Medir a temperatura na entrada da escola? Sim, porque não?

 

É uma medida mais do que certa. Não se entende porque ainda não foi legislada. Espero que o documento que vai ser emanado com orientações de segurança inclua essa medida cumprindo as indicações da CNPD para que o seu parecer não seja, outra vez, negativo. Se essa medida não for adotada, como pai vou-me insurgir. Cabe a todos nós, pais, professores e restante comunidade educativa, manifestar a nossa insatisfação, não calar a nossa revolta.

Filinto Lima defende essa medida e ontem explicou as suas razões.

Escolas públicas querem medir temperatura

Em maio, a propósito do regresso às aulas dos alunos do ensino secundário, algumas escolas decidiram medir a temperatura aos alunos à entrada – «e muito bem», considerou Filinto Lima. As aulas arrancaram no dia 18 de maio e, logo no dia seguinte, a Comissão Nacional de Proteção de Dados (CNPD) emitiu um parecer, informando que a medição da temperatura, «independentemente de se realizar ou não o respetivo registo, constitui um tratamento de dados pessoais». Nem as orientações da Direção-Geral da Saúde, nem as regras do Ministério da Educação referem a necessidade de medição da temperatura e, por isso, a CNPD considerou que a «restrição a direitos, liberdades e garantias, como seja o direito ao respeito pela vida privada e o direito à proteção dos dados pessoais, só pode ocorrer por determinação de lei, (…), não podendo, por isso, em caso algum um regulamento de um estabelecimento de ensino introduzir inovatoriamente uma restrição daqueles direitos».

Filinto Lima defende que as regras para as escolas deveriam ser iguais às das restantes instituições, sobretudo das privadas. Por exemplo, à entrada de um espetáculo é permitido medir a temperatura – sem o respetivo registo –, ou nos locais de trabalho, as empresas já podem medir a temperatura aos trabalhadores. Aliás, em maio foi publicada uma lei que permite a medição da temperatura nas empresas. «O privado pode fazer e o público não pode? O que é bom para o privado, é mau para o público?», questionou Filinto Lima.

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8 comentários

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    • Hugo on 1 de Setembro de 2020 at 9:25
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    Não vejo a necessidade. As crianças não são maioritariamente assintomáticas? O facto de não ter febre sugere que não tem a doença?

    • Alecrom on 1 de Setembro de 2020 at 9:26
    • Responder

    Mas há quem se oponha?

    • Alexandra Almeida on 1 de Setembro de 2020 at 11:51
    • Responder

    O Hugo, isto é sério demais para ironias.

    • Ana on 1 de Setembro de 2020 at 13:23
    • Responder

    Será assim tão eficaz ? Quando a criança acorda com uma pontinha de febre , é tão comum os pais não avisarem e darem um antipirético antes de irem para a escola! E qd se lhe telefona a avisar mostram-se admirados, esquecem-se é que a criança diz que tomou remédio antes de ir para escola!
    Por isso tenho as minhas reticências face à eficácia da medida!

    • ilda on 1 de Setembro de 2020 at 14:49
    • Responder

    a maioria dos pais tugas encara a escola como deposito de crianças
    nunca valorizaram a escola como centro de saber

    agora nao vai ser diferente

    seja com febre seja com tosse ..tudo para a escola

      • Luluzinha on 1 de Setembro de 2020 at 15:00
      • Responder

      Sim, é um escândalo. Mesmo crianças em plena menopausa, com osteoporose, com Alzheimer ou perturbação demencial senil, tudo vai para a escola. O importante é depositarem as crianças nas escolas. Enfim.

    • Isilda Monteiro on 1 de Setembro de 2020 at 15:13
    • Responder

    Gostaria que a Ilda me indicasse a fonte desta sua informação: “a maioria dos pais tugas encara a escola como deposito de crianças nunca valorizaram a escola como centro de saber”.
    Que afirmação mais ridícula!

    • MaisumCosta on 1 de Setembro de 2020 at 23:15
    • Responder

    Mas o Filinto, além de formado em direito e há 24 anos em cargos de direcção, também fez uma pós graduação em medicina, variante febre?

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