21 de Junho de 2016 archive

Os Exames de Hoje

3.º Ciclo do Ensino Básico

 

Matemática-92
9.º Ano / 1.ª Fase
21.06.2016, 09:30

 

 

Ensino Secundário

 

Desenho A-706
12.º Ano / 1.ª Fase
21.06.2016, 09:30

 

 

História A-623
12.º Ano / 1.ª Fase
21.06.2016, 09:30

 

História B-723
11.º Ano / 1.ª Fase
21.06.2016, 09:30

Latim A-732
11.º Ano / 1.ª Fase
21.06.2016, 14:00

 

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“Escolas vão ter menos horas para apoiar alunos”

Os relatos que nos chegam confirmam que a nova formula de cálculo é desfavorável em relação à antiga. Desde 59 até 200 horas, são os desfalques de que até agora nos foi dado conhecimento por alguns Diretores.

O Arlindo já apresentou a sua teoria sobre este DOAL, e já expôs o que poderá vir a acontecer no caso do 1º Ciclo.

Os diretores escolares dizem que as novas regras de atribuição de crédito horário reduzem as horas para apoiar os alunos, em especial nas escolas situadas nos grandes centros urbanos, e com professores mais velhos.

Ficamos à espera da data…

 

(clicar na imagem) in CM

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Na sala, as cabeças

Na sala, as cabeças, circunspetas e ansiosas, poisam o olhar nas determinadas provas.

Ao fundo, pela janela, mergulho o olhar na extensa planície. O som melancólico de um trator devorando palha ecoa vagamente cá dentro com a mesma morosidade do calor que invade, pouco a pouco, a sala.

Enquanto a máquina prossegue um lento bailado de motor pesado e pneus inchados, reparo nos torresmos de palha que sobejam estáticos no chão. Uma nuvem de pó aurífero e andorinhas velozes e inebriadas deixa no ar a memória vaga de um quadro de Van Gogh.conto-corredor

Que pena a perícia com que os tratores empilham os fardos nos campos não ser a mesma que estes garotos suados usam para calcular as retas paralelas ou estabelecer inequivocamente o referencial cartesiano.

Pouco a pouco, poisam as canetas, exauridos pela espera do decisivo toque, enquanto o tique-taque do relógio na parede comanda as nossas vozes.

Despedimo-nos aqui do seu longo percurso.

De ora em diante, os fios que entrelaçámos irão ser definitivamente cortados.

E há uma melancolia macia e aveludada no fundo do meu coração.

Ser professor também é ter os corredores vazios, o coração partido e perder a escola.

 

 

 

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Manifesto Pela Escola Pública

 

Pela Escola Pública

 

Enquanto membros da comunidade educativa e autores de diversos blogues de educação, temos opiniões livres e diversificadas. Porém, a Escola Pública sendo um pilar social, merece o nosso esforço para nos unirmos no essencial. Este manifesto é uma tomada de posição pela valorização e defesa da Escola Pública.

Constituição da República Portuguesa explicita o quadro de princípios em que o Estado, como detentor do poder que advém dos cidadãos, tem de atuar em matéria educativa. O desinvestimento verificado nos últimos anos, bem como a deriva de políticas educativas, em matérias como a gestão de recursos humanos ou a organização e funcionamento das escolas e agrupamentos, tem ameaçado seriamente a qualidade de resposta da Escola Pública.

Importa por isso centrar o debate público nos seus fundamentos:

Assegurar o ensino básico universal, obrigatório e gratuito e estabelecer progressivamente a gratuitidade de todos os graus de ensino;

Considerando o nível de desigualdade social instalado importa aprofundar um trajecto de gratuitidade dos manuais escolares e um reforço da acção social escolar.

Criar um sistema público e desenvolver o sistema geral de educação pré-escolar;

Dada a importância confirmada do acesso e frequência de educação pré-escolar é fundamental garantir a sua universalização geográfica e economicamente acessível a todas as crianças.

Garantir a educação permanente e eliminar o analfabetismo;

O ainda baixo nível de qualificação da população activa em Portugal exige uma opção política séria e competente em matéria de educação permanente e de qualificação.

Garantir a todos os cidadãos, segundo as suas capacidades, o acesso aos graus mais elevados do ensino, da investigação científica e da criação artística;

Para que Portugal possa atingir os níveis de qualificação de nível superior definidos no quadro da União Europeia, é fundamental que se assegure uma política em matéria de bolsas de estudo. Portugal é um dos países da União Europeia em que a parte assumida pelas famílias nos custos de frequência de ensino superior é mais elevada.

Inserir as escolas nas comunidades que servem e estabelecer a interligação do ensino e das actividades económicas, sociais e culturais;

A resposta de escolas e agrupamentos às especificidades das comunidades educativas que servem exige um reforço sério da sua autonomia. A centralização burocratizada e um caminho de municipalização que mantenha a falta de autonomia das escolas irá comprometer esse propósito. A autonomia das escolas deve contemplar matéria de natureza curricular, organizacional e de funcionamento escolar, bem como recuperar e reforçar a sua gestão participada e democrática.

