Agosto 2024 archive

As Escolas não fecham em agosto…

O trabalho numa escola não acaba com o fim das aulas a meio do julho. Há exames para corrigir, notas para lançar, recursos para responder, turmas e horários para fazer. Trabalho que se estende até setembro e ao reinício das aulas. Desde o ano passado que o Ministério autorizou as escolas a encerrar uma semana, mas há quem tema que este ano haja escolas que nem esses dias consigam fechar.

A Educação não morre em agosto.” Pais para receber, exames para corrigir, notas para lançar, horários para fazer… O dia de uma escola em tempo de férias

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«FILHOS DE UM DEUS MENOR»…

 

Mais uma vez, tomei consciência de que não estamos todos debaixo do mesmo sol.

Circulam por aí alguns considerandos sobre a desunião da classe e de sectarismos dentro da mesma. Porém, o princípio ético em que assenta o conceito de «justiça» não se baseia em interesses particulares e norteia a ordem social evitando que nos comportemos como selvagens no seio de uma anarquia (caos que, se calhar, já reina na classe).

Foram ontem tornadas públicas as listas de colocação da fase de mobilidade interna evidenciando a perpetuação das injustiças, contra as quais a passividade é o retrato acabado de quem pretende continuar a permitir que aconteçam.

Como poderei sentir-me satisfeito sabendo que colegas atrás de mim nas listas de graduação irão lecionar perto do domicílio, enquanto eu terei de me fazer à estrada durante todo o ano (com a agravante de ter problemas de saúde)? E, como eu, o mesmo aconteceu a tantos milhares de professores que, desolados, se viram ultrapassados por colegas, consequência de prioridades criadas artificialmente.

Sendo os docentes seriados pela média de curso e pelo tempo de serviço, não é aceitável terem-se criado subterfúgios legislativos que permitem arrumar numa gaveta este critério de ordenação propiciando ultrapassagens.

Conheço casos de colegas que, nos cursos superiores, eram alunos fracos e que, face à iníqua criação de prioridades, têm ficado colocados à frente de outros com uma avaliação muito superior na sua formação (onde me incluo). E quem não sabe de situações de professores com pouco tempo de serviço a ficarem mais perto do seu domicílio do que outros que há décadas andam a percorrer o país? Então, a graduação profissional serve para quê?

É lamentável que uma classe que deve valorizar o valor da justiça na avaliação dos seus alunos, esqueça este conceito quando se trata de relações profissionais entre pares, seja nos concursos de professores, seja na avaliação de desempenho, revelando elevados níveis de hipocrisia, oportunismo e deslealdade.

Em resultado desta tendenciosidade, já são muitos anos com professores prejudicados no seu tempo (desperdiçado em horas ao volante), financeiramente (pagando as deslocações e alojamento) e emocionalmente (tendo de ficar privados da companhia das suas famílias).

Bem vistas as coisas, se calhar este assunto é bem mais doloroso e tem mais repercussões na vida das pessoas do que muitos querem fazer crer tentando abafá-lo.

Não sendo possível alterar o passado e corrigir as injustiças cometidas sobre tantos, para evitar que no futuro se repitam, seria bom que, nas reuniões com a tutela, os sindicatos puxassem este assunto para o topo das suas agendas reivindicativas.

Suponho que esta situação só tem acontecido e continuará a arrastar-se, porque aos beneficiados não lhes convém perderem este privilégio, aos sindicatos não lhes interessa criar problemas a uma parte dos seus associados e à tutela pouco lhes incomoda o que se passa de infausto na vida dos professores.

Perdoem-me não poder partilhar da mesma euforia de outros colegas, porque não tenho nenhum motivo para celebrar, bem pelo contrário. Não será com gosto nem com motivação que, eu e tantos milhares de professores que ficaram prejudicados, irão encarar o próximo ano letivo.

Afinal, muitos de nós andámos a queimar as pestanas a estudar tanto e a percorrer tantas escolas do país ao longo de tantos anos, para quê?

Neste sistema, onde estão valorizados a meritocracia e os anos de entrega à profissão?

À margem desta situação, consciente da dificuldade crescente no desempenho desta profissão, desejo a todos um bom ano letivo.

