Definitivamente, solidariedade é aquilo que não existe na Classe Docente…
A solidariedade entre as partes que compõem a Classe Docente parece ser algo inalcançável, tantos são os conflitos de interesses e as visões iminentemente sectárias e facciosas, muitas vezes assentes no individualismo de pensar apenas em si próprio…
Definitivamente, não há remédios, nem antídotos, que consigam debelar a desunião docente…
E como é fácil, demasiado fácil, despoletar-se e observar-se essa confrangedora desunião…
E, não, não são necessários quaisquer artigos de opinião sobre temas potencialmente “fracturantes” (o que quer que isso seja) para se observar a gritante ausência de solidariedade entre Professores, para isso bastam, quase sempre, os próprios Professores…
Em alternativa, poder-se-ia evitar a abordagem de determinados temas ou fazer de conta que alguns problemas não existem, mas isso obviamente também não os eliminaria… Não é por não se falar de certos problemas que os mesmos desaparecem…
Por outras palavras, e com toda a frontalidade, a conclusão a extrair neste momento parece ser esta:
– É impossível unir a Classe Docente… Continua a ser impossível unir a Classe Docente…
No contexto anterior, o mais avisado será talvez esquecer a ambição de ver uma classe profissional coesa, pois que isso mais parece uma “demanda pelo Santo Graal”, de resto impossível de localizar ou sequer de comprovar a respectiva existência…
Neste momento, parece que a única alternativa possível será a tentativa de limitar os danos causados por essa inultrapassável desunião, ainda que essa tarefa também se apresente como muito difícil…
Enquanto os Professores continuarem a preferir digladiar-se a propósito de tudo e mais alguma coisa, de nada valerão os apelos ao bom senso, nem certos discursos motivacionais, venham de onde vierem…
Na Beira Baixa há um ditado popular, de certa forma inclemente e bruto, que diz isto:
– “Quem morre porque quer, nem pela alma se lhe reza”…
Metaforicamente, os Professores “morrem porque querem”?
Às vezes, parece que sim…
Às vezes, parece que sim porque não lhes bastarão as malfeitorias sucessivamente perpetradas pela Tutela, ainda os próprios parecem esforçar-se por piorar a sua situação, ora atacando os pares, ora remetendo-se ao silêncio típico dos que se abstêm, ora subjugando-se à cobardia da inacção, quando possa estar em causa a luta pelo bem comum…
Às vezes chega mesmo a parecer que não existe consciência de bem comum na Classe Docente… Repito uma imagem que já utilizei noutra ocasião e que me parece muito elucidativa dessa inconsciência:

(Imagem roubada da Internet, de autor desconhecido).
Obviamente, nas circunstâncias ilustradas por esta imagem, o mais provável será que o barco vá ao fundo e que todos naufraguem…
Enquanto o “buraco não for do nosso lado”, ficaremos a assistir, de forma impávida e serena, por vezes até vangloriosa, às dificuldades alheias, sem sequer percebermos que o rombo no barco também acabará por, irremediavelmente, nos afectar…
De que interessa o bem comum, pois se até há quem o considere como um acabado lirismo?
