A última vez que analisei o número de docentes de Quadro de Zona Pedagógica foi em Março de 2015 neste artigo.
Desde essa altura é bastante difícil contabilizar o número de docentes de QZP pelo simples facto destes docentes deixarem de ser obrigados a concorrer ao concurso interno, apenas sendo obrigados a concorrer na Mobilidade Interna no primeiro concurso logo imediato a esse concurso interno.
Irei tentar em Agosto de 2017 fazer nova contabilização para saber o número exacto de docentes QZP.
Mas o que se verifica é que desde 2013 o número de docentes em QZP tem sempre vindo a subir, quando em 2009 o objectivo era fechar este tipo de quadro. Foi a partir de 2009 que as injustiças entre docentes QA/QE e QZP se acentuaram quando todos os QZP foram obrigados a concorrer a quadro de agrupamento, não havendo vagas em número suficiente para todos. E foi aqui que os menos graduados de cada grupo continuaram a ser QZP, beneficiando hoje de uma prioridade mais vantajosa sobre os docentes QA/QE no concurso da mobilidade interna.
A última proposta de revisão do diploma de concursos remete os docentes QA/QE para uma primeira prioridade no concurso interno deixando os QZP na segunda prioridade. Já no concurso da Mobilidade interna essa prioridade fica trocada (coloco de lado os docentes QA/QE sem componente lectiva que ficam à frente destes dois tipos de docentes).
Dar prioridade no concurso interno aos docentes QA/QE só faz sentido se o número de vagas a abrir for em número suficiente para na Mobilidade Interna não se verificar uma distorção nas colocações tendo em conta a graduação dos docentes.
Se os QA/QE conseguirem obter a colocação que desejam quase fica sem sentido questionar estas duas prioridades no concurso da mobilidade interna. Por isso, para se resolver este problema fará mais sentido pressionar por esta abertura de lugares no concurso interno do que criar guerras entre docentes QA/QE e QZP que muito dificilmente terão solução, mesmo que a graduação fosse o único critério para a ordenação dos candidatos.
E se as vagas QA/QE não abrirem em número suficiente iremos ter perto de 20 mil docentes QZP em 31 de Agosto de 2017 à procura de uma colocação na Mobilidade Interna (já a contar com perto de 4 novos docentes do quadro a entrar este ano pela norma travão e pela vinculação extraordinária).
E aí sim, quem for QA/QE e continuar longe de casa irá ter muitas razões para reclamar.
Uma das soluções que apontei há algum tempo para evitar este problema passava por manter em concurso na RR1 e na RR2 de 2017 os docentes QA/QE para obtenção de nova colocação caso passasse a existir lugar mais próximo nas suas preferências. O ME estará a pensar em manter a colocação dos docentes QA/QE até à RR2, mas não me parece que esteja disposto a manter em concurso quem já fique colocado logo em final de Agosto e pretenda obter colocação mais perto.
Recordo aqui todo o artigo sobre o número de QZP.
O próximo quadro foi feito com base na lista de não colocações no concurso interno de 2013, da lista de colocações no concurso externo extraordinário de 2014 e da portaria de vagas ao concurso externo anual de 2015.
Atualmente existem 13676 docentes QZP, mas existem apenas 11124 lugares efetivos de quadros de zona pedagógica. Os 598 lugares de QZP do CEE de 2013 e os 1954 lugares de 2014 são extintos quando vagarem. Por isso, apenas 11124 lugares de QZP é que podem ser recuperados no caso de transferência de quadro.
Em 2015 entrarão nos quadros de zona pedagógica mais 1453 docentes.
Se porventura (hipótese impossível de acontecer) nenhum docente QZP entrasse em lugar de QA/QE teríamos em 1 de Setembro de 2015, 15129 docentes QZP.
Ainda há pouco tempo havia 11388 de docentes QZP.





13 comentários
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Para termos uma noção do significado destes números deveríamos ter acesso ao n.º total de professores nos quadros de escola e de agrupamento. 10% de professores de QZP num grupo de recrutamento é muito?
