As medidas que o ME quer aplicar para combater a falta de professores

Reconfigurar a formação inicial com estágios em contexto escolar, apostar na profissionalização em serviço ou fazer alterações no regime de recrutamento são algumas das propostas para melhorar a atratividade da profissão docente apresentadas hoje pela secretária de Estado da Educação.

As medidas respondem aos resultados de um estudo de diagnóstico de necessidades docentes, também divulgado hoje, que estima que até 2030/2021 seja necessário contratar 34.508 novos docentes face à tendência, que deverá ser ainda mais acentuada, de falta de professores.

“Perante o diagnóstico que aqui foi trazido, traçamos um plano que se estrutura em três linhas de ação: formação inicial, habilitação para a docência e recrutamento”, começou por anunciar Inês Ramires, da sequência da apresentação do estudo da Universidade Nova de Lisboa.

Relativamente à formação inicial, a intenção do Ministério da Educação é implementar, em colaboração com as instituições de ensino superior, a iniciação à prática profissional com ensino supervisionado em contexto escolar.

A ideia é que o segundo ano do mestrado seja dedicado a um estágio profissional em contexto escolar, com a componente teórica a funcionar em regime de ensino a distância para que os estudantes possam ser colocados por todo o país.

“Esta proposta, quanto a nós, permitirá uma melhor integração dos futuros docentes na prática profissional e na escola porque haverá uma interação muito próxima e permanente do ensino supervisionado com os docentes que orientam estes estagiários”, sublinhou.

“Nunca estará em causa colocar em perigo a formação científica adequada para as áreas disciplinares dos diferentes grupos de recrutamento, mas através das necessidades temporárias teremos a entrada nas escolas de profissionais com esta formação científica adequada e então o nosso foco será a aposta na profissionalização em serviço”, explicou Inês Ramires.

Essa profissionalização acontecerá também através de estágios e o objetivo é, segundo a secretária de Estado, “ajustar as competências dos profissionais às exigências didáticas pedagógicas do ambiente escolar”.

Já no âmbito do recrutamento, uma questão que foi recentemente alvo de discussão com os sindicatos e diretores escolares, o plano do Governo parte da ideia de que a atratividade da carreira está associada à estabilidade no acesso à carreira.

Por isso, os professores poderão entrar diretamente em quadro de agrupamento ou de escola, mantendo a possibilidade de entrar em quadro de zona pedagógica para os docentes que assim preferirem. Em qualquer cenário, acrescenta a responsável, terá estabilidade e uma previsibilidade que favorece igualmente as próprias escolas.

Está ainda previsto o aumento do número de quadros de zona pedagógica e a redução da sua dimensão, bem como a alteração dos intervalos de horários relativos a necessidades temporárias, de forma a permitir uma adequação às regras de contagem do tempo de serviço para efeitos de prestações sociais.

Segundo o ministro da Educação, que também esteve presente na sessão, este conjunto de medidas vem complementar o trabalho que tem vindo a ser desenvolvido pelo Governo desde 2015, e Tiago Brandão Rodrigues sublinhou como exemplo a redução do intervalo entre reservas de recrutamento, que agora são semanais, ou a vinculação de 11 mil docentes nos últimos seis anos.

No entanto, a realização de eleições legislativas antecipadas, convocadas pelo Presidente da República para 30 de janeiro na sequência do chumbo do Orçamento do Estado para 2022, obrigou à suspensão da implementação das mudanças apresentadas.

“O Governo tem, neste momento, todas as condições formais para governar, mas existem questões em concreto que estão aqui em cima da mesa porque têm de ser feitas, queremos fazê-las, mas precisamos de condições para isso”, afirmou Tiago Brandão Rodrigues, justificando que estão em causa matérias complexas, com implicações orçamentais, que implicam uma negociação “com densidade e continuidade”.

