15 de Julho de 2021 archive

Aprovado Hoje o Novo Regime Jurídico do Ensino Individual e do Ensino Doméstico

 

5. Foi aprovado o decreto-lei que estabelece o regime jurídico do ensino individual e do ensino doméstico, definindo as regras e os procedimentos relativos à matrícula, frequência, acompanhamento, monitorização e certificação das aprendizagens, tendo em vista o Perfil dos Alunos à Saída da Escolaridade Obrigatória.
Com vista a criar condições que permitam o sucesso escolar do aluno, garantindo o cumprimento dos referenciais curriculares em vigor, institui-se o protocolo de colaboração como instrumento privilegiado para estabelecer a organização do percurso educativo do aluno, os procedimentos de acompanhamento e monitorização do seu processo educativo, bem como as responsabilidades do encarregado de educação e da escola de matrícula.
O presente decreto-lei visa dar resposta às famílias que, por razões de natureza estritamente pessoal ou de mobilidade profissional, pretendem assumir uma maior responsabilidade na educação dos seus filhos ou educandos, optando por desenvolver o processo educativo fora do contexto escolar, garantindo-se a flexibilidade e adequação ao ritmo de desenvolvimento e aprendizagens de cada criança e jovem.

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Professor Bibliotecário – FAQ’s

Designação de Professores Bibliotecários 

 

Perguntas Frequentes

 

 

Para quem pretender mais informações sobre o procedimento para os concursos Interno/Externo para professores bibliotecários deve aceder a este site.

 

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Manifestação de preferências mais rápida (versão 2021)

O ano passado fiz um vídeo semelhante, mas apenas para quem concorria à contratação. Este ano a aplicação foi melhorada, de forma que possa também ser usada para quem manifesta preferências para a mobilidade interna.
Já que a plataforma “parou no tempo” e não consegue introduzir aperfeiçoamentos simples como a importação das preferências de anos anteriores fica aqui um vídeo a explicar um método bem mais rápido de fazer o preenchimento, principalmente para quem coloca vários códigos ou concorre a vários grupos de recrutamento. Fica o vídeo, que espero, possa tornar menos penoso este processo.

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Exportar as preferências para Excel (vídeo)

Neste vídeo foi apresentado um tutorial rápido de interpretação da aplicação de apoio à manifestação de preferências. No final desse vídeo indico ser possível exportar para o Excel as preferências listadas. Este vídeo apresenta esse processo de transferência dos dados de uma página da Internet para uma folha Excel. Fica o vídeo…

Se conseguir, ainda hoje será publicado um vídeo com uma forma de tornar este penoso processo de manifestação de preferências mais rápido na página da SIGHRE. 

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Docentes com provimento na Escola de MPD Vão ver Esta Mobilidade Anulada

Pelo facto de terem existido docentes que obtiveram autorização em Mobilidade Por Doença para escola onde obtiveram provimento em QA a MPD será anulada pela DGAE.

Em muito casos a MPD para outro agrupamento permite que o docente não tenha componente letiva se a sua condição de saúde assim o indique. Contudo, estando provido em QA/QE na escola onde obteve essa MPD já não se aplica essa condição.

Seria altura de rever a condição em que uma doença incapacitante de um docente o permitisse ficar dispensado de funções letivas, sem que para isso saíssem essas horas do crédito da escola.

 

Exmo.(a) Sr.(a)  Diretor(a) / Presidente da CAP,

 

Tendo-se verificado a existência de docentes que obtiveram provimento, em sede de Concurso Interno 2021/2022, no quadro do agrupamentos de escolas/escola não agrupada que V. Exa. dirige, e que coincide com a colocação que os mesmos obtiveram por MPD, informamos que esta última será anulada pela DGAE, uma vez que já não se verifica o cumprimento do requisito de condição para a deslocação em mobilidade, exigido na alínea  b), do nº 2,  do Despacho n.º 9004-A/2016, de 13/07.

Face ao referido, poderá consultar a nova situação dos docentes, os quais serão devidamente notificados, no SIGRHE, em “Movimentação de Docentes”.

 

Com os melhores cumprimentos,

A Subdiretora-Geral da Administração Escolar

Joana Gião

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Os duplicados do voo Paris-Nova Iorque e as duplicadas políticas educativas – Paulo Prudêncio

Por vezes, dá a sensação que haverá fenomenais que ainda não estão ao alcance da ciência.


