O documento “Referencial Escolas – Controlo da transmissão de COVID-19 em contexto escolar” para o ano letivo 2021/2022 resulta da revisão efetuada, pela Direção-Geral da Saúde, ao Referencial já existente, à luz dos princípios de evidência e conhecimento científico, bem como da evolução da situação epidemiológica, não apresentando alterações de relevo, pelo que a sua aplicação não terá impacto significativo nos estabelecimentos de educação e/ou ensino relativamente ao seu funcionamento no ano letivo 2020/2021.
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O dia de hoje marca o fim das férias de largas dezenas de milhar de professores que amanhã se irão apresentar nas escolas, muitos deles já com serviço distribuído para a 2.ª fase dos exames nacionais que amanhã começam. e muitos outros que ainda aguardam uma colocação para horários anuais incompletos (que iremos ainda ver se não vão existir imensos horários completos), mas que até hoje ainda não tiveram colocação porque este ano, mais uma vez, o ME resolveu reter estes horários para a RR1, que poderia ter saído hoje, mas não saiu.
Será mais uma vez um ano letivo com regras especiais que ainda hoje ninguém conhece, apesar de estarmos num nível de vacinação como quase mais nenhum país se encontra.
Espero que a grande maioria das escolas tenha preparado o ano letivo da melhor forma possível, sem grandes exageros quanto àquilo que se vai preconizando na comunicação social com regras de distanciamento e de desfasamento entre turmas, e/ou ciclos, e que de uma vez por todas a normalidade consiga regressar às escolas.
As máscaras sabemos que vão continuar, mas que volte à normalidade a convivência escolar entre alunos, professores e encarregados de educação.
Manter uma escola sem esta convivência normal é destruir mais um ano letivo.
Um bom ano letivo para todos os professores e leitores deste blog é o que desejo.
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… só faltam as listas.

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O Programa Academia Digital para Pais é uma iniciativa da E-Redes em parceria com a Direção-Geral da Educação, que dá a possibilidade aos pais/encarregados de educação de crianças do ensino básico de frequentarem ações de formação promotoras de competências digitais.
Depois do êxito da 1.ª edição, que trabalhou particularmente junto de escolas inseridas em Territórios Educativos de Intervenção Prioritária, esta 2.ª edição alarga o seu espetro de ação, quer do ponto de vista do território, quer dos objetivos das ações. Pretende-se, assim, continuar a dotar as famílias de competências digitais básicas que facilitem o acompanhamento escolar dos filhos e ainda lhes facultem ferramentas de integração, essenciais na sociedade atual.
As ações serão agora desenvolvidas em todo o território e o Programa ganha uma nova valência associada à utilização segura e responsável da Internet, das redes e dos computadores.
O regulamento e mais informações sobre a iniciativa encontram-se disponíveis em: https://www.dge.mec.pt/academia-digital-para-pais.
O período de candidatura irá decorrer entre 30 de agosto e 10 de setembro de 2021.
No caso de persistir alguma dúvida, não hesite em contactar-nos através do endereço de correio eletrónico: [email protected].
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Lembro-me bem de quando os casos de covid começaram a aparecer no nosso país e mesmo antes das escolas fecharem os pais optaram por ficar com os filhos em casa. Ainda ninguém sabia o que ia acontecer e, com o que se via pelo mundo, fora muitos temiam o pior.
Ainda assim, acho que naquela altura nem mesmo os mais pessimistas imaginavam que após dois anos e meio ainda íamos andar nisto. Tentou-se tomar sempre as decisões mais sensatas para proteger tudo e todos, mas as crianças foram ficando para trás.
Se, no início, quando ainda ninguém sabia com que linhas o vírus se cosia, fechar as escolas foi também uma forma de proteger os mais novos, a partir do momento em que se percebeu que a transmissibilidade e probabilidade destes grupos desenvolverem doença grave eram muito baixas, deixou de se ter em conta o supremo interesse da criança em todas as decisões que a implicaram.
Por meados de março do ano passado pensava-se que quinze dias de telescola resolveriam tudo e não fariam mal a ninguém. Tudo bem. Ainda não sabíamos com o que estávamos a lidar. Mas os 15 dias passaram a três meses – o final do 2.º período e o 3.º período completo.
