Março 2018 archive

Declaração de Compromisso – FNE

Em Secretariado Nacional, a FNE decidiu assumir uma declaração de compromisso na mobilização para a greve, considerando que:

O Governo tem de vir a reconhecer o direito à concretização da recuperação de todo o tempo de serviço congelado, nos termos da Resolução da Assembleia da República no 1/2018, não podendo ficcionar uma recuperação parcial e muito distante do prejuízo efetivo que os docentes sofreram.

O Governo tem de vir a reconhecer o direito ao reposicionamento em carreira dos docentes indevidamente retidos no índice 167, com a contabilização integral de todo o tempo de serviço prestado antes da entrada em carreira.

O Governo tem de assumir a integração na componente letiva todas as atividades que os docentes realizam com alunos, com consequências na definição do despacho de organização do próximo ano letivo, para além de serem definidas regras que venham a garantir o respeito pelos limites do tempo de trabalho que têm de ser observados.

O Governo tem de assumir que é incontornável a determinação de condições específicas de aposentação para os docentes, considerando que este é o caminho que garante o necessário rejuvenescimento do corpo docente.

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Esta semana estamos em greve…

 

 

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A Música do Blog

Eternal Search Of Lucy’s Diamonds – Around

 

 

Que se encontra aqui em concurso no EDP Live Bands e que tem o seu vocalista como um dos seguidores do Blog.

Aproveitem para votar na banda. 🙂

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A tua escola está preparada para o RGPD?

 

Quando se fala de RGPD, quase nenhum professor sabe do que se trata. Poucos sabem da existência do Regulamento Geral da Proteção de Dados (RGPD), de que se trata e qual a data da sua implementação definitiva.

O Regulamento Geral da Proteção de Dados (RGPD) é considerado como sendo uma das maiores alterações na forma como são tratados os dados pessoais. Entra em vigor a 25 de maio deste ano e vai afetar todas as escolas, porque têm de recolher, guardar e usar dados pessoais de alunos, professores e pessoal não docente.

As escolas devem:

  • porque recolhem os dados, por quanto tempo,como e a quem os irão disponibilizar;
  • obter um consentimento claro antes da recolha dos mesmos (está para aprovação a idade minima para se poder dar consentimento);
  • permitir o acesso aos dados ao titular dos mesmos ou aos seus representantes legais;
  • permitir que o titular ou os seus representantes legais, possa levar todos os dados para outras entidades;
  • permitir que sejam eliminados;
  • informar os titulares dos dados ou os seus representantes legais quando existir uma violação de segurança;

Noutros países da Europa o RGPD já está implementado e as escolas têm ao seu dispor toda a informação e ferramentas para que os dados dos alunos, professores e restante comunidade educativa estejam devidamente protegidos. Os professores receberam informação e formação para que nada pudesse falhar. Em Portugal os diretores, segundo ouvi dizer, têm estado a ser formados e aos poucos vão tomando conhecimento de todos os procedimentos a tomar. Estão a usar uma plataforma, esafetylabel.eu, e a nomear os professores com horas PTE como RPO’s.

A  escola, o controlador, terá como principal responsabilidade, tendo em conta a natureza, o contexto e as finalidades do processamento, bem como os riscos de probabilidade e severidade variáveis dos direitos e liberdades de pessoas singulares,  a implementação de medidas técnicas e organizacionais adequadas para garantir e poder demonstrar que o processamento seja realizado de acordo com o regulamento. Essas medidas devem ser revistas e atualizadas sempre que necessário. O RPO, tendo em conta a natureza, o âmbito, o contexto e as finalidades do tratamento dos dados, bem como os riscos para os direitos e liberdades das pessoas singulares, cuja probabilidade e gravidade podem ser variáveis, o responsável pelo tratamento aplica as medidas técnicas e organizativas que forem adequadas para assegurar e poder comprovar que o tratamento é realizado em conformidade com o presente regulamento. Essas medidas são revistas e atualizadas consoante as necessidades.

E ainda não ouvi falar de muita coisa, não quer dizer que não o estejam a preparar, por exemplo, o Aviso de Privacidade que é requerido. Nesse Aviso deverá constar a promessa de tratar corretamente toda a informação pessoal de que a escola dispõe sobre alguém, explicar como isso vai ser realizado, informando sobre os direitos de privacidade de cada um e como a lei o protege.

Em 12 de outubro de 2016, aqui no blog “Novas regras sobre dado -pessoais a seguir pelas escolas e toda -comunidade educativa“, já se chamou a atenção para as mudanças que aí vêm, mas parece que, à boa maneira portuguesa, poucos tomaram nota e os professores continuam na “ignorância”…

Mais uma vez disponibilizamos o RGPD em português para quem estiver interessado em ler…

(Para quem tiver necessidade e estiver interessado, há especialistas que dão formação, não só a escolas, também a empresas, que estão disponíveis para formar e acompanhar todo este processo.)

 

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Sugestão de Leitura – D. Sebastião desapareceu em Alcácer do Sal… – Isabel Moreira Brito

 

Questão: Em que área se destacou Lenine?

Resposta: Lenine é um importante músico brasileiro.

 

Questão: Refira a importância da Batalha de Waterloo para a História da Europa.

Resposta: Waterloo foi muito importante para a Europa, com este tema os ABBA venceram o Festival Eurovisão da Canção.

 

Conhecem estas histórias da História? Calculo que não! Mas elas existem, pelo menos assim creem alguns dos alunos, que os mencionam em fichas de trabalho, testes de avaliação, nas aulas e até mesmo em exames. Ainda que não se acredite, é real e, quando se lê, a reação é uma gargalhada se bem que, em alguns casos, à autora, enquanto professora, lhe apeteça chorar…

Neste livro encontra mais de 100 erros da História de Portugal e da História Universal. Mas não nos ficamos pelo erro. Para que este não se repita, contamos a história tal como ela é.

