MLR ganhou! Tardou, mas venceu… os professores perderam.

 

O que vou tentar explicar afeta-me pessoalmente, a mim que acabei de ser informado, caso ainda não o soubesse, que progredi ao 2º escalão em 1 de janeiro. Já fiz este estudo num outro artigo, necessitava de trabalhar até aos 72 anos, sem congelamentos e sem cotas para chegar ao 10.º escalão, neste momento, se conseguir chegar ao 6.º escalão serei um homem de sorte, acima disso, um sonho colorido.

Nunca chegarei ao topo da carreira, nem sequer lá perto. O 10º escalão é uma miragem, algo que só embriagado pela sede de reconhecimento financeiro poderei alcançar. Num futuro muito próximo, ninguém alcançará o topo… não me venham com as histórias que, quem o conseguirá será por mérito e coisa e tal, por ser um bom professor, por isto e por aquilo… sejam realistas, não se enganem a vós próprios e não me venham com teorias de que são os suprassumos da educação.

Sinto-me enganado… sinto que a MLR atingiu os seus objetivos (as caras podem ser diferentes, mas a máquina é a mesma). No final, sempre vai conseguir dividir os professores em categorias, os de progressão automática e os que aguardarão cotas para progredir. (os de progressão automática também se sujeitarão a cotas)

Vamos a dados (os números apresentados têm como base os cálculos do ME aquando das apresentações aos sindicatos). O Arlindo fez as contas e concluiu, muito bem concluído (confirmado em D.R.) que, “dos 2.198 docentes que ainda estão presos nos 4.º e 6.º escalões, 1.201 progridem sem quotas e apenas 328 vão progredir através de vaga. 669 docentes vão continuar presos nestes escalões por mais um ano, pelo menos.” Ou seja, 86% dos docentes a aguardar progredir aos 4.º e 6.º escalões sobem automaticamente ou por cotas. Ficam 14% a aguardar vaga num dos anos seguintes.

Sejamos diretos e deixemo-nos de hipocrisias, todos sabemos que a ADD não é justa e que este modelo é dado a subversões. As cotas, dentro dos agrupamentos, para as avaliações que permitem acesso direto a estes escalões, também variam de agrupamento para agrupamento. Os docentes que neste momento progredirão, sem cotas do Ministério das Finanças, foram adquirindo as menções ao longo dos últimos três ciclos avaliativos e, agora, estão a recuperar essas avaliações, isso torna-os mais numerosos. Mas vamos trabalhar na percentagem dos 14%, sabendo de antemão que é limitadora e que no futuro será muito superior. Se, todos os anos, houver um acumular de 14% de docentes que não sobem por falta de vaga, vai ser muito difícil, a um docente com avaliação de Bom, a progressão ao 5.º ou ao 7.º escalão.

Em 2019 acumular-se-ão 2053 docentes à espera de progredir ao 5.º ou ao 7.º escalão. Em 2020 o número subirá para 6416 e em 2021 para 7661 docentes a aguardar. Isto é uma bola de neve. Se não aguardas no 4.º escalão, aguardas no 6.º…

Não julguem que bastará um Muito Bom para ser um “automático”, necessitarão de um Excelente, para depois, devido às cotas serem vetados ao Muito Bom. Os Muito Bons, a maioria, serão dizimados pelas cotas e só lhes atribuirão o Bom, para ficarem à espera…

Isto é a vitória da MLR e dos seus contabilistas, que ainda devem continuar a trabalhar no ME e no MF.

Canta vitória MLR que desenterraram as tuas obras e expuseram-nas para que todos as sintam na pele… finalmente conseguiram dividir-nos dentro da carreira.

(Não se atirem aos colegas que já estão no 7.º, 8.º e 9.º escalão, eles não têm culpa)

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2018/03/mlr-ganhou-tardou-mas-venceu-os-professores-perderam/