Ainda assim, o ministro da Educação afirmou que vai continuar a trabalhar no sentido de aprofundar estas questões com efeitos na atratividade da carreira docente, para que quem quer que assuma a pasta da Educação após 30 de janeiro possa recuperar esse trabalho e implementar as medidas propostas, se assim o entender.

“Esta é a rota que seguiríamos caso não fosse interrompida pela existência de uma ato eleitoral em breve (…) Agora, é importante trabalharmos entretanto”, reforçou em resposta à pergunta se as medidas apresentadas hoje estariam traduzidas no programa do PS às legislativas.

 

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28 comentários

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    • José on 17 de Novembro de 2021 at 20:05
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    Quanto ao estágio, em contexto de sala de aula, voltamos às décadas 70, 80 e 90 do século XX, em que era obrigatório. O que foi feito nos antigos Magistérios Primários regressa em força como se fosse uma ideia original.

    • Paulo Anjo Anjo Santos on 17 de Novembro de 2021 at 20:25
    • Responder

    Para os alucinados que aqui têm defendido que há excesso de professores… para quê a criação da task force?! Para quê estas medidas ao nível do que se fazia nos anos 80? Até o governo e o partido que o sustenta reconhecem a falta de professores… só alguém com algum tipo de interesse ou problema pode defender que há excesso de professores neste momento!

      • JOSE FERREIRA on 18 de Novembro de 2021 at 1:12
      • Responder

      Parque é que quanto pior é a asneira maior é a salgalhada de maiúsculas e sinais de pontuação? Para mim a explicação é só uma: o sujeito (ou, no caso, a sujeita) sabe muito bem que não tem razão nenhuma, nem dados ou números que sustentem o que afirma, e procura disfarçar estas deficiências pondo-se aos berros.

      O que até é bom: basta olhar para a configuração do comentário e ficamos a saber que podemos passar adiante porque não perdemos nada que preste.

      • Paulo Anjo Anjo Santos on 18 de Novembro de 2021 at 1:44
      • Responder

      Mesmo que tudo o que escreves fosse verdade, não é, mas não vou perder tempo a explicar-te, esses factos já são uma realidade de há uns bons anos para cá e nunca chegámos a isto, e ao que ainda ai virá. E ainda, mesmo dando de barato que é verdade tudo o que escreves, há falta de professores na escola ou não? Sem te dares conta passaste de «não há falta de professores, há excesso» para «faltam porque está a acontecer isto»…. ou seja, sem te dares conta assumiste o que nunca tinhas assumido, aquilo que toda a gente vê, o próprio governo foi obrigado a admitir…

      • 123oliveira4 on 18 de Novembro de 2021 at 2:22
      • Responder

      Prof. Karamba???

    • Felizberto on 17 de Novembro de 2021 at 20:27
    • Responder

    Pré campanha, o quê?

    • Maria on 17 de Novembro de 2021 at 20:39
    • Responder

    Faltam é boas condições para se ser professor!Quem vai um mês ou dois para longe,não ganhando para as despesas?Ganhar menos que um salário minimo e estar longe da família!

    • Maria on 17 de Novembro de 2021 at 20:44
    • Responder

    E eu sou contratada mas não sou desgraçada!Pelo contrário concorro e depois se me apetece denuncio!Essa é para o senhor denominado karamba, que diz que há 400000 desgraçados!Mas esse senhor esquece se é que podem dar mais do que um grupo de recrutamento! E muitos recusam e não concorrem para Lisboa ou algarve!

      • Alexandra on 18 de Novembro de 2021 at 18:22
      • Responder

      A questão central nisto da falta de professores é o custo do alojamento em determinadas regiões.
      Quem não que viver em quartos (o meu caso), abdica de trabalhar em algumas regiões.
      Até podem pagar 1300/1400 euros líquidos, que para Lisboa, Algarve e outros locais, com arrendamento caríssimo, não vou.