 

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Divulgação – CONGRESSO – A APRENDIZAGEM QUANDO NASCE É PARA TODOS

 

CONGRESSO

A APRENDIZAGEM QUANDO NASCE É PARA TODOS

TEORIAS E PRÁTICAS SOBRE APRENDIZAGEM: OS PROJETOS PIC, STEM FOR ALL SEASONS E OUTRAS PROPOSTAS

A proposta de alteração do Decreto-Lei n.º 3/2008 centra-se no conceito de «escola inclusiva», propondo o abandono do conceito de «Educação Especial», ou, no mínimo, uma alteração profunda do mesmo. A tónica é o enfoque nas necessidades de todos os alunos, partindo-se do princípio de que há outras necessidades para além das necessidades educativas especiais.

Esta Ação de Formação é focada neste todo, no contínuo de alunos cujas aprendizagens percorrem a Curva de Gauss, com a tónica em teorias e práticas voltadas para os extremos deste continuum assim como para a aprendizagem no geral. Ressalta também como grande objetivo desta Formação uma reflexão sobre a importância do trabalho colaborativo.

Este Congresso conta com nomes de referência no panorama da aprendizagem nacional e internacional.

O Congresso está acreditado pelo Conselho Cientifico Pedagógico da Formação Continua (12 horas) para Educadores de Infância e Professores dos Ensinos Básico e Secundário e Professores de Educação Especial na Área de Formação B – Prática pedagógica e didática na docência. Os participantes que não desejem acreditação terão um certificado de participação.

Inscriçõeshttp://www.edufor.info/formacao/index.asp?id=06_1718_T1

Visite o site de divulgação do Congressohttps://mfffalmeida1.wixsite.com/congressopicstem

 

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É incontornável outra manifestação como a 08/03/08…

 

Há precisamente um ano escrevi um artigo intitulado, Teremos outro 08/03/08? (que já só é uma memória).

Com 10 anos passados sobre uma data memorável, a Luta dos professores por uma carreira digna continua ativa. As motivações são outras, mas os professores ainda se sentem um dos alvos preferenciais de qualquer governo ou solução governativa, por isso, continuam a ver-se obrigados exercer um papel cívico na sociedade, o da luta por direitos laborais.

Hoje, como há um ano, continuo a verificar, com revolta, que aquela batalha não foi mais do que isso, uma batalha. Muitas mais se perfilam nesta guerra. Na altura, a união foi a palavra de ordem, os professores uniram-se à volta de objetivos comuns. Hoje voltam a ter esses objetivos comuns, a carreira está novamente em risco. Mais de metade da classe docente arrisca-se a nunca, repito, NUNCA alcançar os escalões mais altos da carreira. Aqueles que ainda alcançarão algum desses escalões, verão a sua carreira dilatada para, ainda, o conseguirem. Os que já lá se encontram, já lá devia estar faz muito.

Por estes dias, as conversas de sala de professores têm assuntos comuns de norte a sul, o recenseamento, a eventual subida, ou não, de escalão e a possibilidade, mais do que justa, da recuperação do tempo de serviço congelado. Os sindicatos voltaram a unir-se, ou coisa que o valha, e, como na altura, falam a uma só voz. Os comunicados, embora diferentes, apontam um só caminho. Aparentemente, tudo aponta para que se possa organizar uma tomada de posição semelhante à de 2008. Para isso, as organizações sindicais terão que fazer o seu papel, como no passado, terão que convocar toda a classe docente à luta e promover a sua participação, tal como fizeram então.

Há dez anos passaram pelas avenidas de Lisboa 100.000 manifestantes. Se fosse hoje quantos estariam dispostos a ir até Lisboa demonstrar o seu descontentamento e revolta pela forma como, mais uma vez, estão a tratar os professores?

Pelo que tenho assistido, pelo que tenho ouvido, ao contrário do que os corneteiros da má ventura por aí apregoam, o número de manifestantes seria avassalador. Não digo que seria o mesmo, ou superior, mas seria mais um marco da luta docente.

 

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Cartoon do dia – É a Greve… que dá a Voz! – SDPA

 

 

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10 anos Depois

10 Anos Depois | O Meu Quintal

 

A ler também:

Tempo de Carreira (do Congelamento) em Troca da Antecipação da Aposentação? | O Meu Quintal

 

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RR 25 só a 6 de abril

 

 

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Cinema Sem Conflitos: Racismo (parte 2/5)

Uma alegoria ao racismo como uma epidemia cultural adquirida (…)”

O segundo filme da categoria Racismo chama-se “Strange Fruit” e foi realizado por Shimi Asresay e Hili Noy, alunos da Academia de Arte e Design – Bezalel, em Jerusalem. A história narra a rotina diária de pai e filho que é interrompida por um menino desconhecido, diferente da cor deles.

 

 

Esta animação tem como inspiração o poema também ele denominado Strange Fruit, cuja versão mais conhecida é de Billie Holliday. O poema, bastante marcante, condena o racismo contra os afro-americanos.

 

Strange Fruit and Billie Holiday: The Union of Music and Protest

 

Southern trees bear strange fruit,
Blood on the leaves and blood at the root,
Black bodies swinging in the southern breeze,
Strange fruit hanging from the poplar trees.

Pastoral scene of the gallant south,
The bulging eyes and the twisted mouth,
Scent of magnolias, sweet and fresh,
Then the sudden smell of burning flesh.

