Janeiro 2020 archive

Lista Colorida – RR18

Lista Colorida atualizada com colocados e retirados da RR18.

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Hoje é Dia Internacional da Educação

 

A Assembleia Geral das Nações Unidas proclamou, em dezembro de 2018, o dia 24 de janeiro como o Dia Internacional da Educação. A meta é assinalar o papel da educação para a paz e o desenvolvimento.

Em Portugal, pouco se tem para celebrar, resta-nos a força que os nossos alunos nos dão para seguirmos em frente.

“A educação é a força mais poderosa de que dispomos para garantir melhorias significativas em matéria de saúde, estimular o crescimento económico e aproveitar o potencial e a inovação de que precisamos para construir sociedades mais resilientes e sustentáveis. Isso significa que não há evolução sem educação, porque ela encerra em si o princípio de tudo, tarefa que divide com a importância da cultura e dos ativos culturais, seja pela arte ou pelos costumes. Na verdade, será talvez neste ponto que as sociedades mais facilmente se dividem em mais ou menos desenvolvidas. É esta a peça que atrasa o desenvolvimento de tantos povos e que acaba por tornar desigual o acesso ao mercado e, através deste, ao sucesso na vida.”

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423 Colocados na RR18

Foram colocados 423 Contratados na Reserva de Recrutamento 18, distribuídos de acordo com a tabela abaixo. Nesta reserva mais de 40% dos colocados já estiveram noutros contratos este ano letivo.

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S.TO.P alcança objetivo para iniciar processo no Tribunal Europeu contra Ultrapassagens

 

Colegas, CONSEGUIMOS!

Alcançámos a 24/1/2020 o valor de 8430,77 euros, o que equivale a 105,4% do objetivo pretendido (e antes do prazo limite).

A PARTIR DESTA PUBLICAÇÃO E UMA VEZ ALCANÇADO O OBJETIVO PRETENDIDO, INFORMAMOS QUE DEVEM SER SUSPENSOS OS CONTRIBUTOS MONETÁRIOS PARA ESTA CAUSA – FUNDO JUDICIAL DOCENTE.

IMPORTANTE: Até dia 31/1/2020, continuaremos a receber as PROVAS para a fundamentação de uma a Ação Judicial. Alertamos novamente todos os docentes para o facto de ser extremamente importante o ENVIO DESSAS PROVAS.

Mais uma vez reafirmamos que relativamente às ultrapassagens não queremos ir contra a subida desses colegas na carreira, mas simplesmente provar a injustiça que muitos colegas estão a ser vítimas por nem todos terem subido, uma vez que, PARA TEMPO DE SERVIÇO IGUAL DEVERIAM ESTAR TODOS NO MESMO ESCALÃO.

Assim, neste sentido, disponibilizamos dois emails específicos para a recolha de provas concretas e fundamentadas sobre as temáticas em causa:

1- [email protected] (específico para o caso das ultrapassagens verificadas na Progressão da Carreira Docente);

2- [email protected] (específico para um concurso de docentes mais justo em que o critério prevalecente seja o respeito pela graduação profissional).

PARTILHA com mais colegas.

P.s. O último extrato encontra-se no 1º comentário a este post.

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Os processos judiciais interpostos por ultrapassagens estão a “andar”…

Exmo. Associado do SPZC,

Tendo V.a Ex.a manifestado interesse em aderir à Ação Judicial da
Ultrapassagens, e no seguimento da N/ comunicação de 8/11/2019, vimos pelo
presente informar, que foi proferido despacho pela juiz do Tribunal
Administrativo e Fiscal de Coimbra pronunciando-se pela desnecessidade de
realização da audiência prévia no âmbito do supra referenciado processo.
Quer isto dizer, que entende a magistrada titular do processo que estão
reunidos todos os factos e documentos que permitam que tome uma decisão
sobre a causa, pelo que muito provavelmente haverá uma decisão sem
necessidade diligência.

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Reserva de recrutamento n.º 18

Publicitação das listas definitivas de Colocação, Não Colocação, Retirados e Listas de Colocação Administrativa – 18.ª Reserva de Recrutamento 2019/2020.

Aplicação da aceitação disponível das 0:00 horas de segunda-feira, dia 27 de janeiro, até às 23:59 horas de terça-feira, dia 28 de janeiro de 2020 (hora de Portugal continental).

Consulte a nota informativa.

 

SIGRHE – aceitação da colocação pelo candidato

 Nota informativa

Listas

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Guia Prático: Os Direitos das Pessoas com Deficiência em Portugal

Guia Prático: Os Direitos das Pessoas com Deficiência em Portugal [PDF | 22 MB | 106 páginas] é uma medida Simplex +  que reúne informação de várias áreas de interesse e respetivos serviços públicos em Portugal, visando promover a autonomia e a cidadania das pessoas com deficiência e facilitar a tomada de decisão e a promoção de inclusão.

Neste Guia é disponibilizada informação sobre apoios sociais, medidas de apoio ao emprego e formação profissional, benefícios sociais e fiscais e informação prática sobre a rede de Balcões da Inclusão ou sobre como solicitar um Atestado Médico de Incapacidade Multiuso.

Este Guia é também um instrumento formativo, na medida em que esclarece sobre terminologias corretas a adotar, contribuindo para apoiar as pessoas com deficiência na concretização dos seus direitos e na sinalização de práticas de discriminação em razão da deficiência.

Pode descarregar a versão acessível pdf e a versão ebook.

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PROFESSORES PRA TODA A COLHER – Agostinho Silva

PROFESSORES PRA TODA A COLHER

(Colheres de pau, pau de carvalho? Zeca Afonso?)

Consta do meu “Curriculum Vitae” (talvez genitivo… do Latim) no FACEBOOK; que andei no seminário…

Lembro que alguns dos mais velhinhos padres (um deles – pelo menos um – um santo homem) contava que quando chegou a “Pórtugau”, foi-lhe pedido que assumisse a lecionação de Matemática.

(Sendo um homem das humanidades) pediram-lhe para dar MATAMÁTICA !! o que aceitou com o natural sorriso que o bom coração lhe transmitia. Pe Lúcio Ribeiro Brandão (apenas coincidência no apelido) preparou-se pois para ser um professor de MATEMÁTICA.

Pediu a um aluno do ano seguinte, para lhe dar aulas de Matemática…. (Espante-se pela humildade !) e assim supriu a sua “impreparação” para a função.

