Falta de professores nas escolas. Reservas de recrutamento estão a esgotar-se

O Arlindo referiu todos os números aqui no Blog.

A Zona de Lisboa e Algarve vão ser as primeiras a sentir, mas não as únicas…

 

Falta de professores nas escolas. Reservas de recrutamento estão a esgotar-se

Na semana passada, havia mais de três mil vagas para preencher nas escolas portuguesas. O vice-presidente da Associação Nacional de Professores, Manuel Oliveira, diz que a tendência é para piorar e que as reservas de recrutamento estão a esgotar-se. Filinto Lima, presidente da Associação de Diretores de Agrupamentos, assegura que o problema é estrutural e não se resolve a “apagar fogos”.

A contabilidade não está feita, mas serão muitos os alunos portugueses, sobretudo das regiões de Lisboa e vale do Tejo e do Algarve, que começaram as aulas com furos no horário. Filosofia, Matemática, Geografia, Inglês e Informática/TIC são as disciplinas com mais falta de docentes.

Todas as segundas-feiras chegam às escolas novos professores contratados para suprir as faltas ou substituir os colegas de atestado ou baixa médica, que entregaram a declaração por pertencerem a grupo de risco da covid-19 ou, ainda, que se reformaram.

Até agora, nas três reservas de recrutamento realizadas, já foram colocados 18 335 professores, o que corresponde a mais do dobro do ano passado pela mesma altura (em que tinham sido colocados 7204) e a mais de metade dos professores que concorreram neste ano e fazem parte das listas de contratação inicial.

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7 comentários

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    • sugestão on 29 de Setembro de 2020 at 14:10
    • Responder

    O Ministério da Educação que permita o teletrabalho dos docentes de risco e dos em MPD sem componente letiva, podendo estes lecionarem à distância a qualquer turma que lhe seja atribuída.

    • Ai cobide ai, cobide! on 29 de Setembro de 2020 at 18:02
    • Responder

    Isto porque o Crato não conseguiu eliminar metade dos professores com a PAAC, como tanto ambicionava, senão o estado das coisas ainda era pior.

    • Ana Tavares on 29 de Setembro de 2020 at 20:53
    • Responder

    Na minha escola não hå furos. Os professores que estão ao serviço, principalmente os mais velhos, estão a fazer substituições dos professores que faltam e dos que ainda não foram colocados. Eu tenho marcadas no meu horário 3 horas para substituições.

    • Atento on 29 de Setembro de 2020 at 21:43
    • Responder

    ……
    ……………….

    Tadinhos!….as palermas e os palermas dizem que andam a fazer substituições. Sao mesmo Otarias!….
    Temos pena!…. o Antonio Bosta agradece.

    . ….
    ……………..

    • anónima on 29 de Setembro de 2020 at 23:23
    • Responder

    “Reservas de recrutamento estão a esgotar-se”. Vamos a factos para entender o que se está a passar:
    – só existiram até agora três reservas de recrutamento, e dessas três, só duas contemplaram horários de substituição. Estamos quase em outubro e só saíram portanto duas listas com substituições.
    – o ministério não se dignou a dar permissão para passar os horários para os quais não houve candidatos na reserva de recrutamento no concurso nacional para contratação de escola. O que não se entende, pois se nenhum candidato manifestou preferência para um certo agrupamento dentro dum determinado intervalo de horário na contratação inicial, não irão aparecer mais candidatos por mais listas que saiam. Estamos a falar de turmas sem professores. Estes horários estão simplesmente na gaveta.
    -nos últimos anos as RR eram por sistema à sexta-feira, agora “vai havendo” listas em dias imprevisíveis.
    Posto isto, existem mais algumas razões para não haver assim tantos candidatos. Existe o problema dos professores em horários incompletos a quem os dias de trabalho não estão declarados corretamente à segurança social. O professor desconta a mesma taxa do que qualquer trabalhador, mas isto não lhe garante o prazo de garantia para qualquer direito social (baixa, desemprego) e afetará a reforma. Outro problema é dos horários temporários: encontrar casa para um, dois ou três meses pode ser difícil em certas zonas de Portugal.
    Sim, o problema é estrutural e já tem vários anos (já o ano passado várias turmas passaram o ano todo sem algumas disciplinas, aconteceu por exemplo ao meu filho na disciplina de Francês), no entanto só nos grupos e blogs de professores se reconhece o problema. Os pais não reclamam, ou reclamam pouco. O ministério não diz nada, aliás, o próprio ministro nem sabe quando saem as reservas de recrutamento.
    Não sou nenhuma “pensadora”, mas há duas medidas que ajudariam a resolver a falta de professores: correção dos dias declarados à segurança social em horários incompletos e um subsídio de deslocação / instalação para professores deslocados.

    • Cristina Leitão on 30 de Setembro de 2020 at 8:54
    • Responder

    Os recém-licenciados não arranjam colocação ou então têm de ir para longe… O ordenado não chega para pagar viagens e estadia… Não há nemhuma progressão na carreira… Passas anos a ganhar sempre o mesmo e não sais do sítio. A própria classe deveria ser mais unida, mas as pessoas cada vez mais se viram umas contra as outras e boicotam o trabalho dos colegas. Muita graxice e delação, pouca meritocracia… Isto torna um ambiente de trabalho muito asfixiante. Aos anos que isto é assim… É triste, mas é verdade. Uma pessoa tem de ser feita de ferro para sobreviver.

    • Lurdes on 30 de Setembro de 2020 at 22:31
    • Responder

    Este Post é Falso e é umAbsurdo. O que não falta são Professores de Matemática. Sou professora de Matemáticahá mais de 10 anos e não consigo arranjar horário completo. São sempre hoorarios incompletos ou Temporários. Por favor não enganem as pessoas a Postarem lixo!

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