Here is fruit for the crows to pluck,
For the rain to gather, for the wind to suck,
For the sun to rot, for the trees to drop,
Here is a strange and bitter crop.

 

 

 

 

Até à próxima semana ou todos os dias em facebook.com/cinemasemconflitos

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Comunicado – Será que o estado ainda é uma pessoa de bem? – SNPL

 

 

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Lista Colorida – RR24

Lista Colorida atualizada com colocados e retirados da RR24.

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299 Contratados colocados na Reserva de Recrutamento 24

Foram colocados 299 docentes contratados na Reserva de Recrutamento 24 de acordo com a seguinte distribuição por grupo de recrutamento, duração do contrato e número de horas.

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Reserva de recrutamento n.º 24

 

Publicitação das listas definitivas de Colocação, Não Colocação, Retirados e Lista de Colocação Administrativa dos Docentes de Carreira – 24ª Reserva de Recrutamento 2017/2018.

Aplicação da aceitação disponível das 0:00 horas de segunda-feira, dia 12 de março, até às 23:59 horas de terça-feira, dia 13 de março de 2018 (hora de Portugal continental).

Consulte a nota informativa.

 

SIGRHE – aceitação da colocação pelo candidato

 Nota informativa

Listas

 

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Ser Mulher

 

 

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Alasca, Beatles e Novo Banco, Os Piores Negócios da História

Fomos congelados e roubados para pagar esta máfia toda, não é verdade?

Alasca, Beatles e Novo Banco, os piores negócios da história

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Concurso Interno Opcional, Mobilidade Interna Opcional e Renovações Continuam

Não são nenhumas as novidades das regras do concurso interno antecipado que teve na sua concepção como principal objetivo, resolver o erro cometido o ano passado com a colocação dos professores dos quadros.

O que vai acontecer é que não existindo vagas, também não irá existir a reposição da justiça nas colocações do ano passado.

Por isso de pouco irá servir este concurso.

 

 

Concurso interno antecipado e concurso
externo extraordinário

Artigo 5.º
Regras especiais do concurso interno antecipado

1 — Podem ser candidatos ao concurso interno previsto na alínea b) do n.º 2 do artigo 1.º os docentes a que se refere o artigo 22.º do Decreto-Lei n.º 132/2012, de 27 de junho, na sua redação atual.
2 — São candidatos à mobilidade interna os docentes de carreira opositores ao concurso interno, bem como aqueles que não pretendam manter a plurianualidade da colocação obtida no último concurso de mobilidade interna.
3 — Para os docentes que não forem candidatos ao abrigo dos números anteriores, mantém-se a plurianualidade da colocação obtida no último concurso de mobilidade interna, afastando-se o disposto no n.º 3 do artigo 6.º e no n.º 4 do artigo 28.º do Decreto-Lei n.º 132/2012, de 27 de junho, na sua redação atual.
4 — A colocação de docentes de carreira no âmbito da mobilidade interna, decorrente do concurso interno do pessoal docente previsto no presente decreto-lei, mantém-se até ao limite de três anos, de modo a garantir a continuidade pedagógica.
5 — O disposto nos números anteriores não se aplica aos docentes a quem não seja possível atribuir pelo menos seis horas de componente letiva, sendo neste caso necessariamente candidatos à mobilidade interna nos termos gerais.

 

Artigo 6.º
Renovação dos contratos a termo resolutivo

A realização do concurso interno previsto na alínea b) do n.º 2 do artigo 1.º não impede a renovação dos contratos a termo resolutivo a que se refere o n.º 4 do artigo 42.º do Decreto-Lei n.º 132/2012, de 27 de junho, na sua redação atual, desde que se verifiquem os requisitos aí previstos, afastando-se a aplicação do n.º 8 do mesmo artigo.

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47 Docentes Aposentados em Abril de 2018

No mês de Abril de 2018 serão aposentados 47 docentes da rede pública do Ministério da Educação, do continente, de acordo com a seguinte distribuição por categoria.

 

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Cartoon do dia – O enterrro… – SDPA

 

Importa tudo fazer… para que tal não aconteça!

 

 

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Manifestação de Interesse para Agente da Cooperação – Timor Leste

 

Manifestação de Interesse para Agente da Cooperação

 

Contratação de quatro docentes para o Projeto de Capacitação da Universidade Nacional de Timor Lorosa’e em Língua Portuguesa. O prazo termina a 16 de março de 2018.

Agente de Cooperação com contrato a celebrar com o Camões, I.P.

 

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Decreto-Lei n.º 16/2018 cria o Grupo de Língua Gestual Portuguesa e aprova as condições de acesso dos docentes da Língua Gestual

 

Fio hoje publicado em D.R. o Decreto-Lei n.º 16/2018 que cria o grupo de recrutamento da Língua Gestual Portuguesa e aprova as condições de acesso dos docentes da Língua Gestual Portuguesa ao concurso externo de seleção e recrutamento do pessoal docente

[gview file=”https://www.arlindovsky.net/wp-content/uploads/2018/03/Decreto-Lei-n.º-16-2018.pdf”]

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Opinião – Guterres, Crato e as suas sombras – Santana Castilho

 

Num artigo publicado no Observador, Nuno Crato arguiu contra uma afirmação de António Guterres, feita a propósito do seu recente doutoramento honoris causa (“o que hoje fundamentalmente interessa no sistema educativo não é o tipo de coisas que se aprendem, mas a possibilidade de aí se aprender a aprender”), concluindo que “aprender a aprender, em vez de aprender, é o caminho direto para nada aprender, nem sequer aprender a aprender”.

