Março 2018 archive

Outra vez as Viagens de Finalistas…

Mais uma vez envoltas em polémica, as viagens de finalistas continuam a ser um momento dos mais esperados do ano pelos alunos. Mas nada do que as envolve parece ser idílico ou paradisíaco.  Tornou-se usual ouvir falar de viagens de finalistas por esta altura, seja pelas operações policiais, de fiscalização de “bagagens” na fronteira, pelas condições em que os estudantes são acomodados, pelos comportamentos que alguns têm e, agora, pela organização estar a ser realizada, supostamente, por docentes.

A prática, das viagens de finalistas, generalizou-se há uns anos e tem vido a prosperar. Enlatam-se adolescentes, menores de idade, em autocarros e enviam-se para o sul de Espanha por uns dias. As viagens de finalistas nada têm a ver com a escola e com o que lá se faz. É uma atividade meramente económica onde há quem ganhe muito dinheiro, mas não é a escola ou os professores. Muita tinta já correu sobre este assunto e, pelos vistos, muita mais vai correr. As escolas deviam proibir qualquer atividade, dentro das mesmas, relacionadas com atividades económicas não relacionadas com o processo de ensino/aprendizagens. Uma coisa é comprar um caderno, uma caneta, ou um livro, outra é vender viagens de lazer dentro de um estabelecimento de ensino.

 

Professores apanhados a promover viagens de finalistas

A Inspeção-Geral de Educação e Ciência (IGEC) detetou escolas que promoviam viagens de finalistas e onde professores não só acompanhavam os alunos nessas excursões como assumiam funções de promotores turísticos. Os responsáveis e os docentes visados podem incorrer em sanções disciplinares, apurou o JN. Na sequência do relatório da IGEC, o Ministério proibiu expressamente todos os 811 agrupamentos escolares com ensino secundário de qualquer atividade de promoção ou organização de viagens.

 

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Bem-estar dos professores não é prioridade para o governo…

… nem este nem os anteriores. Os próximos, se tiverem os anteriores como exemplo, dar-nos-ão um futuro risonho e cheio de alegria… “aldra”!!!

 

Bem-estar dos professores deve ser prioridade para os Governos

Como garantir que os docentes se sintam bem com o trabalho é uma das questões em debate numa cimeira que reúne em Lisboa representantes governamentais e sindicais de mais de 30 países.

 

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Procedimento Concursal Simplificado – 1° CEB – 3.° Aviso de Abertura – Estugarda, Alemanha

 

Informam-se todos os interessados de que o 3.º Aviso de Abertura do Procedimento Concursal Simplificado destinado ao recrutamento local de docentes do ensino português no estrangeiro para o 1.º CEB, língua alemã, horário a prover – EST08, se encontra disponível, em virtude da ausência de candidatos no período estabelecido pelo anterior aviso para apresentação de candidaturas.

Horários a provimento : EST08 – 1.º CEB – Alemão – (Clique no código do horário para ter acesso ao mesmo)

A candidatura deve ser apresentada no prazo máximo de 5 (cinco) dias úteis a contar do primeiro dia útil seguinte ao da data de publicitação de abertura do presente procedimento.

Aviso de abertura e todas as informações disponíveis aqui.

 

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Recomendação do Provedor de Justiça relativo à data dos efeitos da bonificação por Mestrado/Doutoramento

 

Esta recomendação é de 2001, mas o principio mantém-se e ainda se deve aplicar em relação às duvidas que agora têm surgido…

 

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Requisição de Docentes 2018/19 – INSTITUTO DOS PUPILOS DO EXÉRCITO

 

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Opinião – Juntar o insulto à injúria – Santana Castilho

 

