Julho 2022 archive

Se a Capacidade de Acolhimento For Superior a 10%…

… a aplicação pergunta o que se vê na imagem:

 

 

Como nesta altura só por aproximação é que é possível perceber se existe um mínimo de 6 horas de componente letiva, vai haver muitas escolas que não colocarão uma capacidade de acolhimento superior a 10%.

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Mobilidade de docentes por motivo de doença 2022/2023 – Determinação da capacidade de acolhimento do AE/ENA

Aplicação eletrónica disponível entre o dia 05 de julho e as 18:00 horas de 08 de julho de 2022 (hora de Portugal continental).

SIGRHE – Determinação da capacidade de acolhimento -2022/2023

 

 

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Professores primários por turnos

O professor primário é, precisamente, este misto de didata, tutor, guia, amigo e confidente. É aquele que recebe na sua sala e na sua vida as crianças pequeninas vindas do jardim de infância – algumas ainda com cinco anos – e as inicia nas aprendizagens mais exigentes e sistemáticas, as ajuda a estarem mais tempo sentadas e concentradas e a organizarem-se para funcionarem como um novo grupo de trabalho, de aprendizes e de amigos.

Professores primários por turnos

Ontem foi a festa de finalistas do 1.º ciclo de um dos meus filhos. Foi emocionante assistir ao carinho com que todos os alunos e pais se dirigiram à professora que os acompanhou ao longo destes quatro anos. Nas mensagens que lhe escreveram, os alunos agradeceram por lhes ter ensinado a ler, a escrever e a fazer cálculos. São as primeiras aprendizagens formais do mundo dos crescidos e que serão essenciais para o resto do seu percurso escolar e da vida. E eles sabem disso. Referiam também com igual convicção (e comoção) o carinho, a atenção, a dedicação e a ajuda em todos os momentos, até a superar as situações mais difíceis. Sabemos bem como os professores às vezes ultrapassam bastante as suas funções, chegando até a intervir com as famílias mais frágeis.

O professor primário é, precisamente, este misto de didata, tutor, guia, amigo e confidente. É aquele que recebe na sua sala e na sua vida as crianças pequeninas vindas do jardim de infância – algumas ainda com cinco anos – e as inicia nas aprendizagens mais exigentes e sistemáticas, as ajuda a estarem mais tempo sentadas e concentradas e a organizarem-se para funcionarem como um novo grupo de trabalho, de aprendizes e de amigos.

Este é um percurso longo, com avanços e retrocessos, que exige muita dedicação e uma atenção e conhecimento permanentes de cada aluno, com as suas especificidades. Por tudo isto deveria ser obrigatoriamente um compromisso de quatro anos. Mas muitas vezes não é assim que funciona e nesta altura do ano surgem as incertezas, as injustiças e para alguns é tudo uma questão de sorte ou de azar. É a altura em que alguns alunos e professores se despedem sem saberem se continuam juntos no ano seguinte, continuando na dúvida quase até ao início das aulas.

Esta semana uma amiga que é professora primária partilhou nas redes sociais um bilhetinho que uma aluna lhe tinha escrito. Com a sua letrinha redondinha cheia de corações dizia que tinha adorado o ano letivo que passou com ela e que ficaria muito feliz se pudessem continuar juntas no próximo ano.

Além de injusto, faz toda a diferença perder um professor de quem se gosta no final de cada ano. Se em termos de aprendizagens é evidente que será sempre melhor ter um professor que conhecendo os seus alunos vai adequando o ensino ao longo de todo o primeiro ciclo, no que toca à relação afetiva que estabelece com os aprendizes este laço é fundamental. Ainda mais em crianças com vidas muito difíceis que chegam a ter o professor como o seu maior apoio e o seu porto de abrigo.

Há quem defenda que não há problema em mudar de professor todos os anos porque a vida adulta também é inconstante e assim já estarão preparados. Mas isto não faz qualquer sentido! Para estarmos preparados para a inconstância e imprevisibilidade – ou para o que quer que seja – temos de ter bases sólidas e seguras.

Se considerarmos a constância, a consistência e a solidez valores importantes no percurso escolar, na aprendizagem, no desenvolvimento e na vida de cada aluno, então devemos repensar esta modalidade de professores por turnos ao longo do primeiro ciclo.

