Sobre a Segunda Prioridade do Concurso Externo

Chegou-me esta exposição para divulgação que foi enviada ao Provedor de Justiça.

Sobre a mudança pedida nesta exposição (ou seja para que se mantenha igual ao que existe actualmente). os 365 dias nos últimos 6 anos, não consigo ter uma posição fundamentada com dados.

Quanto mais se baixar o tempo de serviço prestado em escolas públicas num maior número de anos para dar-se a segunda prioridade acaba-se por privilegiar quem faz do ensino público um espaço para as acumulações, mas também acontece que muitos docentes contratados (em especial quem está apenas nas AEC) não consiga amealhar o tempo de serviço necessário com a nova proposta para continuar nesta segunda prioridade.

Existe por aqui uma barreira perigosa que mudando-a afasta uns beneficiando outros e qualquer mudança que ocorra faz baralhar os que se encontram perto de cada um dos limites.

O que já referi aqui é que será difícil encontrar docentes ou técnicos especializados para trabalhar motivados nas AEC com baixo vencimento e sem lhes dar a possibilidade de atingir esta segunda prioridade nos concursos nacionais.

 

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    • Cláudia Soares on 3 de Janeiro de 2017 at 12:51
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    Existe uma crença generalizada de que a maior parte dos professores que não atingem 365 dias em 6 anos estão “presos” nas AEC. Na verdade, neste grupo( que não possuem 365 dias em 3 ou 4 anos) estão muitos professores que têm conseguido colocação em grupos de recrutamento e deixarão de a ter, na terceira prioridade.

    Arlindo, consegui colocação nos últimos dois anos, num grupo de recrutamento, e não tenho 365 dias em 4 anos, mas estou muito perto. Especializei-me no grupo 120 e agora consigo colocação. Entretanto, este ano saiu-me mais algumas colocações no 300 e 330.

    Recordo ainda que a criação do grupo 120 permitiu a muitos professores de AEC inglês obterem colocação, um grupo tão específico que exigia,para efeitos de profissionalização, tempo mínimo de serviço em AEC de inglês.Recordo ainda que muitos apenas se profissionalizaram nesse grupo em 2016. Muitos estão colocados. Investiram imenso na sua formação. Fazem parte do sistema.

    • Andre Oliveira on 3 de Janeiro de 2017 at 13:34
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    Verdade, tenho 15 anos de serviço e por incrível que possa parecer não tenho 365 dias de serviço nos últimos 4 anos! E porquê? Porque sou do grupo 240, grupo bastante afetado pelo desdobramento da disciplina de EVT e eliminação do par pedagógico. Desde 2012 deixei de conseguir horários completos e anuais e tive de me sujeitar ao que consegui nos meandros de OES e BCEs manhosas e com critérios duvidosos. Agora que acabaram finalmente essas injustiças consegui entrar logo na 1a RR com horário anual e completo! Não faço parte do Sistema?!? Já fiz queixa ao Provedor de Justiça, sindicatos, grupos parlamentares. Quem se sentir injustiçado escreva também, faça-se ouvir, porque após as rondas negociais, pode ser tarde demais… Deixo os emais para que possam manifestar o vosso desagrado. TEMOS QUE NOS MANIFESTAR, ESTA INJUSTIÇA NÃO PODE ACONTECER!

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    • Jorge02 on 3 de Janeiro de 2017 at 13:36
    • Responder

    Sem duvida q alargar o número de anos para se ter os 365 dias beneficiará os profs do privado. Estes, têm procurado tudo o q é horários curtos para acumularem, jogando em 2 tabuleiros. Como têm mto tempo de serviço no privado, conseguem estar sempre nas 1as posições das listas. É só consultar…graduações de 30,35…

    1. Em muitos grupos, há graduações de 30 e mais de professores que sempre exerceram na escola pública…

    • Ana on 3 de Janeiro de 2017 at 16:05
    • Responder

    O grande problema é que mudam as regras do jogo sem avisarem com antecedência… Andam os professores a fazerem tantos sacrifícios, tantos kms por poucas horas para conseguirem os tais 365 dias em 6 anos e depois… mudam as regras! Isso não se faz assim… se querem mudar, então que mantenham este ano (os 365 dias em 6 anos) e que avisem que no próximo ano de concursos então é de outra forma. Pois quem já se sujeitou, fê-lo para conseguir os objectivos estipulados até aqui. Façam com que haja mais respeito pelos professores, é a vida deles!

