Novamente Sobre a Segunda Prioridade ao Concurso Externo

Pedem-me para voltar a este tema e tomar como também suas a vontade de não se mexer nas regras actuais para a manutenção da 2ª prioridade ao concurso externo, isto é, 365 dias de serviço em estabelecimentos públicos nos últimos 6 anos.
aqui tinha dito o que pensava sobre o assunto e disse que existe uma linha em que a manutenção dessa prioridade tanto pode beneficiar quem tem apenas poucas horas de serviço ao longo dos últimos 6 anos, mas também os pode prejudicar.

 

O ministério iniciou a proposta com:

  • 730 dias em 5 anos, depois baixou para;
  • 365 dias em 3 anos, e depois subiu para;
  • 365 dias em 4 anos.

 

Se os 365 dias subirem de novo para os 6 anos muitos dos docentes que querem ver remetidos para a terceira prioridade docentes do ensino particular esquece que quem é do ensino privado também viu muito do seu tempo de serviço acumulado no ensino público e irá ter uma surpresa desagradável com isso.

 

Julgo que a melhor solução para este caso não seria subir o espaço de tempo para cumprir um determinado tempo de serviço, mas sim substituir o tempo de serviço por contratos no ensino público, sem ser em acumulação de funções, num determinado período (por exemplo 2 contratos nos últimos 4 anos, ou 3 nos últimos 6).

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2017/01/novamente-sobre-a-segunda-prioridade-ao-concurso-externo/

43 comentários

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    • Prioridades injustas on 9 de Janeiro de 2017 at 18:34
    • Responder

    Manter as regras que já existem será sempre menos prejudicial e com efeitos sobre um menor número de docentes do ensino público do que qualquer uma das propostas apresentadas. Prefiro, pessoalmente, que alguns colegas do privado me passem à frente do que descer alguns três mil lugares na lista de ordenação, como é evidente… Só defende alterações radicais quem não será implicado nas mudanças, claro, como em tudo por que aqui se opina…

      • car on 9 de Janeiro de 2017 at 18:58
      • Responder

      Concordo consigo, muitos que sempre serviram o público e que tiveram a infelicidade de não serem colocados em alguns destes últimos 4 anos e/ou outros anos colocados com horários pequenos vão passar para a 3a prioridade. Acredito que não serão assim tantos colegas do privado a concorrer na 2a prioridade (devem ser pouquíssimos os que acumulam público e privado), aliás a maior parte deles deverá concorrer em 3a prioridade como tem sido até agora. Quem vai sofrer se isto se mantiver assim, são sim aqueles que conseguiram acumular pouco tempo de serviço nos últimos anos, estes sim serão sempre ultrapassados. Deve-se manter a 2a prioridade com 365 dias nos últimos 6 anos.

        • anónimo on 11 de Janeiro de 2017 at 12:10
        • Responder

        Pois digo-lhe que está enganada. São imensos. É só ver as listas dos anos anteriores.

          • Prioridades injustas on 11 de Janeiro de 2017 at 12:54

          Não tantos quantos os que, na 2.ª prioridade, ultrapassariam quem agora se visse relegado para a 3.ª.

          “imensos”, neste contexto, em que nos vemos na iminência de sermos ultrapassados por centenas ou milhares de colegas, sem contarmos antecipadamente com isso, passa a ser um conceito subjetivo…

    • Marmelo on 9 de Janeiro de 2017 at 18:42
    • Responder

    Concordo completamente com o Arlindo. Se para a vinculação extraordinária se exige 5 contratos públicos nos últimos 6 anos para efetivar (independentemente da sua duração), porque não algo semelhante para a segunda prioridade (embora com menos contratos)?

