24 de Janeiro de 2017 archive

Manuais escolares: “Esclareçam-se as dúvidas!”

(…) A oferta de manuais aos alunos do 1º ano do Ensino Básico, bem como a obrigatoriedade da sua reutilização nos anos seguintes, anunciada pelo Ministério da Educação (ME), lançou o debate na atualidade educativa. Desde então, muito se tem dito e escrito sobre as vantagens e desvantagens da reutilização. E, recentemente, sobre a produção e venda de manuais escolares.

Os filhos nunca estudaram por livros oferecidos por editoras. E, tal como muitos docentes, nunca se sentiu “pressionado”, a troco de canetas e agendas, para eleger um manual em detrimento de outro. António Martins, professor de Físico-Química, ficou indignado com a forma como a adoção de manuais escolares foi retratada em duas reportagens emitidas em canais generalistas. “Passam a ideia de que os professores se aliaram às editoras para tramar as famílias”, lamenta Alcides Canelas, docente do 1.º ciclo.

Quem está dentro das escolas sabe que não é assim. Nuno Vicente é professor contratado há 12 anos. Deu o seu parecer em inúmeras reuniões para eleger os manuais a adotar. “Em todas as escolas por onde passei – e foram muitas – decidia-se em função de questões pedagógicas, mas havia sempre algum cuidado com a parte financeira.” Entenda-se: o preço dos manuais. “Se há dúvidas nos pais quanto aos critérios que os professores utilizam para escolher os manuais que são obrigados a comprar [como é dito nas reportagens], esclareçam-se as dúvidas”, apela uma professora que prefere o anonimato.

Há um antes e um depois. Primeiro a Direção-Geral da Educação avalia e certifica uma lista de títulos para determinado ano letivo. Para 2017/2018 o processo de avaliação e certificação decorre até 28 de fevereiro para os manuais escolares das disciplinas de Estudo do Meio do 2.º ano e de Português do 2.º e 6.º anos e até 7 de março para os manuais de Português do 12.º ano dos cursos científico-humanísticos do Ensino Secundário.

Esta informação é sempre publicada no portal da DGE. Onde também se lê que “os resultados finais dos procedimentos de avaliação e certificação são tornados públicos, mediante a divulgação da lista dos manuais escolares certificados na página eletrónica da DGE, em http://www.dge.mec.pt/listas-dos-manuais-escolares-avaliados-e-certificados”. Depois, é a partir desta triagem que os professores de cada grupo disciplinar escolhem o manual a adotar.

“A escolha de manuais é um processo que os professores levam muito a peito”, confessa Alcides Canelas. Pertence ao grupo disciplinar de Matemática há 37 anos. Dá aulas no 1.º ciclo. Os colegas conhecem-lhe o rigor com que analisa os manuais “candidatos”. Atento não apenas à cientificidade dos conteúdos como à linguagem em que estão escritos. Na última tomada de decisão, o professor apresentou um documento com os pontos fracos e os pontos fortes de todos os manuais em análise. Mostrou também a relação que cada um deles tinha com o programa em vigor.

“Há liberdade de escolha dos manuais, mas também há uma responsabilização”, lembra Nuno Vicente, acrescentando que “toda a discussão em torno da seleção fica registada em ata e, em último caso, há uma direção da escola e uma figura, o diretor, que assumem a responsabilidade pelo processo”.

António Martins, docente há 34 anos na Região Norte e Centro do país, critica a forma “leviana” como “a integridade e a honestidade dos professores foi posta em causa” nas duas reportagens. “É evidente que cada promotor [das editoras que produzem manuais], como qualquer outro vendedor, tenta ‘vender’ o que é deles, mas não é por isso que os manuais são selecionados!”

Pelas redes sociais, vários professores reclamam para que sejam apresentadas as provas das alegadas “ilegalidades” e “cumplicidades” entre docentes e editoras. Alcides Canelas foi um deles. Escreveu uma publicação na rede social do canal de televisão público responsável pela emissão de uma das reportagens e enviou “cartas” à jornalista que assina a peça no canal privado.

“As duas peças dizem que ‘professores corajosos’ denunciaram a situação, mas se essas pessoas conheciam essas situações tinham obrigação de as denunciar à Inspeção-Geral da Educação ou até à polícia”, argumenta Alcides Canelas, lembrando que numa das peças se menciona que até ao momento o Ministério da Educação investigou apenas “um ou dois casos”. “Em lado nenhum das duas reportagens se admite o óbvio: os professores escolhem os manuais por questões pedagógicas!”