Carlos Santos

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Número de Colocados por Escola/Concelho na Contratação Inicial

Este ficheiro em pdf apresenta o número de colocados por AE/ENA através da Contratação Inicial.

A imagem em baixo apresenta os AE/ENA com 15 ou mais docentes contratados colocados.

Lisboa e Algarve absorvem estes lugares na lista de topo.

 

 

Por Concelho a lista está assim distribuída.

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Número de Colocados por Escola na Mobilidade Interna

Este ficheiro em pdf apresenta o número de docentes colocados por AE/ENA na Mobilidade Interna.

A próxima imagem mostra os AE/ENA com 50 ou mais docentes colocados pela Mobilidade Interna.

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Colocação na MI por Grupo de Provimento

O próximo quadro, visível aqui em pdf, apresenta os colocados na Mobilidade Interna pelo Grupo de Provimento.

São raros os casos que os docentes na Mobilidade Interna conseguem obter colocação noutro grupo que não o seu. A maior mudança ocorre no grupo 110 onde 19 docentes conseguem colocação no 910

Aparecem-me 4 situações de docentes que têm como grupo de provimento o A00 (que desconheço o que seja).

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Só é Possível Aceitar A Colocação na Segunda-feira, Depois das 10:00

Após a publicação das listas de colocações surgem sempre perguntas sobre a aceitação da colocação e dizem-me que não encontram o local para aceitarem a colocação.

Isto é normal e sempre foi assim.

O prazo para aceitar a colocação decorre nos dois dias úteis seguintes à publicação das listas.

Ou seja, esta funcionalidade só está disponível na próxima segunda-feira, dia 19 de agosto e apenas depois das 10:00.

 

 

 

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Quais os QZP dos 1611 Docentes Não Colocados na MI em 1.ª Prioridade?

O próximo quadro apresenta o QZP de provimento dos 1.611 docentes dos quadros (QZP ou QA(QE) que concorrendo na 1.ª prioridade não foram colocados na Mobilidade Interna.

Estes docentes estão em concurso para as reservas de recrutamento.

O QZP com mais docentes não colocados é o QZP 09 com 357 docentes e o grupo com mais docentes não colocados é o 110 – 1.º Ciclo com 529 docentes.

Para melhor análise abrir o documento em pdf aqui.

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Nova Portaria de Acumulação de Funções Docentes

Portaria n.º 188-G/2024/1, de 16 de agosto

 

Artigo 3.º […]
1 — […]
2 — Sem prejuízo do disposto nos n.os 3 e 5, a acumulação do exercício de funções docentes por parte de educadores de infância e de professores dos ensinos básico e secundário pode ser autorizada, desde que não exceda os seguintes limites:
a) Até dez horas letivas semanais, não podendo exceder seis horas letivas consecutivas, quando prestadas em estabelecimento de educação ou de ensino não superior da rede do Ministério da Educação, Ciência e Inovação distinto daquele onde o docente exerce a sua atividade principal;
b) Até dez horas letivas semanais, não podendo exceder seis horas letivas consecutivas, quando prestadas em estabelecimento de educação ou de ensino não superior e em escolas profissionais, bem como em estabelecimentos de ensino superior público, privado ou concordatário.

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Zero dias de serviço… e agora?

A tabela abaixo apresenta os professores que, tendo zero dias de tempo de serviço, conseguiram vincular no Concurso Externo ou ficaram agora colocados na Contratação Inicial em horário Completo e Anual.

É um forte sinal dos tempos: quando saí da universidade, a correr bem, lá para outubro estávamos colocados.

Entenda-se que mais de 95% destas colocações são a sul. A tabela abaixo pode servir como indicador para os futuros colegas que agora estão na universidade: a probabilidade de terem um percurso bem mais tranquilo do que aqueles que agora têm 20 anos de serviço é grande, mas implica concorrer para todo o país nos primeiros anos de serviço.

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Opinião de Nuno Domingues – Mais um ano letivo minado

Quem quer que seja o titular da pasta do Ministério da Educação (agora também da Ciência e Inovação) deve fazer-se entender que hoje começou o ano escolar para os professores que foram colocados, mas entender sobretudo que também começou o ano escolar para os professores não colocados, sejam eles do quadro ou candidatos a contrato.