Os duplicados do voo Paris-Nova Iorque e as duplicadas políticas educativas

 

Antes de mais, a actualidade, com mais uma vaga de casos de corrupção, exige recordar que Portugal tem uma posição média na história das nações que falham. Não sejamos pessimistas. Somos Europa. Isso ajuda nestas hierarquias, embora o mundo pré-pandemia desse sinais da transformação do velho continente num museu a céu aberto para o turismo planetário. Mas a média será a fatalidade portuguesa. Adequa-se ao que existe. Depois de três décadas de numerosos fundos estruturais, vinte por cento da população vive na pobreza, a nação ocupa o último lugar europeu na conclusão do ensino secundário e o primeiro lugar (Teachers in Europe: Careers, Developmente and Well-being; Eurydice Report, Março 2021) na sobrecarga de inutilidades administrativas dos professores quando a falta estrutural destes profissionais se agudiza.

Mas já se sabe: argumentar-se-á que podia ser pior e que o destino das desigualdades também se impôs ao longo da história. Por vezes, dá a sensação que haverá explicações fenomenais que ainda não estão ao alcance da ciência. Vi uma qualquer luz ao fundo do túnel das explicações quando me chegou às mãos o desconcertante e absurdo romance “A Anomalia”, de Hervé Le Tellier (Prémio Goncourt 2020).

Repare-se na trama. Um acontecimento estranhíssimo mudou a vida de centenas de pessoas dum voo Paris-Nova Iorque. O avião que aterrou em 21 de Junho de 2021, era o mesmo que aterrou em 21 de Março de 2021. Para além do avião, coincidiam os meta-dados e um fenómeno atmosférico desconhecido antes da aterragem. Mas mais: as pessoas que vinham no avião eram as mesmas. Ou seja, 200 e tal humanos duplicados e um alerta máximo nas nações mais poderosas. A imediata investigação das altas instâncias dos EUA confinou todos: originais e cópias. Desde logo, nomeou-os como, por exemplo, Maria Março e Maria Junho ou José Março e José Junho. Claro que ambos conheciam toda a vida do duplicado, com uma excepção: a Maria Junho desconhecia o que se passou entre 21 de Março e 21 Junho com a Maria Março.

E foi esse hiato que me levou a relacionar os duplicados com as duplicadas políticas educativas. Designemos os duplicados amnésicos (os de Junho, recorde-se) como DA e usemos casos inteligíveis.

Como se sabe, as turmas numerosas mantêm-se. Claro que o fenómeno DA explica essa imutabilidade de forma simples. Quem toma posse, desconhece o exercício do DA antecessor e duplica a política. A falta estrutural de professores é outro exemplo óbvio. Para além do lugar cimeiro europeu na burocracia ou do afastamento dos alunos do secundário das Letras, Artes, Humanidades e Ciências Sociais, contribuem factores mais do que conhecidos: carreiras precárias, avaliação kafkiana e autocracia na gestão das escolas. Mas como são políticas aplicadas depois do voo inaugural para o caso português, algures na primeira década do século XXI, não se poderá exigir que os DA intervenham em matérias desconhecidas e não dupliquem as políticas.

Mas será legítima a interrogação: sendo assim, os DA não governam? Claro que governam. Não só governam, como até desviam a mediatização do essencial. Governam com a variante lusitana (VL), que faz com que os DA dupliquem inutilidades (não são as da “Utilidade do Inútil” de Nuccio Ordine, note-se) como se fossem políticas essenciais e alternativas.

Expliquemos com dois exemplos da actualidade. Em meados do século XX, o universo escolar percebeu que as aprendizagens não se remetiam ao inscrito nos programas escolares. Por isso, nasceu o abrangente conceito de currículo com a menção das aprendizagens essenciais que se sistematizou já no século XXI. Lá está. Essa progressão só não se tornou inquestionável para os sucessivos DA da VL que desenvolvem uma repetição circular de equivalências que designam por batalha entre metas curriculares e aprendizagens essenciais. Algo de semelhante ocorre na transcendente contenda entre cidadania como disciplina ou transversal. São processos amnésicos infernais, com inúmeros procedimentos burocráticos inúteis. E assim também se explica a burocracia dos professores, a “fuga” à profissão e a posição média do país no indicador referido inicialmente.