    • João Pereira on 17 de Novembro de 2021 at 21:44
    • Responder

    Se é assim tão facil, tão bom, tão tudo que é aturar os filhos malcriados dos outros (mesmo os filhinhos dos papas malcriados e que muito dá para ver da personalidade abundante no lar), ter os conselhos disciplinares, facadas, pais parvos, porrada, enxulhanço, pais parvos, putos que já nem fazem um cu a não ser mexer no telemóvel, pais parvos, a meterem os pés em cima da mesa, a chamarem merda aos professores, pais parvos, a riscarem os carros aos professores, pais parvos, entre outras mães estupidas que ai andam, então venham para professores!

    • João Pereira on 17 de Novembro de 2021 at 21:52
    • Responder

    Se é assim tão facil, tão bom, tão tudo que é aturar os filhos malcriados dos outros (mesmo os filhinhos dos papas malcriados e que muito dá para ver da personalidade abundante no lar), ter os conselhos disciplinares, facadas, pais parvos, porrada, enxulhanço, pais parvos, putos que já nem fazem um cu a não ser mexer no telemóvel, pais parvos, a meterem os pés em cima da mesa, a chamarem merda aos professores, pais parvos, a riscarem os carros aos professores, pais parvos, entre outras mães estupidas que ai andam, então venham para professores!

    • Ludaponte on 17 de Novembro de 2021 at 21:57
    • Responder

    Curiosamente o estudo aparece sabendo que ele não pode ser aplicado, devido às eleições . De boas intenções está o inferno cheio. Tudo não passa de conversa para encher chouriços. Tudo é lindo no papel mas toda esta conversa custa muito dinheiro coisa que nenhum governo quer assumir. Para não falar na questão essencial é preciso que as pessoas queiram ir para o ensino. Nos dias de hoje e parece-me no futuro, ninguém quer ser professor.

    • Pirilau on 17 de Novembro de 2021 at 23:20
    • Responder

    Para quem não sabe, foi um governo socialista (a ministra da educação era a bruxa Lurdes Rodrigues … ) que converteu os estágios pedagógicos dos alunos do ramo educacional em estágios de modalidade de prática pedagógica supervisionada sem direito a qualquer remuneração.
    Esta notícia é apenas propaganda eleitoral deste governo, é palha para burro comer!
    Trataram os professores abaixo de cão;
    Alteraram o ECD várias vezes para nos impedir a progressão na carreira;
    Congelaram-nos e roubaram-nos tempo de serviço;
    Os aumentos salariais foram quase sempre inferiores à inflação (perda de salário real);
    Atafulharam-nos com burocracias;
    Abafaram-nos com uma miríade de leis absurdas e sem nexo;
    Tiraram-nos a autoridade e a dignidade.
    E querem agora que os parvos lhes ofereçam o seu voto?
    Se realmente quisessem resolver ou evitar a situação de falta de professores, já o teriam feito há muito! Para tal, bastavam coisas simples como estas:
    Tratar os professores com respeito e com dignidade;
    Pagar-lhes salários decentes;
    Proporcionar-lhes condições de trabalho dignas;
    Dar-lhes autonomia pedagógica e não fazer deles meros aplicadores de não-se-sabe-bem-o-quê;
    Reconhecer-lhes autoridade, em vez de a dar a alunos malcriados;
    Acabar com a maldita burocracia;
    Acabar com a legislação absurda que é publicada como chuva torrencial.

      • Alexandra on 18 de Novembro de 2021 at 18:23
      • Responder

      Quem se formou nas ESE nunca teve estágio remunerado.

    • Sérgio on 17 de Novembro de 2021 at 23:23
    • Responder

    Atratividade da profissão sem devolver TODO o tempo de serviço e sem melhorar os salários?!!
    Querem que comamos gelados com a testa?

    • ana on 18 de Novembro de 2021 at 0:53
    • Responder

    Para recuperar a atratividade da carreira docente são necessários:
    Projetos e mais projetos….projetos e mais projetos, MAIA, UBUMDU….e mais projetos, resmas e resmas de papel para a brutal burocracia com tendência a aumentar
    Reuniões, atas, relatórios disto, daquilo…..
    Enfim ….eu que recusei trabalhar numa repartição pública , julgo que estaria bem melhor….