Esta decantada polémica, na qual se projectam sombras negras de Guterres e Crato, é responsável por um erro de décadas, que tem partido ao meio o que só unido pode dar certo. Com efeito, as alterações que o sistema de ensino tem sofrido caracterizam-se ciclicamente por uma divisão de natureza bipolar: ora se hipervalorizam as ciências da Educação, com desprezo pelo valor intrínseco do conhecimento, ora se hipervaloriza o conhecimento puro, com ignorância daquelas. Ora se centra tudo no declarative knowledge (conhecimento “declarativo“, teórico, baseado no estudo dos factos) ora apenas se considera o procedural knowledge (conhecimento “processual“, prático, mesmo que o actor o não saiba explicar, mas tenha “competências”).

Diz Crato, agora e bem, invocando uma das ciências a que outrora chamou “ocultas”, que “a psicologia cognitiva concluiu que as capacidades não podem ser adquiridas independentemente das matérias concretas estudadas”.

Quanto a Guterres, é de pasmar, para quem ainda for capaz de se deixar pasmar, a falta de memória da maioria, apagada pelos feitos internacionais do engenheiro. O gosto pelo diálogo, como forma de controlo dos erros governativos (são dele as primeiras “competências essenciais” e o “estudo acompanhado”), gerou uma lúdica imobilidade, que o levou da “paixão pela Educação” ao “pântano”, de que fugiu, deixando no trajecto, como descoberta sua, políticos (Sócrates e Armando Vara) que reinaram nos labirintos do poder como novos deuses de um Olimpo de subúrbio. Mas acerta agora, quando defende a necessidade de prover os alunos com a capacidade de gerir os seus próprios processos cognitivos, tornando-os aptos para escolherem os melhores métodos de aprender. É disto, afinal, que se ocupa a metacognição, de John Flavel.

Para a Educação, em geral, é tão redutor ignorar o papel e a importância da metacognição como menorizar a precedência do conhecimento factual relativamente ao conhecimento experimental.

Como provavelmente acontecerá com a maioria dos professores, estou farto deste assunto. E há uma boa razão para isso: é que o facto de até agora não ter sido possível enfiar pela goela dos professores de bom senso nenhuma destas posições extremadas, só prova que qualquer delas é por eles rejeitada.

Quanto mais tempo passarem, governos do meio, da direita ou da esquerda, a tentarem alinhar em carreiros separados o que é indissociável, maior será o equívoco de base e a dimensão do erro. Falo de uma espécie de golpe de estado pedagógico, alternado mas permanente, que coloca na clandestinidade os professores de bom senso, os que protegem os alunos, no dia-a-dia da sala de aula, de normativos fundamentalistas e de sequestros ideológicos.

Esta enorme perda de tempo, dinheiro e energias, convenientemente acompanhada por pancadaria verbal infindável, radica na preponderância, na política educacional, do proselitismo sem bases sobre o estudo fundamentado e do totalitarismo pedagógico por etapas sobre a ética e a deontologia docentes. Estas visões políticas, supostamente tendentes a apressarem o caminho do sucesso dos nossos jovens, mais não têm conseguido que moer o juízo dos seus professores.

Há décadas que bato neste teclado palavras para defender os professores daquilo de que ética e deontologicamente discordam e são obrigados a fazer. Falhada cada hipótese de mudança, sobrevém a próxima esperança. Porque o interesse livre dos alunos e dos professores vai sempre à frente do interesse de qualquer dicionário político que os pretenda aprisionar, por decreto, no capítulo das ideologias.

In “Público” de 7.3.18

 

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Decreto-Lei n.º 15/2018 – Recrutamento de docentes do ensino artístico especializado da música e da dança

Aprovado o regime específico de seleção e recrutamento de docentes do ensino artístico especializado da música e da dança.

 

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Não Há Nada Como Fazer um Boneco

Mas mesmo assim não abrem a pestana:

Quem Diria que Ainda Teríamos Saudades das Vagas Para Titular? | O Meu Quintal

Os Pratos da Balança (Negocial) E Alguns Pensamentos Divergentes | O Meu Quintal

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Prémios Europeus eTwinning 2018

Prémios Europeus eTwinning 2018

 

 

O Serviço Central de Apoio eTwinning acaba de divulgar a lista dos professores vencedores dos Prémios Europeus eTwinning 2018.

De entre os 700 candidatos, 3 professores portugueses foram distinguidos com o 2.º lugar nas categorias por idades – 4-11 anos; 12-15 anos; 16-19 anos, a saber:

– Luís Gonçalves (Membro), com o projeto Take care of me – take care of you;

– Marisa Rocha (Fundadora), com o projeto Out of box #eTwCitizen16;

– Júlio Ribeiro (Membro), com o projeto You are the picture – Tu eres el cuadro.

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Escola a transbordar… – Alfedo Leite

 

De norte a sul, passando pelas ilhas, viajo por centenas de escolas por ano. Há, pelo menos, dez anos. O que constato, é que há um grande conjunto de escolas que transbordam.

As escolas não são só “os programas”. Não há só “professores cansados”. Não há só “indisciplina”. Não há só “desgaste pelas deslocações”. Não há apenas “resistência à mudança”. Pelo contrário!

Só que as escolas fazem, arriscam, trabalham, dinamizam e abrem-se ao mundo, muitas vezes sem procurarem a divulgação ou a publicidade.

Bruno Magina, escritor, é apenas um dos exemplos de escritores que vão às escolas ajudar as professoras e os professores a motivar para a leitura. Ajudar a aproximar as crianças e jovens dos livros. E sabemos como isso é fundamental! As tecnologias estão mesmo a roubar espaço.

