Junho 2016 archive

Tanta Ameaça, e…

Nenhum colégio privado com contratos de associação apresentou novas turmas à revelia

 

 

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O prazo para estas escolas inscreverem novas turmas acabou na quarta-feira. Apenas apresentaram candidaturas as escolas e as turmas indicadas pelo Governo

Muitas das escolas que usufruíam dos contratos de associação e cujo financiamento foi cortado tinham ameaçado o Governo de que iriam avançar com a inscrição de novas turmas, à revelia do que tinha sido indicado pelo Ministério da Educação. Mas, afinal, esse cenário acabou por não se confirmar, conta a “TSF” esta quinta-feira.

O prazo para estas escolas inscreverem novas turmas acabou esta quarta-feira. Fonte do Ministério das Educação garantiu à estação de rádio que assim o assunto fica definitivamente encerrado. Apenas apresentaram candidatura as escolas e as turmas indicadas pelo Governo.

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332 Professores/Educadores Aposentados do MEC em 2016

Até ao mês de Julho são apenas 332 Professores/Educadores da rede do Ministério da Educação que vieram aposentados este ano.

O ano de 2016 será o que menos Professores/Educadores teve em em número de aposentações.

Se nada for feito nos próximos tempos para despenalizar as reformas antecipadas em breve teremos nas escolas professores à arrastarem-se à espera da reforma sem penalizações.

Curiosamente até parece que existe uma quota para as aposentações visto que nos últimos 3 meses saíram sempre 42 professores/educadores para a aposentação.

 

aposentados julho

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Os Exames de Hoje

3.º Ciclo do Ensino Básico

PLNM-93
9.º Ano / 1.ª Fase
15.06.2016, 09:30

PLNM-94
9.º Ano / 1.ª Fase
15.06.2016, 09:30

 

Ensino Secundário

PLNM-839
12.º Ano / 1.ª Fase
15.06.2016, 09:30

Filosofia-714
11.º Ano / 1.ª Fase
15.06.2016, 14:00

 

Português-239
12.º Ano / 1.ª Fase
15.06.2016, 09:30

 

Português-639
12.º Ano / 1.ª Fase
15.06.2016, 09:30

 

 

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Para Quem Acha Que a Requalificação Desapareceu…

Valorização profissional é uma requalificação de “cara lavada”

 

 

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Governo retira hipótese de despedimento mas mantém cortes nos salários

 

A FESAP reuniu esta terça‐feira, 14 de junho, com a Secretária de Estado da Administração e do Emprego Público, Carolina Ferra, no Ministério das Finanças, em Lisboa, para iniciar a discussão do fim do regime de requalificação.

Numa reunião na qual se esperava que fosse apresentado o projeto de diploma de um novo regime, a que o Governo apelida de “valorização profissional”, tal acabou por não acontecer, sendo apenas divulgados pela Secretária de Estado contornos gerais sobre o que poderá esperar os trabalhadores da Administração Pública.

A FESAP criticou o facto de ter sido convocada para um reunião que acabou por tornar‐se obsoleta, uma vez que foi através da comunicação social que teve conhecimento dos pormenores do sistema que o Governo pretende por em prática até final de 2016.

Não obstante ter sido eliminada a hipótese de despedimento de trabalhadores abrangidos pela valorização profissional, ao que tudo indica (e a FESAP reserva‐se a dar um parecer mais fundamentado quando tiver em sua posse o projeto de diploma), o novo regime manterá a hipótese de enviar os trabalhadores para casa com reduções que poderão ir até aos 40% da remuneração base após determinado período de formação sem que tenham sido recolocados, facto que consideramos inaceitável.

Sendo evidente ‐ até pelas palavras de Carolina Ferra, que garantiu que os cerca de 300 trabalhadores que estão ainda sob o regime de requalificação serão todos colocados ‐, que existe, não um excesso mas sim défice de trabalhadores nos serviços (sobretudo nos ministérios da saúde, da educação, da justiça, do trabalho, entre outros), que torna imperativa a necessidade de se proceder a uma melhor racionalização e distribuição dos recursos humanos da Administração Pública, a FESAP lutará contra todo e qualquer regime que contemple a inatividade dos trabalhadores e cortes nos seus salários, defendendo, como sempre tem feito, o aperfeiçoamento dos mecanismos já existentes de mobilidade interna entre órgãos e serviços.

A FESAP critica firmemente a forma como o Governo está a conduzir esta questão, uma vez que havia garantido o fim do regime de requalificação e vem agora manter, sobre todos os trabalhadores da Administração Pública, a ameaça da inatividade e das reduções salariais, mascarando dessa forma a sua incapacidade para proceder a uma gestão criteriosa e séria dos valiosos recursos humanos que tem ao seu dispor.

A FESAP espera que na próxima reunião sobre esta questão, agendada para o próximo dia 22 de junho, seja dado a conhecer o projeto de diploma em questão, e que o Governo responda positivamente à evidente necessidade de negociar tão importante matéria com os representantes dos trabalhadores.

Lisboa, 15 de junho de 2016

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O que paga a ADSE?… Será bananas?

 

O aumento da taxa de desconto para 3,5% gerou excedentes, financiados pelos próprios quotizados, que foram e continuam a ser usados para maquilhar as contas públicas.

 

Se a ADSE não é sustentável a longo prazo é porque os dinheiros andam a ser mal gastos. Ou não?

Se, em vez de gastar os excedentes (em bananas) os “pouparem” para o futuro, talvez a sua sustentabilidade esteja assegurada.

 

O Tribunal de Contas entende como riscos para a sustentabilidade da ADSE a diminuição do número de quotizados e o seu envelhecimento, a concorrência do setor segurador e a administração do sistema por parte dos Governos que a têm instrumentalizado para realizarem as suas políticas financeiras e sociais.