Promover e apoiar o acesso dos cidadãos portadores de deficiência ao ensino e apoiar o ensino especial, quando necessário;

Proteger e valorizar a língua gestual portuguesa, enquanto expressão cultural e instrumento de acesso à educação e da igualdade de oportunidades;

A promoção de uma educação verdadeiramente assente em princípios de inclusão exige meios humanos, docentes e técnicos, apoio às famílias, revisão do quadro legislativo que suporta a presença de alunos com Necessidades Educativas Especiais nas escolas, autonomia de escolas e agrupamentos.

Nos últimos anos a Escola Pública, instrumento para que os deveres constitucionais do Estado sejam cumpridos no domínio da Educação, tem sido sujeita a múltiplas dificuldades, com cortes, com lançamento em cascata de medidas que a burocratizam de forma doentia e tentam degradar ou desvalorizar com base em rankings, diversos e dispersos, onde se compara o incomparável, muitas vezes baseados em frágeis indicadores administrativos e funcionais, e não pedagógicos ou educacionais.

A valorização social e profissional do corpo docente e não docente, em diferentes dimensões, é uma ferramenta imprescindível e a base para um sistema educativo com mais qualidade.

A Escola Pública precisa de mais respeito, mais atenção, mais investimento e mais capacidade de, sendo pública, de todos e a todos acessível, sem outro dono que não o povo português, ter margem para se autogovernar e se adaptar a cada comunidade local, sem se esquecer que existe para cumprir objetivos nacionais fundamentais.

 

Portugal, 21 de Junho de 2016

 

 

Subscrevem (por ordem alfabética):

Alexandre Henriques – ComRegras

Anabela Magalhães – Anabela Magalhães

António Duarte – Escola Portuguesa

Assistente Técnico

Aventar

Blog DeAr Lindo

Duilio Coelho – Primeiro Ciclo

José Morgado – Atenta Inquietude

Luís Braga – Visto da Província

Luís Costa – Bravio

Manuel Cabeça – Coisas das Aulas

Nuno Domingues – Educar a Educação

Paulo Guinote – O Meu Quintal

Paulo Prudêncio – Correntes

Ricardo Montes – Professores Lusos

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Até que ponto a CPCJ atuará?…

Até que ponto as competências da CPCJ poderão ir neste assunto? Não comparecer às refeições na escola não implica que não comam, ou que os pais estejam a ser negligentes com a alimentação dos filhos (em certos casos é precisamente o contrário). Será este o caminho? A CPCJ já não tem meios para resolver de forma célere todos os casos que necessitam da sua intervenção, quanto mais andar a verificar se os meninos comem na escola em casa ou no café da esquina. O ideal é que aos pais seja aplicada uma coima. Pode ser que assim se lembrem de educar os filhos com a responsabilidade cívica que lhes falta.

 

Faltar às refeições pode levar a uma queixa na CPCJ (in JN)

refeição

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Aposta Para Hoje

… para 30 milhões.

 

euromilhoes 21 junho

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Rui Sá: Opinião – Tenham vergonha!

Por compromissos antes assumidos, não pude participar na manifestação em defesa da escola pública que se realizou no sábado em Lisboa.

Assim, e porque me revejo nessa causa, procurei estar atento às notícias para saber como tinha corrido e, em especial, o grau de mobilização conseguido, num dia de sol e com jogo da seleção nacional ao fim da tarde (a que muitos dos que se deslocaram de longe até Lisboa não puderam assistir…).

Mas, confesso-o, essa minha busca por notícias sobre a manifestação em si transformou-se, rapidamente, numa constatação da diferença de critérios jornalísticos no tratamento desta manifestação em comparação com a cobertura que foi feita da manifestação que, no dia 29 de maio, juntou, com toda a legitimidade, os defensores da escola privada com financiamento público.

Vejamos alguns exemplos, baseados apenas na Imprensa escrita dita de “referência”, dado que não tenho dados nem memória das coberturas radiofónicas e televisivas (neste caso, o JN fez uma leitura equilibrada da iniciativa).

O “Público”, avança na capa, sem foto, com “Manifestação pela escola pública junta alguns milhares de pessoas em Lisboa”. Lendo no dicionário o significado do pronome “alguns” vejo que é sinónimo de “poucos”. Logo no “Público”, jornal onde a propósito da manifestação dos colégios, o título da capa era, sobre gigantesca foto, “Depois da multidão dos colégios…”, reforçado por “segundo organizadores, 40 mil pessoas juntaram-se em frente ao Parlamento”. “Multidão”, diz o mesmo dicionário, é um substantivo que significa “grande número”…

Já o DN, que relativamente à manifestação dos colégios, titulou a foto da capa com “Colégios mobilizam 40 mil contra Governo”, opta, relativamente à manifestação em defesa da escola pública, por não fazer qualquer referência na capa… (embora no interior diga “Esquerda unida na rua pela defesa da escola pública”, não tendo “descoberto” que na manifestação dos colégios a Direita esteve unida em defesa da escola privada…)

Bem sei que isto não é o fundamental. Em termos de opinião pública, a batalha em defesa do fim dos contratos de associação quando há escolas públicas, nas imediações, com condições para acolher os alunos, é uma batalha que está ganha. Porque toda a gente entende que os dinheiros públicos devem, prioritariamente, ser canalizados para a escola pública.

Mas não deixa de ser curioso constatar que dois jornais ditos de “referência” tenham tão escandalosa parcialidade na cobertura deste importante tema. Como diria o realizador Michael Moore, “Tenham vergonha!”

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