Perante uma possível catástrofe, com previsíveis consequências nefastas para todos, fica-se frequentemente a “olhar de fora”, quase numa perspectiva voyeurista, permanecendo numa falsa zona de conforto, dominada pela atitude “pode arder, desde que não seja comigo”…
O maior problema é que por essa perspectiva, mais cedo ou mais tarde, todos acabarão por “arder” ou por “naufragar”…
E parece ser este o resumo da desunião e da falta de solidariedade entre Professores:
– “Ainda bem que o buraco não é do nosso lado”…
E se a Carreira Docente se encontra em frangalhos e praticamente impossível de consertar, obra perversa de quem tutelou a Escola Pública nos últimos anos, contribuindo, dessa forma, para a desagregação e para a fragmentação das partes que a compõem, também é verdade que os próprios Professores se têm mostrado particularmente propensos a querelas internas e a conflitos fratricidas…
Na Classe Docente parecem coexistir muitas “linhagens”, “formas de sentir” e profusas “facções”, que frequentemente desencadeiam “explosões de susceptibilidades”, hostilidades várias, amofinações, discórdias e conflitos de interesses, todos culminando na ausência de consensos…
Às vezes, vai-se ainda mais longe e entra-se na vertigem de “salerosos” concursos de “medição de atributos”, principal consequência de indisfarçáveis rivalidades, ainda que, em simultâneo, se assista, por vezes, à tentativa de reprimir tais pelejas pela intelectualização de algumas emoções…
Mas no fim, enquanto o buraco não for do nosso lado, “tá-se bem”…
Fui ao meu “baú de memórias” do ano de 1996… A propósito de uma Tese de Monografia, apresentada por mim nesse ano, transcrevo aqui um parágrafo aí constante:
– Parece-nos unânime que os professores nem sempre souberam combater os “males” que assediaram a sua profissão. Além dessa, outras críticas poderiam ser apontadas aos professores e às suas organizações. Contudo, também não é possível continuar a desprezar e a menorizar as capacidades de desenvolvimento dos professores, pois eles constituem um potencial cultural, técnico e científico que, não sendo ignorado, pode ajudar a preparar um novo ciclo na história da escola e dos seus actores (Nóvoa, 1992).
Passados 28 anos, tudo indica que os Professores continuam a não saber combater os males que assediam a sua profissão, que as suas organizações continuam a ser alvo de críticas acérrimas, sobretudo acusadas de não serem confiáveis nem verdadeiramente agregadoras, e que o tão almejado novo ciclo ainda estará por cumprir…
Parece que, afinal, não se operaram alterações significativas no contexto descrito há 28 anos, patente no referido parágrafo…
Se calhar, 28 anos é pouco tempo… Deve ser isso…
Paula Dias




82 comentários
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Sobre esta frase ” E como é fácil, demasiado fácil, despoletar-se e observar-se essa confrangedora desunião…” queria apenas corrigir que não se diz despoletar, mas sim espoletar.
No mínimo devia ter algum cuidado com as suas observações. Se pesquisar verá que é um assunto, no mínimo controverso. A língua é mutável… A necessidade de se mostrar, pelos vistos, não!
O João é daqueles analíticos ignorantes que dizem “desfazer a barba”, não é?
E o RF,que tipo de analítico ignorante é?
E merda como se escreve?
A sua publicação, embora verdadeira, é o verdadeiro exemplo daquilo de que fala o texto: por-se em bicos de pés; desunião!
Ó Isabel, Despoletar está corretíssimo, é como dizer desencadear… Despoletar a granada é a ação que provoca a explosão… Que mania ridícula alguns tem de quererem mostrar superioridade…
Sim, à parte o despoletar (que, estou certo, foi uma gralha), parabéns pelo texto.
Exatamente👏
Para mim também foi uma gralha o texto está excelente.
Bom dia. Gratidão pelas sábias e nobres palavras. Concordo com tudo que redige. Abraço.
Subscrevo tudo o diz. Os dois primeiros comentários são esclarecedores. O que preocupa, direi, a falta de leitura e cultura, como também o não se conseguir enxergar para além do seu umbigo, o que traduz a falta de solidariedade
É impossível haver união entre a classe docente. Afinal, só num país de mentecaptos com um governo mentecapto é que num ano os professores que estavam posicionados numa lista pública à frente de outros, no ano seguinte passam a estar atrás. Não se respeita a senioridade, os anos a mais que os professores trabalharam, enfim. Haja pachorra!
Antiguidades é no museu!abelha!
O cartoon diz tudo.
A solidariedade é muito linda quando dá jeito. Eu andei 26 anos como contratado e nunca reparei que houvesse solidariedade para com a massa enorme de contratados, fosse da parte de quem fosse. Quando havia alguma greve, alguma manifestação, alguma situação que desse jeito a uns quantos, aí sim, já éramos todos docentes e tínhamos de ser solidários.
Agora é que disseste tudo… Não existe classe mais estratificada que a classe dos professores. Quem é QA despreza quem é QZP e quem é QA e QZP despreza os contratados, e depois no fundo da cadeia alimentar estão os docentes de habilitação própria que curiosamente são a malta mais jovem e o futuro da classe profissional. No meio disto tudo e para ajudar à festa, existem os sindicatos, que lutam apenas por aqueles que são sindicalizados, sendo que mesmo dentro do pessoal sindicalizado ainda existem sindicalizados de primeira e de segunda, dado que ser sindicalizado e ter um cartão vermelho dá mais direitos que ser somente sindicalizado.
