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Novembro 2018 archive

A ler – Falta de Decoro E Argumentação Com Factos “Alternativos”, A “Cola” do Jornalismo Balsemânico

Falta de Decoro E Argumentação Com Factos “Alternativos”, A “Cola” do Jornalismo Balsemânico

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Negociar com este Governo “é um sacrifício desgraçado​”, diz Mário Nogueira

Negociar com este Governo “é um sacrifício desgraçado​”, diz Mário Nogueira

O secretário-geral da Federação Nacional dos Professores (Fenprof) diz que negociar com este Governo “é um martírio, um sacrifício desgraçado”, mas mostra-se disposto a voltar a discutir a questão da contagem do tempo de serviço.

“O sr. primeiro-ministro não é o dono do país – é apenas primeiro-ministro – e não terá outro remédio senão sentar-se para negociar. Por muito que isso nos custe. Porque quero dizer que também nos custa muito, porque, de facto, reunir e discutir seja o que for com os representantes do Governo do dr. António Costa, seja da Educação ou das Finanças, é um martírio, um sacrifício desgraçado. Isso é verdade, mas tem de ser e lá estaremos”, disse Mário Nogueira, esta quarta-feira, na Manhã da Renascença.

O sindicalista reagia às mais recentes declarações de António Costa, que disse já ter negociado tudo com os professores.

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Decreto-Lei n.º 54/2018, de 6 de julho – Adaptações ao processo de avaliação e acomodações curriculares

Pelo Incluso (apareçam):

Adaptações ao processo de avaliação e acomodações curriculares

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Decreto-Lei n.º 54/2018, de 6 de julho – Acomodações curriculares e diferenciação pedagógica

Pelo Incluso (apareçam):

Acomodações curriculares e diferenciação pedagógica

 

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Os 3 cenários possíveis para a recuperação do tempo congelado, ou mais…

 

Segundo o Observador existem 3 cenários possíveis para a recuperação do tempo congelado. Depois das declarações de ontem, do primeiro ministro, só nos resta aguardar para ver que cenário prevalece. O Presidente da República já decidiu aguardar pelo OE para tomar uma decisão. Seja qual for a decisão, segundo intenções demonstradas por alguns partidos, o tema pode muito bem voltar a ser discutido na AR por ter sido vetado ou por ter sido requerida apreciação parlamentar. A ver vamos…

 

E agora, professores? Os 3 cenários possíveis para a recuperação do tempo congelado e o que ficou pelo caminho no Parlamento

(…)

Cenário 1. Governo envia decreto-lei tal como está para Belém sem mais demoras

Cenário 2. Governo envia decreto-lei para Belém, mas com alterações

Cenário 3: Governo não envia decreto-lei para Marcelo e começa de novo (em ano de eleições)

Pode muito bem não acontecer nenhum destes cenários… depois de enviado o decreto-lei pode acontecer:

Cenário 4. Belém veta decreto-lei e envia-o para a AR

Cenário 5. Belém aprova decreto-lei e um qualquer partido requer apreciação parlamentar

Chegando a um destes dois cenários a AR ou aprova ou não o decreto-lei. Depois do que foi votado esta semana, a lógica leva a pensar que não será aprovado e recomeçamos de novo a novela do “negocias ou fazes de conta”.

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Cronograma do Procedimento concursal – C.A.F.E. em Timor-Leste

 

Publicita-se o novo cronograma do procedimento concursal para o exercício de funções no Projeto CAFE em Timor-Leste.

 

Cronograma

 

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A mesma solução da Madeira…

Para que não se queixem da intransigência dos sindicatos…

 

Professores vão ter o tempo que lhes é devido, acreditam sindicatos

Principais sindicatos de professores estão disponíveis para chegar a acordo com o Governo já em Janeiro, se a solução for a que já está em vigor na Madeira, com a recuperação de todo o tempo de serviço congelado, embora a sua concretização em termos salariais só fique concluída em 2025.