Em setembro, quando os alunos regressaram à escola ela estava muito mudada – dos berçários à faculdade as restrições eram mais que muitas, desde máscaras a distanciamentos, a um ano inteiro de testes por tudo e por nada e isolamentos profiláticos a torto e a direito. Até que chegámos a fevereiro e as crianças se viram novamente em casa. A brincar, a brincar, passaram dois anos letivos nisto.
Dos mais novos aos mais velhos, as repercussões são gigantescas. Não só, naturalmente, ao nível da educação, mas também da saúde física e mental e do seu bem-estar. Segundo professores e auxiliares, as crianças voltaram muito mais ansiosas e agressivas à escola e basta ver o aumento da procura de consultas de psicologia e psiquiatria para se perceber que nada disto lhes passou ao lado.
E não estamos sequer a falar da quantidade de bebés que nasceram e permaneceram no hospital apenas na companhia da mãe, sozinha sem o apoio do pai, dos parques infantis sempre fechados, das atividades extracurriculares que abriram tarde ou nem chegaram a abrir.
A questão agora não está em saber se as decisões tomadas foram as mais acertadas para a contenção do vírus, mas perceber que o bem-estar e os interesses dos mais novos foram ficando esquecidos e que esta conta vai continuar a ser paga durante muito tempo.
Ainda não sabemos o que o novo ano escolar nos reserva e como as crianças poderão vir a ser afetadas por esta ou outras variantes novas. Seja como for, não podemos continuar a subestimar o impacto físico e emocional que este vírus está a ter nos mais novos e eles não podem continuar a servir de escudo para os mais frágeis.
Os bebés, crianças e jovens não são menos vulneráveis, estão a crescer, muitos estão ainda no início da vida. Mas, curiosamente, ninguém parece muito preocupado em protegê-los.
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Enquanto os humanos forem os professores haverá genética e ambiente cultural a influenciar estilos de ensino. Até nas ditaduras é difícil generalizar o modelo de professor, uma vez que há estilos intemporais, e transmissões subliminares, na leccionação.
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Informa-se que a lista definitiva ordenada de candidatos admitidos e a lista definitiva de candidatos excluídos do concurso anual com vista ao suprimento das necessidades de contratação de pessoal docente, da Casa Pia de Lisboa, I.P., para o ano escolar de 2021/2022, se encontram publicitadas no site da CPL, a partir de hoje, dia 30 de agosto de 2021.
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Lá em casa e ao longo da adolescência as regras do jogo foram sempre simples: estuda e os resultados, os direitos, a mesada, as saídas à noite com os amigos virão por acrescento.
Estuda e com o estudo a responsabilidade. Estuda e com o estudo a liberdade para ir mais além. Sem juízos de valor e celebrando cada resultado, cada nota, muitas notas 5 no 3° ciclo, outros tantos 17 valores no Secundário. As lacunas a matemática colmatadas à custa de muito estudo e pouca compreensão e portanto ainda mais estudo mas tudo, e quando digo tudo é mesmo tudo, sem repreensões nem castigos, sem exigir mais do que eu já exigia e esperava, plenamente consciente da importância de cada exame para, findo o Secundário, ingressar em Biologia na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa.
Dono de mim mesmo e livre para tomar decisões quanto aos métodos e tempos de estudo, nunca teria cumprido o sonho há muito sonhado sem o apoio da família. Agora que um novo ano escolar se aproxima e os anúncios na televisão e as prateleiras dos supermercados se enchem das novidades que, apesar dos anos passados, ainda causam tanta ansiedade, não posso deixar de sublinhar a importância da família no apoio ao aluno. Os pais, as mães, avós e família próxima são, sem saberem e apenas pela sua presença, metade do trabalho feito para quem está à frente numa pega de caras e do lado de lá o mundo. E o mundo, já se sabe, não é para ficar na mesma.
A família tem assim um papel preponderante desde logo quando fala com a criança e ao mesmo tempo com o aluno sobre aspirações, objectivos, o futuro e o sonho, o que é que queres ser ou, mais importante ainda, o que é que queres fazer?