O Pe Lúcio Ribeiro Brandão (brasileiro de nascimento, nos anos de 1923) terá sido, pelo que conheci, o primeiro “PROFESSOR PRA TODA A COLHER”… dava também Ciências (foi meu professor de ciências no 7º ano); Francês e outras disciplinas da sua área de formação original.

Caros colegas, pais e amigos (os do Face e os outros), NÃO TEMAIS !!!… mal vai que não voltemos ao tempo em que para se dar aulas, bastava ter mais umas disciplinas do secundário que os demais colegas.

Eu próprio, depois de uma reflexão ligeira (nem sei se diga isto….) sinto-me preparado, para (a ver novamente pelo que consta do meu FACEBOOK, para dar: Latim, Grego e Hebraico; Espanhol, Francês, Inglês e Português ( e Italiano pra estrangeiros) – isto em Línguas; TODO TIPO DE EXPRESSÕES (pelos anos que levo de teatro, marionetas e afins); Liturgia/Teologia/filosofia e Psicologia (pelos anos de seminário); Mecânica (pelas diversas incursões na construção de figuras públicas, tais como Galo do entrudo, bocagalo, vacagalo etcs); História e Geografia (pelas aparições no património e no território Ibérico); Fisico-Quimica (pelo meu bom aspecto físico, e pela “química” que ainda desperto em alguns corações !).

Se por acaso algum GOVERNO, ou Ministro achar alguma temática (algo Matemática) em falta, avise, que eu lá farei como o Bom Lúcio Ribeiro Brandão (aprenderei com um aluno, para depois dar a aula).

O SONHO de qualquer Governo (ou mesmo Ministro, ou Secretário de Estado – por inerência de funções – como é o caso deste Rodrigues tão BRANDÃO ! (nome de família e não forçosamente adjectivo).. o sonho é isso mesmo; uma sociedade SOCIALISTA sem CLASSE (s) no seu mais profundo sentido. (caminhamos para o cumprimento de uma sociedade sem CLASSE! Alunos sem CLASSE; Professores sem CLASSE… no FUNDO!!! (lá bem no FUNDO) uma EDUCAÇÃO “desCLASSEFICADA”.

Viva a MARIA de LURDES !!! vivam os TITULARES! Vivam os Suplentes! Vivam os dos MINI-CONCURSOS! (viva a SÓCRETINAGEM em GERAL!). Morte ao DANTAS!! PUM !!

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Com horários destes… queixam-se?

Horários em OE de 1 hora letiva? Qual será o tempo não letivo atribuído neste horário?

Estão à procura de professores, ou de alguém que queira ocupar os seus tempos livres?

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I JORNADAS DE MINDFULNESS E COMPAIXÃO

A Associação Portuguesa para o Mindfulness (APM), em parceria com o Centro de Investigação em Neuropsicologia e Intervenção Cognitivo-Comportamental (CINEICC) e a Associação Mentes Sorridentes, está a organizar, nos Auditórios do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC), nos dias 14 e 15 de Fevereiro de 2020, as I Jornadas de Mindfulness e Compaixão.

Ação de curta duração para professores (ACD), reconhecida e certificada pelo Centro de Formação de Professores Minerva.

Está na altura de, em Portugal, ser promovido um encontro que permita uma partilha de conhecimentos e de experiências de aplicação de Mindfulness e Compaixão, nestes diversos contextos. As I Jornadas de Mindfulness e Compaixão terão, igualmente, um forte caráter formativo, sendo dirigidas a Professores, Psiquiatras, Psicólogos e Terapeutas, Gestores e Gestores de Recursos Humanos, Estudantes, assim como ao Público em geral interessado nas temáticas do Mindfulness e da Compaixão.

Para atingir estes objetivos, estas jornadas serão organizadas no formato de conferências e simpósios, os quais contam com a participação de reconhecidos profissionais, com uma vasta experiência, tanto a nível nacional como internacional, na aplicação do Mindfulness e da Compaixão nestas áreas. Adicionalmente, será aberta a submissão de comunicações em formato poster. Haverá ainda a realização de Workshops pós-jornadas sobre estes temas.

Contamos com a Vossa presença!

VER MAIS AQUI

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Aluno esfaqueia colega por questões antigas…

A comunidade educativa continua à espera de medidas que assegurem a sua segurança. O Tiago continua em meditação silenciosa…

Aluno esfaqueado no pescoço por colega em Braga

Um aluno esfaqueou um colega no pescoço, a meio da manhã desta quinta-feira, à porta da Escola Secundária Alberto Sampaio, em Braga.

A vítima foi encaminhada pelo INEM para o Hospital Central de Braga, mas não corre perigo de vida, segundo informações recolhidas pelo JN no local.

A PSP já deteve o agressor, que confessou a autoria da facada, tendo afirmado que se desentendeu com o seu colega devido a questões antigas.

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Um bom exemplo de “municipalização” (Tiago, aparece e traz uma manta!)

Eles visitam escolas renovadas onde foram aplicados os fundos europeus. Descerram placas com os seus nomes gravados e mostram-se orgulhosos por estarem “dependuradas” em paredes que o “outro” senhor mandou erguer. Mandam construir modernos Centros Escolares onde, também, cravam placas nas paredes, em dias de sol. O problema é quando chove, lá dentro como na rua, mas isso é apenas um fait divers.

Escolas onde há problemas de monta não têm  as visitas dos “ilustres”. Escolas destas, reais, não se coadunam com a imagem que se quer fazer passar, “está tudo bem, tudo é perfeito, tudo é uma alegria…”

Crianças do 1º ciclo têm de levar mantas para não passarem frio nas aulas

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35 horários em OE para professores de Português lecionarem TIC

Com as novas orientações sobre as habilitações para lecionar TIC emanadas pela DGAE, todos poderão concorrer a estes horários. Basta ter uma qualquer formação creditada em TIC.

 

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REUNIÃO CORDATA MAS SEM ATA – Pró-Ordem

 

 

REUNIÃO CORDATA MAS SEM ATA

 

1 – A Associação Sindical dos Professores Pró-Ordem reuniu hoje com o Ministro Tiago Brandão Rodrigues e com os seus dois Secretários de Estado para a área da Educação, todos eles membros do XXII Governo Constitucional, os quais não obstante terem tomado posse há mais de três meses, só agora receberam a Pró-Ordem, bem como as restantes organizações de pessoal docente.