    • Paulo Anjo Anjo Santos on 18 de Novembro de 2021 at 1:52
    • Responder

    Esta gente escreve toda tão mal, não dão para mais, foram os alunos que não queriam fazer nada e agora são os agarrados a partidos políticos para continuarem a fazer nada… depois não conseguem mais que isto, textos copy/paste cheios de banalidades e sem qualquer conteúdo… as capacidades são tão reduzidas que nem percebem que este tipo de discurso, sem qualquer fundamento ou conteúdo, não dará nunca votos ao partido que defendem, não serve para nada a não ser para ajudar a passar o tempo de uns desgraçados (de espirito, por mais dinheiro que alguns possam ter).

    • P.daSilva on 18 de Novembro de 2021 at 8:53
    • Responder

    Os milagres que as eleições fazem na cabeça destes políticos de pacotilha. Então não é que o até agora invisível ministro Tianguito Brandoa aparece nas reuniões! Esta gentalha xuxalista, pois não têm outro nome, vê mesmo os professores como uns lapardos ou pacóvios desmemoriados. Somos mesmo assim?
    Na dita reunião parece que a gestão autocrática e caótica, o “gamanço” do tempo de serviço e descongelamento dos famigerados e afunilados 5º e 7º escalões ficaram “esquecidos”.
    Este PS do A:Costa já mostrou o que faz e ao que vem. Ao PS os professores só têm pedido um pouco de RESPEITO.
    O caminho é de MUDANÇA.

    • Maria on 18 de Novembro de 2021 at 9:02
    • Responder

    Tanta ignorância e/ou má-fé!

    • Ana Andrade on 18 de Novembro de 2021 at 10:25
    • Responder

    Relativamente aos cursos que dão habilitação para lecionar. Ninguém acha normal que um professor de Ciências Naturais do 3 ciclo e Biologia e Geologia (grupo 520) não tenha habilitações profissionais para o grupo de Matemática e Ciências do 2do Ciclo! Mas um eng. de minas ou um contabilista já pode dar aulas a esses alunos!
    Quanto ao governo só se aperceber agora que faltam professores mas que nada pode fazer até 31 de janeiro… Por favor, não brinquem com a nossa inteligência.
    O ordenado mínimo está nos 705 euros, um professor contratado, se tiver horário completo, ganha à volta de mil. Alguém acha que consegue incentivar quem quer que seja para ir dar aulas? Fazer km, estar longe de casa, sem qualquer ajuda nas despesas, precário e sem autoridade? Vão sonhando…

      • Alexandra on 18 de Novembro de 2021 at 18:27
      • Responder

      Ganho 1240-1250 €, com horário completo.
      Não casada,. Sem ADSE, por opção.

    • eu on 18 de Novembro de 2021 at 12:19
    • Responder

    Este é o resultado da verdadeira implosão iniciada por Maria de Lurdes Rodrigues. Para que as coisas voltem aos eixos: revogação da atual legislação: decretos lei 54 e 55, e tudo o que seja próximo do neo-eduquês; responsabilização de pais e alunos por atos de vandalismo e indisciplina; terminar , de imediato, com toda a tralha burocrática que piorou com o consulado Costa! Exames de volta em todos os finais de ciclo! Já nem falo da valorização financeira da carreira…
    Metam . senhores políticos, na cabeça uma coisa: a profissão é boa, não se faz nada, segundo alguns, mas a maioria , se não fossem tão velhos, piravam-se já e não estavam para aturar a verdadeira anarquia e caos instalados na escolas e onde os meninos só têm direitos, nenhum dever, e podem fazer o que bem lhes apetece!!! Ninguém está para aturar isto: Comecem por aí em vez de inventarem mentiras!!!!!!

    • António on 18 de Novembro de 2021 at 14:27
    • Responder

    Vou dar um contributo para a solução do problema da falta de professores.