    • Ando Cá Há Muitos Anos on 9 de Janeiro de 2017 at 19:15
    • Responder

    Exposição enviada ao Provedor de Justiça a propósito deste assunto:

    Na qualidade de professor contratado do grupo 300 (Português), e na sequência da divulgação das propostas de alteração do Decreto-Lei n.º 132/2012, de 27 de junho (atualizado pelo Decreto-Lei n.º 83-A/2014), apresentadas pelo Ministério da Educação, venho solicitar a Vossa intervenção no que diz respeito às sugestões de revisão do ponto 3 do Artigo 10.º, relativo às prioridades no âmbito do concurso externo.
    Assim, foi inicialmente aventada a hipótese de reformular a alínea b), só admitindo na 2.ª prioridade desse concurso (a que são opositores os professores contratados, sem vínculo profissional) os docentes “que tenham prestado funções docentes em pelo menos 730 dias nos últimos cinco anos escolares”. Posteriormente, na segunda versão do documento, passou a sugerir-se admitir a essa prioridade os docentes “que tenham prestado funções docentes em pelo menos 365 dias nos últimos três anos escolares” e, na terceira, os docentes “que tenham prestado funções docentes
    em pelo menos 365 dias nos últimos quatro anos escolares”. Estas hipóteses visam substituir a formulação atualmente em vigor, que pressupõe a integração na segunda prioridade do concurso externo dos “indivíduos qualificados profissionalmente para o grupo de recrutamento a que se candidatam, que tenham prestado funções docentes em pelo menos 365 dias nos últimos seis anos escolares”.
    As propostas apresentadas, inclusivamente a última (exigência de 365 dias nos últimos quatro anos letivos) acarreta enormes consequências negativas para um número muito significativo de docentes que, mesmo tendo prestado funções docentes sempre no ensino público, por razões diversas foram concorrendo e ficando colocados em horários de reduzida carga letiva e, frequentemente, de duração temporária. Nesses casos, dificilmente é exequível a acumulação dos dias exigidos para a permanência na 2.ª prioridade. A sua não integração nessa prioridade poderia representar descidas de, aproximadamente, 3000 lugares nas listas de ordenação graduada (remetendo, concretamente, para as relativas ao grupo 300), com a consequente perda de hipóteses reais e consideráveis de obter uma colocação em futuros concursos (o que impediria, num processo naturalmente cíclico, a obtenção de mais dias de serviço e o acumular dos dias necessários para poder voltar a reintegrar a 2.ª prioridade). Quem aos horários menores se sujeitava também não alcançará outros e, logicamente, manter-se-á, em definitivo, na 3.ª prioridade, equivalente à assunção de não regressar à docência no ensino público.
    Por outro lado, dada a instabilidade que tem marcado a colocação de professores em épocas recentes, e a existência, durante alguns dos últimos anos, de concursos
    paralelos, assentes em critérios frequentemente discriminatórios, como os da
    Bolsa de Contratação de Escola, entretanto extinta, e os das Ofertas de Escola,
    atualmente reguladas por critérios objetivos, a alteração potencia o agravamento de injustiças, penalizando, sobretudo, quem, por motivos e infelicidades diversas, não obteve colocações em horários completos ou de grande carga letiva nos últimos anos, desconsiderando todo o trabalho desenvolvido anteriormente.
    As propostas de alteração apresentadas pelo Ministério da Educação adquirem
    contornos retroativos, pois penalizam, há distância de uns anos, quem fez as
    suas opções passadas acreditando conhecer as regras que determinariam a sua
    permanência futura no concurso docente. Alterarem-se deste modo as condições,
    sem que haja a hipótese de mudar o passado, é tremendamente injusto. Nas
    condições propostas, poucos docentes arriscarão concorrer e aceitar horários
    reduzidos, sobretudo se forem temporários, pois não conseguirão, desse modo e
    em quatro anos, os dias exigidos. Por seu turno, o Ministério da Educação poderá
    vir a ter dificuldades em assegurar o preenchimento dos lugares dos horários
    menores e de mais curta duração, tão necessários e asseguradores do
    funcionamento do sistema escolar quanto todos os outros.
    Por outro lado, reduzir, face à legislação atual, o número de dias exigidos mas também o período de tempo para ingressar na 2.ª prioridade, fazendo-os coincidir apenas com os últimos quatro (na última versão), é optar por uma via discricionária,
    infundamentada e discriminatória. Porquê apenas alguns anos, e apenas dos últimos, se, efetivamente, há docentes, a servir o ME há dez, doze e mais anos e que, por infelicidade, nos últimos têm sido colocados em horários reduzidos? Há um evidente desrespeito e uma séria desconsideração pela “carreira” de profissionais que se têm dedicado ao ensino público e garantido a ocupação de lugares de menor carga horária e/ou duração, provavelmente com prejuízos para a sua vida financeira e familiar e com consequências profissionais, já no quadro legal atual, uma vez que a sua graduação aumenta a um ritmo proporcional aos horários ocupados, ou seja, residualmente.
    Se, como parece ser o objetivo, a proposta do ME neste artigo específico visa proteger os professores que têm desenvolvido a sua atividade profissional essencialmente no ensino público face aos colegas do privado, a atual proporção número de dias/anos de serviço já o concretiza. O maior respeito e a maior justiça, na
    apregoada proteção dos docentes da escola pública, seria, como já aconteceu, a
    ordenação dos candidatos tão só e apenas através da graduação, valor objetivo
    que combina classificação profissional e tempo de serviço. Neste último caso, se a razão das agora apresentadas alterações se prende com a “cruzada” encetada contra os docentes do ensino privado, poder-se-ia, eventualmente, segundo
    princípios legais, considerar apenas o prestado no ensino público.
    Subvalorizar a graduação, único critério objetivo e único garante de equidade, e estabelecer (cada vez mais) prioridades é dividir, discriminar, segregar uns para sobrevalorizar outros, sem qualquer lógica evidente associada.
    É desgastante, humanamente insuportável, do ponto de visto psicológico e emocional, viver na incerteza provocada pelas constantes alterações legislativas relativas aos concursos docentes. Nenhum professor, em Portugal, nos dias que correm (e talvez seja a única profissão em que tal acontece), pode fazer opções conscientes e minimamente seguras e tomar decisões adequadas à sua realidade, pois não sabe com o que contar para os próximos anos profissionais, mercê das constantes e inexplicáveis alterações à legislação que rege os concursos. Como provam as propostas do ME, é possível subverter a posteriori os critérios em função dos quais se tomaram decisões, com implicações decisivas na vida de milhares de docentes.
    Na expectativa de que a sua ação possa potenciar a revisão da proposta numa linha consentânea com as necessidades dos docentes contratados e a valorização do seu empenho e da sua dedicação profissionais, subscrevo-me, respeitosamente.