 

Constituem ameaças à sustentabilidade/existência da ADSE:

I. O preconceito de que existe um antagonismo essencial entre o Serviço Nacional de Saúde e a ADSE, pode, no limite, levar ao desaparecimento da ADSE, mesmo que a mesma seja financiada pelo rendimento disponível dos trabalhadores e aposentados da função pública, tal como acontece no presente.
II. A permanência da atual Direção-Geral da ADSE no Ministério da Saúde, Ministério que também tutela o Serviço Nacional de Saúde, expõe a ADSE a um potencial conflito de interesses. (§124-145)
III. O entendimento do Ministro da Saúde de que rendimento disponível dos trabalhadores e aposentados da função pública, entregue voluntariamente à ADSE sob a forma de desconto, pode ser utilizado para financiar o Serviço Nacional de Saúde6. (ponto 5)
IV. A administração da ADSE por parte dos Governos/Estado, que a têm vindo a instrumentalizar para realizarem as suas políticas financeiras e sociais, descapitalizando-a, em prejuízo da sua sustentabilidade e à revelia da participação dos quotizados/financiadores/beneficiários nessas decisões. (§ 59-64; 72-75; 76-80; 81-88)
V. A apropriação, pelo Governo da República, de € 29,8 milhões dos excedentes da ADSE, em 2015, para financiar o Serviço Regional de Saúde da Madeira, bem como a retenção ilegal dos descontos de quotizados da ADSE por parte de organismos do Governo Regional da Madeira, e sua utilização indevida para fins de âmbito regional. (§24-45)
VI. A diminuição do número de quotizados da ADSE e o seu envelhecimento.
VII. Os mecanismos de solidariedade atualmente existentes no sistema (v.g., amplitude dos montantes de descontos mensais, que variam entre € 0,37 e € 553,56, para além da existência de 42.186 titulares que não pagam qualquer desconto; existência de um rácio de 1,5 beneficiários não contribuintes por cada quotizado que desconta). (§ 54-71).
VIII. Concorrência do setor segurador, o qual beneficia com o desmantelamento da ADSE ou com a saída por renúncia de quotizados seus.
IX. O adiamento sucessivo da decisão sobre a refundação da ADSE, a ausência de explicação sobre o racional do eventual retorno do financiamento da ADSE através dos impostos, bem como o recurso a formas de descapitalização da ADSE ou ainda a restrição do pacote de benefícios sem a participação dos quotizados/financiadores da ADSE, podem resultar no eventual desmantelamento faseado da ADSE.
Saliente-se que o alargamento da base de quotizados a novos quotizados líquidos é condição sine qua non para a sobrevivência, a prazo, da ADSE

 

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Uma Pouca Vergonha

Usar-se as receitas da ADSE para colmatar outras despesas.

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Opinião – Santana Castilho – “O Estado ao serviço de interesses privados e de uma religião?”

 

Com uma Constituição que consagra a escola pública, resulta estranho que no próximo dia 18 esteja agendada uma manifestação para a defender. Todavia, motivações financeiras e ideológicas, que foram crescendo com forte protecção governamental desde 2011, criaram agora, com o apoio natural da direita e com o envolvimento menos usual da Igreja, uma agitação social e política que a justifica. Com efeito, a reivindicação foi exposta e o discurso assinado: a escola privada teria um direito natural a ser financiada com o dinheiro público, chegando-se a admitir que a escola pública poderia fechar para que a privada sobrevivesse e continuasse. Assunção Cristas, que não pode desconhecer, por formação académica e responsabilidade política, a imposição constitucional de criação de uma “rede de estabelecimentos públicos de ensino que cubra as necessidades de toda a população” (artigo 75.º da Constituição da República Portuguesa), defendeu o encerramento da escola pública em benefício da escola privada. Fê-lo sob pressupostos, é certo. Mas fê-lo para garantir a tença aos empresários da educação e com desprezo pela Constituição, da qual pode discordar mas à qual deve obediência como deputada da nação. O que está em causa é pois a necessidade de proclamar um “não” cívico claro, como resposta à pergunta que encima este artigo.
Existem bens e serviços que, por se coserem intestinamente com direitos básicos dos seres humanos, não podem sair da tutela do Estado e ser totalmente entregues a organizações que visem o lucro. A saúde e a educação são os casos mais evidentes de bens que devem constituir direito inalienável de qualquer cidadão e, por tal, serem protegidos de tentativas hegemónicas no sentido de os sujeitar às regras do mercado, particularmente quando a lógica do mercado nos é servida sob o piedoso propósito da “livre escolha”. Como qualquer pessoa séria sabe, existem suficientes circunstâncias práticas que distorcem a “livre escolha” da escola ou do hospital e tornam essa escolha tudo menos “livre” para a maioria. Mas finjamos, complacentes com o argumento, que essa liberdade existia. Deviam, então, as escolas públicas “concorrer” com as privadas? Não, definitivamente não. Devem apenas (e é tanto, e é muito e é tudo) assegurar a todos os portugueses, sem os seleccionar em função de resultados escolares anteriores, origem socioeconómica ou escolarização dos pais, o melhor ensino possível. É isso que está em causa e é isso que deve ser defendido. Porque a escola pública é um instrumento fulcral de promoção das democracias: social, política e económica. Porque a escola pública é verdadeiramente inclusiva: não evita territórios pobres, não escolhe alunos ricos, não seleciona em função de crenças religiosas, não discrimina em razão de necessidades especiais. Porque a escola pública não entra no jogo perigoso da concorrência: tem um papel diferente do da escola privada, com a qual convive sem querelas, no respeito constitucional pela liberdade de ensinar e aprender. Porque a escola pública e os cidadãos verdadeiramente livres não aceitam que os papéis se invertam, tornando a escola pública supletiva da privada, reduzida a uma escola para os pobres rejeitados pelo do negócio da educação.
A sociedade que defendo não dispensa uma escola pública que melhore os padrões de vida de todos e à qual sejam alocados recursos financeiros suficientes e autonomia para criar meios e materiais pedagógicos que respondam às necessidades de cada aluno. Esta escola pública e a sua função social não podem ser abandonadas à ganância privada nem à influência religiosa.
Na sociedade que defendo, o legado judaico-cristão que a História deixou à Europa não pode justificar um tratamento de favor à Igreja relativamente aos bens públicos. Porque somos um Estado laico, onde os dinheiros públicos são assunto de César, por mais que o Episcopado português discorde. Porque nessa sociedade o poder temporal não presta tributo ao poder espiritual, que não o da convivência sã e respeitadora.
A zaragata dos colégios privados mostrou, afinal, que, para muitos liberais, sem cabedais de Estado não há mercado. O grupo GPS é disso paradigma maior. Em 11 anos (a festa começou em 2005, com um providencial despacho de um governo PSD/CDS, escassos dias antes de eleições, como mandaria a ética política mínima que não fosse feito), foram-lhe servidos 52 milhões de euros de rendas. Não é, assim, politicamente honesto que a direita, que em nome do saneamento das contas públicas semeou desemprego e sofrimento na classe média, venha agora defender mais despesa com a continuidade de apoios do Estado a colégios que operam em regiões onde, com praticamente os mesmos custos que já suportam para ensinar apenas alguns, existem escolas com capacidade para receber todos.
In “Público” de 15.6.16

