Do seu profundo conhecimento sobre consolidação de aprendizagem… O mais engraçado é que o respeito por um lei aprovada na AR à espera de publicação em DR não diz nada ao ME.
“Consolidação de aprendizagens vai acontecer com ou sem manual”
O ministro da Educação assegurou hoje que a recuperação e consolidação das aprendizagens prejudicadas durante o 3.º período letivo vão ser possíveis com ou sem manuais escolares, mas com o recurso a licenças digitais.
Aconsolidação das aprendizagens vai acontecer naquelas cinco semanas iniciais com ou sem manuais escolares”, afirmou Tiago Brandão Rodrigues durante a audição regimental na Comissão de Educação, Ciência, Juventude e Desporto.
O ministro da Educação respondia à deputada do CDS-PP Ana Rita Bessa que criticou a tutela pelo despacho publicado em 16 de junho que prevê a devolução dos livros no final do ano letivo.
“Não deixa de ser curioso que, não havendo um plano para o regresso às aulas, mas sabendo que vai ser preciso uma recuperação, que a única coisa que seja decidida é exatamente tirar o instrumento que permite parcialmente fazer essa recuperação”, acusou a deputada centrista.
O ministro da Educação lamentou, no entanto, a posição da deputada, afirmando que a proposta do CDS-PP aprovada hoje pelo parlamento, que suspende a devolução dos manuais escolares entregues aos alunos para o ano letivo de 2019-2020, põe em causa uma operação complexa.
“São cerca de 150 milhões de euros que custa esta operação, que estavam baseados numa reutilização e que foi posta em causa”, acusou o ministro, acrescentado que, por outro lado, as questões ecológicas e de sensibilização e cidadania “não importam nada ao CDS“.
Também a secretária de Estado da Educação, Susana Amador, assegurou existem outras ferramentas, referindo a possibilidade de recorrer a licenças de manuais digitais e os bancos de livros disponíveis em todas as escolas, e considerou que reverter o processo já em curso da devolução dos manuais não seria “racional nem equilibrado”.
Sobre as licenças digitais, o ministro da Educação adiantou ainda que os prazos para a sua utilização serão estendidos durante as primeiras cinco semanas do ano letivo, dedicadas à recuperação do 3.º período.
A deputada do CDS-PP Ana Rita Bessa lamentou, no entanto, que a tutela não esteja mais preocupada com os alunos e com os prejuízos de um 3.º período atípico, que acentuou dificuldades e desigualdades.
“Estamos num ano excecional e o senhor ministro, quando fala do tema dos manuais escolares, fala em ambiente e fala em 150 milhões de euros, quando deveria estar a olhar para as desigualdades dos alunos”, acrescentando que para os alunos mais desfavorecidos, o recurso aos manuais é particularmente importante.
Ana Rita Bessa acrescentou ainda em resposta ao ministro da Educação que a alegada preocupação com o ambiente justifica, então, a transição para o digital, cumprindo o programa que foi anunciado pelo primeiro-ministro no início de junho.
“Em relação a esta oportunidade, acho que era muito importante fazer uma avaliação do que foi este período do ponto de vista da utilização do digital, para perceber o que se pode aprender em proveito do processo de ensino-aprendizagem e dos alunos”, concluiu




10 comentários
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“Always follow the money…”
Estará à vista mais uma negociata lesiva para o erário público do género Parque Escolar?
O preço das licenças digitais terá sido justo ou terá sido inflacionado, como o foram tantos equipamentos comprados com o dinheiro dos contribuintes portugueses na “festa” do Parque Escolar?
A aquisição das licenças digitais foi ou não sujeita a concurso público? No caso de ter sido realizado concurso público, ganhou ou não a proposta mais vantajosa para o erário público?