      • Ricardo Conceição on 9 de Janeiro de 2017 at 20:10
      • Responder

      Argumentos muito bons e depois:

      Neste último caso, se a razão das agora apresentadas alterações se prende com a “cruzada” encetada contra os docentes do ensino privado, poder-se-ia, eventualmente, segundo
      princípios legais, considerar apenas o prestado no ensino público.

      Concorda então que existe uma cruzada.
      Não se importa por se retirar direitos já adquiridos aos docentes do ensino privado. Incentiva até.
      Pede justiça! Não me queria rir mas…

      Enfim, justiceiros em causa própria.

      1. Parece-me que desconhece o valor das orações subordinadas adverbiais condicionais…
        Queira rir-se à sua vontade, principalmente porque “justiceiros em causa própria” somos (sempre) todos, como bem evidencia.

          • Ricardo Conceição on 9 de Janeiro de 2017 at 20:43

          … “justiceiros em causa própria” somos (sempre) todos, como bem evidencia.

          Bravo.
          Com o seu comentário a sociedade acabou de evoluir mais 100 anos.
          Já agora, não me queira adicionar ao “todos”.

      • Contratada on 10 de Janeiro de 2017 at 23:20
      • Responder

      Concordo com a sua argumentação. No meu caso, sou profissionalizada no grupo 400 desde 2000 e leciono em escolas públicas há 17 anos. Sempre concorri a nível nacional e nunca tive a oportunidade de um horário completo no meu grupo. Atualmente, possuo apenas 6 anos de tempo de serviço efetivo. Tive sempre de acumular pequenos horários, sem que, ainda assim, tivesse conseguido obter horários completos com as acumulações. Nos últimos anos, em vez de subir nas listas de graduação tenho descido porque fui ultrapassada por docentes com mais tempo de serviço, provenientes “dos privados” ou por recém-profissionalizados, com médias altíssimas (quando me profissionalizei, numa universidade pública, obtive a segunda melhor nota do curso, de entre os cerca de 40 Licenciados nesse ano, nessa instituição). Essas circunstâncias e as inúmeras alterações legislativas dos últimos anos fizeram com que, desde 2012 a esta data, eu não tenha conseguido horários acima de 10 horas letivas. Defendo, portanto, que haja mais respeito por quem sempre trabalhou no ensino público e deu o seu melhor em prol da qualidade do ensino, mesmo lecionando em pequenos horários. Essas pessoas, como eu, merecem alguma estabilidade.