Juntar o insulto à injúria

António Costa virou a página da perda de rendimentos de um universo significativo de portugueses. Com isso e uma conjuntura europeia mais favorável, gerou um clima de optimismo, de que vai vivendo. O que fez contrasta, inequivocamente, com o ambiente de esmagamento do Estado social e empobrecimento da generalidade dos trabalhadores e reformados, promovido por Passos Coelho. Mas não acabou com a austeridade. Fino, apenas a redistribuiu de modo menos bruto e evidente. Que o digam os diferentes serviços públicos, com o SNS à cabeça, garroteados pelas cativações de Centeno.
Pese embora o crescimento verificado, a verdade é que a acção do Estado, como dinamizador económico, está fortemente condicionada pelo custo da enorme dívida pública. Assim, não se vê uma significativa correcção dos desequilíbrios persistentes na economia portuguesa. A industrialização é pouco expressiva, particularmente quando comparada com a terciarização, onde o turismo marca destaque. A precariedade laboral e os salários baixos persistem e é o poder financeiro que continua a captar o maior quinhão da riqueza produzida. A reestruturação da dívida da banca, politicamente acarinhada e protegida por Costa e Centeno, custou e continua a custar milhares de milhões retirados à coesão de todo um território, ciclicamente fragilizado e desprezado.
É neste contexto que devemos analisar o contencioso entre os professores e o Governo.  António Costa começou por injuriar os professores quando escolheu para ministro um jovem inexperiente, há anos residente no estrangeiro, que nunca deu uma aula ou escreveu uma linha sobre Educação, sem currículo que o qualificasse para o cargo. Como era previsível, o que estava mal não foi corrigido, boa parte do que estava bem tem vindo a ser destruído e muito do péssimo de outrora foi recuperado.
Mas à injúria, o Governo acrescentou agora o insulto. Porque é um insulto aldrabar sem pudor as contas sobre o custo do descongelamento das carreiras. Porque é um insulto fixar 133 vagas para acesso ao 5º escalão, quando são 14.000 os que reúnem condições para progredir, ou 195 para acesso ao 7º, quando são 8.000 os que poderiam transitar. Porque é um insulto querer transformar nove anos, quatro meses e dois dias de serviço efectivamente prestado em dois anos, nove meses e dezoito dias, para efeitos de progressão na carreira.
O Governo invoca a sustentabilidade das contas públicas para fazer tábua rasa de um Estatuto de Carreira que o PS aprovou, que está em vigor e como tal deve ser cumprido. Mas volta a insultar os professores quando a sustentabilidade não importa desde que os protagonistas sejam outros.
A EDP, que em 2017 ultrapassou os 1100 milhões de lucro, em vez de pagar 29,5% de IRC, pagou apenas 0,7%, por obra e graça de benefícios fiscais. Os 438 milhões que assim reteve não contaram para a sustentabilidade.
Os 1498 milhões de euros de encargos brutos que as PPP das estradas pesam no OE de 2018 significam uma redução de, apenas, cinco milhões, relativamente a 2017. Mas o aumento das receitas previstas é de 327 milhões. Em vez de coragem para extinguir as 22 perdulárias PPP rodoviárias, o Governo manteve a complacência de pagar rendas imorais, independentemente do número de viaturas que transitem nas autoestradas concessionadas, sem preocupação aparente relativamente ao impacto na sustentabilidade orçamental. Idem para os 471 milhões das PPP da saúde ou os 41 para o diligente SIRESP. E, cereja em cima do bolo, ao mesmo tempo que proclamava em Estrasburgo que “adiar as reformas só as tornará mais difíceis”, António Costa adiou a solução do monumental imbróglio do Montepio Geral, permitindo que a sua Associação Mutualista transformasse 251 milhões de euros de capitais negativos em 510 milhões de capitais próprios positivos, via uma milagrosa operação contabilística de créditos fiscais concedidos, no valor de 809 milhões de euros.
O Estado de direito de António Costa parece ser o que permite a uns o que mais lhes convém, enquanto nega a outros o que lei estabelece.
In “Público” de 21.3.18

 

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Divulgação – XI Jornadas Educativas

 

No próximo dia 28 de março de 2018 (quarta-feira), realizar-se-ão as XI Jornadas Educativas do Agrupamento de Escolas de Valongo do Vouga, na Escola Sede do Agrupamento, intituladas (Des)Construir a Escola.

Este ano pretendemos refletir acerca da mudança necessária na Escola, visando a desconstrução de velhas práticas e a adoção de estratégias, metodologias e práticas que visem a inovação pedagógica e uma escola verdadeiramente inclusiva para todos.

Neste sentido, iremos contar com a presença, da parte da tarde, da Professora Doutora Ivete Azevedo da EPIPSE – Equipa de Projetos de Inclusão e Promoção do Sucesso Educativo, Direção Geral de Educação (DGE), com a comunicação intitulada Inovação Educativa: para quê, como e quando? e da Professora Doutora Filomena Pereira da DSEEAS – Direção de Serviços de Educação Especial e Apoios Socioeducativos, Direção Geral de Educação (DGE), com a comunicação intitulada Enquadramento legal para uma Escola Inclusiva – o que há de novo?.

Na sessão noturna, contaremos com a presença da Dra. Paula Varandas para debater a problemática da criminalidade juvenil, através da comunicação intitulada Educar para o Direito – Criminalidade Juvenil: perspetivas jurídicas.

 

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Há 3 Excepções Para 2018 – Formação, Avaliação e Aquisição de Graus

Para o ano 2018 encontrei 3 excepções que só vão ocorrer neste ano e que não devem voltar a acontecer a partir de 2019.

São excepções sobre a obrigação do docente ter avaliação de desempenho até 31/08/2018 para o caso dos docentes que progridem em 2018, da obrigatoriedade de 50% da formação ser na dimensão científica e pedagógica e da possibilidade dos graus de mestre ou doutoramento adquiridos entre 01/01/2011 e 01/01/2018 poderem servir para bonificar no momento de interesse do docente, mas apenas durante o ano de 2018.

São estas 3 as excepções que encontrei nos vários documentos que estão linkados.

Avaliação

E quem não foi avaliado pelo DR nº 26/2012, de 21 de fevereiro, qual é a última avaliação de desempenho?
Presume-se avaliado de Bom, nos termos do n.º 2 do artigo 18.º da Lei n.º 114/2017, de 29 de dezembro-Lei do Orçamento do Estado para 2018.