 

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Montantes dos Contratos Simples e de Desenvolvimento para 2015/2016

PORTARIA N.º 175/2016 – DIÁRIO DA REPÚBLICA N.º 112/2016, SÉRIE II DE 2016-06-14

 

Finanças e Educação – Gabinetes dos Ministros das Finanças e da Educação

Fixa os montantes do subsídio anual por alunos concedido ao abrigo de contratos simples e de desenvolvimento celebrados entre o Estado e os estabelecimentos de ensino particular e cooperativo

 

 

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NOTA INFORMATIVA: Licenças sem vencimento / Licenças sem remuneração

Licenças sem vencimento/remuneração – Docentes

A aplicação encontra-se disponível.

 

 

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Reuniões sem fim à vista…

 

Já não é novidade. Com os “megagrupamentos” vieram as “megareuniões”.

A um departamento, que é composto por mais de 50 professores titulares de turma, juntam-se os docentes de apoio, de Inglês, Religião e Moral e Educação Especial o que “dá” um amontoado de cerca de 70 docentes dispersos por uma “megassala”. Só falta trazerem as cadeiras de casa.

Depois de mais de 5 horas, ali amontoados, em intensas discussões, lá se consegue aprovar a ata da reunião de avaliação do 3º Período, com mais de 90 páginas. Trabalho “herculiniano”, o secretário tem de merecer um Louvor…

E isto é um exemplo. Lá para os lados da capital, há reuniões destas que tem uma duração superior, das 9 às 18 horas e com o risco de continuarem no dia seguinte…

Há que repensar, isto, dos “mega”, porque “mega” mesmo, só os “perna-de-pau”…

 

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Avaliação de Desempenho

Nesta altura do ano surgem sempre diversas questões sobre a avaliação de desempenho docente.

 

Já muito por aqui foi falado sobre o assunto e não me vou alongar mais do que mostrar os links da DGAE que existem sobre este assunto.

Tudo o que seja pedido que não conste do Decreto Regulamentar 26/2012 é apenas vontade de cada uma das escola e que não tem fundamento legal algum. Para tal, aconselho a lerem com atenção esse Decreto Regulamentar para perceberem se o que vos pedem está conforme a legislação.

As FAQ também têm respostas a muitas das questões que me colocam e que por manifesta falta de tempo não consigo responder a todas.

 

 

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Decreto Regulamentar n º 26/2012 de 21 de fevereiro

 

 

1º Conjunto de questões emergentes da análise da legislação relativa ao novo modelo de avaliação do desempenho docente decorrente da entrada em vigor do Decreto-Lei n.º 41/2012

2º Conjunto de questões emergentes da análise da legislação relativa ao novo modelo de avaliação do desempenho docente decorrente da entrada em vigor do Decreto-Lei n.º 41/2012

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Calendário de Exames 2015/2016

… porque as provas já foram todas.

A partir de amanhã e até ao dia 27 de Junho são quase diários os dias de exames para os alunos do 3º ciclo e do ensino secundário desta primeira fase.

 

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Aposta Para Hoje

Portugal ganha 3-0 à Islândia.

 

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Pássaros debicando olhos

Eu juro. Um dia, abro a janela e largo-as a todas ao sol. Estico o braço com a sumptuosidade de uma despedida imponente e deixo-as escorregar dos meus dedos, uma por uma, deslizando parapeito abaixo.

Então, para meu próprio espanto e felicidade, vê-las-ei abrir pequenas asas e soerguerem-se verticalmente, passando em frente ao meu rosto extasiado, subindo telhado acima e esvoaçando céu adentro até ao infinito.

Um dia, um dia eu juro, se me chamarem para ver mais provas, eu proclamarei a independência sideral de cada uma, batizando-as de luz e ar, deixarei que o vento as abençoe longe de mim.

Acabar-se-á, nesse preciso instante, este flagelo infeliz que me persegue ano após ano.

Não me bastando a desesperança que é, anualmente, ser chamada a corrigir as provas do 9º ano, ser “convidada” para as do 12º, tive, na semana passada, o brinde de ser selecionada para as de aferição.

Isto na sequência de um mirabolante processo de decisão que mergulhou a minha escola numa vergonhosa névoa.

1

O nosso excelentíssimo senhor diretor decidiu por unanimidade dele próprio, depois de auscultar as vozes contrárias dos vários departamentos e do Conselho Pedagógico, fazer o testezinho com correção externa, dadas as inúmeras potencialidades da avaliação aferida. Considerou, portanto, que “não fazendo as provas, não se perde nem se ganha nada.” E acrescentou, sabiamente, que tinha direito a ponderar e decidir em conformidade. Na mesma frase incorporou os votos de “ótima semana”, o que, vendo bem as coisas a esta distância, só podia ser uma ironia.

Agora, eis-me soterrada em mais uma pilha inacreditável de folhinhas brancas, enquanto deambulo como uma morta-viva entre reuniões.

Director dixit. Magister laborat. Assim, simples. Não bastando o ano exasperante que tivemos, as mudanças ininterruptas sistematicamente impostas, o excelso senhor diretor resolve ouvir-se a si próprio e decidir por todos nós. Sem sombra de empatia para com quem tem trabalhado ininterruptamente para o sucesso alheio.

Mas, enfim, no final de contas, os palermas que mais trabalham, são sempre os que trabalham a dobrar. É mesmo isso que me espera em breve. Venham mais provas…

Mas qualquer dia, qualquer dia, eu juro, abro a janela e isto voa tudo… Com um bocadinho de sorte, as folhas-pássaro seguirão, certeiras, a debicar furiosamente os olhinhos dos diretorzinhos desumanos que nos vergastam sob o jugo pesado das suas decisões imberbes.