      • Paulo Pereira on 13 de Janeiro de 2017 at 19:35
      • Responder

      Não deixa de ser excessivo e algo panfletário içar a bandeira da “escola pública”. Caro comentador, um contratado é-o tão-somente contratado. Se é na Escola Pública ou se é contratado na Escola Privada é um detalhe. Enveredar por adjectivação tão revolucionária é muito típica da nossa herança do pós-25 de abril, mas de substrato nulo.

      O facto prosaico é que, de facto, não pertence aos quadros do Estado.
      Para pertencer aos quadros do Estado tem de se submeter a um concurso público, isento e universal, sem regimes de excepção nem favorecimentos, como tantos ignorantes e sectários pretendem.
      Só desta forma se pode cumprir de forma plena a Democracia e a isenção de um processo concursal que se quer sério.
      Qualquer subversão a este princípio é inconstitucional.

    • Ricardo Conceição on 9 de Janeiro de 2017 at 19:51
    • Responder


    Se os 365 dias subirem de novo para os 6 anos muitos dos docentes que querem ver remetidos para a terceira prioridade docentes do ensino particular esquece que quem é do ensino privado também viu muito do seu tempo de serviço acumulado no ensino público e irá ter uma surpresa desagradável com isso.

    Pois é esses sacanas, fascistas! Enviem-nos para a Sibéria.
    Só vejo uma solução: Cada candidato fazer a sua própria prioridade. Depois da graduação é claro.

    Ó Sr. Arlindo eleve-se. Deixe esses pensamentos para os pobres de Espírito.

  1. Não têm surpresa desagradável, uma vez que são as regras atuais. Surpresa muito desagradável será se as regras mudam.
    Não se esqueça dos colegas das AEC.

      • Ricardo Conceição on 9 de Janeiro de 2017 at 20:32
      • Responder

      Surpresa desagradável têm aqueles que com sistemática mudança dos critérios propostos andam a saltar, a cada semana, da 3ª para a 2ª e da 2ª para a 3ª. Tudo isto porque existe a tal “cruzada” contra quem tem tempo de serviço no privado. Para não falar daqueles que tiveram serviço no privado que concorreram anos na 2ª e agora descem para a 3ª.

      Pergunto se era necessária a 2ª prioridade se não fosse para prejudicar quem tem tempo de serviço no privado?
      Será perseguição política?
      Será que vem ai tempos de fascismo vermelho?

      • Cláudia Soares on 9 de Janeiro de 2017 at 22:38
      • Responder

      Exato, Arlindo, não têm surpresa desagradável, uma vez que são as regras atuais. Surpresa muito desagradável será se as regras mudam.

    • Tinita Tita on 9 de Janeiro de 2017 at 21:06
    • Responder

    Tenho cerca de 2600 dias de serviço no ensino público. Nos últimos 4anos só consegui uns míseros dias de serviço (graças à BCE e aos seus critérios manhosos). Se esta proposta se mantiver passo para 3prioridade… São deitados para o lixo 7 anos de serviço conseguidos entre 2003 e 2011.
    O Arlindo acha isto correto??? Aí sim… serei ultrapassada por centenas de colegas com graduação altíssima que sempre trabalhou no privado e eu serei descartado…
    As minhas opções de concurso sempre foram baseadas nos 365 dias nos últimos 6 anos e agora de repente mudam… Se querem alterar que o façam progressivamente não de um dia para o outro.

      • Cláudia Soares on 9 de Janeiro de 2017 at 22:40
      • Responder

      Exato, a existir alteração, aumento dos requisitos, ao menos que haja período de transição suficientemente alargado para podermos reequacionar opções profissionais e assim atenuarmos os danos decorrentes da mesma alteração.

        • Ruca on 9 de Janeiro de 2017 at 23:01
        • Responder

        Então?
        Ainda não percebeu que ÚNICO objetivo é mandar para o inferno aqueles que tiveram o atrevimento de dar umas aulas no privado.
        Vá lá junte-se ao rebanho.
        Viva os valores de Abril.

        Hitler e Estaline não faz gosto.

