800 professores em falta iam ter salários entre os 555 e os 750 euros

 

Pelo menos 800 professores em falta iam ter salários entre os 555 e os 750 euros

Condições de trabalho dos professores contratados é analisada esta terça-feira no Parlamento. Ministério também atribui escassez actual ao aumento dos docentes do quadro a quem foi atribuída mobilidade e que estão a trocar a Grande lisboa pelo Norte.

Pelo menos 800 professores dos que ainda estão em falta recusaram a colocação numa escola porque iriam ganhar entre 555 e 750 euros líquidos para darem entre oito a 14 horas de aulas por semana, a que se juntam todas as outras destinadas a acompanhar alunos, estar presente em reuniões e outras tarefas incluídas na chamada componente não lectiva e que perfazem um horário de 35 horas semanais.

Esta era a situação há uma semana, quando estavam por preencher cerca de 1600 lugares, e que é agora destacada por um grupo de professores contratados que será ouvido nesta terça-feira no Parlamento.

Esta audição pela comissão parlamentar da Educação enquadra-se nos procedimentos de apreciação de uma petição, subscrita por 4703 doentes, com vista à alteração da regulamentação que gere os concursos de colocação de professores.

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10 comentários

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    • Ilda on 20 de Outubro de 2020 at 10:48
    • Responder

    Metam os contratados no quadro e os qzp’s nos próprios qzp’s sem hipótese de mobilidade para outro .

    É a solução… lamento.

    • Nuno Costa on 20 de Outubro de 2020 at 11:38
    • Responder

    Abençoada a hora em que com muito sacrifício conclui uma licenciatura em solicitadoria em 2010 em regime pós-laboral. Vi-me livre da profissão docente que só me desgastava e que dia após dia está cada vez mais na lama. Ninguém quer ser professor hoje em dia. Ganhar uma miséria, não ser reconhecido nem ter qualquer estatuto social. Ainda lecionei 21 anos no grupo 230 e não guardo saudades nenhumas da escola, nomeadamente a partir de 2005 quando me apercebi que se caminhava a passos largos para o abismo.

    • Atento on 20 de Outubro de 2020 at 12:28
    • Responder

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    Caro Nuno Costa a solicitadoria que eu saiba não garante remuneração mais elevada que um docente.

    Quanto ao ganhar entre 555 e 750 euros líquidos penso que o problema não está no salário que, para o nosso País, até é superior á média. A questão está nos valores de arrendamento em Lisboa e Algarve.

    Outro problema é permitirem a mobilidade ao pessoal que é colocado em QZP nestas regiões.

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    • Nuno Costa on 20 de Outubro de 2020 at 13:41
    • Responder

    Caro atento deixe de ser ridículo e fale daquilo que sabe (ou não sabe). Mal de mim se como solicitador não auferisse pelo menos 1400 euros mensais que seria o meu vencimento atualmente como docente. Passe bem.

    • SapinhoVerde on 20 de Outubro de 2020 at 14:39
    • Responder

    Já o repeti várias vezes, mas não deveriam de existir horários incompletos, mas sim serem todos completos. Quando um QZP é colocado num horário incompleto ao chegar à escola esse mesmo horário é completado … (com cargos e outras coisas que dão mais trabalho do que as aulas normais).
    Mas voltemos à questão:
    14 horas (letivas) dão direito a 750 líquidos, agora alguém no seu perfeito juízo se vai submeter a um “emprego?” docente, longe de casa a pagar transportes e/ou casa, a almoçar e jantar fora??? ainda para mais em zonas de elevado inflacionamento turístico???
    Depois essas mesmas 14 horas (que no fundo é um horário a tempo inteiro, com 14 horas é muito difícil arranjar um part-time já que se passa o dia todo na escola) por 750 euros, é um insulto comparado com um professor do quadro (cansado ….. ooops com direito a redução de componente letiva substituída por cargos da treta e com mais trabalho) PARA TRABALHO IGUAL SALÁRIO IGUAL.
    Os horários a concurso devem ser todos completos!
    Cara Ilda também lamento, mas quem foi selecionado pelo DL132/2012 na sua redação atual permite que os QZP concorram a horário (sendo completos ou incompletos, se forem sempre completos acaba-se esta polémica) e que também concorram pelo menos ao seu QZP sem prejuízo de concorrer aos demais. Alterar regras pelas quais “fui” (que me dera!) contratado em QZP não me parece muito constitucional.
    Conheço casos de “professores” já a lecionar com 12 ano! (ao que isto chegou)
    Conheço casos de professores que se forem mandados para longe (e no passado já o fizeram) irão meter baixa, piorando ainda mais as coisas do que este ano, saindo o “tiro pela culatra” ao MEC.
    Mas como somo um povo que se interessa mais pela bola, vinhaça e rendimento mínimo, corremos o risco de regressar a um país sub desenvolvido.

    • Atento on 20 de Outubro de 2020 at 14:56
    • Responder

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    Caro Nuno Costa eu sei do que falo. Tenho colegas da minha geração que seguiram solicitadoria. Muitos tentaram ser advogados, mas não chegaram lá e hoje são solicitadores.
    Os solicitadores são profissionais liberais e como tal tem que fazer os respetivos descontos por si. Mas a ser verdade o que diz auferir isso tem que ser multiplicado por 14 (1400 X 14) para que lhe seja possivel, á semelhança do ensino, poder ter 13º e 14º mês…..isto é, por mês tem que auferir 1.633,00 por mês.
    Outra questão, agora com a pandemia se um solicitador não trabalhar, não ganha porque como referi é um profissional liberal. Portanto, meu caro amigo, não seja RIDICULO.

    Vá meter galgas a outros!……..

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    • maria on 20 de Outubro de 2020 at 17:22
    • Responder

    “Quando um QZP é colocado num horário incompleto ao chegar à escola esse mesmo horário é completado … (com cargos e outras coisas que dão mais trabalho do que as aulas normais).”
    “…comparado com um professor do quadro (cansado ….. ooops com direito a redução de componente letiva substituída por cargos da treta e com mais trabalho)”

    Em que ficamos, afinal os cargos “dão mais trabalho do que aulas normais” ou são “cargos da treta”, ou depende do professor a quem é atribuído?!…

    • margarida on 20 de Outubro de 2020 at 18:48
    • Responder

    Cada macaco no seu galho, ou seja, cada QZP no seu QZP.

    Quanto ao que o Sapinho Verde escreveu “Conheço casos de professores que se forem mandados para longe (e no passado já o fizeram) irão meter baixa, piorando ainda mais as coisas do que este ano, saindo o “tiro pela culatra” ao MEC.”, investiguem-se as baixas médicas e sancionem-se os médicos e professores que estejam em infração.

    • Mixa on 20 de Outubro de 2020 at 19:17
    • Responder

    querem professores escravos?
    queriammmmmmm

    • QZP e QE on 20 de Outubro de 2020 at 20:27
    • Responder

    A mobilidade é um mecanismo que permite distribuir os professores, sejam QZP ou Quadro de Escola (pois estes também podem concorrer), tendo em consideração o universo de professores de carreira. Ora, tendo em consideração que os professores estão colocados, então estão a suprir necessidades reais. A solução passa por se abrir vagas de QE …
    A solução de enviar cada professor para o QZP de vinculação (… e os QE?) é uma solução decorrente de uma análise demasiado ligeira do problema…

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