Conhecendo a criança como mais ninguém conhece dada a óbvia proximidade e contacto diário, a família saberá à partida quais as áreas de interesse, o que faz a criança feliz e começar a partir daqui que vida há só uma. Partilhar este conhecimento com a escola é fulcral. O acompanhamento do aluno é igualmente importante como se de um curso se tratasse, e é, é o curso escolar e no fim um diploma à espera a certificar conhecimentos e aprendizagens. É no acompanhamento que entra a planificação e organização, o calendário dividido em meses, semanas, horas, horas de estudo, horas para brincar, quando é que são os testes e quando é que começas a rever, estudar e praticar exercícios, cenários, problemas. Começar a estudar para um teste com 2 semanas de antecedência foi sempre o mínimo de modo a poder espaçar disciplinas e nunca ter de estudar mais do que três ao mesmo tempo.
Finalmente, e porque as regras do jogo são simples, a família cumpre um papel essencial ao advogar pela criança sempre que preciso, estando presente para perorar e apoiar, discutir em conjunto obstáculos e problemas e juntamente com a criança acordar soluções. Porque crescer e aprender são duas tarefas ciclópicas e se já todos passámos por isso mais uma razão para ter a criança e o aluno no centro de todas as discussões, de todas as decisões, até porque os adultos não sabem tudo, sabem quase tudo e do resto sabe a criança.
O aluno tem o dever de estudar, a família o dever de apoiar. O trabalho conjunto e o apoio mútuo, apesar de não serem uma fórmula mágica, são o garante da educação e com educação vêm as possibilidades: a possibilidade de uma vida, a possibilidade de ser feliz, a possibilidade de um amanhã.
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Encontra-se disponível a aplicação para o Pedido de regresso à atividade docente da situação de licença sem vencimento de longa duração (107.º ECD)– no SIGRHE.
SIGRHE – Aceda à aplicação.
Manual de instruções
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Setembro é mês de regressar às aulas em toda a Europa e, à semelhança do ano anterior, a pandemia está a colocar vários desafios às escolas em todo o mundo.
Com a variante Delta dominante e altamente transmissível, o Escritório Regional da OMS para a Europa e o Escritório Regional da UNICEF para a Europa e Ásia Central apelam a que todas as escolas se mantenham abertas, minimizando os prejuízos para os estudantes afetados pela pandemia, e que se tornem mais seguras, adotando medidas para minimizar a transmissão do vírus.
As medidas de segurança propostas passam por vacinar professores e restantes colaboradores, vacinar crianças com 12 ou mais anos e que tenham condições médicas que aumentem significamente o risco de desenvolver doenças graves, melhorias no ambiente escolar através de melhor ventilação da salas de aula, criação de turmas de menor dimensão sempre que possível, distanciamento social obrigatório e testes regulares das crianças e do pessoal docente.
A pandemia causou a perturbação mais catastrófica da educação na história. Por conseguinte, é crucial que a aprendizagem em sala de aula continue sem interrupções em toda a Europa. Isto é de extrema importância para a educação, a saúde mental e as competências sociais das crianças, e para que as escolas ajudem a munir os mais novos com as capacidades necessárias para serem membros felizes e produtivos da sociedade”, explica Hans Henri P. Kluge, Director Regional da OMS para a Europa
A OMS e a UNICEF apelam a que todos recebam a vacinação completa, lembrando que a elevada incidência da covid-19 nas comunidades torna a transmissão nas escolas mais provável.
“A pandemia não acabou. Todos temos um papel a desempenhar para assegurar que as escolas permaneçam abertas em toda a região. As crianças e os jovens não podem correr o risco de ter mais um ano de aprendizagem com interrupções. A vacinação e as medidas de proteção em conjunto ajudarão a evitar um regresso aos dias mais negros da pandemia, com quarentenas em que as crianças sofreram com perturbações na aprendizagem”, afirma Philippe Cori, director regional adjunto da UNICEF Europa e Ásia Central.
Para ajudar a manter as escolas abertas e mais seguras, a OMS, UNICEF e a UNESCO aprovaram um conjunto de oito recomendações, destinadas aos 53 Estados-Membros da Região Europeia da OMS:
- As Escolas devem estar entre os últimos lugares a fechar e os primeiros a reabrir.
- Deve ser colocada em prática uma estratégia de testes.
- Devem ser asseguradas medidas eficazes de mitigação de riscos.
- Deve proteger-se a saúde mental e o bem-estar social das crianças.
- Devem proteger-se as crianças mais vulneráveis e marginalizadas.
- Deve ser melhorado o ambiente escolar.
- As crianças e adolescentes devem ser envolvidos na tomada de decisões.