Em virtude de se tratar da primeira reunião desta Legislatura, a Pró-Ordem apresentou de viva voz a Suas Excelências, titulares do órgão de soberania Governo, nuns casos, a necessidade de abertura de processos negociais, noutros casos de mera audição sindical, no seguinte sentido:

Recuperação do restante tempo de serviço – 6 anos, 6 meses e 23 dias – de modo ao reposicionamento no competente escalão e à respetiva subida de índice remuneratório.

– Um regime específico de Aposentação Docente, que tenha em conta a sobrecarga de trabalho e o desgaste rápido, agravado com a crescente indisciplina dos alunos.

– Baixar a idade para haver direito à redução da componente letiva.

– Reduzir a carga burocrática nas escolas e por horários de trabalho legais.

– Revisitar o atual regime legal de concursos para a docência.

Melhorar as escolas degradadas tornando-as mais “amigas” dos docentes e discentes, mais confortáveis no inverno e no verão e procedendo completamente ao fim do amianto.

– Valorização do estatuto legal do corpo docente tipificando – sem margens para dúvidas – a agressão aos professores – de qualquer nível ou grau de educação e ensino – como crime público, conferindo-lhe caráter de urgência e disponibilizando patrocínio judiciário aos docentes agredidos.

– Reformular o atual regime de gestão escolar com o reforço da colegialidade e da participação docente.

2 – Na sua resposta os três membros do Governo presentes limitaram-se a elencaram aquilo que consideram ter sido toda uma série de realizações em prole da escola e dos seus profissionais docentes e não docentes, afirmando que valorizam muito o conjunto das organizações sindicais.

Relativamente ao crime de ofensas corporais cometido sobre docentes, o Ministro manifestou-se atento e interessado, mas citou Jurisprudência que já o tipifica como crime público, porém, devido à separação de poderes existente no seio do Estado, a sua perseguição consequente constitui uma competência própria e autónoma do Poder Judicial.

Embora a equipa governativa tenha mostrado grande cordialidade e abertura a futuros procedimentos negociais, nesta reunião não ficou calendarizado nenhum processo negocial sobre os assuntos supra-referidos, não tendo sido elaborada qualquer ata.

Ficou apenas o compromisso por parte do Ministro da Educação de que estas reuniões irão acontecer sempre que se entenda necessário e com a periodicidade que se entenda adequada.

Lisboa, 22 de janeiro de 2020

O Presidente da Direção

Filipe do Paulo

 

 

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Declaração de João Dias da Silva no final da reunião com o ME

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Comunicado FEPECI sobre a reunião com o ME

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PREVPAP – Perguntas frequentes – Aditamento (FAQs

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Resumo da reunião ME/Sindicatos

 

Reunião de pura propaganda cor de rosa. O ME tudo faz em prol da escola publica.

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As vidas de 2020 – Carmo Machado

As vidas de 2020

Ser professor é lidar diariamente com muitas vidas. As nossas, as de alguns colegas e as muitas (demasiadas) vidas dos nossos alunos que, quer queiramos quer não, acabam por se entrecruzar com as nossas nas muitas horas em comum passadas nas salas de aula, em visitas de estudo, nos corredores, no bar da escola e até, muitas vezes, fora da escola.

Com o recomeço das aulas neste segundo período, fui confrontada com uma situação que me deixou a pensar. Tinha uma hora de direção de turma entre as nove e as dez horas da manhã e fui a correr à reprografia (que fica afastada, quase na outra ponta da escola) buscar as fichas individuais dos alunos que mandara imprimir para entregar aos pais na reunião de encarregados de educação. Ao passar por uma zona que dá acesso ao wc dos professores, reparei que alguém estava deitado num banco comprido e estreito de cimento onde os alunos gostam de se sentar nos intervalos das aulas. Aproximei-me lentamente. Não havia ali mais ninguém e pensei que talvez o aluno se estivesse a sentir mal. Mas ele dormia profundamente e ouvia-se o seu ressonar. Entretanto saiu uma colega da casa de banho que, perante este panorama, manifestou a sua indignação para com o aluno, criticando-o por estar a dormir em pleno espaço escolar. Eu, confesso, preocupei-me em perceber o que se passava com aquele aluno e com a sua vida.

Conheço o L. desde o oitavo ano de escolaridade. É meigo, humilde, educado. Vive com um familiar distante e os pais ficaram algures em África. As suas dificuldades linguísticas fizeram-no repetir o nono ano mas conseguiu chegar ao décimo segundo onde agora se encontra a marcar passo numa tentativa de o concluir (deixou duas disciplinas em atraso, Português e Matemática). Nesse dia,  L. chegara à escola às oito para ter aula mas perante a ausência do professor, a seguinte só seria às dez. Com duas horas de espera, o L. não desistiu e em vez de abandonar a escola, decidiu esperar pela aula seguinte – duas horas depois. Estendeu-se no único local que lhe permitia descansar um pouco, tapou a cabeça com o capuz do seu casaco e adormeceu. Quantas vezes não senti vontade de fazer o mesmo… Devo dizer-vos que se eu tivesse uma mantinha comigo, tinha tapado o L.

A minha escola, como todas as escolas, tem muitas vidas que fazem pensar. Ontem, no final de uma aula, a poucos minutos do toque das dez, desabafei que estava com fome e perguntei aos meus alunos o que tinham tomado ao pequeno-almoço. Numa turma de trinta, só três tinham comido algo antes de sair de casa: bolachas de chocolate. Antes do intervalo grande da manhã (vinte minutos), é triste ver os alunos aflitos de urgência para sair da aula e acorrerem ao bar onde compram uma ou duas sandes de pão branco com manteiga e um sumol. Basta espreitar a longa fila que ali se forma e os alimentos que consomem para perceber que algo está muito mal… Sigo para a aula seguinte e sou confrontada com mais uma situação, das muitas com que um professor se confronta no seu dia a dia: duas adolescentes, altas e robustas, engalfinhadas, numa luta corpo a corpo de respeitar, seguida de uns puxões de cabelos e concluída com alguns palavrões atirados com vigor. Gajos, stora!, diz-me uma aluna de ar pacato enquanto me pisca o olho.

Mas nem sempre é assim. A angústia de não saber como lidar com os problemas de sexualidade de alunos ou alunas, muitas vezes totalmente desconhecidos dos pais ou encarregados de educação, assalta-me muitas vezes. Pode ser mais um tormento para o professor que é diretor de turma. Porque o aluno desabafa connosco e ficamos – quantas vezes – sem saber o que fazer. A B. é lésbica e namora com a C. de uma outra turma do mesmo ano. A mãe não sonha e se sonhasse não gostaria. A B. tem apenas catorze anos. A mãe retirou-lhe o telemóvel para a castigar pelas más notas do primeiro período e não a deixa encontrar-se com os amigos. Apenas lhe permite encontrar-se duas vezes por semana, à noite, para ir ter com as “amigas”. Uma delas a C. Que fazer? Contar à mãe quando B. pede por tudo para não contarmos?