    • Privado/público on 3 de Janeiro de 2017 at 16:20
    • Responder

    A solução passa por criar uma prioridade só para tempo de serviço no público e outra com todo o tempo de serviço.
    As AEC´s deveriam ser asseguradas pelos profs do agrupamento como acontece nos Açores.

    • BIS on 3 de Janeiro de 2017 at 17:19
    • Responder

    Relativamente aos critérios de vinculação dos professores contratados, considero uma enorme injustiça a exigência de contagem do tempo “no mesmo grupo de recrutamento”.
    Muitos colegas trabalharam com profissionalização em mais do que um grupo de recrutamento, porque tinham habilitação para isso! Assim sendo, serão sempre uma mais-valia para qualquer escola e mais dificilmente correrão o risco de se tornarem “horário zero”, pois poderão assegurar mais do que uma disciplina.
    Recordo que no “Despacho de Organização do Ano Letivo”, no que diz respeito à “Distribuição de serviço docente”, art.º7.º, estabelece-se no n.º4 que “Os docentes podem, independentemente do grupo pelo qual foram recrutados, lecionar outra disciplina ou unidade de formação do mesmo ou de diferente ciclo ou nível de ensino, desde que sejam titulares da adequada formação científica e certificação de idoneidade nos casos em que esta é requerida”. Se é assim para quem é do quadro, por que motivo não se raciocina da mesma forma com os colegas que investiram em mais do que uma disciplina? Na minha opinião, este argumento deve ser apresentado nas negociações.

      • ana on 3 de Janeiro de 2017 at 19:21
      • Responder

      O mínimo são os 5 contratos no mesmo grupo ou arriscávamos a ter vinculações com 0 dias de serviços ou pouco em vários grupos

    • Manuela Pataca on 3 de Janeiro de 2017 at 19:10
    • Responder

    Parecendo e por vezes sendo tratada por alguns colegas como uma questão menor nesta alteração do diploma dos concursos, a mudança nas prioridades no concurso externo é, como refere o autor da exposição, de uma tremenda injustiça, sobretudo, como também se realça no texto, por ser completamente inesperada e (mais uma vez) alterar as regras do “jogo” quando ele já vai adiantado…
    Trabalho há 16 anos, estou pertíssimo dos dias necessários para vincular (faltam-me 80 dias que, para agravar a crueldade da situação, teria, se não me tivessem sido descontadas dezenas de dias de baixa por doença erradamente…) e ironicamente não tenho 365 dias nos últimos 3 anos. Se contarmos os últimos 4, estarei na 2.ª prioridade no próximo concurso mas, se não conseguir (mais) um horário significativo ainda este ano, em 2018 passo para a 3.ª prioridade.
    Servi o ministério da educação durante todo este tempo e fiz as minhas opções, sem criticar quem decidiu de forma diferente, esperando o mesmo respeito da parte dos colegas. Tenho ficado colocada com horários pequenos, sem nunca imaginar que apenas esse facto fosse suficiente para, agora, vislumbrar a saída do ensino público, pois é esse o significado da 3.ª prioridade.
    E não, esta não é uma questão que penaliza apenas os colegas do privado. É uma solução que, para levar avante essa cruzada contra os docentes dos colégios, arrasta muitos profissionais que se dedicaram, ao longo de uma vida, à escola pública, aceitando colocações em horários diminutos mas, desse modo, respondendo tão responsavelmente quanto todos os outros colegas às necessidades do sistema.
    É preciso acabar com esta demagogia, esta discriminação dissimulada de “defesa dos professores do ensino público”. Entendo que seja cómodo assumir que, com esta alteração, se visam apenas os docentes do privado, mas essa não é a realidade.
    E parece-me que, por aqui, muito colegas entendem a situação, quando não lhes toca, como meros danos colaterais ou uma justa consequência para quem, como dizem os que tudo sabem sem nada conhecerem, não saíram da sua “zona de conforto”, seja lá isso o que for… Ninguém no seu perfeito juízo considerará, creio eu, um “conforto” a aceitação de horários mínimos…
    Falta-nos, muitas vezes, a capacidade de respeitar e aceitar opções diferentes das nossas. Mas isso, a começar por quem manda, não pode toldar-nos o discernimento e a capacidade de perceber os limites da (in)justiça.
    Quem se dedicou à escola pública e dela viveu nos últimos anos mas não vê a sua situação beliscada por esta proposta de alteração talvez não consiga imaginar o que têm sidos estas últimas semanas, vividas na expectativa das reuniões do ministério com os sindicatos, entre os anseios por mais mudanças, uma enorme frustração e a tristeza de perceber que os próximos anos não serão felizes…
    Já contactei os deputados da comissão de educação e ciência, os líderes parlamentares e partidários e os diversos sindicatos. Vou seguir o exemplo do colega que enviou a exposição e, reforçando a posição expressa, enviar também uma queixa ao provedor de justiça, na esperança de que ainda possam existir alterações dignas e justas.