- Deve ser implementada uma estratégia de vacinação destinada a manter as crianças na escola
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Prorroga a vigência e altera o Despacho n.º 12661/2020, de 31 de dezembro, que cria o Grupo de Projeto para o #EstudoEmCasa
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… de acordo com o comentador Luís Marques Mendes.

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No dia de hoje a aplicação SIGRHE tem 317 horários em concurso para Técnicos Especializados.
Apresento o quadro com esses horários por Distrito e número de Horas.
Os horários para os grupos de recrutamento só devem começar a ser colocados depois do dia 1 de setembro. Nessa altura só deverão estar em concurso horários inferiores a 8 horas.

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Fica aqui o quadro resumo dos docentes que ficaram presos no 4.º e 6.º escalão e daqueles que obtiveram vaga.
O quadro está feito de acordo com a data da última mudança de escalão ao 4.º ou ao 6.º escalão.
Ainda existem 444 docentes que a última mudança de escalão que tiveram foi até 2010 e vão continuar pelo menos mais um ano presos ao escalão onde estão.


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Afetação (docentes dos quadros de zona pedagógica):
Lista do concurso:
– Lista de colocação – 2021/08/25;
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O arranque oficial do ano letivo está à porta e pais e diretores escolares concordam que a prioridade deve ser assegurar as condições para se ter um ano normal com alunos sempre na escola, como não acontece há dois anos.
Pais e diretores concordam: prioridade é assegurar um ano letivo normal
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Todos os anos acontece exatamente a mesma coisa com a colocação dos professores dos grupos da Educação Especial.
Pelo sul estas colocações ultrapassam em larga escala o número de colocações na zona norte.
Quem procede à validação do pedido de horários da Educação Especial é cada uma das delegações regionais.
Ninguém conhece como é calculado este racio e pelo que me parece ninguém tem intenção de o explicar.
Agora o que sinto é que a forma de calculo do número de professores da Educação Especial varia de delegação regional para delegação regional ou das vontades de quem as decide em cada uma das delegações.
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Este quadro apresenta o número de colocados na Contratação Inicial desde o ano letivo 2012/2013 por grupo de recrutamento.
Com a entrega este ano apenas de horários completos o número de contratados reduziu drasticamente em relação ao ano anterior. 6581 contra 11147.
Já em comparação com o ano letivo 2017/2018 onde foi aplicada a mesma medida o número quase triplicou. De 2366 para 6581 colocados.

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O Próximo quadro apresenta o número de docentes colocados por grupo de recrutamento na Mobilidade Interna.
Sempre que a Mobilidade Interna é feita em ano de concurso interno o número de colocados ronda sempre os 13 mil, com exceção do ano letivo 2017/2018, onde esse número ficou pelos 12.208 docentes colocados. Também nesse ano só foram entregues horários completos,
Este ano que também se entregou apenas horários completos o número de colocados já se situou novamente na barreira das 13 mil colocações.
Nos anos em que não existe concurso interno o número de colocados na Mobilidade Interna variou entre os 2009 colocados em 2020/2021 e os 4360 colocados em 2014/1015.

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Em causa estão os prazos estabelecidos pela lei 47/2021, aprovada na Assembleia da República, que define que já deveriam ter começado as negociações com os sindicatos sobre o recrutamento e mobilidade dos docentes
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Tribunal da Relação invalida sentença de primeira instância por dizer uma coisa e o seu contrário, dando razão ao IAVE e ao Ministério Público.
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E assim se resolverá a falta de professores em qualquer grupo de recrutamento onde tal se venha a sentir.
Voltamos aos anos 80 do século passado. O excesso de licenciados em determinados grupos profissionais vão ser aliciados para serem “técnicos especializados” com habilitação profissional para a docência.
Assim construiremos uma escola pública de excelência…

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E tem que se ir para tribunal para assegurar direitos que alguns juristas “institucionais” tentam negar.
APOSENTAÇÃO
EXERCÍCIO DE FUNÇÕES DE ADJUNTO DE DIRETOR DE ESCOLA
SUPLEMENTO REMUNERATÓRIO
CÁLCULO DA PENSÃO
I – O exercício de funções por docente nomeado como Adjunto do Diretor de Escola – por (i) pertencer aos quadros de nomeação definitiva da mesma Escola, (ii) ter pelo menos cinco anos de serviço e (iii) estar em exercício de funções no agrupamento de escolas ou escola não agrupada – ainda é exercício de funções em desempenho do cargo em que o docente foi provido, pois integra o que o ECD qualifica como exercício de outras funções educativas.
