Alunos portugueses são únicos da OCDE com cada vez melhores resultados
Os alunos portugueses foram os únicos da OCDE que têm vindo a melhorar significativamente os seus desempenhos a Leitura, Matemática e Ciências, segundo uma análise que compara o desempenho académico de jovens de 15 anos desde 2010.
Esta é uma das conclusões da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) com base nos resultados que os alunos de 15 anos têm nos testes PISA (Programme for International Student Assessment), desde 2010.
Na última década, os gastos médios por aluno nos países da OCDE aumentaram mais de 15% mas este investimento não se traduziu em grandes melhorias de desempenhos escolares, revela o relatório divulgado esta terça-feira.
A única exceção é Portugal. O país destaca-se por ser o único país da OCDE que conseguiu que os seus alunos “melhorassem significativamente” os seus conhecimentos ao longo dos anos a Leitura, Matemática e Ciências.
Os resultados foram divulgados esta terça-feira na publicação “Effective Policies, Successful Schools” (Políticas Efectivas, Escolas de Sucesso), que constitui o quinto e último volume de série PISA 2018, que agrega dados de 79 países e economias.
Nesta comparação entre o dinheiro investido e os resultados académicos, o secretário-geral da OCDE, Angek Gurría, chama também a atenção para o caso de sucesso registado em quatro províncias da China: Pequim, Xangai, Jiansgsu e Zheijiang.
Os alunos chineses obtiveram melhores resultados a Matemática e Ciências, quando comparados com os restantes alunos dos outros 78 sistemas de ensino analisados.
Além disso, numa análise comparativa entre estudantes de diferentes meios sócio-económicos, os chineses mais carenciados conseguiram ter melhores resultados do que o aluno médio da OCDE. O grupo de 10% de alunos desfavorecidos chineses estão ao mesmo nível de desempenho que o grupo dos 10% de alunos favorecidos de alguns países da OCDE.
3 comentários
Não será o momento ideal de pôr fim ao PISA?
Temo que o grande capital financeiro internacional ande a preparar as coisas para que esses resultados comecem a… infletir.
Claro que somos os únicos… os únicos a passar alunos com 5, 6 e 7 negativas… os professores são coagidos pelas direções das escolas a passarem de ano alunos sem as competências necessárias… tudo em prol do ranking das escolas e dos tachos. Daqui a uns anos vamos constar nas estatísticas como um dos países com uma das classes trabalhadoras com menos competências e mais incultas… e aqueles que são realmente bons, irão trabalhar para o estrangeiro por falta de capacidade económica em Portugal. E depois admiram-se de as empresas não quererem aumentar os ordenados dos trabalhadores por cada vez serem mais incompetentes e incultos… só será viável a mão de obra barata face à competitividade num mercado cada vez mais competitivo… tal como na china.
Ai acredito perfeitamente. Com o facilitismo a que temos vindo a assistir, tudo isso é perfeitamente compreensível.