Outra aula, numa turma do décimo primeiro ano, tento quase desesperadamente que uma turma de jovens adormecidos consiga ler alguns excertos da obra de estudo obrigatório, a peça Frei Luís de Sousa de Almeida Garrett, quando a A. desabafa perante todos: Antes, quando era mais nova, gostava muito de ler livros. Mesmo, stora! Mas agora a escola ocupa-me o tempo todo e já não leio…

Nem eu, querida…, apeteceu-me responder-lhe. Mas calei-me a tempo. A aluna em questão acabou de completar dezasseis anos de idade. Numa média de cento e vinte alunos, há um que lê (livros). A N. chega sempre à aula de Português com um livro novo que abre nos intervalos. Há dias, a N. pediu-me se em vez de estar atenta à aula, podia ficar a ler o seu livro… Obviamente, respondi-lhe que não. E estupidamente, também.

Na última aula da primeira sexta-feira do segundo período, a C. pediu-me: Stora, posso vir cá para a frente para perto de si? Lá atrás sinto-me bué alone…Podes, sim! Podes sentar-te aqui ao meu lado. Faz-me companhia que eu hoje sinto-me exatamente como tu.

Hoje quando entrei em casa, após duas semanas de aulas, esgotada de tantas tarefas e diferentes, de tantas vidas e diferentes, dei por mim  a pensar que a autonomia e a flexibilidade são só para as escolas. Não para os professores!

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Sindicalistas socialistas não acreditam que este governo defenda os trabalhadores

Se aqueles que outrora sustentaram as lutas socialistas, já não acreditam na capacidade de negociação de um governo, dito, socialista, é porque algo vai mal com este socialismo. Ou é isso ou a democracia está em perigo.

Sindicalistas não perdoam a Costa “falta de respeito”

Militantes representantes dos trabalhadores queixam-se de ser “escorraçados” pelo Governo e deixados de fora da negociação coletiva.

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Assim vamos – Santana Castilho

Assim vamos

1. O ministro da Educação esteve mais de cinco horas no Parlamento, qual louvaminhas de vacuidades, a defender “o mais robusto” orçamento que já apresentou. Em síntese, diz o Governo que vai rever o modelo de recrutamento de professores, estudar a hipótese de substituir aulas por outras actividades para os que tenham mais de 60 anos, considerar a criação de incentivos para determinados grupos de recrutamento, alargar ao 2.º ciclo do ensino básico a malfadada “escola a tempo inteiro”, rever a portaria de rácios funcionários/alunos e promover uma nova geração de “contratos locais de segurança”.

O que se pode dizer sobre o orçamento para a Educação varia segundo o que tomarmos por comparação. O seu valor tem aumentado ano após ano do governo PS, depois de uma década em que foi reduzido em 12%? Sim, mas ainda está aquém da expressão que tinha antes da troika e, por referência ao PIB, os três últimos orçamentos são os piores desde que aderimos ao euro. Admitiram-se cerca de 5500 novos funcionários? Sim! Mas esses devem ser comparados com os 24.000 que saíram de 2011 a 2015.

Da lista vasta de promessas não cumpridas pelo governo do PS, este orçamento retoma a universalização da educação pré-escolar a partir dos três anos. Porém, pelo andar das negociações, não me surpreenderá que medidas protectoras de cães e gatos se sobreponham a medidas protectoras de crianças que teimam em não nascer.

2. Agora, aulas de português podem ser dadas por professores de inglês, francês, alemão ou espanhol, de geografia por professores de história e de informática não importa por quem, desde que tenha frequentado uma qualquer acção de formação sobre a matéria. Ora o problema não se resolve com uma “nota” manifestamente ilegal e desqualificante da classe e da escola pública. Em vez de criarem condições para que profissionais com habilitação (que os há) aceitem os lugares vagos, os responsáveis puxaram pela cabeça e actuaram segundo a ideologia grunha para a Educação do século XXI (que todos passem sabendo o que souberem, desde que a escola os guarde a tempo inteiro, para que os pais trabalhem cada vez mais, ganhando cada vez menos).

3. A imprensa afanou-se a noticiar que 45.000 docentes foram promovidos em 2019 e que mais de 6000 atingiram o topo da carreira, graças ao milagre do descongelamento e recuperação de tempo de serviço. Providencial ênfase dada a promoções que, tivesse a lei vigente sido aplicada, se deveriam ter verificado em 2011, mas servem agora para branquear a provocação de uma proposta de aumentos de 0,3%, para salários estagnados há dez anos.

4. António Lacerda, secretário de Estado da Saúde, receitou chá e bolos para combater os agressores dos médicos. Do entender meloso do governante depreende-se mesmo que se as paredes das salas de espera dos hospitais forem pintadas de rosa, talvez se diluam os níveis de tensão. Razão tem o governante para reflectir com tamanha profundidade, porque professores, médicos, enfermeiros e assistentes operacionais viraram sacos de pancada de agressores que ficam livres, com simples termo de identidade e residência. Entretanto, a mulher que agrediu uma procuradora e uma juíza foi imediatamente presa e assim continuará até ser julgada. Será que este exemplo passará a servir de modelo para situações similares de outros exercícios profissionais? Será que a mão pesada que se ergueu para proteger a integridade física de juízes e procuradores passará a proteger o ventre das professoras grávidas agredidas no seu local de trabalho?

5. Na reabertura da oficina da Comboios de Portugal, António Costa disse ter o sonho de passarmos a fazer parte do clube dos produtores de comboios e que, para tal, o país tem de ser “persistente e não voltar a cometer erros que no passado foram cometidos”. Ao sonho, o primeiro-ministro parece ter acrescentado o remorso, que poderia ter explicitado melhor. É que a Sorefame foi totalmente extinta em 2001, era António Costa ministro no Governo de António Guterres. Para os mais novos, recordo que a Sorefame foi uma das maiores empresas portuguesas que, há mais de 40 anos, nos fez entrar no clube dos construtores de comboios

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As Novidades do Orçamento de Estado

Faltar ao trabalho para ficar em casa com filhos doentes passa a ser pago na totalidade

 

Famílias com dois ou mais filhos vão ter direito a cheque para ajudar a pagar a creche.