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Conclusão da negociação do despacho de organização do ano letivo não anula necessidade de novas alterações na organização escolar

Conclusão da negociação do despacho de organização do ano letivo não anula necessidade de novas alterações na organização escolar

No dia 9 de junho, a Secretária de Estado Adjunta e da Educação e o Secretário-Geral da FNE assinaram a ata de conclusão das negociações relativas aos despachos da mobilidade por doença e de organização do ano letivo.
Concluiu-se desta forma, para a FNE, um primeiro passo de um processo que tem de ter continuidade em outras medidas legislativas que têm de ser adotadas no quadro de negociações que devem ser desenvolvidos tão cedo quanto possível.
Com efeito, o despacho de organização do ano letivo de 2016/2017 não resolve o problema da qualidade das condições de trabalho dos educadores e professores.
É certo que muitas destas condições implicam outras intervenções de ordem legal, nomeadamente no que diz respeito à definição da dimensão e da clareza do conteúdo da componente letiva e da componente não letiva (no Estatuto da Carreira Docente), do número de alunos por turma, de níveis e turmas por professor, ou da dimensão dos agrupamentos escolares, ou ainda da própria definição da gestão pedagógica intermédia das escolas, nomeadamente o tempo de trabalho despendido para o seu exercício, ou da organização do calendário escolar – com especial incidência na situação injusta em que se encontram os Educadores de Infância.
Para a FNE, e em relação ao futuro, é absolutamente imprescindível que o despacho de organização do ano letivo de 2017/2018 seja preparado com maior antecedência, beneficiando do acompanhamento que foi estabelecido que iria ser feito em relação ao documento agora produzido, com a participação da FNE.
Na perspetiva da FNE, este despacho acaba por não eliminar a sobrecarga de trabalho que se tem abatido sobre os professores; por não garantir que o tempo de intervalos nos professores de primeiro ciclo seja contabilizado na componente letiva, ficando esta matéria dependente de uma revisão da matriz curricular legalmente definida para o primeiro ciclo do ensino básico e que mereceu desde já abertura do ME para a sua revisão; por não definir limites para o tempo de trabalho na componente não letiva de estabelecimento e quais as condições de compensação quando há necessidade imperiosa de os ultrapassar; por dotar as escolas de recursos insuficientes para responderem adequadamente às necessidades de intervenção para promoverem eficazmente o sucesso de todos os seus alunos; por não dotar de uma melhor definição do tempo de trabalho destinado aos docentes que têm a seu cargo direções de turma que não dependam exclusivamente do crédito horário disponibilizado pelas escolas.

A FNE regista o compromisso de que ainda neste ano de 2016 e pelo menos ao longo do ano letivo de 2016-2017, se estabeleçam processos de consulta e/ou negociação sobre:

– avaliação da utilização do crédito global atribuído às escolas em resultado deste despacho, identificando limitações e potencialidades, com vista à definição do despacho de organização do ano letivo de 2017/2018;

– preparação do despacho de organização do ano letivo de 2017/2018, tendo a FNE insistido na necessidade de se integrar a análise das possibilidades de alteração e reforço das condições de exercício do cargo de diretor de turma;

– revisão do regime de concursos de docentes;

– revisão de aspetos do Estatuto da Carreira Docente, tendo a FNE deixado expressa a necessidade de que as matérias prioritárias a tratar sejam:

– definição da dimensão e da clareza do conteúdo da componente letiva e da componente não letiva,

– determinação de um regime especial de aposentação para docentes,

– consideração do desgaste profissional com impacto na redução da componente letiva, em função conjugada da idade e do tempo de serviço.

A FNE renovou a manifestação de que é seu entendimento que se deve atribuir caráter urgente também à negociação das seguintes matérias:

– promoção de orientações que definem a redução do número de alunos por turma e de número de alunos e níveis por professor;

– revisão dos agrupamentos escolares de dimensão excessiva;

– revisão do calendário escolar, incluindo a questão das interrupções letivas dos Educadores de Infância;

– revisão das matrizes curriculares do ensino básico, garantindo o direito dos professores de 1º ciclo a verem considerado como componente letiva o tempo de intervalo;

– revisão do regime de formação contínua de docentes.

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Divulgação – ANEXO À PETIÇÃO “APLICAÇÃO DO PRINCÍPIO DA IGUALDADE AOS DOCENTES DO 1.º CICLO”

ANEXO À PETIÇÃO “APLICAÇÃO DO PRINCÍPIO DA IGUALDADE AOS DOCENTES DO 1.º CICLO”