E é evidente que o fenómeno dos duplicados amnésicos parece caracterizar o universo, muito mais abrangente, dos tais casos de corrupção. O Le Point terá lido bem o romance de Hervé Le Tellier: “A Anomalia trata da realidade contemporânea. Manipulação, brutalidade, jogos de influências, serviços secretos, histórias de amor e vigilância tecnológica. O romance é sobre a verdadeira anomalia do mundo actual – literalmente absurdo e desequilibrado.”

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Tutorial da Aplicação de Apoio à Manifestação de Preferências

O próximo vídeo é um breve tutorial de apoio à aplicação de Manifestação de Preferências para que percebam as funcionalidades da versão Premium desta aplicação.

 

 

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Candidatura a Mobilidade interna

Encontra-se disponível a aplicação que permite aos docentes efetuarem a candidatura à mobilidade interna, entre o dia 15 de julho e as 18:00 horas do dia 21 de julho de 2021 (hora de Portugal continental).

Disponibilizamos os códigos dos AE/ENA, e os códigos das Escolas de Hotelaria e Turismo / Estabelecimentos Militares de Ensino. Pode igualmente consultar os protocolos entre o Ministério da Educação e o Ministério da Economia e da Transição Digital e com o Ministério da Defesa Nacional.

Consulte a nota informativa e o manual de instruções da aplicação.

SIGRHE

Nota Informativa

Manual – Candidatura a mobilidade interna

Códigos AE/ENA

Códigos das escolas de hotelaria e turismo com horários disponíveis

Códigos dos estabelecimentos militares de ensino com horários disponíveis

Protocolo de cooperação entre o Ministério da Educação e o Ministério da Economia e da Transição Digital

Protocolo de cooperação entre o Ministério da Educação e o Ministério da Defesa Nacional

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Os Docentes QZP com MPD Autorizada Estão Dispensados de Concorrer à Mobilidade Interna

Pela primeira vez os docentes QZP que obtiveram colocação em Mobilidade Por Doença (MPD) estão dispensados de concorrer à Mobilidade Interna.

Esta situação deve-se ao facto das autorizações da MPD ter saído antes do concurso Interno.

 

3. DOCENTE EM MOBILIDADE POR DOENÇA E OUTROS REGIMES ESPECIAIS PARA O ANO 2021/2022

3.1. Os docentes de carreira dos agrupamentos de escolas ou escolas não agrupadas e de Quadro de Zona Pedagógica, aos quais tenha sido já autorizada uma forma de mobilidade ou outro regime especial para o ano 2021/2022 estão dispensados de se apresentar ao concurso de Mobilidade Interna para o ano escolar de 2021/2022;

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Mobilidade Interna (15 a 21 de Julho)

Candidatura a Mobilidade interna

 

Encontra-se disponível a aplicação que permite aos docentes efetuarem a candidatura à mobilidade interna, entre o dia 15 de julho e as 18:00 horas do dia 21 de julho de 2021 (hora de Portugal continental).

Disponibilizamos os códigos dos AE/ENA, e os códigos das Escolas de Hotelaria e Turismo / Estabelecimentos Militares de Ensino. Pode igualmente consultar os protocolos entre o Ministério da Educação e o Ministério da Economia e da Transição Digital e com o Ministério da Defesa Nacional.

Consulte a nota informativa e o manual de instruções da aplicação.

SIGRHE

Nota Informativa

Manual – Candidatura a mobilidade interna

Códigos AE/ENA

Códigos das escolas de hotelaria e turismo com horários disponíveis

Códigos dos estabelecimentos militares de ensino com horários disponíveis

Protocolo de cooperação entre o Ministério da Educação e o Ministério da Economia e da Transição Digital

Protocolo de cooperação entre o Ministério da Educação e o Ministério da Defesa Nacional

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Luta hoje, para não seres lesado, no concurso, amanhã