II – O desempenho das funções de Adjunto de Diretor de Escola Secundária decorre unicamente sob a condição estatutária da docência, sempre dentro do mesmo vínculo funcional e tarefas possíveis de desempenho. Não constituindo por isso o exercício de um cargo autónomo e distinto do cargo de docente.
III – A lei, nos arts 28º, nº 2 e 54º do DL nº 75/2008, de 22.4, atribui um suplemento remuneratório a quem desempenhe as funções de Adjunto do Diretor, com o montante fixado no art 1º, nº 1 e nº 2 do Decreto Regulamentar nº 1-B/2009, de 5.1, o qual acresce à remuneração base do respetivo titular.
IV – Este suplemento remuneratório é de atribuição obrigatória para os funcionários que reúnam os requisitos e efetivamente exerçam funções no âmbito da administração escolar como Adjuntos do Diretor da Escola e tem caráter permanente (e não meramente esporádico ou anormal), pois é devido ao docente durante o período em que exercer as referidas funções.
V – Pelo que tal suplemento remuneratório constitui remuneração para efeitos do Estatuto da Aposentação, sujeita a descontos para a aposentação, nos termos do artigo 6º do Estatuto da Aposentação, e a considerar para cálculo da pensão, nos termos dos arts 47º, nº 1, al b) e 48º do EA.
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Para a Reserva de Recrutamento 1 a DGAE está a pedir às escolas as necessidades de tipo ANUAL, de horários completos e incompletos, até às 18 horas do dia 25 de agosto.
Sendo assim e porque a validação poderá ser feita até ao final do dia 26 de agosto é provável que a Reserva de Recrutamento 1 seja publicada ainda durante o mês de agosto, nos dias 30 ou 31 de agosto.
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O novo ano letivo está aí. E o que sabemos nós sobre os seus preparativos, além da aposta no ciclismo, a nível nacional? Valer-nos-á de muito, se voltarmos a ter as crianças em casa…
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Encontra-se disponível a aplicação que permite às escolas procederem à atribuição da componente letiva.
SIGRHE- Aceder à aplicação.
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Encontra-se disponível a aplicação que permite às escolas procederem ao pedido de horários para as Reservas de Recrutamento.
SIGRHE – Aceder à aplicação.
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Este problema vai muito além do aparente, a cultura de escola ainda tem muito que caminhar para ser universal.
Os alunos do 12.º ano que mais recorreram ao apoio ao estudo no ano lectivo de 2018/19 (dentro da escola, mas sobretudo pagando a um explicador) são os que já tinham as melhores notas no ano lectivo anterior. No universo das escolas públicas e privadas, 47% dos alunos que chegaram ao 12.º ano com notas entre 18 e os 20 valores usufruíam desse apoio, segundo um relatório da Direcção-Geral de Estatísticas da Educação (DGEEC).
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Os vales para a aquisição dos manuais escolares dos alunos dos 1.º, 5.º, 7.º e 10.º anos das escolas públicas começam esta segunda-feira a ser disponibilizados.
Para aceder aos vales, os encarregados de educação devem registar-se na plataforma MEGA (www.manuaisescolares.pt) ou descarregar a ‘app’ “Edu Rede Escolar”, onde os vales ficam disponíveis a partir do momento em que as escolas exportam todos os dados necessários para a plataforma.
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Desde 2016, o Ministério da Educação tem investido na produção de indicadores que permitem uma análise mais integrada do desempenho do sistema educativo. Afastando-se de um olhar circunscrito aos resultados de provas de avaliação externa, como os exames, têm vindo a ser coligidos dados que permitem aferir qualidade, equidade, comparação entre coortes e entre disciplinas.
Este trabalho sistemático tem permitido analisar não apenas taxas absolutas de sucesso/insucesso, mas também o perfil de cada disciplina ou a variação entre anos. Com base nestas análises, tem sido possível estabelecer linhas prioritárias de atuação de que constituem exemplo as medidas orientadas para a promoção do sucesso escolar junto dos alunos mais desfavorecidos ou as medidas curriculares na área da
matemática. Em conjunto com as provas de aferição que, desde 2016, cobrem as diferentes áreas curriculares, existe hoje informação muito mais detalhada sobre o comportamento das diferentes disciplinas, permitindo intervenções mais pormenorizadas, sem uma concentração apenas em duas disciplinas.
