Professores do Agrupamento de Escolas Muralhas do Minho, em Valença, chamaram, hoje, a GNR ao estabelecimento escolar. Em causa está a substituição de professores que estavam em greve às provas de aferição o que, no entender dos docentes, é ilegal.
Segundo Paulo Cunha, porta-voz da comissão de greve “ontem a prova de Educação Física não se realizou devido à greve”.
“Hoje, para espanto de todos, a Direção do Agrupamento decidiu substituir os professores que se encontravam em greve”, complementa.
Segundo o docente, quatro salas estavam preparadas para os exames. “Faltavam professores em duas”. Estavam “suplentes que foram chamados e que perante a situação de estarem a substituir professores em greve também se declararam em greve”.
Paulo Cunha revelou, ainda, que foi pedido “esclarecimentos ao juízo de exames sobre a indicação de substituir professores em qualquer situação, os quais não tiveram resposta”. A “direção recorreu, então a dois professores vigilantes e desviou um”, fazendo com que as provas se realizassem.
“Para que não houvesse dúvidas, os professores decidiram informar o secretariado de exames que estavam em greve”, garante Paulo Cunha, afirmando que, na visão dos docentes, a situação “viola todos os dispositivos legais, nomeadamente a Constituição da República Portuguesa, na medida em que nenhum grevista pode ser substituído segundo o Artigo 535.º que proíbe a substituição de grevista”.
Por isso foi chamada a GNR ao local para tomar nota da ocorrência, que “agora poderá ser enviada aos sindicatos ou mesmo a advogados”, assegurando que irão “tomar as medidas judiciais que forem necessárias e oportunas para garantir não só o seu legítimo direito à greve, mas também impedir que se viole a Constituição da República Portuguesa”.
Valença: Substituição de docentes em greve leva GNR à escola




6 comentários
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Medidas que não admirariam vindas de um partido de extrema direita, como o temos, actualmente, na Casa da Democracia (seria, talvez, pior!). Vindas de quem tutela a Educação (e têm sido tantas ao longo destes meses), e que se diz de esquerda, só pode ser mera coincidência…..
Que vergonha, este ministério da má educação!
Há gente com tudo no sítio!👏👏👏👏👏
É preciso colocar os ditadores no seu lugar! Relembrar que são pó e ao pó voltarão!
Que belo exemplo! Querem respeito e não têm qualquer escrúpulo em prejudicar os alunos em alturas cruciais. Há muitas forma de luta sem prejudicar a razão de existirem.
Prejudicar os alunos? Mas os alunos ligam alguma coisa às provas de aferição? Na minha escola faltaram vários!….
E os médicos /enfermeiros não prejudicam os doentes? E a justiça não atrasa os processos, fazendo -os caducar e perder milhares de euros?….E deixam de fazer greve por isso? A nós ninguém nos prejudica, certo?… Já não há paciência para esta escumalha, canalhada sem dignidade que se dizem governantes! É a “boyzada” aos comandos, aqueles que nunca souberam o que +e trabalhar, porque viveram sempre à sombra do cartão do partido! Nojo de país! Uma “choldra” , como dizia o Eça!
O conteúdo desta notícia mostra bem o que resulta da criação do cargo de diretor situação que representou um retrocesso no que concerne à democracia no sistema de ensino. Os sindicatos que movam um processo a quem tomou a decisão de substituir os professores, existem leis, não existem? Então pressionem para que sejam aplicadas.