Caros colegas,
No âmbito do encontro de 30 de junho com as confederações sindicais, o Ministério da Educação, representado por Inês Ramires, Secretária de Estado, fez saber que mantém a intenção, anunciada em Agosto de 2020, de levar ao próximo concurso de Mobilidade Interna apenas uma tipologia de horário (os horários completos).
Esta intenção foi reiterada à revelia de todas as recomendações feitas ao Governo pelos diferentes partidos da Assembleia da República, e da Lei aprovada a 20 de Maio, que exige a revisão, em negociação, deste ponto em particular, e que aguarda a promulgação do Senhor Presidente da República.
Note-se que a intenção manifestada pelo Governo:
1) não decorre de nenhuma alteração da Lei vigente aos Concursos (que continua a ser o Decreto Lei n.º132, de 2012);
2) não decorre de nenhuma imposição Jurídica, já que o Acordão citado dá poder discricionário ao Governo para “adotar a solução que melhor sirva o sistema educativo, assente numa adequada gestão de recursos humanos docentes e na utilização de dinheiros públicos”;
3) e nem decorre de qualquer facto ou dado objetivo apresentado pelo Governo, mas sim da interpretação que o Ministério da Educação faz da premissa dada pelo Tribunal.
Ora, no único ano em que esta intenção foi colocada em prática, 2017, o caos criado nas Escolas foi evidente, com manifestações de rua e ações em massa em Tribunal, sendo o assunto apenas resolvido por uma ação inédita e concertada na Assembleia da República com a aprovação da Lei 17 de 2019 pelo BE, PCP, PEV, PSD e CDS-PP.
Esta insistência é portanto, para nós, totalmente incompreensível.
E não apenas para nós, muito dos quais lesados num 2017 de má memória, como para as confederações sindicais e os representantes dos Diretores de Escolas, que o afirmaram publicamente ainda em agosto, e para as 9000 pessoas que assinaram e foram escutadas sob o Direito de Petição.
Em 2107, foram sonegados 6027 horários (ditos incompletos porque têm menos componente letiva) ao Concurso de Mobilidade Interna, cujas listas foram publicadas a 25 de agosto.
Estes 6027 horários, vedados aos Professores do Quadro com melhor graduação profissional, foram depois redistribuídos nas fases subsequentes, de Reserva de Recrutamento, a Professores com o mesmo tipo de vínculo ao Estado que tiveram a sorte de não ser colocados nessa primeira data.
Atente-se que um Professor do Quadro, que concorre a escolas, concelhos e áreas geográficas – nunca a horários – recebe em função das 35 horas semanais que tem de cumprir ao serviço da Escola, pelo que lhe é completamente indiferente se tem maior ou menor componente letiva (turmas atribuídas) ou não letiva (apoios, coadjuvações ou Projetos).
Atente-se também que as escolas não estão autorizadas a contratar docentes enquanto tiverem Professores do Quadro à sua disposição com componente letiva incompleta.
Como tal, é falso que, com esta medida, o Ministério da Educação poupe o erário público.
A colocação de Professores do Quadro em Reservas de Recrutamento só atrasa o início das aulas e a planificação e preparação das múltiplas atividades escolares, letivas e não letivas.
Mais, os dados comparativos dos dois concursos de Mobilidade Interna de 2017 (em que vieram apenas horários completos) e 2018 (em que vieram horários completos e incompletos), mostram que os custos em contratação de Professores foram superiores em 2017, já que o Estado teve de celebrar mais contratos e ao longo de todo o ano, sem que isso se tenha traduzido para uma melhoria da situação dos professores contratados, face à instabilidade e precariedade do seu vínculo.
Se em 2017 foram sonegados 6027 horários incompletos, afetando pelo menos 6027 Professores do Quadro que podiam ter sido colocados em áreas de maior proximidade à sua residência – tal como preconiza, no seu preâmbulo, o Concurso de Mobilidade Interna – este ano não sabemos quantos serão. Sabemos sim:
1) que quanto mais cedo forem publicadas as Listas, maior será o número de horários (ditos) incompletos (já que muitas das aprovações de Turmas e Projetos pela DGAE, que diminuem o seu número, são feitas em meados de agosto);
2) e que o número de Professores do Quadro que terão um horário incompleto atribuído em Reservas de Recrutamento será indubitavelmente superior ao de 2017, por força das vinculações ao Estado de 2018 até 2020.
Isto é, com a intenção manifestada, o Ministério da Educação acabará por atribuir os mesmos horários incompletos, que nega aos professores do Quadro mais graduados, a outros professores do Quadro menos graduados, em claro atropelo e desrespeito à estabilidade permitida com o princípio da graduação profissional.
(O que seria o mesmo que o Estado impedir os alunos com médias mais elevadas de ficar colocados em diferentes cursos do País para que tivessem concorrido, colocando, nesses mesmos cursos, uma semana mais tarde, os alunos com médias inferiores).
Ora, isto não só prejudica os alunos, ao comprometer o início das aulas e atividades escolares, num ano que se esperava de recuperação de aprendizagens, como também, as vidas de milhares de professores e das suas famílias, umas, de imediato, porque as sujeita a custos violentos e desmesurados por deslocações forçadas, outras, a médio prazo, pela instabilidade e falta de perspetivas de melhoria da sua situação profissional face à inversão da lógica da graduação e tempo de serviço.
A Carta Aberta, mais completa, que anexamos aqui em pdf deve ser, por isso, lida por todos, partilhada e enviada aos Gabinetes do Presidente da República, do Primeiro Ministro e do Ministro da Educação.
E com o conhecimento das confederações sindicais e da Lusa.
Em prol do bom senso e do compromisso que tem faltado.

