No ensino à distância, não basta ligar os computadores

 

No ensino à distância, não basta ligar os computadores

Fernanda Cunha não precisa de um esforço de memória para recuar aos dias “ansiosos” de Março. Lembra-se bem de como, quase de um dia para o outro, as aulas foram suspensas e transferidas para suportes digitais. “Houve uma certa tentação de passar para o online o mesmo tipo de abordagem que tínhamos em sala”, recorda a professora do agrupamento de escolas de Fornos de Algodres. A partir da próxima semana, as aulas voltam a ser remotas, não se sabe ainda por quanto tempo. O repto agora é não repetir os mesmos equívocos.

O “erro” de Fernanda Cunha “foi bastante comum” entre os professores no primeiro confinamento, afirma a professora. José António Moreira, da Universidade Aberta (UA), confirma-o. Desde Abril, deu formação para o ensino online a milhares de docentes – entre os quais estava a professora de Fornos de Algodres –, a quem repetiu a ideia que partilha com o PÚBLICO: “Carregar num botão para ligar uma câmara não é educação à distância.” Sem uma “prática pedagógica adequada”, a transição para o digital será sempre “limitada”.

 

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2 comentários

    • Rosinha on 1 de Fevereiro de 2021 at 18:30
    • Responder

    Pelo que entendi, nesta conjuntura de confinamento, não haverá propriamente uma transição para o ensino à distância, mas sim uma suspensão das atividades letivas presenciais, sendo estas compensadas com ensino à distância de forma provisória….

    • tgv on 1 de Fevereiro de 2021 at 19:19
    • Responder

    Nem uma palavra sobre o RGPD, no momento em que o seu cumprimento é mais importante.

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