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A eterna culpa dos professores – Santana Castilho

 

A eterna culpa dos professores

1. Como é sabido, estão previstos mais de 100 milhões de euros no OE 2019 para fornecer manuais escolares gratuitos aos alunos do ensino público. Obviamente que é impróprio falar de manuais gratuitos. São gratuitos para uns, mas pagos por outros (todos os contribuintes, quer tenham ou não filhos ou netos).

Em tese, se o Estado obriga a 12 anos de ensino, o Estado devia suportar integralmente o respectivo custo. Mas quantas coisas são, em tese, incumbências constitucionais do Estado e resultam, na realidade, incumpridas, por falta de meios financeiros e por opções políticas erradas? É neste campo que deve ser colocada a apreciação do anunciado fornecimento gratuito dos manuais escolares. Num país onde 1,8 milhões são pobres e 2,4 milhões estão em risco de pobreza, parece-me razoável que, antes de tornarmos universalmente gratuitos alguns serviços do conjunto constitucionalmente protegido, devamos assegurar que todos esses serviços possam ser fruídos, sem custos, pelos que mais precisam, sendo entretanto pagos por aqueles que os podem pagar.

Para além da discordância de base, pelas razões expostas, é simplesmente inaceitável, no mínimo, a exclusão de dois tipos de alunos: os que frequentam escolas privadas com contrato de associação e os que frequentam escolas profissionais. Recorde-se que os primeiros estão lá porque o Estado não consegue lugares para eles nas escolas públicas e que os segundos são geralmente oriundos das famílias social e economicamente mais débeis.

Ao anterior acresce agora que a Resolução do Conselho de Ministros n.º 148/2018 ( D. R. n.º 220/2018, Série I, de 15.11.18) determinou pagar também as respectivas licenças digitais, para além da distribuição gratuita dos manuais a todos os alunos do ensino público, no ano letivo de 2018/2019. A correspondente despesa importará em 9 milhões, 486 mil e 222 euros, mais IVA e, estranhamente, será satisfeita pelos orçamentos de funcionamento dos estabelecimentos de ensino básico e secundário de … 2018.

Com efeito, em Agosto de 2017, o presidente da República promulgou um diploma que visava, a prazo, substituir os manuais tradicionais por manuais digitais, sendo extensa a listagem das vantagens que o discurso político lhes atribui. Porém, não me parece sensato ignorar as evidências científicas que têm resultado da investigação académica produzida, e que lhes apontam inconvenientes preocupantes. Eis alguns:

– Estudos sérios submetidos a revisão por pares (peer-reviewed studies) referem que quem lê textos impressos compreende, fixa e apreende mais que aqueles que recorrem aos mesmos textos em versão digital. Com efeito, o cérebro interpreta e processa diferentemente textos impressos e textos digitalizados (Carr, Nicholas. Author Nicholas Carr: The Web Shatters Focus, Rewires Brains. wired.com, 24.5.2010).

– Para a medida ser consequente, parece óbvio que cada aluno precisará de um equipamento individual de leitura, um tablet, e as escolas precisarão de ver substituído um parque informático depauperado. Quanto custa isto para 1 milhão e 200 mil alunos e cerca de 6 mil escolas? Terão os arautos da medida reflectido sobre a desastrada experiência do e-escolas e do e-escolinhas?

– A adopção dos manuais digitais nos EUA revelou-se cinco vezes e meia mais cara que o uso dos livros impressos, considerado o preço dos tablets, o custo das infraestruturas wi-fi, o preço anual das necessárias licenças digitais e o custo da formação dos professores (Wilson, Lee. Apple’s iPad Textbooks Cost 5x More Than Print. educationbusinessblog.com, 23.2.2012).

– Os tablets são caros, partem-se facilmente, são difíceis de reparar, ficam rapidamente obsoletos e requerem redes wi-fi nem sempre disponíveis.

– Os tablets não permitem apenas o acesso aos manuais digitais. Fazem apelos constantes à distracção: apps para todos os fins e preferências; jogos de todos os tipos; websites bem mais apelativos que as matérias de ensino; e-mail, messenger e chats a perder de vista; Facebook, Instagram e demais parafernália que vêm ajudando a criar uma geração de concentração difícil, incapaz de ler um texto que demore mais de dois minutos ou prestar atenção seja ao que for para além de outros cinco (chamam-lhe hiperactividade e resolve-se de modo cómodo com Ritalina).