As baixas para assistência a filhos em caso de doença ou acidente vão ser pagas a 100%, a partir da entrada em vigor do novo Orçamento do Estado, a garantia foi dada pela ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Ana Mendes Godinho, numa entrevista ao Público.

1.524 milhões de euros é o valor que o Executivo atribuiu no Orçamento deste ano para estimular a natalidade e apoiar a parentalidade. Sublinhe-se que o montante é mais do que 50% superior aos mil milhões de euros contemplados, com o mesmo objetivo, no documento em 2015, segundo o Observador.

Até agora, as baixas por assistência aos filhos eram pagas a 65% pela Segurança Social, sendo que os pais podem dar 30 faltas anuais por cada filho, enteado ou filho adotado menor de 12 anos. Estas ausências são consideradas justificadas pela entidade patronal, havendo o respetivo desconto no salário dos dias em causa, sendo, no entanto, possível receber um subsídio da Segurança Social, para o qual é necessário apresentar a declaração médica a comprovar a necessidade de assistência. É esta prestação social que passa a poder ser paga a 100%.

Além deste aumento da comparticipação, as novas medidas de natalidade contemplam também o alargamento da licença obrigatória por parte do pai após o nascimento dos 15 para os 20 dias.

Ana Mendes Godinho adiantou ainda, na mesma entrevista ao Público, que a partir do último trimestre deste ano todas as famílias com dois ou mais filhos até aos 3 anos vão passar a receber um cheque para ajudar com as despesas da creche, seja ela privada ou pública. O valor está, no entanto, ainda por determinar.

A ministra anunciou ainda a criação de 4.500 vagas em creches, nomeadamente em Lisboa, Setúbal e Porto, concelhos cuja “taxa de cobertura é inferior a 33%”.

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Professores em regime de monodocência com mais de 60 anos podem deixar de dar aulas – José Carlos Campos

Professores em regime de monodocência com mais de 60 anos podem deixar de dar aulas

Por que surge a possibilidade de os docentes do pré-escolar e 1.º ciclo mais velhos poderem trocar as aulas por outras atividades escolares? Que outras atividades desempenharão para garantir o aproveitamento pleno das suas capacidades profissionais? O que leva os sindicatos a duvidarem desta intenção?
Estas são algumas das questões que se levantarão no interior de cada docente para entender o motivo da possibilidade desta medida ser implementada. Em meu entender, teremos de recuar a 8 de junho de 2017, aquando da discussão da idade da reforma, no debate quinzenal da Assembleia da República, e no qual o 1.º ministro tem a seguinte intervenção: “…relativamente à idade de reforma, aquilo que é entendimento pacífico é que não deve haver alterações nessa idade, deve haver sim, uma alteração e criar condições, para que possa haver um conteúdo funcional distinto, em particular, relativamente àquelas situações onde há efectivamente discriminação, que tem a ver com situações de monodocência que não beneficiam de redução de horário.” Posteriormente, o programa do governo confirma: “Sem contrariar a convergência dos regimes de idade da reforma, encontrar a forma adequada de dar a possibilidade aos professores em monodocência de desempenhar outras atividades que garantam o pleno aproveitamento das suas capacidades profissionais”.
Agora, a secretária de Estado da Educação, Susana Amador, esclareceu que existe a possibilidade de os professores monodocentes com mais de 60 anos poderem deixar de dar aulas, se quiserem, e passar a exercer outras atividades na escola. Adiantou que se pretende explorar cenários que permitam aos professores após os 60 anos desempenhar outras atividades, garantindo o pleno aproveitamento das suas capacidades profissionais. Deu como exemplo fazer mentoria aos mais novos ou ajudar os professores titulares a fazer o diagnóstico e as causas das dificuldades de aprendizagem. Também acrescentou que a medida não está ainda calendarizada, mas que será implementada ao longo desta legislatura. A medida será estudada por um grupo de trabalho que fará o diagnóstico, a calendarização, o número de pessoas abrangidas e quais as atividades onde podem ser potenciadas no campo do ensino. Os sindicatos mostram-se muito cautelosos relativamente a esta matéria, colocam muitas reticências e entendem que a medida deve ser “estudada”. Vêem, por enquanto, gorada a sua reivindicação da reforma antecipada dos professores para 60 anos de idade. João Dias da Silva da FNE considera que deixar as aulas “não é a solução”, mas sim uma “solução de recurso”. Mário Nogueira da FENPROF concorda com o regime especial, mas considera que não será fácil colocá-lo em prática.
Entretanto, há pontos que entendo como fulcrais e imprescindíveis. Se a tutela entende que não se deve contrariar a convergência dos regimes de idade da reforma e tendo em conta o desgaste provocado pela atividade profissional docente, poder-se-á iniciar por compensar aqueles professores que tiveram um apagão completo das 9 A 4M 2D, não tendo beneficiado de qualquer dia da recuperação dos 2A 9M 18D. Assim sendo, todos os docentes independentemente do ciclo ou nível de ensino deveriam beneficiar, pelo menos, de 50% dos 2A 9M 18D para efeitos de aposentação. Esta decisão seria, no mínimo, uma elementar justiça para estes docentes e reduziria o número de professores a beneficiar desta medida, atendendo ao facto da elevada percentagem de monodocentes com mais de 60 anos.
Relativamente à medida em si, os monodocentes com mais de 60 anos que optarem por deixar de dar aulas deveriam beneficiar da concessão de dispensa total da componente letiva, não havendo de forma explícita apoios educativos (individual ou em grupo), coadjuvações ou substituições. A componente não letiva de estabelecimento ser limitada a vinte horas semanais. Aceitar o preconizado pela secretária de estado relativamente à mentoria aos colegas mais novos ou ajudar os professores titulares a fazer o diagnóstico e as causas das dificuldades de aprendizagem. Assim como estabelecer outras funções nomeadamente, as atividades previstas nas alíneas d), f), g), i), j) e n) do n.º 3 do artigo 82.º do ecd, que atualmente já são prescritas para a dispensa da componente lectiva no n.º 7, do artigo 79.º.
Tratam-se apenas de algumas sugestões, entretanto aguardemos pelas próximas reuniões negociais entre a tutela e os sindicatos. Será caso para dizer que muita água passará debaixo da ponte até esta medida se consolidar.