Calhou-me em sorte, por iniciativa de um professor, dar boleia ao Bruno Magina, numa das minhas deslocações. Comecei logo por ficar aborrecido, porque ele atrasou-se um pouco. A chegada ao nosso ponto de encontro, colocava um comboio no nosso caminho…

Ele lá chegou e abalámos.  

Fiz a viagem de mais de duas horas, em silêncio. A minha concentração é grande antes das sessões. Confesso que também já não estou habituado a andar acompanhado. Depois, fiz o meu trabalho com algumas turmas, e ele foi fazer o dele, com outras turmas.

As escolas transbordam. Superam-se. O livro que o Bruno Magina ia “apresentar” não trazia apenas uma história. A história guiava em direção a um apelo sentido, uma realidade complexa e profunda. Os professores e educadores de infância que chamaram o Bruno Magina, estavam também a sensibilizá-los para a diferença. Para as diferenças. Para a importância de se exercitar a tolerância. Para a empatia. E julgamos que é essencial! Mais uma vez, as tecnologias estão a ferir de morte estas questões. 

Na viagem de regresso, não me calei. Em cima da minha experiência, cheio de adrenalina, disse várias coisas ao escritor Bruno Magina. Falei-lhe da importância de “uma aula começar antes dos alunos entrarem na sala”. Falei-lhe da importância da estética. Os alunos estão atentos a tudo. Revoltei-me com a falta de pontualidade de alguns dinamizadores. Disse-lhe que temos que ser apaixonados.

Um professor apaixonado, faz a diferença.

O Bruno Magina é um professor (além de escritor) apaixonado. As escolas que o chamarem, estão a transbordar. E lá está ele, com a agenda quase cheia. Mostrando que, longe das luzes da ribalta, há muitos exemplos positivos nas escolas de norte a sul. E ilhas.

Amanhã, quando as crianças forem jovens, amanhã, quando os jovens forem os adultos que governam o mundo, o sucesso educativo vai transbordar num rio de felicidade e progresso. Espero que esteja a transbordar, de preferência, de forma vibrante e apaixonada.

 

 

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Cartoon do dia -O sucesso da observação! – SDPA

 

 

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Concentração de Professores de Teatro: 8/03, 11:30, frente ao Ministério da Educação

 

Concentração de Professores de Teatro: 8/03, 11:30, Av. Infante Santo, nº 2, Lisboa – frente ao Ministério da Educação

 

Organizada pela FENPROF e pela APROTED terá lugar uma concentração de professores de Teatro / Expressão Dramática no próximo dia 8 de Março (Quinta-feira), pelas 11 horas e 30 minutos, frente à nova sede do Ministério da Educação e Ciência – Av. Infante Santo, nº 2, Lisboa.
Esta concentração tem o intuito de lutar pela criação de um grupo de recrutamento na área do Teatro, pela integração dos professores na carreira docente e pelo direito a concursos justos e à estabilidade no emprego.

É importantíssimo que participem muitos professores (e apoiantes da causa), pelo que apelamos a todos que compareçam.

A FENPROF enviou convocatória para esta reunião às escolas com professores de Teatro e Expressão Dramática. A concentração é convocada ao abrigo do artigo 341 e seguintes da Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas que estabelece que as reuniões sindicais poderão realizar-se com carácter de excepcionalidade e desde que convocadas pelas Associações Sindicais, reuniões dentro do horário normal até ao limite máximo de 15 horas por ano, que contarão para todos os efeitos como prestação do serviço efectivo.

Os professores de Teatro, sejam ou não sindicalizados, poderão justificar a falta ao abrigo da Lei sindical (podem pedir um comprovativo de presença na própria concentração). A falta não carece de comunicação prévia ou autorização, o docente não tem de apresentar plano de aula nem de garantir a sua substituição.

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E Sobre o Orçamento Participativo das Escolas?

Até ao final do mês de Fevereiro os alunos do 3.º Ciclo e do Ensino Secundário puderam apresentar as suas propostas de Orçamento Participativo.

Na primeira semana de Março deve realizar-se uma reunião entre a coordenação local da medida e os proponentes das várias propostas, no sentido de clarificar e ajustar as propostas aos recursos providenciados por esta medida, sendo possível, nesta fase, o aperfeiçoamento, a fusão ou a desistência de propostas.

A votação final deve ocorrer até ao dia 24 de Março, no entanto este ano como esse dia é um sábado as votações devem acontecer antes desse dia.

Nos 10 dias úteis anteriores à votação os alunos podem promover atividades de divulgação e de debate acerca das suas propostas, desde que não perturbem o normal funcionamento da escola.

Na minha escola, com pouco mais de 300 alunos do 3.º ciclo, apareceram 7 propostas validas que estão neste momento a ser alvo de fusão tendo em conta as semelhanças das propostas que assentam em três grandes áreas.

  • Acesso aos alunos/sala de aula de rede WI-FI em todo o espaço escolar;
  • Melhoria das condições dos balneários dos alunos;
  • Melhoria das condições nas salas de aula e na sala de convívio dos alunos.

São propostas interessantes e abrangentes que dificilmente terão resposta com 500€. E os alunos sabem disso, mas pela vontade que têm nas suas propostas também percebi que estão dispostos a inventar uma máquina de fazer dinheiro.

E como alguém disse, basta a vontade de querer para se conseguir fazer.

Veremos se assim é.

E nas vossas escolas como se sente este Orçamento Participativo?

 

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Pré-Aviso de Greve

 

 

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Governo e FENPROF com Contas Diferentes sobre Custo do Descongelamento

Governo e FENPROF com contas diferentes sobre custo do descongelamento » Educare – O Portal de Educação

O Governo prevê que o descongelamento da carreira dos professores custe 1477 milhões de euros até 2023, mas a FENPROF aponta para uma despesa inferior a 900 milhões de euros, afirmando que a diferença paga metade da recuperação salarial.