A instabilidade iniciada hoje, acumulada com a dos agostos e setembros dos já longos anos de trabalho para o Ministério da Educação, reaviva, a cada ano, o minar da motivação e da força anímica dos professores, que por mais anos que levem desta instabilidade, nunca estarão habituados a ela, porque ela é contranatura de dois pilares de uma carreira bem sucedida – estabilidade e motivação.

A isto chama-se má gestão dos recursos humanos, que não contribui em nada para a melhoria da escola pública.

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A Nota Informativa da MI e da CI

Com estas notas importantes:

 

7. ACEITAÇÃO:

Os candidatos agora colocados (QA/QE, QZP e Externos) devem aceitar a colocação na aplicação informática do SIGRHE, no prazo de 48 horas, correspondentes aos dois primeiros dias úteis seguintes à publicitação da lista de colocação, de acordo com o n.º 2 do artigo 16.º do Decreto-Lei n.º 32-A/2023, de 08 de maio, respetivamente dias 19 e 20 de agosto.

9. APRESENTAÇÃO:

a) Os candidatos colocados nos Concursos de Mobilidade Interna e de Contratação Inicial devem apresentar-se no Agrupamento de Escolas ou Escola Não Agrupada onde foram colocados no 1.º dia útil do mês de setembro;

 

[gview file=”https://www.arlindovsky.net/wp-content/uploads/2024/08/nota-informativa-mi-ci-2024-1.pdf”]

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LISTA COLORIDA – CI

Retomo a publicação da Lista Colorida, com as colocações e renovações. Na próxima colocação acrescento os retirados.

Para quem não está familiarizado com as cores:

VERDE – Candidatos colocados nesse grupo de recrutamento
AMARELO – Candidatos colocados noutro grupo de recrutamento
VERMELHO – Candidatos que renovaram horários completos
LARANJA – Candidatos retirados (oferta de escola, desistiram…)

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6.516 Não Colocados na Mobilidade Interna

Das listas de Não Colocados na Mobilidade Interna aparecem 6.516 candidaturas.

Ainda não consegui perceber a Prioridade 0, mas pelo que percebi quem a tem também tem a 1 Prioridade.

Nos termos do n.º 1 do artigo 37.º do Decreto-Lei n.º 32-A/2023, de 08 de maio, os docentes de carreira a que refere a alínea a) do n.º 1 do artigo 30.º que não obtenham colocação, bem como os docentes não colocados em Contratação Inicial, integram a Reserva de Recrutamento, com vista à satisfação de necessidades surgidas após a Mobilidade Interna e a Contratação Inicial.

Neste caso apenas os 1.611 docentes da 1.ª prioridade é que passam para a Reserva de Recrutamento, ficando o concurso terminado para os restantes.

NOTA: A última possibilidade ainda passa pela Permuta que deve em breve abrir.

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456 Professores tiveram renovação de contrato

Apesar do Concurso Interno, 456 professores viram a sua colocação renovada. Como seria de prever, a grande maioria a sul.

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1965 Contratados colocados na CI

A tabela abaixo apresenta os colocados na CI, distribuídos pelo antigo QZP de colocação, para facilitar a perceção da zona de colocação a nível nacional. Foram apenas colocados professores com horário completo e a grande maioria das colocações foi a sul.

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Novidades Deste Ano na Lista de Retirados

Poucos se terão apercebido que a DGAE este ano pediu que as escolas colocassem os Coordenadores de Estabelecimento na plataforma SIGHRE na Gestão da Unidade Orgânica.

Ora, o que aconteceu pela primeira vez este ano é que os Coordenadores de Estabelecimento tiveram o mesmo tratamento que os membros da direção e foram retirados do concurso como Elementos do Órgão de Gestão.

 

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16.311 Docentes Colocados na Mobilidade Interna

O próximo quadro apresenta o número de docentes colocados hoje na Mobilidade Interna por Grupo de Recrutamento e número de horas de colocação. No total foram colocados em Mobilidade Interna 16.311 docentes.

Informo que apenas 3 docentes foram colocados em Horários Compostos nos seguintes grupos: no 120, 250 e 520. O docente colocado no 520 em horário composto ficou apenas com 17 horas, os outros dois colocados ficaram em horários compostos completos.

