Em Prisioneiro, encontramos uma poesia livre, vinda de dentro de alguém que sabe sentir-se prisioneiro. Prisioneiro de si próprio, de um interior repleto de pensamentos, sentimentos, ansiedades e desejos, que prendem qualquer um de nós, sem que disso, muitas vezes e muitos de nós, nos apercebamos.
Apercebe-se este poeta, Rui Larsa, embora também saiba que nessa prisão há igualmente as sementes da liberdade e do caminhar em frente. Pois é mediante uma equilibrada e sensata mistura do pensar e do sentir, do ansiar e do desejar que cada ser humano avança… e que o poema surge.
Por isso, o poeta diz, em certo poema, em certo momento:
«E por ti estou cativo
E cativo duma razão…
Liberta… meu coração!…»





2 comentários
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