38 comentários

Passar directamente para o formulário dos comentários,

    • Rui Sousa on 4 de Março de 2018 at 19:23
    • Responder

    Concordo, mas só agora percebeu? Isto já tem 10 anos e de facto tem o rosto da famigerada criatura (nem as iniciais do nome me atrevo a escrever).
    Agora algumas questões, não, não ficarei à espera de resposta…
    Sabe que foi criado um novo escalão, 10º, e correpondente índice, mais de 300€!!!!!! acima do anterior topo de carreira, enquanto os escravos eram retidos nos primeiros 4?
    Parece-lhe justo?
    Tem ideia da adesão às greves de quem está do sétimo para cima?
    Pensa que esta casta de privilegiados fará a próxima?
    Eu sei mas não respondo…
    Sabe que os diretores foram aumentados em quase 100%?
    Ainda acha que o mec não tem dinheiro?
    Parece-lhe justo, equitativo?
    Os outros não têm culpa, concordo. A culpa foi nossa que andamos a sacrificar o nosso miserável ordenado, com greves, para a casta de privilegiados se lambuzar, trabalhando metade e ganhando o dobro.
    Quanto aos sindicatos…é só olhar para eles, chegaram todos no topo da carreira…já conseguiram os objetivos. Agora é teatro para enganar os zecos.
    Precisamos, urgentemente, de criar um sindicato para os “escravos”…
    Vamos a isso?

      • mario silva on 4 de Março de 2018 at 19:43
      • Responder

      Quando numa conversa um prof. afirmou que “efetivamente
      é difícil ter dinheiro para implementar a recuperação dos 9 anos de tempo de serviço” (o que implica que quando ocorrer progressão é para o escalão
      correspondente aos anos de serviço e não para o escalão superior), num tom de desculpabilização deste governo que provavelmente não teria com o governo anterior, respondi que, quando os recursos são limitados, fazem-se opções; e uma delas, é o governo decidir que não injetava dinheiro do OE nos bancos, como ainda vai fazer este ano com o BES (mais €1500 milhões…!), porque para isso nunca se questionou a falta de dinheiro (estando estimado uma DOAÇÃO de €20 mil milhões…). Outro colega em tom de reforço, também sugeriu que poderiam decidir não progredir quem já está nos escalões superiores e permitir aos que estão parados há anos nos escalões inferiores, tornando a repetir “que também são opções…!”.
      Portanto, o argumento “não há dinheiro” é um insulto à inteligência
      das pessoas…

        • mario silva on 4 de Março de 2018 at 19:49
        • Responder

        “todos sabemos que a ADD não é justa e que este modelo é dado a subversões.”.

        Porque simplesmente os critérios de avaliação utilizados são tão subjetivos que predomina a avaliação com base nas características pessoais, na simpatia/antipatia pela pessoa e na compatibilização entre personalidades. Ou seja, as emoções que se sente pelo/a avaliado/a (se é porreiro/a, se gosto/não gosto, se é simpático/antipático) decidem a classificação a atribuir.

          • CJ on 4 de Março de 2018 at 20:07

          Além de tudo, e é muitíssimo, a add está ainda decisivamente inquinada, pela gestão antidemocrática das escolas. As classificações sujeitas a quotas são para os amigos do CP e sobretudo do CG. É fácil provar.
          Já agora terão o pcp e o be sido, recentemente, ilegalizados?!

          • Joaquim Sousa Franco on 5 de Março de 2018 at 20:44

          Não é inveja, mas por coincidência, sempre que falo com colegas acima do 6º escalão em relação aos 9 anos e meio, referem que o estado não tem dinheiro( parece que estão com um medo/sentido de culpa? …).
          Já agora, a desproporcionalidade entre os valores dos escalões, é cá uma justiça/equidade/proporcionalidade!
          Já a Sra. Maria, fez de acordo com a sua natureza. Há sempre maiores diabos. Podiam ter ido buscar um pior.

    1. Mais uma vez, professores contra professores.

      • anabela martins silva bacelo on 5 de Março de 2018 at 9:02
      • Responder

      Colega, cuidado com as generalizações!!!! Eu, nas palavras do colega, sou priveligiada, pois estou no 7 escalão. Poderia ja estar no 8, se a MLR ,nao tivesse criado os escalões intermedios, pois e colega, injustiças sentimos todos!!! E, repare, eu no 7 escalão fiz e faço greves..tenha um bom dia.

    2. Cuidado! Injustiças todos sentimos. Estou no 8º escalão desde 2004…
      Fiz e faço greves!!

        • Nuno on 5 de Março de 2018 at 13:40
        • Responder

        Que sorte a sua …! Eu com o mesmo tempo serviço com que chegou ao 8º estou no terceiro. Ora veja lá o que é injustiça.

          • Fmonteiro on 5 de Março de 2018 at 14:25

          Está no 3 escalão com 33 anos de serviço? Sempre no ensino público ? Que história!