Para complemento da informação constante da Petição supra identificada, redijo o seguinte texto, na tentativa de esclarecer algumas opiniões formadas por desconhecimento dos factos em causa. É opinião corrente que o horário docente é igual para todos e que está definido no Estatuto da Carreira Docente. Na realidade, considerando, no global, as três componentes próprias da atividade docente- letiva, não letiva de estabelecimento e não letiva individual- podemos tirar essa conclusão. Mas, de acordo com a duração de cada componente, o trabalho torna-se mais pesado em carga horária total. Se a componente letiva é mais extensa, as não letivas representam sempre uma sobrecarga, porque há que as desenvolver corretamente, em prol do sucesso dos nossos alunos. É também profundamente errado, pensar-se que no 1.º Ciclo, o professor terá que despender menos tempo na componente não letiva individual, que a preparação das aulas e a pedagogia envolvida nessa atividade e na lecionação é de menor exigência. Bem pelo contrário. Enumero alguns motivos: · O professor do 1.º Ciclo não prepara uma aula a lecionar a várias turmas- prepara, em média cinco aulas, de diferentes disciplinas, correspondentes aos tempos letivos do dia seguinte; · Como a faixa etária dos alunos é mais baixa, o professor não pode dar aulas de forma expositiva, nem usar o quadro com frequência- tem que arranjar material motivador e apelativo, para seu uso pessoal e dos alunos, que trabalham mais nos “cadernos diários” (por disciplina), os quais têm atividades diferentes, preparadas pelo professor, e necessitam de correção individual, assim como as “Fichas dos Manuais.” · Supondo que a turma à qual leciona é formada por um único ano de escolaridade, o que parece já ser incomum, há sempre subgrupos na mesma, consoante os ritmos e as capacidades de aprendizagem dos alunos; o trabalho tem que ser individualizado e adaptado a essa heterogeneidade; esta particularidade acentua-se conforme o número de alunos com Necessidades Educativas Especiais (adiante NEE); · É no 1.º Ciclo que se identificam e se sinalizam para acompanhamento pela Equipa de Educação Especial, a maior parte das NEE, envolvendo sempre uma observação atenta de atitudes/comportamentos (daí que a vigilância de intervalos seja tão importante) e de produção de trabalho gráfico; muitas vezes o titular de turma tem que pesquisar, relatar para os técnicos especialistas, as diferenças observadas e desenvolver com aqueles um trabalho de articulação com vista à obtenção de diagnósticos corretos e atempados; Acresce ao exposto, o extenso Plano de Atividades, que no 1.º Ciclo e na Educação Pré-Escolar adquirem especial relevo, devido à idade das crianças, o qual inclui, para além das “Festas”, visitas de estudo… a comemoração de dias relacionados com a família- Dia do Pai, da Mãe, dos Avós, aniversário do aluno… em estreita ligação com as famílias, com elaboração “das prendas” e presença daquelas na Escola. Todo o trabalho que se relaciona à avaliação dos discentes está regulamentado nas normas para o Ensino Básico, com todas as particularidades e exigências dos outros ciclos, normalmente com uma “Ficha de Avaliação Periodal” ainda mais extensa e pormenorizada. O docente do 1.º Ciclo faz sumários, elabora testes diagnósticos, formativos e sumativos, com as respetivas Grelhas de Correção e Cotação de questões e, por vezes, encarrega-se ele próprio de os fotocopiar, mantem atualizados os Processos dos Alunos, preenche os Registos Biográficos, reúne e articula com os professores das Atividades de Enriquecimento Curricular(AEC)- aos quais observa aulas e avalia, se assim estiver previsto no seu papel de “supervisor”- programa e avalia atividades com o professor da Educação Especial, o psicólogo, o terapeuta da fala, o técnico de desenvolvimento, o professor bibliotecário, o animador sociocultural, se na Escola houver Componente de Apoio à Família. Distribui o leite e a fruta escolares, conta os mesmos, preenche os respetivos “Mapas de Consumo”. Verifica a temperatura, se o aluno se queixa de mal-estar, trata as feridas, contacta as famílias em caso de doença… Veste e despe casacos. Põe e tira chapéus. Acompanha ao refeitório e ao autocarro escolar, se necessário… (Existem assistentes operacionais, sim. Sempre em número insuficiente). Passa o dia de pé, circulando pela sala. A tradicional imagem da professora sentada à secretária, com os alunos à sua volta, desapareceu há muito das salas de aula do 1.º Ciclo, cada vez mais exigente também a nível físico. Quantas vezes, o professor leciona das 9:00h às 17:30h e sai literalmente “a correr” para se deslocar à Sede de Agrupamento (usando viatura própria, claro!) onde às 18:00h (exemplo) tem início a Reunião de Departamento, de Coordenação de Ano, do Projeto A/B/C?? Essa é outra desvantagem- as Sedes dos Agrupamentos situam-se quase todas nas E.B. 2.3. ou nas Escolas Secundárias. Nesses dias, chegar a casa às 21:00h, só com muita sorte. Como se pode afirmar que no 1.º Ciclo o trabalho é menos exigente e requer menos controlo disciplinar?? Basta pensar no que sucede em família. Quando é que os pais forçosamente têm um papel mais interventivo na vida dos filhos? Enquanto pequenos, ou quando já adquiriram alguma autonomia? Assim é, em relação aos ciclos do Ensino Básico- quanto menor é a autonomia, maior é a necessidade da presença e do acompanhamento do professor. Efetivamente, do princípio da legalidade “decorre o tratamento diverso de situações objetivamente diversas.” Mas não pela menorização das mesmas. Logo, ao pedir-se a aplicação do princípio da igualdade, está-se apenas a pretender uma justiça elementar- a compensação da carga letiva excedentária em relação aos outros ciclos, quer por um Regime Especial de Aposentação, quer pela regulação igualitária da distribuição de serviço. “Todos os trabalhadores… têm direito à retribuição do trabalho, segundo a quantidade, natureza e qualidade, observando-se o princípio de que para trabalho igual salário igual, de forma a garantir uma existência condigna.” In Constituição da República Portuguesa, Artigo 59.º

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Se Houver Coerência

Acabe-se então com todo o tipo de contratos onde exista oferta da rede pública.

 

 

Estado financia metade dos alunos do privado

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Dados estatísticos revelados pelo Ministério mostram que 45% dos estudantes do privado dependem de financiamento estatal. Em 334 mil alunos, 150 mil recebem apoios.

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Publicações Estatísticas da DGEEC previstas para 2016

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Já foram publicados os seguintes relatórios em 2016.

Estatísticas da Educação 2014/2015 – Dados preliminares

 

A DGEEC disponibiliza dados preliminares relativos a crianças inscritas na educação pré-escolar, alunos matriculados nos ensinos básico e secundário, pessoal docente e não docente, e estabelecimentos de educação e ensino, relativos ao ano letivo 2014/2015.

Atividades de enriquecimento curricular 2015/2016

A DGEEC disponibiliza a informação relativa ao desenvolvimento das Atividades de Enriquecimento Curricular (AEC) no corrente ano letivo – alunos e estabelecimentos de ensino abrangidos pelas AEC, nos seus diversos domínios; duração semanal e horário de incidência das AEC; professores e técnicos envolvidos no desenvolvimento das AEC; entidades promotoras e entidades parceiras das AEC; estabelecimentos de ensino que disponibilizam e alunos beneficiários da componente de apoio à família.

Necessidades especiais de educação 2015/2016 – Estatísticas oficiais

 

A DGEEC apresenta a informação estatística oficial relativa a Necessidades Especiais de Educação – Crianças e alunos; Recursos humanos; Centros de recursos para a inclusão; Agrupamentos de referência para a intervenção precoce na infância; e níveis de dificuldades observados e medidas educativas implementadas.

 

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Se Fosse o Senhor dos Passos a Repetir Isto …

… a Catarina Martins e o Jerónimo ficariam muito ofendidos por se incentivar os professores portugueses a arranjar trabalho lá fora.