Os estudos da Direção-Geral de Estatísticas da Educação e Ciência (DGEEC), agora publicados, analisam os resultados escolares por disciplina nos 5.º e 6.º anos e nos 7.º, 8.º e 9.º anos, do ano letivo 2019/2020, tendo sido incluída, pela primeira vez, uma análise por género e escalão de Ação Social Escolar (ASE).
Da análise do estudo, destacam-se os seguintes resultados:
• Intensificação, em 2019/2020, da tendência de subida das classificações médias e de redução da percentagem das classificações negativas, a todas as disciplinas, observada desde o início da série (2011/2012), o que mostra, à semelhança do que acontece em estudos internacionais, uma melhoria
progressiva e consistente do sistema educativo português;
• Matemática permanece como a disciplina com uma classificação média mais baixa e com uma percentagem de notas negativas mais elevada (ainda que com melhoria significativa face a 2018/2019);
• Educação Física e a Educação Musical são as disciplinas que registam um valor mais elevado, com taxas residuais de classificação negativa e cerca de 70% dos alunos com nota de 4 e 5;
• As classificações médias das raparigas são ligeiramente superiores às dos rapazes, em todas as disciplinas, exceto a Educação Física, na qual ocorre o oposto;
• As classificações médias dos alunos sem ASE são superiores às dos alunos com ASE-B e as destes superiores às dos alunos com ASE-A, em todas as disciplinas;
• As diferenças de médias em função da ASE são ligeiramente superiores em Matemática, Inglês e História e Geografia de Portugal;
• Entre os alunos que transitaram com classificações negativas no ano anterior, mais de metade conseguiu obter positiva este ano, com a exceção da Matemática no 6.º, 8.º e 9.º anos;
• Mais de 90% dos alunos retidos têm uma classificação negativa a Matemática;
• A percentagem de alunos que recuperaram classificações negativas do ano anterior varia pouco com o facto de terem transitado ou repetido o ano (no caso do 5º ano, aliás, a transição teve um efeito positivo na recuperação da classificação negativa a todas as disciplinas, exceto a Matemática, em que o
efeito foi neutro).
Este último resultado merece particular relevo, na medida em que atesta, uma vez mais, a baixa eficácia da retenção como medida para a melhoria dos resultados, sendo de estimular outras intervenções, conforme tem sido promovido no âmbito do Programa Nacional para a Promoção do Sucesso Escolar e nas medidas previstas no plano de recuperação das aprendizagens 21|23 Escola+.
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Docentes precisam de três anos de serviço completos consecutivos para poderem concorrer à norma-travão e entrar nos quadros do Ministério da Educação.

De Bragança a Castro Verde, Beja, são seis horas de distância. A frase que lembra a mítica música da banda Xutos e Pontapés Para ti Maria tem sido a banda sonora da vida de Cristina Magalhães, de 53 anos, professora de Educação Visual e Tecnológica, nos últimos anos. Ficou colocada a 650 quilómetros de casa, mas recusa que a vejam como uma “coitadinha”.
“A decisão foi minha. Tomei-a de livre vontade. Vou ganhar mais um ano completo e, se no próximo ano conseguir novamente, já poderei vincular”, explica. Contudo, a decisão não foi fácil, até porque o filho, de 15 anos, não a vai acompanhar. “Vai para o 10.º ano. É importante a estabilidade e, por mais que a distância me custe, estou a fazer isto por nós, pela nossa futura estabilidade financeira”, reforça.
“Futura” porque, para já, o que vai ganhar “apenas dá para pagar as despesas”. “Tenho duas casas para pagar, internet, água, luz e gás a dobrar. Apesar de ter sido minha opção, não posso deixar de sentir uma grande injustiça por não termos direito a ajudas de deslocação. Eu acho que, tal como os governantes têm direito a um subsídio, nós também deveríamos ter. Os deputados têm… a nós não nos dão nada. Houve uma petição que esteve para ser aprovada em Assembleia da República e foi chumbada. Faço as viagens no meu carro e ninguém me dá um tostão. Eu também vou prestar um serviço público. Vou educar as crianças, vou contribuir para o desenvolvimento do país, e não há qualquer apoio”, lamenta.