    • Andrade on 3 de Janeiro de 2017 at 19:24
    • Responder

    Se alguém influente dos sindicatos nos estiver a ler… Por favor, lutem para que se mantenham os 365 dias nos últimos 6 anos lectivos, para mantermos a 2a prioridade, que é para esse objectivo que nos temos sacrificado tanto… Não nos abandonem, não mudem as regras do jogo assim sem mais nem menos… Temos aceite horários pequenos para conseguirmos esses dias, se isto mudar, ninguém mais irá querer esses horários… Só servem para o desemprego no ano a seguir… Ajudem-nos!

    • Cláudia Soares on 4 de Janeiro de 2017 at 11:13
    • Responder

    Eu não sou a favor de 365 dias em 6 anos, sou a favor de se privilegiar tempo de serviço no público. Bastava perguntarem: Em um dos últimos 2 anos lecionou exclusivamente no ensino público? Aí, deixavam de incomodar. as acumulações de serviço do privado.

      • Jorge02 on 4 de Janeiro de 2017 at 23:57
      • Responder

      Boa sugestão

    • car on 4 de Janeiro de 2017 at 20:16
    • Responder

    As pessoas ainda não perceberam que os colegas do privado vão ficar na 3a prioridade, tal como acontecia nos concursos anteriores. A única diferença é que estes vão passar à frente de muitos contratados que não conseguem perfazer os 365 dias nos últimos 4 anos (que estes sim vão descer para a 3a prioridade), uma vez que esses colegas do privado tem muito mais tempo de serviço na grande maioria. Eu falo por mim: já tenho bastante tempo de serviço, só que nestes últimos 5 anos, 2 deles não fiquei colocada e estes últimos 3 tenho tido horários pequenos. É muito injusto e pelo andar da carruagem nunca mais vou perfazer esses 365 dias porque me vão passar à frente pessoas vindas do privado. Devem deixar os 365 dias nos últimos 6 anos.

    1. Atenção que há muitos do privado que com as acumulações fazem os 365 dias nos últimos 6 anos.

        • Ricardo Conceição on 10 de Janeiro de 2017 at 9:52
        • Responder

        Obrigado Sr. Arlindo, revelou-se.

        Não passa de um FASCISTA VERMELHO.

        Quer dizer que basta ter tempo de serviço no privado para ter de ser repatriado. O seu lema é: “Trabalhaste no privado RUA”.
        Assim se revela o carácter das pessoas.

  1. […] externo, isto é, 365 dias de serviço em estabelecimentos públicos nos últimos 6 anos. Já aqui tinha dito o que pensava sobre o assunto e disse que existe uma linha em que a manutenção dessa […]

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