Sempre foi assim e sempre o será… Não é por acaso que o número de docentes sindicalizados tem estado a diminuir.
Já dizia George Orwell, na sua obra o “Triunfo dos Porcos”: “Todos os animais são iguais, mas alguns são mais iguais do que outros”.
Tó,não era o George que dizia,era o Snowball…
Sim,
Paula,
os professores são mesmo estúpidos.
Olá Paula, continue a postar porque tem sido sempre pertinente nos seus comentários.
A começar por ti…
Li, na diagonal. Muitos professores vivem num inferno, num caldeirão. Para mim, a última revisão do estatuto (prof. titulares, retrocesso nos escalões, etc.), as cotas e os prémios do MB e EX e a falta de isenção e solidariedade por parte do diretor e corpo docente, o calculismo e o caciquismo nas escolas assim como as clamorosas injustiças daí resultantes envenenaram as escolas.
Os designíos de tais políticas e ações nunca se cumpriram e, hoje, a escola, os alunos e os professores estão muito pior do que há 20 anos. A Escola está em ruínas devido às regras e falta de vergonha da avaliação docente, aos MB, EX, 6 meses, um ano.
Em suma, os sindicatos não estão isentos de culpas.
Não deixa de ser estranho escrever um texto sobre a desunião dos professores, após escrever um artigo a defender os proscritos do 10 escalão fazendo passar por maus da fita os privilegiados dos que estão no topo da carreira. Hipocrisia pura.
A sua suprema e inatingível superioridade intelectual e o brilhantismo e a sapiência do seu pensamento ofuscam qualquer um. Portanto, e como não passo de uma alma ignorante, digo-lhe apenas isto: ou não percebeu nada do que leu ou então não quis perceber. Inclino-me mais para a segunda, mas isso sou eu, que sou um imbecil, ignorante, néscio. Continue a emanar a sua tão poderosa luz, no pior dos cenários ficaremos todos cegos.
Pois claro, agora queria que os professores que nunca progrediram na carreira, que andaram sempre de casa às costas e a pagar para trabalhar fizessem greve para que os do 10 escalão tivessem ainda mais regalias, quando estes nunca fizeram nada pela luta docente e muitos ainda fazem a vida negra aos colegas na ADD, só porque se sentem superiores.
” … Dos que não estão no topo da carreira…” Assim é que é
A escola portuguesa tornou se num pântano .
Gestão, avaliação tudo concorre para o mal estar.
Falta de empatia, falta de colaboração, falta de solidariedade.
A escola é um verdadeiro campo de minas.
É preciso muito cuidado e texto para sobreviver sem que a nossa saúde mental seja afetada.
Apenas quero referir, que apesar de ser QA há 28 anos ou mais, sempre tratei os colegas quer fossem QZP ou contratados como meus iguais.
Nunca fiz distinção entre ninguém , pois considero meus colegas todas as pessoaa que trabalham ao meu lado, mesmo os administrativos , psicológicos, assistentes sociais e auxiliares de ação educativa.
Agora, “engolir” situações que considero uma anormalidade e altamente incoerentes como a que frisei anteriormente, é que não posso. Espero análise jurídica para ver se estarei assim tão errada e desfazada da realidade.
Ao longo de 25 anos como contratada ouvi muitas vezes:” é colega ou contratada?” Isto diz tudo ….
Deviam dizer me isso a mim…
Não consigo perceber porque é que um professor profissionalizado que sai do ensino particular com 40 ou mais anos de serviço chega ao público e fica no escalão inferior das remunerações.
Temoos a mesma formação que os outros colegas, trabalhamos para o mesmo patrão, alguns com vasta experiência profissional e somos verdadeiramente discriminados.
Destes ninguém se lembra…..
São os miseráveis dos CONTRATADOS.
Caríssimo,
Não seja ingénuo!
Saber perfeitamente que, nessas condições (estando no privado), não anda ao sabor dos concursos e com km e km de estrada!