Podem utilizar os sites oficiais, cujos endereços encontram-se aqui:

gab.ministro@medu.gov.pt

CARTA ABERTA

.
Bem-hajam todos.
Grupo de Docentes Lesados a 25 de Agosto

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Uma árvore não faz a floresta- Carlos Santos

É recorrente virem para as redes sociais levantarem suspeitas sobre colegas, umas vezes pela mobilidade por doença, outras por colocações, outras por horários, outras…
Tão português este clima de suspeita. Tivessem essa coragem de afrontar de forma dura governos que nos têm roubado dinheiro e direitos, criado injustiças entre professores, humilhado e abusado de todos nós, isso seria de louvar. Mas, como interessa mais andarem entretidos com a bola, novelas e reality shows em vez de lutarem, preferem vir para a internet acusar e levantar suspeitas, sem provas, sobre outros colegas.
Uma classe autofágica que, na ausência de coragem de lutar contra quem nos tem afetado a todos, anda por aqui escondida atrás do anonimato proporcionado por um ecrã, a atacar outros colegas, levantando suspeitas e fazendo aquilo que o governo quer – pôr professores contra professores.

Levantam-se suspeitas sobre a veracidade das situações clínicas de Mobilidade por Doença, pondo em causa o trabalho clínico que o atesta, assim como as vidas pessoais que só a cada um diz respeito.
O caso da minha esposa (28 anos de carreira), com rutura total de ligamentos do joelho, com dores de coluna que vão aparecendo de ano para ano que a vão obrigando a fazer fisioterapia e, por mais que os médicos considerem que não devesse andar diariamente a fazer cerca de 70km ao volante, reconhecem nada poderem fazer para que possa beneficiar de MPD perante as doenças consideradas incapacitantes numa legislação desadequada que remonta a 1989. E como ela, tantos outros professores que se vão arrastando durante toda a carreira.
Tantos colegas que têm problemas reais, físicos e psicológicos que não pedem ou não têm direito a MPD. Alguns autenticamente dopados nas aulas, que não dizem coisa com coisa e que ali andam, mas com esses, ninguém se preocupa. Outros com filhos ou pais doentes e que ainda não pediram MPD. Com tantos colegas com doenças graves a serem enviados para as escolas, com cancros, a suicidarem… e pouco ou nada se diz numa classe que é muito mais expedita a criticar do que a defender.
Que não haja reconhecimento por parte da tutela e da sociedade do nosso esforço e desgaste profissional, já estamos habituados. Agora, este crescente atirar de pedras entre professores começa a ser excessivo e deplorável.