– O manuseamento dos tablets está associado a várias perturbações de visão (New York Daily News. iStrain: Tablets and iPads Can Cause Eye Problems. articles.nydailynews.com, 14.3.2012) e a problemas músculo-esqueléticos (Fishman, Dean. Neck Pain from Texting. The Text Neck Institute website, 2.11.2010).

– O fabrico dos tablets é altamente agressivo para o ambiente. Com efeito, cada tablet supõe a extracção de 14,96 quilos de minerais, 299,04 litros de água e uma quantidade de energia de que resulta a produção de 29,93 quilos de dióxido de carbono (Goleman, Daniel & Norris, Gregory. How Green Is My iPad? nytimes.com, 4.4.2010).

2. Depois de encontrado o Santo Graal do sucesso (Perfil dos Alunos à Saída da Escolaridade Obrigatória), que irá permitir “preparar os alunos para empregos ainda não criados, para tecnologias ainda não inventadas, para a resolução de problemas que ainda se desconhecem”, com recurso às “aprendizagens essenciais”, às “aprendizagens significativas”, ao “trabalho de projeto” e à “abordagem multinível», numa palavra, depois da doutrinação sobre a flexibilidade curricular e do cortejo de propostas tontas para transformar a escola num enorme recreio, o “sapateiro” que António Costa pôs a tocar o “rabecão” da Educação veio regozijar-se com o trabalho dos inspectores. E foi deprimente ver prosa vulgar sobre a decantada questão da inflacção das notas internas, para favorecimento dos alunos no processo de ingresso no ensino superior, nos mesmos jornais que criaram e promoveram os rankings e deles fizeram capas e gordos suplementos. Com efeito, um relatório da Inspecção-Geral de Educação e Ciência sobre o tema deu azo na imprensa a variadas glosas. Descontada a ligeireza da maior parte das críticas feitas, ignorada que foi a questão central de que notas internas e notas externas medem coisas diferentes, só parcialmente idênticas, o que sobrou para o grande público? Que a culpa é dos professores.

3. No Dia Internacional dos Direitos da Criança, Maria João Valente Rosa, directora do portal estatístico da Fundação Francisco Manuel dos Santos, disse que a escola não “está a contribuir como devia para atenuar as desigualdades” e que “continuamos a ser muito marcados pelo insucesso escolar”. Convém clarificar que, por melhor que seja qualquer escola e excelentes os seus professores, nada poderão fazer para combater o desregramento da distribuição da riqueza, que gera a pobreza, que está na origem das desigualdades e do insucesso escolar. Por ironia da realidade, o administrador do grupo que paga a Pordata ganha 130 vezes mais que o salário médio dos seus trabalhadores.

4. Voltámos à narrativa da inutilidade dos chumbos, pelo simplismo discursivo da presidente do CNE: um aluno reprovado custa 6000 euros, ensiná-lo a estudar 87. Que quer isto dizer? Que os alunos chumbam porque os professores não os ensinaram a estudar? Ou, simplesmente, trata-se de reconhecer a inutilidade superveniente das reprovações? A ser assim, porque não a decretam e acaba o folclore?

In “Público” de 28.11.18

 

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Divulgação – 2ª EDIÇÃO ESCOLA AMIGA DA CRIANÇA

 

INICIATIVA CONTA COM O ALTO PATROCÍNIO DE SUA EXCELÊNCIA O PRESIDENTE DA REPÚBLICA

2ª EDIÇÃO ESCOLA AMIGA DA CRIANÇA

  • Já abriram as candidaturas para a 2ª edição do projeto Escola Amiga da Criança;
  • Até 5 de Abril escolas públicas e privadas poderão submeter os seus projetos;
  • Segunda edição alargada ao Ensino Profissional e com novas categorias a concurso;
  • Professores vão ser distinguidos com o selo “O meu professor”

O Dia Internacional dos Direitos da Criança deu o mote para a apresentação da 2ª edição do projeto Escola Amiga da Criança. Depois do sucesso da primeira edição, que contou com mais de 1.000 candidaturas e mais de 300 ideias distinguidas, o desafio é novamente lançado a todas as escolas portuguesas, com novidades para professores, escolas e alunos: mais categorias, alargamento nos ciclos de escolaridade e novo selo, o meu professor. As candidaturas estão abertas até dia 5 de Abril e o vencedor será anunciado no dia 1 de Junho, Dia Mundial da Criança. A iniciativa conta este ano com o Alto Patrocínio de Sua Excelência o Presidente da República.