Sejamos sérios!
Sarita,vais para funcionária pública,são essas as regras…ou queres sol na eira e tinto no nabal?
O problema dos professores é serem o reflexo da sociedade, que não sabe apanhar os políticos e as elites no seu próprio jogo, antes de serem o quer que seja, desde professores ou outra coisa qualquer… deveriam ser antes de tudo animais políticos e homo economicus votando com as duas mãos uma no bolso e outra na carteira, depois partir a espinha aos políticos, aos paisinhos das criancinhas… nem que tivessem de deitar m3rd4 e f0g0 às escolas como fazem os franceses…! E só depois de um curso intensivo em politico filho da pvt4 é que então deveriam ser professores! Mas basta andar pelas salas de professores para ver que não é essa a mentalidade dos professores que embarcam na conversa da carochinha dos lobis dos coitadinhos, à procura dos oprimidos e dos opressores… dai em conclusão sermos um país pobre, porque é isso mesmo que merecemos ser, para se ser um pais rico tem-se de fazer por isso, não basta ser apenas e tão somente professor…!
Nunca houve união na classe docente. A perda de direitos são ideias saem de dentro da classe. Um pequeno exemplo: quando um colega mete um atestado médico há sempre alguém que fala em atestados médicos falsos, lembro-me inclusive neste mesmo blog um artigo a defender a existência de atestados médicos falsos. Ou seja em vez de se defender o direito a mais proteção na doença fala-se que existem professores que se dizem doentes para não irem trabalhar. Isto são os próprios professores a falarem dos seus colegas. Este é só um exemplo mas que se aplica a várias situações.
Verdade! E ideias e discussões como esta. Com textos como este. Muro de lamentações…
A avaliação e o modelo de gestão foram criados para fomentar essa desunião. São o cancro das escolas. Infelizmente os professores ainda não perceberam.
Subscrevo as suas palavras. A desunião afravou-se significativamente quando surgiram as direções e este modelo de avaliação. São os principais motivos da acentuação da desunião.
Concordo, mas os professores já perceberam muito bem, sobretudo os que não largam o osso, imaginem se fosse públicada a lista dos que têm MB e EX desde 2018. São sempre os mesmos. LOL
Ó Rodrigo,mas que grande confusão que vai nessa cabeça sobre as essências e prática da função docente e da política.Espero que não sejas stor de humanidades…
Sim, são essas as regras!
Tal como quem esta e/ou esteve anos e anos nos colégios privados… sabe as regras!
*está
se respeitarem os contratados…dou-te razão…mas do que conheço há demasiado stor cagão
Os comentários só vêm dar razão ao cronista.
dariam razão ao cronista se ele tivesse mencionado a impreparação lógica e argumentativa de boa parte dos ‘colegas’, que nem nexo causal conseguem estabelecer. De onde é que se segue que a afirmação ‘há demasiados stores cagões’ revela que não há união entre os docentes? Acaso auto critica invalida a união?Já se observaram, por exemplo, os pequenos poderes dentro de um normal recinto escolar?A relação hierárquica, a deferência entre docentes e não docentes, a equipa directiva e os ‘outros’? A falta de espontaneidade ou bonomia forçada entre quadros de agrupamento, quadros de zona, contratados e habilitação própria? Se não observou, guarde o cumentário para si, caro colega.
Que texto nonsense para bater no ceguinho. Há alguma novidade nisto, passaste muito tempo a refletir? Vai até à praia, lê um livro ou simplesmente vai dormir. Passei 26 anos como contratado a percorrer o país, até lugares reservados havia na sala de professores e agora vêm com falsos moralismos. Vai dormir…
Todos querem união quando lhes dá jeito. 20 anos contratada e praticamente nenhum professor efetivo se juntou à luta contra a precariedade. Aliás, a ADD é um belo exemplo da desunião, quando colegas, por inveja e mesquinhice, prejudicam deliberadamente outros colegas que demonstram mais serviço que eles. Lutarei ao lado de quem lutou comigo, o resto é paisagem.