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Em mobilidade interna, neste concurso, foram apenas disponibilizados horários completos, o que levou alguns diretores de agrupamento a acrescentar horas para garantir docentes nesse primeiro momento do concurso.
Foi o caso de Arlindo Ferreira, diretor do Agrupamento de Escolas Cego do Maio, Póvoa de Varzim. “Usei crédito de horas para completar alguns horários. Neste momento ainda tenho quatro horários incompletos para concursos. Estou a contar poder atribuir na primeira reserva de recrutamento, no início de setembro”, explica. Em relação à mudança na mobilidade interna, que apenas contemplou horários completos, o responsável afirma tratar-se de uma “medida injusta”. “Já não acontecia desde 2017. Desde então, têm sido atribuídos horários incompletos a professores do quadro. Poderá vir a criar algumas injustiças em relação à reserva de recrutamento 1. Professores que tenham ficado mais longe agora podem ver outros com menor graduação a ficar com horários mais próximos das suas áreas de residência.”
Continua
Reportagem de Cynthia Valente
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Os ministérios da Educação e da Saúde “estão a trabalhar” nas normas que as escolas devem adoptar no próximo ano lectivo relativamente à pandemia, devendo ser as mesmas com “adaptações residuais”, disse hoje a ministra da Presidência.
Na conferência de imprensa no final da reunião extraordinária do Conselho de Ministros, a ministra de Estado e da Presidência foi questionada se vão manter-se no próximo ano lectivo as regras que vigoraram no último como forma de prevenção do contágio com o novo coronavírus, por exemplo quanto ao distanciamento ou uso de máscara por alunos, professores e auxiliares.
“Relativamente ao ano lectivo, o Ministério da Educação e o Ministério da Saúde, e os seus serviços, estão a trabalhar nas normas que serão comunicadas às escolas antes do regresso dos professores às escolas no dia 1 de Setembro”, afirmou Mariana Vieira da Silva.
De acordo com a ministra, serão “as regras gerais que eram conhecidas, com as adaptações residuais que sempre se fazem” quando se volta “a olhar para um documento”.
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A propósito de um despacho governamental que passou a limitar a venda de produtos alimentares nas escolas, um debate “acesso” ocorreu nos últimos dias, em que muitos defenderam e outros criticaram o mesmo, utilizando os mais diversos argumentos. Nessa “luta” de razões, foram escritas diversas opiniões, umas contra e outras a favor da medida em causa (que, fundamentalmente, apenas veio confirmar o que já está disposto desde 2012, mas que muitas escolas ainda não cumpriam). E acabou-se, mais uma vez, quando o assunto toca naquilo que eu costumo chamar de “direito de ser feliz por maior que seja a asneira que eu faça a mim mesmo e que não prejudique o meu próximo”, ou seja e no caso, quando toca no direito de cada um comer o que bem entende e ter os quilos que quiser, por desviar-se as atenções do fundamental. Vou tentar recentrar as coisas, apesar das lacunas da minha escrita e do estapafúrdio pensamento que todos os que têm a paciência de ler as minhas baboseiras já conhecem.
O que está aqui em causa, fundamentalmente, é o seguinte: deve ou não uma escola comercializar produtos a crianças e jovens que, cientificamente comprovado através de diversos estudos, não fazem bem à saúde? Sim ou não? Parece-me que a resposta é demasiado evidente, por mais que possamos discordar dos meios ou das formas utilizadas para chegar a esse fim. De realçar apenas o seguinte: a proibição não se estende a quem resolver munir em casa as suas crianças de dois “bollycaos” e um pacote da batatas fritas para depois comer na escola: é apenas vedada a venda por parte das escolas de alimentos que a OMS considera prejudiciais à saúde.
Dito isto, gostaria de dizer o seguinte: todos temos o direito, desde que não afectemos o nosso próximo, de fazer o que bem entendermos. De ter os hábitos alimentares ou de prática desportiva que consubstanciam um estilo de vida saudável ou de ter os vícios que quisermos. E aqui entramos num campo em que, mais uma vez, há quem misture as coisas, considerando que todos os que criticam a obesidade ou um estilo de vida pouco saudável (fumar, beber em excesso, não praticar nenhuma atividade ou exercício físico) está a criticar quem tem a liberdade de fazer o que bem entender com o seu corpinho e com a sua saúde. Pior: tenta-se meter no mesmo saco distúrbios obsessivos compulsivos, sejam eles de que natureza for, como se todos fizessem exactamente o mesmo mal à saúde. Fumar, beber em excesso ou comer feito um desalmado faz muito pior à saúde do que ser obcecado em ter uma alimentação regrada ou em ser “fit” ou mesmo ser um viciado-devorador de livros (sim, também existe quem seja viciado de tal forma na leitura que acaba por ter problemas relacionais e de outras índoles). Reforço, estas últimas obsessões poderão ter implicações negativas à saúde mas nunca tão perigosas para a mesma do que o vício de comer mal e em excesso, fumar ou beber em demasia.