 

Professores de português podem ter emprego em França, diz António Costa

 

 

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E o ponto que António Costa mais salientou desse balanço foi o compromisso feito pelo Presidente francês nas celebrações do 10 de Junho, na Câmara de Paris, de desenvolver o ensino da língua portuguesa em França. “É muito importante para a difusão da nossa língua. É também uma oportunidade de trabalho para muitos professores de português que, por via das alterações demográficas, não têm trabalho em Portugal e podem encontrar trabalho aqui”, afirmou Costa em declarações aos jornalistas, no Grand Palais, no centro de Paris, onde visitou, com Marcelo, a exposição do pintor Amadeo de Souza-Cardoso.

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Há “coisas” pelas quais vale a pena lutar… falta é quem lute.

Opinião- Ilda Pereira Silva

Estados de alma a propósito da Nota à comunicação social da Fenprof
A Fenprof veio agora a terreiro colocar na agenda sindical (e política) do dia, alguns problemas que afetam negativamente os docentes do 1º ciclo, através de uma nota à comunicação social. Este despertar de um longo torpor que remonta, pelo menos, à revisão do estatuto da carreira docente (ECD) ocorrida em 1989, em que os docentes daquele nível de ensino passaram de uma componente letiva de 22h30m semanais para as atuais 25h, impõe algumas reflexões sobre este acordar serôdio.
O acréscimo do aumento da carga letiva foi justificado, na altura, com o argumento de que seria por compensação de uma antecipada aposentação. Esclareçamos o caso para que não fiquem dúvidas, os professores do 1º ciclo aposentavam-se, à data, nas mesmas condições dos outros professores dos restantes níveis de ensino. Com a alteração do ECD passaram a aposentar-se com 32 anos de serviço e 52 de idade para os que perfaziam 13 ou mais anos de serviço em 1989 (já estão todos reformados) e os restantes, que não cumpriam tais condições, com 55 anos de idade e 30 anos de serviço continuam ao serviço. E são estes últimos que foram onerados com o aumento da carga letiva durante estes anos todos, para além de, relativamente aos outros níveis de ensino, não terem qualquer redução da carga letiva semanal por idade e tempo de serviço, condição que se mantém para todos os outros docentes.
Fruto de grande discussão esta alteração vingou, apesar da tese daqueles que anteviram os resultados atuais. Esta desigualdade mantém-se e agravou-se desde 2006, com a introdução das atividades de enriquecimento curricular e recentemente com a não contagem do intervalo na componente letiva. Estes 400 minutos que semanalmente se trabalha a mais, comparativamente com os outros níveis de ensino, sobretudo do básico, geram grande desconforto e insatisfação na classe.
A razão da continuidade deste horário é que agora, tal como em 1989, os docentes deste nível de ensino são oferecidos de bandeja, pelos sindicatos, qual cabeça de S. João Batista, ao Governo, em troca de benesses para os outros níveis de ensino, assim como é à sua custa que neste momento se proporciona escola a tempo inteiro, dado que o prolongamento de horário se efetua com a sobrecarga e a dilatação do horário dos professores do 1º ciclo, restando ao dirigente máximo da Fenprof, Mário Nogueira, o papel de Salomé, nesta verdade histórica/sindical.
Se não vejamos o tipo de horários que se estão a generalizar. O regime normal que sempre terminou às 15h, contemplando as diferentes realidades pedagógicas, está a ser artificialmente prolongado até às 16h, para que as escolas só disponibilizem uma AEC e não duas como deveria ser. Mas o que importa realçar neste ponto é que são os alunos os principais prejudicados com o estado a que isto chegou, sacrificando-se tempo de brincar, tão importante nesta fase da vida, bem como tempo para cimentar hábitos de estudo e de trabalho. Importa, igualmente, que a comunidade científica e a classe docente debatam vantagens e inconvenientes deste tipo de horários no desenvolvimento psicológico dos alunos, por comparação com outros sistemas educativos europeus.

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Opinião – Ana R. Martins – O professor do primeiro ciclo…

“O professor do 1° Ciclo dá aulas das 9h às 16h. Pára a meio da manhã para xixi e café e ao meio do dia para almoço. Pode ter a sorte de conseguir fazer xixi e almoçar em sossego ou pode ter de andar nesse tempo a dirimir os conflitos que o X e o Y arranjaram no recreio, ou a avisar a família da W que ela esmurrou o joelho no escorrega.

Das 9 às 16 o professor do 1° Ciclo ensina Português, Matemática, História, Ciências, Desenho, Ginástica, Música, Ética, Cidadania, como limpar o nariz, como atar o sapato, como tratar os colegas, como estar sentado, que o lixo se põe no caixote… Depois das 16 ou antes das 9, o professor do 1° Ciclo recebe os pais da Z por causa do arranhão que anteontem levava no dedo mindinho e a avó do P por causa de no refeitório o terem obrigado a comer a sopa, na hora em que o professor do 1° Ciclo estava na sua sala a comer a marmita do almoço enquanto corrigia os trabalhos de casa que mandou ontem.

Além destas pequenas tarefas, o professor do 1° Ciclo resolve os problemas de disciplina que os seus alunos criaram nas aulas de enriquecimento curricular e nas aulas de Inglês. E todos os dias tem de explicar aos pais cujos meninos foram alvo de um ” procedimento disciplinar” nas aulas de enriquecimento disciplinar, que não é correcto chamar nomes aos professores das AEC e que as AEC também são aulas, portanto se é para fazerem disparates deixarão de as poder frequentar.

Os professores do 1° Ciclo também preenchem grelhas e mapas, marcam visitas de estudo, programam festas, ensaiam alunos, executam trabalhos para os alunos levarem para casa no São Martinho, no Natal, no Inverno, no dia de Reis, na Primavera, no dia do Pai, na Páscoa, no dia da Árvore, no dia da Mãe e claro, no Carnaval.

Os professores do 1° Ciclo corrigem 26 provas de Matemática, 26 provas de Estudo do Meio, 26 provas de Português, 26 trabalhos de Expressão Plástica. E avaliam essas provas. E preparam todos os dias essas aulas. E executam essas provas.

Quando os professores do 1° Ciclo precisam de faltar, os seus alunos não têm um furo, vão, isso sim, engrossar as turmas dos colegas do lado ou obrigam o colega do Apoio Educativo a deixar o seu trabalho para ficar com essa turma. É por isso que os professores do 1° Ciclo às vezes vão trabalhar com a cabeça na operação da mãe ou no funeral do primo.