Preocupem-se, isso sim, em reivindicar para todos nós, aquilo que é da mais pura justiça, como:
-encurtar a nossa carreira, por ser considerada de elevado desgaste psicológico devido à enorme exigência intelectual e emocional que acarreta, além do desgaste físico das décadas a que somos obrigados a percorrer estradas causando mazelas físicas;
-à imagem do que acontece em alguns países, exigir que, ao fim de alguns anos de serviço, se limite o número de quilómetros no raio de colocação dos professores;
-limitar o trabalho letivo atribuído os professores a partir de certa idade;
-repor o tempo de serviço arduamente cumprido e que nos foi roubado e o respetivo reposicionamento na carreira [em vez de andarem a criticar os colegas que, justamente, foram colocados nos devidos escalões; o problema não é o que lhes fizeram a eles (nossos colegas), mas o que nos estão a fazer a nós retirando o que é nosso por direito];
-comparticipar a formação que somos obrigados a fazer durante a nossa vida profissional;
-tanto para reivindicar e anda-se de bico calado…

Em vez disso, como são uma classe cada vez mais conformada e medrosa, vêm para as redes sociais perderem-se em fait-divers, levantando um clima de suspeição sobre todos, perdendo-se em críticas sobre a forma como cada um escreve (muitos deles limitados pelo uso de um telemóvel), fazendo o trabalho que os governos querem.

Claro que haverá fraude, tal como em todas as profissões (o ensino não é um mundo à parte), assim como haverá professores que também são uma fraude a trabalhar. Mas há de tudo como em todo o lado, a começar pela nossa classe política fraudulenta e corrupta. Mas não é com a insistência até à exaustão este género de atitudes que vamos a algum lado. Se há provas de alguma coisa, é comprovar e utilizar as vias legais para o denunciar, em vez de vir para aqui atiçar a suspeição sobre tudo e sobre todos.
Coitados dos colegas que estão realmente mal (e que dariam tudo para voltarem a ter saúde) e que, ainda, são obrigados a escutar tanta verborreia que por aqui se dissemina. Tantos dramas familiares e tanto professor no limite à beira do desespero a ter de levar com toda esta má-língua em cima.

Cada vez mais me convenço de que o maior problema que nos tem arruinado enquanto classe, não foi obra dos governos, nem dos sindicatos, mas, sobretudo, dos próprios professores, fruto desta desunião constante, desta cobiça, desta crítica fácil entre si.
É todo este sentimento de mesquinhez, inveja, suspeita e maledicência gratuita, que nos tem prejudicado a todos enquanto classe.
Tomados pela cobardia, somos muito mais lestos a apontar o dedo uns aos outros do que em afrontar a tutela pelas enormes barbaridades que nos tem imposto nos últimos 16 anos.

Carlos santos

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O Tiaguito estava com os calores…

 

A primeira escola onde trabalhei, tinha acabado de receber o chão do hall de entrada que era de terra até então. Já trabalhei em escolas onde, facilmente, as temperaturas, nas salas de aula, superavam os 30.º C. Já levei aquecedores de casa para aquecer as sala de aula e lenha para acender a salamandra que por lá tínhamos. Transpirei em bica e bati o dente dentro de uma sala de aula, sem condições fiz o melhor que podia pelos meus alunos e eles, nas mesmas condições, deram o seu melhor. Mas o Tiaguito não. O Tiaguito tem que estar à temperatura ideal para fazer o que quer que seja que ele faz. Por aqui se vê que tipo de ministro nos deseduca.

Tiago Brandão Rodrigues está a ser ouvido na comissão parlamentar de Educação. A audição foi interrompida temporariamente para uma mudança de sala, devido à elevada temperatura registada nas instalações onde se iniciou a sessão pelas 16 horas e que motivou queixas por parte do ministro e não só.

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A geração menos bem preparada de sempre! – Isabel Hormigo

Nunca na história da nossa democracia se havia procedido a uma alteração curricular de tal magnitude e gravidade. O ensino sairá prejudicado, a aprendizagem sairá lesada, e a nova geração de alunos vai sofrer. 

A geração menos bem preparada de sempre!

Pouca gente o notou, mas na semana passada o Ministério da Educação (ME) revogou [1] os Programas e Metas Curriculares de Matemática, assim como os mesmos documentos de todas as disciplinas, do 1.º ao 12.º ano, deixando para a lecionação, já do próximo ano letivo, apenas o conjunto de documentos designados por Aprendizagens Essenciais (AE), publicados em 2018, demasiado vagos e pouco rigorosos, e que dependiam objetivamente dos que anulou.

 

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