Há pouco mais de um ano “anunciava-se” que esta legislatura ministerial seria imaculada quanto a manifestações. De facto, até já houve manifestações a favor de uma política que valorizava a Escola Pública, que alguns viram como de apoio à equipa.
Hoje, 9 anos depois de um marco incontornável da luta dos professores, anuncia-se o possível regresso à luta.
Olhando para trás, para a luta que se travava então, verifico, com revolta, que aquela batalha não foi mais do que isso, uma batalha. Uma batalha em que não se chegou a definir quem saiu vitorioso e que as suas conquistas se foram esfumando ao longo dos anos. Dizem que foram os professores. Sim, em muito aspetos saíram vitoriosos, nem que não seja pelo poder de união que conseguiram e que foi visto por todos. 
Se há 9 anos tínhamos razões para sair à rua, hoje, voltamos a ter o que ontem já tínhamos. Como alguém me dizia, há pouco tempo, só nos falta o retorno do Professor Titular. A verdade é que temos deixado andar. Ninguém parece perceber que empurramos com a barriga um mal que em breve as gerações vindouras vão ter que pagar. Tudo isso em nome da pseudosustentabilidade. Temo-nos demitido de intervir no nosso próprio futuro enquanto professores. Temo-nos contentado com as migalhas que caem das barbas dos outros. Deitamo-nos nos louros, com que um dia julgamos ter sido coroados.
Temos tanto porque continuar a lutar. A Aposentação, as carreiras (esta foi a novidade desta semana que, na verdade, já se esperava), o descongelamento, a gestão…(quem não tem razões, é só escolher)
Nós não somos nenhum museu de memórias para vivermos delas… teremos um novo dia?

13 comentários
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Pronta para a luta estou sempre, o meu maior temor é sermos atraiçoados pelos sindicatos outra vez!
Já se faz tarde! Estão a pedi-las e com toda a força. Não terão vergonha na cara para exigir que um professor fique na Escola para além dos 66 anos? Devem pensar que a Escola é equivalente às brincadeira que tristemente promovem do Parlamento. Haja alguém com mais nível que seja capaz de dizer que a classe dos professor não é, nem deverá continuar a ser capacho de Sócrates.
Onde anda a FENPROF, a FNE e quejandos?????….
Talvez estejam a dormir…..
Então não foram todos os sindicatos que supostamente se propuseram a lutar por um Regime Especial de Aposentação Docente?
Em 2016 a Idade Legal de Reforma era de 66 ANOS e 2 MESES
Em 2017 a Idade Legal de Reforma é de 66 ANOS e 3 MESES
Em 2018 a Idade Legal de Reforma será de 66 ANOS e 4 MESES
Em 2019 a Idade Legal de Reforma será de…….
A história do BURRO E DA CENOURA muito bem contada…
É urgente criar um Regime Especial de Aposentação Docente devido ao elevadissimo desgaste da profissão docente. Por outro lado, não faz qualquer sentido um “velhinho” manter-se a dar aulas a adolescentes (maioria deles verdadeiros energumenos/delinquentes).
Á semelhança do que foi determinado pelo atual Governo para os Militares, GNR, PSP, Policia Maritima, Policia Judiciária…a idade da Reforma passou a ser de 60 ANOS DE IDADE. Acresce que no caso dos Militares e GNR, aos 55 ANOS DE IDADE passam à “RESERVA”, isto é, vão para casa e aguardam pelos 60 ANOS DE IDADE, momento a partir do qual passam automaticamente à REFORMA.
O que ocorre para aqueles funcionários públicos também ocorre em profissões de desgaste rápido a nível do setor privado, como é o caso das bordadeiras da madeira e outras profissões.
Face a esta realidade será que os “professores” são “carne para canhão”?
Visto de outra perspectiva, há também a considerar que a nivel docente temos cerca de 30.000 CONTRATADOS. Devemos questionar se não é chegada a hora de criar lugares para os professores mais jovens e para todos os jovens que frequentam Cursos Superiores direccionados para o Ensino.
Sendo que a maioria dos contratados se encontra perto ou acima dos 40 anos. Contratados ad eterno.
Sim!
Eu digo SIM!….
Aposentação aos 36 ANOS DE DESCONTOS ….SIM!….
Dar o lugar aos mais novos….SIM!…..
http://www.spn.pt/Media/Default/_Profiles/4876592e/e26936e7/40anos.JPG?v=636111063806084844
Vamos lá todos fazer Relatórios de Avaliação para ver se Progredimos na Carreira Docente (digo, carreira da treta)…
Vamos lá todos fazer Reuniões + Reuniões + Reuniões todas as semanas para encher chouriços…..
Vamos lá todos fazer Planos Anuais de Actividades (para colocar no relatório de avaliação) + Planificações + Relatórios + Relatórios + ….
Vamos lá todos apodrecer a aturar “meninos” até aos 70 ANOS DE IDADE….
E que tal mandar isto tudo À BARDAMERDA como disse Pinheiro de Azevedo????????
Lembram-se do esparguete….parece-me que voltamos a esse tempo! Vejam só o que se passa com o modelo de gestão. Ninguém parece interessado em extirpar esse cancro que destrói as escolas. Nem a geringonça, muito menos a oposição.
Onde estão os sindicatos? A auscultação efetuada foi apenas para enganar os professores. O tempo passa, os diretores fazem- se eleger-se a toda o pressa. Tanto sindicatos como partidos que dizem defender os valores democráticos nem uma palavra, nem uma proposta, em tempo ÚTIL.
A questão do “regime especial de aposentação”, a questão dos jovens “contratados” (cerca de 30.000), a questão das progressões na carreira, a questão da Gestão Escolar e a sua democratização….. São problemas que deviam estar na “ordem do dia”, isto é, na agenda politica dos diferentes sindicatos de professores.
Não vejo os maiores sindicatos – FENPROF e FNE a encetarem uma luta a sério por estes problemas que se colocam a todos os docentes.
Jovens contratados??? Experimente saber a média de idades. Muitos de nós acima de 44 anos de idade e vinte de ensino, tempo esse que serve para???
https://duilios.wordpress.com
Acabei de ler um artigo no Expresso que talvez possa ajudar a trazer alguma justiça. Isto se o dinheiro for bem aplicado! Louçã quer afastar o Governador para deitar a mão a 4,5 mil milhões que estão no Banco de Portugal como provisões para problemas financeiros. Ora, se forem bem aplicados permitirão que os professores se aposentem aos 56 anos como os polícias e assim os mais novos poderão ser reposicionados na Carreira e não precisarão de andar em palpos de aranha a gastar todo o dinheiro nos impostos que a geringonça aplicou aos combustíveis. Até aqui fintaram os jovens que dizem proteger: apressaram-se a repor os cortes às pensões douradas e quem ficou agarrado ao trabalho que gaste tudo o que ganha nas deslocações.
[…] Há precisamente um ano escrevi um artigo intitulado, Teremos outro 08/03/08? (que já só é uma memória). […]