          • anónimo on 10 de Janeiro de 2017 at 10:29

          Pois, Ruca. Melhor seria mandar para o Inferno quem sempre serviu a escola pública. Não?
          Quem teve o atrevimento de andar de escola em escola, de terra e terra e ficar até sem colocação deve ser ultrapassado. Um raciocínio muito interessante, não haja dúvidas.
          O que deviam defender era : Quem deu aulas sempre na escola pública devia ter acesso imediato à 2ª prioridade sem qualquer critério.

    • Cláudia Soares on 9 de Janeiro de 2017 at 22:34
    • Responder

    A situação está a ser vista da perspetiva errada.Pela perspetiva certa acontece o seguinte:
    -Docentes que estavam no final das listas da segunda prioridade e que ainda assim conseguiam ser colocados integrarão(se a alteração avançar) para o final da lista da terceira prioridade, onde o tempo de serviço no público não é reconhecido, ultrapassáveis por docentes dos colégios, altamente graduados, perdendo todas as chances de colocação que tiveram até então. Não me parece sensato!!!!!!!!

    Não concordo com definir-se intervalos temporais ou dias mínimos de serviço, apenas defendo que se mantenha 365 dias em 6 anos,como vigorava, pois não retira direitos a docentes que sempre foram segunda prioridade e que tomaram decisões de vida( aceitar/recusar horários) consoante as regras vigentes da segunda prioridade. Não merecem que o seu tempo de serviço no público e investimento no público seja descartado.

    Talvez fizesse sentido voltar ao que já vigorou, perguntar se lecionamos no ensino público em pelo menos X anos escolares dos últimos X anos, em regime de exclusividade, sem acumulação com privado. Já foi assim e quem lecionava AEC mantinha também a segunda prioridade. Tempos passaram e esses docentes agora lecionam em grupos de recrutamento e não é justo/coerente nem sensato enviá-los para a terceira prioridade, onde nunca mais conseguirão colocação.

      • Ruca on 9 de Janeiro de 2017 at 22:44
      • Responder

      perspetiva… cada um com a sua…
      A vida das pessoas agora é uma questão de perspetiva.
      Tristes.

      Hitler e Estaline azem gosto.

    • Ruca on 9 de Janeiro de 2017 at 22:37
    • Responder

    Hitler e Estaline fazem gosto

    • Sílvia Filipa Carvalho on 9 de Janeiro de 2017 at 22:39
    • Responder

    E o que se pede para a vinculação extraordinária nao merece também discussão? Ao contrário do que se pretendia, cinco contratos independentes da tipologia e duração abre caminho para os muitos colegas do privado ou superior que trabalharam sempre em regime de acumulação e penaliza quem sempre trabalhou no público ( doze ou em muitos casos mais) e que por algum motivo interromperam por, por exemplo dois anos, o trabalho no estado. Faz sentido não vincular estes que acumularam três contratos sucessivos várias vezes sem interrupção e vincular quem tem apenas 3? O crime de não vincular os primeiros prescreveu como tantos outros em Portugal?

      • Ruca on 9 de Janeiro de 2017 at 22:47
      • Responder

      Hitler e Estaline fazem gosto

    • Indignação on 9 de Janeiro de 2017 at 23:00
    • Responder

    Quanto à segunda prioridade a minha questão é: Devemos reger as nossas vidas pelo quê? É que se as leis posteriores, mais restritas, anulam as anteriores e não se criam NORMAS TRANSITÓRIAS devem basear as nossas decisões em quê?

      • Ruca on 9 de Janeiro de 2017 at 23:12
      • Responder

      Quer o sr. viver num estado de direito?
      Em que todos são tratados de forma igual?
      Que o Estado seja pessoa de bem?

      Ultraje. Quer ir para a Sibéria ou para Auschwitz?

      Viva Abril.
      Hitler e Estaline não fazem gosto.

    • Costa on 10 de Janeiro de 2017 at 0:48
    • Responder

    `É necessário defender os colegas que sempre lecionaram no público horário pequenos e aec. Os que lecionaram sempre nos colégios privados perto de casa muitas vezes por “cunha” devem concorrer na terceira prioridade. Para mudar para pior é melhor manter as regras atuais. Os colegas do privado se não gostam, se acham injusto então que defendam um concurso sério também para os colégios.