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É necessário um polígrafo em cada esquina no que toca à Educação – Maria João Almeida

 

É necessário um polígrafo em cada esquina no que toca à Educação

Após a apoteose de textos corridos e comentários sobre os “não chumbos” no ensino básico, eis que surge um novo “cai o Carmo e a Trindade” no seio dos fóruns educacionais livres de filtros mas repletos, como habitualmente, de caixinhas mentais que operam no senso comum, numa raiva contida, numa cor partidária, ou num arrasto de jogos constantes do telefone estragado que vão contaminado até as mentes supostamente mais esclarecidas. O ruído de tom feroz consegue ser, por vezes, bastante persuasivo.

A nova polémica parece ser uma espécie de projeto-piloto que vai ser iniciado em dez agrupamentos de escolas e que pretende prolongar o horário aos alunos do 2.º ciclo, das 9h às 17h. Medida esta que pode ser generalizada após 2022.

Rapidamente, os espaços destinados à destilação de opiniões, inúmeras vezes sem fundamento, foram invadidos de cartas abertas de pais, professores, funcionários e entusiastas da educação que utilizaram, em tom de incredulidade, as seguintes palavras; “Um cárcere”, “Uma prisão”, “Inconcebível” e o habitual “Vergonha” a quem o “simpático” André Ventura nos tem acostumado. Não deixa de ser curiosa a existência de uma percentagem elevadíssima de crianças que ficam na escola até esta hora, ou mais tarde, por incompatibilidade de horários laborais dos seus Encarregados de Educação. São estes que assumem, inúmeras vezes, a incapacidade da escola de conseguir dar resposta aos seus educandos. Não conheço os números certos, mas ao longo do meu percurso presenciei, sem qualquer erro de cálculo, a metade dos alunos a terem de esperar para depois das 17h alguém que os viesse buscar.

Recordo-me de uma amiga que verbalizava, há pouco tempo, que a sua filha de um ano teria agora de começar a ficar na escola das 9h às 19h e, perante o olhar horrorizado de quem ouvia, disse: Que posso fazer? Não tenho ajudas, peço o desemprego? Um ano…

Idealmente deveria ser este o ponto de partida. Longe estamos dos tempos em que a aldeia educava a criança. Alguém estaria com ela ou a iria buscar. A atualidade é bem diferente. Há avós que não conseguem estar disponíveis, não há avós, não há dinheiro para empregadas e não há dinheiro para pagar rendas e empréstimos se não trabalharmos.

Sempre fui apologista de que a escola não poderia ser um contentor de armazenar crianças e que o seu papel deveria (deve) ser bem definido. Continuo exatamente na mesma linha de pensamento, mas com uma condicionante, a escola é produtora de sociedade e um espaço de excelência que sim, também educa. Criar diferentes espaços e horários na escola com papéis bem definidos pode ajudar no processo de desenvolvimento dos alunos. Lembremo-nos do que trouxe o Desporto Escolar à escola, a capacidade de, independentemente do sítio ou dos meios com que a criança nasceu, ter a oportunidade de realizar várias experiências que em casa dificilmente poderia realizar. Aliás, é este o propósito da instituição Escola. Quando há rigor e organização, a escola é o sítio privilegiado para a conquista de inúmeras competências tendo a família como aliada. E este rigor e organização implica, também, definir bem os limites da escola na intervenção.

Analisemos o seguinte cenário: crianças que chegam a casa às 19h, que vão ainda fazer os trabalhos de casa, projetos, onde os pais exaustos do trabalho não são inundados de uma leveza saudável para a realização sã destas atividades (trabalhos de casa não têm de implicar apenas fichas de trabalho, mas coisas simples como a leitura de uma notícia, livro, debate com os pais). Rapidamente ambos são contaminados pelo cansaço, pelas palavras e atitudes pouco pensadas criando um pequeno caos que a hora de dormir não permite recuperar ou “fechar o círculo” para que o fim do dia seja saudável.

Não poderá a escola, através de uma organização pensada, tendo em conta o seu projeto escolar, minimizar estas situações? Não é isso que tantos Encarregados de Educação almejam?

É verdade que a escola se tem tornado um bode expiatório cada vez mais frequente e cada vez mais fácil de atacar (a todos os níveis). Nada ajuda. Descredibilização do ensino, dos professores, muitos autodidactas de internet, de modelos, de crenças, de definições (de sofá) que se tornaram a nova bíblia. Todos, de repente, sabem falar de educação e das suas especificidades.

Por isso, calma, pessoas. É um projeto-piloto. É um projeto com fundamentação, com objetivos, com uma forma de operacionalização, com avaliação de impacto e com conclusões. Não é um texto do Wikipedia ou um site desconfiável.

Avaliemos primeiro. Critiquemos depois, com fundamento, de preferência.

 

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Tabelas de IRS 2020

 

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Desconto para IRS aumenta 0,3%

Pagas, já, este mês, recebes aumento sabe-se lá quando…

As novas tabelas de retenção na fonte vão ser publicadas esta terça-feira em Diário da Repúblicaavança o Correio da Manhã (conteúdo pago), e os salários dos funcionários públicos e dos pensionistas já vão receber este mês com as novas tabelas que foram atualizadas em 0,3%, ou seja, a taxa de inflação do ano passado e que ditou também os aumentos da Função Pública previstos na proposta de Orçamento do Estado, mas que ainda estão a ser negociados com os sindicatos da Função Pública.

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Workshop Dislexia – adaptações em sala de aula

Data: Segunda-feira, 3 de fevereiro de 2020 às 18:00 – 20:00

Local: Rua de Cervantes, 414, 4050-186 Porto

A Doutora Helena Serra vai trabalhar, neste Workshop, as possíveis adaptações que os alunos com Dislexia podem e devem ter nas salas de aula de acordo com o Decreto-Lei 54/2018.

Inscrições através de mensagem privada de Facebook da Descolar.
Valor: 15 €

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Como criar uma publicação acessível no Facebook

Sabia que ao criar uma publicação no Facebook pode colocar um texto que descreve a imagem que publicou?
As imagens seguintes identificam os passos de como fazer uma publicação acessível no Facebook

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Adolescente esfaqueado por colega em escola de Gondomar

Continuam casos, graves, de violência nas nossas escolas, desta vez entre dois alunos.

Medidas contra este fenómeno tornam-se urgentes, chegamos a níveis intoleráveis. O Estatuto do Aluno, ou  não é seguido pelas direções das escolas ou não é suficientemente aplicado para evitar este e outros casos. Também, poderá ter que ser revisto para que um destes dias não choremos sobre o leite derramado.