Os professores do 1° Ciclo têm um horário de trabalho em que as horas se contabilizam a cada 60 minutos e o intervalo da manhã e a hora de almoço não se contabilizam como tempo de trabalho.

Os professores do 1° Ciclo ainda fazem mais coisas, mas li não sei onde que ninguém lê posts compridos.

Os professores do 1° Ciclo têm de fazer todas estas tarefas até aos 66 anos e ganham exactamente o mesmo que os seus colegas de outros ciclos que têm um horário de trabalho de 22 horas de 50 minutos cada.”

Ana Rodrigues Martins

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Entrevista de Alexandra Leitão ao Expresso

“O meu ministro dura o tempo que a geringonça durar”

 

 

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Alexandra Ludomila Ribeiro Fernandes Leitão nasceu em Lisboa, entrou com cinco anos para a primeira classe e nunca mais parou de estudar, até ao doutoramento, que terminou com media de 18 valores, em 2011. A aluna brilhante e bem comportada da Faculdade de Direito, que aos 43 anos tornou-se na Secretaria de Estado do amigo Tiago Brandão Rodrigues, ministro da Educação, tem dado a cara pelo governo na intenção de acabar com os contrato associação. E assume que essa é uma causa sua.

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Os Contratos Simples e de Desenvolvimento e o IRS “Criativo”

Estado ajuda a pagar propinas de 29 mil alunos no privado

 

(…) De acordo com os dados mais recentes do Ministério da Educação, os contratos simples, que se destinam a financiar alunos do 1º ciclo ao secundário, abrangiam no passado ano letivo cerca de 22 mil crianças e jovens de 358 colégios. A estes somam-se cerca de sete mil de jardins de infância do particular e cooperativo, abrangidos pelos contratos de desenvolvimento. Tudo somado, o OE prevê para este ano 18,3 milhões de euros para o pagamento de contratos simples e de seis milhões de euros para os de desenvolvimento. Em média, as famílias recebem 800 euros por aluno apoiado.

Tanto uns como outros têm o mesmo objetivo: “Destinam-se a apoiar as famílias, em particular as menos favorecidas economicamente, que no exercício do direito de escolha do processo educativo dos seus filhos, queiram optar pela sua inserção em estabelecimentos de ensino particular e cooperativo”, lê-se na última portaria que autoriza estes pagamentos, publicada no mês passado e assinada pelos responsáveis das Finanças e da Educação, neste último caso pela secretária de Estado-adjunta e da Educação, Alexandra Leitão, que tem conduzido o processo de redução dos contratos de associação.

No mês passado, o Expresso perguntou a Alexandra Leitão se faria sentido manter estes apoios, sabendo que o Ministério baseava os cortes nos contratos de associação no princípio de que havendo oferta na rede pública não fazia sentido o Estado pagar ao privado. “Os contratos de associação têm como objetivo suprir as falhas de carência na rede pública e é aí que estamos a trabalhar. A reflexão sobre os contratos simples não se coloca no âmbito da carência da rede. A questão da carência, agora colocada, é distinta da discussão sobre a liberdade de escolha”, respondeu.

IRS “criativo”

Mas afinal quem tem direito a este apoio? Alegadamente apenas as famílias de baixos recursos. O IRS serve de base aos cálculos, os colégios recolhem a documentação e o Ministério valida as contas.

Para cada ciclo de ensino, há valores fixados de anuidade média cobrada pelos colégios, o rendimento per capita que dá acesso aos apoios e as respetivas percentagens de comparticipação das propinas. Desde 2009 que os valores não sofrem qualquer atualização. E os números parecem não bater certo.

Veja-se o caso concreto do 1º ciclo, por exemplo. Está definido que, em média, os privados cobram uma propina de 195 euros/mês. Este é o primeiro valor a parecer desatualizado já que é mais comum encontrar mensalidades de 250 euros para cima. Para se receber a comparticipação estatal máxima, fixada em 57%, uma família tem de ter um rendimento per capita máximo até 145 euros mensais (rendimento bruto menos impostos, despesas de saúde, habitação). Ou seja, só recebendo à volta do salário mínimo nacional consegue o apoio maior — 1100 euros num ano (ou 111 euros para pagar cada um dos 10 meses de propina)

Mas se recebe tão pouco, como é que pode suportar a diferença entre o cheque que o Estado lhe dá, correspondente a pouco mais de 100 euros por mês, e as mensalidades bastante mais elevadas cobradas pelos colégios?

“Não sei se são as pessoas que têm rendimentos mais baixos as que são apoiadas. Só quem tem uma contabilidade mais ‘criativa’, digamos assim, é que acaba por ser beneficiado. Os trabalhadores por conta de outrem ficam completamente excluídos destes apoios”, admite António Araújo, administrador do Colégio D. Diogo de Sousa, em Braga, que faz parte da lista de escolas privadas onde as famílias podem concorrer aos apoios.

Também José Prata, da Associação de Creches e Pequenos Estabelecimentos de Ensino Privado, já admitiu o problema. “Em muitos casos só as famílias que fazem batota no IRS têm acesso a estes contratos. Para terem direito ao apoio têm de ter um rendimento baixo. Mas se o valor atribuído pelo Estado também é baixo então como podem pagar a diferença?”, interroga. (…)

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Acredito que a Expressão Plástica e a Música Tenham Dados Muito Semelhantes

70% dos alunos do 1º ciclo não teve expressão físico-motora.

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A Música do Blog

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Aposta Para Hoje

… para 84 milhões.

 

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Histórias Que Se Repetem

… mas que nunca têm solução legislativa.

 

 

O tempo dos professores deve ser ocupado no processo de ensino e não em burocracias

 

 

Recomendação do Conselho Nacional de Educação lembra que aos docentes é pedidas uma série de tarefas que “não se compagina” com a condição docente.

 

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O Conselho Nacional de Educação (CNE) defendeu, nesta quinta-feira, que para garantir o sucesso escolar dos alunos é necessário “recentrar a missão docente no essencial ou seja, no processo de ensino/aprendizagem”, em vez de se sobrecarregar os docentes, cada vez mais, com outras tarefas que nada têm a ver com aquele que deve ser o exercício da sua profissão.

“Torna-se evidente que a condição docente não se compagina com a multiplicidade de tarefas que lhe são presentemente atribuídas, antes exige que beneficie de condições de trabalho e de aperfeiçoamento, permitindo-lhe cumprir melhor a sua missão e adaptar-se de forma contínua às novas situações”, escreve o CNE.