          • Nuno on 5 de Março de 2018 at 14:48

          Falso. Você não chegou ao 8º com 33 anos de serviço mas sim com 21 ou menos…mestrados…O 9º escalão até 29 de agosto de 2005 era atingido com 21 anos de serviço e o topo de carreira, 10º, com 26. Pensa que todos são ignorantes?
          Sejam sérios e passem bem.

          • Fmonteiro on 5 de Março de 2018 at 15:48

          Estou no 7 escalão .. 58 anos.. 33 de docencia

          • Nuno on 5 de Março de 2018 at 16:44

          Tire-lhe 9 anos (até dou de barato os 4 meses e…) e comprove com quantos anos de serviço lá chegou. É só fazer as contas…

          • Fmonteiro on 5 de Março de 2018 at 22:26

          E…?

          • Fmonteiro on 5 de Março de 2018 at 22:31

          E vou para a reforma no 8 escalão com sorte! Só subo em fevereiro de 2021 com 40 anos de descontos no publico.. Acha q é uma sorte? Revolte se cobtra quem faz as leis.. E não contra os sujeitos da mesma.. Ganhava mais.

          • ...e só cheguei agora... on 5 de Março de 2018 at 22:51

          Com argumentos assim…não se deve querer, com certeza, para professor dos seus filhos…

          • Ilda Marques on 5 de Março de 2018 at 15:49

          Não seja parvo nuno.

          • Nuno on 5 de Março de 2018 at 16:44

          Não tendo argumentos a resposta é o insulto. Com professores assim não vamos lá.

          • anonimo on 5 de Março de 2018 at 17:20

          Concordo com o Nuno. Os professores não conseguem nada, porque estão sempre a pensar no seu umbigo. Não têm consciência de classe, não têm solidariedade profissional, não se preocupam com quem está pior na profissão…
          São todos professores, mas querem sempre distinguir-se dos restantes colegas: pelo horário, pelos alunos, pelos níveis, pelos cargos, pelo vencimento, etc.etc, etc…
          Enfim, acham-se todos muito bons. Melhores do que os seus colegas de profissão.
          Como diz o Nuno, assim não vamos lá.

          • violante.silva@gmail.com on 6 de Março de 2018 at 18:44

          Concordo inteiramente. Estas quezílias são música para o governo. Em vez de nos unirmos passamos o tempo no insulto!

          • MA on 6 de Março de 2018 at 0:24

          Claro que é injusto e eu tive sorte de não haver filtro no 4º e no 6º. Mas não me vai culpar por isso, pois não?
          Toda a classe deve estar unida…e não me parece que é o que está a acontecer (pelo que vou lendo)…E o ME vai esfregando as mãos de contente!

        • mario silva on 7 de Março de 2018 at 18:06
        • Responder

        todos foram prejudicados mas uns foram mais prejudicados que outros.

      • Fmonteiro on 5 de Março de 2018 at 12:54
      • Responder

      Rui Sousa nascesse mais cedo.. Bem mais cedo.. Aí estaria há muito num escalão mais elevado.

      1. Aí estão eles… que nível de argumentação! Não se esperava outra coisa. Chegaram ao topo da carreira com 26 anos de serviço, ou menos, e os escravos com o mesmo tempo de serviço estão abaixo do 4º. E diz o outro não se atirem a eles! Andam inchados mas um destes dias ainda rebentam…!

          • Csousa on 5 de Março de 2018 at 14:23

          Rebenta o colega que é mais velho.. E cansado de ficar colocado perto de casa.. Há 30 anos.