Adolescente esfaqueado por colega em escola de Gondomar

Um adolescente de 16 anos foi esfaqueado, esta segunda-feira, por um colega na Escola de Santa Bárbara, em Fânzeres, Gondomar, avançou o Jornal de Notícias. A vítima foi transportada para o Hospital São João, no Porto, no entanto não corre perigo de vida.

Não é conhecido o que motivou o ataque do colega da vítima. O autor da agressão está identificado, mas fugiu das instalações escolares antes de as autoridades chegarem ao local.

O autor do crime está em fuga. A polícia está agora a tentar localizar o jovem.

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Aviso de Abertura de Procedimento Concursal Simplificado Local – África do Sul, Namíbia e Zimbabué

Aviso de Abertura de Procedimento Concursal Simplificado Local – África do Sul, Namíbia e Zimbabué

Informam-se os interessados que se encontra disponível o aviso de abertura de procedimento concursal simplificado para o recrutamento local de docentes do ensino português no estrangeiro do 1º CEB e dos 2º/3º CEB e SEC, língua inglesa.

Os horários disponíveis são:

África do Sul

Namíbia

  • 2.º/3.º CEB e SEC – NAM05

Zimbabué

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Tiago fala sobre o OE2020 para a Educação

 

 

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Perito para Docência da Língua Portuguesa

 

Perito para Docência da Língua Portuguesa

Perito para as funções de docente no âmbito do projeto: FOCO.UNTL – FORMAR, ORIENTAR, CERTIFICAR E OTIMIZAR a realizar em conjunto com a UNTL – Universidade de Timor Lorosae

Prazo limite de candidatura: 27/01/2020 (novo prazo)

 (M/F) 

– PERFIL PROFISSIONAL –

País: Timor Lorosae
Referência da posição: Perito para Docência da Língua Portuguesa
Duração da Missão: 12 meses

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Cartoon do Dia – Internet nas Escolas

 

 

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3º Congresso Nacional PHDA

Já está disponível a inscrição para o 3º Congresso Nacional PHDA!
Inscrições com desconto até 1/3/2020
Inscrições limitadas!
Saiba mais em www.congresso.spda.pt

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Apesar do Alargamento das Contratações…

Ainda há alunos sem aulas. Professores arrasam Ministério da Educação

 

 

No Agrupamento da Alapraia, em Cascais, a direção já tentou tudo. Lançou concursos a nível de escola, reformulou horários, enviou e-mails para outros diretores do concelho a perguntar se teriam professores de Informática disponíveis. Na quinta-feira chamaram-se os pais para voltar a explicar as dificuldades que a escola estava a sentir este ano letivo e o que estavam a tentar fazer para garantir que os alunos tivessem finalmente todas as aulas. A História o problema atinge turmas do 7º e 8 º anos e arrasta-se praticamente desde o início do ano letivo, quando o professor da disciplina meteu baixa, mas está à beira de ser resolvido, confia o diretor. A disciplina de Tecnologias de Informação e Comunicação é o caso mais complicado, com turmas do 5º ao 9º ano a não terem tido qualquer aula até agora. “Nem com a nota informativa que o Ministério enviou esta semana conseguimos resolver”, desabafa o diretor, Luís Malta.

A substituição de professores tornou-se uma verdadeira dor de cabeça. A desigual distribuição de docentes pelo país e o elevado custo de vida nas regiões de Lisboa e do Algarve, que torna pouco atrativo para um docente contratado aceitar colocação nestas zonas, faz com que ainda existam horários por preencher.

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Proletarização da Função Pública

Qualquer dia um assistente operacional ganha tanto como um professor… Ou um médico. Uns são filhos outros enteados, aqui se vê a importância da meritocracia.

 

Salários mais baixos na Função Pública com aumento até 37,5 euros

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Um projeto internacional muito interessante, que cruza literatura e inclusão!

No âmbito do projecto Every Story Matters, do qual a Acesso Cultura é parceiro, em 2020 serão organizados 15 workshops em bibliotecas em vários pontos do país, dirigidos a bibliotecários e professores.
O que é a bibliodiversidade? Enquanto mediadores de leitura, temos a responsabilidade de garantir a pluralidade de vozes e experiências que a leitura pode oferecer. Com que limitações nos defrontamos?
Neste workshop partiremos de um testemunho em vídeo de uma voz que reflecte sobre a representação plural para acedermos e analisarmos obras na sua potencial ou efectiva diversidade. Finalmente, depois da partilha bibliográfica, dedicaremos um espaço de diálogo e debate aos critérios de selecção que presidem às escolhas de todos os mediadores, sejam eles bibliotecários, professores, educadores, animadores ou cuidadores familiares.
A participação é gratuita, mediante inscrição prévia (excepto em Ílhavo, onde o workshop se integra na programação da iniciativa Territórios Públicos; inscrições através do website 23 Milhas)
Público-alvo: bibliotecários, arquivistas, mediadores de leitura, professores de português
CALENDÁRIO
Funchal, Biblioteca Municipal do Funchal
Esgotado
21 de Janeiro, 13h30-16h30
Rio Maior, Biblioteca Municipal Laureano Santos
4 de Fevereiro, 10h-13h
Almada, Biblioteca Central, Forum Romeu Correia
6 de Fevereiro, 14h-17h
Ílhavo, Laboratório das Artes, Teatro Vista Alegre
8 de Fevereiro 10h-13h
Nota: inscrições através do website 23 Milhas.
Torres Vedras, Biblioteca Municipal de Torres Vedras
12 de Fevereiro, 17h-20h
Pombal, Biblioteca Municipal de Pombal
27 de Fevereiro, 10h-13h
Braga, Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva
17 de Março, 9h30-12h30
Bragança, Biblioteca Municipal
25 de Março, 18h-21h
Beja, Biblioteca Municipal de Beja, José Saramago
18 de Abril, 10h-13h
Vila Velha de Ródão, Biblioteca Municipal José Baptista Martins
22 de Abril, 14h-17h
Faro, Biblioteca Municipal de Faro “António Ramos Rosa”
27 de Abril, 14h-17h
Matosinhos, Biblioteca Municipal Florbela Espanca
6 de Maio, 14h-17h
Angra do Heroismo, Biblioteca Pública e Arquivo Regional Luís da Silva Ribeiro
11 de Maio, 14h-17h
Ponta Delgada, Biblioteca Pública e Arquivo Regional de Ponta Delgada
Esgotado – Lista de espera
12 de Maio, 10h-13h
Horta, Biblioteca Pública e Arquivo Regional de João José da Graça
13 de Maio, 14h-17h
NOTA BIOGRÁFICA DA FORMADORA
Andreia Brites é mediadora de leitura desde 2003. Realiza sessões de promoção da leitura e de divulgação de livros e orienta clubes de leitura maioritariamente com o público infantil e juvenil. Integrou a carteira de itinerâncias da Direcção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas (DGLAB) entre 2005 e 2011, quando esta foi interrompida. Dá formação certificada a professores nas áreas de leitura, escrita e literatura. Edita a secção infanto-juvenil da revista mensal Blimunda, da Fundação José Saramago, desde a sua criação, em 2012. Alimenta o blogue O Bicho dos Livros, que fundou com Sérgio Letria em 2006. Acredita que as bibliotecas são um dos últimos bastiões da democracia.