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A “negociar” concursos nos Açores

Pelos Açores, as negociações, também não aguçaram todas as pontas. O problema deve ser da “afia”…

 

Sindicato dos professores quer negociações suplementares com Governo dos Açores

O líder do Sindicato dos Professores da Região Açores (SPRA) declarou que vai requerer uma reunião extraordinária com o Governo regional, após duas rondas negociais, para salvaguardar a mobilidade dos professores e a sua graduação.

“Consideramos que há alguns aspetos em que queremos ainda uma maior aproximação, nomeadamente no que respeita à mobilidade dos professores, de forma a garantir que os detentores do quadro de zona pedagógica do continente também possam concorrer nos Açores, na área da educação, uma vez que o concurso interno já foi garantido”, disse António Lucas.

O sindicalista, que falava à agência Lusa em Ponta Delgada, na ilha de São Miguel, após a última de duas rondas negociais com o secretário regional da Educação e Cultura, defendeu que os três sistemas educativos do país “devem garantir a mobilidade dos docentes”.

 

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Nova Chefe de Divisão de Gestão de Recursos Humanos

… por possuir a competência técnica, a experiência profissional e a aptidão necessárias para o exercício do cargo, bem como o perfil adequado para o exercício das funções em causa, a Licenciada Maria Helena Serol Mascarenhas assume o cargo de chefe de Divisão de Gestão de Recursos Humanos da DGAE..

 

 

Fica aqui a sua síntese curricular e o despacho de nomeação.

 

 

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Já Identificados 3699 Candidatos à Vinculação Extraordinária

Depois do apuramento de vagas já ir nas 3005 vagas também começo a ter um número de candidatos à vinculação Extraordinária já considerável.

O ME anunciou que para as 3019 vagas já apuradas havia perto de 5 mil candidatos a reunir as condições para concorrerem.

Até ao momento tenho apurados 3699 candidatos a este concurso e com a publicação deste formulário espero rapidamente chegar ao número anunciado pelo ME na passada sexta-feira.

 

Que condições se exige para serem candidatos ao concurso externo de vinculação?

  • Possuir 4380 dias de serviço em 31/08/2016
  • Ter 5 contratos nos últimos 6 anos lectivos, incluindo este. (apenas em escolas públicas do ME)

 

O que falta conhecer neste formulário que fica agora on-line?

  • Falta o tempo de serviço dos 8.412 candidatos no ano lectivo 2015/2016 (COLUNA I)
  • Algumas colocações que possam ter ocorrido em escolas TEIP, com Autonomia, em CE ou BCE. (COLUNAS R, S, T, U, V e W)

 

Que ajuda preciso?

  • Que coloquem o tempo de serviço que obtiveram em 2015/2016 (de 0 a 366 dias)
  • Que coloquem as colocações em falta e para isso indiquem apenas um dos grupos de recrutamento onde ficaram colocados nesse ano. Se não ficaram colocados coloquem NÃO.

 

Logo que os dados permitam identificar 4.500 docentes nestas condições será produzida a lista colorida para se perceber se desta vez os mais graduados encontram-se elegíveis à vinculação de 2017.

 

ACEDER AO FORMULÁRIO

 

 

 

LEGENDA DE CORES DO FORMULÁRIO:

Encontram-se pintados a vermelho os docentes que têm entre 4014 e 4380 dias de serviço em 31/08/2015. Só os passarei para outra cor se o tempo de serviço em 2015/16 lhes permitir ter mais de 4380 dias de serviço.

Pintados a verde os que reúnem as condições para concorrerem.

Os grupos de colocação colocados originalmente no formulário encontram-se pintados de amarelo, Quando colocarem a vossa colocação deixem ficar o fundo branco para eu mais facilmente verificar a alteração que fizeram.

 

NOTA:

Pesquisem sempre pelo vosso número de candidato e não pelo número de ordem no grupo onde obtiveram colocação. Todos os docentes que se encontram na lista de ordenação definitiva da contratação inicial 2016/17, que concorrem em segunda prioridade e têm mais de 4014 dias de serviço encontram-se neste formulário.

 

FORMULÁRIO ACTUALIZADO ONDE FORAM RETIRADOS OS CAMPOS EXCESSIVOS.

 

Neste momento só conseguem visualizar o número de candidato, o nome e a soma do tempo de serviço em 31/08/2015, assim não tenho de andar sempre a responder a quem está colocado num grupo e ordenado no formulário anterior noutro grupo.

Devem apenas colocar o tempo de serviço de 2015/16 (lembro que é ano bissexto e o tempo pode ir até aos 366 dias) e as colocações em falta nas colunas dos anos. Não coloquem 110CE, mas sim 110. A soma dos números de contratos depois é feita se estiver escrito apenas números.

Neste momento já são 4 mil candidatos que podem concorrer ao concurso de vinculação extraordinária.

 

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