“Dizem que só em descongelamento vão gastar 1477 milhões. Não é verdade. Nem chega a 900 milhões nestes anos todos. O Governo gasta menos 600 a 700 milhões do que aquilo que diz que gasta. (…) Se o Governo fizer as contas com seriedade o dinheiro que eles dizem que têm só para o descongelamento dá para isso e para a nossa proposta”, disse o secretário-geral da Federação Nacional dos Professores (FENPROF), Mário Nogueira, aos jornalistas.

Mário Nogueira falava depois da entrega do pré-aviso de greve no Ministério da Educação, para a paralisação de professores agendada para o período entre 13 e 16 de março, para contestar as propostas e os resultados das negociações com o Governo até ao momento.

Na reunião de quarta-feira, o Governo entregou aos sindicatos uma proposta que prevê a recuperação de apenas dois anos e 10 meses de tempo de serviço dos nove anos, quatro meses e dois dias reclamados pelos professores.

Os números da despesa com o descongelamento das carreiras e recuperação do tempo de serviço que o sindicalista hoje contestou foram apresentados pela secretária de Estado Adjunta e da Educação, Alexandra Leitão, e pela secretária de Estado da Administração e Emprego Público, Fátima Fonseca, numa reunião com os sindicatos da educação na quarta-feira, para negociar a recuperação do tempo de serviço congelado aos professores.

Num documento apresentado aos sindicatos e depois distribuído aos jornalistas, o Governo aponta que só o descongelamento das carreiras, sem contabilizar a recuperação do tempo de serviço congelado, custe até 2023 um total de 1477 milhões de euros (ME) face a 2017, mas as contas que a FENPROF fez, e que hoje divulgou, apontam para uma despesa inferior a 900 milhões de euros.

A diferença entre os dois valores, disse Mário Nogueira, já pagaria cerca de metade daquilo que o Governo estimou ser o custo da proposta dos sindicatos para a recuperação do tempo de serviço congelado: 1154 ME até 2023.

Dando o exemplo do faseamento em vigor para a função pública, que só em dezembro de 2019 recebe o valor correspondente ao descongelamento na íntegra, Mário Nogueira apontou que nas contas da federação, “feitas por alto”, partindo sempre do princípio que todos os professores em condições de progredir de escalão nesse ano progridem em janeiro, o que não acontece, a despesa em 2019 será de cerca de 22 ME, quase 60 ME abaixo dos 80 ME estimados pelo Governo.

“Podemos discordar todos uns dos outros, no plano do que cada um defende podemos ter opiniões distintas, agora há uma coisa com a qual FENPROF não gosta de lidar, que é com a mentira”, disse Mário Nogueira, acusando a tutela de “mentir para ganhar vantagem nesta discussão e, sobretudo, para tentar manipular a opinião pública contra os professores fazendo crer que há uma despesa que não é verdadeira”.

“O dinheiro que gastamos com estes incompetentes que fazem propostas daquelas, com esta gente que vive aqui pendurada nos corredores do Governo e do poder, com esses inúteis que encontramos por aí, o que gastam com os professores é muito pouco, porque os professores estão a trabalhar para o futuro do país e a maior parte dessa gente está a trabalhar para destruir o país. Não pensamos que seja uma despesa acrescida, achamos que está bem”, disse Mário Nogueira.

A proposta para recuperação do tempo de serviço até 2023 que hoje a FENPROF também entregou no Ministério da Educação tem uma grelha para progressão de escalão que é, segundo disse o sindicalista, semelhante a outras já usadas nos governos de Cavaco Silva e António Guterres para recuperação de tempo de serviço, e que a FENPROF garante que não põe em causa a sustentabilidade do sistema, tal como exige o Governo.

Sobre a greve, o líder da FENPROF disse ainda que, face à proposta conhecida, e se não houver mudanças na posição do Governo, “é bem natural” que no último dia de greve os professores anunciem o que vão fazer a seguir.

“Com uma certeza: não brinquem com os professores. Sempre se deram mal quando o fizeram”, concluiu Mário Nogueira.

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Semana da Leitura entre 5 e 9 de Março

Apresentação

 

Entre 5 e 9 de março, vamos comemorar a leitura e o leitor!

 

 

Nesta semana, convidamos escolas e entidades públicas e privadas a promoverem atividades para festejar a leitura como ato comunicativo, diálogo entre as artes, as humanidades e as ciências, espaço de encontro, criativo e colaborativo.

Registe no SIPNL a(s) iniciativa(s) que planeia concretizar e partilhe connosco, posteriormente, as experiências vividas nessa semana.

Inspire-se nas nossas sugestões, acrescente as suas ideias, mobilize a comunidade, capte parcerias, participe com os recursos de que dispõe e promova a leitura e a escrita como objeto de prazer e liberdade.

Participe!

Ler! A qualquer hora, em qualquer lugar!


.: Programa :.


Materiais gráficos:

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Galeria de Ideias


Infográficos


Spot

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MLR ganhou! Tardou, mas venceu… os professores perderam.

 

O que vou tentar explicar afeta-me pessoalmente, a mim que acabei de ser informado, caso ainda não o soubesse, que progredi ao 2º escalão em 1 de janeiro. Já fiz este estudo num outro artigo, necessitava de trabalhar até aos 72 anos, sem congelamentos e sem cotas para chegar ao 10.º escalão, neste momento, se conseguir chegar ao 6.º escalão serei um homem de sorte, acima disso, um sonho colorido.

