Fesap diz que Orçamento é de “austeridade” e degradação dos salários
A Federação dos Sindicatos da Administração Pública (Fesap) considerou esta terça-feira, após reunião negocial com o Governo, que a proposta de Orçamento do Estado “é de austeridade” e contribuirá para a degradação dos salários na administração pública.
“Esta proposta de orçamento, que se diz que visa manter os rendimentos dos trabalhadores, é uma proposta de austeridade, que a dada altura só nos conduz a que os nossos salários continuem a ser degradados”, disse aos jornalistas o secretário-geral da estrutura sindical afeta à UGT, José Abraão.
“Vimos com uma mão vazia, outra cheia de nada”, apontou o dirigente sindical, acrescentando que, com esta proposta do Executivo, a generalidade dos trabalhadores fica “no sítio onde estava”.
“Não podemos ser hoje os heróis perante um problema sanitário e, amanhã, sermos os vilões porque acabaríamos por consumir recursos que o Estado não tem”, sublinhou José Abraão, reiterando esperar que os trabalhadores da administração pública não sejam novamente chamados a dar um contributo com a austeridade que está pressuposta no documento.
“Falaram-nos num investimento de 800 milhões de euros nos serviços públicos […] se é para investir nos edifícios e em tecnologia e não se investe nos trabalhadores, acho que é um caminho errado”, acrescentou.




5 comentários
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Meus amigos, tudo o que o governo diz é uma antítese, ou seja: fala-se numa casa de saúde e estão lá os doentes; fala-se em estabilidade e crescimento e na realidade é instabilidade e recessão; fala-se em finanças e na realidade não existe fundo de maneio.
Investir num carro e não ter carta de condução … é o mesmo que investir em edifícios e tecnologia e não nos trabalhadores.
Não é por decreto lei que se incentiva a produtividade, aliás tem “O” efeito contrário.
Não é com mais papelada e “burrucracia” que se aumenta a produtividade.
Tenho que agradecer ao tal gaspar o aumento brutal de impostos (a favor das BESadas, mexidinhos bavadinhos salgadinhos socratinhos e outros inhos) que também resultou numa brutal “balda” de água fria na produtividade e motivação.
Para uma máquina produzir é necessário combustivel e do bom, pensem nisssso……
Pensando um poucochinho , no meio de tanta desgraça os funcionários públicos até nem se podem queixar mui . Ao contrário do sector privado , estão imunes a duas ameaças : ao despedimento (a Constituição impede-o) e ao layoff .
Ah, e a somar a estas benesses, têm um horário semanal mais reduzido, como alguém conhecido (re) lembrou há dias.
Oh Maria(zinha) se a atividade docente é assim dolce vita, por que é que ainda não ingressaste nela?
Deixa-me adivinhar, andaste pouco tempo na escola e agora estás arrependida…
o titulo do artigo tem um erro ortografico
Ortográfico
Diz o roto do nu…