 

Formação

Aplica-se a obrigatoriedade de, pelo menos, 50% das horas de formação contínua obrigatória para progressão incidirem na dimensão científica e pedagógica?
Não. Para os docentes que vierem a reunir, em 2018, os requisitos para progressão na carreira não é exigido que, pelo menos, 50% das horas de formação incidam na dimensão científica e pedagógica.

Aquisição de Graus

 

Para os graus adquiridos durante o período compreendido entre 01.01.2011 e 01.01.2018, e uma vez que nesse período estiveram vedadas as valorizações remuneratórias, a data relevante é a da apresentação do requerimento, o qual pode ser apresentado até ao final do ano de 2018, operando o direito à redução no escalão onde o docente se encontra.

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CORRENTE SINDICAL SOCIALISTA EXIGE QUE O GOVERNO RESTITUA INTEGRALMENTE O TEMPO DE SERVIÇO ROUBADO AOS PROFESSORES

 

CORRENTE SINDICAL SOCIALISTA EXIGE QUE O GOVERNO RESTITUA INTEGRALMENTE O TEMPO DE SERVIÇO ROUBADO AOS PROFESSORES

Moção aprovada:
Decorreu a semana passada, convocado por todos os sindicatos do setor, uma greve de educadores de infância e de professores dos ensinos básico e secundário que mobilizou massivamente os professores portugueses e que constituiu um momento de afirmação da classe docente e da sua luta por melhores condições de trabalho, em prol de uma Escola Pública mais forte.
Esta greve aconteceu a partir do momento em que o Ministério da Educação manifestou a intenção de incumprir o acordo assinado com as organizações sindicais de professores a 18 de novembro de 2017, onde consta, entre outros, o compromisso explícito de negociar “o modelo concreto da recomposição da carreira que permita recuperar o tempo de serviço”, a desenvolver em cinco anos, entre 2019 e 2023.
O Governo veio, contra o acordado, dizer que só recuperará dos 9 anos, 4 meses e 2 dias congelados aos professores, 2 anos e 10 meses desse tempo, através de uma “engenharia” matemática incompreensível, agravando ainda mais o problema ao não considerar quer a contabilização do tempo de serviço efetivamente cumprido pelos professores antes da profissionalização, quer do tempo de serviço prestado pelos professores nos setores particular e cooperativo.
O Núcleo de Professores da Corrente Sindical Socialista da CGTP/IN, a organização dos socialistas e simpatizantes do PS membros dos sindicatos da CGTP/IN vêm, deste modo, manifestar a sua perplexidade perante este comportamento desconforme com a boa-fé negocial, sem ter em conta a necessidade do PS de recompor as relações do Governo com os professores portugueses, depois de anos de chumbo e ataque aos professores portugueses e à Escola Pública.
A recuperação integral do tempo de serviço congelado aos professores, 9 anos, 4 meses e dois dias, constitui um elemento central e decisivo de uma política de recuperação da Escola Pública enquanto elemento estruturante da Democracia Portuguesa, no pressuposto socialista de que uma Carreira Docente forte e qualificada é condição necessária de uma Escola Pública que seja verdadeiro agente de elevação e igualdade social. Aliás, a não ser recuperado integralmente aquele tempo de serviço isso constituiria uma completa desestruturação da Carreira Docente, condenando muitos dos professores portugueses a uma carreira medíocre, impedindo-os, no tempo útil da sua vida profissional, de passarem do 5.º ou 6.º escalões, numa carreira de dez escalões, com efeitos completamente destrutivos nas suas condições de vida e de aposentação.
O Núcleo de Professores da Corrente Sindical Socialista da CGTP/IN, em acordo, aliás, com a decisão e o voto dos deputados socialistas que aprovaram a Resolução da Assembleia da República n.º 1/2018, e tendo em conta a absoluta necessidade de recuperação de todo o tempo de serviço dos professores portugueses, insta o Governo a que “seja contado todo esse tempo, para efeitos de progressão na carreira e da correspondente valorização remuneratória”.
Espanta-nos, para além de tudo, que o Governo, que depende, para governar, da maioria de esquerda atualmente existente na Assembleia da República, esteja neste momento, pelo menos no setor da educação, em contradição com a opção que sobre o assunto tomaram todos ao partidos de esquerda, PS, PCP, BE e PEV, no que parece constituir uma certa duplicidade política.
Instamos, pois, novamente, o Governo, em coerência com o PS na Assembleia da República, a recuperar, ao invés de agravar, as feridas do passado e as fraturas que outrora foram causadas na sua relação com os professores portugueses, a bem da Escola Pública e da democracia Portuguesas.
Entretanto, o Núcleo de Professores da Corrente Sindical Socialista da CGTP/IN, saúda a capacidade de luta e a mobilização dos professores portugueses.
Lisboa, 17 de março de 2018
Pelo Núcleo de Professores da Corrente Sindical Socialista da CGTP/IN

 

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A “Perplexidade” dos professores socialistas…

 

… é algo preocupante. Será que, mesmo sendo socialistas, não sabiam as orientações do Partido Socialista para a politica económica? A mim, que até estava com alguma esperança em que devolvessem mais qualquer coisinha, não causou qualquer perplexidade, como é possivel que a cause dentro das hostes do partido?

