Menos de 10 Mil Docentes nas Listas de Não Colocação

Listas Definitivas de Não Colocação (Contratação) – A fasquia dos 10 000 docentes por colocar

 

Com a publicitação da reserva de recrutamento n.º 7 no passado dia 23 de outubro atingimos um novo marco. A fasquia dos 10 000 docentes por colocar foi já quebrada neste ano letivo. Neste momento, nas Listas Definitivas de Não Colocação, estão por colocar 9855 docentes dos 32811 que foram opositores à Contratação Inicial. A carência de docentes é cada vez mais visível e preocupante.

Apesar do número de docentes à espera de colocação ser ainda relevante verificamos que 63% das candidaturas por colocar estão afetas a 4 grupos de recrutamento: 100 – Educação pré-escolar; 110 – 1º ciclo; 260 e 620 – Educação Física. 10 dos 35 Grupos de Recrutamento têm menos de 50 candidatos por colocar e 5 grupos estão abaixo dos 100 candidatos. Destaco os grupos de recrutamento de Informática (550) e Geografia (420) com 22 e 73 candidatos, respetivamente.

O número de turmas com pelo menos um professor em falta é enorme e a tendência será para piorar. Para algumas zonas do país já não há docentes disponíveis o que vai levar a que o problema das substituições se agrave.

O problema não é recente está cada vez mais grave, todavia não temos visto medidas concretas para o resolver. Quem tem o poder para solucionar a questão escolhe não a priorizar preferindo manter os docentes na precariedade.

Ao contrário do referido pelo Sr. Ministro da Educação – os 9000 docentes vinculados não resolveram a questão; o número de professores que o Ministério da Educação diz ter colocado a mais este ano NÃO foi suficiente para as necessidades do sistema, nem para suprir o número de docentes que se aposentou; e a Carreira Docente NÃO está mais atrativa, os docentes contratados NÃO têm mais estabilidade e os níveis de precariedade NÃO diminuíram. Haja coragem e vontade política para resolver o problema.

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3 comentários

    • Atento on 26 de Outubro de 2020 at 21:31
    • Responder

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    “Neste momento, nas Listas Definitivas de Não Colocação, estão por colocar 9855 docentes dos 32811 que foram opositores à Contratação Inicial. ”

    Acham isto pouco??????….acham isto poucos desempregados?????????……

    “…..63% das candidaturas por colocar estão afetas a 4 grupos de recrutamento: 100 – Educação pré-escolar; 110 – 1º ciclo; 260 e 620 – Educação Física.”

    Meus amigos gente formado nestes Grupos é aos pontapés!….Ou seja, esta gente NUNCA terá emprego no Ministério da Educação. Disto podem estar certos. É preciso reconverter esta gente para areas que o mercado de trabalho consiga absorver.

    E tem a lata de vir para aqui dizer que há falta de professores!……

    Vamos lá ver se existe um pouco de decoro nestas abordagens. Como já aqui referi, o que existe é EXCESSO DE PROFESSORES, nomeadamente nas áreas (grupos) aqui citados.

    CHEGA!……….CHEGA!………..CHEGA!……….CHEGA!………..CHEGA!……….CHEGA!………..CHEGA!……….CHEGA!………..CHEGA!……….CHEGA!………..CHEGA!……….CHEGA!……….CHEGA!……….CHEGA!………..CHEGA!……….CHEGA!………..CHEGA!……….CHEGA!……….CHEGA!……….CHEGA!………..CHEGA!……….CHEGA!………..CHEGA!……….CHEGA!……….

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    • Maria vieira on 26 de Outubro de 2020 at 23:50
    • Responder

    Atento isso é ironia, a fazer troça dos nossos governantes??É ? É que se não for só quem nao é do meio é que não percebe que essa quantidade de prof, e que a maioria já não estará disponível para aturar o ME, é uma gotinha de água!!!!

    • Justiça on 27 de Outubro de 2020 at 7:50
    • Responder

    Não há falta de professores nenhuns. O que há falta é do Ministério da Educação ser coerente e justo e deixar os professores que concorrem e vinculam nos QZP de Lisboa, Setúbal, Alentejo e Algarve, serem impedidos de concorrer à Mobilidade Interna com horários de 8, 9, 10 horas e com o ordenado por inteiro nas suas áreas de residência (norte do país).
    Quando mudarem essas regras, ou seja, quem vincular nos quadros de zona terá de permanecer lá por 2, 3 anos, vão ver que NUNCA mais há falta de professores.
    Só assim é que haverá transparência e justiça. Se sou do Porto não vou concorrer para entrar no Quadro do Algarve, sabendo que não irei para lá.

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