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Parecer do CNE Sobre a Organização da escola e promoção do sucesso escolar

Parecer ‘Organização da escola e promoção do sucesso escolar’

 

 

 

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Foi aprovado por unanimidade, na 126.ª Sessão Plenária do Conselho Nacional de Educação, o parecer sobre ‘Organização da escola e promoção do sucesso escolar’.

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Geringonçadas

E escusam de criticar o título do artigo porque por muitas vezes coloquei aqui a categoria “cratinices” para criticar as políticas de Nuno Crato.

O resto da notícia nem merece grandes comentários.

 

PS apela à mobilização para a manifestação “em defesa da escola pública”

 

 

ps

 

O PS lançou um comunicado para apelar à participação na “Marcha em defesa da escola pública” no próximo dia 18, em Lisboa.

O comunicado é assinado pela secretária-geral adjunta do PS, Ana Catarina Mendes, pelo líder da JS, João Torres, pela presidente do Departamento Nacional das Mulheres Socialistas, Elza Pais, assim como pelos deputados da Comissão Parlamentar de Educação e Ciência, entre os quais figura Alexandre Quintanilha.

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Balanço de 2015/2016

Ok. Percebemos que o único problema do ano lectivo 2015/2016 foi a existência da PACC e dos exames do 4º e 6ºs anos.

O excesso de trabalho dos docentes, as metas absurdas em algumas disciplinas e a excessiva carga curricular dos alunos em alguns ciclos de ensino são problemas menores.

 

Ministro da Educação considera que ano letivo “correu bem”

 

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O ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, que em poucos meses acabou com as provas de avaliação dos professores e estabeleceu as provas de aferição para os alunos do básico, considerou, esta quinta-feira, que o ano letivo “correu bem”.

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Posso Perguntar?

… se a marcha do desemprego habitual, prevista para o dia 1 de Setembro, à porta dos Institutos de Emprego já está agendada?

E já não contabilizo as largas dezenas de docentes que entre 2009 e 2015 vincularam através de recurso hierárquico por erros do MEC e que acresceram às vagas indicadas nos avisos de abertura.

 

 

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Ata Final da Fenprof com o ME Sobre o DOAL e a MPD

Se fosse há um tempo atrás tínhamos uma ata negocial cheia de discordâncias, agora parece que se concorda com tudo, apesar de ser um DOAL idêntico ou pior que nos anos anteriores.

 

Assinatura da Ata final

 

Frases chave na ata da Fenprof

 

“Regista positivamente…”

“apresenta avanços…”

“Aspetos registados positivamente…”

“Destaca-se ainda positivamente…”

“Regista-se a introdução…”

 

 

18 de Junho está próximo…

 

E quem quiser que acredite que 2016/2017 será melhor que 2015/2016.

 

 

 

 

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Alguém Interessado?

Link na imagem.

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A Música do Blog

 

Para ouvir em som alto e relaxar.

Excelente surpresa recebi hoje desta minha amiga. Um destes dias a surpresa será desvendada.

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As Educadoras…

A Educadora, aquela personagem que a criança identifica como o primeiro contacto com a escola.

Qual é o papel destes docentes na escola? Na vida das crianças?

Porque não se fala e não se discute?

Porque é que estão isolados estes profissionais?

Porque têm um horário letivo diferente de todos os outros?

Pelo contacto que tenho com elas e com eles, vejo o seu papel ser adulterado de dia para dia. São profissionais como qualquer outro. Mas entre os seus pares são os mais esquecidos, os mais diferenciados. Basta começar pela sua designação, Educadoras, não são professoras … até o ECD as distingue. educadora

Uma educadora é a pessoa que vai “ educar ” a minha criança. Vai tirar-lhe a fralda, vai impor-lhe regras, vai substituir-me naquilo que eu não quero ou não consigo fazer, mas seguindo as minhas instruções … Uma educadora é muito mais que isso. Não é mãe substituta ou guardadora de crianças. Mas como inverter isto, se o próprio ministério não está interessado em definir um currículo para os anos de “ Pré escola ”?

Querem alargar a faixa etária que frequenta o pré-escolar… e que tal alargar os direitos dos pais e das mães como se faz noutros países.

Sim… aqueles países dos quais costumamos ouvir falar, mas só como exemplos de outros interesses. É que uma educadora, de facto, e embora muitas vezes o faça, não substitui uma mãe …

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Provas de Aferição Matemática/EM 2.º Ano / Matemática 5.º Ano / Matemática 8.º Ano

 

(clicar nas imagens para aceder às provas)

2.º Ano

2

 

5.º Ano

5

8.º Ano

8

 

 

 

 

 

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Petição – Pelo fim à contratação precária e discricionária dos docentes de AEC

Pela extensão do texto apenas coloco o link para a petição.

A minha posição sobre as AEC não mudou desde o aparecimento destas actividades e no fundo resume-se ao seguinte:

Devem existir apenas no fim das actividades lectivas e apenas para os alunos que não tenham outro acompanhamento no fim das aulas e que voluntariamente a elas adiram.

E existindo estas actividades elas devem ser leccionadas por docentes do agrupamento e não por técnicos contratados com vínculo precário.

 

 

Pelo fim à contratação precária e discricionária dos docentes de AEC

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Muros Transmontanos

Tanto é ofensivo para as gentes transmontanas reaparecer um gordo desdentado a pedir para se construir um muro na fronteira transmontana para que de lá não venha gente, como ter uma câmara municipal a aprovar uma moção para que de lá não saiam os professores doentes.

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Primeiras impressões sobre as provas de Matemática

 

A Prova do 2º ano estava adequada, os alunos não sentiram grandes dificuldades na sua resolução, dentro dos tempos previstos.

A Prova do 5º ano não se mostrou de fácil resolução. Baseada nas metas, a sua dificuldade foi bem sentida pelos alunos.

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Estatísticas da Educação 2014/2015

A DGEEC disponibilizou os dados preliminares relativos a crianças inscritas na educação pré-escolar, alunos matriculados nos ensinos básico e secundário, pessoal docente e não docente, e estabelecimentos de educação e ensino, relativos ao ano letivo 2014/2015. Fica aqui o documento para consulta.

 

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