40 e tal comentários e ninguém meteu o dedo na ferida…qual a percentagem de docentes que escolheu a profissão pela relativa segurança da mesma em relação ao ‘mundo do trabalho privado’? Quantos escolheram por dar melhores garantias na altura de pedir empréstimo para a casa? Quantos não se confundem com a sua própria politização?Quantos renegam a ideia de ‘interesse nacional’, ‘pátria’, ou ‘mérito’? Escusam de me chamar ‘facho’, pois voto PCP desde os 18.
Comuna!
vai para o privado,palerma!
Interessante! Agora a culpa já não é do GOVERNO. AGORA os culpados são os PROFESSORES, os MÉDICOS, os ENFERMEIROS, todos os funcionários públicos. AGORA A ESTE (DES)GOVERNO SÓ LHE FALTAM UMAS AURÉOLAS. 😇😇😇😇😇😇😇😇😇😇😇😇😇😇😇😇😇
Para unir era desmantelar o absurdo de sindicatos que existem e formar uma ordem…. começar por reivindicar um único sistema de proteção social para os docentes. Talvez aí se comecasse a haver equidade na profissão. O exemplo flagrante foi quando a fenprof não assinou o acordo com o governo…pois é o sindicato que representa a maioria dos professores do último escalão…todos os outros sindicatos assinaram.
Ainda bem que nem todos gostam de amarelo!
Andamos às turras uns com os outros porque os generais minaram nos o campo e fugiram.
Cuidado para não fazermos uma guerra fratricida.
Quando MLR tentou fazer uma carreira docente semelhante à dos militares estragou tudo.
Nas nascemos/ formamos para aceitar ordens de um posto de comando unipessoal nem para bater pála a sargentões e generais. Nem as escolas são quartéis.
A profissão docente exige que se trabalhe colaborativamente para ter sucesso e qualidade e reconhecimento pessoal e social. O grupo turma ou de professores e funcionários são os corações da escola..
Estragaram tudo ao mexer na filosofia do trabalho docente.
Depois de 18 anos a dar aulas e a frequentar salas de professores. Acredite quem quizer. Pra unir a classe um primeiro e grande passo que se dava era. Interditar a entrada de mulheres na profissao pelo menos ate ter um racio de melo menos 50% para homens e 50%pra mulheres. Como está 10%pra 90% nao haja duvidas. (Tb lá ha muitos homens que sao piores que senhoras a lixarem os seus pates). Nas profisdoes como policias, guarda, medicos, e outras profisdoes nao ha essa desuniao.
o comentário mais lúcido que já li neste blogue
Falam tanto nos professores será que não pensam nos outros nas assistentes operacionais elas também são uma parte fundamental das escolas também são gente são humanos.Alemde trabalharem bastante têm um ordenado de pobrez a está na altura de se lembrarem dos mais pequenos também.
“JASUS”!!!!
Eu nem me queria meter nisto, porque sei que vou apanhar por tabela, mas digo sem qualquer ironia e sem intenções ofensivas ou maliciosas: escrever uma publicação sobre os “proscritos do 10º escalão” (ignorando que há outros proscritos em situação bem pior) e vir depois escrever uma publicação sobre a impossibilidade de unir a classe docente (só em torno dos “proscritos do 10º escalão” ou os outros “proscritos” em situação bem pior também contam?) foi abrir uma autêntica Caixa de Pandora.
Com tudo isto só se conseguiu desunir ainda mais a classe docente, pois há pessoas que (justamente ou injustamente) se estarão a sentir, eventualmente, manipuladas ou instrumentalizadas.
Mas cada um que faça o que bem entender.
Ou seja, a classe está desunida, mas se se falar da desunião a classe ainda se desune mais, passando a estar ultra desunida…ergo, qualquer acção é perniciosa para alterar um estado já de si pernicioso.Faz lembrar a anedota do pica miolos.
Eu, por acaso, até acho que deveria ser decretada, por Decreto, a proibição de se falar ou escrever sobre qualquer assunto que dissesse respeito à classe docente. Com essa proibição acabavam-se de vez com os problemas dos professores: todos passariam a ser muito amiguinhos e solidários, uns em relação aos outros; todos seriam absolutamente justos, uns em relação aos outros; e todos se respeitariam de forma exemplar.