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O problema da Educação

‘É verdade que temos muito boa educação na Constituição, no aperto de mão, quando acorremos a um irmão ou saudamos a procissão, se contestamos a perseguição e criticamos a delação. Mas infelizmente…’

 

 O problema da Educação

Antes de aqui chegar, tinha estado a conferenciar com alguns mestres e entendidos na matéria e pareceu-me observar uma espécie de acordo tácito quanto à necessidade de chegarmos a uma conclusão. As cabeças pensavam e depois abanavam, o que permitia deduzir que todos concordavam. Finalmente era verdade. Era verdade o que eu pensava, era verdade a verdade que eu achava ser a mais verdadeira de todas as verdades. Ora, saber que uma coisa é verdade é já um bom começo para um princípio de tarde.

Presumo que neste momento alguma curiosidade possa ter-se instalado nesta sala pois, como é natural, não servem as palavras para outra coisa senão para cumprirem esse destino fatal. Aguçar a curiosidade e, no contexto em que nos sentamos, desencadear a gula que é esse desejo insano de comer dez pães com marmelada como se isso não fosse nada. No caso presente não trataremos de pães nem de feijões, mas de opiniões. Tenhamos no entanto cuidado com as palavras, porque nem tudo está ao nosso serviço e por elas recebemos às vezes o aviso de alguém que não acha bem. Quem não acha bem acha mal e isso parece ser coisa natural.

Pois, pois, mas de que aviso se trata afinal?

Exactamente, tem toda a razão. Vamos lá então saber de que trata a dita coisa e se ela constitui o sinal de alguma coisa especial. Para responder com propriedade a Vossa Mercê, eu diria apenas que falar de aviso foi um processo de linguística geral que não tem nada de especial. Pode o caro cidadão dormir descansado que por esse lado não vem qualquer mal que possa importunar o santo Natal. Aliás o último sinal já tem dois mil anos e tal e toda a gente continua a considerar que ele constituiu um aviso essencial.

Vamos lá saber então de que trata o intróito. Até aqui tudo nos pareceu uma grande confusão e nós queríamos ouvir falar sobre o problema da educação.

Tem muita razão o Senhor Marquês e eu vou procurar falar em bom Português. Sou no entanto obrigado a avisar que tudo farei para manter os mistérios no seu lugar e não é sem emoção que juro solenemente e jurarei que usarei de toda a cautela para revelar hoje, em primeira-mão, a solução.

Muito bem, muito bem dizem os amigos que se encontram nos bastidores. Uma ou outra palma se ouve que ecoa por esta sala.

Muito e muito obrigado, fico muito contente, com este ambiente que começa a ficar deveras quente. Hoje viemos aqui, a estes altos lugares a que chamamos da Falperra, olhamos para um lado e viramos para outro, vemos duas cidades ao largo, a do berço e a do terço e… Ó divina inspiração que sobre nós desce e nos vai ajudar a resolver a equação! Não, não é para falar de união entre o que está aqui e o que está ali, para isso não serve a reunião. Viemos, sim, trazer-vos a solução para a vossa aflição, a solução, enfim, para o problema da educação.

Confesso que era minha intenção demorar um pouco mais nesta espécie de introdução. Esse tempo servir-me-ia, ó maravilha, para enganar esta azia que trago comigo e que me tem dificultado a digestão. Mas vamos à questão. A minha tese é esta e pode ser dita em poucas palavras:

O povo merece, mas não tem culpa do que acontece.

Quem tece e entretece não é o povo e já nem sequer é o polvo que esse anda lá na toca e está-se nas tintas, às vezes até choraminga, pois nem sempre consegue disfarçar o seu próprio ar. O problema é outro e desta vez é novo e redondo como um ovo. Perguntam-me se é da criação que venho falar? Não, caro Senhor, não é isso minha Senhora, Excelência por quem sois ou me tomais, eu vos juro, Senhor Embaixador, que o caso é muito mais.

Minhas senhoras e meus senhores, caríssimas autoridades, pecadores e outros doutores: todo o discurso tem uma parte que pretende submeter o ouvinte à boa arte. É conveniente também lembrar que a saborosa retórica, por mais doce que pareça, não se assemelha a um refresco de groselha e muito menos se aparenta com mexidos ou com enchidos.

O problema da educação é uma falsa questão. Ora aí está. Nos dias que correm, a malta está perfeitamente informada, tudo se sabe não falta nada e quando não é em português a educação existe, dá-se, mostra-se ou faz-se em inglês. Agora, cócegas toda a gente tem, gases também. O que é que falta então à nossa educação para que se possa dizer com orgulho que a nação está em franca evolução?

Eu cá para mim só deviam falar os da televisão. Eles é que sabem, os outros não. À beira deles eu sinto-me perdido, despido, esquecido. Não, não é por causa da imagem, é porque lá é que a coisa se dá. Aqui tudo é mentira, tudo parece uma avaria, um engano que o Senhor Deus se atreveu a magicar só para nos arreliar. E já é possível imaginar a primeira conclusão. Já todos adivinham, não é? É claro que é isso. Para resolver o problema da educação precisamos de muito mais televisão.

Vamos agora em directo para a segunda premissa que faz lembrar o que se ouve na missa e que é a seguinte:

Ele há muita realidade por esse mundo fora que além de não servir para nada estraga a juventude com ideais erradas acerca da verdade. Comecemos com um exemplo tirado da natureza. Vai uma vaca solta pelo monte, mú, mú, mú, aquilo são bifes ilegais que não respeitam os sinais e que fazem as suas necessidades sem observar a qualidade ambiental e a boa educação em geral. Come tudo quanto nasce da boa terra, engole todo o tipo de erva e quando chega o fiscal, o ruminante oferece-lhe uma cornada real. Se for do Barroso o animal, o dito fiscal vai mesmo parar ao hospital.

Com a passarada, a falta de respeito é exactamente igual, embora mais leve e manifestando-se através de outro canal. Como é possível andar a voar nestes tempos em que é essencial haver uma concentração total da nação em geral? Não, não é por causa do Natal, evitemos as confusões, é porque os pássaros são os grandes responsáveis do défice das exportações. O povo fica triste a vê-los voar. Então eles lá em cima voam quando querem, mudam de lugar, passam a vida a apanhar ar e nós é vê-los ir sem termos para onde fugir. Aliás, qualquer animal tem mais sorte do que nós. Um crocodilo até chora por engano sem ter de fazer o décimo segundo ano. Enfim, acredito mais depressa na cegonha do que no processo de Bolonha.

Outro aspecto muito importante desta profunda reforma que vai tornar Portugal um país sem igual é a necessidade absolutamente imperial da mudar a maneira de falar. Isto de cada um dizer o que quer e de se achar o rei do lugar vai ter de acabar. É necessário proibir as variações, as modulações e as reconstruções. A fala não é para estar à janela nem para a gente se servir dela. A fala é para a gente se calar e não há cá A nem meio A. Os bês são todos bês e os efes são todos iguais. Isto de uns falarem com b de gato outros com f de tripa ou z de espinafre não dá. Os tês são todos de panela e os vês são à moda de Vizela, de Penela, da Gandarela, de Vouzela e da Venezuela. Vamos comer todos pela mesma medida, se queremos uma Europa bem cozida.

Queremos também um país com velocidades automáticas e projectos originais para jantes especiais. Com ideias para todos, simpatia a rodos, juventudes em movimento, um Pirinéu para cada cidadão e um grande amor ao sentimento e ao parlamento.

O amor continua a ser respeitável e até obrigatório nos locais habituais, desde que haja duas partes iguais e o todo não ultrapasse a soma das partes. Nesse caso, o infractor estaria sujeito a uma coima d’amor que poderia custar muita dor. O ministério das relações bilaterais prevê um grande incremento no estudo das lágrimas, dos choques, das emoções, das vibrações e das ilusões, no sentido de encontrar o justo equilíbrio entre o deve, o haver, o receber e o perder.

O problema da educação resolve-se sem qualquer confusão. Há coisas que não custam nada e que podiam ser perfeitamente resolvidas à porrada. Não era preciso muito. Com umas galhetas por causa das tretas, já estaríamos muito mais adiantados. Ao mesmo tempo, oferecia-se um computador a quem quisesse ser doutor, uma volta na universidade e um fato no Cardoso da Saudade.

Quanto à imagem era preciso mudar a aragem. E é para já. Fica então proibido palitar os dentes de cima e os de baixo – exceptuam-se os que estão a abanar – arranhar o couro cabeludo, coçar todo o tipo de olho, franzir o sobrolho nas horas de expediente, cheirar o sovaco próprio ou do cliente em espaços com menos de 30 m2, fazer rodinhas de fumo, oferecer enchidos e outras peças fálicas sem estarem devidamente embaladas e analisadas, bem como comer à tripa forra ou a modinho tudo o que levar sangue além de vinho.

É necessário implementar novas áreas de estudo e de formação. O primeiro objectivo é controlar a comichão. De seguida, teremos de ensinar os jovens a não cuspir para o chão, para o ar ou para o lado e muito menos em andamento. Finalmente, e esta é a medida mais urgente para diminuir drasticamente os acidentes, vamos acabar com a aceleração geral que atravessa as estradas de Portugal, tornando obrigatório andar no conservatório para realizar estudos musicais e aprender a buzinar como deve ser.

Cremos ter chegado agora ao aspecto central da nossa comunicação. Quando é que os efeitos desta autêntica revolução no panorama da educação se vão começar a notar?

É verdade que temos muito boa educação na Constituição, no aperto de mão, quando acorremos a um irmão ou saudamos a procissão, se contestamos a perseguição e criticamos a delação. Também é verdade que me seria muito grato prometer-vos a solução disto tudo para antes do Entrudo. Mas infelizmente deverei ficar por aqui, deixando a resposta para uma outra ocasião; mesmo a terminar e antes de vos saudar, lamento informar que a solução para o problema da educação nunca fez parte desta lição que não pretendeu fazer mais lei do que uma fatia de bolo-rei.

In Vila Nova

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Lista Provisória do Concurso de Afetação dos docentes dos Quadros de Zona Pedagógica – 2022/23 | RAM

 

Lista Provisória do Concurso de Afetação dos docentes dos Quadros de Zona Pedagógica para selecção e recrutamento do pessoal docente da educação, dos ensinos básico e secundário e do pessoal docente especializado em educação ensino especial da Região Autónoma da Madeira, para o ano escolar de 2022/23.

Listas do concurso:

– Lista ordenada provisória de candidatos admitidos – 2022/07/04:

https://www.madeira.gov.pt/Portals/16/Documentos/Docente/Concurso/ListaProvAdmitidosAfetacao_20220704.pdf?ver=2021-06-29-145248-487

– Formulário de reclamação;

Os candidatos dispõem do prazo de cinco dias úteis para reclamar (ficheiro em anexo), a partir do dia seguinte ao da publicitação das listas, para verificarem todos os elementos constantes das mesma, ou seja , de 5 de julho ao dia 11 de julho de 2022, enviando a respectiva reclamação através do seguinte e-mail: [email protected]

Relembramos que a Lista Definitiva e de Colocação está prevista para o dia 12 de agosto de 2022.

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Faltam professores, não faltam vagas para professores

 

No dia após o anúncio de não um, mas dois aeroportos, por parte do ministro Pedro Nuno Santos, pergunto-me que prioridades têm os governantes para o país. Para a educação e saúde, nunca há dinheiro; para tudo o resto, arranja-se sempre.

 

Faltam professores, não faltam vagas para professores

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Polígrafo: Sim, Costa condicionou recuperação do tempo de serviço dos professores às obras do IP3 que ainda não foram concluídas

Palavras para quê…

Sim, Costa condicionou recuperação do tempo de serviço dos professores às obras do IP3 que ainda não foram concluídas – Polígrafo

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Mais Uma Penalização, Ou Não, Para Quem é QA e Não Pode Concorrer à MPD

Os docentes QA/QE que se candidataram à Mobilidade Por Doença em 2021/2022 e agora por força do condicionalismo de não poderem concorrer para escolas a menos de 20km da sua escola de provimento terão um problema em 2022/2023, ou não.

Estes docentes, para além de estarem impedido de concorrer para essas escolas terão de regressar às suas escolas de provimento. No entanto, um docente impedido de concorrer à MPD em 2022/2023 só ficará na sua escola se houver componente letiva para si e não pode tirar o lugar a um docente que tenha ficado em Mobilidade Interna no ano letivo passado, visto que a colocação na Mobilidade Interna vigora até ao concurso interno seguinte, enquanto existir lugar.

Assim, pode ser um problema para este docente não ter componente letiva na sua escola e estar obrigado a concorrer à Mobilidade Interna. Por outro lado esta pode ser uma vantagem, visto que este docente QA/QE concorre em 1.ª prioridade na Mobilidade Interna e terá mais possibilidade de obter colocação numa escola da sua preferência.

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Baby P – João André Costa

 

Deixar enfermagem e regressar ao ensino não foi apenas uma fuga para a frente mas também o fugir da morte e sofrimento inerentes à saúde.
Convenhamos, uma escola não é um hospital e, por conseguinte, na escola não se morre.
Aliás, na escola em Portugal pode acontecer de tudo e mais alguma coisa, e acontece, mas não se morre.
Ou assim pensava na minha inocência.
Chegar a Inglaterra em 2007 foi chegar a uma nação a lidar com a recente morte de “baby P”, de seu nome Peter Connelly.
Peter morrera em Haringey, Londres, aos 17 meses de idade vítima de 8 meses de agressões contínuas às mãos da sua mãe, do seu parceiro e do irmão deste.
Apesar de repetidas hospitalizações e da intervenção dos serviços sociais, a não partilha de informações entre as várias entidades levou sempre ao retorno de Peter para a mãe que em última instância lhe causaria a morte.
A perda inadmissível de Peter Connelly levou à criação de várias comissões de inquérito com a demissão final da chefia dos serviços sociais de Haringey.
E se a condenação e encarceramento dos agressores foi igualmente célere, nada do que façamos trará Peter de volta.
Diante do luto irreparável, restou-nos a aprendizagem e como professores temos uma posição privilegiada através do contacto diário com as crianças que são os nossos alunos.
Conclusão: na escola também se morre e a realidade em Portugal está infelizmente bem presente depois da morte da pequena Jéssica, vítima inocente num mundo onde a miséria e a ignorância estão cada vez mais presentes.
E sim, é preciso sublinhar: numa sociedade construída em função de relações de poder, as crianças estão ainda mais vulneráveis, nunca sendo demais apelar aos professores para a importância do seu papel como cuidadores e protectores, tantas vezes a última linha antes que seja tarde.
Sim, dependemos todos uns dos outros e nunca como agora foi tão importante a partilha de informações em tudo o que à criança diz respeito.
Se o aluno chega à escola com uma nódoa negra é preciso perceber porquê. Se o aluno está retraído, triste e reticente, é preciso perceber porquê. Se o aluno não vem à escola é preciso perceber porquê. O aluno tem fome? E os cuidados de higiene? O aluno tem roupa adequada para se vestir? Os pais têm emprego? Qual o agregado familiar e qual a história da família? Quais as companhias do aluno dentro e fora da escola? Há bullying online? Quão activo está o aluno nas redes e qual a sua pegada digital?
É preciso perguntar, telefonar, falar com o aluno individualmente, falar com os amigos, ligar para casa se não há um perigo imediato para a criança e fazer a ponte com a polícia e os serviços sociais sempre que preciso.
Porque somos todos responsáveis pelo bem-estar dos nossos alunos. Porque antes do “baby P” já Victoria Climbié havia perdido a vida aos 8 anos às mãos da sua tia diante da inoperância das autoridades e depois de “baby P” ainda assistimos à perda de Tia Sharp aos 12 anos de idade, vítima de repetidos abusos sexuais e físicos da parte do parceiro da avó.
E reclamar por mais apoios sociais agora que tempos (ainda mais) difíceis se adivinham e quem fica a perder é sempre quem menos tem e menos pode.
E reclamar, ainda mais, por mais apoio para a escola pública quando a prevenção é sempre preferível agora que os resultados estão à vista de todos.

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41 mil horas extras de estudo

Professores asseguraram um total de 36.397 tempos suplementares, e os técnicos 5.388.

O agradecimento por esta dedicação  foi o mesmo de sempre…

Plano pós-pandemia das escolas envolveu 41 mil horas extras de estudo


O Plano 21/23 Escola+, para recuperação das aprendizagens perdidas durante a pandemia de Covid-19, significou 41 785 horas suplementares de estudo nas diversas ações implementadas pelas escolas desde 2021. De acordo com o segundo relatório de monitorização do plano, 36 397 tempos suplementares foram garantidos por professores e 5388 por técnicos.

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5 ideias singelas para a avaliação e mudança das CPCJ – Luís S. Braga

5 ideias singelas para a avaliação e mudança das CPCJ.:

1. Mudar a lei no capítulo que obriga ao consentimento dos pais para intervenção das CPCJ. Faz sentido pedir consentimento a quem suscita dúvidas sobre o cumprimento dos seus deveres? Porventura, o fisco pede consentimento ao contribuinte para auditar contas?

2. Criar critérios mais objetivos para escolha dos membros das Comissões (na educação, por exemplo, talvez as CPCJ não devam ser alternativa à mobilidade por doença, como ainda há dias aconteceu numa próxima de mim e sei que acontece em muitas).

3. Mudar o lugar das CPCJ no contexto da administração pública. Em vez de um organismo com lugar confuso e estatuto difuso (baseado no lirismo da “parceria” e outras ideias poéticas e pouco operativas) criar um instituto público nacional autónomo com recursos e meios (o serviço de proteção de crianças e jovens). A regionalizar quando essa reforma chegar. A base municipal, de parceria e comunidade são ideias giras mas não estão a funcionar.

4. Desmunicipalizar as comissões e integrar processos, com informática a sério e numa gestão baseada no acompanhamento em qualquer ponto do território, evitando as falhas de quando há mudanças entre concelhos.

5. Dar poder mais coativo às comissões, recuperando para o seu presidente o conceito de magistrado administrativo. Ou criando mecanismos mais eficazes de coordenação de ação com os tribunais (as comissões têm de ser contactáveis 24 horas e não só no horário de uma secretaria e a chegada das quaetoes ao tribunal tem ser à velocidade dos casos juidicias em que há arguido preso).

Escusado será dizer que estas opiniões dum parolo de Viana, mesmo com 25 anos de experiência, nunca passarão de um lamento numa rede social.

Os “parceiros” instalados das comissões, em que “bom clima de parceria” é mais importante que a dialética, que faz mudar, ainda dirão que isto tudo é reaccionário.

 

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Taxas de retenção e de abandono no ensino básico voltam a níveis anteriores à pandemia

Depois da queda a pique em 2019/20, indicadores sobem pela primeira vez em oito anos. O 12.º ano é o único em que há uma diminuição dos “chumbos”, resultado das regras dos exames.

Taxas de retenção e de abandono no ensino básico voltam a níveis anteriores à pandemia

As taxas de retenção e abandono subiram em todos os níveis de ensino, à excepção do 12.º ano, em 2020/21. É a primeira vez em oito anos que estes valores sobem, mas a percentagem de alunos que não concluíram o ano está em linha com o que verificava antes da pandemia de covid-19 e consegue manter a tendência positiva que vinha de trás.

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Educação: Processo Errático em Curso…

 (Por favor, não perturbar, que planear erros dá muito trabalho e exige concentração)

 Como se de um filme surrealista se tratasse, repleto de cenas nonsense, os “bem iluminados”, patrocinados pelo Ministério da Educação, continuarão a atulhar as escolas com projectos e programas irrealistas e artificiais, concebidos à luz de enquadramentos teóricos impossíveis de concretizar nas condições existentes e com efeitos práticos muito questionáveis e duvidosos…

A auto-flagelação, os episódios folclóricos e a demagogia na Educação parecem agigantar-se…

A camarilha de bajuladores do regime, incapaz de contrariar qualquer ordem ou decisão emanada pelos doutos superiores, por mais absurda ou insensata que a mesma seja, parece acreditar piamente nas políticas educativas dos seus idolatrados…

Ou, então, genuinamente não acredita e o seu seguidismo limita-se a adular qualquer um que lhe possa ser útil, com o objectivo de poder obter vantagens, benefícios ou reconhecimentos…

 Pelos efeitos que já se fazem sentir, prevê-se um Ano Lectivo de 2022/2023 verdadeiramente esquizofrénico, insano e delirante…

Os prodigiosos exercícios de imaginação e de criatividade, de quem não conhece a realidade, nem faz a menor ideia do que é o dia-a-dia numa escola, já estão bem presentes e parece que vieram para perdurar…

Teremos, certamente, as escolas a funcionar à imagem do País:

País, onde o 1º Ministro, aparentemente desconhecedor das intenções e dos propósitos dos seus protegidos, demite um Ministro e, passadas poucas horas, revoga essa decisão, com uma enorme desfaçatez, apresentando argumentos pueris e esfarrapados para justificar a readmissão do Titular da Pasta das Infraestruturas e Habitação.

E tudo isso com uma maioria absoluta na Assembleia da República e sem os entraves inultrapassáveis de eventuais pressões políticas por parte da Oposição;

– País, onde o Ministro readmitido convoca uma Conferência de Imprensa, prestando-se ao papel de “l´enfant terrible”, muito arrependido dos actos que praticou, penitenciando-se publicamente pelos mesmos, de uma forma patética e risível;

– País, onde um ex-Primeiro Ministro, acusado de graves crimes económico-financeiros, sempre muito petulante e ufano, continua a passear-se impunemente por aí, aparecendo frequentemente na Comunicação Social a vitimizar-se, a destilar veneno contra todos aqueles que “não vão na sua cantiga” e a proferir ameaças contra tudo e contra todos, com o maior dos desplantes.