Porque importa onde e como é gasto o dinheiro de todos os contribuintes, seria aconselhável que a resposta a estas perguntas não levantasse qualquer tipo de dúvida ou de suspeição…
Os contribuintes estão fartos de receber facturas de equipamentos pagos ao preço do ouro e sem garantia de qualidade…
Esperamos que não se venham a repetir aqui os estratagemas ardilosos do passado recente…
Está comprovado que o melhor meio de aprendizagem é o impresso: livro.
Meios digitais (computadores) não prestam para isso.
https://www.sciencealert.com/do-students-learn-better-from-screens-or-print-textbooks-science-education
De forma resumida:
– Para se ter uma ideia básica sobre um tema: computadores e livros, dão perfeitamente.
– Para se conseguir alcançar uma compreensão sólida sobre um tema complexo: o livro.
– Nos estudos realizados sobre o tema, os estudantes previam que aprenderiam melhor com meios digitais.
– Os resultados dos estudos provaram, de forma consistente, que os melhores resultados eram sempre conseguidos com a utilização de livros para estudar.
Claro que sim Mus. Quem anda especialmente metido nas area digitais sabe disso melhor que os outros.
É de uma desonestidade intelectual pensar que a leitura em papel ou em ereader é igual em termos de concentração e apreensão de conteudos a um tablet, smartphone ou computador.
é so interesses €€€€€ , daqui a uns anos paga-se isso tudo em doenças de coluna, articulações, visão etc…
alem de os conhecimentos ficarem muito menos consilidados
digitial é digital e a programação informatica deveria ter mais peso no ensino secundario , manuais digitais são treta
consolidados
Basta ao sr. Ministro ler as atas das reuniões de avaliação do 3ºP. para ficar a saber que este tipo de ensino não produz resultados de aprendizagens sólidas para os alunos , sobretudo até ao 9º ano (Profissional é igual, pela sua falta de responsabilidade) e é extremamente desgastante para todos : alunos, EE e professores.
Os resultados das avaliações subiram? Oh! se subiram!!…E as aprendizagens?????….
Os alunos já estavam fartos e desligaram completamente a partir de meados de maio; os pais saturados e impossibilitados de ajudar os filhos, pois são Pais, não Professores; os Professores exaustos com a triplicação de tarefas que, a cada ano lhes vão acrescentando. Então se for DT….é secretário, Assistente social, psicólogo, escriturário…! Não quero repetir! Não quero a escola em casa!
Eu, não gostei e todos os meus alunos (130) têm a mesma opinião!
em caso de pandemia nao ha outra soluçao, é o que há
quanto ás aprendizagens tens razao no que dizes matilde, mas fazer o quê?
Consolidar aprendizagens para quê ? No meu agrupamento só numa turma de 9º ano estavam para ser retidos 5 alunos. Um com 4 negativas, dois com 5 e dois com 6. Passou tudo. Lol. A colega de Português até chorou obrigada a dar 3 a alunos com média inferior a 20%. Alunos cujo nível seria 1 há uns largos anos atrás. Pior é impossível.
O ministro é um idiota. Não há termo mais suave que se lhe possa aplicar.
A maioria das pessoas aprende «melhor» através de livros, chamemos-lhes manuais ou plutões, da mesma forma que os alunos devem dominar a escrita manual, antes de prosseguirem para o digital.
Isto só significa uma coisa: as classes dirigentes não sabem nada da matéria que «comandam». É uma vergonha!
Então e numa altura destas pôr uma série de pessoas a mexer nos mesmos livros é bom? A DGS não tem nada a dizer? Só interessa o dinheiro!
Infelizmente é isso mesmo que acontece! É deplorável, desprestigiante para aqueles professores, E.E e alunos que querem realmente aprende!
E quando os alunos mais aplicados nos perguntam:” Professora, eu estudo tanto, sou tão aplicado, porque quero ter boas notas! E tenho colegas, que não fazem nada de nada e têm positiva?!”. Começamos a não ter argumentos válidos para usar na resposta a estes alunos! É triste, extremamente triste….