É burrice dizer “beneficiando hoje de uma prioridade mais vantajosa” num concurso quando essa prioridade é para professores dos quadros (independentemente do vínculo profissional). É burrice dizer que os QZPs são por regra menos graduados e é burrice continuar com estes artigos.
Aliás, é burrice partir do princípio que a idade é garantia de qualidade e, por isso, o que deveria desaparecer é esta graduação baseada somente no deixar passar o tempo.
Os velhos do Restelo só têm a garantia de serem velhos. Em nenhuma profissão se gradua pelo bilhete de identidade… Só mesmo na nossa classe bacoca
Pois….Pois….. J. Pimenta
Vai-te catar ò QZP de um raio……Sei que gostavas de pertencer ao Quadro de um Agrupamento….mas ainda vais ter que partir muito cascalho….
Temos pena
Sim, sim, pois, pois… É uma maçada, mas a fila é lá atrás.
Pelo menos já temos um ideia de quantos professores existem e de quantas vagas de quadro negativas podem ser evitadas.Tenha o ME vontade de abrir os Quadros de escola
“Desde essa altura é bastante difícil contabilizar o número de docentes
de QZP pelo simples facto destes docentes deixarem de ser obrigados a
concorrer ao concurso interno,”
Os QZP não são obrigados a concorrer ao concurso interno!!!!!!!!!!!!!!!!! Onde foi buscar isso??????????????????????
Esse assunto já o arrumei em 2015. http://www.arlindovsky.net/2015/03/confirmei-tudo-o-que-tenho-dito-sobre-os-qzp/
http://www.arlindovsky.net/2015/01/quem-e-obrigado-a-concorrer-ao-concurso-interno-2/
Não são obrigados a concorrer, mas pela legislação em vigor, concorrendo, teriam de concorrer a todas as escolas do seu QZP (algo que não aconteceu no CI de 2015). Ainda estou à espera de resposta ao meu recurso ao concurso interno de 2015 (já lá vai mais de ano e meio ainda sem resposta) exatamente devido a isso.
E se a resposta ainda não veio, é porque não será assim tão simples.
Obrigada!
Vejam e leiam, à luz deste documentário, a realidade portuguesa, assim como muitos dos media que, para mim, visam perpetuar o sistema; tal como este blog?
Se as coisas ficarem como a última proposta:
As mudanças de quadro serão muito poucas.
As mudanças de grupo uma miragem.
Se assim não for:
Teremos listas enormes nos QZP mais pressionados como o 2,3,4,5 … As vagas de QA serão ocupadas por outros QA vindos de outros QZPs com Graduação inferior aos QZPs onde se situa essa vaga de QA. Quantas mais vagas maior vai ser a lista de espera deste QZP pois os docentes desse QZP não saem dele nem entram em QA porque haverá sempre um QA de Lisboa que quer a vaga de Bragança e os QZPs apesar de mais graduados estarão numa prioridade inferior.
Acrescem a estes colegas QZPs os que entrarão extraordinariamente.
QZPx ( QA atuais+ QA novos + QZP atuais + QZPs extraordinários) Em alguns QZPs vai ser só somar. A justiça já toda a gente percebeu que nunca existiu nestas coisas. O que toda a gente também já sabe é que nunca foi tão injusto. Mas também é irracional. Parece gerido por tolos.
Todos eles terão de coabitar com o contratado de que o dixaráde ser e que nunca teve de ir trabalhar para Lisboa ou para as ilhas para poder vincular. Uns contra os outros já estamos pois o bem de uns é o mal dos outros. Isto não é feito por gente doida embora pareça. Isto é feito por interesses, interesses, interesses. Devia chamar-lhe outra coisa mas por respeito a este blog que nos presta um serviço importante não o vou fazer.
Então faz algum sentido falar de novas vinculações com milhares de vagas sem se falar de quantas vagas abrirão em QA/QE????
Esta proposta piora o DL 132. Não há justiça nem qualquer coerência de critérios.
Agradeça à fenprof e ao maravilhoso ME por esta politica populista. Vão arrepender-se nas urnas.