    • mario silva on 4 de Março de 2018 at 19:40
    • Responder

    Subscrevo integralmente o artigo (e o comentário abaixo de Rui Sousa). Já escrevi algo semelhante, e há mais de 4 anos que sempre disse que o sistema estava montado para assassinar a carreira dos profs entre os 35-50 anos (os outros abaixo nem carreira iriam ter…).
    E por isso, no panorama atual, é inevitável começar a falar nos assuntos tabu educativos, sendo um deles a carreira remuneratória. Um dos argumentos principais usados no período 2005-2009 para contestar a criação da figura do ‘prof.titular’, é que não tinha justificação separar pessoas em categorias profissionais diferentes que executavam o MESMO CONTEÚDO FUNCIONAL. Este argumento é válido para estabelecer o valor remuneratório, pois um prof. de uma área disciplinar do 2º/3 ciclo/secundário no 3º escalão executa o MESMO CONTEÚDO FUNCIONAL do seu colega no 7º escalão, mas a diferença salarial é de algumas centenas de euros. Portanto, a carreira remuneratória vertical estabelecida para pessoas que realizam o MESMO CONTEÚDO FUNCIONAL, promove injustiça salarial. Por isso, usando o mesmo principio argumentativo para rejeitar a figura do ‘prof.titular’, a carreira devia ter só um índice remuneratório para todos (respeitando o principio de MESMO CONTEÚDO FUNCIONAL equivale a salário igual) e diferenciava-se com a idade através da redução da componente letiva e/ou de suplementos remuneratórios consoante os cargos que fossem exercidos (coordenação pedagógica, apoio educativo, etc.). De certa forma, regressar a um modelo que já existiu, em que existia compensação com redução letiva a quem, para além de lecionar, exercia coordenação pedagógica
    (coordenador de área disciplinar, coordenador de departamento, direção de instalações, coordenador secretariado de exames/elemento do secretariado, elemento da comissão de horários, elemento de comissões pedagógicas, etc.) e/ou apoios pedagógicos (tutoria, apoio individual, sala de estudo, estudo acompanhado,
    clubes/núcleos temáticos, etc.).
    Verifica-se a existência de profs colocados em escalões superiores (7º a 9º) que não estão nomeados para nenhum cargo de coordenação ou apoio pedagógico, apenas exercendo a atividade principal de lecionar, enquanto outros colegas em escalões inferiores, além de assegurarem a mesma atividade principal ainda asseguram coordenação pedagógica e/ou apoio pedagógico, o que significa que estes têm uma maior carga de trabalho sem a respetiva compensação salarial.
    Com este modelo utilizado há décadas, não falando nem debatendo este assunto tabu (e consequentemente controverso), está sempre latente uma evidente discriminação negativa entre pessoas que realizam o MESMO CONTEÚDO FUNCIONAL, o que promove um ambiente de crispação profissional pouco saudável para todos (professoras/es e alunos).

      • mario silva on 4 de Março de 2018 at 19:54
      • Responder

      E já agora, em 2010 fui escrevendo na blogosfera que a classe docente perdeu a guerra, ficando totalmente destroçada para os anos vindouros. Na época vaticinaram um exagero mas agora observam-se os resultados…

    • Luís Castro on 4 de Março de 2018 at 20:23
    • Responder

    Infelizmente os professores estão amorfos, vergados por um miserabilismo acéfalo, consubstanciado num comum “ainda tenho emprego”, potenciado, ao limite, pela tutela e pelos seus comissários políticos que ocupam as lideranças intermédias. Parecem ainda não ter percebido que não há médicos, engenheiros, economistas, etc, sem eles.

    • coeh on 4 de Março de 2018 at 23:40
    • Responder

    http://duiios.wordpress,com
    Mas a explicação do que aconteceu ajuda em quê? Quatro dias de greve talvez?

    • coeh on 4 de Março de 2018 at 23:41
    • Responder

    http://duiios.wordpress.com
    Mas a explicação do que aconteceu ajuda em quê? Quatro dias de greve talvez?

    • violante.silva@gmail.com on 5 de Março de 2018 at 0:21
    • Responder

    Acho que devíamos criar um movimento que defendesse, verdadeiramente, todos os colegas que se encontram no 1º escalão e têm mais de vinte anos de serviço. O que estamos a assistir é a uma representação dos sindicatos. E os partidos que se dizem defender os professores (BE e PCP) estão a fingir-se de mortos ou a fazerem declarações cínicas!

      • Carlos on 5 de Março de 2018 at 0:41
      • Responder

      Vamos brincar às grevezinhas, para dar “vida” a uns BE, PCP e Verdes que são exatamente a continuação do mesmo, e não só na Educação?
      Fraudes generalizadas, orgias especulativas de novo. Estão a dar de novo o nosso sangue às sanguessugas do costume. Estes, infelizmente para nós que os julgávamos a esperança para o país, revelaram-se ser mais uns reunidos à volta da gamela. E eram eles que prometiam acabar com as gamelas e diminuir o número de porcos… Pois…