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Listas definitivas de contratação inicial e Reserva de Recrutamento 2024/2025

Estão disponíveis para consulta as listas definitivas de ordenação, colocação, não colocação, renovação, desistências e retirados da contratação inicial para o ano escolar 2024/2025.
Consulte a nota informativa.

Listas definitivas de contratação inicial e Reserva de Recrutamento  2024/2025
Nota informativa – Listas definitivas de mobilidade interna e contratação inicial 2024/2025

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Listas definitivas de mobilidade interna 2024/2025

Estão disponíveis para consulta as listas definitivas de ordenação, colocação, não colocação, exclusão e retirados da mobilidade interna para o ano escolar 2024/2025.
Consulte a nota informativa.

Listas definitivas de mobilidade interna 2024/2025
Nota informativa – Listas definitivas de mobilidade interna e contratação inicial 2024/2025

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Listas… de Luanda

Concurso externo extraordinário de vinculação de docentes à EP Luanda – Listas Provisórias

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Hoje, No Diário da República, Resoluções 103-A, B e C

Resolução do Conselho de Ministros n.º 103-A/2024
PRESIDÊNCIA DO CONSELHO DE MINISTROS

Autoriza a realização da despesa relativa aos apoios financeiros decorrentes da celebração de contratos de associação para o ciclo de ensino compreendido nos anos letivos de 2024/2025, de 2025/2026 e de 2026/2027.

 

Resolução do Conselho de Ministros n.º 103-B/2024
PRESIDÊNCIA DO CONSELHO DE MINISTROS

Autoriza a realização da despesa relativa aos apoios decorrentes da celebração de contratos de patrocínio no âmbito do ensino artístico especializado.

 

Resolução do Conselho de Ministros n.º 103-C/2024
PRESIDÊNCIA DO CONSELHO DE MINISTROS

Autoriza a realização da despesa com a aquisição de serviços de conectividade para alunos dos ensinos básico e secundário dos estabelecimentos públicos.

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Hoje

… é o último dia útil da semana anunciada pelo MECI para a saída das listas de Mobilidade Interna e da Contratação Inicial.

Veremos se a promessa se cumpre.

Boa sorte a todos.

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É impossível unir a Classe Docente…

 

Definitivamente, solidariedade é aquilo que não existe na Classe Docente…

A solidariedade entre as partes que compõem a Classe Docente parece ser algo inalcançável, tantos são os conflitos de interesses e as visões iminentemente sectárias e facciosas, muitas vezes assentes no individualismo de pensar apenas em si próprio…

Definitivamente, não há remédios, nem antídotos, que consigam debelar a desunião docente…

E como é fácil, demasiado fácil, despoletar-se e observar-se essa confrangedora desunião…

E, não, não são necessários quaisquer artigos de opinião sobre temas potencialmente “fracturantes” (o que quer que isso seja) para se observar a gritante ausência de solidariedade entre Professores, para isso bastam, quase sempre, os próprios Professores…

Em alternativa, poder-se-ia evitar a abordagem de determinados temas ou fazer de conta que alguns problemas não existem, mas isso obviamente também não os eliminaria… Não é por não se falar de certos problemas que os mesmos desaparecem…

Por outras palavras, e com toda a frontalidade, a conclusão a extrair neste momento parece ser esta:

– É impossível unir a Classe Docente… Continua a ser impossível unir a Classe Docente…

No contexto anterior, o mais avisado será talvez esquecer a ambição de ver uma classe profissional coesa, pois que isso mais parece uma “demanda pelo Santo Graal”, de resto impossível de localizar ou sequer de comprovar a respectiva existência…

Neste momento, parece que a única alternativa possível será a tentativa de limitar os danos causados por essa inultrapassável desunião, ainda que essa tarefa também se apresente como muito difícil…

Enquanto os Professores continuarem a preferir digladiar-se a propósito de tudo e mais alguma coisa, de nada valerão os apelos ao bom senso, nem certos discursos motivacionais, venham de onde vierem…

Na Beira Baixa há um ditado popular, de certa forma inclemente e bruto, que diz isto:

– “Quem morre porque quer, nem pela alma se lhe reza”…

Metaforicamente, os Professores “morrem porque querem”?

Às vezes, parece que sim…

Às vezes, parece que sim porque não lhes bastarão as malfeitorias sucessivamente perpetradas pela Tutela, ainda os próprios parecem esforçar-se por piorar a sua situação, ora atacando os pares, ora remetendo-se ao silêncio típico dos que se abstêm, ora subjugando-se à cobardia da inacção, quando possa estar em causa a luta pelo bem comum…

Às vezes chega mesmo a parecer que não existe consciência de bem comum na Classe Docente… Repito uma imagem que já utilizei noutra ocasião e que me parece muito elucidativa dessa inconsciência:


(Imagem roubada da Internet, de autor desconhecido).

Obviamente, nas circunstâncias ilustradas por esta imagem, o mais provável será que o barco vá ao fundo e que todos naufraguem…

Enquanto o “buraco não for do nosso lado”, ficaremos a assistir, de forma impávida e serena, por vezes até vangloriosa, às dificuldades alheias, sem sequer percebermos que o rombo no barco também acabará por, irremediavelmente, nos afectar…

De que interessa o bem comum, pois se até há quem o considere como um acabado lirismo?

Perante uma possível catástrofe, com previsíveis consequências nefastas para todos, fica-se frequentemente a “olhar de fora”, quase numa perspectiva voyeurista, permanecendo numa falsa zona de conforto, dominada pela atitude “pode arder, desde que não seja comigo”…

O maior problema é que por essa perspectiva, mais cedo ou mais tarde, todos acabarão por “arder” ou por “naufragar”…

E parece ser este o resumo da desunião e da falta de solidariedade entre Professores:

– “Ainda bem que o buraco não é do nosso lado”…

E se a Carreira Docente se encontra em frangalhos e praticamente impossível de consertar, obra perversa de quem tutelou a Escola Pública nos últimos anos, contribuindo, dessa forma, para a desagregação e para a fragmentação das partes que a compõem, também é verdade que os próprios Professores se têm mostrado particularmente propensos a querelas internas e a conflitos fratricidas…

Na Classe Docente parecem coexistir muitas “linhagens”, “formas de sentir” e profusas “facções”, que frequentemente desencadeiam “explosões de susceptibilidades”, hostilidades várias, amofinações, discórdias e conflitos de interesses, todos culminando na ausência de consensos…

Às vezes, vai-se ainda mais longe e entra-se na vertigem de “salerosos” concursos de “medição de atributos”, principal consequência de indisfarçáveis rivalidades, ainda que, em simultâneo, se assista, por vezes, à tentativa de reprimir tais pelejas pela intelectualização de algumas emoções…

Mas no fim, enquanto o buraco não for do nosso lado, “tá-se bem”…

Fui ao meu “baú de memórias” do ano de 1996… A propósito de uma Tese de Monografia, apresentada por mim nesse ano, transcrevo aqui um parágrafo aí constante:

– Parece-nos unânime que os professores nem sempre souberam combater os “males” que assediaram a sua profissão. Além dessa, outras críticas poderiam ser apontadas aos professores e às suas organizações. Contudo, também não é possível continuar a desprezar e a menorizar as capacidades de desenvolvimento dos professores, pois eles constituem um potencial cultural, técnico e científico que, não sendo ignorado, pode ajudar a preparar um novo ciclo na história da escola e dos seus actores (Nóvoa, 1992).

 

Passados 28 anos, tudo indica que os Professores continuam a não saber combater os males que assediam a sua profissão, que as suas organizações continuam a ser alvo de críticas acérrimas, sobretudo acusadas de não serem confiáveis nem verdadeiramente agregadoras, e que o tão almejado novo ciclo ainda estará por cumprir…

Parece que, afinal, não se operaram alterações significativas no contexto descrito há 28 anos, patente no referido parágrafo…

Se calhar, 28 anos é pouco tempo… Deve ser isso…

Paula Dias

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Não Será Fácil 50 horas de formação Num Ano

A partir de 2026…

Muitos docentes a partir de 2025 poderão mudar de escalão duas vezes até 2027 e neste caso terão de fazer praticamente 100 horas de formação em 2 anos.

Não está previsto a partir de 1 de julho de 2025 transitar formação não usada para o escalão seguinte.

Não é uma missão impossível, mas não é fácil.

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Recuperação Integral do Tempo de Serviço – Decreto-Lei n.º 48-B/2024, de 25 de julho

Encontram-se disponíveis para consulta a Nota Informativa e FAQ relativas à operacionalização da recuperação integral do tempo de serviço, no âmbito do Decreto-Lei n.º 48-B/2024, de 25 de julho.

FAQ

Nota Informativa Recuperação Integral do Tempo de Serviço

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Pedido de horários – Ensino Artístico Especializado da Música e da Dança

Encontra-se disponível a aplicação eletrónica que permite o recrutamento de docentes para lecionação do Ensino Artístico Especializado da Música e da Dança.

SIGRHE

 

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Concurso Interno de Afetação – Açores

 

 

Lista de colocações

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(A)Normal Ocorrência da Plataforma…

Muitos docentes terão qualquer requisito por cumprir no resumo da subida ao próximo escalão, porque o IGEFE ao que parece ainda desconhece o Decreto-Lei n.º 48-B/2024, ou só apenas em 1 de setembro é que os docentes poderão usar o constante do n.º 4 a solicitar as horas de formação, a avaliação e a observação de aulas.

 

4 – Os docentes que até 1 de julho de 2025, em virtude da recuperação do tempo de serviço prevista no presente decreto-lei, possuam o módulo de tempo necessário para a progressão, mas não cumpram os requisitos previstos nas alíneas b) e c) do n.º 2 e na alínea a) do n.º 3 do artigo 37.º do Estatuto, podem utilizar:

a) A última avaliação do desempenho, sem prejuízo do disposto no n.º 7 do presente artigo;

b) A última observação de aulas;

c) Horas de formação não utilizadas na progressão imediatamente anterior, incluindo as realizadas entre 2018 e 2024, desde que obedeçam ao disposto no artigo 8.º do Decreto-Lei n.º 22/2014, de 11 de fevereiro, na sua redação atual.

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Manual de validação dos dados da Recuperação Integral de tempo de Serviço do Pessoal Docente – Acesso Professores

 

 

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Governo autoriza financiamento de 180 milhões de euros para construção e renovação de escolas

O ministro Castro e Almeida quer acautelar atrasos nos projetos que já foram acordados no âmbito do PRR e garantir que é cumprida a meta fixada, que prevê a construção ou renovação de 75 escolas.

Governo autoriza financiamento de 180 milhões de euros para construção e renovação de escolas

 

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Novidades na DGAE

Uma campanha para atrair professores.

 

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Concurso externo extraordinário de vinculação de docentes à EP Luanda – Apreciação das candidaturas

 

Aplicação eletrónica disponível entre o dia 12 de agosto e as 18:00 horas do dia 14 de agosto de 2024 (hora de Portugal continental) para efetuar a apreciação das candidaturas ao concurso externo extraordinário de vinculação de docentes à EP Luanda, em conformidade com o n.º 1 do art.º 11.º do Decreto-Lei n.º 139-B/2023, de 29 de dezembro, em conjugação com o art.º 5.º do Decreto-Lei n.º 45-B/2024, de 12 de julho.

Manual de utilizador – Apreciação das candidaturas ao Concurso externo extraordinário de vinculação de docentes à EP Luanda 
SIGRHE

 

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Ministro da Educação admite ajudas de custo para os professores ainda este ano

As ajudas de custo aos professores deslocados estão previstas só para 2025, mas Fernando Alexandre admite que as verbas possam ser atribuídas em casos de “escolas que não consigam atraír” docentes. “Vamos ver como a colocação de professores corre ainda”, disse.

Ministro da Educação admite ajudas de custo para os professores ainda este ano

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Os “proscritos” do 10º Escalão…

Bastou a publicação do Decreto-Lei nº 48-B/2024, de 25 de Julho, sobre a recuperação do tempo de serviço dos Professores, para se perceber que nem todos os Docentes seriam abrangidos por essa benesse…

Falo obviamente dos Professores dos últimos níveis da Carreira Docente, em particular daqueles que se encontram no 10º Escalão…

A discussão suscitada pelo quadro legal referente à recuperação do tempo de serviço dos Professores tem sido abundante e, por vezes, eivada de controvérsia e de “escárnio e maldizer”…

Bastará ler os muitos comentários publicados nos denominados “Blogues de Professores” para se perceber, de imediato, a forma como muitas vezes são tratados os Professores que se encontram no 10º Escalão:

– Sem generalizar abusivamente, não deixa de ser factual que os próprios pares parecem, frequentemente, considerá-los como indesejáveis “proscritos” ou “leprosos”, quase como putativos “criminosos”, com estatuto de “personae non gratae”…
Obviamente, compreende-se a frustração e a insatisfação existentes no interior da Classe Docente, clamorosamente maltratada e desrespeitada ao longo dos últimos anos, mas isso não pode servir como desculpa para projectar a ira e a zanga daí resultantes em alguns pares…

Obviamente, compreende-se a frustração e a insatisfação existentes no interior da Classe Docente, clamorosamente maltratada e desrespeitada ao longo dos últimos anos, mas isso não pode servir como justificação para fustigar alguns pares…

Na Classe Docente parecem existir muitas sensibilidades, vontades e disposições, dificilmente conciliáveis e, com toda a franqueza, parece cada vez mais difícil conseguir harmonizá-las e satisfazê-las…

Sem rodeios, a Classe Docente arrisca-se a ser retratada como um “saco de gatos”, onde ninguém se entende e onde facilmente se instala a confusão e o conflito de interesses, obtendo-se como resultado mais óbvio disso uma divisão insanável e permanente, quase sempre dominada por quezílias internas…

Chega-se, por vezes, ao cúmulo de considerar que os Professores que se encontram no 10º Escalão não têm quaisquer motivos, nem legitimidade, para reclamar, seja do que for…

Mas, e ainda que não tenham para onde progredir por se encontrarem no último Escalão da respectiva Carreira, em nome da mais elementar justiça, deveriam poder usufruir de algum tipo de compensação…

A quase “perseguição” movida contra os Professores do 10º Escalão, perpetrada pelos próprios pares, não pode deixar de ser considerada como absurda e, sobretudo, evidencia bem o comportamento autofágico e as lutas fratricidas que, demasiadas vezes, ocorrem no interior da Classe Docente…

A ligeireza com que se julgam determinados pares, muitas vezes de forma injusta e infundada, não abona a favor da Classe Docente, dando de si uma imagem pejada de mesquinhez, invídia e quezília…

Alguém vê os Professores Universitários ou os Médicos a denegrir os seus pares em “púlpito público”?

Muitos “malham” nos Professores, começando pelos próprios Professores…

Sem rebuscadas ou pretensiosas considerações literárias, adaptando, ao caso dos Professores, o provérbio popular português: “Filho és, pai serás; como fizeres, assim acharás” convirá, talvez, não esquecer que:

– “Professor novo és, velho serás; como fizeres assim acharás”…

Como, naturalmente, a lei da vida obriga a envelhecer, que ninguém, mais tarde, se queixe quando tiver que colher o que semeou…

E, já agora, muitos dos Professores actualmente no 10º Escalão, alguns na iminência da aposentação, não usufruíram de avaliações de desempenho “marteladas”, nem de suplementos remuneratórios referentes ao exercício de cargos de Direcção, como frequentemente se acusa…

A aposentação chega, para muitos deles, depois de mais de 40 anos ao serviço da Escola Pública… Escusam de os invejar, mas também escusam de sentir pena deles… Respeitem-nos apenas, da mesma forma como esperam ser respeitados…

Este texto é dedicado a um Professor muito especial que, com todo o mérito, serviu genuinamente a Escola Pública por mais de 43 anos, sempre sem qualquer pretensão de louvores ou reconhecimentos…

Paula Dias

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Assim não vamos lá…

Diversos mestrados para o ensino de disciplinas do 3.º Ciclo e Secundário têm 15 lugares. Instituições pedem reforço no investimento e agilização na acreditação para formarem mais.

As escolas têm cada vez mais falta de professores, mas muitos candidatos estão a ficar de fora dos mestrados por falta de vagas. São diversos os cursos para o ensino das disciplinas do 3.º Ciclo e Secundário com apenas 15 vagas. É o caso de Biologia e Geologia, Física e Química, Geografia, Filosofia ou até Informática, um dos grupos de recrutamento mais deficitários. No Sul do país, onde a carência de docentes é maior, o número de lugares ainda é menor. Por exemplo, para História foram abertas, para o próximo ano letivo, 15 vagas na Universidade de Lisboa e 15 na Nova de Lisboa, as únicas a sul de Coimbra.

 

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Uma Boa Decisão

Governo quer avaliar impacto dos manuais digitais e suspende alargamento a mais turmas do 1.º ciclo e secundário

 

 

Ministério da Educação põe algum travão no alargamento do projecto-piloto dos manuais digitais, que vai entrar no quinto ano “sem que tenha sido avaliado o seu impacto na aprendizagem dos alunos”.

 

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CONCURSO DE PESSOAL DOCENTE PARA O ANO ESCOLAR 2024-2025 RAM

 

Listas do dia 09 de agosto de 2024, Afetação:

– ORDENAÇÃO

https://www.madeira.gov.pt/Portals/16/Documentos/Docente/Concurso/ListaOrdenadaDefinitivaAfetacaoQZP_20240809.pdf?ver=2021-06-29-145248-487

– COLOCAÇÃO

https://www.madeira.gov.pt/Portals/16/Documentos/Docente/Concurso/ListaColocacaoAfetacaoQZP_20240809.pdf?ver=2021-06-29-145248-487

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A Por Ordem na Casa

Ministro da Educação desautoriza diretor que “causou alarme” na Escola Portuguesa de Macau

 

 

Fernando Alexandre renovou licenças especiais de quatro professores e uma psicóloga que haviam sido afastados pelo responsável do estabelecimento que mantém a língua portuguesa viva em Macau. E não poupa a administração, que alguns acusam de motivações políticas.

 

 

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Para Alguns (Poucos) É Capaz de Ser um Bom Chamariz

Professores reformados que regressem à docência somarão salário base à reforma

 

 

Ministro da Educação garante que a contratação de professores reformados poderá acontecer já em setembro

 

Os professores reformados que decidam regressar à docência somarão à reforma entre 1.200 e 1.300 euros, o equivalente à remuneração base quando iniciam atividade, disse o ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre.

“Estamos a oferecer para além da reforma a que têm direito, a possibilidade de, se regressarem ao sistema, receberem o correspondente ao primeiro escalão da carreira que adicionam à reforma (…). Corresponde ao salário do professor que entra para o primeiro escalão: mais de 2.000 euros brutos e cerca de 1.200 ou 1.300 euros líquidos”, disse o governante a jornalistas no Porto à margem de uma visita o Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores Tecnologia e Ciência (INESC TEC).

Sobre uma das medidas que faz parte do guião de apoio à organização do próximo ano letivo que o Governo enviou às escolas e no qual colocou no topo das prioridades evitar que os alunos estejam sem aulas, Fernando Alexandre disse que a legislação sobre o regresso à profissão de docentes reformados “está praticamente concluída”.

“Terminamos a semana passada as negociações sindicais. Temos o diploma praticamente fechado. Os diretores terão todas as condições para utilizar essas novas formas de gestão”, referiu.

Questionado sobre quando os diretores poderão colocar esta medida em prática, o ministro foi direto: “Já em setembro”, disse, contrariamente à falta de garantia sobre se haverá professores interessados nesta possibilidade.

“Acreditamos que muitos docentes quando atingem a idade da reforma ainda estão em plenas condições, mantêm a paixão pela educação (…). Até há uma remuneração adicional. Não estamos a contar apenas com a disponibilidade emocional e a generosidade dos professores (…). Mas eu cheguei há quatro meses, apresentamos um plano, a medida existe”, referiu o ministro da Educação.

Fernando Alexandre falou, ainda, no número de alunos que está a aumentar.

“Foi uma surpresa. Vivemos um período demográfico muito difícil nas ultimas décadas, mas nos últimos anos, tivemos influxo de população estudantil. Para o ano vamos ter mais 20.000 alunos no básico e secundário. Obviamente cria desafios, mas são problemas bons. Temos de atrair novos professores para a docência”, terminou.

 

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Ministro garante que diretores das escolas serão sempre professores

“É uma das nossas prioridades. Temos de clarificar o que são as competências e as dimensões dentro do Ministério, nas autarquias e também dentro da própria escola”, referiu o Ministro da Educação.

Ministro garante que diretores das escolas serão sempre professores

 

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