Mas ainda bem que se manifestam perplexos…

 

Professores do PS perplexos com posição do Governo sobre tempo de serviço

“Perplexidade”. É deste modo que professores que são militantes e simpatizantes do PS afirmam encarar o comportamento do Governo a propósito da recuperação, para efeitos de progressão, do tempo de serviço prestado pelos docentes durante o período de congelamento das carreiras. Os sindicatos de professores afirmam que estão em causa nove anos, quatro meses e dois dias, mas a proposta que o Governo apresentou como sendo a última apenas contabiliza pouco mais de dois anos.

in Público

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Vamos ser todos mestres..

Licenciaturas pré-Bolonha vão ser equiparadas a mestrados

O ministro do Ensino Superior, Manuel Heitor, confirmou nesta segunda-feira ao PÚBLICO que as licenciaturas realizadas antes da reforma de Bolonha, lançada há 10 anos, vão ser “equiparadas” a mestrados para efeitos de concursos e não só. “Não se trata de atribuir graus académicos, mas sim de uma equiparação”, frisou à margem do seminário realizado nesta segunda-feira no Conselho Nacional de Educação (CNE) subordinado ao tema “Ensino Superior em Portugal, uma estratégia para o futuro”.

Ou seja, um licenciado pré-Bolonha não passará a ser um mestre, mas passará a ter uma equiparação que “é válida para todos os efeitos legais, sendo que aí se incluem concursos de recrutamento, concursos para ingresso em ciclos de estudos e todas as outras dimensões do quotidiano em que seja exigido o grau de mestre”, especificou o Ministério do Ensino Superior numa nota escrita enviada posteriormente ao PÚBLICO.

O mesmo será válido para quem tenha um grau de bacharel, passando neste caso a ser equiparado a licenciado. O ministério esclareceu que esta alteração “será inserida no decreto-lei que estabelece o regime jurídico de graus e diplomas, que se encontra actualmente em discussão pública”. Este diploma faz parte do pacote legislativo apresentado pelo Governo a 15 de Fevereiro, na sequência da avaliação do ensino superior português feita pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico, e que voltará em Abril a Conselho de Ministros.

Segundo Manuel Heitor, a equiparação dos graus de bacharel a licenciado e de licenciado a mestre foi decidida na sequência de um debate com a Ordem dos Engenheiros, que é a classe profissional que a nível de emprego tem sido mais afectada. Muitos têm apenas o grau de bacharel e são por isso preteridos, sobretudo na contratação internacional, quando na prática o seu tempo de formação é igual ao dos licenciados pós-Bolonha (três anos).

O argumento de terem o mesmo tempo de formação é também o usado para justificar a equiparação do grau de licenciado a mestre e para a estender a todas as áreas de formação e não só às engenharias. Com a reforma de Bolonha, a duração dos primeiros ciclos (licenciatura) passou a ser de três anos, sendo frequentemente associada a um mestrado que estende o prazo para cinco anos. Muitas das licenciaturas pré-Bolonha tinham os mesmos cinco anos de duração.

Actualmente, já era possível aos licenciados pré-Bolonha pedir a equivalência ao grau de mestre. Mas para tal tinham de solicitar às instituições onde estudaram para rever os seus processos e, caso fosse necessário, “fazer algumas disciplinas e apresentar e defender um relatório final”, tudo isto com custos de centenas de euros.

Também à margem do seminário realizado no CNE, Manuel Heitor reconheceu, em declarações à Lusa, que existem instituições com pouca capacidade para receber estudantes estrangeiros, mas lembrou que estão em curso várias medidas legislativas, no âmbito do pacote que está agora em discussão pública, e que as universidades têm de se responsabilizar pelos processos.

As declarações de Heitor surgem na sequência de uma notícia divulgada nesta segunda-feira pelo PÚBLICO, onde se dá conta, com base nos resultados de uma tese de doutoramento, que as universidades portuguesas não estão preparadas para acolher o crescente número de estudantes estrangeiros que as procuram. Cursos que são anunciados em inglês mas que acabam por ser ministrados em português foi um dos problemas identificados.

Precariedade e finanças

Na abertura do seminário realizado no CNE, Manuel Heitor considerou que o fim da precariedade no emprego científico “não é sobretudo uma questão financeira” e que passará essencialmente “por uma opção clara do Governo sobre o que deve ou não ser feito”, nomeadamente nos sectores onde aquela situação é mais expressiva: os bolseiros de doutoramento e os professores convidados.

Manuel Heitor defendeu que estas categorias são para manter, mas que não devem ser utilizadas para alimentar trabalho precário. “Atingimos níveis de precariedade que não podemos mais esconder e que exigem um esforço que tem de ser claramente admitido no sentido da dignificação das carreiras académicas e científica”, afirmou.

No princípio de Março, no final de uma audição na Comissão Parlamentar de Educação, o ministro admitiu que, dos 1050 requerimentos já analisados no âmbito do programa de regularização de precários, apenas 37 foram aprovados pela respectiva comissão de avaliação.