    • Carlos on 5 de Março de 2018 at 0:32
    • Responder

    O Ensino Público levou a última punhalada e morreu.
    Para os banqueiros tudo, para a Educação NADA…
    Eram estes a esperança? Pois…
    A partir do momento em que tudo é permitido, numa orgia de corrupção generalizada, veja-se o caso dos “concursos” de entrada nos “quadros”, em que à partida, meses antes até já se sabe quem vai entrar e aonde…
    A partir do momento em que os “sindicatos” fecham os olhos a esta orgia de corrupção generalizada, esperavam o quê?… A verdade e os indícios sempre estiveram estes anos todos bem à vista, ninguém pode dizer que não estava a ver o rumo desgovernado do navio. Quem paga? Bem paga Portugal…

    • Carlos on 5 de Março de 2018 at 10:01
    • Responder

    Há muitos anos que defendo a
    greve de zelo por tempo indeterminado acompanhado do respetivo relógio de ponto;
    em lugar de grevezinhas que só dão jeito quer aos “sindicatos”, quer aos
    partidos do estado a que isto chegou…

    Claro que, ao longo dos anos,
    tenho expressado este meu ponto de vista, quer em blogs do meio, quer a “colegas”
    “sindicalistas”, alguns dos quais já no topo de alguns “sindicatos”. A mudança
    destes “colegas” “sindicalistas” foi sempre o balbuciar algo sem sentido,
    acompanhado de uma notória mudança de cor do rosto… Por que seria/será?

    Penso que só uma posição deste
    tipo, usando o que está na Lei a nosso favor é que poderá ser o caminho…

    Claro que, por motivos bem
    óbvios, não serão os presentes partidos do estado a que isto chegou, nem os “sindicatos”
    a tomar esta posição… Afinal ser perpetuamente escravos não será a solução, nem
    para nós, nem para Portugal…

    Temos que deixar de ser manipulados
    pelos mesmos do costume e quebrar os grilhões.

    Afinal é preciso não esquecer que
    eles se governam pelo medo que nos incutem, mas também não deixa de ser verdade
    que eles também têm medo que nós não tenhamos medo…

    Basto cumprirmos o que está na
    própria Lei!!!!

    • Fernanda on 5 de Março de 2018 at 14:53
    • Responder

    Claro que essa linha de gestão da Educação em Portugal não saiu do ME e mesmo no anterior governo continuou o seu trabalho…basta ver as caras que estão nas delegações regionais e nas escolas.
    Quanto ao que foi aqui falado sobre a ADD é verdade que tem critérios subjectivos e que as escolas os tornam ainda mais subjectivos para servirem os interesses de alguns.
    Vejamos, como poderei desenvolver actividades/projectos “gira/os” envolvendo a comunidade educativa se não me dão horas para isso na distribuição de serviço e esse tipo de horas vai sempre para os mesmos? Aqueles que bajulam as direcções e que depois ficam muito bem vistos na comissão de avaliação, aqueles que nessas horas afixam umas cartolinas “muita giras” do dia disto e daquilo, aqueles que, através das direções, convocam todos os professores para uma actividade na escola tornando a presença docente obrigatória e depois no “belo” relatório dizem que houve uma total participação dos docentes e aqueles que são elogiados no CG pelos comparsas da missa de domingo, do grupo coral ou do clube de futebol da terra…e depois andam inchados nas salas de professores muito admirados porque tiveram Muito Bom ou Excelente na avaliação…

  1. Eu sou contratado, 49 anos, 24 de docência, ainda não entrei na carreira, nem no 1º escalão estou, não tenho horário completo, só fui colocado dia 2 de outubro, não sei se o meu contrato irá até dia 31 de agosto, dia 1 de setembro estarei no centro de emprego (este ano só começo a receber dia 3, 1 e 2 são sábado e domingo)… estar bem ou mal, melhor ou pior é sempre uma questão de perspetiva… eu pergunto, alguém fez alguma greve quando em 2011/12 meteram na rua 20/30 mil contratados, sem sequer lhes darem uma indemnização? Não vou fazer greve… espero não continuar muitos mais anos a lecionar, para o ano vou fazer tudo para ficar de fora, depois logo se vê….

    • rui filipe on 7 de Março de 2018 at 13:02
    • Responder

    Parece-me, que no dia em que houver menos banqueiros, autarcas, empreiteiros,”futeboleiros”, etc, corruptos, os professores e o país em geral, ficaram melhor.

    • rui filipe on 7 de Março de 2018 at 13:06
    • Responder

    Emendo, no comentário anterior, ficaram por ficarão.Desculpas pelo lapso.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado.

Seguir

Recebe os novos artigos no teu email

Junta-te a outros seguidores: