Reabertura de escolas fez aumentar taxa de transmissão em 24%

 

 Reabertura de escolas fez aumentar taxa de transmissão em 24%

A reabertura de escolas tem influência na taxa de transmissão, o chamado Rt, da Covid-19, contribuindo para que o seu valor aumente, de acordo com um novo estudo, o primeiro a analisar o impacto do levantamento das restrições, avança o ‘The Independent’.

O regresso dos alunos às salas de aula foi seguido por um aumento médio de 24% na taxa de transmissão Rt, segundo descobertas de um equipa de investigadores da Universidade de Edimburgo após a análise de dados de 131 países.

A única outra medida ligada a um maior aumento no Rt é o levantamento da proibição de reuniões de grupos, que causou uma subida média de 25%. Para criar os seus modelos, os autores vincularam dados sobre estimativas da taxa de transmissão feitas pela ‘London School of Hygiene & Tropical Medicine’ com outras informações do rastreador de resposta do governo britânico, ‘Covid-19 Oxford’.

A reabertura de escolas foi associada a um aumento de 24% no Rt após 28 dias, embora os investigadores tenham alertado que não tiveram em conta as diferentes precauções que alguns países implementaram na reabertura de escolas, como limitação do tamanho das turmas, distanciamento social, limpeza, higiene pessoal, uso de máscara e medições de temperatura.

«Encontrámos um aumento no Rt após a reabertura das escolas, mas não está claro se o aumento é atribuível a faixas etárias concretas, onde pode haver diferenças substanciais na adesão às medidas de distanciamento social dentro e fora das salas de aula», disse Harish Nair, professor de doenças infeciosas infantis na Universidade de Edimburgo. Para além disso, são necessários mais dados para entender o papel específico das escolas no aumento da transmissão», acrescentou.

O estudo, publicado na revista ‘The Lancet Infectious Diseases’, também criou modelos do impacto que as combinações de medidas tiveram na taxa Rt quando introduzidas. Uma das descobertas mostra que um conjunto abrangente de restrições: proibição de eventos públicos, fecho de escolas, proibição de reuniões de 10 ou mais pessoas e teletrabalho tinham contribuído para reduzir o Rt.

O conjunto de medidas menos abrangente: proibição de eventos públicos e reuniões de mais de 10 pessoas , reduziria o Rt em 29%. Analisando as medidas individualmente, a proibição de eventos públicos foi associada a uma maior redução da taxa, de até 24%.

«Descobrimos que a combinação de diferentes medidas mostrou um maior efeito na redução da taxa de transmissão de Covid-19», disse Nair. «À medida que registamos um ressurgimento do vírus, os líderes globais têm de considerar combinações de medidas para reduzir o Rt», acrescentou.

«O nosso estudo pode ser útil para saber que medidas introduzir ou suspender, e quando esperar que os seus efeitos se manifestem, o que também vai depender do contexto local; taxa de infeção, caapcidade dos sistemas de saúde momento e impacto económico das medidas», explica o especialista, citado pelo ‘The Independent’.

 

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2 comentários

    • Manuel M on 24 de Outubro de 2020 at 17:23
    • Responder

    RELATIVAMENTE A FELGUEIRAS, PAÇOS DE FERREIRA E LOUSADA A DECISÃO NÃO FOI O ENCERRAMENTO DE ESCOLAS PORQUE O QUE NÓS QUEREMOS CONTROLAR É UMA DISSEMINAÇÃO DA INFEÇÃO EM TERMOS DE OUTROS CONTEXTOS “não queremos saber da saúde dos professores, quase todos com mais de 50 anos, nem das famílias dos alunos. A DISSEMINAÇÃO ESTÁ MUITO ASSOCIADA A OUTROS CONTEXTOS QUE NÃO SÃO ESPECIFICAMENTE O TRABALHO OU A ESCOLA”Na escola se o vírus se portar mal, tem uma falta disciplinar, marcada pelos professores que sobreviverem”, não é preciso testar as turmas, nem os professores nem os assistentes operacionais, o vírus só ataca na festa do Avante, em Fátima, em casamentos e em batizados, Não ataca na volta a Portugal em bicicleta nem encontros motard com mais de 2000 motas, tudo há 2 semanas!!!

    • JJM on 24 de Outubro de 2020 at 21:46
    • Responder

    Há que ser honesto. O estudo tem origem no Reino Unido. A realidade das escolas portuguesas é distinta. O aluno português é assintomático e o professor português é uma espécie rara multi resistente. Portanto, não há razões para alterar seja o que for.
    Com alguma seriedade e equílibrio, pandemia versus economia, seria recorrer mais ao teletrabalho nas empresas e sectores que o podem fazer, e neste contexto, o ensino universitário e secundário seria também exequível recorrer ao teletrabalho. Eventualmente até o próprio terceiro ciclo, em que os alunos já têm idade e autonomia para estarem sós em casa, se os pais estiverem fora a trabalhar.
    Nos níveis universitário, secundário e eventualmente 3º ciclo, os alunos que porque razão atendível não tivessem acesso ao teletrabalho, teriam suporte presencial, mas já sem a concentração da totalidade dos alunos. Por exemplo, se um aluno não tem acesso ao teletrabalho, pode estar presencialmente com o professor num dia em que este ministra aulas assíncronas ou síncronas, dependendo da escola, do professor e das condições de trabalho. Neste domínio, a escola, na sua autonomia, poderia engendrar soluções de acordo com a disponibilidade do corpo docente e necessidades concretas dos alunos info-excluídos, Politicamente o teletrabalho é sugerido para as empresas, mas para a academia e escola secundária não tem sido defendido, pelo contrário, insiste-se no presencial. O teletrabalho no processo ensino/aprendizagem só perde o rigor e a exigência se os professores ou quem manda neles assim determinar.

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