 

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Aumentos? Nem para o ano…

… descongelas e não digas que vais daqui. Inflação? Isso só serve para justificar números que não incluam pagamento de trabalho…

 

Governo não vai abrir cordões à bolsa no OE2019

Está excluída qualquer hipótese de haver aumentos salariais para os funcionários públicos em 2019, garantiu ao PÚBLICO um membro do Governo, explicando que o próximo Orçamento do Estado continuará a ser de contenção uma vez que “não haverá mais dinheiro” para que se abram os cordões à bolsa.

in Público

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Hoje é dia de greve nas cantinas…

 

Trabalhadores de empresas que exploram as cantinas das escolas ou hospitais públicos protestam esta segunda-feira contra salários que consideram miseráveis.

Como os entendemos…

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Muito Mal Vai o Ensino Superior

que só “aprova” teses de chacha e cheias de calinadas.

Quanto mais falas mais te enterras

Mas o tipo não teve um orientador?

Lemos a tese de Barreiras Duarte e é quase um poema. Eis a nossa crítica literária – Observador

Carlos Maria Bobone leu com atenção (e muito sofrimento) a tese de mestrado de Feliciano Barreiras Duarte. Eis a recensão crítica do nosso Felicianólogo. Se tiver amor a vírgulas, não leia este texto.

(…)

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Sugestão de Leitura – Aprende a programar passo a passo com o Scratch – Manuel Menezes de Sequeira e Nélio Codices

 

Queres aprender a programar? Dominar a linguagem de programação? Fazer os teus próprios jogos, pensados e programados por ti?

Então este livro é para ti! Tudo o que precisas é de um computador, ligação à Internet e muita imaginação!

Manuel Menezes de Sequeira, fundador do clube de programação CoderDojo LX, primeiro CoderDojo português, e Nélio Codices, fundador do estúdio de videojogos Battlesheep, ensinam-te passo a passo, a criares o teu próprio jogo de computador usando o Scratch, um ambiente de programação e uma linguagem de programação visual, gratuita.

 

Ao longo deste guia visual irás aprender os princípios mais importantes de programação e a desenvolver, capítulo a capítulo, um jogo inspirado no squash, um jogo de raquetes que se joga entre quatro paredes. Este é apenas o princípio. Depois deste jogo, e com os conhecimentos adquiridos podes dar asas à tua criatividade e explorar este mundo maravilhoso da programação. Estás preparado para o desafio?

 

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Divulgação – Uma Banda Sem Nome (Ainda)

Trabalho do Luís Baião, autor (agora mais ausente) do blog, para o concurso EDP Live Bands com a participação de alunos do Agrupamento de Escolas de Canelas.

Podem votar na música aqui.

Uma banda sem nome (ainda)

Não sei quantas almas tenho

 

 

 

A banda é composta por professores e alunos do agrupamento de escolas de Canelas. Cria músicas a partir de poemas de autores portugueses do currículo escolar desde 2015.

 

Mais trabalhos neste site.

https://luiscbaiao.wixsite.com/umabandasemnome

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De que se queixam os Diretores…

Muitas das queixas podem-se aplicar a qualquer professor, outras são exclusivas deles. Nenhum deles se queixa do seu diretor… essa pode ser considerada uma queixa exclusiva de quem tem um…

 

Os atuais desafios na preparação do diretor de escola pública em Portugal

O estudo realizado em Portugal, em 2016, inserido no projeto International Study of the Preparation of Principals (ISPP), investigou a perceção dos diretores de escola sobre a sua preparação para o cargo, assim como as atuais dificuldades no trabalho dos diretores.

No âmbito deste estudo, foi aplicado um inquérito por questionário aos diretores de escolas públicas da região de Portugal continental que contou com uma adesão significativa de diretores – 67% da totalidade dos diretores participaram no inquérito (543 diretores).

Os resultados do estudo indicaram que, decrescentemente, segundo os próprios diretores, as suas dificuldades atuais estão relacionadas com a gestão da burocracia; equilíbrio entre o trabalho e a vida pessoal; gestão do tempo; aquisição de equipamentos; equilíbrio entre as exigências do sistema e as necessidades locais; gestão financeira; contratação de pessoal; gestão do fraco desempenho das pessoas; melhoria do ensino-aprendizagem.

Para além dos atuais problemas apontados pelos diretores, o estudo explorou a perceção dos diretores acerca da sua preparação (antes do exercício do cargo), diagnosticando, assim, as lacunas na sua preparação e apontando estratégias de melhoria e de desenvolvimento profissional. Simultaneamente, o estudo permitiu definir o perfil-tipo do atual diretor de escola; mapear a oferta formativa especializada em administração escolar; aferir da utilidade da formação em administração escolar; analisar o posicionamento dos diretores quanto à questão da profissionalização do cargo; detetar diferenças estatisticamente significativas entre grupos de diretores estratificados por género, experiência em gestão, formação em administração escolar, dimensão da escola, nível socioeconómico da comunidade local e localização geográfica da escola.

O diagnóstico obtido através deste estudo contribui, assim, para um enfoque nos esforços necessários de preparação e de desenvolvimento profissional dos diretores de escola, através de indicações mais precisas e baseadas nas suas necessidades, para uma formação mais específica, mais prática e indutiva em administração escolar, realçando e fomentando a importância de um trabalho conjunto, articulado e de apoio entre diretores, formadores, investigadores e a tutela.

Hélder António de Mendonça e Silva
Investigador do ISPP e do CICS.NOVA

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Março é mês de novos escalões e retroativos…

Quem subiu de escalão remuneratório durante os meses de janeiro e fevereiro, já vai ver 1/4 do novo escalão/índice no recibo de vencimento deste mês. Reparem que para alguns o segundo escalão e os restantes têm como vencimento base apenas a diferença de 1/4 face ao antigo escalão. Parece que dentro do mesmo escalão há índices diferentes… mas não, é apenas uma prestação do empréstimo aos bancos que já deve ter sido devolvida…

 

 

 

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Conferência de Imprensa das Organizações Sindicais sobre a Greve

 

 

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Cartoon do dia – Ai Costa… Costa! Atina… Costa! – SDPA

 

 

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Cinema Sem Conflitos: Racismo (parte 3/5)

Um inseto “normal”, num mundo a preto e branco, torna-se púrpura devido a um horrível acidente. Uma mudança que afeta todos os seus amigos, uma vez que não aprovam a sua nova cor.”

O terceiro filme da categoria Racismo chama-se “The Bug” e foi realizado por Yiannis Liolios. Bom filme!

 

 

Até à próxima semana ou todos os dias em facebook.com/cinemasemconflitos

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Vamos para a rua? Temos de ir…

 

Não podemos continuar a adiar uma demonstração de força na rua.

É incontornável outra manifestação como a 08/03/08…

 

Sindicatos querem voltar a ter cem mil na rua. O que mudou em dez anos?

 

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Cartoon do dia – E a greve… vencerá! – SDPA

 

 

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Notícias Soltas do Dia de Hoje

Diretores das escolas públicas queixam-se de computadores ultrapassados e Internet lenta – Computadores ultrapassados e Internet lenta. São queixas dos diretores e professores das escolas públicas, que acusam o governo de não renovar o equipamento informático das instituições de ensino há 10 anos. Os profissionais da educação garantem que com a atual infraestrutura não é possível implementar a literacia digital.

 

A educação de infância merece toda a nossa atenção – Observador – Atendendo ao impacto de políticas e práticas de Primeira Infância, é um imperativo nacional que todos os intervenientes se foquem em implementar o que funciona e produz resultados desejáveis.

 

Nacional – PEV acusa Governo de fazer ″apagão″ na carreira dos professores e exige ″justiça″ – A deputada do PEV Heloísa Apolónia acusou hoje o Governo de se preparar para fazer “um apagão” na contagem do tempo de serviço para a progressão das carreiras dos professores, com o primeiro-ministro a lamentar a posição dos sindicatos.

 

“Não podemos pôr em risco o descongelamento de todos os funcionários públicos” > TVI24 – Ministro diz que proposta apresentada aos professores é a única “possível”. Docentes cumpriram nesta quarta-feira o segundo dia de greves regionais

 

Educação | Greve de professores fecha mais de 100 escolas na região Centro | PÚBLICO – Mário Nogueira acusa ministro da Educação de ter “discurso chantagista” e aconselha-o a não ir por aí.

 

Adesão à greve dos professores na região Centro “na ordem dos 75%” – Observador – O terceiro de quatro dias de greve dos professores, na região Centro, registou uma adesão “na ordem dos 75%”, anunciou Mário Nogueira.

 

Fenprof avança com “grande manifestação” se Governo mantiver posição > TVI24 – O secretário-geral da Fenprof, Mário Nogueira, afirmou esta quinta-feira que, a manter-se a posição do Governo relativamente ao descongelamento das carreiras dos docentes, os professores vão avançar com uma grande manifestação no início do terceiro período. A manter-se tudo aquilo que até agora temos vindo a observar, que é uma inflexibilidade total do Governo, pois claro que o terceiro período vai começar com uma grande manifestação”, disse Mário Nogueira, que falava junto à Escola Secundária Avelar Brotero, em Coimbra, quando decorre o terceiro de quatro dias de greve dos docentes, cuja principal motivação é a falta de consenso sobre a contagem de todo o tempo de serviço, no processo de descongelamento das carreiras da Função Pública.

 

Nacional – Greve/Professores: Em Viseu, pais pediram compreensão ao patrão e ajuda aos avós – O apelo à compreensão do patrão e o recurso aos avós foram estratégias delineadas antecipadamente por pais para enfrentarem a greve dos professores que, de acordo com o sindicato, está hoje a contar com uma grande adesão em Viseu.

 

Alunos apanhados de surpresa com “furos” em escola de Coimbra > TVI24 – Os “furos” motivados pela greve dos professores apanharam esta quinta-feira de surpresa os alunos da Escola Secundária Avelar Brotero, em Coimbra, concelho onde vários estabelecimentos tiveram de encerrar.

 

Greve dos Professores: Duas adesões em Pedrógão Grande num universo de 43 docentes – Atualidade – SAPO 24

 

Greve dos professores com adesão de 40% em Aveiro

 

Escolas de Viseu afetadas em 60% pela greve dos professores

 

Melhores alunos de Aljezur vão receber “prenda” de 500 euros no final do ano | Sul Informação

 

Crianças de Viana do Alentejo celebram Dia da Árvore – Jornal diariOnline – Região Sul

 

Alcains: Agrupamento recebe 2.ª concentração de xadrez | Reconquista

 

Rádio Condestável – SERTÃ – Aluna do AES vence concurso nacional de vídeo – Alertando para mudança de comportamentos a favor do ambiente… Maria Nunes frequenta o terceiro ano do Curso Profissional de Técnico de Multimédia na Escola Secundária da Sertã e venceu o concurso nacional de vídeo da QUALIFICA 2018, a Feira de Educação, Formação, Juventude e Emprego.

 

Diário As Beiras – Alunos de Poiares lançam sugestões sobre cuidar da floresta

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Injusto ou Ilegal a Não Consideração da Mesma Bonificação por Graus Superiores?

A DGAE já tinha dito em Janeiro que o período remanescente das bonificações por aquisição dos graus de Mestre ou Doutor deixava de contar no escalão seguinte, pelo que os docentes que obtivessem esse grau quando lhes faltasse menos de 1 ou 2 anos de serviço no escalão (para mestrado ou doutoramento, respetivamente) o tempo de bonificação que não fosse usado seria desperdiçado.

Hoje volta novamente a referir o mesmo procedimento, em nota informativa, acrescentando ainda que os docentes devem solicitar a redução do tempo de serviço logo após a obtenção do grau.

O que pode acontecer com estas regras é que um docente que termine o mestrado na véspera da sua progressão não poderá ver bonificado qualquer tempo nesse escalão.

Isso para além de injusto pode ser também ilegal, e de certeza que muitos fundamentos podem ser encontrados para tornar esta regra ilegal.

Ou então muitas datas de conclusão de mestrados ou doutoramentos vão ter de ser negociados para baterem certo com as datas de progressão dos docentes.

 

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Apreciações Parlamentares do PSD, do CDS e do PCP ao Decreto-Lei N.º 15/2018 de 7 de março

Para consultar, basta clicar nas imagens.

 

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NOTA INFORMATIVA – AQUISIÇÃO DOS GRAUS DE MESTRE E DOUTOR PARA EFEITOS NA PROGRESSÃO NA CARREIRA

 

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Parecer do CE sobre o Regime Jurídico da Educação Inclusiva

 

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A greve por Viseu…

 

GREVE DE PROFESSORES ENCERRA ESCOLAS NA REGIÃO

Em Viseu, Francisco Almeida refere que no Agrupamento de Escolas Viseu Norte, a adesão está nos “51, 52 por cento” e que metade dos professores da Escola Secundária de Viriato não comparecerem ao trabalho. Já em concelhos como Vila Nova de Paiva, Sátão e Tarouca, os jardins de infância também “estão todos encerrados”, bem como a maioria das escolas de S. Pedro do Sul.

Também Sandra Ribeiro poderá ir buscar o seu filho à escola em caso de necessidade, porque é professora em Oliveira de Azeméis (a cerca de 100 quilómetros de Viseu) e decidiu fazer greve. “Estamos fartos de trabalhar e não nos contam o tempo para efeitos de progressão. Sou professora desde 2000 e estou no mesmo escalão desde sempre, no primeiro”, lamentou.

Fonte: Jornal do Centro

Greve dos Professores: Em Viseu, pais pediram compreensão ao patrão e ajuda aos avós

O apelo à compreensão do patrão e o recurso aos avós foram estratégias delineadas antecipadamente por pais para enfrentarem a greve dos professores que, de acordo com o sindicato, está hoje a contar com uma grande adesão em Viseu.

Fonte: sapo24

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A defesa “radical” dos professores… por Tiago Brandão

Quem nos defende com tal afinco, merece todo o reconhecimento que lhe possamos atribuir…

Ainda não entendi quem defende o Tiago, se os professores ou a totalidade dos funcionários públicos…

 

Ministro da Educação considera proposta “passível de execução”

“Não podemos por em risco o descongelamento de todos os funcionários públicos”, referiu, acrescentando que a proposta que foi apresentada na segunda-feira dá possibilidade aos professores de terem “reconstituídos 70% de um módulo de progressão” nas suas carreiras.

 

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Cartoon do dia – Da miragem … ao céu. – SDPA

 

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Greve dos professores, explicações…

 

 

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Divulgação – Contamos consigo! – ASSP

 

 

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Stephen William Hawking , o círculo vicioso e o padrão – Alfredo Leite

 

Encontro muitas semelhanças entre a maioria dos professores com quem contacto e Stephen Hawkins. Muitos destes professores também têm as suas limitações físicas.

Há professores com úlceras, há professores com paralisias, há professores sem um olho…há dias, conheci em Lagos, uma professora com um problema de coração, que nem consegui entender bem o que era…

Mas a semelhança principal, nem é nas limitações, porque as limitações do físico eram, realmente, bem profundas (embora também haja professores com cancro, com depressões,…).

Vejo semelhanças porque ser professor é das profissões mais importantes, porque um bom professor poder dar aos alunos uma visão de Universo.

O círculo vicioso que mais temo nas Escolas é, verdadeiramente, assustador. Há professores desmotivados. Não têm esperança. Levantam-se desmotivados. As aulas, os alunos, ressentem-se da desmotivação. Isto desmotiva o professor. Deixa de ver os pontos positivos das coisas. Isso torna-o desmotivado. E assim, vai-se agravando.

Naturalmente, avaliamos as nossas sessões nas Escolas. Geralmente, utilizamos um questionário. Não usamos em todas as sessões. À sorte, escolhemos algumas sessões para ficarmos com uma amostra. Penso que será interessante partilhar alguns dados.

As nossas sessões têm uma avaliação excelente! Claro que, sendo humanos, também temos defeitos. Por vezes, também temos maus dias. O interessante é avaliar o padrão. A pequena minoria que não gosta das nossas sessões, obedece a um padrão.  

Geralmente, não têm filhos. Geralmente, não estiveram envolvidos em nenhum projeto “extra-escola” nos últimos seis meses. Usualmente, não conseguem dar três alternativas à nossa atividade. Numa escala de 1 a 5, classificam de 3,5 (em média) a “qualidade da sua relação com os outros professores”. Genericamente, não participaram em nenhuma Formação nos últimos dois anos. 

Stephen Hawkin deixou um legado. Como os professores também vão deixar. A maioria, deixará um bom legado. Desafiar limites, indagar sobre o Universo e ter sentido de humor. Aprender sempre. Ser frontal. Falar na cara, em vez de “mandar o email, usando uma técnica artificial.

O físico sempre alertou para os perigos da inteligência artificial!

E quem é que nos pode salvar desses perigos? Os melhores professores, claro! Ajudando os alunos a desenvolverem o seu lado ético. Sendo firmes, assertivos e capazes de disciplinar. Interrompendo o círculo vicioso quando ele começar. Fugindo do padrão destrutivo. Aprendendo todos os dias. Eu, ainda hoje, na Escola EB 23 Moinhos da Arroja, aprendi isso com as professoras, nomeadamente com a delicadeza da professora Paula Oliveira.

Às vezes, quando estou carente, também procuro a “simpatia fácil”. Sou até capaz de chegar perto de aceitar um sorriso fácil, um gesto politicamente correto, um apoio superficial de um estranho. Felizmente, este devaneio passa-me rápido. E logo me refugio nas minhas relações verdadeiras. Felizmente, tenho bastantes destas relações. Assim, volto para o meu lado profissional com mais pragmatismo, profissionalismo e foco. Como os melhores professores.

Como os melhores professores: ultrapassando limitações, ensinado o Universo, fugindo do círculo vicioso da desmotivação e não caindo no padrão destrutivo, para ajudar os alunos a transformar o cérebro e o coração. Porque os melhores professores fazem por ter bom cérebro e um bom coração. Coração entre aspas, porque como me ensinou a professora de Lagos, até com insuficiência cardíaca (ninguém sabe com que esforço!), se podem dar boas aulas.  

 

 

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Cartoon do dia – Entre o sonho… e a realidade! – SDPA

 

 

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Comunicado do ME – Negociações sobre a recomposição da carreira docente

 

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Podem fazer greve por 4 dias…

 

Citando o próprio Pré-aviso:

(…) podendo os docentes fazer greve, caso pretendam, na totalidade ou em parte destes dias, incidindo contudo, a greve, em cada um dos dias, nos seguintes distritos ou regiões:

 

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Sobre o acordeão que se tornou a carreira docente…

 

 

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Conclusões da reunião Sindicatos/ME

 

 

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Sindicatos e ME Sem Qualquer Acordo

Mas tudo isto era mais que previsível no final de 2017, com ou sem compromissos assinados de parte a parte.

 

Professores não chegam a acordo com o Governo e mantêm greve

 

 

Os sindicatos que representam os professores não chegaram a acordo com o Governo depois de mais uma reunião de negociações que decorreu na tarde desta segunda-feira. Em causa está o congelamento das carreiras e a contagem do tempo de serviço que irão recuperar para efeitos de progressão. Os sindicatos mantêm por isso a intenção de manter a greve dos docentes que começa já nesta terça-feira nos distritos de Lisboa, Santarém, Setúbal e na Madeira.

Na reunião estiveram as secretárias de Estado adjunta e da Educação, Alexandra Leitão, e da Administração e do Emprego Público, Maria de Fátima Fonseca.

De acordo com o líderes da Federação Nacional da Educação, João Dias da Silva, e da Federação Nacional de Professores, Mário Noguera, o Governo, que deu por concluídas as negociações, mantém a intenção de só contabilizar pouco mais de dois anos do serviço prestado durante o período do congelamento das carreiras.

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