Nunca chegarei ao topo da carreira, nem sequer lá perto. O 10º escalão é uma miragem, algo que só embriagado pela sede de reconhecimento financeiro poderei alcançar. Num futuro muito próximo, ninguém alcançará o topo… não me venham com as histórias que, quem o conseguirá será por mérito e coisa e tal, por ser um bom professor, por isto e por aquilo… sejam realistas, não se enganem a vós próprios e não me venham com teorias de que são os suprassumos da educação.

Sinto-me enganado… sinto que a MLR atingiu os seus objetivos (as caras podem ser diferentes, mas a máquina é a mesma). No final, sempre vai conseguir dividir os professores em categorias, os de progressão automática e os que aguardarão cotas para progredir. (os de progressão automática também se sujeitarão a cotas)

Vamos a dados (os números apresentados têm como base os cálculos do ME aquando das apresentações aos sindicatos). O Arlindo fez as contas e concluiu, muito bem concluído (confirmado em D.R.) que, “dos 2.198 docentes que ainda estão presos nos 4.º e 6.º escalões, 1.201 progridem sem quotas e apenas 328 vão progredir através de vaga. 669 docentes vão continuar presos nestes escalões por mais um ano, pelo menos.” Ou seja, 86% dos docentes a aguardar progredir aos 4.º e 6.º escalões sobem automaticamente ou por cotas. Ficam 14% a aguardar vaga num dos anos seguintes.

Sejamos diretos e deixemo-nos de hipocrisias, todos sabemos que a ADD não é justa e que este modelo é dado a subversões. As cotas, dentro dos agrupamentos, para as avaliações que permitem acesso direto a estes escalões, também variam de agrupamento para agrupamento. Os docentes que neste momento progredirão, sem cotas do Ministério das Finanças, foram adquirindo as menções ao longo dos últimos três ciclos avaliativos e, agora, estão a recuperar essas avaliações, isso torna-os mais numerosos. Mas vamos trabalhar na percentagem dos 14%, sabendo de antemão que é limitadora e que no futuro será muito superior. Se, todos os anos, houver um acumular de 14% de docentes que não sobem por falta de vaga, vai ser muito difícil, a um docente com avaliação de Bom, a progressão ao 5.º ou ao 7.º escalão.

Em 2019 acumular-se-ão 2053 docentes à espera de progredir ao 5.º ou ao 7.º escalão. Em 2020 o número subirá para 6416 e em 2021 para 7661 docentes a aguardar. Isto é uma bola de neve. Se não aguardas no 4.º escalão, aguardas no 6.º…

Não julguem que bastará um Muito Bom para ser um “automático”, necessitarão de um Excelente, para depois, devido às cotas serem vetados ao Muito Bom. Os Muito Bons, a maioria, serão dizimados pelas cotas e só lhes atribuirão o Bom, para ficarem à espera…

Isto é a vitória da MLR e dos seus contabilistas, que ainda devem continuar a trabalhar no ME e no MF.

Canta vitória MLR que desenterraram as tuas obras e expuseram-nas para que todos as sintam na pele… finalmente conseguiram dividir-nos dentro da carreira.

(Não se atirem aos colegas que já estão no 7.º, 8.º e 9.º escalão, eles não têm culpa)

 

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Sugestão de Leitura – Desenvolva as inteligências do seu filho – Renato Paiva

 

«Um instrumento para transformar as qualidades das crianças em recursos, colocando pais e professores a crescer sempre que contribuem para que as crianças desenvolvam as suas qualidades, e as apurem.» Eduardo Sá, in prefácio

 

Cada criança é um ser único e especial, dotado de uma inteligência própria, de um talento particular. Não há duas crianças iguais. Algumas são emocionalmente mais desenvolvidas, muitas possuem uma criatividade artística especial, uma paixão pelo campo da matemática, enquanto outras têm um dom natural para a música ou grandes habilidades físicas. É a combinação de inteligências e capacidades de cada criança que a torna singular.

Neste livro, Renato Paiva ajuda-nos a identificar os tipos de inteligências do nosso filho de forma a conseguir estimular as que se encontram menos evoluídas e potenciar ainda mais as que já estão desenvolvidas, incentivando-nos ainda a brincar mais e melhor, a jogar, a rir e a divertirmo-nos juntos.

Com mais de 250 jogos, exercícios e brincadeiras para fazer sozinho ou em família, vamos, pais e educadores, conseguir estimular a memória, a atenção, a concentração, a linguagem, a criatividade. Talentos fundamentais que tornarão as nossas crianças mais confiantes, autónomas e, sobretudo, mais felizes.

 

LANÇAMENTO 15 MARÇO 18H30 BERTRAND AMOREIRAS

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Nova parceria do Blog – Alfredo Leite – Um comunicador nato… num Mundo Brilhante

 

Vamos então com toda a força! Com a garra dos melhores! Certo?

Adoro a vossa sinceridade e, por isso, é com gosto que darei o meu contributo.

Aprendo muito com os professores nas escolas de norte a sul. Partilhar isso, será fantástico! Sem falsas modéstias, espero inspirar. Nos melhores dias, quem sabe, agitar. Abanar. Provocar.

É que este país será tanto melhor, como os melhores professores.

Escrevo estas linhas em Vila do Bispo. Vim em trabalho. Contactei com mais de 200 alunos. Foi intenso. Rimos. Chorámos. No final, duas das professoras da organização, deram-me os parabéns enquanto se despediam.

Agradeci

Mas elas é que estão de parabéns! Não desistem. Mesmo com as dificuldades. Não perdem o brilho. Nem o brio. Persistiram pelos alunos. Numa escola como tantas. Como tantas dificuldades.

