Proletarização da Função Pública

Qualquer dia um assistente operacional ganha tanto como um professor… Ou um médico. Uns são filhos outros enteados, aqui se vê a importância da meritocracia.

 

Salários mais baixos na Função Pública com aumento até 37,5 euros

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9 comentários

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    • JOSE Martins on 19 de Janeiro de 2020 at 12:14
    • Responder

    Ah … Portanto estes grandes educadores da classe operária acham mal que se aumente de forma mais significativa os salários dos que menos ganham. UAU!
    as coisas que se vão lendo por aqui

      • facista on 19 de Janeiro de 2020 at 20:01
      • Responder

      Já devias ter vergonha, já tens idade para isso. Como professor e xuxa convicto, até devias estar caladinho,ou corres o risco deser acusado de concordância com o roubo que te foi feito e com a furtuna que vais receber de aumento.

    • Ana Maria Lares da Costa on 19 de Janeiro de 2020 at 12:37
    • Responder

    E a classe operária, que se borrifou para investir na sua formação para poder ascender ao nível de quem foi à luta e fez por sair da mera classe operária, muitas vezes com sacrifícios de toda a ordem, acha que tem o direito de ganhar sem investir uma pestana … uuuaaauuuu os oportunismos que se vão lendo por aqui!!!

      • Paulo Anjo Santos on 19 de Janeiro de 2020 at 16:21
      • Responder

      Ou estou a ver alguma coisa mal ou não estamos a falar de coisas iguais… a maioria dos professores ganha mal (não digo todos porque os que conseguiram chegar ao topo da carreira, tendo em conta as mudanças no contexto social e económico do país, não estão nada mal) ainda assim têm um vencimento líquido superior a mil euros (não estou a contar com os contratados que não têm horário completo, onde me incluo, não este ano, nem nos últimos, mas não há muitos anos que tive um vencimento líquido inferior a mil euros). E do que estamos a falar aqui é de pessoas que têm vencimento ilíquido na casa dos 600 euros, o que dará vencimentos líquidos na casa dos 500 euros… não vale a pena comparar alhos com bugalhos, os professores estão mal (uns bem pior que outros) mas o raciocínio da colega parece que tem como pressuposto que os AO têm um vencimento quase idêntico aos professores, quando na realidade é em média menos de metade! Lá está o que escrevi no outro comentário, quando as pessoas não se importam com os problemas dos outros não podem esperar que os outros se incomodem com os nossos!

    • maria on 19 de Janeiro de 2020 at 14:05
    • Responder

    Ana Costa:
    É mesmo assim. Veja – no caso dos professores – que o ECD reconhece os mesmos direitos tanto a quem nunca estudou como àqueles que possuem uma licenciatura de 5 anos (pré- Bolonha) . Aberrante, não? Desnecessário explicar-me …

    • Paulo Anjo Santos on 19 de Janeiro de 2020 at 15:38
    • Responder

    O problema é este, cada um quer para si, os outros não interessa… é um bocado como, se dão aos outros já não há dinheiro para me dar a mim, é pena que assim seja…. para mim é claro, aumentar em dois anos 37 euros a alguém que ganha 600 não é muito e é mais que merecido. Os problemas dos professores são outros assuntos, acho que é um erro confundir as coisas… se há coisa que um contratado durante 25 anos compreende bem são injustiças, mas eu não confundo as coisas… estaria aqui o dia todo a enumerar a quantidade de regalias/direitos que não tenho e que os professores dos quadros têm, mas por isso não deixo de achar justo que as tenham, o problema é eu não as ter e não o contrário. Mas não deixo de perguntar, os colegas dos quadros estão conscientes dos problemas e do rol de injustiças que os contratados têm de suportar? Já alguma vez fizeram alguma coisa para lutar para que isso não aconteça? E estão dispostos a fazer? Quando não nos importamos com os outros, chega o dia em que queremos que os outros compreendo as nossas razões mas ninguém está para ai virado… comigo não contem para isso! Os assistentes operacionais são muito importantes nas escolas e devem ganhar mais, o problema não é esse!

      • Eduardo Menezes on 19 de Janeiro de 2020 at 16:41
      • Responder

      Paulo AnjoSantos: a classe dos docentes, sobretudo os do 1º ciclo, sempre tiveram esse problema. No meu tempo eramos contratados (contratos de curta ou média duração) e só 6 anos (1996) depois passei a professor vinculado, deixando Braga (casado e morador nesta cidade) para ficar um ano nos Açores. Posteriormente estive no Distrito de Coimbra , Arganil, até me aproximar para o meu Distrito. Já na altura de contratado, eu lutava, precisamente, pelos mesmos problemas que descreve. E não pense que, agora nós deixamos de olhar quem estás”por baixo”. Greves são para protestar e lutar pela classe e não por causas pessoais. Quanto aos assistentes operacionais, obviamente que estão mal pagos, mal vistos e foram joguetes das camaras, quando houve o aumento, no ano passado para os mesmos, perdendo, automaticamente, o tempo que tinham para subida… como vê, as coisas não passam ao lado.

        • Paulo Anjo Santos on 19 de Janeiro de 2020 at 16:59
        • Responder

        Eduardo, não passam ao lado de pessoas como tu, mas garanto-te que passa ao lado de uma boa parte dos colegas dos quadros. A generalização é sempre perigosa, mas eu não a estava a fazer, sei perfeitamente que há colegas que conhecem e estão atentos à situação dos contratados mas a maioria não está, se calhar serão os mais velhos, que ainda são do tempo em que se passava aos quadros com relativa facilidade e se calhar presumem que os professores contratados são todos colegas que andam há pouco tempo nisto?! Não sei ao certo, mas sei que há muita gente que não está minimamente sensibilizado para esse problema, eu já lecionei em 20 escolas diferentes, e tenho uma visão do assunto relativamente alargada! E depois também aqui há diferentes situações, em alguns grupos de recrutamento os colegas raramente ficam mais de 10/15 anos até vincular, noutros nem 25 ou 30 chegam, como é o meu caso que estou há 25! 😉

    • Maria on 19 de Janeiro de 2020 at 16:18
    • Responder

    Caro colega Paulo, subscrevo na íntegra as suas palavras.
    O que muitos intelectuais e doutores não conseguem conceber é que a “ desgraça “ por vezes nos entra pela porta sem pedir licença . Nos anos “ negros” da troika fiquei sem colocação . Tive um ano de subsídio e depois tive de me fazer à vida para poder comer e pagar contas . Fui trabalhar em lojas e ganhei o ordenado mínimo , na altura 580€ líquidos .
    Estou aqui , sobrevivi mas foram tempos difíceis , não nego.
    Cumprimentos .

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