E também acho que há assuntos muito mais importantes para discutir em blogues de professores do que os problemas que os afetam, dou alguns exemplos:
– Como confirmar o diagnóstico de brotoeja usando apenas a telepatia e a intuição;
– Métodos para encontrar as agulhas perdidas nos palheiros;
– Estratégias motivacionais para convencer a Pandora a querer ficar dentro da caixa.
Isso, sim, seriam temas deveras importantes para todos os professores e que, de certeza, que não gerariam desunião, nem sentimentos de manipulação ou instrumentalização.
Ando a dizer isto há tanto tempo, porque raio ninguém me ouve?
Santa, santíssima, parvoíce!
Se até os professores (ou grandes intelectuais ou coisa que o valha) mostram tamanha dificuldade na leitura, compreensão e interpretação de “textos”, algo vai muito mal neste país.
Ou não entenderam que o problema não está em falar na desunião da classe docente, mas sim em falar nesta desunião apenas quando parece mais conveniente?
Citando o/a PF:
“Não deixa de ser estranho escrever um texto sobre a desunião dos professores, após escrever um artigo a defender os proscritos do 10º escalão fazendo passar por maus da fita os privilegiados dos que NÃO estão no topo da carreira.”.
Não me digam que também não compreenderam esta frase do/da PF.
Faço minhas as suas palavras: Santa, santíssima, parvoíce!
Fazendo uso das suas palavras, a mim parece-me que KT e PF têm “tamanha dificuldade na leitura, compreensão e interpretação de “textos”” que não perceberam patavina do que leram. Mas quem sou para lhes explicar o que quer que seja? Vá, continuem lá convencidos da vossa suprema e inatingível superioridade intelectual e brilhantismo e sapiência, enquanto eu vou ali tentar convencer a Pandora a ficar dentro da caixa. É que hoje está mesmo teimosa e difícil de aturar!
vossasmercês são o exemplo que permite perguntar sobre a eficácia da prova de português exigida para acesso a mestrados em ensino…
O socratismo decidiu aniquilar os professores e ao mesmo tempo que os congelava criou um mecanismo de avaliação dos docentes criador de clivagens e injustiças que minaram o ambiente dentro das escolas. deu poder desmesurado aos diretores para serem autocratas e ditadores. Criou-se uma clientela de lambe-botas e subservientes que são beneficiados na avaliação, nos horários e na distribuição das turmas. Sará que ainda ninguém reparou que os professores que tem menos turmas mas exercem cargos e servem os diretores, bem como os adjuntos dos diretores tem sempre Muito bom ou excelente nas avaliações? O ambiente de enorme conflitualidade entre professores foi pensado e premeditado pelo socratismo e o costismo para aniquilar os professores e reduzir a escola publica aos mínimos essenciais. A questão do mal estar dos do 10º escalão é uma questão menor. Este atual ministro do governo PSD esta a fazer uma excelente gestão da escola publica, ao contrário dos intrujões/aldrabões do PS contudo se não alterar a avaliação docente para trazer justiça às escolas a mal estar vai continuar… Há milhares professores, em cargos burocráticos afetos às bibliotecas e aos Órgãos de gestão, apenas com uma turma ou sem nenhuma quando deviam estar a cumprir um horário normal e desempenhar esses cargos apenas na componente não letiva… Os professores privilegiados que menos alunos tem são os que tem melhores avaliações…
até parece que é novidade o dividir para reinar…
O AEA fez o retrato fidedigno do que se passa nas nossas escolas.
Atenção, nem toda a gente que aqui se manifesta será verdadeiramente professor! Não se podem tirar conclusões apenas pelo que aqui se escreve a respeito de uma qualquer notícia.
O seu cumentário fomenta a desunião
Mustang Horse, Tibúrcio, Clement Ina & Co. Lda.: será que sabem falar, ler e escrever em português ou usam o tradutor do Google?
Não acredito que vocês sejam professores.
KT, como deve calcular, só posso falar por mim, portanto aqui vai:
A mim parece-me que KT deve ser uma daquelas almas com muita dificuldade em sair do registo literal e com acentuadas limitações para compreender o que é simbólico, figurado, metafórico, irónico e sarcástico, enfim tudo o que não seja óbvio. E não conseguir ver para além do óbvio pode ser muito enganoso e falacioso. Veja se consegue “ler para além do que está escrito”. A Pandora acredita que KT consegue. Mas a Pandora, às vezes, é muito crédula e ingénua.