Daí que, se me permitem a sugestão, tentem levar uma vida regrada, sem excessos mas também sem privações (por exemplo, exactamente das maravilhas que a gastronomia nos oferece). Leiam bastante e pratiquem atividade física regularmente. Enfim, tentem ser felizes, sendo adeptos de bons hábitos e não através de péssimos vícios.
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A opção de chumbar um aluno para que consiga melhorar os resultados tem “baixa eficácia”, segundo dois estudos nacionais divulgados esta sexta-feira que mostram pouca diferença na recuperação de negativas entre estudantes retidos e os que passam de ano
Os estudos realizados pela Direção-Geral de Estatísticas da Educação e Ciência (DGEEC) analisaram os resultados escolares dos alunos dos 2.º e 3.º ciclos, ou seja, do 5.º ao 9.º ano de escolaridade.
Olhando para os alunos que passaram de ano com negativas na pauta, a maioria conseguiu recuperar no ano seguinte e em alguns casos a taxa de sucesso chegou quase aos 90%.
Numa comparação entre o efeito de reter o aluno ou deixar que passe de ano, as diferenças nos resultados também são poucas, segundo os dados dos dois relatórios, que analisam as notas de oito anos letivos (entre 2011/2012 e 2019/2020).
Por exemplo, entre os alunos que no 8.º ano tiveram negativa a Ciências Sociais, mas que passaram de ano, 87% conseguiram ter positiva à disciplina no ano seguinte, em 2019/2020.
Já entre os que chumbaram e por isso voltaram a ter aulas a Ciências Sociais – disciplina a que tinham tido negativa -, a taxa de sucesso foi de 88%, ou seja, apenas mais um ponto percentual em relação aos que passaram com negativa.
A exceção é a disciplina de Matemática nos 6.º, 8.º, e 9.º anos de escolaridade, onde recuperar aprendizagens e ter sucesso parece ser mais difícil.
Por exemplo, entre os alunos do 7.º ano que tiveram negativa a Matemática apenas 31% teve positiva no 8.º ano no ano letivo de 2019/2020.
As vantagens de passar os alunos parecem ser mais notórias no 5º ano, quando não reter os estudantes tem um efeito positivo na recuperação das negativas a todas as disciplinas. Também neste ano, a exceção volta a ser Matemática, disciplina em que, segundo o Ministério, passar ou chumbar tem um “efeito neutro”.
Em comunicado, o Ministério da Educação considera que os resultados dos estudos confirmam “a baixa eficácia da retenção como medida para a melhoria dos resultados, sendo de estimular outras intervenções”.
Nos últimos oito anos, notou-se uma tendência de melhoria das notas e de menos negativas a todas as disciplinas. Para o Ministério da Educação, este fenómeno “mostra uma melhoria progressiva e consistente do sistema educativo português”.
Os estudos destacam ainda as disciplinas de Educação Física e de Educação Musical, por serem aquelas em que os alunos conseguem melhores resultados, com taxas residuais de negativas e cerca de 70% dos alunos com notas entre o 4 e 5 (em que cinco é a nota máxima).
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A DGEEC apresenta a atualização das séries dos principais indicadores de resultados escolares, por disciplina, nos 2.º e 3.º Ciclos, nas quais são analisados o desempenho escolar dos alunos em cada disciplina do ensino básico geral, em escolas públicas de Portugal Continental. Esta publicação incluiu novos apuramentos por sexo e apoio social escolar (ASE).
Resultados escolares por disciplina – 2.º ciclo do ensino público geral – Portugal Continental – 2011/12 – 2019/20 [PDF] [XLSX] [ODS]
Resultados escolares por disciplina – 3.º ciclo do ensino público geral – Portugal Continental – 2011/12 – 2019/20 [PDF] [XLSX] [ODS]
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