Falta de auxiliares nas escolas a uma semana do arranque do ano letivo
As escolas do concelho de Viseu não têm auxiliares educativos suficientes para o arranque do novo ano letivo. O presidente da Câmara fala em cerca de 100 a menos. Uma situação que, segundo Almeida Henriques, se verifica em quase todas as escolas.
“Temos 230 auxiliares que são dos quadros da Câmara. A fatia principal ficava nos nossos jardins de infância, que são da nossa competência, e dispensávamos, todos os anos, cerca de 90 auxiliares para as escolas do ensino básico. Este ano, com as medidas de segurança que nos estão a ser solicitadas pela Direção-Geral da Saúde, temos que reforçar o número de auxiliares nas creches e jardins infantis”, começa por explicar o autarca.
“Por outro lado, as escolas, que estão na dependência do Ministério da Educação, face às limitações, estão a sentir a necessidade de reforço de auxiliares educativos. Não há, neste momento, praticamente nenhuma escola em que este problema não esteja a ser colocado. As aulas vão começar com défice de auxiliares educativos”, alerta Almeida Henriques, acrescentando que é o Governo que tem de resolver a situação.
“A Câmara não se pode substituir ao Ministério da Educação. Ainda não assumimos a descentralização de competências. Estamos a negociar para o fazermos no próximo ano. E aí, se tivermos que fazer a admissão de mais alguns auxiliares educativos, dentro da verba que o Ministério da Educação vier a transferir para a Câmara, poderemos vir a promovê-lo. Neste momento, não temos responsabilidade nisso. Tem de ser o Ministério a assegurar esse reforço. É uma questão que me parece que não esteja a ser acautelada e temo que, nos primeiros dias, surjam questões complicadas. O Ministério da Educação tem uma semana para mostrar o que vale”, frisa.




1 comentário
Não sabemos já o que o ME vale?
É preciso esperar uma semana?
Ps perguntem ao Filinto e ao senhor da Conpaf o que o ME vale…