Pois sim, abelha…Agora disfarça e chama-lhe “simbólico, figurado, metafórico, irónico e sarcástico, enfim tudo o que não seja óbvio…” e mais a Pandora (dito assim com aquele ar altivo de grande intelectual, que fica muito escandalizado ao ver os “lumpen” a falar de caixas de Pandora e coisas do género, ao que isto chegou, o populacho já não sabe qual é o seu lugar, etc., etc.).
Aposto que andou a ler isto:
1) https://www.wook.pt/livro/a-arte-de-vencer-uma-discussao-sem-precisar-de-ter-razao-arthur-schopenhauer/25720525
2) https://pt.scribd.com/doc/45477933/Da-Desvantagem-Da-Superioridade-Intelectual
E, quem sabe, coisas piores que nem me atrevo a nomear (a avaliar pela maneira peneirenta como escreve).
Estimo as melhoras e a continuação de boas leituras.
a necessidade de trazer Schopenhauer como exemplo de retórica/erística a seguir por outro, revela muito da formação cultural do KT…amigo tás desactualizado
Eu não leio, eu “é mais bolos”. E antes que me esqueça, a Pandora manda dizer, e cito, “ainda não sei se os ponho doidos ou se atraio doidos”. Foi ela que disse, não fui eu.
Kilo Tango, a sua crença acerca da minha profissão é de tal forma importante para mim, que trocarei um sono descansado por uma noite de preocupação.
Lembro-me, e muito bem, quando há 2 anos, acabado de entrar na profissão, fiz imensas greves a custo meu, deslocado e a pagar dois quartos, para ouvir colegas a dizer “não, faço porque não é o meu sindicato/não vale a pena fazer piquete/não vou estar à chuva/inserir aqui desculpa”… Para depois de quase um ano em que esses colegas nunca se juntaram a uma greve que fosse, por causas que a todos nós afetam, vieram até distribuir panfletos pela “greve mais importante da vossa vida, isto não é uma dessas greves pequeninas, esta é a sério e por uma boa razão” a 6/6/2023… Há, e infelizmente não são poucos, os que não se importam que o barco vá ao fundo desde que “venha a mim o vosso reino”.
Foi deveras decepcionante ouvir isto, porque aprendi, tenro na profissão, que o que interessa para uns é chegar ao 10.º, mesmo que para os outros fiquem ruínas fumegantes.
Lutei, fiz greve, fui às Manif… Mas para sempre com este sabor amargo de saber que estou a lutar por quem não luta por mim…
Kt, é professor(a)? Os seus CUmentário são num português fraquinho…
QED.
Obrigado a todos.
vai pela sombra e não voltes…sff que sou educada
Adorei a peixeirada. Luxo mesmo!
Ainda continuam a escrever usando o AO pré 1945?
Nunca pensei ler tanto disparate junto, a começar pelo texto da autora que nem subtileza possui para disfarçar o que realmente pretende.
Como se não bastasse, tiveram que juntar a matilha toda contra esse (ou essa) tal de KT, que comparando convosco até fez boa figura (o que não é nenhuma proeza, diga-se de passagem), o que só ajudou toda agente a perceber o tipo de “união” que pretendem para a classe docente.
Se a estupidez matasse este país seria um cemitério de idiotas.
Olha mais um com pretensões a Bruxo ou Adivinho (será das altas terras Beirãs?). O Professor Bamba, o Professor Karamba ou o Professor Fofana não diriam melhor. Há mesmo quem se sinta a “ultima bolacha do pacote” e desate a propalar disparates, na ânsia de mostrar a todos a sua imensurável, colossal e infinita inteligência e sapiência. De facto, “se a estupidez matasse este país seria um cemitério de idiotas.” Muito bem dito. A Pandora também subscreve.
o menino luisinho coloca uma interessante questão metafísica…depois de morto, o cadáver continua a ser idiota?Há idiotice após a morte?Ou é apenas um atributo dos vivos?o menino luisinho, aka KT, a exprimir a qualidade argumentativa do professorado actual…QED luisinho