18 de Janeiro de 2020 archive

Um projeto internacional muito interessante, que cruza literatura e inclusão!

No âmbito do projecto Every Story Matters, do qual a Acesso Cultura é parceiro, em 2020 serão organizados 15 workshops em bibliotecas em vários pontos do país, dirigidos a bibliotecários e professores.
O que é a bibliodiversidade? Enquanto mediadores de leitura, temos a responsabilidade de garantir a pluralidade de vozes e experiências que a leitura pode oferecer. Com que limitações nos defrontamos?
Neste workshop partiremos de um testemunho em vídeo de uma voz que reflecte sobre a representação plural para acedermos e analisarmos obras na sua potencial ou efectiva diversidade. Finalmente, depois da partilha bibliográfica, dedicaremos um espaço de diálogo e debate aos critérios de selecção que presidem às escolhas de todos os mediadores, sejam eles bibliotecários, professores, educadores, animadores ou cuidadores familiares.
A participação é gratuita, mediante inscrição prévia (excepto em Ílhavo, onde o workshop se integra na programação da iniciativa Territórios Públicos; inscrições através do website 23 Milhas)
Público-alvo: bibliotecários, arquivistas, mediadores de leitura, professores de português
CALENDÁRIO
Funchal, Biblioteca Municipal do Funchal
Esgotado
21 de Janeiro, 13h30-16h30
Rio Maior, Biblioteca Municipal Laureano Santos
4 de Fevereiro, 10h-13h
Almada, Biblioteca Central, Forum Romeu Correia
6 de Fevereiro, 14h-17h
Ílhavo, Laboratório das Artes, Teatro Vista Alegre
8 de Fevereiro 10h-13h
Nota: inscrições através do website 23 Milhas.
Torres Vedras, Biblioteca Municipal de Torres Vedras
12 de Fevereiro, 17h-20h
Pombal, Biblioteca Municipal de Pombal
27 de Fevereiro, 10h-13h
Braga, Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva
17 de Março, 9h30-12h30
Bragança, Biblioteca Municipal
25 de Março, 18h-21h
Beja, Biblioteca Municipal de Beja, José Saramago
18 de Abril, 10h-13h
Vila Velha de Ródão, Biblioteca Municipal José Baptista Martins
22 de Abril, 14h-17h
Faro, Biblioteca Municipal de Faro “António Ramos Rosa”
27 de Abril, 14h-17h
Matosinhos, Biblioteca Municipal Florbela Espanca
6 de Maio, 14h-17h
Angra do Heroismo, Biblioteca Pública e Arquivo Regional Luís da Silva Ribeiro
11 de Maio, 14h-17h
Ponta Delgada, Biblioteca Pública e Arquivo Regional de Ponta Delgada
Esgotado – Lista de espera
12 de Maio, 10h-13h
Horta, Biblioteca Pública e Arquivo Regional de João José da Graça
13 de Maio, 14h-17h
NOTA BIOGRÁFICA DA FORMADORA
Andreia Brites é mediadora de leitura desde 2003. Realiza sessões de promoção da leitura e de divulgação de livros e orienta clubes de leitura maioritariamente com o público infantil e juvenil. Integrou a carteira de itinerâncias da Direcção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas (DGLAB) entre 2005 e 2011, quando esta foi interrompida. Dá formação certificada a professores nas áreas de leitura, escrita e literatura. Edita a secção infanto-juvenil da revista mensal Blimunda, da Fundação José Saramago, desde a sua criação, em 2012. Alimenta o blogue O Bicho dos Livros, que fundou com Sérgio Letria em 2006. Acredita que as bibliotecas são um dos últimos bastiões da democracia.

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Acessibilidade Redes Sociais Instragram

Sabia que ao criar uma publicação no Instagram pode colocar um texto que descreve a imagem que publicou?

As imagens seguintes identificam os passos de como fazer uma publicação acessível no Instagram

A inclusão é da responsabilidade de todos, agora já podem colocar todas as vossas publicações acessíveis.
Fonte: Iris Inclusiva

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A injustiça das Ultrapassagens consolidada pela provedoria de justiça

A Provedora de Justiça anunciou ontem que recebeu uma centena e meia de queixas sobre o reposicionamento remuneratório de docentes e, apesar de considerar “injusta” a situação, admite que ela decorre da conjugação de diversos regimes de transição.

Foram recebidas centena e meia de queixas sobre as consequências imputadas às regras contidas na Portaria n.º 119/2018, 4 de maio, ao promover o reposicionamento remuneratório de docentes que ingressaram na carreira dos educadores de infância e dos professores dos ensinos básico e secundário, entre 2011 e 2017. Alegava-se a inversão de posições remuneratórias, com prejuízo para quem tivesse ingressado em momento anterior.

Sem deixar de sublinhar a injustiça criada nas situações em que certo docente é ultrapassado, em termos remuneratórios, por outro com antiguidade igual ou inferior, a Provedora de Justiça entendeu que, no contexto analisado, esta circunstância decorre da conjunção de diversos regimes de transição que se foram sucedendo, combinada com as vicissitudes de cada caso individual. Por esse meio, concluiu-se ficar prejudicada a possibilidade de, com clareza, se definir um critério de conduta geral e abstrato ao qual possa ser imputada a produção dos efeitos contestados.

Foi assinalado que a Portaria n.º 119/2018, 4 de maio, pretendeu sanar a situação (também ela injusta, em termos absolutos como relativos) dos docentes que, tendo ingressado na carreira no período indicado, ficaram desde o início prejudicados no direito de ver o tempo de serviço anteriormente acumulado relevar para fins de definição do escalão remuneratório.