E é isso que faz o mundo avançar! Iniciativas como esta vossa. Sem tretas. Com brio. Com carolice.

Se um dos que me lê agora ficar com vontade de ir abanar o mundo dos seus alunos, fico feliz.

Se um dos que me lê agora ficar mais perto de ajudar os alunos e o seu desenvolvimento, fico feliz.

É que este país será tanto melhor, como os melhores professores.

Há pouco vi um vendedor de fruta na beira da estrada. Pegou numa faca e cortou com mestria um pedaço para me dar a provar.

Perguntei-me como tinha tanto jeito. Parece que me tinha lido o pensamento. Pratico muito. A fruta até pode não ser boa, mas pratico muito. E afio a faca.

E é assim o melhor professor. Afia a faca. Não a faca do Trump. Mas afia as suas competências. É que este país será tanto melhor, como os melhores professores…

Os melhores afiam. Persistem.

É uma das coisas que aprendi com eles. E é o que irei transmitir por aqui. Obrigado.

Alfredo Leite

Alfredo Leite, Psicólogo Licenciado pelo ISPA, Formador, Coach e pai babado de uma menina de 10 anos e um rapaz de 7. Sempre acreditou que a Psicologia devia chegar às pessoas ajudando-as, não apenas quando têm problemas, mas fundamentalmente, para melhorarem as suas competências e descobrirem todo o seu potencial. in Mundo Brilhante

 

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Greve Nacional de Professores e Educadores

 

 

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PSD vai Requerer Apreciação Parlamentar de Decreto-Lei sobre Concursos de Professores

PSD vai requerer apreciação parlamentar de decreto-lei sobre concursos de professores – SAPO 24

O PSD vai requerer, na próxima semana, a apreciação parlamentar do decreto-lei sobre os concursos de recrutamento de professores, promulgado na quinta-feira com reticências pelo Presidente da República, indicou hoje à Lusa a deputada Margarida Mano.

Para a deputada social-democrata, “será importante” que o parlamento aprecie o diploma face a “problemas que surgiram” na colocação de professores no ano letivo em curso e, “se possível, os corrija”.

Em causa, de acordo com o PSD, estão alterações em agosto de critérios que “eram desconhecidos” por parte dos professores quando concorreram aos concursos de recrutamento e que modificaram os “termos de colocação”.

Margarida Mano disse que os professores concorreram como o faziam nos anos anteriores “na convicção de que os critérios eram os mesmos” e, posteriormente, “aperceberam-se de que os critérios foram alterados” sem terem disso sido previamente informados.

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, promulgou na quinta-feira o decreto-lei relativo aos concursos de recrutamento de professores, embora realçando “as reticências quanto às expectativas dos docentes” que o diploma lhe suscita.

Para o chefe de Estado, apesar de o decreto-lei “suscitar reticências quanto à satisfação das expectativas dos docentes na correção dos problemas relacionados com a sua colocação para o ano letivo em curso”, foi necessário promulgá-lo para, nomeadamente, “garantir a entrada em vigor” do regime do ensino artístico.

Aprovado pelo Governo a 08 de fevereiro, o decreto-lei prevê a criação de um concurso específico para recrutamento de docentes do ensino artístico especializado de música e dança, um concurso específico para docentes de técnicas especiais, um concurso de vinculação extraordinário em 2018 e um concurso interno antecipado, ao qual o Presidente da República aponta reticências.

Os professores consideram que a solução adotada pelo Governo não satisfaz por completo as suas exigências, invocando que foram prejudicados no concurso de mobilidade interna para o ano letivo em curso, e cujas listas de colocação foram divulgadas a 25 de agosto de 2017.

Em 2017, ao contrário de anos anteriores, o Ministério da Educação não levou a concurso na mobilidade interna horários incompletos, limitando o universo de horários e de escolas a que os professores dos quadros se podiam candidatar no concurso que serve para permitir aos docentes aproximações à sua zona de residência.

Em consequência, os professores, que se candidataram acreditando que, à semelhança de anos anteriores, tinham sido levados a concurso todos os horários disponíveis, ficaram colocados em escolas distantes e viram outros colegas menos graduados a serem colocados nesses lugares, que só foram libertados em fases posteriores dos concursos de professores.

A solução apresentada pela tutela adia a eventual resolução do problema para o próximo ano letivo e pode não permitir a colocação dos professores nos horários a que inicialmente esperavam poder ter concorrido, uma vez que só irão ao concurso de mobilidade interna extraordinário os horários disponíveis.

Isto porque os professores que estão satisfeitos com a colocação que obtiveram este ano letivo não serão obrigados a candidatar-se no próximo ano, o que significa que os lugares que ocupam não vão a concurso.

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Cinema Sem Conflitos: Racismo (parte 1/5)

Swing of Change: um trompete anti-racismo!”

O filme de hoje é a nossa primeira recomendação na categoria Racismo. Trata-se de uma história mágica, que dá relevo ao poder transformador da música, quebrando as ideologias de um barbeiro preconceituoso. Um excelente recursos para iniciar uma discussão sobre esta problemática nos espaços educativos.

 

Créditos

Harmony Bouchard, Andy Le Cocq, Joakim Riedinger e Raphael Cenzi.

Saber mais

Mais curtas-metragens realizados por alunos da ESMA – École Supérieure des Métiers Artistiques, no canal oficial do Youtube.

Making of

 

 

Até à próxima semana ou todos os dias em facebook.com/cinemasemconflitos

 

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Sem dinheiro para os docentes, com dinheiro…

 

Continua a haver dinheiro para injetar em bancos, para perdões fiscais… Mas dinheiro para quem pagou e vai continuar a pagar tudo isso não há.

 

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