangedor e gera vergonha alheia…
Essa parte significativa da Classe Docente, certamente que também não escapou aos desvarios da Tutela e, portanto, também terá sido vítima dos mesmos…
Contudo, ao contrário dos seus pares, e paradoxalmente, parece ter estabelecido um vínculo emocional positivo com o agressor (Tutela), evidenciando sentimentos de admiração e de simpatia, assim como comportamentos de dependência e de submissão face ao mesmo…
O que moverá, afinal, essa parte significativa da Classe Docente?
Essa parte significativa da Classe Docente está, ou não está, realmente descontente com as políticas educativas do Governo cessante?
Será possível desculpar, ignorar ou escamotear tanta humilhação, manipulação e perversidade, dirigidas à Classe Docente pelo Governo agora demitido?
Se for possível desculpar, ignorar ou escamotear tantas maldades, então não haverá união possível entre Professores e a contestação estará “morta e enterrada”…
“Descanse em paz”…
Saberá a Classe Docente o que realmente pretende?
Se ainda existir uma réstia de contestação, e de dignidade, ao menos que seja credível…
“As pessoas são hipócritas. Dizem que querem a verdade, mas vivem constantemente na mentira por terem medo de mostrar as suas reais vontades.” (Dr. House)…
(Paula Dias)




9 comentários
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Alguns professores parecem ter Alzheimer. Ou isso, ou falta de amor próprio.
Após décadas de perseguição pelo PS, andam a discutir quem será o melhor para substituir António Costa no PS.
Mas ainda não perceberam?
O PS não gosta de professores!
O PS não gosta da escola pública!
Querem que eu repita?
O PS não gosta de professores!
O PS não gosta da escola pública!
A minha eventual relação com o PS morreu com Maria de Lurdes Rodrigues.
Se têm amor próprio, qualquer um menos o PS!
É verdade, o que diz a Paula.
Muitos socialistas estão em negação depois do vendaval que lhes arrancou a casa.
Muitos ainda não perceberam que estão órfãos e com frio. Quanto mais com coragem para lutar.
Ainda não sabem quem são.
A luta era contra o Pai. Mas agora o pai morreu.
E a dra. Paula Dias?…. O que sente e o que sugere? Para além do seu delírio, um destes dias, ao apelar a que NINGUÉM se abstenha a ir votar nas próximas legislativas (ri-me muito), a dra. Paula que acossa os que sofrem da síndrome de Estocolmo, gosta de ter liberdade na escola? E compreende o conceito, em concreto e em abstracto, de liberdade? Tem a memória suficiente (vá….sofrível) de saber desde quando há Liberdade nas escolas? Ora, veja se se lembra. E, já agora, foi a a dra. Paula e os seus colegas que pediram o processo de digitalização em curso? O que fez para o combater? O que fez para humanizar o ensino e a sua escola? E o seu papel de especialista em ensino, dignificou – o? Quase que adivinho que, tal como a carneirada, foi fazer a magnífica formação em capacitação digital, ou não? O que foi isso, se não obedecer ao establishment? E tudo o resto a que os professores se prestam porque “tem de ser” só porque o ME impõe, supostamente?…. Uns choram porque, afinal, há um comprazimento com a dor (escreve a dra. Paula) e outros cumprem e obedecem e ainda são o príncipio do vício corruptivo do Português ao inflacionarem notas…..bem,conceitos de liberdade díspares mas, serão mesmo Liberdade, com L grande? Olhe que não, dra. Paula, olhe que não.
(Dr. House?….. Costumo reconhecer – lhe rasgo, cara Paula. Dr. House?!).
Como deve saber, não volto aqui. As minhas questões são – o, todas, de retórica. Portanto, fica a nota.
Com algum espanto e incredulidade tenho observado o que refere, e bem, no círculo de colegas da escola na qual exerço funções.
O que revela, numa classe que tanto pode influenciar e moldar o carácter dos novos cidadãos, ações de incoerência e desorientação do pensamento crítico devidamente fundamentado.
E, como refere, A LIBERDADE!!!! Viver e contribuir, em termos pessoais e sociais, como última expressão de concretização e ALEGRIA , não passará por saber agir perante a nossa Liberdade?
Grato pela sua partilha.
Parece que não lhes serviu de lição!
Não acordem, não! Votem PS!
A palhaçada é transversal a toda a sociedade. A liberdade está a passar por aqui há perto de 50 anos… agarra-a professor perdido e anónimo que só pensa no seu umbigo na hora da luta: Não faço greve porque não me dá jeito. Ouvi e continuo a ouvir de colegas e bem casados. Estou cheia de viver a hipocrisia de quem se faz democrata e apela aos valores de abril quando só pensam na sua pança. Cansei pq parece que vivo nos anos 70, novamente.
Esta classe de filhos e de enteados merece tudo, só pensamos no nosso c…
CANSEI DE VIVER NESTE TERRITÓRIO E DE DAR TUDO E NÃO TER DIREITO A NADA. FILHOS FUJAM DAQUI – AINDA À POUCO LHES DISSE AO ALMOÇO.
FUI…
A Dra. Paula possivelmente, faz conta que tem memória curta.
Tem andado super ativa por aqui, sempre contra tudo, como se antes deste maus da fita tivessemos passado bem.
Lembra-se de quem se lembrou de aplicar a PAC?
Lembra-se de que congelou de 2011 a 2016?
Lembra de quem criou uma bolsa de recrutamento onde tudo valia menos o critérios mais sério graduação ficava na gaveta?
Lembra-se de quem cortou os subsídios? Não havia dinheiro, então cortou inclusiva feriados, isso é que foi produzir!
Lembra-se quais os aumento que tivemos até 2016?
Muito mais, havia aqui que lhe lembrar!
Quem acabou com a PAC, com a BCE, com o congelamento, devolveu subsídios, devolveu feriados, permitiu que docentes de não eram colocados há 4/5 anos voltasse a ter o seu trabalho e sustento.
Não não foi suficiente ainda ter devolvido 1/3, não outras medidas que todos nos gostaríamos que fossem tomadas, não, não estou feliz com o governo de Costa.
Mas lê-se nas entrelinhas quem a Sra deseja, a direita, aliás deverá ser paga por tal propaganda que por aqui faz?
A direita, onde uma IL não pode ver professores!
Mal sabia o Montenegro que lá chegaria tão depressa, eu quero ver se cumpre o que prometeu e se as novas propostas são para nós favoráveis.
A Sra fazia m grande serviço quando deixasse de fazer as suas publicações…
Chega!
Estou completamente em desacordo. O que eu vejo no terreno é gente livre, aliviada e a comemorar! Estamos todos seguros de que a mudança será para melhor!