De igual modo, considerou-se que boa parte das situações de injustiça, potenciadas pelo teor da referida Portaria, tinham já podido ficar sanadas pelo correto exercício das possibilidades abertas, em termos de recuperação faseada do tempo de serviço, pelo Decreto-Lei n.º 36/2019, de 15 de março.

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Podem os professores ensinar qualquer disciplina? – João André Costa

Podem os professores ensinar qualquer disciplina?

O princípio é simples e presente em todas as escolas do sistema de ensino inglês: o professor está habilitado para ensinar e, ao estar habilitado para ensinar, ensina. E ao ensinar, ensina qualquer disciplina. É assim desde o dia em que aqui cheguei, a 5 de Setembro de 2007. Já era assim. Vai continuar a ser.

Ao que parece, e de acordo com notícias recentes, em Portugal o Governo decidiu importar esta medida. Pelas mesmas razões: a falta de professores, seja por doença, mobilidade ou reforma. E são muitos a reformarem-se. Mais de metade dos professores em Portugal nos próximos 10 anos. Por isso preparem-se.

Aliás, já nos tinham dado as notícias de modo esfuziante no Natal: 20 anos depois, 20 anos depois do desemprego e do chuto nas traseiras de quem vos escreve e nas traseiras de mais outros tantos milhares de professores, não servem para nada, só sabem ensinar (assim nos disseram), Portugal precisa de professores e já podemos voltar. Por 1200 euros por mês? A 500 quilómetros de casa? Sem fotocópias, aquecimento, com violência quanto baste, num sistema de ensino onde autistas profundos têm forçosamente de atingir os mesmos resultados do aluno médio? E ainda por cima a ter de leccionar Educação Física (por exemplo)? Mas se eu sou de ciências? Não, obrigado.

E não, ainda não chegámos a este ponto. Mas para lá caminhamos. Este foi só o primeiro passo e não esperem pela demora. Nada é temporário. É temporário este ano. E no final do ano, quando os jornais já não estiverem a falar disto e toda a gente estiver de férias, zás, passa a permanente. E o professor que aguente!

O princípio em si, para quem precisa de trabalho lá fora como de pão para a boca, é desafiante. Ao mesmo tempo, é uma oportunidade de aprender mais, mais sobre outras áreas, outras disciplinas, outros métodos. Serviu-me para aprender a fazer de tudo um pouco e rapidamente subir na hierarquia das escolas até onde estou hoje. Mas isto é lá fora. E não, não gostaria de voltar atrás, por nada deste mundo, aos dias em que tinha de ensinar desde Desporto a Matemática, passando por Religião e Moral, Geografia, Ciências (ufa, que alívio), espanhol, alemão, informática, eu sei lá, de escola em escola a fazer substituições dia-a-dia, todos os dias numa escola nova, muitas vezes sem que o professor me deixasse nada de nada, sem nunca saber ao que ia.

Resultado: acabava a ser cão pastor, de roda dos miúdos a fazer tudo por tudo para que os mesmos não saltassem da sala pelas portas e janelas.

Se em Inglaterra qualquer professor pode leccionar qualquer disciplina, bastando para tal ter um canudo, tal implica uma redução do nível de exigência e uma deterioração óbvia da qualidade de ensino. Se tens de ensinar uma infinidade de conteúdos, não é possível saber de tudo e de todos ao mesmo tempo e tens mesmo de simplificar o ensino. É óbvio.

Assim, através da desculpa da falta de professores, o Governo dá mais uma machadada na escola pública, já de si moribunda e depauperada. Aos poucos e poucos, perdemos o maior legado de Abril: a educação. E sem educação, meus caros, não há liberdade.

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Audição do”Nulo” no parlamento sobre o OE2020 para a Educação

Ouvir o Porfírio e a Joaquina a lerem a cartilha encomendada para tentar fazer o “Nulo” brilhar é a mesma coisa que ouvir um político em campanha eleitoral. Uma nulidade.

Uma questão interessante foi sobre a manutenção das escolas TEIP. Com a flexibilização em  curso será que ainda se justificam, ou podemos repensar este modelo?

111 milões de euros para dezenas de intervenções em escolas da rede pública de norte a sul do país. (deve ser para retirar o amianto)

Melhor internet nas escolas. (mas faltamos equipamentos para dela fazer uso)

O que eu mais gostei de ouvir foi a afirmação de que o ME nunca desvalorizou os episódios de violência nas escolas.(tem-se visto as condenações, por parte do ME, no que diz respeito à violência sobre os professores)

Fica o video para quem tiver paciência de ver e ouvir.

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Cartoon da Semana – O ensino das profissões mais perigosas – Paulo Serra

 

 

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Governo vai definir requisitos para a pré-reforma dos professores em 2020

Na reunião que aconteceu na segunda-feira entre a ministra da Modernização do Estado e da Administração Pública e os sindicatos dos setores, os professores foram apontados por Alexandra Leitão como uma das carreiras no Estado em que é necessário definir critérios mais objetivos para a pré-reforma. Contudo, não foram adiantados mais detalhes.

A definição de critérios mais objetivos para a passagem à pré-reforma em 2020 poderá passar pela definição de novas regras em função da idade e do tempo de serviço do trabalhador, mas também pelo método de fixação do montante a receber na pré-reforma.

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