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Acessibilidade Redes Sociais Instragram

Sabia que ao criar uma publicação no Instagram pode colocar um texto que descreve a imagem que publicou?

As imagens seguintes identificam os passos de como fazer uma publicação acessível no Instagram

A inclusão é da responsabilidade de todos, agora já podem colocar todas as vossas publicações acessíveis.
Fonte: Iris Inclusiva

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A injustiça das Ultrapassagens consolidada pela provedoria de justiça

A Provedora de Justiça anunciou ontem que recebeu uma centena e meia de queixas sobre o reposicionamento remuneratório de docentes e, apesar de considerar “injusta” a situação, admite que ela decorre da conjugação de diversos regimes de transição.

Foram recebidas centena e meia de queixas sobre as consequências imputadas às regras contidas na Portaria n.º 119/2018, 4 de maio, ao promover o reposicionamento remuneratório de docentes que ingressaram na carreira dos educadores de infância e dos professores dos ensinos básico e secundário, entre 2011 e 2017. Alegava-se a inversão de posições remuneratórias, com prejuízo para quem tivesse ingressado em momento anterior.

Sem deixar de sublinhar a injustiça criada nas situações em que certo docente é ultrapassado, em termos remuneratórios, por outro com antiguidade igual ou inferior, a Provedora de Justiça entendeu que, no contexto analisado, esta circunstância decorre da conjunção de diversos regimes de transição que se foram sucedendo, combinada com as vicissitudes de cada caso individual. Por esse meio, concluiu-se ficar prejudicada a possibilidade de, com clareza, se definir um critério de conduta geral e abstrato ao qual possa ser imputada a produção dos efeitos contestados.

Foi assinalado que a Portaria n.º 119/2018, 4 de maio, pretendeu sanar a situação (também ela injusta, em termos absolutos como relativos) dos docentes que, tendo ingressado na carreira no período indicado, ficaram desde o início prejudicados no direito de ver o tempo de serviço anteriormente acumulado relevar para fins de definição do escalão remuneratório.

De igual modo, considerou-se que boa parte das situações de injustiça, potenciadas pelo teor da referida Portaria, tinham já podido ficar sanadas pelo correto exercício das possibilidades abertas, em termos de recuperação faseada do tempo de serviço, pelo Decreto-Lei n.º 36/2019, de 15 de março.

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Podem os professores ensinar qualquer disciplina? – João André Costa

Podem os professores ensinar qualquer disciplina?

O princípio é simples e presente em todas as escolas do sistema de ensino inglês: o professor está habilitado para ensinar e, ao estar habilitado para ensinar, ensina. E ao ensinar, ensina qualquer disciplina. É assim desde o dia em que aqui cheguei, a 5 de Setembro de 2007. Já era assim. Vai continuar a ser.

Ao que parece, e de acordo com notícias recentes, em Portugal o Governo decidiu importar esta medida. Pelas mesmas razões: a falta de professores, seja por doença, mobilidade ou reforma. E são muitos a reformarem-se. Mais de metade dos professores em Portugal nos próximos 10 anos. Por isso preparem-se.

Aliás, já nos tinham dado as notícias de modo esfuziante no Natal: 20 anos depois, 20 anos depois do desemprego e do chuto nas traseiras de quem vos escreve e nas traseiras de mais outros tantos milhares de professores, não servem para nada, só sabem ensinar (assim nos disseram), Portugal precisa de professores e já podemos voltar. Por 1200 euros por mês? A 500 quilómetros de casa? Sem fotocópias, aquecimento, com violência quanto baste, num sistema de ensino onde autistas profundos têm forçosamente de atingir os mesmos resultados do aluno médio? E ainda por cima a ter de leccionar Educação Física (por exemplo)? Mas se eu sou de ciências? Não, obrigado.

E não, ainda não chegámos a este ponto. Mas para lá caminhamos. Este foi só o primeiro passo e não esperem pela demora. Nada é temporário. É temporário este ano. E no final do ano, quando os jornais já não estiverem a falar disto e toda a gente estiver de férias, zás, passa a permanente. E o professor que aguente!

O princípio em si, para quem precisa de trabalho lá fora como de pão para a boca, é desafiante. Ao mesmo tempo, é uma oportunidade de aprender mais, mais sobre outras áreas, outras disciplinas, outros métodos. Serviu-me para aprender a fazer de tudo um pouco e rapidamente subir na hierarquia das escolas até onde estou hoje. Mas isto é lá fora. E não, não gostaria de voltar atrás, por nada deste mundo, aos dias em que tinha de ensinar desde Desporto a Matemática, passando por Religião e Moral, Geografia, Ciências (ufa, que alívio), espanhol, alemão, informática, eu sei lá, de escola em escola a fazer substituições dia-a-dia, todos os dias numa escola nova, muitas vezes sem que o professor me deixasse nada de nada, sem nunca saber ao que ia.

Resultado: acabava a ser cão pastor, de roda dos miúdos a fazer tudo por tudo para que os mesmos não saltassem da sala pelas portas e janelas.

Se em Inglaterra qualquer professor pode leccionar qualquer disciplina, bastando para tal ter um canudo, tal implica uma redução do nível de exigência e uma deterioração óbvia da qualidade de ensino. Se tens de ensinar uma infinidade de conteúdos, não é possível saber de tudo e de todos ao mesmo tempo e tens mesmo de simplificar o ensino. É óbvio.

Assim, através da desculpa da falta de professores, o Governo dá mais uma machadada na escola pública, já de si moribunda e depauperada. Aos poucos e poucos, perdemos o maior legado de Abril: a educação. E sem educação, meus caros, não há liberdade.

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