      • Ruca on 10 de Janeiro de 2017 at 7:30
      • Responder

      Isso dos quilómetros tem muito que se lhe diga.
      É argumentação sem prova.
      Será que os contratados de Lisboa fazem muitos quilómetros?
      É onde existem mais Escolas, mais vagas, mais professores e transportes públicos.
      O contrário de muitos dos colégios que foram implantados onde não existíam escolas públicas nem professores.

      Tal como no fascismo a sua argumentação baseia-se no preconceito, que utiliza para tirar vantagem.

      Hitler e Estaline não fazem gosto.

        • Ilse on 10 de Janeiro de 2017 at 8:37
        • Responder

        Há muitos contratadso em Lisboa com 20 anos de serviço que nunca vinculou por não querer sair da cidade.Nisso tem razão.Muitos deles praticamente nem aos subúrbios a mais de 20 kms concorreram., Porém o mesmo não se pode dizer de professores do quadro.Estas normas transitórias até beneficiam mais esses contratados das zonas metropolitanas, que o resto dos colegas.Realmente muitos conseguiram com a norma travão e BCE os 5 anos para vincular.Compreendo a revolta de muitos.

    • Ricardo Conceição on 10 de Janeiro de 2017 at 10:08
    • Responder

    …Já aqui tinha dito o que pensava sobre o assunto …

    Obrigado Sr. Arlindo, revelou-se.

    Quer dizer que basta ter tempo de serviço no privado para ter de ser repatriado. O seu lema é: “Trabalhaste no privado RUA”.
    Bons valores os seus.
    Afinal existe um esquerda encapotada de democrática que mal assume o poder começa a utilizar métodos fascistas para colocar em prática uma “PURGA NO ENSINO”.
    Nunca tão poucos incomodaram tantos.

    • Ruca on 10 de Janeiro de 2017 at 11:29
    • Responder


    Julgo que a melhor solução para este caso não seria subir o espaço de tempo para cumprir um determinado tempo de serviço, mas sim substituir o tempo de serviço por contratos no ensino público, sem ser em acumulação de funções, num determinado período (por exemplo 2 contratos nos últimos 4 anos, ou 3 nos últimos 6).

    Tão criativo que o Sr. anda.
    Não perca mais tempo, pegue na Carabina e trate do assunto. É mais fácil e rápido.

    Tanto FASCISMO encapotado.

    Viva Abril

    Hitler e Estaline fazem gosto.

    • Ivone on 10 de Janeiro de 2017 at 12:52
    • Responder

    Mantenham os seis anos e 365 dias, mesmo assim é a melhor alternativa

    • Carlos Loureiro on 10 de Janeiro de 2017 at 13:23
    • Responder

    Esta opção também seria bastante prejudicial para quem trabalha a recibos verdes no setor público, em ações de formação e etc

    • Eva on 10 de Janeiro de 2017 at 15:10
    • Responder

    Se querem assim tanto colocar os colegas que trabalharam no privado para o fim da lista, então quem tivesse, na totalidade, mais tempo de serviço no público do que no privado ficaria em 2a prioridade. Quem tivesse no total, mais tempo de serviço no privado do que no público, ia para a 3a prioridade. Parece-me fácil e justo. E aí sim, ninguém que tivesse trabalhado muitos anos no privado e apenas 365 no público passaria à frente de quem se tem sacrificado tanto de Escola para Escola pelo país fora.
    Se querem manter os 365 dias nos últimos anos, então que se mantenham os 6 anos… pois mudar agora as regras sem podermos fazer nada, é de uma injustiça e um desrespeito enorme pelos professores contratados.

      • Ngola on 10 de Janeiro de 2017 at 20:34
      • Responder

      És engraçada…
      Umas regras podem mudar-se agora, já outras… não. “Porque é de uma injustiça…” Parabéns pela consistência intelectual que demonstras.

    • Claudia on 10 de Janeiro de 2017 at 18:54
    • Responder

    Gostava de saber porque é que ninguém fala na enorme injustiça dos QZP passarem os QA/QE à frente na 2ª parte dos concursos. Estou efetiva a 50 km de casa, tenho quase 20 anos de serviço e não consigo aproximar. Entretanto vejo as minhas colegas bem mais novas e menos graduadas, que são QZP, a ficarem sempre ao lado de casa. Não percebem que isto também é precariedade? Como é possível que não vejam tamanha injustiça? Porque é que não ficamos ordenados pela graduação ? Não seria mais justo?