Ex-Primeiro Ministro, esse, que se afirma como inocente e vítima de uma conspiração, como se fosse um “mártir” do Ministério Público, mas que faz uso de todos os expedientes legais, na tentativa desesperada de adiar o mais possível a sua ida a Julgamento.

Os contribuintes, esses, continuarão, ainda, por muitos anos, a pagar todos os seus desvarios governativos e que conduziram à bancarrota do País, enquanto ele parece continuar a viver faustosamente, sem qualquer limitação económica;

– País, onde grande parte das directrizes emanadas pelo Ministério da Educação parecem pautar-se pelo desnorte e/ou pela incompetência, lamentavelmente, com consequências tangíveis e prejudiciais para muitos, desde os profissionais de Educação até aos Alunos;

– País, onde a Saúde, a Educação e a Justiça parecem estar prestes a ser implodidas pela própria Tutela;

– País, dominado pelos apparatchiks, disseminados por todo o lado, sempre muito submissos, acríticos e prontos para qualquer frete político…

Em resumo, País onde os “maus comportamentos” costumam ser premiados e recompensados e onde alguns agem com o sentimento de total impunidade, parecendo que tudo podem, como se fossem intocáveis ou estivessem acima de qualquer crítica, suspeita ou sanção…

Perante cidadãos submissos, silenciosos e muito tolerantes face ao Poder Político, o conceito de Ética tende a tornar-se muito flexível, difuso e relativo, dependente daquilo que possa dar mais jeito num determinado momento… 

A Ética, enquanto código de conduta, não pode ser isso, por não poder sujeitar-se à manipulação, nem às interpretações subjectivas…

E tudo o anterior acabará também por ter reflexo em muitas escolas…

O próximo Ano Lectivo promete muitas operações de cosmética, muita ficção científica e adereços cinematográficos, com destaque previsível para abundantes e variados efeitos especiais…

Obviamente, acompanhados pelo dispêndio de muitas horas de trabalho insano e infrutífero…

Nas escolas não é possível esquecer os erros do passado, pois que se tropeça nas suas consequências todos os dias, mas, e por absurdo que possa parecer, já se começaram a planear os erros do futuro…

O presente ano lectivo ainda não está concluído, mas nas escolas já há um novo Processo Errático em Curso… E a naupatia agrava-se com a preparação do próximo ano…

(Matilde)

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A radiografia do setor da Educação

O setor da Educação é um dos que foram mais afetados pelos impactos das medidas tomadas na pandemia. Entre confinamentos e isolamentos, fechos de escolas e ensino a distância, há uma geração de crianças e jovens fortemente penalizada no seu percurso educativo. Mas, importa começar por perguntar, qual é que é a medida deste prejuízo?

A radiografia

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Ensino obrigatório dos 0 aos 3 anos chumbado

Os projetos de lei e de resolução de alteração da lei de bases do sistema educativo, pela inclusão no ensino obrigatório das crianças entre os zero e os 3 anos, debatidos na Assembleia da República, foram todos chumbados.

Crianças dos 0 aos 3 anos no ensino obrigatório. Projetos chumbados na AR

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Educação inclusiva é uma reforma estrutural da educação

Educação inclusiva é uma reforma estrutural da educação

Para João Costa, esta mudança faz com que todos os alunos tenham «um lugar na sala de aula», sendo o currículo o principal instrumento para a inclusão:
«Cada um de nós tem capacidade para aprender. Nenhum de nós tem o direito de dizer que alguns de nós não aprendem», afirmou.
O Ministro disse que esta mudança trouxe também vantagens para os alunos que não estão identificados como tendo necessidades especificas e que passaram a crescer e ter contacto com os outros. Disse ainda que, dentro de alguns anos, será preciso fazer uma avaliação do que está a acontecer no terreno.

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Projeto de Calendário Escolar 2022/2023 e 2023/2024

Porque à data de hoje ainda não foi publicado o Despacho do Calendário Escolar para 2022/2023 e 2023/2024 e porque começa a ser urgente planear o próximo ano letivo deixo aqui a versão que estava em auscultação e que é apenas um projeto.

 

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6.ª Feira

6ª Feira – O Meu Quintal

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