    Ponto Unico:

    – Contratem Professores Brasileiros que são tão bem ou melhor preparados que os portugueses a nível Pedagógico. Para qualquer Professor Brasileiro é muito bom os Salários Principescos pagos em Portugal – 1 523,19 € em Início de Carreira é o equivalente a 9.579,67 Reais – Um Salário Muito Bom

    – Acresce que os professores ainda tem um Seguro de Saúde (ao preço da chicória) chamado ADSE por serem Funcionários Publicos;

    – Acresce ainda um Subsidio de Alimentação no valor de 104,94 € equivalente a 654 Reais.

    Venham para Portugal lecionar. Portugal precisa das Professoras Brasileiras.

    As professorinhas portuguesas são snobes e dedicam-se a “bater tacão”. nos corredores das escolas……não prestam………..

    Mas há também outros países da CPLP que podem enviar para cá docentes pois muitos deles são bem melhores que os portugueses.

      • Nero on 18 de Novembro de 2021 at 23:48
      • Responder

      Mentir é feio ò burro!
      Já vi que em casa não te deram educação sua besta!
      Se pensas que não estás a mentir então és pior que mntiroso…és um idiota mal informado!
      Vai tratar do rabo ao costa!!

    • Acordem on 18 de Novembro de 2021 at 15:33
    • Responder

    A ASSASSINAR a carreira docente, desde 2008.
    Assina: PS do Costa.
    Votem neles outra vez!

    • Maria on 18 de Novembro de 2021 at 18:07
    • Responder

    E acha que os brasileiros querem vir dar aulas para Portugal? Uma vez um taxista brasileiro, disse me que nós contratados ganhávamos muito mal em Portugal! Se for em Brasilia os professores Brasileiros ganham bem!
    Se para um professor Português o ordenado não dá para as despesas em Lisboa ou Algarve, vai dar para um Brasileiro…

    • Rui Filipe on 18 de Novembro de 2021 at 19:59
    • Responder

    Eu penso que se deveria dar primazia aos licenciados em sexologia.
    Primeiro, porque os alunos poderiam obter uma boa cultura, como encher chouriços.
    Segundo, porque mais tarde, tais conhecimentos poderão contribuir para um melhor índice de natalidade.

    • Moi on 18 de Novembro de 2021 at 21:05
    • Responder

    O nível das mensagens neste blogue está pelas ruas da amargura, em parte devido às intervenções provocatórias do Karamba e dos seus heterónimos (mas que não deixa de ter alguma razão), mas também porque as pessoas vêm aqui mostrar a enorme falta de pachorra para o que está a acontecer atualmente na escola pública.
    Já não há pachorra para o eduquês requentado e descriminatório, que se destina a criar sucesso artificial!
    Já não há pachorra para os DAC e quejandos!
    Já não há pachorra para os milhentos programas “educativos”, patrocinados poroutras tantas entidades públicas e privadas, e que se destinam a promover e propagandear tretas politicamente corretas junto das “cobaias” que estão sempre disponíveis na escola pública, e que são literalmente impingidos aos professores pelos atuais diretores, malta sempre disposta a mostrar o seu dinamismo e a ficar bem na fotografia à custra do trabalho dos outros.
    Já nâo há pachorra para as disciplinas de oferta de escola, quase todas inúteis do ponto de vista formativo, também elas impingidas por lóbis, e que roubam horas às disciplinas base dos currículos!
    Já não há pachorra para aturar os diretores, quase todos professores absolutamente medíocres, que, encartados com cursos de 6 meses em gestão escolar, vão caindo de paraquedas em escolas que nem sequer conhecem, atraídos pelo suplemento remuneratório e pela ausência de componente letiva, e que exercem o cargo como verdadeiros comissários políticos, “mais papistas do que o papa”, incapazes de galvanizar a comunidade educativa, sempre desejosos de agradar às chefias do Ministério e aos caciques locais, que se estão borrifando para eles, e aos encarregados de educação!

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