Opinião de Nuno Domingues – Mais um ano letivo minado

Quem quer que seja o titular da pasta do Ministério da Educação (agora também da Ciência e Inovação) deve fazer-se entender que hoje começou o ano escolar para os professores que foram colocados, mas entender sobretudo que também começou o ano escolar para os professores não colocados, sejam eles do quadro ou candidatos a contrato.

A instabilidade iniciada hoje, acumulada com a dos agostos e setembros dos já longos anos de trabalho para o Ministério da Educação, reaviva, a cada ano, o minar da motivação e da força anímica dos professores, que por mais anos que levem desta instabilidade, nunca estarão habituados a ela, porque ela é contranatura de dois pilares de uma carreira bem sucedida – estabilidade e motivação.

A isto chama-se má gestão dos recursos humanos, que não contribui em nada para a melhoria da escola pública.

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4 comentários

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    • Luís Miguel Cravo on 17 de Agosto de 2024 at 0:22
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    Enquanto a Educação estiver entregue a economistas, gestores, engenheiros, vendedores de automóveis, etc, o panorama será sempre este! É uma maleita da nação. Não há remédio.

    • Sem colocação on 17 de Agosto de 2024 at 2:10
    • Responder

    Se não exisitirem professores sem colocação quem é que vai ficar com todos os horários que surgem ao longo do ano, como pro exemplo, substituições de professores doentes, professores que se aposentem?

    • Jorge on 17 de Agosto de 2024 at 3:04
    • Responder

    Não entendo as políticas do ministério da educação: pretendem chamar professores reformados mas deixam de fora os novos professores profissionalizados. Dou o exemplo do grupo 550 de informática, em que ficaram 150 professores sem colocação em reserva de recrutamento. Não seria mais fácil promover uma política de incentivo a novos professores para terem condições de darem aulas nas zonas de Lisboa e algarve? Segundo, fará sentido fazer todos os anos concursos de mobilidade interna? Os professores que conseguiram a mobilidade vão deixar uma vaga por preencher nas escolas que vão deixar, a menos de um mês de início das aulas, não será um fator de incerteza e instabilidade para a organização do novo ano letivo? Por último, é uma tremenda falta de respeito para com os professores, o ministério não anunciar uma data para a saída das listas. Durante o mês de julho e agosto a saída incerta das listas provocou ansiedade desnecessária a professores que precisam de saber o local onde têm de dar aulas. Está errada a política de comunicação do DGAE, que nada diz sobre a saída das listas. É difícil terem a transparência de dizerem que as listas estão previstas para o dia x e se não for possível, avisamos com dois ou três dias de antecedência no site o atraso e uma nova data? Isto é ridículo, de manter milhares de professores agarrados à página do DGAE sem saber quando saem as listas, quando era tão simples comunicar as coisas corretamente.

    • Tretas on 17 de Agosto de 2024 at 3:08
    • Responder

    Nada que surpreenda num país de mentecaptos, de incompetentes e de cobardes, que, ainda por cima, têm a arte (única no mundo civilizado) de fazer com que qualquer débil mental consiga parecer inteligente e corajoso.
    Só visto.

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