Depois do reconhecimento do projeto República dos Jovens a CONFAP e a LeYa juntam-se novamente para desafiar escolas públicas e privadas de norte a sul do país para a segunda edição consecutiva do projeto da Escola Amiga da Criança. Entre as grandes novidades estão o facto de este ano existir um alargamento ao ensino profissional, que assegurará multiplicidade e especificidade aos projetos apresentados, a criação de novas categorias, como os projetos digitais, e ainda a implementação do selo o meu professor, atribuído aos professores responsáveis pelos projetos/escolas amigos/as das crianças distinguidos/as.

Além das candidaturas, também os prémios são fruto de novidades nesta segunda edição: ao vencedor será entregue um cheque no valor de 5.000€ válido em livros à escolha da escola e alunos, e às menções honrosas de cada categoria caberá um cheque de 500€ em livros. Uma forma de premiar não só o projeto vencedor, mas também todos aqueles que, no seu segmento, se destacam pela inovação, criatividade e autenticidade de professores e alunos.

A cerimónia de lançamento contou com a presença de inúmeras personalidades na área da educação para conhecer as novidades reservadas para a segunda edição. Entre elas, Eduardo Sá, psicólogo, escritor e embaixador do projeto, que uma vez mais reforçou “a importância de olhar para a Escola Amiga da Criança como um sonho que se vai tornando realidade, que nos orgulha a todos e que é de todos. Uma verdadeira revolução tranquila, sem caminho de volta. O selo veio para ficar e em breve será um critério que definirá as escolhas de mães e pais para a educação dos seus filhos. Num futuro muito próximo todos os projetos de norte a sul do país, sem excepção, verão a luz do dia e todas as escolas poderão orgulhosamente intitular-se amigas das crianças”.  

Destacamos ainda a presença de:

  • Dra. Isabel Alçada | Assessora para a Educação da Presidência da República
  • Dr. Alexandre Quintanilha | Presidente da Comissão de Educação e Ciência  (em representação da Presidência da Assembleia da República)
  • Dr. José Vitor Pedroso | Diretor-Geral da Educação
  • Dr. Tiago Morais Sarmento | Administrador do Grupo LeYa
  • Dra. Filipa Klut |Administradora da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa
  • Dr. Eduardo Sá | Psicólogo e Embaixador do Projeto
  • Dr. Jorge Ascenção | Presidente do CE da CONFAP

As escolas poderão candidatar-se até dia 5 de Abril de 2019, através de um formulário dedicado, que poderá ser encontrado no site da LeYa Educação. O projeto vencedor e escolas distinguidas serão conhecidos a 1 de Junho, data em que se assinala o Dia Mundial da Criança.

 

Para inscrições: https://www.leyaeducacao.com/escolaamigadacrianca

Regulamento de participação

Consulta dos projetos distinguidos

 

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Marcelo vai pensar sobre o assunto…

 

O Presidente da República ainda não têm a Decreto-lei sobre a recuperação do tempo de serviço em mãos, logo, nada pode decidir. Com prudência, só decidirá tendo todos os elementos na mão, orçamento de estado incluído.

É quase certo o veto, mas não convém pôr a carroça à frente dos bois…

Marcelo e os professores: “Vou pensar. Só decido depois de ver o Orçamento”

Presidente ainda não recebeu o decreto do Governo sobre as carreiras dos professores e não tomará uma decisão antes de meados de dezembro. “Só decido depois de ver o Orçamento”, confirmou o PR ao Expresso. O Parlamento forçou o regresso às negociações Governo/Fenprof. Marcelo quer ver o que fará Costa. E vai “pensar”.

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