      • Manuela Pataca on 10 de Janeiro de 2017 at 19:36
      • Responder

      “porque é que ninguém fala na enorme injustiça dos QZP passarem os QA/QE à frente na 2ª parte dos concursos”
      Não podemos esperar que os outros falem por nós…
      Preveem-se imensas injustiças neste (como nos anteriores, recentes) concursos. Cada um, naturalmente, destaca as que lhe dizem diretamente respeito. Temos de ser interventivos, nesta matéria como em todas as que nos preocupam. Mobilize os colegas, enviem exposições, expressem preocupações junto dos sindicatos.
      Creio que ninguém menoriza as preocupações dos outros, apenas, como é próprio da natureza humana, (sobre)valoriza as suas. Também tenho quase 20 anos de serviço, curiosamente, e ainda estou preocupada com prioridades no concurso externo. Nesse aspeto, a colega parece estar melhor, mas não perde a razão, que reconheço, na sua crítica, também porque tenho pessoas próximas que, enquanto QZP (que preferem ser), ficam mais perto de casa. É um facto, e um jogo, só possível graças às regras deturpadas deste ministério…
      Defendo, como me parece lógico, a graduação, sem prioridades, para ordenar os candidatos, quer do concurso interno quer do externo. É o único critério objetivo, razoável e que assegura a justiça.

    • Somos todos tolos... on 10 de Janeiro de 2017 at 19:41
    • Responder

    Sobre o que por aqui se diz sobre “as vidas dos outros”:
    https://www.youtube.com/watch?v=l_fNv8k5ZnA

    • Somos todos professores on 10 de Janeiro de 2017 at 21:27
    • Responder

    Sou professora numa escola de contrato de associação a quem o ME decidiu tirar os alunos e consequentemente decidiu o seu encerramento. Fomos colocados, injustamente, no desemprego e agora somos obrigados a concorrer às escolas do ME. Por isso, é com grande perplexidade que assisto a uma cruzada inexplicável contra os professores dessas escolas. Nós também somos docentes, nós também temos família para cuidar, nós também somos merecedores de respeito. Fiquem bem.

      • Maria on 10 de Janeiro de 2017 at 23:08
      • Responder

      Cara colega, bem vinda a bordo. Também eu tenho 23 anos de serviço numa escola com contrato de associação e estou no desemprego há 2 anos, porque assim como não entrei com cunhas não tive cunhas que me garantissem o lugar . Não consigo compreender esta luta selvática dentro de uma classe, tão mas tão discriminatória e exclusiva . Como anda a nossa cidadania…

        • Paulo Pereira on 13 de Janeiro de 2017 at 19:47
        • Responder

        O Ensino em Portugal já apodreceu há décadas mas ainda ninguém se apercebeu disso. Nem o cheiro a podre as criaturas conseguem sentir. Pudera… Quem vive na porcaria habitua-se ao cheiro.

        Lamento por si, cara Maria. Infelizmente, os zombies do Público não irão querer saber de si para nada. O que interessa é a superficialidade rasca de pensamentos mal elaborados e mal fundamentados que pervalece. É este o estado a que chegou a Classe docente, outrora uma Classe prestigiada, agora uma classe de proletários da pior espécie, que nem no séc. XIX os haveria com tanta falta de cultura.

          • ?? on 17 de Janeiro de 2017 at 16:34

          Disse “pervalece”?

        • Susana Leão on 17 de Janeiro de 2017 at 16:04
        • Responder

        2 anos de ensino publico; depois 19 de ensino particular e cooperativo (a cumprir SERVIÇO PÚBLICO e sem cunhas); e, agora, mais 2 de público. Sou considerada lixo!!! Uma vergonha!!!! Durante 19 anos o meu lugar esteve à disposição dos colegas…. lembrem-se disso!!!! Agora fecham a minha escola, vejo-me sem os meus alunos e sou uma “pedra no sapato dos meus, ditos colegas”! UMA INJUSTIÇA! SOU PROFESSORA LICENCIADA NO ENSINO PÚBLICO, É uma vergonha o que estão a fazer connosco….

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